Trabalhos sobre a preservação da Amazônia serão premiados


Onças, macacos, araras, papagaios, gaviões, periquitos, urubus-rei, mutuns, jacarés e uma grande variedade de peixes, lontras, ariranhas, tartarugas, serpentes, árvores, cipós e aguapés fazem parte da rica e ameaçada biodiversidade amazônica. Para contribuir com os processos de conservação desse universo, o Museu Paraense Emílio Goeldi e o Instituto Conservação Internacional do Brasil (CI-Brasil), com o apoio das Centrais Elétricas do Pará (Celpa), lançaram em maio a versão 2004 do Prêmio José Marcio Ayres para Jovens Naturalistas. O prazo final para entrega dos trabalhos será 29 de outubro.

O prêmio, instituído em 2003, incentiva os estudantes das redes pública e privada do estado do Pará a investigar, conhecer, valorizar e proteger a biodiversidade regional. A premiação é entregue aos melhores trabalhos por equipe, na categoria ensino fundamental, e aos melhores trabalhos individuais, na categoria ensino médio.

Os trabalhos selecionados em primeiro lugar - ensinos fundamental e médio - garantirão aos alunos autores prêmios como bicicletas, computadores e kits de pesquisa. Aos segundos lugares, serão entregues máquinas fotográficas e kits de pesquisa. Os terceiros colocados receberão publicações especializadas e kits de pesquisa. Os professores orientadores de equipes e de alunos premiados ganharão computadores. As escolas destes alunos vão receber publicações e kits de pesquisa para os acervos escolares.

A partir de setembro, os organizadores do prêmio realizarão oficinas de capacitação em Orientação à Pesquisa para 160 professores, de ensino fundamental e médio, dos municípios de Belém, Castanhal, Marabá e Santarém. As oficinas objetivam capacitar os professores que vão orientar as pesquisas e projetos dos alunos sobre a biodiversidade da região. Os interessados em participar devem procurar as secretarias municipais de Educação desses municípios.

“No ano passado, tivemos 28 trabalhos julgados e 11 finalistas. Nossa expectativa para 2004 é de maior participação e de melhoria do nível dos trabalhos apresentados. As oficinas de capacitação oferecidas serão um fator de multiplicação da participação e envolvimento dos professores e dos alunos", afirmou a coordenadora do prêmio e educadora do Museu Emílio Goeldi, Filomena Videira Secco. "Estamos seguros de que apenas o conhecimento da biodiversidade poderá salvá-la”.

O Museu Emílio Goeldi foi criado em Belém, em 6 de outubro de 1866, por Domingos Soares Ferreira Penna. Tem como missão produzir e difundir conhecimentos e acervos científicos sobre sistemas naturais e socioeconômicos relacionados à Amazônia. O nome da instituição vem de seu consolidador, Emílio Goeldi, no período de 1894 a 1907. Instalado em uma área de 52 mil metros quadrados, possui mais de duas mil espécies de plantas e cerca de seiscentos animais da Amazônia, cativos e em livre circulação pela área do museu aberta ao público.

Como estratégia de divulgação do prêmio, o museu realizou em junho o evento Pororoca da Biodiversidade. Nesse período, recebeu a visitação de alunos da rede de ensino da capital para conhecer as coleções do acervo institucional e, também, as linhas de pesquisa e a biblioteca de catalogação de fauna e flora. Foram realizados, ainda, ciclos de palestras de capacitação dirigidos aos professores de ensino fundamental e médio. Para os pais e responsáveis pelos alunos, foi instituído o Dia do Tira-Dúvidas, quando estes são monitorados nas visitas por técnicos especialistas que prestam informações científicas e esclarecem dúvidas.

Fonte: Assessoria de Imprensa do MEC (José Leitão)

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