A Terra sob Medida

 

Se formos interrogamos, hoje em dia, sobre a forma do nosso planeta muito provavelmente traremos à nossa mente a imagem de um astro flutuando no espaço, de cor azulada e forma arredondada. Não é mesmo? Esta imagem, proveniente da foto que celebrou o início das viagens espaciais tripuladas por homens no final dos anos 60, foi largamente divulgada e utilizada em diferentes situações e por diversas mídias. E isso nos ajudou a ter mais clareza sobre a forma de nosso planeta: arredondada e achatada nos pólos.
Mas pensem na corte do Luis XV. Início do século XVIII, por volta dos anos 1730. Seria possível que algum conde ou duquesa tivesse em seus pertences alguma foto ou mesmo um desenho da Terra? É claro que não. A possibilidade de se ter uma foto e principalmente, uma foto da Terra não podia sequer ser imaginada nesse período. O que dirá de viagens espaciais!

O verdadeiro formato da Terra intrigava os acadêmicos no final do século XVII e início do XVIII. Nesse período era sabido que o planeta possuía uma forma arredondada com certo achatamento, mas o problema estava em determinar em qual direção se verificava esse achatamento: no sentido dos pólos ou do equador. A Terra se parecia mais com um pepino ou uma melancia?

A partir de uma pesquisa iniciada há 5 anos a respeito desse tema foi organizado um curso a distância que pretende trabalhar uma aplicação da História da Ciência em aulas do ensino fundamental e médio. A idéia é perceber que a construção do conhecimento é feita através de um dinamismo e recursividade próprias do pensamento humano. Espera-se com isso que possamos modificar o próprio conceito de ciência, ainda hoje próximo das idéias de consumo e exploração, para uma visão mais responsável do mundo e que nos leve a uma consciência planetária.

Todo curso baseia-se num jogo onde os participantes devem assumir alguns personagens da história real e tentar resolver os problemas encontrados por eles, mas com o olhar de um cidadão do século XVIII. Os cenários e os problemas que devem ser solucionados são apresentados ao grupo seqüencialmente a cada semana. A partir daí, os participantes, juntamente com a tutora, vão organizando, coletando dados e levantando hipóteses que os levem à solução dos problemas. As discussões dos grupos são executadas principalmente no Forum e os materiais são fornecidos em espaços de leitura e pesquisa.

Duração e Vagas
A carga horária é de 24 horas distribuídas em 4 semanas. O número de participantes: 25 pessoas.

Pré-requisitos
Os interessados deverão possuir um e-mail e acesso à Internet. Não será exigido nenhum conhecimento prévio sobre o assunto. Poderão se inscrever professores de qualquer área de conhecimento e graduandos de cursos de licenciatura que estejam interessados no Ensino de História da Ciência. O curso é gratuito.

Inscrições
Devem ser feitas através do endereço eletrônico do curso.

Após a inscrição os participantes receberão uma senha que lhes dará acesso ao curso.

Mentora e Tutora
Maria Isabel Porazza Mendes. Formada em Matemática e consultora em Informática Educacional. Coordenadora pedagógica da Gerência de Educação a Distância do Senac São Paulo. Especialista em Novas Tecnologias em Educação pela Universidade São Francisco (USF), mestre em Geociências aplicadas ao Ensino no Instituto de Geociências da UNICAMP e doutoranda do Programa em Ensino e História de Ciências da Terra do Departamento de Geociências Aplicadas ao Ensino (DGAE), da UNICAMP.

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