| Convênios
com prefeituras e entidades sociais beneficiam idosos
Os programas, administrados pela Seads em parceria com entidades assistenciais e prefeituras, atendem a interessados a partir de 60 anos de idade, no Estado de São Paulo. Estimulam o idoso ao convívio social, respeitando sua individualidade, para evitar a solidão e a depressão, comuns nessa faixa etária, principalmente entre os que perderam laços familiares ou vivem sem renda para subsistência. Somando as duas áreas de atuação, a Seads assinou 428 convênios com prefeituras e entidades sociais. O objetivo dessas medidas, que abrangem os 645 municípios paulistas, vai desde a manutenção de casas para abrigar idosos em situação de risco até ações preventivas e de lazer. O Centro-dia é um espaço que funciona para os velhinhos da mesma forma que as creches para as crianças. Eles vivem com suas famílias, mas necessitam de atenção constante, pois têm limitações para atividades diárias. Só podem ficar nesses espaços enquanto seus parentes trabalham. Esse serviço costuma ser instalado em locais construídos especialmente para a atividade ou adaptado em outros. A condição básica para o bom funcionamento é que o espaço disponha de gente qualificada para o atendimento e prestação de serviços sociais. Pode ser organizado num CCI, em abrigos e em outras casas de idosos. Este ano foram firmados nove convênios para a instalação de Centros-dia no Estado. A Seads dispôs de R$ 11,1 mil para o programa, verba suficiente para atender 220 pessoas da terceira idade. No CCI, participam de atividades físicas, culturais, de lazer, de integração entre gerações e com outros membros da comunidade. Podem visitar o local no horário que mais lhes convier, e às vezes, até levar amigos e parentes A secretária, Maria Helena Guimarães de Castro, informa que a sua pasta apóia 188 centros, que atendem a quase 11 mil pessoas. A verba para o programa neste ano é de R$ 128,8 mil. Ela ressalta que sua pasta inaugurou recentemente 17 CCIs no interior. Instalados em parceria com prefeituras e entidades locais, estão prestando serviço a quase 2 mil velhinhos. Os novos centros são em Barra do Chapéu, Lorena, Ituverava, Flora Rica, Santa Gertrudes, Macatuba, Andradina, Gastão Vidigal, Tarabaí, Presidente Epitácio, Santa Cruz das Palmeiras, Dolcinópolis, Tarumã, Cajuru, Elisiário, Sagres e Getulina. Além de lazer, cultura, exercícios físicos e artesanato, os CCIs oferecem atendimento em serviço social, psicológico, médico, terapia ocupacional, nutrição, remédios, assessoria jurídica, fisioterapia e estímulo à geração própria de renda para o idoso. Abrigo e
repouso A Seads firmou acordo para o programa e destinou R$ 10 mil para atender 250 idosos sem condições de prover a própria subsistência ou em situação de abandono. Nos abrigos, encontram lar e casas de repouso. A administração cabe às instituições assistenciais com a ajuda do governo e da prefeitura. Para acolhê-los, a casa deve garantir, além do abrigo, alimentação, saúde, lazer e cultura. A associação responde por métodos e esforços para a reconstrução dos vínculos familiares do velhinho, facilitando seu retorno ao lar, caso tenha parentes. O abrigo poderá incorporar seus serviços a outras modalidades de assistência, como o Centro-dia, Atendimento Domiciliar ou Casa-lar. A Seads se comprometeu com 228 convênios para o programa, reservando verba de R$ 594 mil para atender a mais de 7 mil idosos. A Casa-lar é uma alternativa de moradia para pequenos grupos. O espaço físico precisa de adaptações, mobiliário adequado e de profissional habilitado para apoio às necessidades do abrigado. Destina-se àqueles que apresentam limitações para desenvolvimento de atividades diárias, mas que preservam habilidades para a convivência em grupo e integração na comunidade. Poderá estar integrada a abrigos, propiciando serviço similar ao da esfera familiar. A Seads destinou este ano R$ 1,2 mil para o programa Casa-lar, por intermédio de um convênio em que pretende prestar assistência a 20 idosos. República
da melhor idade O projeto-piloto será adotado no Conjunto Habitacional Cambuci, bairro paulistano próximo ao centro. O edifício escolhido para a república tem 11 pavimentos, dois elevadores, 66 apartamentos (dois adaptados para quem usa cadeira de rodas), com área média de 48 metros quadrados e dois dormitórios. A previsão é entregar as residências até o final do ano. Os beneficiados serão conhecidos por sorteio entre os inscritos nas entidades e associações habilitadas pela Seads. Os apartamentos serão modificados para facilitar a vida dos idosos, com barras, alargamento do vão da porta do banheiro, piso antiderrapante, interruptor com ligação em paralelo e interfone. No térreo, os moradores terão sala de atividades coletivas, churrasqueira, jardim, praça com bancos e vagas na garagem. O governo também firmou acordo com uma entidade para realização de trabalho social e gestão condominial. A organização prestará assistência personalizada aos moradores da república. O público contemplado pelo projeto será formado por idosos com mais de 60 anos, independentes e com renda mensal de um a dois salários mínimos. É necessário que comprovem núcleo familiar (limite de quatro moradores por apartamento) e que sejam procedentes de exclusão social. O idoso será o titular da moradia, mas não pode ser proprietário de imóvel no Estado ou participar de financiamento habitacional no País. Investimento
para capacitar jovens Terão 60 horas de curso (40 em aulas presenciais e as demais de vivência). Essa primeira turma (haverá outras posteriormente) começará a trabalhar no mesmo dia da inauguração da República do Cambuci. Convivendo
com amigos O CCI oferece, gratuitamente, entre 130 e 150 cafés da manhã e almoços por dia. Aos sábados, quando a casa fica aberta até 18 horas, é servido o chá da tarde. De segunda a sexta-feira, funciona das 8 às 13 horas. Além de ponto de encontro para bate-papo e jogos, eles se distraem com oficinas de dança, teatro, artesanato (tricô, crochê, bordado e pintura), curso de alfabetização básica e ginástica. Têm tratamento psicológico e, aos sábados, alunos de medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) realizam seminários para ensinar noções sobre doenças, higiene, alimentação e outras dicas de como envelhecer de forma saudável e ativa. Também aos sábados a casa oferece descontração diferente ao seu público. “É o dia do baile e do forró. Todo mundo esquece seus problemas e cai na dança”, observa Maria do Carmo. O local não é freqüentado apenas por moradores de Ermelino Matarazzo. Recebe gente de Barueri, Santana, Vila Formosa, Vila Prudente, Mogi das Cruzes, Poá e Suzano. Agência
Imprensa Oficial (Andréa Barros e Otávio Nunes)
|
|
|
|
|