Crianças necessitadas encontram afeto, atenção e uma família de verdade nas Aldeias Infantis SOS


O Dia das Crianças é, sem dúvida, uma oportunidade para incentivar a discussão sobre como o poder público e os vários segmentos da sociedade têm atuado para garantir os direitos fundamentais das crianças brasileiras e também para mostrar alternativas bem-sucedidas para milhares de crianças em situação de risco social. Um desses exemplos são as Aldeias Infantis SOS, que têm como missão criar famílias para crianças necessitadas.

Acreditando que a melhor forma de educar uma criança é dentro de um lar, com uma família, o educador Hermann Gmeiner fundou na Áustria, há 55 anos, a primeira Aldeia Infantil SOS. Esse projeto se expandiu de forma extraordinária e hoje são 439 Aldeias, espalhadas por todos os continentes, que atendem cerca de 150 mil crianças em 131 países.

No Brasil, elas existem há 37 anos e atendem cerca de 8 mil crianças e jovens nos 11 Centros Sociais e nas 14 aldeias, localizadas em 9 estados brasileiros e no Distrito Federal: Salvador (BA), Braília (DF), Caicó (RN), João Pessoa (PB), Porto Alegre e Santa Maria (RS), Goioerê (PR), Rio de Janeiro (RJ), Juiz de Fora (MG), Manaus (AM) e São Paulo, São Bernardo do Campo e Poá (SP).

As Aldeias Infantis SOS criam famílias para crianças que não podem ser mantidas em sua família natural, ajudando-as a construir seu próprio futuro. Cada Aldeia Infantil SOS é um condomínio formado por 10 a 12 casas-lares, onde moram famílias com até 9 crianças com idades diferentes, que convivem sob os cuidados de uma mãe social.

Além disso, através dos Centros Sociais participam do desenvolvimento de suas comunidades, criando programas que tenham como meta fortalecer as famílias e prevenir o abandono infantil. Nos Centros Sociais são desenvolvidas atividades educacionais, artísticas, culturais, esportivas e de capacitação profissional para crianças e jovens das comunidades próximas às Aldeias, como também projetos de geração de renda para jovens e mulheres e de capacitação para agentes sociais e líderes comunitários.

O modelo familiar de atendimento de longo prazo das Aldeias Infantis SOS baseia-se em quatro princípios:

 

  • A mãe: cada criança está sob cuidados de uma mãe. A mãe social cria uma relação de afeto com cada criança a ela confiada, proporciona segurança, amor e estabilidade. Como uma profissional que cuida de crianças, a mãe vive juntamente com elas, orientando o seu desenvolvimento e administrando seu lar com autonomia. Ela conhece e respeita a origem, as raízes culturais e a religião de cada criança.
  • Os irmãos: os laços afetivos se desenvolvem naturalmente. Meninos e meninas de diferentes idades convivem como irmãos e irmãs. Os irmãos biológicos permanecem na mesma família SOS. As crianças com sua mãe criam laços afetivos que duram toda vida.
  • A casa: cada família forma seu próprio lar. A casa é o lar da família com suas próprias características, ritmo e rotina. Sob esse teto, as crianças desfrutam o verdadeiro sentido de segurança e espírito de família. Crescem e aprendem juntas, compartilhando responsabilidades, alegrias e tristezas da vida cotidiana.
  • A aldeia: a família SOS é uma parte da comunidade. As famílias SOS vivem juntas na Aldeia, criando um ambiente de apoio onde as crianças desfrutam de uma infância feliz. As famílias compartilham experiências e se ajudam umas as outras, vivem como membros integrantes e participativos da comunidade local. Através da sua família, da Aldeia e da comunidade, cada criança aprende a participar ativamente na sociedade.

Clube de Amigos SOS

Para manter esse trabalho, a organização conta com a parceria de empresas e com doações de pessoas físicas, uma rede de solidariedade denominada Clube de Amigos SOS. Há muitas formas de contribuir e se tornar um amigo SOS:

  • realizando contribuições regulares, através de débito automático em C/C, cartão de crédito ou boleto bancário, no valor mínimo de R$ 10,00;
  • apadrinhando uma criança, através de contribuições regulares, via boleto bancário, cartão de crédito ou débito automático em C/C, no valor mínimo de R$ 50,00. Neste caso, o padrinho SOS não se limita a ajudar financeiramente, mas cria um vínculo com uma criança de uma Aldeia Infantil SOS, através de visitas e troca de correspondência, por exemplo;
  • doando bens e serviços: alimentos, roupas, produtos de higiene pessoal e de limpeza doméstica, material escolar, móveis, eletrodomésticos, bolsas de estudo etc;
  • tornando-se voluntário.
Mais informações sobre as Aldeias Infantis SOS Brasil e sobre o Clube de Amigos SOS podem ser obtidas pelo telefone 0800-160633 ou no site www.aldeiasinfantis.org.br.
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