|
Jornal:
ferramenta poderosa para a escola Mensalmente, todos os alunos da Escola Carlitos, em Higienópolis, levam para casa o Jornal Ipê Amarelo para ler junto com seus familiares. Antes de chegar às mãos dos leitores, a produção do jornal possibilita uma oportunidade rica para o aprendizado de diversos conteúdos."O processo de elaboração de um jornal, além de cumprir o papel de ensinar a ler e escrever, numa situação comunicativa real, propicia principalmente uma oportunidade de usar essas capacidades em um contexto verdadeiro de exercício da cidadania, enquanto forma de pensar e atuar na realidade", explica a diretora da escola, Manuela de Castro Anabuki. Há mais de dez anos, quando o primeiro número do Ipê Amarelo foi lançado, houve uma ampla votação, em que o nome do jornal foi eleito dentre as várias sugestões criadas pelos próprios alunos. Ou seja, o Ipê Amarelo já nasceu de um ato de cidadania, que é o voto. Todos os meses são escolhidos dois representantes de cada classe do ensino fundamental que participarão, junto com colegas de outras séries, de reuniões de planejamento e de edição do jornal. Quando participam das reuniões, os jovens editores têm a oportunidade de tomar parte de decisões quanto ao que será publicado ou não no jornal, dentre os textos produzidos e enviados por alunos das classes de 5ª à 8ª série. Uma vez garantidos alguns espaços (como, por exemplo, um número mínimo de matérias da Educação Infantil nas seções "Cotidiano", "Culinária" e "Dicas de leitura"), os representantes participam da escolha das matérias aprendendo a levar em conta critérios previamente definidos na própria equipe, como adequação ao público leitor, correção e clareza, aspectos da linguagem jornalística. A intenção da Escola Carlitos é criar situações que ajudem a formar cidadãos conscientes do que significa eleger seus representantes (quando elegem o representante de classe) e ser representante junto com todas as responsabilidades que isso significa. Além disso, trabalhar em equipe, decidir, opinar e justificar suas opiniões são outros aspectos envolvidos. "Tudo isso porque acreditamos que as crianças têm o que dizer e são capazes de assumir as responsabilidades que nós lhes oferecemos", acrescenta Manuela. |
|
|
|
|