|
Dia
do Deficiente é comemorado com avanços na luta pela inclusão
social e escolar Pessoas com síndrome de down conquistam espaço no mercado de trabalho e no ensino regular No Dia do Deficiente, celebrado em 21 de setembro, o CEESD, Centro de Educação Especial Síndrome de Down de Campinas, vivencia casos que mostram os avanços obtidos por seus educandos no mercado de trabalho e na luta pela inclusão social e escolar. Iacy Macarelli, 20 anos, está começando no primeiro emprego. Ela vai cuidar da reposição de mercadorias e ajudar na limpeza da Padaria Império dos Pães. A família não esconde a satisfação de ver um desejo antigo de Iacy, que sempre quis trabalhar, se transformar em realidade. Os profissionais do CEESD vão acompanhar o período de adaptação, assim como fizeram com Cristiano Krempel, de 27 anos, outro caso bem sucedido de inclusão no mercado de trabalho. Há quatro anos, ele é funcionário do Mc Donald's, onde faz a reposição de material e ajuda no recolhimento de bandejas. Segundo a mãe, Elisa, o início foi difícil para o filho, que só continuou porque teve o apoio da família. A gerente do estabelecimento, Vera Lanzi, admite que a produtividade de alguns funcionários melhorou depois que eles passaram a conviver com o colega que tem síndrome de down. Para Celiana Santos Bronzatto, de 32 anos, a luta pela inclusão começou já na gestação, quando descobriu, aos cinco meses de gravidez, que a filha Milena nasceria com a síndrome de down. Depois de ouvir informações distorcidas de um geneticista que a atendeu, procurou o CEESD. Quando Milena completou um mês de vida, ela começou a ser atendida no Programa de Estimulação Precoce para crianças de zero a três anos, onde desenvolve atividades de estimulação global. Celiana se ressente do preconceito e principalmente da desinformação de profissionais que deveriam orientar pais como ela e o marido. "No momento em que recebemos a notícia deveríamos receber também informações corretas e orientações. Hoje eu sei que minha filha é uma criança como as demais. Ela só precisa de atendimento especializado para que possa se desenvolver", diz Celiana. O depoimento da mãe da Lígia Beatriz também é animador. Lígia, hoje com 13 anos, enfrentou dificuldades ao ingressar na escola do ensino regular. Segundo a mãe, o despreparo dos professores foi o principal motivo. Com a ajuda da família, Lígia está completamente adaptada atualmente. Para os profissionais do CEESD, histórias como essas reforçam a necessidade do trabalho ser cada vez mais voltado para a inclusão. Atualmente a instituição atende 98 pessoas, das quais 66 estão freqüentando o ensino regular. Além dos educandos, o Centro oferece suporte para as famílias, como aconteceu com Neusa, que tem dois filhos com a síndrome. Apesar de todas as dificuldades, Neusa nunca deixou de incluir os filhos em nenhuma atividade social. O mesmo fez Ana Rosa com Maximilian, de 18 anos, que freqüenta a educação de jovens e adultos. O depoimento de Ana Rosa retrata o sentimento e a força destas famílias que venceram preconceitos e desinformação para dar aos filhos a chance de serem pessoas como as outras, com os mesmos direitos e deveres. "Desde que Max nasceu, eu me propus amá-lo e respeitá-lo, como qualquer mãe deve fazer. Esse amor me dá força para vencer os problemas", encerra Ana Rosa. CEESD
- Centro de Educação Especial Síndrome de Down |
|
|
|
|