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Era
uma vez em um reino distante...
Além da sua importância na literatura infantil, atualmente essas histórias fantasiosas e atemporais têm o seu valor pedagógico e psicopedagógico reconhecido. Sua linguagem faz a ponte direta com o imaginário da criança, dando aos pequenos uma ferramenta a mais para resolver os conflitos mais comuns nessa fase da vida, tornando-se, também, útil na formação de sua consciência ética. Somam-se, ainda, aos seus benefícios, a descoberta do prazer da leitura, os primeiros passos para a alfabetização, e por aí afora.
Divididas em Contos de Fadas e Contos Maravilhosos, no primeiro grupo enquadram-se temas que não necessariamente tenham fadas entre seus personagens, mas que tratam da realização existencial ou da evolução do aprendizado da protagonista. Aí se incluem títulos como Cinderela, Branca de Neve e os Sete Anões, Chapeuzinho Vermelho, Bambi, A Bela Adormecida, entre outros. No mundo dos Contos Maravilhosos tudo é possível e natural, não causando perplexidade ou medo aos pequenos leitores ou ouvintes atentos de sagas de cunho social como a de Robin Hood, do Corcunda de Note Dame, O Gato de Botas, entre outras. "No entanto, educadores e pais têm que ter a sensibilidade para não extrapolar em contos com linguagem difícil e cujo enredo pode levantar conflitos no momento em que a criança não está preparada", alerta Maria Eugênia. Na Escola Quintal,
uma vez por semana dá-se o contato com esse universo em rodas
de histórias, nas quais é possível trabalhar todas
as áreas do conhecimento, principalmente no lado afetivo, explorando
as diferenças, a identidade, a convivência e o medo. Além
disso, disciplinas como a matemática, as ciências e as
diversas expressões artísticas ganham, também,
uma preciosa ferramenta. Depois de ouvirem atentos a saga dos Três
Porquinhos, os alunos dessa escola já construíram uma
casinha com sucata, aprenderam, na aula de ciências, sobre os
porcos, além da trilha sonora da história, e pediram mais...
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