Alfabetização Solidária recebe Certificado de Boa Prática Social


O Programa Alfabetização Solidária acaba de receber o Certificado de Boa Prática Social (Best Practice Certificate), concedido pela organização internacional UN-Habitat (Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos) e Municipalidade de Dubai dos Emirados Árabes, pelos trabalhos realizados em 2002. O prêmio é o reconhecimento de uma experiência de êxito, que pode servir de modelo para outros países e que exerce forte impacto nas comunidades onde atua. Em 2002, o Alfabetização Solidária totalizou o atendimento a 3,6 milhões de jovens e adultos que não sabiam ler e escrever.

Concedido a cada dois anos, o prêmio seleciona as melhores práticas sociais do mundo que tenham efetivamente contribuído para a melhoria dos ambientes humanos nos locais onde atuam. Com a escolha, realizada dentre 550 iniciativas inscritas, o Alfabetização Solidária é apontado como uma das 40 experiências mundiais de maior êxito. Com a premiação, o Alfabetização Solidária passa também a constar do banco de dados do Programa Best Practices, disponível no endereço eletrônico www.bestpractices.org. Entre 1996 e 2002, o Best Practice Certificate foi concedido a cerca de 1.600 práticas, de 140 países, também listadas no site do prêmio.

"Nossa grande alegria e nosso maior motivo de orgulho estão no fato de que nossos esforços têm merecido aprovação de organismos e entidades internacionais de respeito incontestável", comemora a superintendente executiva nacional do Alfabetização Solidária, Regina Esteves. A prova da eficiência e possibilidade de transferência do know how do Alfabetização Solidária a outras nações está na presença do Programa em países como Timor Leste, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e, mais recentemente, Guatemala.

O Programa Alfabetização Solidária é uma organização não-governamental que adota um modelo de alfabetização simples, inovador e de baixo custo. Foi criado em janeiro de 1997, com o objetivo de reduzir os altos índices de analfabetismo e desencadear a oferta pública de Educação de Jovens e Adultos no Brasil. Sua estratégia de atuação é inteiramente baseada em parcerias com instituições de ensino superior, empresas privadas e com o setor público.

Quando começou a atuar no Brasil, o Programa contava com apenas 9,2 mil alunos em 38 municípios das Regiões Norte e Nordeste, e possuía somente 442 alfabetizadores, 11 empresas parceiras e 38 universidades envolvidas. No ano passado, o Programa alcançou a marca de 3, 6 milhões de alunos atendidos, em 2.010 municípios brasileiros, com 93 empresas envolvidas, 204 universidades parceiras e tendo capacitado mais de 150 mil alfabetizadores.

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