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Alunos
de engenharia da Poli projetam veleiro para crianças carentes
Sete alunos de Engenharia Naval da Escola Politécnica da USP ajudam a ONG Vento em Popa num projeto para a construção de um veleiro que será utilizado para dar aulas de vela às crianças carentes residentes às margens da Represa Billings, na Grande São Paulo. Os estudantes estão produzindo o equipamento a baixo custo (menos de R$ 1,5 mil). A previsão é que o protótipo esteja pronto para testes na represa em meados de agosto. O professor Alexandre Simos coordena o trabalho. Segundo ele, o diretor da ONG, Frederico Plass Rizzo, o procurou no final de junho, solicitando auxílio para a criação de um barco com duas velas e capacidade para acomodar três crianças de 7 a 12 anos. Simos encaminhou a proposta ao Escritório Piloto da faculdade e os alunos começaram a executar o projeto. "É a primeira vez que esses universitários têm aulas práticas para fazer um veleiro. E há uma vertente social nesse processo", ressalta o professor. "Trabalhos como esse são fundamentais porque auxiliam no ensino. Os universitários ficam motivados, tiram suas dúvidas e oferecem sugestões." O diretor da ONG, por sua vez, lembra que, quando teve a idéia de baratear o custo, consultou profissionais especializados, que se mostraram resistentes. "O que eles queriam era usar materiais modernos e encarecer o produto final", conta Rizzo. Mas ele não desistiu de sua meta e orgulha-se: "Os professores da USP foram extremamente receptivos e abertos a novas idéias. E a partir daí iniciamos o projeto". O veleiro está sendo construído em madeira; tem 3,30 m de comprimento por 1,40 m de largura, uma vela mestra e uma vela buja. O casco foi construído em compensado naval, com partes em peroba. Assim que estiver pronto, a ONG Vento em Popa incentivará a participação da comunidade da Represa Billings, no Grajaú. "A população carente da região fará modelos semelhantes e será remunerada. Para isso, devem arcar com os custos do material utilizado", explica o diretor. Atualmente, a ONG atende a garotada carente de 7 a 15 anos, mas o objetivo é ampliar e popularizar a pilotagem e a construção do barco a vela para toda a comunidade. Viviane
Santos |
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