|
A Caverna
de Cristais - Volume 2: Aliança dos Povos Helena Gomes Idea
Editora
Aliança dos Povos é o segundo volume da Saga "A Caverna
de Cristais".O primeiro volume da série, O Arqueiro e a Feiticeira,
publicado em 2003, traz um remoto mundo de brumas azuis, no qual a guerra entre
dois povos termina com a vitória dos cruéis nergals. Em seu desespero,
Loxian, a rainha dos eloras, ordena aos seus três melhores guerreiros o
impossível: evitar que os inimigos, liderados por Mudu-za, deixem seu rastro
de destruição e morte em civilizações inocentes. A
missão, entretanto, fracassa e milênios depois, em um reino medieval
perdido num planeta chamado Terra, uma jovem Sacerdotisa chega em busca do Herdeiro:
o único capaz de deter o terror nergal que agora ameaça a raça
humana. Na seqüência, Thomas, Erin e Vince partem de seu mundo medieval
com o objetivo de encontrar aliados na luta contra os nergals. Os jovens enfrentam
novos perigos, traições e até a própria morte... Personagens
nascem e renascem em mundos distantes, durante séculos, somente para cumprir
uma temida missão, uma aventura infinita. Esta é a essência
d'A Caverna de Cristais.
A
autora Helena Gomes, é escritora, jornalista e professora universitária.Formada
em Jornalismo, com especialização em Educação e Educação
a Distância, Helena atualmente cursa Letras. Trabalhou como diagramadora,
repórter e editora no jornal A Tribuna, e como assessora de imprensa na
área educacional. É autora dos livros Lobo Alpha (Rocco, 2006),
O Arqueiro e a Feiticeira (Devir, 2003) e Aliança dos Povos (Idea, 2007),
além dos inéditos Código Criatura (Rocco) e o infantil Nanquim
(Paulinas) dentre outros.
Leia
abaixo a entrevista com a autora Helena Gomes:
Que lembrança você
tem do grupo escolar? Helena:
Nossa, faz tanto tempo... (risos). Lembro que tive excelentes professores e a
sorte de estudar em boas escolas públicas e particulares.
Qual
a importância das professoras de Língua Portuguesa em sua vida? Helena:
Elas foram fundamentais, com certeza. Tive uma professora no Ensino Médio
(na época, ainda chamado de colegial), a Elita, que foi maravilhosa. Devo
a ela muito do conhecimento que hoje domino em Língua Portuguesa.
O que você lia quando criança? Helena:
Eu gostava muito de ler O Sítio do Pica-pau Amarelo, de Monteiro Lobato.
Desta coleção, havia um livro em especial, o meu favorito, que trazia
fábulas e contos de fadas. Li mais na adolescência: conheci os clássicos
da literatura brasileira, descobri os livros de mistério e aventura, me
apaixonei por Alexandre Dumas. Mergulhei nos livros naquela fase da minha vida.
Quem te incentivou? Helena:
Minha família sempre teve uma situação financeira difícil,
mas meus pais davam um jeitinho de comprar algum livro para mim. Desde que me
entendo por gente, os livros me fascinam e me atraem.
Que
personagem você invejou? Helena: Invejar mesmo?
Hum, acho que não. O que eu gostava, realmente, era de criar histórias
alternativas para meus personagens preferidos. Ou, quando não gostava do
final de um livro, mudava na minha cabeça para o jeito que eu queria que
terminasse... (risos)
Qual
livro marcou sua vida antes dos 15 anos? Helena:
Minha mãe tinha uma coleção da Bíblia, ilustrada e
com uma linguagem muito simples, com várias histórias do Antigo
Testamento. Sabe, eu gostava muito de ler e reler aquelas histórias. A
minha preferida era a história de José que, coitado, acabava vendido
como escravo pelos irmãos, mas depois dava a volta por cima e se tornava
uma pessoa muito legal, apesar de tudo o que havia sofrido.
Havia um escritor (a) predileto (a)? Helena:
Naquela época, anos 70, não havia tantas opções de
livros infantis e tantos autores incríveis como hoje. E praticamente não
existiam bibliotecas nas escolas. Então, antes dos 15 anos, você
pode dizer que só conheci Monteiro Lobato. Portanto...
Você
tem vários projetos em andamento. Como você equaciona seu tempo na
execução deles? Helena:
Em geral, escrevo nos finais de semana e nos feriados. Se pudesse ter mais tempo
para trabalhar minhas histórias... ah, seria perfeito!
Há
um personagem que, de repente, rouba a cena ou tenta aparecer mais que outros? Helena:Sim,
sempre há aquele personagem que, aos poucos, ganha cada vez mais destaque
na trama. O processo de criação de uma história é
dinâmico, sempre sujeito a mudanças. Além disso, conforme
a trama avança, os personagens vão se tornando cada vez mais concretos.
E ganham vida própria. Se eles têm carisma e força, sim, acabam
roubando a cena.
Há
algo que você gostaria de escrever e ainda não conseguiu? Helena:
Sim, várias coisas. Mas, infelizmente, o tempo é curto. Procuro,
então, me concentrar em apenas um projeto de cada vez, sempre considerando
os motivos pelos quais este e não aquele projeto deve ser tocado neste
momento.
Você pode
dar alguma dica para quem tem idéias ou vontade de escrever histórias,
mas não sabe como começar? Helena:
É importante estudar a estrutura de uma história, como desenvolvê-la,
os pontos de clímax, de desfecho. Há ainda os cuidados com os personagens,
com a ambientação da trama, o tipo de narrador que você pretende
utilizar. Existem bons livros que passam dicas valiosas, que nos levam a refletir
sobre o nosso trabalho.
Deixe
uma mensagem para os leitores. Helena:
Se você é apaixonado por livros como eu, então já sabe
que a viagem a este mundo fantástico e irresistível está
apenas começando. Agora, se você nunca se arriscou sequer a folhear
um livro, não sabe mesmo o que está perdendo... Entrevista
feita por Nilza Marcondes, da equipe do Ao Mestre Com Carinho, em 23/04/2007.

|