O Marketing e a moda
Glaucia Salles Ferro
Marketing é a arte de influenciar pessoas. Pode ser também a arte de fazer de um desejo, uma necessidade, mas, antes de mais nada, no mundo atual, globalizado e virtual, atender de uma forma muito eficaz o cliente. Para se praticar marketing, se pressupõe que de um lado exista alguém que queira vender alguma coisa ou uma idéia, e de outro, alguém que esteja predisposto a comprar. É assim que vem funcionando a prática do marketing desde a revolução industrial.
Muitos confundem o marketing com a propaganda, com vendas, com merchandising, enfim, há uma miscelânea de informações. Marketing, no entanto, se utiliza das ferramentas da propaganda do merchandising, das vendas, da promoção e de outros meios para conquistar o cliente. Assim sendo, marketing é tudo junto.
Design e móveis ecológicos
É o que você pode ver nos trabalhos de vários artistas, que fazem da profissão também uma defesa da ecologia.

Esculturas em juta e bijuterias com sementes e materiais naturais como bambú, palha buriti e rami da artesã Sônia da Rocha. Tel: (11) 7298.1694

Banquinho curvo e escada decorativa e de uso em bambú tratado e junco de José Gustavo Tonhasca. Tel/Fax: (11) 492.4303
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Isso posto, vamos ao marketing na moda. Antes da revolução industrial, o mundo consumia o que tinha para comprar. A produção em série só veio atender o desejo das classes menos favorecidas que puderam passar a se vestir, se tivessem condições financeiras, como os ricos. Todos sabemos que hoje uma roupa pode valer infinitamente mais do que ela custa pelo simples fato dela ser um objeto do desejo. Deste modo, o marketing na moda é essencial para a sobrevivência do negócio. Hoje não é mais aquele modelo de saia, aquele modelo de blusa ou de calça que provocam suspiro de desejo, hoje os suspiros acontecem pelas marcas das saias, blusas ou calças. As marcas de moda refletem um forte conceito que, em hipótese alguma, deveria ser confundido com a marca concorrente. É por isso que marcas como a Forum que atinge classes sociais mais altas, cercou o mercado com a loja filhote Triton que atende a classe média. Ou seja, cada marca com seu público, com seu conceito. O mesmo ocorre com a Zoomp e a Zapping e assim por diante. Podemos perceber que os out doors de moda quase nunca contém um texto publicitário. Isso é proposital, porque eles devem refletir um conceito e não a roupa em si. É como uma obra de arte, ou você se identifica com ela ou a detesta! O conceito do out door geralmente reflete a proposta da grife para a nova coleção, conceito que foi passado nas passarelas para um público selecionado e que agora é de domínio público. Fazendo um esforço de memória, vamos lembrar de out doors com imagens de mulheres mais masculinizadas, dos homens mais afeminados, de ambos mais robotizados, de relação homossexual, das diferenças raciais, enfim, as últimas mensagens das griffes de moda agiram fortemente em cima da quebra de tabus reforçando seus conceitos e fazendo-nos subjetivamente a proposta: identifique-se com a nossa marca, seja você mesmo, adote um estilo próprio! Diante dessa proposta conceitual da moda, ainda restam dois perigos: o primeiro em relação à concorrência, pois as griffes se nutrem das mesmas tendências e na confecção da mídia, acabam por se confundir entre si (não sabemos se aquela mulher do out-door é da Forum ou da Iódice por exemplo) e o segundo, é que os publicitários (tradicionais criadores das campanhas publicitárias) definitivamente não entendem essa interferência da moda nos seus relâmpagos de criatividade!