Calvície pode ser sinônimo de estética comprometida


Faça tudo acontecerHoje, a boa aparência é fator fundamental em uma sociedade que supervaloriza a beleza. Não estar nos padrões de estética pode representar uma baixa autoestima. No entanto, de causa genética e hormonal, a calvície é inevitável para muitos homens e, até mesmo, mulheres. Basta a presença de um gene com predisposição a calvície, vindo de um dos pais, para manifestar a patologia.

A dermatologista e cirurgiã Maria Angélica Muricy Sanseverino explica: “Todas as pessoas possuem a enzima 5 alpha redutase tipo 2 no organismo, que transforma o hormônio testosterona em DHT (dihidrotestosterona) - substância responsável pela miniaturização dos fios de cabelo (transformação do pelo capilar em penugem). Todavia, quando há uma predisposição genética, há também uma sensibilidade do receptor celular que permite que a DHT entre na célula e cause o processo de miniaturização do fio”.

A especialista da Clínica Muricy* faz outro alerta: “Calvície e queda de cabelo são problemas diferentes. A queda pode ser resultado de um estresse e de desequilíbrios metabólicos que servem de barreira para que os nutrientes cheguem até os cabelos, que, fracos, acabam caindo. Sendo assim, ao tratar a causa, os fios param de cair e crescem saudáveis. Já a calvície, não é a perda de cabelos, mas a sua miniaturização, transformação do pelo grosso (cabelo normal) em “penugem” (cabelo muito fino). Os fios continuam no couro cabeludo, só que ficam quase imperceptíveis”, ensina.

Como o processo agudo de miniaturização do cabelo não é repentino, a pessoa não fica “careca” de um dia para o outro. Na fase inicial da calvície, os tratamentos preventivos conseguem reverter ou estabilizar o processo com eficiência. A FDA (agência norte-americana de controle dos produtos farmacêuticos) reconhece três tratamentos: o Minoxidil (loção – Shampoo), Finasteride (remédio de uso oral) e, mais recentemente, o laser de baixa voltagem.

O Minoxidil é um medicamento (uma loção) que, ao ser aplicado no couro cabeludo, age nos folículos pilosos “vivos” retardando o seu processo de miniaturização e prolongando a fase de crescimento. Seu agente ativo é o sulfato de minoxidil. A Finasteride é uma medicação por via oral que inibe a formação de DHT, o agente causador da miniaturização. Já o laser de baixa voltagem age através da fotobioestimulação, a luz penetra no local aplicado, atinge as células e estimula seu metabolismo.

Mesmo com todos os sinais e técnicas não cirúrgicas contra a calvície, muitas pessoas só procuram tratamento quando as mudanças indesejáveis na aparência estão visíveis, comprometendo a estética e autoestima. Para esses casos, onde os fios de cabelo já estão enfraquecidos e fininhos, só o transplante capilar pode resolver.

Todavia, hoje, dependendo do caso, a técnica de transplante capilar consegue restaurar toda a área calva, em apenas duas sessões. Cada “Gigassessão”, técnica que foi introduzida no Brasil pela Clínica Muricy e que é assim chamada por conseguir transplantar uma grande quantidade de fios capilares em uma única cirurgia, levará em torno de cinco a seis horas e por volta de 7 a 10 mil fios de cabelos serão transplantados.

“É uma restauração que utiliza o método do transplante folicular, que consiste em retirar vários folículos (agrupamento composto por até quatro fios de cabelo) de uma região saudável do couro cabeludo, onde, naturalmente, crescerá de novo o cabelo, e transplantar para os pontos calvos. Em apenas 12 semanas, o paciente terá o crescimento natural dos cabelos”, ressalta a especialista Maria Angélica Muricy Sanseverino.

Atualmente, existem soluções para os diversos problemas capilares. Portanto, Dra. Maria Angélica alerta: “Quanto mais rápido se iniciar um tratamento, melhores resultados serão alcançados”.

*www.clinicamuricy.com.br






08 de abril de 2010

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