O início da imigração

Leia MaisJapão e Brasil Leia MaisChegando no Brasil
Leia MaisA guerra

Japão, 1868, data de posse do imperador Meiji. Iniciou-se um período de grandes mudanças administrativas e econômicas no país, entre elas a reforma agrária, que dava direito da propriedade de terras aos camponeses, fato que ocasionou a revolta dos samurais, inconformados com a perda de poder. Os grandes gastos militares do governo obrigaram-no, então, a emitir maior quantidade de papel moeda, gerando como conseqüência o aumento de tributos regionais e o violento processo inflacionário.

Para reverter esse quadro, o governo adotou uma política deflacionária, o que provocou a queda dos preços dos produtos agrícolas, acentuando a crise do setor rural. Com isso, a economia japonesa, que antes baseava-se exclusivamente na agricultura, cedeu lugar às atividades manufatureiras e industriais.

A maioria dos camponeses abandonou o campo com destino às cidades, superlotando as mesmas. Diante dessa situação, o Imperador viu a imigração como uma das soluções para os problemas que enfrentava o país.

Japão e Brasil

Após as guerras com a China (1884/1895) e com a Rússia (1904/1905), houve um aumento da popularidade do Japão no Ocidente. Nesse clima, os japoneses deixam a relação de isolamento com o resto do mundo e passam a assinar tratados de comércio e amizade com várias nações, entre as quais o Brasil.

Nessa época, o Brasil apresentava grande necessidade de mão-de-obra para trabalhar nas lavouras cafeeiras, já que o café dera ao país posição de destaque no mercado internacional, tornando-se o principal produto da agricultura brasileira.

A situação dos imigrantes japoneses não era das melhores. Discriminados pelos Estados Unidos, perseguidos pelo Canadá, proibidos de entrar na Austrália, limitados pelo Hawai e pelas ilhas do Pacífico, viram no Brasil a esperança de realizarem seus sonhos e começarem uma vida nova.

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Chegando no Brasil

Eram homens, mulheres e crianças dispostos a emprestar o seu esforço a uma terra da qual mal tinham ouvido falar. Na bagagem, trouxeram receitas culinárias exóticas e uma forma de falar e de vestir inusitada. Trouxeram a força dos braços aliada às idéias que transformariam para sempre a cara das cidades brasileiras, principalmente de São Paulo.

Embarcados na terceira classe, vinham instalados nos porões dos navios a vapor. A superlotação e as precárias condições sanitárias favoreciam a proliferação das doenças e não era raro a ocorrência de mortes e nascimentos ao longo do trajeto, afinal, a viagem durava cerca de 60 dias.

Kasato MaruOs primeiros imigrantes japoneses, 781 pessoas, vieram a bordo do navio Kasato Maru, que atracou no porto de Santos/SP, em 18 de junho de 1908. O primeiro destino dos recém chegados foi a Hospedaria dos Imigrantes, na capital paulistana. De lá, eles foram distribuídos para as fazendas de café, no interior de São Paulo, onde eram obrigados a terminar a primeira colheita e quitar as dívidas decorrentes dos adiantamentos das despesas da viagem, pagas pelos fazendeiros, no prazo de um ano. Era o começo de uma difícil fase de adaptação.

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A guerra

Com a Segunda Guerra Mundial, em 1942, o Brasil rompe as relações diplomáticas com o Japão. À limitação das atividades culturais e educacionais dos japoneses pelo governo federal, somaram-se a expulsão dos moradores da região central (especialmente da R. Conde de Sarzedas e R. dos Estudantes) e a proibição de toda e qualquer publicação em língua japonesa.

Passada a guerra, já em clima de paz, em 1949, o comércio entre brasileiros e japoneses é restabelecido e, em menos de 60 anos, a população de imigrantes da terra do sol nascente totalizava 404.630 pessoas. Hoje, o Brasil, possui a maior comunidade japonesa do mundo, fora do Japão.

Os samurais eram pessoas pertencentes à elite que por séculos comandou a política e a administração do Japão. Eram vistos como guerreiros e militares.

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A língua japonesa é bastante difícil. Ao todo são três alfabetos com 104 letras em Hiragana e Katakana, contra 26 da língua portuguesa, e mais outros 4 mil ideogramas, chamados de Kanji, para uso cotidiano. Além de todo esse super alfabeto, os japoneses desenvolveram uma linguagem específica que se diferencia de acordo com o receptor: mulher, homem, chefes de trabalho e crianças.

 


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