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ÊXODOS: reflexão da humanidade na sociedade global
Guerras, catástrofes, miséria ou simplesmente o sonho de uma vida melhor. Situações que vêm produzindo, na sociedade globalizada, milhões de refugiados, migrantes e excluídos. Cenas cotidianas de um mundo, muitas vezes, desconhecido. Para revelar esses momentos, o fotógrafo Sebastião Salgado percorreu, durante sete anos, 47 países para colher imagens dos mais impressionantes fenômenos de reorganização da comunidade humana. Todo esse trabalho documental, de vigoroso impacto emocional e estético, resultou numa exposição que já iniciou uma peregrinação mundial, denominada Êxodos. São 350 painéis fotográficos, que mostram imagens de guerras, em várias partes do mundo, como, por exemplo, na Bósnia, Sudão, Kosovo e no Congo. O êxodo de milhões de pessoas para a cidade, como o ocorrido na região de Chimborazo, no Equador, bem como a realidade dos integrantes do Movimento dos Sem Terra (MST) no Brasil. O cotidiano das megalópolis, como em Bombaim, na Índia, São Paulo e Cidade do México. Além da exposição, o projeto abrange, ainda, a publicação de dois livros, editados pela Companhia das Letras. Um é chamado Êxodos, com 432 páginas, e o outro é denominado Retratos das crianças do êxodo, com 112 páginas. Um site e documentários para a TV complementam a iniciativa. O principal objetivo do Projeto Êxodos é estimular a discussão a respeito dos fluxos migratórios e dos efeitos da globalização, uma fonte de inspiração para que a sociedade possa refletir sobre a preservação do homem e do meio ambiente. O webside do Projeto Êxodos inclui fotografias e textos de Sebastião Salgado. Os fundos angariados neste site, por intermédio de anúncios publicitários ou patrocínios de empresas são doados para o Instituto Terra, a fim de ser aplicado em projetos de reflorestamento e para promover o ensino relacionado ao meio ambiente. O autor Sebastião Salgado nasceu na cidade de Aimorés, em Minas Gerais, em 1944. Filho de pecuarista, estudou economia no Brasil entre 1964 e 1967. Fez mestrado na mesma área na Universidade de São Paulo e a Vanderbilt University, nos Estados Unidos. Após completar seus estudos para o doutorado em economia pela Universidade de Paris, em 1971, trabalhou para a Organização Internacional do Café até 73. Depois de levar emprestada a câmera de sua mulher para uma viagem à África, decidiu, em 73, trocar a economia pela fotografia. De lá para cá, trabalhou em diversas agências de notícias e transformou-se em um fotógrafo reconhecido internacionalmente, tendo recebido praticamente todos os principais prêmios de fotografia no mundo. Em 94, fundou sua própria agência de notícias, a Imagens da Amazônia. Atualmente, mora em Paris com sua esposa e colaboradora, Lélia Wanick Salgado, autora do projeto gráfico da maioria de seus livros.
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