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Islamismo
e Taleban - duas coisas diferentes Dentre as várias religiões existentes no mundo, o Islamismo a segunda maior. 30% do mundo é muçulmano. Sempre houve, no ocidente, confusão desta religião com os grupos extremistas e terroristas árabes. Aliás, a confusão vai além, principalmente depois dos atentados aos EUA. Desde então, todo árabe virou muçulmano e todo o muçulmano virou terrorista. É claro que isto não é verdade. Há muitos árabes cristãos e muitos muçulmanos pacifistas. É preciso esclarecer e desfazer os preconceitos, que não levam a nada e, pelo contrário, multiplicam a intolerância entre os povos.
Quando Maomé morreu, em 632, houve disputa pelo seu lugar. Ocorreu, então, a divisão do Islamismo em várias seitas, das quais as mais conhecidas são os sunitas e os xiitas. Os primeiros foram aqueles que aceitaram a sucessão do profeta da forma como se deu, e hoje são 85% dos muçulmanos. Os segundos, por sua vez, foram os seguidores de Ali, genro de Maomé que reivindicou o lugar para si. A associação dos xiitas com o radicalismo deu-se quando eles tomaram o poder no Irã, com o aiatolá Khomeini, e impuseram um regime extremamente conservador no que dizia respeito tanto à política internacional quanto aos costumes. Embora o fundamentalismo islâmico tenha sido associado a eles, uma coisa não é sinônimo da outra, pois o termo é usado para designar somente aqueles que seguem a sharia, lei islâmica, ao pé da letra, sem adaptações a tempo nem a época. Mesmo entre os fundamentalistas há os que são pacifistas e que não vêem no ódio ao ocidente um motivo justo para a jihad (guerra santa). Há também os que, como o grupo de Osama Bin Laden, o Al Qaeda, distorcem a Sunna e o Alcorão para justificar atos terroristas. Ressalte-se que grupos assim não tem o apoio da maioria dos muçulmanos tradicionais. Um bom exemplo para ilustrar a afirmação acima são os Talebans, milícia armada que controla 95% do território afegão e é sunita. A palavra taleban significa estudante, em idioma persa; o movimento político-religioso nasceu nas escolas na região da fronteira entre o Afeganistão e o Paquistão. O Afeganistão foi praticamente destruído pela guerra travada contra a União Soviética, que ocupou o país de 1979 a 1989, e pelas sucessivas guerras internas entre as várias milícias que disputavam o governo. Em 1997, com a colaboração do Paquistão, a milícia Taleban tomou o poder e logo passou a dominar quase todo o território afegão. Caracterizados por um fundamentalismo extremo, impuseram um regime de horror ao país, principalmente para as mulheres, que perderam praticamente todos os direitos. São obrigadas a andar com o corpo absolutamente coberto, inclusive o rosto e os pés, perderam o direito à educação, não podem falar com ninguém, nem praticar esportes, nem usar roupas coloridas nem usar nenhum tipo de maquiagem. As regras são tão absurdas que chegam a ser inimagináveis para nós. Por tudo isto
tem de se mostrar claramente a diferença entre religião
e fanatismo. E que isto se aplique a todo tipo de fanatismo, até
ao esportivo, que estamos tão acostumados a ver em nosso país.
É preciso que as famílias e as escolas ensinem às
crianças a importância de respeitar o outro, respeitar
as diferenças de cultura, de sexo, de raça, de credo.
Seres humanos são únicos e diferentes entre si, individuais.
Um mundo sem sectarismo só será possível com
educação, e é com isto que queremos contribuir. |
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