| Woodstock
Os movimentos pacifistas e anti-racismo nos EUA, a explosão do feminismo, a liberação gay, tudo acontecia ao mesmo tempo. Paralela a isto, a música, extremamente influenciada pelo psicodelismo (em parte vindo do LSD), atingia uma criatividade notável. O caldeirão cultural aí originado, questionador e polêmico, ficou conhecido como contracultura. A música, na verdade, refletiu grandemente o espírito da época. Não era só criativa e diferente, era uma música de protesto, tinha idéias próprias, propunha uma nova visão de mundo. Trazia todo o afã do movimento de acabar com a pobreza, o racismo, o desrespeito à natureza. O primeiro grande festival de rock, que funcionou quase como uma prévia do Woodstock, foi o Monterey Pop Festival, de 16 a 18 de 1967. Nele o mundo viu nascer duas das maiores estrelas daquela época Jimi Hendrix e Janis Joplin.
A Hog Farm havia sido contratada para cuidar da comida, mas ninguém esperava tanta gente e um caminhão de mantimentos ficou preso em um congestionamento (causado pelo festival). Uma comunidade judaica próxima colaborou com a distribuição de sanduíches e até o exército ajudou, levando comida de helicóptero. Foi montada uma lona de circo para servir de hospital. Houve três mortes e três nascimentos. O Slogan do
festival Três dias de paz e de música
foi proposital. Os realizadores imaginaram que a palavra paz ajudaria
a evitar a violência durante o evento e ainda o ligaria ao
sentimento anti-guerra predominante na época. O sistema de
som foi montado de tal forma que, no volume mínimo, doíam
os ouvidos de quem estivesse a menos de três metros das caixas. Para saber mais Não deixe de ver o filme Woodstock, de Michael Wadleigh, que conta toda a história do grande festival. Veja mais indicações na seção Livros e Afins. |
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