Sexta-feira, 29 de julho de 2005.
Brasileiro ganha medalha de ouro na Olimpíada Internacional de Matemática

O estudante paulista Gabriel Tavares Bujokas, de 17 anos, conquistou este mês a medalha de ouro na 46ª edição da Olimpíada Internacional de Matemática (IMO). A competição reuniu 532 jovens de 91 países e o brasileiro foi o único representante latino-americano a levar o ouro. O Brasil também ganhou uma medalha de bronze e duas menções honrosas.

A competição é considerada a mais importante da área pela Unesco. Este ano, a olimpíada foi realizada entre os dias 8 e 19 de julho, no México, com jovens cujas idades variavam entre 14 e 19 anos. As provas envolveram disciplinas como álgebra, teoria dos números, geometria e combinatória. Gabriel obteve 37 pontos de um máximo de 42. "Alcançar medalha de ouro na IMO era o meu maior objetivo como estudante olímpico", afirma Gabriel, que há quatro anos se prepara para a competição e já ganhou medalha de ouro na Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM), na Ibero-Americana e na do Cone Sul.

O Brasil participa da olimpíada desde 1979. Este ano, teve uma equipe de seis estudantes. Quem escolhe os representantes brasileiros é o comitê da OBM, que há 27 anos organiza a competição entre estudantes dos ensinos fundamental (a partir da 5ª série), médio e universitário de todo o país.

Provas
Este ano, já foram realizadas as provas da primeira fase dos níveis 1 (5ª e 6ª), 2 (7ª e 8ª) e 3 (médio). A segunda etapa ocorre no dia 3 de setembro e a terceira fase no dia 22 de outubro, para os três níveis, e no dia 23 só para os níveis 2 e 3. A primeira fase do nível universitário está marcada para o dia 3 de setembro e a segunda fase, para os dias 22 e 23 de outubro.

Outro projeto que visa detectar precocemente talentos para a área matemática e científica e promover a melhoria do ensino é a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep). A competição terá a primeira edição este ano e vai avaliar quase 10,5 milhões de alunos de 31.731 escolas públicas brasileiras, o que representa 52% do número total.

A Obmep é resultado de uma parceria entre o Ministério da Ciência e Tecnologia e o MEC e tem como executores a Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) e o Impa. Os estudantes de 5ª a 8ª séries e do ensino médio serão avaliados em duas fases: a primeira, marcada para o dia 16 de agosto, é uma prova objetiva com 20 questões. A segunda, em 8 de outubro, será realizada apenas por 5% dos alunos que tiverem o melhor desempenho na 1ª fase.

Premiação
No dia 9 de novembro, será divulgada a lista dos premiados com informações sobre a cerimônia de premiação em Brasília. Serão distribuídas 300 medalhas de ouro, 405 medalhas de prata, 405 medalhas de bronze e 30 mil certificados de menção honrosa aos alunos mais bem classificados no exame. A olimpíada também premiará 100 professores, 100 escolas e 50 municípios que tiveram maior número de alunos premiados. Serão concedidas também 2.001 bolsas de iniciação científica júnior do CNPq para os ganhadores de medalhas de ouro e prata e para 1.296 alunos (432 de cada nível) que receberem a maior pontuação, a partir do 301° lugar do resultado nacional.

Incentivos
Há outras iniciativas bem-sucedidas no país que utilizam a matemática para estimular o estudo e a auto-estima dos estudantes. O Projeto Numeratizar, do Ceará, há dois anos realizou uma olimpíada de matemática para 80 mil estudantes de escolas públicas municipais e estaduais. No ano passado, promoveu uma oficina com os 300 alunos mais bem colocados, cerca de 150 docentes e professores de matemática das universidades estadual e federal. "Lembro de um aluno da 5ª série do ensino fundamental, de Crateús, que participou da reunião com os professores universitários, que resolvia problemas matemáticos que o seu professor não sabia. Ele é um talento para a área de cálculo que ficaria perdido no interior se não o detectássemos por meio da olimpíada", acredita o coordenador do projeto, José Helder de Mesquita Filho.

Em 2004, foi firmado um convênio com o instituto paulista Maria Telles para dar uma nova oportunidade a 60 alunos de Fortaleza. Os mais bem colocados no exame fizeram uma nova seleção para estudar em outro período em uma escola particular, por meio de bolsa de estudo integral. "O que a gente percebe é que eles se sentem mais valorizados. Os alunos viram que o sonho é possível, não é tão difícil chegar à universidade. Perceberam que vale a pena continuar estudando, não desistir do vestibular após se formar no ensino médio", afirma o professor.

Fonte: Imprensa MEC (Raquel Maranhão Sá)

Lula sanciona projeto de criação da Universidade Federal do Grande ABC

O presidente da República sancionou no último dia 26 o projeto de lei que cria a Universidade Federal do Grande ABC (UFABC). A Lei nº 11.145 foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 27. A criação da UFABC cumpre a meta do governo federal de expansão do ensino público, gratuito e com qualidade em uma das regiões de maior importância econômica para o país.

A UFABC já prevê a contratação de 600 professores e 456 funcionários técnico-administrativos. Quando estiver totalmente implantada, a instituição vai atender 20 mil alunos em cursos de graduação, 2.500 em mestrado e 1.000 em programas de doutorado.

A universidade será localizada na cidade de Santo André (SP) e tem o objetivo de formar profissionais de elevada qualificação em áreas estratégicas para o desenvolvimento nacional. A proposta de estrutura acadêmica da UFABC compreende três centros: de Ciências Naturais e Humanas, que reunirá pesquisa e ensino em Física, Química e Biologia, formando bacharéis e licenciados; de Matemática, Computação e Cognição Humana, que pretende formar bacharéis e licenciados em pesquisa e ensino nas três áreas; e o de Engenharia, Modelagem e Ciências Sociais Aplicadas, destinado à formação profissional nas Engenharias de Produtos, de Instrumentação, Ambiental, Urbana, de Sistemas, de Energia, Biomédica, Gestão Organizacional e de Telecomunicações e Teleprocessamentos.

As aulas da nova instituição devem ser iniciadas já no primeiro semestre de 2006. Serão oferecidos, inicialmente, cursos de licenciatura em Física, Química, Biologia e Matemática, em salas de 30 alunos, e um curso de Ciências da Computação com 50 vagas, nos turnos diurno e noturno. As Engenharias deverão ser oferecidas no segundo semestre de 2006.

A nova instituição também contará com cinco núcleos destinados a projetos em parceria com outros centros, que incluirá atividades curriculares e extracurriculares e de apoio aos alunos: núcleo de criatividade, inovação e experimentação; núcleo de assistência ao estudante (acesso e permanência); núcleo de educação continuada; núcleo de estudos avançados; e núcleo de informação e biblioteca.

Expansão do ensino superior público
Novas instituições federais de ensino superior também estão prestes a ser criadas. Foi autorizada a criação da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), instituída a partir da transformação da Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro; a Universidade Federal de Alfenas (Unifal), decorrente da transformação da Escola de Farmácia e Odontologia de Alfenas; e a Universidade Rural do Semi-Árido (Ufersa), resultante da transformação da Escola Superior de Agricultura de Mossoró.

A Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB) será criada por desmembramento da Universidade Federal da Bahia e a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), por desmembramento do campus de Dourados, da Fundação Universidade Federal do Mato Grosso do Sul.

A sanção dos projetos de criação dessas universidades ainda não tem data marcada, mas deverá ocorrer assim que a Casa Civil conclua a análise de mérito e constitucionalidade. Os projetos, que já foram aprovados pela Câmara dos Deputados, são de autoria da Presidência da República.

Fonte: Assessoria de Imprensa da SESu/MEC

Professores das escolas municipais de Taboão da Serra visitam seus alunos em casa

A Secretaria Municipal de Educação vem realizando um projeto pioneiro, o Programa de Interação Família Escola, no qual os professores da Rede Municipal visitam as casas dos seus alunos. O programa pretende estreitar a relação entre as famílias e a escola, diminuindo a repetência e melhorando o ensino municipal.

De acordo com o Secretário de Educação, Cesar Callegari, o programa, além de promover a integração entre a escola e a família, amplia a rede de proteção social dos alunos. "A educação não é só uma tarefa da escola, mas de toda a família, esse canal vai melhorar muito a educação em Taboão da Serra", falou o Secretário.

O Programa de Interação Família Escola pretende atingir todos os alunos do ensino fundamental da Rede Municipal de Ensino. Apesar de optativo, a maioria dos professores já aderiu a ele. As visitas são realizadas fora do horário de aula e os professores terão um pró-labore.

Para a educadora da EMEF Maria Jose Luizetto Buscarini, Lúcia Helena Lacerda, a aproximação da escola com a família ajuda no processo pedagógico. "Conhecendo melhor o mundo de seu aluno, fica mais fácil entendê-lo e interferir pedagogicamente. Em todas as visitas que realizei aos meus alunos, fui recebida com muito carinho tanto pelas crianças como pelos pais e me senti valorizada", falou a educadora, com 17 anos de profissão.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Taboão da Serra (Cristina Aguilera)

Quinta-feira, 28 de julho de 2005.
MEC forma 95 mil professores para atender alunos especiais

A formação de professores para o atendimento a alunos com necessidades educacionais especiais é uma questão central para o desenvolvimento da educação inclusiva. Entre 2003 e 2004, o Ministério da Educação formou 55 mil professores da rede pública para esse fim, com investimento de R$ 14 milhões. Este ano, mais de R$ 8 milhões estão sendo investidos na formação de outros 40 mil educadores. Serão 95 mil docentes formados em três anos, em todo o país, com recursos exclusivos da União. É o maior investimento do governo federal na capacitação de professores para a educação especial.

Um exemplo é o Programa Educação Inclusiva: Direito à Diversidade. Criado em 2003, o programa repassa recursos aos Estados e municípios, os quais, com o apoio financeiro e pedagógico do MEC, formam professores para o atendimento a alunos com necessidades especiais. Os profissionais indicados pelas secretarias estaduais e municipais de educação recebem a formação e, posteriormente, levam os conhecimentos adquiridos aos municípios-pólo e às cidades vizinhas. Cria-se, assim, uma rede de formação continuada.

Entre 2003 e 2004, o programa contou com 106 municípios-pólo, o que possibilitou a formação de 23 mil docentes em 1.869 cidades. Para este ano, com a adesão de 38 novos municípios-pólo, estão sendo formados 29 mil professores, em 2.623 cidades. Ao todo, são 144 municípios-pólo em todos os Estados e no Distrito Federal.

Cresce o atendimento
O programa, somado a outras ações de formação de professores desenvolvidas pelo MEC, tem proporcionado um crescente atendimento a alunos com necessidades especiais na rede regular de ensino. Dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep/MEC) mostram crescimento de 76,4% na matrícula de alunos com necessidades educacionais especiais em classes comuns - de 110.704 alunos (24,6%), em 2002, para 195.370 (34,4%), em 2004. O Censo Escolar de 2004 aponta um total de 566.753 alunos com matrícula na educação especial, sendo que 323.258 estão na rede pública, o que representa 57% das matrículas.

Legislação
Outro avanço, segundo a secretária de educação especial do MEC, Cláudia Dutra, é a legislação que trata da formação de professores. "O Conselho Nacional de Educação já coloca a prerrogativa na formação inicial, em todas as licenciaturas, de que os professores tenham formação para o atendimento das necessidades especiais dos alunos", destaca.

Conforme a secretária, esse fato reverte um processo histórico em que apenas alguns professores, de escolas especiais, tinham esse conhecimento. "A formação inicial para todos os professores faz com que nenhum aluno passe a ser estranho a qualquer educador", afirma.

Fonte: Imprensa MEC (Rafael Ely)

Universidade regional promove cultura indígena na região das Missões

Aumentar o diálogo e a prática intercultural na região das Missões, no Rio Grande do Sul, é a meta do projeto da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI), que vai distribuir material sobre a milenar cultura indígena para 50 escolas públicas da região em 2006. O projeto foi um dos 40 selecionados este ano pela Unesco para receber recursos do programa Criança Esperança, da Rede Globo.

"O objetivo é iniciar um diálogo hoje e utilizar a educação formal do ensino fundamental para discutir a questão das culturas M'bya Guarani e Kaingang sob a perspectiva do indígena. Temos escolas que ainda falam da cultura indígena na perspectiva do século 16, quando ela estava totalmente separada da civilização ocidental. Por isso, estamos consultando os indígenas. Só será publicado o que deixarem", diz Antônio Dari Ramos, coordenador do projeto e dos cursos de história e geografia da universidade.

A URI já recebeu metade dos R$ 100 mil destinados ao projeto pela Unesco. O valor foi gasto na montagem da estrutura. Os professores querem produzir material étnico-histórico multidisciplinar para valorizar o patrimônio e a cultura indígenas. O material deve ficar pronto em julho de 2006 e poderá ser trabalhado nas licenciaturas de História, Geografia, Letras e Biologia. A meta é atender às universidades mais próximas e cerca de 3,5 mil alunos de 50 escolas de ensino fundamental da rede pública da região, que abrange 40 municípios.

Oficinas
Após finalizar o projeto, a universidade pretende realizar oficinas pedagógicas e minicursos de formação de professores, além de um simpósio nacional sobre educação formal e inclusão indígena para que a comunidade e pesquisadores aprofundem a discussão sobre as políticas pró-educação indígena.

Fonte: Imprensa MEC (Raquel Sá)

Irregularidades na prestação de contas municipais deixa cerca de um milhão de alunos sem merenda no Brasil

Cerca de um milhão de estudantes da rede pública de ensino de todo o país estão sem receber merenda escolar. O motivo é a suspensão do recurso pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) do Ministério da Educação (MEC) para 184 prefeituras. A cada mês, o Governo Federal está deixando de repassar R$ 25 milhões para compra de alimentos com esse fim. A suspensão foi aplicada aos prefeitos que não prestaram conta dos recursos recebidos no exercício financeiro de 2004, além daqueles que prestaram conta, mas tiveram o balancete reprovado pelo FNDE ou pelo Conselho Municipal de Merenda Escolar - órgão encarregado de acompanhar a aplicação do dinheiro da compra dos alimentos até a distribuição e a análise das notas fiscais. A maioria dos municípios que está sem receber a verba é do Nordeste e do sertão mineiro.

Fonte: Andi (Correio Braziliense, 27/7/2005 - Ullisses Campbell)

Quarta-feira, 27 de julho de 2005.
Cargill é a nova parceira da Alfabetização Solidária

Uma das maiores empresas de agronegócio do Brasil, a Cargill, por meio de sua Unidade de Negócio de Cacau, acaba de firmar parceria com a Alfabetização Solidária (Alfasol), organização não-governamental que trabalha para redução dos índices nacionais de analfabetismo. A empresa está adotando os municípios baianos de Gandu e Coaraci, próximos a Ilhéus, onde funciona a maior processadora de cacau da América Latina. Cada cidade abrigará dez salas de aula, o que garantirá atendimento a 250 jovens e adultos não-alfabetizados.

No próximo mês de agosto, serão capacitados 20 alfabetizadores que atuarão nos dois municípios. A Universidade Estadual Santa Cruz e Universidade de Salvador, parceiras da Alfasol, serão responsáveis pelo treinamento dos alfabetizadores, suporte pedagógico e supervisão e acompanhamento das salas de aula respectivamente nos municípios de Coaraci e Gandu.

A adesão da Cargill à proposta da Alfasol, entidade que já atendeu cinco milhões de alunos em mais de dois mil municípios brasileiros, é resultado da intensificação dos projetos de responsabilidade social da empresa na área educacional. A Cargill, através da Fundação Cargill, já desenvolve o Fura-Bolo - Programa de Apoio ao Ensino Fundamental, que contribui para a melhoria do ensino e do aproveitamento escolar de alunos da rede pública em 13 cidades brasileiras onde a empresa está presente - entre os municípios beneficiados está Ilhéus e Candeias, na Bahia. A iniciativa beneficia 57 mil crianças de 7 a 10 anos de 144 escolas brasileiras. No Estado baiano, são beneficiados 12.239 alunos de 1a a 4a séries de 32 escolas municipais.

Educação é a área campeã das inscritas para Prêmio da Fundação Banco do Brasil

A Fundação Banco do Brasil acaba de fazer o balanço das inscrições para seu Prêmio de Tecnologia Social. Das 658 iniciativas concorrentes, 45% referem-se a soluções na área de educação. Aí se incluem metodologias alternativas de ensino, programas de incentivo à leitura e à pesquisa científica para jovens, projetos de inclusão social por meio de oficinas culturais e de música, entre outras.

O ranking das inscritas por área continua com tecnologias sociais destinadas à geração de renda (17%), proteção do meio ambiente e dos recursos hídricos (15%) e melhoria das condições de saúde (10%). Os restantes 13% de participantes apresentaram soluções nas áreas de alimentação, energia e habitação.

As inscrições para o Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social encerraram no último dia 17. A premiação, que distribuirá um total de R$ 400 mil, apresenta como diferencial a identificação de soluções com resultados comprovados no atendimento a diferentes problemas sociais brasileiros. Desde que foi criada, em 2001, já construiu um banco de dados on line com mais de 200 tecnologias, acessível a gestores públicos e empreendedores sociais pelo endereço www.fundacaobancodobrasil.org.br.

Projeto prevê bolsas para professores do ensino básico

A concessão de bolsas de estudo e de pesquisa para professores da rede pública de ensino básico (que inclui a educação infantil, o ensino fundamental e o ensino médio) está prevista no Projeto de Lei 5463/05, que tramita na Câmara. A proposta, apresentada pelo Poder Executivo, determina que a iniciativa será financiada por recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

O valor das bolsas, de acordo com o projeto, vai variar de R$ 100 mensais, para participantes de cursos ou programas de formação inicial e continuada, a R$ 1,2 mil mensais, para integrantes de projetos de pesquisas na área de formação inicial e continuada de professores de educação básica.

A proposta limita o período de duração das bolsas à duração do curso ou projeto ao qual o professor estiver vinculado. Esse prazo não poderá ser superior a quatro anos, nos cursos de formação inicial em nível superior; a dois anos, nos cursos de formação inicial em nível médio; e a um ano, nos cursos de formação continuada e nos projetos de pesquisa e desenvolvimento. Os critérios para seleção dos beneficiários serão definidos nas diretrizes de cada programa.

Qualidade
O Ministério da Educação informa que a concessão de bolsas tem como objetivo combater a deficiência de qualidade da educação, detectada pelo Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) de 2003. O levantamento demonstrou que, dos 690 mil professores das escolas públicas de ensino fundamental, cerca de 170 mil não possuem curso superior.

Tramitação
A proposta, que tramita em regime de urgência, será analisada pelas comissões de Educação e Cultura, cujo relator é o deputado Paulo Rubem Santiago (PT-PE); de Finanças e Tributação, que designou o deputado Nazareno Fonteles (PT-PI) para a relatoria; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, relatada pelo deputado Colbert Martins (PPS-BA). Posteriormente, a matéria terá de ser votada em Plenário.

Fonte: Agência Câmara

Terça-feira, 26 de julho de 2005.
Varredores de rua ganham mais do que professores no Brasil

Quem desejar saber por que o ensino básico no país deixa tanto a desejar não precisa ir longe. Basta olhar o contracheque dos professores. O salário oscila segundo o Estado, tempo de serviço e formação do docente. Porém, a média da remuneração dos que estão no início da carreira fica entre R$ 500 e R$ 700. Em Alagoas, por exemplo, o piso salarial é de R$ 374. No Rio Grande do Sul é R$ 227.

Se no começo é difícil, com o avançar das décadas de trabalho a situação não é diferente. Depois de 30 anos de profissão, é difícil encontrar quem receba mais de R$ 2 mil. Os baixos salários estão longe de assegurar condições de vida dignas para um profissional cujas especificidades exigem dedicação exclusiva para formação, atualização e aperfeiçoamento, além de acesso a bens culturais.

Segundo levantamento feito em sindicatos da categoria em todo o país, essa situação gera um fenômeno inusitado. Não é raro encontrar varredores de rua que recebam salários melhores. "Não é que os garis ganhem muito. Os docentes é que estão com salários miseráveis", disse a presidente do Sindicato de Professores do Amazonas, Raimunda Gomes. Em Manaus, por exemplo, um varredor de rua em início de carreira ganha cerca de R$ 900, enquanto um mestre com nível superior ganha R$ 850.

Fonte: Andi (Correio Braziliense, 24/7/2005 - Erika Klingl)

Aumenta o número de adultos no ensino médio

No período de 1995 a 2004, cresceu 1.490% o número de matrículas de adultos em cursos supletivos de ensino médio no Estado de São Paulo - de 29.944 para 466 mil alunos. Só na rede estadual, são 127 mil estudantes acima de 30 anos. Os demais Estados seguem a tendência. Há no país cerca de seis milhões de pessoas que aproveitam o tempo livre à noite ou nos fins de semana para recuperar o tempo perdido.

De acordo com dados de 2003, 74% dos jovens paulistas entre 18 e 24 anos têm ou tiveram acesso ao ensino médio. Entre os 20% mais pobres, a taxa é de 47%. Dez anos antes, era de apenas 16%, o que representa um aumento de 200%. Dados unificados de matrículas escolares e populacionais mostram que esse patamar sobe para 85% na cidade de São Paulo. No Brasil, no período de 1993 a 2003, houve aumento de 55% no número de matrículas de jovens naquela faixa etária. Dentre os 20% mais pobres, de 27%. A mesma pesquisa mostra que, no ensino fundamental, os índices são ainda melhores. No Estado de São Paulo, o acesso dos adolescentes de 15 a 17 anos ao estudo é de 93%. Em todo o país, de 85,2%.

"O aumento do número de alunos adultos é uma realidade em todo o país. É uma questão de conscientização das pessoas", afirmou Cláudia Veloso Guimarães, coordenadora-geral da educação de jovens e adultos da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad/MEC). "Quem não cursa o ensino fundamental e o médio na idade certa, tem o direito de fazer isso na idade adulta. Não é um favor dos Estados e municípios. É essa política que tentamos desenvolver."

Segundo Cláudia, o Ministério da Educação considera o programa Brasil Alfabetizado um momento fundamental de mobilização e sensibilização para a continuidade do estudo. "Não é um programa de campanha. É uma porta de entrada de um processo contínuo para toda a vida", disse.

O Ministério da Educação investe na educação de jovens e adultos (EJA) por meio do Brasil Alfabetizado, que ensina pessoas acima de 15 anos a ler e a escrever, e do Fazendo Escola, que dá apoio técnico e financeiro aos estados e municípios para melhorar a qualidade do ensino fundamental de jovens e adultos. O primeiro já alfabetizou 3,3 milhões nos últimos dois anos e pretende atender 2,2 milhões de pessoas este ano. O segundo vai beneficiar, ainda em 2005, todos os alunos cadastrados no Censo Escolar de 2004 (3,3 mil estudantes) de mais de quatro mil municípios do país.

Fonte: Imprensa MEC (Raquel Maranhão Sá)

Capes abre oportunidade para criação de mestrado profissional em áreas específicas

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior do Ministério da Educação (Capes/MEC) receberá projetos para criação de mestrados profissionais em 26 áreas do conhecimento. O objetivo é aumentar a oferta de mestrado profissional, que hoje atinge aproximadamente 7% do total de 1.900 programas de pós-graduação existentes no Brasil. As propostas poderão ser encaminhadas de 1° de agosto a 30 de setembro.

De acordo com o diretor de Avaliação da Capes, Renato Janine Ribeiro, além de municiar melhor os setores sociais da administração pública e das organizações não governamentais, a agência quer contribuir para aumentar o crescimento econômico do país. "Os cursos de mestrado profissional permitem uma transferência rápida e de qualidade do conhecimento científico para a sociedade", afirma. Ele acrescenta que as empresas que contratam profissionais com esta formação têm a chance de elevar sua produtividade.

Janine explica a diferença entre o mestrado acadêmico e o mestrado profissional: "o primeiro busca formar, a longo prazo, um pesquisador, com profunda imersão na pesquisa. No mestrado profissional também deve ocorrer a imersão na pesquisa, mas o objetivo é formar alguém que, no mundo profissional externo à academia, saiba localizar, reconhecer, identificar e sobretudo utilizar a pesquisa de modo a agregar valor a suas atividades, sejam estas de interesse mais pessoal ou mais social".

Requisitos
As pró-reitorias de pós-graduação interessadas em encaminhar suas propostas devem acessar a página da Capes (http://www.capes.gov.br), onde estarão as orientações (em PDF). Os critérios para criação do mestrado profissional são os mesmos do acadêmico, portanto, é necessário que o aluno pesquise, e a maior parte dos docentes tenha doutorado e mantenha produção científica constante, devidamente avalizada pelos parâmetros de sua área. Na avaliação das propostas serão considerados, entre outros pontos, os trabalhos de conclusão de curso, que preferencialmente devem constituir casos de aplicação de conhecimento científico ao ambiente profissional para o qual se volta o curso, e que parte pelo menos do corpo docente demonstre produção em campos aplicados no referido ambiente profissional.

No período anterior de abertura de propostas cursos de mestrado profissional, a Capes recebeu 72 propostas. As áreas com maior número foram: multidisciplinar, administração, odontologia e saúde coletiva. Atualmente, o Brasil possui 5.095 alunos de mestrado profissional.

Fonte: Imprensa Capes (Adriane Cunha)

Segunda-feira, 25 de julho de 2005.
86 milhões de brasileiros são analfabetos funcionais

Os números são alarmantes. O Brasil possui cerca de 79 milhões de pessoas, entre 16 e 64 anos, que são analfabetos numéricos, ou seja, sabem o que é um número mas não conseguem desenvolver operações simples de soma ou subtração. Além disso, 42 milhões nessa mesma faixa etária estão em estado crítico de leitura, ou seja, conseguem ler uma palavra ou outra, mas não entendem o conteúdo do texto. Desses, 10 milhões não sabem ler nem escrever.

De maneira geral, 86 milhões de brasileiros são analfabetos funcionais, pois não dominam habilidades nem de português nem de matemática. Os dados foram apresentados por Suely Druck, presidente da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), durante a conferência Produção de Analfabetos no Brasil, na última quinta-feira (20/7), na 57ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Fortaleza.

O cenário deixa o país em posição crítica no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), exame aplicado a estudantes de 15 anos em cerca de 40 países, com o objetivo de avaliar o desempenho para produzir indicadores sobre os sistemas educacionais.

"Os estudantes brasileiros estão entre os que têm os menores níveis de alfabetização em matemática. Em 2003, o país ficou em penúltimo lugar, na frente apenas do Peru. Em alguns itens, o Brasil nem sequer foi avaliado, pois não conseguiu a pontuação mínima necessária", lamenta Suely.

A também professora da Universidade Federal Fluminense (UFF), no Rio de Janeiro, acredita que um dos grandes problemas - talvez o maior - esteja na má formação dos professores. Segundo ela, além de esses não dominarem os conteúdos ministrados em sala de aula, acabam se mantendo distantes do ambiente científico, principalmente nas instituições públicas.

"Há uma mentalidade descompromissada com a informação científica. Se os professores não conseguem ensinar trigonometria com qualidade, por exemplo, os alunos estão condenados a serem analfabetos em física", disse.

Diante desse quadro literalmente negro, a boa notícia é a existência de uma consciência social sobre a importância da educação de qualidade. Um bom indicador que comprova esse fato é o número de inscritos na recém-criada Olimpíada de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), uma parceria entre os ministérios da Educação e da Ciência e Tecnologia. Além de estimular o interesse pela matemática, a idéia da competição é incentivar o ingresso dos jovens talentos nas áreas científicas e tecnológicas.

"Já atingimos os 10,5 milhões de alunos inscritos, provenientes de 92% dos municípios e de 31 mil escolas públicas de todo o país", comemora Suely. "Se temos qualquer esperança de modificar a educação brasileira, é com essa população que devemos começar nosso trabalho. São jovens prontos para receber o conhecimento e aproveitar as oportunidades."

Mais informações sobre a Olimpíada de Matemática das Escolas Públicas: www.obmep.org.br.

Fonte: Agência Fapesp (Thiago Romero)

Secretaria de Educação do Estado de SP faz capacitação de professores durante as férias escolares

Para os professores da rede pública do Estado de São Paulo, o período de férias é mais uma oportunidade para aprimorar competências e aprofundar conhecimentos. Durante todo o mês de julho a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo promove cursos de capacitação para os profissionais de educação.

Filosofia e Vida, Ler e Viver, Educação Fiscal, Curso de Filosofia, Projeto Educação e Cidadania e Gravidez na Adolescência e suas Implicações são alguns dos cursos oferecidos neste mês a milhares de professores de todo o Estado de São Paulo.

Os cursos são ministrados através das ferramentas da Rede do Saber, a maior rede virtual pública de alta velocidade do país e da América Latina.

Rede do Saber
A Rede do Saber conta atualmente com 100 salas de videoconferência, mais de 2.500 computadores, 9 estúdios de geração e uma central de operações que monitora o uso da rede e fornece apoio logístico e suporte para a gestão do sistema.

Ao todo são 100 pontos (ambientes) espalhados por 75 municípios do Estado distribuídos pelas 89 Diretorias de Educação do Estado. Cada ambiente é composto por uma sala de videoconferência, uma sala de informática e uma sala de estudos que, somadas, permitem a conexão simultânea de cerca de 12.000 pessoas por dia.

Inaugurada em 2003, a rede é uma iniciativa da Secretaria de Estado da Educação de São Paulo, com a gestão operacional da Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE) e da Fundação Carlos Alberto Vanzolini (FCAV), que tem como principal objetivo formar e promover a capacitação continuada de agentes educacionais da rede pública.

Os recursos tecnológicos da rede estão sendo utilizados para inúmeras atividades e capacitações em larga escala, como cursos regulares, esclarecimentos, discussões sobre resoluções, procedimentos administrativos e reuniões.

Um exemplo dado pela coordenadora-executiva do programa, Beatriz Scavazza, mostra como a rede vem sendo usada para melhorar a produtividade dos recursos da Secretaria. "Caso o secretário Gabriel Chalita deseje conversar com as diretorias de ensino de todo o Estado, não há necessidade de que esses diretores se desloquem de suas cidades para a capital, como no passado. Cada um pode ir ao ambiente da rede na sua região e participar da reunião. Isso encurta distâncias e aproxima a base da administração central, ampliando o diálogo", afirma.

Entre os principais programas desenvolvidos, estão a realização, entre 2001 e 2002, de curso universitário para 6.300 professores efetivos de 1ª a 4ª séries da rede estadual, com o desenvolvimento do conteúdo e a certificação da USP, Unesp e PUC/SP, e a formação, em 2004, de 4.500 professores de 41 municípios, que receberam o diploma de formação superior, com desenvolvimento de programa feito pela USP e pela PUC-SP.

Além disso, mais de 60 programas já utilizaram videoconferências na estrutura da Rede do Saber. Como exemplo, podemos citar: Letra e Vida, Pró-Gestão, Programa São Paulo, Febem, Números - trilhas de letras, Nenhum a menos, Escola da Família, Educação Física, Artes, Educação Ambiental, Ler e Viver, Hora da Leitura, Tecendo Leituras, Educarede - As coisas boas da nossa terra, entre outros.

Conheça os cursos de férias da Rede do Saber.

Projeto Guri participa de conferência na África do Sul

O Projeto Guri foi a única instituição brasileira convidada a participar da 1° Conferência Orquestral da África do Sul, evento organizado pela WASBE-SA (World Association for Symphonic Bands and Ensembles South Africa). O evento será realizado na capital legislativa do país, a Cidade do Cabo, no Artscape Theatre Centre, entre os dias 3 e 6 de agosto. A diretora artístico-pedagógica da Associação Amigos do Projeto Guri, Nurimar Valsecchi, será a representante e porta-voz da entidade. A associação é a organização social que administra o Projeto Guri, com sede na capital de São Paulo.

O convite partiu da WASBE, em função do sucesso do Guri no Brasil. O Projeto Guri há dez anos promove a inclusão social de crianças e adolescentes por meio do ensino da música. Atualmente, a organização atende cerca de 25 mil crianças. A África do Sul iniciou um projeto semelhante há pouco tempo e estão interessados nesse intercâmbio, posto que a realidade do Brasil não difere muito da realidade sul-africana. O projeto da África é formado por uma orquestra com 40 alunos, todas crianças de baixa renda, mas ainda não foi batizado. Os instrumentos também são fornecidos pelo governo e o ensino é coletivo, pontos comuns com o Projeto Guri.

A WASBE é uma associação mundial de bandas sinfônicas, sem fins lucrativos, composta por músicos, maestros, professores, empresas e parceiros. Desde 1981, a organização vê na música um meio sério de expressão cultural. Formada por cerca de 1.000 membros e organizações, a WASBE está presente em 50 países.

O endereço do Projeto Guri na Internet é http://www.projetoguri.sp.gov.br.

 

Sexta-feira, 22 de julho de 2005.
MEC universaliza livros didáticos para alunos cegos

Pela primeira vez, todos os alunos cegos do ensino fundamental, matriculados na rede pública ou em escolas especializadas, sem fins lucrativos, receberão livros didáticos em braile. O Ministério da Educação, por meio de convênio com a Fundação Dorina Nowill para Cegos, está investindo R$ 2,6 milhões na produção de 70 mil exemplares em braile, com títulos de matemática, português, história, geografia e ciências. É a maior produção desses livros na história da educação do país.

A distribuição dos livros começa em agosto. Serão cerca de cinco mil alunos beneficiados até o fim do ano, em 1.285 escolas. Em 2002, apenas 490 alunos cegos, de 1ª a 4ª série, receberam livros didáticos em braile do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD). A partir de 2003, o MEC ampliou a aquisição, a produção e a distribuição de livros didáticos em braile e passou a atender alunos de 1ª a 8ª série do ensino fundamental.

Também foram produzidos títulos paradidáticos (livros infanto-juvenis, romances, entre outros textos). "O livro é um instrumento muito importante na vida escolar de qualquer pessoa. É o apoio que reafirma o que se ouve em sala de aula. Os livros didáticos e paradidáticos são bem importantes para os alunos cegos, especialmente os paradidáticos. Hoje, o professor não trabalha a língua sem o apoio de crônicas, romances, poesias", afirma a professora Maria de Glória de Souza Almeida, que também é cega. Ela dá aulas de português para turmas de 5ª a 8ª série no Instituto Benjamin Constant (IBC), no Rio de Janeiro, e forma professores para ensinar crianças cegas.

"Até os programas do MEC serem lançados, nós trabalhávamos com textos avulsos, esparsos, gravações. Agora, os alunos podem usufruir os benefícios da leitura aliados a uma ação pedagógica correta, com materiais didáticos especializados e conteúdo apropriado", destaca a professora.

Parque gráfico
Nos últimos dois anos, o MEC investiu R$ 3,5 milhões na modernização do parque gráfico do Instituto Benjamin Constant para a produção e impressão de livros didáticos, títulos e materiais em braile. A iniciativa permitiu a ampliação do Programa Nacional do Livro Didático em Braile, atendendo a 3.900 alunos do ensino fundamental, e a distribuição de 70 títulos paradidáticos em 2004. A nova estrutura está quase completa e ampliará significativamente os materiais produzidos em braile.

Fundado em 1854 por Dom Pedro II, o IBC é uma referência nacional e internacional no atendimento a pessoas com deficiência visual. A instituição realiza atividades de reabilitação da pessoa cega e com visão subnormal, além de atender a necessidades educacionais, médicas, profissionais, culturais, esportivas e de lazer dessas pessoas.

Fonte: Imprensa MEC (Rafael Ely)

Cerca de 56 mil professores da rede pública não possuem formação adequada para atuarem nas salas de aula

Soluções para melhorar a formação dos professores da rede pública de ensino foi uma das principais discussões ocorridas na 57ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que acontece esta semana. Dentre as principais dificuldades na área, segundo a representante do Conselho de Educação do Ceará, Meirecele Calíope Leitinho, está a lentidão das medidas governamentais e a incerteza de continuidade de programas federais para formação de educadores nos governos seguintes. Para a diretora do ensino médio do Ministério da Educação (MEC), Lúcia Helena Lodi, "a formação é requisito indispensável para assegurar qualidade das escolas públicas". Atualmente, de acordo com ela, 56 mil cargos de docentes no ensino médio da rede pública são exercidos por profissionais não habilitados ao magistério. Entretanto, o problema não se resume a esse nível de ensino. No Ceará, professores que estão nas salas de aula de 5ª a 8ª séries do ensino fundamental apresentam formação para atuarem apenas nas quatro séries iniciais.

Medidas
Para sanar essa deficiência, o Governo Federal, juntamente com algumas instituições de ensino superior do país, criou um programa de pós-licenciatura para atender esse contingente de mestres. Além dessa iniciativa, também será instituído o programa Rede Nacional de Formação Continuada, que oferecerá cursos de aprimoramento profissional aos professores.

Fonte: Andi (Diário do Nordeste-CE, 20/7/2005 - Cristiane Vasconcelos)

Unicamp comemora inclusão social

A Universidade de Campinas (Unicamp) comemora os resultados do primeiro ano de atividades do Programa de Ação Afirmativa e Inclusão Social (Paais). De acordo com dados da Comissão Permanente para os Vestibulares (Comvest), em comparação com o ano passado, o número de candidatos oriundos de escolas públicas cresceu 15,7%; o de autodeclarados pretos, pardos e indígenas, 45,9%. O vestibular deste ano selecionou candidatos para 56 cursos da Unicamp e dois da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp).

Os matriculados que cursaram o ensino médio em escolas da rede pública representam 34,1% do total de ingressantes, contra 28% do vestibular passado, o que significa crescimento de 22%. Já os que se declararam pretos, pardos e indígenas representam 15,7%, contra 11,6% de 2004 - crescimento de 35%. O Paais beneficiou com o acréscimo de 30 pontos à nota final os estudantes oriundos da rede pública e, com mais dez pontos, aqueles que, além disso, se autodeclararam pretos, pardos ou indígenas.

Sobre a renda familiar, 45,3% dos ingressantes declararam renda mensal de até dez salários mínimos. O número, superior aos 42,7% do ano anterior, pode ser reflexo do programa de incentivo ao acesso de estudantes carentes por meio da isenção da taxa de inscrição.

Isenção
O número de candidatos isentos aprovados foi de 211 estudantes, quase o dobro dos 120 do ano passado. Dentre os isentos que ingressaram na Unicamp este ano, 96% têm renda até dez salários mínimos, 32%, entre um e três salários mínimos, e 34,6% se declararam pretos, pardos e indígenas.

Nos cursos mais concorridos do vestibular da Unicamp - medicina, ciências biológicas, comunicação social e midialogia, arquitetura e urbanismo e farmácia -, a participação dos candidatos que cursaram o ensino médio na rede pública mais do que dobrou. Passou de 10,6% para 22,3%. Em medicina, a média de 9%, registrada em 2004, subiu para 31%.

Entre os pretos, pardos e indígenas, houve crescimento de quase 50% - de 9,8% para 14,5%. Em medicina, a evolução foi de 9,1% para 14,5%.

Fonte: Imprensa MEC (Sonia Jacinto), com dados da Assessoria de Imprensa da Unicamp

Quarta-feira, 20 de julho de 2005.
Governo Federal vai lançar medidas para incentivar estudos sobre desigualdade de gênero

A Secretaria Especial de Políticas para Mulheres (SPM) e o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) preparam um pacote de incentivos voltados para a produção de pesquisas e estudos sobre a desigualdade entre homens e mulheres no Brasil. Serão três ações, em fase de conclusão por um grupo de trabalho formado por técnicos das duas pastas, cujo lançamento está previsto para agosto. O objetivo é estimular a produção científica acerca das relações de gênero no país, além de promover a participação das mulheres no campo das ciências e carreiras acadêmicas, nas quais há forte hegemonia masculina.

A primeira ação visa dar apoio financeiro para pesquisas e estudos sobre relações de gênero, por meio de Edital de Pesquisa, no valor de R$1,2 milhão. Os recursos serão distribuídos a duas categorias: projetos de pesquisa cujos coordenadores sejam doutores há menos de 7 anos vão receber R$16 mil, enquanto aqueles cujos coordenadores sejam doutores há mais de 7 anos ganharão R$ 50 mil. Com esse incentivo, o governo federal pretende estimular a produção científica sobre a desigualdade de gênero, contribuindo para aumentar o conhecimento da sociedade brasileira em relação a temas pouco abordados no universo acadêmico. Ainda visa aperfeiçoar a formulação de políticas públicas governamentais e não-governamentais em busca da igualdade entre homens e mulheres.

Outra ação pretende sensibilizar a comunidade estudantil para a questão das relações de gênero na sociedade. Trata-se do Concurso Nacional de Redações e Trabalhos Científicos Monográficos, que também premiará duas categorias: estudantes de ensino médio e do ensino superior. Os primeiros concorrerão por meio de redações escolares que respondam a perguntas como: Meninos podem ser feministas? Como os livros didáticos mostram as mulheres e os homens? Por que existe a homofobia? Paternidade é realização ou obrigação? Física e matemática interessam às meninas? Meninos também engravidam?

Já os estudantes do ensino superior vão concorrer com monografias sobre masculinidades, conjugalidades e arranjos familiares, direitos sexuais e reprodutivos, dentre diversos temas. Os três melhores trabalhos de graduação serão premiados com R$ 5 mil cada e com bolsas de iniciação científica. Estudantes de pós-graduação terão prêmio de R$10 mil cada e bolsas de mestrado ou doutorado.

A terceira iniciativa que compõe o pacote de incentivos da parceria entre a SPM e o MCT é a realização de um Encontro Nacional de Núcleos e Grupos de Pesquisa sobre a desigualdade de gênero. O encontro, inédito no país, está previsto para o final de setembro e tem como objetivos mapear e analisar o campo de pesquisas sobre gênero e ciências no Brasil, estimular a produção de estudos relacionados à questão de gênero e propor medidas e ações que contribuam para a promoção das mulheres no campo das ciências e carreiras acadêmicas.

Informações: (61) 2104.9608/9358

Toque de recolher de traficantes provocou perda de 181 dias letivos na rede pública de ensino do RJ em 2004

Quase diariamente, em algum ponto do Rio de Janeiro, pequenos e grandes comerciantes, diretores de escolas e hospitais, e gerentes de bancos se vêem diante do impasse: ceder ou não à pressão de traficantes para fechar as portas em sinal de luto pela morte de comparsas em confronto com a polícia ou facções rivais. Essas ordens provindas do tráfico já provocaram até o fechamento definitivo de uma escola da zona oeste. "A escola ficou 22 dias sem atividades, ora por conta das ameaças, ora pelos tiroteios, ora porque os pais não levavam as crianças. Era uma escola tradicional, de classe média, e fechou as portas no fim de 2003", revelou o presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Rio de Janeiro (Sinepe), José Antônio Teixeira. A secretaria municipal de Educação, que coordena 1,05 mil escolas e 203 creches, contabilizou 181 dias letivos perdidos, em 2004, em conseqüência dessa prática.

Fonte: Andi (O Estado de S. Paulo, 19/7/2005 - Clarissa Thomé)

Integração dos ensinos médio e tecnológico vai a debate

O Ministério da Educação realiza em Natal, hoje, dia 20, e em São Luís, nos dias 25 e 26 próximos, uma série de seminários para discutir com os Estados a implantação da educação profissional técnica integrada ao ensino médio. As secretarias de Educação Básica (SEB/MEC) e de Educação Profissional e Tecnológica (Setec/MEC) iniciaram os encontros em Pernambuco, em maio de 2005.

O ponto central da discussão é a vinculação da educação profissional e tecnológica à educação básica. Nos encontros, também são debatidos temas como a concepção de um currículo de ensino médio integrado ao técnico e a elaboração de planos para implantar a modalidade de maneira articulada com os planos regionais de desenvolvimento. A intenção do MEC é tornar os alunos aptos a colaborar com o desenvolvimento do país. Os Estados interessados receberão apoio financeiro e assistência técnica e pedagógica.

Participam dos seminários representantes do MEC e das secretarias estaduais de educação, de ciência e tecnologia e de meio ambiente. Os eventos contam ainda com participantes do Sistema S (Senai, Senac e Sesi) e de organizações não-governamentais.

Integração
Segundo o Censo Escolar de 2004, há no Brasil 676 mil alunos matriculados no ensino técnico de nível médio e 9,1 milhões no ensino médio regular. A intenção é possibilitar a formação profissional desses estudantes. A educação profissional técnica de nível médio pode ser desenvolvida, segundo o Decreto nº 5.154, de 23 de junho de 2004, de forma integrada, articulada, concomitante ou subseqüente ao ensino médio.

Os cursos na forma integrada terão carga horária ampliada para até 3,2 mil horas de aula e devem durar quatro anos, a menos que seja oferecido em período integral. Um curso normal tem atualmente 2,4 mil horas. Na forma articulada, esses cursos podem ser desenvolvidos na mesma instituição de ensino ou em escolas diferentes, mas com projetos pedagógicos unificados. Na forma concomitante, o aluno pode cursar o ensino médio e fazer o estudo técnico em outra instituição, com matrículas diferentes. Na proposta de formação subseqüente, a profissionalização será oferecida a quem tenha concluído o ensino médio. Pode ser cursado em qualquer instituição de ensino.

Fonte: Assessorias de Imprensa da Setec e da SEB

Terça-feira, 19 de julho de 2005.
Países lusófonos fazem intercâmbio com a China

Representantes do Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, Portugal, Timor Leste e Região Administrativa de Macau participam, até o próximo dia 20, em Pequim, do Seminário de Comunicação Social dos Países de Língua Portuguesa. O encontro é um marco nas relações comerciais e culturais entre a República Popular da China e os países de língua portuguesa. O objetivo é fortalecer os laços de amizade entre o país de maior população do mundo e a comunidade lusófona, que reconhece a necessidade de ampliação de parcerias significativas para todas as nações que lutam pela redução das desigualdades sociais e econômicas.

Na cerimônia de abertura, o coordenador do programa Rádio Escola, da Secretaria de Educação a Distância (Seed/MEC), Mathias Gonzalez, ressaltou que a tecnologia pode trazer melhorias sociais por meio do uso dos diferentes meios de comunicação. O Ministério da Educação deu destaque ao rádio por seu potencial transformador da sociedade. "Destaco a mídia radiofônica como uma das mais importantes, especialmente para os indivíduos que não tiveram a chance de uma educação básica nos moldes tradicionais", afirmou Gonzalez. "Os resultados do uso do rádio na educação demonstram uma significativa redução das desigualdades sociais e a melhoria da capacidade intelectual dos indivíduos."

O programa Rádio Escola desenvolve ações que utilizam a linguagem radiofônica para o aprimoramento pedagógico de comunidades escolares e o treinamento de grupos profissionais. Para Gonzalez, o potencial do rádio ainda não foi totalmente explorado. "Estamos vendo o surgimento do rádio digital como ampliação do potencial desse instrumento. Os telefones móveis passam a ter a capacidade de receber sinais de rádio analógicos e digitais, o que torna possível, em breve, a recepção desses sinais via satélite", exemplificou.

A TV digital, com sua possibilidade de personalizar a relação das estações de transmissão com os usuários, também foi citada como exemplo do quanto está por vir em matéria de tecnologia.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Seed

Alunos da 5ª à 7ª série do Programa EJA receberão bolsa-auxílio

Os alunos de baixa renda, com até 24 anos e que estejam cursando a 5ª, 6ª ou 7ª série do Programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA) do Estado de São Paulo, em escolar estaduais, podem solicitar até o dia 31 de agosto, no site do Projeto AçãoJovem, a bolsa-auxílio mensal no valor de R$ 60. O benefício pode ser renovado por mais um ano, desde que o bolsista não abandone os estudos. Trata-se de uma iniciativa da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social (Seads) instituída em junho de 2004, que visa reduzir a evasão escolar de estudantes carentes. "O auxílio de R$ 60 é um incentivo para que o estudante se comprometa a prosseguir com o estudo e para que outros adultos ingressem no EJA", explica Maria Helena Guimarães de Castro, secretária de Assistência e Desenvolvimento Social. A Seads prevê que as bolsas atenderão até 80 mil estudantes.

A Secretaria de Educação vai oferecer 66 mil vagas para interessados em ingressar no EJA. Para se cadastrar, é preciso fornecer o número do registro do aluno e o RG. Em agosto, os inscritos receberão um cartão para fazer o saque do depósito nas agências do banco Nossa Caixa. A bolsa só não será concedida a formandos do ensino fundamental do segundo semestre de 2005.

O Projeto AçãoJovem atende atualmente 15,5 mil alunos da região metropolitana de São Paulo, Baixada Santista, São José dos Campos, Campinas, Piracicaba, Sorocaba e cidades próximas. A expectativa é encerrar o ano de 2005 com bolsas para oferecer a cem mil jovens de todos os municípios paulistas.

Mais informações no site do AçãoJovem (http://www.ajovemeduc.sp.gov.br/).

Fonte: Agência Imprensa Oficial (Rogério Silveira)

Uniafro investe em políticas de igualdade

Em uma iniciativa inédita, o Ministério da Educação investirá, ainda este ano, recursos para a promoção de iniciativas étnico-raciais nas universidades públicas. O Programa de Ações Afirmativas para a População Negra nas Instituições Públicas de Educação Superior (Uniafro) vai destinar R$ 2,5 milhões a políticas de favorecimento da igualdade racial.

A Comissão Técnica Multidisciplinar do Uniafro, por exemplo, aprovou 18 projetos (parcial ou integralmente) dentre 42 inscritos, de universidades de todo o país, para o desenvolvimento de ações afirmativas para a população negra. O trabalho será baseado nos eixos formação de professores, publicação e acesso e permanência.

Os responsáveis pelas dez propostas aprovadas parcialmente têm até 30 de julho para enviar a adequação orçamentária e o cronograma de atividades ao Ministério da Educação. "Quando recebermos as atualizações, saberemos o número exato de professores que serão capacitados e os universitários que receberão bolsas", informou Débora Silva Santos, consultora da Secretaria de Educação Superior (Sesu/MEC).

A maioria dos projetos atende o tema de formação de professores. "Neste eixo, as universidades propuseram a abertura de cursos de especialização, de extensão e de mestrado voltados para a população negra", explicou Débora. No eixo acesso e permanência, há propostas de catalogação da produção bibliográfica de materiais sobre ações afirmativas e qualificação didático-pedagógica de alunos e professores.

Criado em abril deste ano, o Uniafro é resultado de um acordo feito entre o MEC e os núcleos de estudos afro-brasileiros (Neabs). O programa é desenvolvido pela Sesu e pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad/MEC).

Números
De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep/MEC), 25% dos estudantes de universidade federais são negros. A maioria está matriculada em cursos de licenciatura e na área de humanidades. Em relação ao sistema de reserva de vagas (cotas), um levantamento parcial da Sesu, feito este ano, revelou que 12.976 universitários são cotistas.

Fonte: Imprensa MEC (Flavia Nery)

Segunda-feira, 18 de julho de 2005.
Capacitação profissional e oportunidade do primeiro emprego são realidade para alunos do Projeto Escola-Empresa

O Projeto Escola-Empresa encerra o primeiro semestre de 2005 com ótimos resultados. A partir de agora, a turma de 44 alunos, composta por estudantes do 3º ano do ensino médio e do supletivo, tem em mãos um certificado de capacitação profissional que habilita a exercer a função de operador de telemarketing. Esse desempenho representa a continuidade da parceria entre a TMKT, uma das maiores empresas de contact center do país, e a Escola Estadual Godofredo Furtado, localizada no bairro de Pinheiros, zona Oeste de São Paulo.

A proposta dessa iniciativa social reúne, além da formação para o mercado de trabalho, a oportunidade do primeiro emprego. Prova disso, é a absorção imediata, pela própria TMKT, de 21 estudantes que concluíram o curso.

Para o segundo semestre, estão programadas duas novas turmas com 25 alunos cada, divididas nos períodos da manhã e noite. As aulas, ministradas no laboratório de informática da escola totalmente reformado pela empresa parceira, terão início em agosto e serão dadas por instrutores especializados. O conteúdo curricular será aplicado em uma carga horária de 64 horas e engloba informática, panorama sobre o mercado de trabalho, aulas de telemarketing e língua portuguesa, fundamental para a correta utilização do idioma no ambiente profissional, seja de maneira falada ou escrita. Desde seu início, em 2004, o Projeto Escola-Empresa já capacitou 90 alunos.

Professores do ensino médio voltam à universidade

Os Estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro e São Paulo, além do Distrito Federal, estão oferecendo ou vão oferecer formação continuada a professores do ensino médio. Os docentes poderão fazer cursos de especialização e pós-graduação em Biologia, Física, Química e Matemática em instituições de ensino superior (Ifes) selecionadas pelo Ministério da Educação. Os recursos, de R$ 5,7 milhões, provêm do Programa de Melhoria e Expansão do Ensino Médio (Promed), financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

O MEC selecionou 76 projetos de especialização e de pós-graduação de 56 Ifes. A seleção foi feita por meio do Programa Nacional de Incentivo à Formação Continuada de Professores do Ensino Médio (Pro-Ifem), da Secretaria de Educação Básica (SEB/MEC). Com a iniciativa, o MEC dá ao professor a chance de se atualizar e de aprofundar conhecimentos.

Os cursos de aperfeiçoamento ligados ao Pro-Ifem têm, no mínimo, 180 horas de aula. Os de especialização, 360. As secretarias que optaram pelo Pro-Ifem têm independência para montar seu projeto de formação.

Plataforma
O superintendente do ensino médio da Secretaria de Educação de Goiás, Paulo Sérgio Pantaleão, avalia que o Pro-Ifem repercute na melhoria da educação. "O professor, além do ganho intelectual, tem conquistas no plano de carreira", disse.

Paulo Sérgio salientou que o MEC ofereceu à Secretaria de Educação de Goiás a plataforma e-Proinfo (Programa Nacional de Informática na Educação), da Secretaria de Educação a Distância (Seed/MEC), ambiente digital de aprendizagem a distância. Com ele, os professores estudam on line, recebem material impresso e trocam experiências com tutores.

Mais informações pelos telefones (61) 2104.8813 e 2104.8010.

Fonte: Imprensa MEC (Susan Faria)

Aulas do ProJovem têm início nesta segunda

As aulas do Programa Nacional de Inclusão de Jovens (ProJovem) para 3.500 alunos, com idades entre 18 e 24 anos, que não concluíram o ensino médio nas cidades de Recife, Salvador e Porto Velho, começam nesta segunda-feira, 18. Eles representam 20% do total de participantes inscritos no programa, nestas cidades.

O programa, uma parceria dos ministérios da Educação, do Trabalho e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, com a coordenação da Secretaria-Geral da Presidência da República, destina-se a jovens que terminaram a 4ª série, mas não concluíram a 8ª do ensino fundamental e estão fora do mercado formal de trabalho. Além de retornarem à escola, os estudantes vão receber um auxílio financeiro de R$ 100/mês e terão aulas de informática e de idiomas. A duração do curso é de 12 meses, com direito ao certificado do ensino fundamental.

Segundo o secretário Nacional da Juventude, Beto Cury, até o final de 2005 o programa deve estar nas 27 capitais com 200 mil jovens em sala de aula. "Este é um programa para dar cidadania a estes jovens. Existe uma parcela significativa da juventude que está no limite de uma perigosa fronteira, a de ser capturado pelo tráfico de drogas. São jovens que estão extremamente vulneráveis", enfatizou. O programa possibilita aos jovens melhores possibilidades de disputar uma chance no mercado.

Recursos
Os investimentos do ProJovem este ano são da ordem de R$ 311 milhões. O dinheiro vai custear o auxílio financeiro dos estudantes (R$ 100/mês), o salário de todos os profissionais - educadores, gestores e administrativos - além da compra de equipamentos, merenda e material didático. Serão comprados 14.800 computadores e impressoras (comuns e no sistema Braile), estabilizadores, maquinário e móveis. Também está previsto o gasto de R$ 0,50/alunos/dia, com a merenda. A contrapartida dos municípios é o espaço físico.

O sistema de Monitoramento e Avaliação será implantado automaticamente nos pólos onde o ProJovem começar a atuar. Ele é operacionalizado por meio de uma rede composta por oito universidades federais: de Juiz de Fora (UFJF), de Minas Gerais (UFMG), Estadual de São Paulo (Unesp), da Bahia (UFBA), do Pará (UFPA), do Paraná (UFPR), de Brasília (UnB) e de Pernambuco (UFPE).

Fonte: Imprensa MEC (Sonia Jacinto)

Sexta-feira, 15 de julho de 2005.
Escola da Família e SEBRAE-SP dão início à parceria para jovens empreendedores

Durante o mês de julho, o Programa de Formação de Jovens Empreendedores capacita 870 professores do ensino médio da rede estadual, das diretorias de Ensino da Grande São Paulo e Capital. Eles serão os multiplicadores responsáveis por disseminar a cultura empreendedora para mais de 26 mil alunos do ensino médio. A primeira turma começou a capacitação nesta semana. Ao longo do mês, outras duas turmas farão o curso.

O Programa Formação de Jovens Empreendedores é fruto de uma parceria entre a Secretaria de Estado da Educação, por meio do Programa Escola da Família, CENP e COGSP, e o Sebrae-SP. A iniciativa dá ênfase à educação e à cultura empreendedora dos jovens, despertando nestes a iniciativa de criar suas próprias possibilidades de negócios e começando o processo de inserção no mercado de trabalho.

Com o objetivo de potencializar o eixo Qualificação para o Trabalho, no Programa Formação de Jovens Empreendedores o aluno é estimulado a pensar e agir como um empreendedor, descobrindo como funciona o mundo dos negócios, a operação de uma empresa, o regime jurídico e outros aspectos importantes do empreendedorismo.

Fonte: Secretaria de Estado da Educação de São Paulo (Ana Paula Teixeira e Egle Cisterna)

Educação é um dos temas escolhidos para o Prêmio Fundação Bunge 2005

O Prêmio Fundação Bunge, que este ano completa 50 anos, contemplará profissionais da área da educação. A proposta da premiação é reconhecer o trabalho de personalidades e de jovens talentos que atuam neste segmento e contribuem para o desenvolvimento do Brasil, que possui mais de 55 milhões de alunos matriculados no ensino básico, pré-escola, ensino fundamental e ensino médio.

A cada edição do Prêmio Fundação Bunge podem ser definidos até seis diferentes ramos. Um deles, em sistema de rodízio, pertencerá a uma das grandes áreas do conhecimento: Ciências Biológicas, Ecológicas e da Saúde, Ciências Exatas e Tecnológicas, Ciências Agrárias, Ciências Humanas e Sociais, Letras e Artes. Os demais, por indicação do Conselho Administrativo da Fundação Bunge, podem ser acrescentados ao incentivo anual. Este ano, além de Educação, o prêmio reconhece personalidades da Física, Romance e Agronegócio.

A cerimônia de entrega ocorre sempre em setembro, mês no qual a Fundação Bunge comemora seu aniversário. A solenidade é presidida pelo governador do Estado de São Paulo, presidente honorário da Fundação Bunge. Os contemplados recebem medalhas de ouro e prata, diplomas em pergaminho e um prêmio de R$ 30 mil na categoria Juventude e R$ 70 mil na categoria Vida e Obra.

Durante toda a história, já foram homenageadas personalidades como Carlos Chagas Filho, Érico Veríssimo, Hilda Hilst, Jorge Amado, Miguel Reale, Paulo Freire, Rachel de Queiroz, entre outras. A galeria dos mais de 130 contemplados está disponível para consulta no endereço da Fundação Bunge na Internet: www.fundacaobunge.org.br.

Sobre a Fundação Bunge
Criada em 1955, a Fundação Bunge, braço social das empresas Bunge no Brasil, tem suas atividades focadas na área da educação, com ênfase no ensino fundamental. Valoriza o conhecimento, incentiva o voluntariado e promove ações educativas e de preservação da memória empresarial. Dentre as iniciativas realizadas, destacam-se o programa de voluntariado corporativo Comunidade Educativa, o Centro de Memória Bunge, o Prêmio Fundação Bunge e o Prêmio Professores do Brasil, além do ReciCriar - A Pedagogia do Possível.

Aldeia Infantil SOS de São Bernardo seleciona mães sociais e educador do programa de jovens

A Aldeia Infantil SOS de São Bernardo do Campo (SP) está recebendo currículos de profissionais interessados em concorrer a vagas de mãe social e de educador do programa de jovens.

Para a função de mãe social, os requisitos são ter concluído o ensino médio, ser solteira, viúva ou divorciada, não ter filhos menores ou dependentes e ter disponibilidade para morar na aldeia e se dedicar às crianças em tempo integral.

A mãe social é a responsável pela família substituta, modelo de atendimento adotado pelas Aldeias Infantis SOS Brasil, que tem como missão criar famílias para crianças necessitadas, ajudando-as a construir seu próprio futuro. A organização mantém condomínios formados por 10 a 12 casas-lares cada, onde moram famílias com até 9 crianças de idades diferentes, que convivem sob os cuidados da mãe social que, além de administrar a casa-lar, é responsável por todo processo de educação e formação das crianças.

Já para educador do programa de jovens, profissional que irá atuar na Comunidade Juvenil, os requisitos para a função incluem nível superior completo, preferencialmente na área de Humanas; conhecimento do Estatuto da Criança e do Adolescente; domínio de informática (Word, Excel, Internet); experiência em projetos ou programas sociais e disponibilidade para residir na Comunidade Juvenil.

Os currículos podem ser enviados pelo correio para Aldeia Infantil SOS de São Bernardo do Campo, Estrada Ernesto Zabeu, 200, Riacho Grande, São Bernardo do Campo - SP, CEP 09835-000 ou para o e-mail sbcampo.sp@aldeiasinfantis.org.br.

Sobre as Aldeias Infantis SOS
As Aldeias Infantis SOS atendem 55 mil crianças em 439 aldeias espalhadas por todos os continentes, onde são desenvolvidos também vários outros projetos, que beneficiam 650 mil pessoas. Atuando em 9 Estados brasileiros e no Distrito Federal, a organização está no país desde 1967; atende cerca de 8 mil crianças e jovens nas 14 aldeias e por meio de programas de fortalecimento da família e prevenção do abandono infantil desenvolvidos pelos Centros Sociais.

Para ser um Amigo SOS, entre em contato pelo telefone 0800160633, pelo site www.aldeiasinfantis.org.br ou pelo e-mail comunicacao@aldeiasinfantis.org.br.

Quinta-feira, 14 de julho de 2005.
Línguas estrangeiras na programação da TV Escola

A TV Escola da Secretaria de Educação a Distância (Seed/MEC) apresentará cursos de espanhol e de inglês, a partir de outubro. Além de atender a um pedido antigo dos professores, os programas estão em sintonia com projeto de lei aprovado pela Câmara dos Deputados, no início deste mês, que determina o oferecimento de língua espanhola no horário regular do ensino médio.

Na nova programação, está o curso Español, com 39 vídeos, de 15 minutos cada um, e o de inglês, composto por 60 vídeos, também de 15 minutos cada um. "A TV Escola procura atender demandas dos professores e alunos e ajudar a escola a ficar em sintonia com a realidade moderna", disse Carmen Moreira Neves, diretora de capacitação e formação da Seed. "Hoje, uma segunda língua é fundamental para a inserção neste mundo globalizado."

A diretora destaca a renovação pela qual passa a TV Escola, atenta às demandas e comprometida com a qualidade. Carmen Neves ressalta que as escolas já têm no currículo o ensino de línguas estrangeiras e, com a nova lei, a ser promulgada, terão necessidade de mais orientação. "Nossa programação busca elevar a qualidade. Temos uma preocupação com a valorização do professor e também do aluno", afirmou.

Obras
Segundo Lúcia Lodi, diretora de Políticas Públicas do Ensino Médio, o MEC prepara ações de produção de material didático para professores e alunos, aquisição de obras em espanhol para bibliotecas escolares e ampliação de vagas em licenciatura em Letras nas universidades federais, principalmente no período noturno.

A TV Escola tem experiência com idiomas estrangeiros. A série Br@nché, da emissora francesa TV5, voltada para professores e estudantes de francês, é exibida aos sábados, às 14h. A página do programa na Internet foi criada para ajudar os estudantes a aprenderem francês ou aperfeiçoarem os conhecimentos do idioma.

A TV Escola pode ser sintonizada nos canais 26 (operadora Sky), 237 (DirectTV) e 4 (Tecsat). As grades de programação estão na página eletrônica http://portal.mec.gov.br/seed/.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Seed

Escolas são incentivadas a discutir ética e cidadania

A Secretaria de Educação Básica (SEB/MEC) está investindo R$ 600 mil em projetos de escolas de ensino fundamental que pretendem criar um fórum de ética e cidadania em seu espaço. É a primeira vez na história do Ministério da Educação que o orçamento do ensino médio prevê recursos para o incremento de ações formativas. Ainda neste ano serão selecionados 120 projetos em todo o país. Cada escola selecionada receberá R$ 5 mil.

Técnicos do MEC trabalham na finalização do edital que estabelece normas para as instituições públicas inscreverem seus projetos. Eles devem ter a finalidade de criar a instituição e o funcionamento do fórum. Segundo Lúcia Lodi, diretora de Políticas Públicas do Ensino Médio, a escola não é apenas um lugar onde se busca instrução ou predomina apenas o aspecto cognitivo. "A escola deve ser responsável pela formação cidadã, que assegure condições para uma participação ativa do estudante na sociedade. A escola é um lugar privilegiado para o desenvolvimento deste tipo de trabalho", destaca.

A iniciativa tem o apoio do comitê gestor do Programa Ética e Cidadania - Construindo Valores na Escola e na Sociedade, que tem como representantes membros da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e das secretarias do MEC: de Educação a Distância (Seed), de Educação Especial (Seesp), de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) e Educação Superior (SESu).

O Programa Ética e Cidadania - Construindo Valores na Escola e na Sociedade tem o objetivo de promover a criação, nas escolas, de fóruns que congreguem alunos, educadores e membros das comunidades para discutir temas como ética, cidadania, convivência democrática, direitos humanos e inclusão social.

Comitê
De acordo com pesquisa feita em abril pelo comitê gestor do programa, cerca de 600 escolas estão cadastradas e já instituíram um fórum escolar. Com 308 escolas cadastradas, a região Nordeste lidera a lista, seguida pela região Sudeste, com 197. O Estado com mais escolas cadastradas no programa é o de Pernambuco, com 101. Em seguida, está São Paulo, com 82 escolas.

Fonte: Imprensa MEC (Sonia Jacinto)

Artigo comenta importância da Educação para o crescimento econômico do país

Em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo, a embaixadora da Boa Vontade da Unesco, Milú Villela, comenta a importância do investimento na Educação para o crescimento econômico de um país. "No final de junho, o Banco Mundial divulgou um estudo no qual avalia a redução da pobreza em 14 países. Entre as suas várias e importantes conclusões, duas se destacam. A primeira aponta que, para cada 10% de crescimento do PIB per capita, a pobreza caiu apenas 9% no Brasil, contra 17% em média nas demais nações. A segunda indica que a diminuição foi mais expressiva nos países que investiram mais em Educação", expõe.

De acordo com o levantamento, se não fosse o déficit educacional no Brasil, o número de pessoas pobres teria caído entre 35% e 50% em vez dos 24% registrados entre 1981 e 2001. Segundo a autora, tal conclusão só reforça o que a Unesco prega há anos: se o país quiser que mais pessoas se beneficiem do crescimento econômico, ampliar o acesso a escolas de qualidade é medida prioritária que precisa figurar no topo da agenda política. "Sem Educação para todos, nenhum país conseguirá reduzir a pobreza nem suas desigualdades", defende. Para a embaixadora, apesar de mais crianças, adolescentes e adultos freqüentarem a escola, ainda existem menos educandários do que o necessário, menos professores preparados, menos infra-estrutura e muito menos qualidade no ensino do que seria minimamente desejável.

Fonte: Andi (Folha de S. Paulo - 12/7/2005)

Quarta-feira, 13 de julho de 2005.
Unicamp oferece gratuitamente acervo digitalizado de qualidade

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) conseguiu esta semana um feito importante para a divulgação do conhecimento científico e tecnológico no Brasil. A Biblioteca Digital da instituição ultrapassou a marca das 5 mil teses digitalizadas, consagrando-se como um dos maiores acervos digitais do país.

O objetivo de difundir a produção intelectual e científica da Unicamp com precisão e rapidez está cada vez mais presente. Atualmente, estão disponíveis no banco 2.973 dissertações de mestrado e 2.038 teses de doutorado. O público tem sido ávido pelas valiosas informações: desde a inauguração, em 2003, já foram baixados pela Internet 527.574 arquivos.

"Essa procura é sinal claro da maior visibilidade do conhecimento que é gerado no âmbito acadêmico", disse Luiz Atílio Vicentini, coordenador do Sistema de Bibliotecas da Unicamp, à Agência FAPESP. "Mais de 23 mil teses já foram defendidas até hoje por alunos da Unicamp. E quase 23% dessas pesquisas estão disponíveis gratuitamente e na íntegra pela Internet. A nossa meta é chegar a 7 mil teses até o final do ano."

O estudo mais acessado da biblioteca foi uma dissertação de mestrado apresentada na Faculdade de Educação (FE), que já recebeu 10.241 visitas e 3.336 downloads. O estudo (In)disciplina na escola: cenas da complexidade de um cotidiano escolar é de autoria de Cândida Maria Santos Daltro Alves.

O endereço da biblioteca da Unicamp é http://www.unicamp.br/bc/.

Fonte: Agência FAPESP (Thiago Romero)

Ecomóvel levará educação ambiental para cerca de 40 mil crianças todo mês

Em sua segunda ação pelo Rio de Janeiro - a primeira foi na Mangueira, na Zona Norte da cidade, onde recebeu a visita de mais de três mil pessoas durante quatro dias -, o Ecomóvel poderá ser visitado a partir de hoje até domingo, dia 17 de julho, das 12 às 21h, no Shopping Nova América, Zona Norte da cidade. O projeto social foi criado este mês pela ONG Alto Astral com o objetivo de divulgar informações sobre saúde pública, meio ambiente, qualidade de vida e controle das pragas urbanas. O Ecomóvel vai atender mais de 40 mil crianças por mês, no Rio de Janeiro e em São Paulo. E em breve, poderá ser visitado por estudantes de todo o Brasil. Serão construídas em um prazo de aproximadamente 18 meses mais nove unidades.

O Ecomóvel é um completo centro de exposição, onde estudantes e visitantes poderão ver de perto as principais pragas e aprenderão como se prevenir dos males causados por elas, além de obterem informações sobre o mundo de vetores e pragas urbanas responsáveis por mais de 400 doenças, principalmente nas regiões mais carentes.

As informações serão passadas por meio de painéis didáticos, insetários, laqueário, exposição de animais vivos e mortos, além de explicações dadas por estagiários de biologia e comunicação. Após a visitação, os visitantes receberão uma revista educativa que aborda aspectos preventivos de doenças, contaminações em geral, ecossistema, saneamento básico, saúde ambiental e bem-estar. No portal da ONG também estará disponível um banco de dados sobre entomologia, ecossistema, saúde ambiental e qualidade de vida.

Estima-se que 50% das contaminações alimentares sejam causadas por pragas. Contaminações de alimentos e da água, comuns em áreas sem saneamento básico, matam milhões de pessoas todos os anos no Brasil. Cálculos apontam que metade das contaminações hospitalares também seja provocada por pragas e roedores. As pragas também acarretam grandes prejuízos para a lavoura nacional e até para setores em crescimento como o turismo.

Ecomóvel na web: http://www.astral.ind.br/ecomovel/ecomovel2.swf

MEC lança prêmio para melhorar o ensino médio noturno

O Ministério da Educação vai premiar, com R$ 140 mil, as dez escolas públicas do país que apresentarem os melhores projetos para o ensino médio noturno. O objetivo é melhorar a oferta dessa modalidade, tornando-a mais atraente e elevando o aprendizado. O anúncio foi feito nesta terça-feira, 12, pela diretora de Políticas Públicas do Ensino Médio do MEC, Lúcia Lodi.

Na organização dos projetos, serão observados quatro aspectos: a grade didático-curricular, o atendimento ao estudante, o envolvimento com a comunidade e a gestão escolar. As escolas terão até 31 de setembro para inscrever os projetos junto ao MEC.

Pesquisa feita pelo MEC em 2004 revelou uma situação preocupante em relação ao aluno do ensino médio noturno no país. Lúcia Lodi destaca que o aproveitamento da maioria dos alunos fica comprometido, já que eles assistem às aulas depois de uma exaustiva jornada de trabalho. "Nós queremos identificar e aplicar boas experiências nesta área. A pesquisa apontou que, nesta modalidade, o aluno não chega no início da aula e esta, por sua vez, não chega até o fim. Além do que, no meio da semana, as atividades escolares já estão totalmente comprometidas", completou.

A diretora explicou que os projetos têm de atender às especificidades desses alunos, porque o ensino médio noturno exige dos gestores e professores uma metodologia própria. "Essa modalidade de educação pede uma proposta didática com maior envolvimento dos alunos. Num laboratório, eles certamente terão condições de vencer melhor o cansaço do que em uma aula expositiva tradicional. Mais da metade das matrículas do ensino médio, nas escolas públicas, estão no turno da noite, e os índices de evasão escolar são elevados", destacou.

Fonte: Imprensa MEC (Sonia Jacinto)

Terça-feira, 12 de julho de 2005.
Cepro e Merrill Lynch oferecem alfabetização financeira gratuita a jovens

Saber administrar o orçamento pessoal, tomar as primeiras iniciativas para independência financeira e empreendedorismo e conhecer a importância da educação continuada são alguns dos temas abordados durante as seis semanas do curso ministrado aos alunos do Centro de Ensino Profissionalizante Rotary, da Fundação de Rotarianos de São Paulo.

O programa de Alfabetização Financeira foi concebido pela Merrill Lynch, idealizadora do Investing Pays Off, que oferece aos jovens de todo o mundo a oportunidade de sonhar e desenvolver habilidades e competências para que tenham sucesso na vida. O Instituto Treinar foi o responsável pela adaptação da metodologia do programa à realidade brasileira, que recebeu o nome de Investir Vale a Pena. O CEPRO é o carro-chefe na realização do projeto no Brasil.

Desde maio, 100 jovens de baixa renda, entre 15 e 20 anos, da região de Cotia (SP), estão tendo aulas, ministradas pelos profissionais do CEPRO e por voluntários da Fundação de Rotarianos de São Paulo. Além dos 12 módulos de três horas, que abordam temas como desenvolvimento de plano financeiro, orçamento, risco, rentabilidade e retorno, vida profissional e opções de investimento, profissionais de diversas áreas da Fundação estão proferindo palestras sobre ética profissional, crédito, voluntariado e responsabilidade social.

Para as próximas turmas do programa, a instituição está recebendo inscrições de voluntários para dar aulas ou palestras, e os interessados devem entrar em contato com a instituição pelo telefone 0800.165521.

O Cepro, fundado em 1946 pela Fundação de Rotarianos de São Paulo, está localizado em Cotia (Rodovia Raposo Tavares, km 24). Oferece cursos gratuitos de capacitação profissional para alunos da rede pública e proporciona condições de empregabilidade a jovens com idades entre 16 e 18 anos.

Crianças formaram o grande público do Cine Tela na Flip

Laís Bondanzky e Luiz Bologniesi festejam o sucesso do seu Cine Tela Brasil durante a 3ª Festa Literária Internacional de Parati, realizada na semana passada. Apesar de estar instalada em um evento considerado de elite, a tenda itinerante teve lotação esgotada em todas as sessões destinadas ao público infantil. Isso porque professores de escolas públicas da região que visitavam a festa aproveitaram para levar seus alunos ao cinema. No total, 1.350 crianças assistiram aos filmes Tainá 2 e Castelo Rá-Tim-Bum, muitas delas filhos e filhas de trabalhadores humildes do litoral sul do Rio. A tenda do Cine Tela estava instalada atrás do espaço destinado aos autores. Agora, o caminhão que transporta o cinema desloca-se para a Baixada Fluminense, onde acontecem sessões gratuitas em São João de Meriti (dias 14, 15 e 16 de julho) e Belford Roxo (exibições nos dias 20, 21 e 22). Até abril de 2006, 34 cidades servidas pela Via Dutra serão visitadas pelo projeto.

Promovido com base na Lei Rouanet pelo Programa CCR Cultura nas Estradas, por meio da NovaDutra, com o apoio da rede Cinemark e da Volkswagen Caminhões, o Cine Tela Brasil consiste em uma grande tenda de 13m x 15m, onde são instaladas 225 cadeiras, equipamento profissional de projeção 35mm (cinemascope), tela de 7m x 3m, som estéreo surround e ar condicionado. As sessões têm duração média de uma hora e 50 minutos, sempre com a exibição gratuita de um filme brasileiro de longa-metragem.

Guarulhos vai ser sede do 2º Congresso Nacional de Docência no Ensino Superior

A cidade de Guarulhos (SP) será palco de análise da situação do ensino superior nas instituições particulares. Organizado pelas Faculdades Integradas Torricelli e pela Didática Assessoria em Educação, o 2º Congresso Nacional de Docência no Ensino Superior, que ocorre entre os dias 14 e 16 de julho, contará com participação de educadores como Mario Sergio Cortella, que debaterá a relação entre ensino e cidadania.

Segundo Cortella, uma discussão necessária hoje é o tipo de ensino oferecido pelas instituições, sejam elas públicas ou particulares. "Para ter uma qualidade de ensino positiva é preciso que cada uma dessas instituições e cada um de nós, educadores, dirija o esforço para a consolidação de uma base científica socialmente partilhada, com formação de cidadania e expressão de solidariedade."

Além de Mario Sergio Cortella, participam do evento os professores Selma Garrido Pimenta, Celso Antunes, Augusto Crema Novasky e Ivanilde Moreira. Haverá discussões temáticas sobre as palestras dadas. A finalidade do 2º Congresso Nacional de Docência Superior é debater a expansão do ensino superior particular no país, as influências no cotidiano dos professores e os desafios e perspectivas dessas instituições.

"A visível expansão do ensino superior privado no país tem provocado a preocupação das instituições e a conseqüente busca pelo alto grau de excelência que resulte em condições privilegiadas e favoráveis de competitividade no mundo atual. Nesse sentido, é preciso enfrentar os desafios da área da educação, compreender quais são os caminhos que precisamos seguir e as influências disso na atuação dos professores", afirma Terezinha Otaviana Dantas da Costa, diretora geral das Faculdades Integradas Torricelli.

As inscrições poderão ser feitas pelo telefone (19) 3665.2177 ou pelos sites www.torricelli.br / www.didaticaa.com.br. Profissionais da área pagam R$ 200 e estudantes, R$ 170.

SERVIÇO
2º Congresso Nacional de Docência no Ensino Superior
De 14 a 16 de julho (5ª feira a sábado)
Faculdades Integradas Torricelli (Rua do Rosário, 159, Centro, Guarulhos-SP)

Segunda-feira, 11 de julho de 2005.
Paulo Freire poderá ser declarado Patrono da Educação

O educador Paulo Freire poderá ser declarado Patrono da Educação Brasileira. O título depende da aprovação, pelo Congresso, do Projeto de Lei 5418/05, da deputada Luiza Erundina (PSB-SP). Ela lembra que Paulo Freire pregava a necessidade do diálogo entre mestres e alunos. O processo educativo, segundo o educador, devia partir da realidade da vida cotidiana das pessoas.

"Uma das primeiras medidas adotadas por Freire foi abolir as cartilhas padronizadas e firmar o conceito das palavras geradoras", afirma Erundina. Por esse processo de ensino, a palavra era apresentada e suas sílabas eram separadas. Em seguida, mostravam-se os seus diferentes sons. A partir daí, os alunos deveriam formar palavras com as novas sílabas.

O educador
Paulo Reglus Neves Freire nasceu em Recife (PE), em 1921. Iniciou o curso de Direito aos 22 anos. Depois de formado, não chegou a exercer a profissão. Em 1960, o educador desenvolveu um método de alfabetização de adultos, relacionando o aprendizado à realidade do trabalhador. Paulo Freire colocou a experiência em prática três anos depois. Em 1963, ele foi responsável pela alfabetização de 300 camponeses em apenas 45 dias. Durante o governo de João Goulart (1961-1964), coordenou o Programa Nacional de Alfabetização, com o objetivo de alfabetizar 5 milhões de pessoas, para que pudessem participar das eleições. Na época, apenas pessoas alfabetizadas podiam votar.

Interrupção
O trabalho de Paulo Freire no Brasil foi interrompido com o início do regime militar. Ele foi preso em 1964 e exilado no Chile, onde escreveu sua obra mais conhecida: Pedagogia do Oprimido. Durante o exílio, atuou como professor na Universidade de Harvard e como consultor da Unesco. O educador retornou ao Brasil em 1979, quando passou a lecionar na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Paulo Freire, que morreu em 1997, publicou mais de 40 livros e teve sua obra traduzida em 28 línguas.

Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara

Reprovação escolar ainda assusta país

Reprovação escolar ainda é um grave problema no Brasil. De acordo com informações do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), um terço dos estudantes brasileiros da 1ª série do Ensino Fundamental foi reprovado ou abandonou o sistema escolar em 2003. "Está havendo um esforço grande por parte das autoridades para que essa situação seja revertida", afirmou a diretora do Centro Tecnológico de Brasília, Rosa Maria Pesina. Em sua opinião, para que a mudança realmente ocorra "é essencial uma maior valorização dos professores, investimento em capacitação, infra-estrutura de escola e participação da família".

Falhas
Há alguns anos, muitos Estados tentaram adequar as crianças às séries de acordo com as idades. Esse programa fazia com que o aluno, a partir de uma certa faixa etária, conseguisse concluir rapidamente o Ensino Fundamental. "Não era considerado o nível de aprendizado da criança, mas sua idade. Dessa forma, foram aprovados muitos estudantes que não tinham um acompanhamento escolar adequado", ressaltou o presidente do Sindicato dos Professores do Paraná, José Rodrigues Lemos. Na opinião da diretora do Departamento de Ensino Fundamental da secretaria municipal de Educação de Curitiba, Nara Luz Chierighini Salamunes, os índices de reprovação só serão menores quando a alfabetização e o letramento forem colocados como prioridade nacional, além da formação de professores.

Fonte: Andi (O Estado do Paraná, 8/7/2005 - Cíntia Vegas)

Creches e pré-escolas podem passar para a rede de ensino

O atendimento a cerca de 1,6 milhão de crianças até seis anos de idade, mantidas pelo governo federal em creches e pré-escolas financiadas pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), pode passar para o Ministério da Educação. A coordenadora de educação infantil da Secretaria de Educação Básica (SEB/MEC), Karina Rizek Lopes, explica que o atendimento a essas crianças pelo MEC está vinculado ao repasse dos recursos - R$ 245 milhões - do Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS).

Segundo Karina Lopes, a discussão do assunto caberá a um grupo de trabalho interministerial, composto por representantes do MEC, do MDS, do Ministério do Planejamento, do Conselho Nacional de Assistência Social e de outras entidades. O grupo tem até setembro para apresentar propostas.

"Há consenso entre o MEC e o MDS. Não podemos, nesta transição, perder nenhuma criança, nenhuma instituição hoje atendida com os recursos do Fundo Nacional de Assistência Social", disse Karina. "Nossa idéia é, conjuntamente, investir na qualidade social da educação das crianças até seis anos."

Campanha
Em parceria com o MDS e com a colaboração do grupo de trabalho, o MEC prepara uma campanha nacional de credenciamento e integração das instituições de educação infantil aos sistemas de ensino. A meta é lançar tal campanha no segundo semestre.

Criada nos anos 70, a Rede da Assistência Social presta atendimento a crianças até seis anos em jornadas integral e parcial. O programa envolve 4,6 mil municípios e 16 mil instituições.

Fonte: Imprensa MEC (Sonia Jacinto)

Sexta-feira, 08 de julho de 2005.
Senado aprova criação da UFABC

O Senado Federal aprovou na quarta-feira (6) o projeto de lei que cria a Universidade Federal do ABC (UFABC), que funcionará em Santo André (SP). O projeto de lei irá agora à sanção presidencial e seu primeiro vestibular está previsto para o início de 2006.

A Câmara dos Deputados aprovou também a criação de cinco novas universidades federais: do Vale do Jequitinhonha (a partir da transformação da Faculdade de Direito de Diamantina); do Triângulo Mineiro (que será criada por transformação da Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro); de Alfenas; do Recôncavo; e do Grande Dourados. Esses cinco projetos serão encaminhados para apreciação do Senado. Uma das metas do governo federal é a expansão da educação superior pública e de qualidade.

O projeto de lei que institui a Universidade Federal do ABC criou também vagas para docentes. A universidade terá 600 professores e mil monitores bolsistas na pós-graduação e deverá atender 20 mil alunos em cursos de graduação, 2.500 em mestrado e mil em doutorado. Será composta pelos centros de Ciências Naturais e Humanas; Matemática, Computação e Cognição Humana; e Engenharia, Modelagem e Ciências Sociais Aplicadas.

Há 20 anos a comunidade do ABC luta por uma universidade federal. Dos cerca de 77 mil estudantes no ensino superior no Grande ABC, 65% estão em instituições privadas, 20% estão em municipais e 15%, na rede comunitária filantrópica. O MEC prevê que as atividades da UFABC comecem no primeiro semestre de 2006, com os cursos de licenciatura em Física, Química, Biologia e Matemática, em salas de 30 alunos; e um curso de Ciências da Computação com 50 vagas, nos turnos diurno e noturno. No segundo semestre de 2006, devem começar os cursos de Engenharia.

Fonte: Assessoria de Imprensa da SESu

Para juiz, ainda falta conhecimento do ECA por parte da sociedade

No próximo dia 13, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) completa 15 anos de existência. Apesar de assegurar inúmeros direitos aos jovens em mais de 200 artigos, boa parte dessa lei não saiu do papel. Segundo o juiz Geraldo Claret Arantes, autor do livro Manual de Prática Jurídica do Estatuto da Criança e do Adolescente, menos de 10% do ECA foi implementado. Ele ressaltou que muitos acreditam que o estatuto se destina apenas a jovens em conflito com a lei. "No entanto, essa é uma lei rica, de inclusão social, que visa tratar de forma fraterna e igualitária todos aqueles que estão na infância ou juventude, independente de cor, sexo ou classe social", esclareceu. Segundo o juiz, o objetivo do ECA é fazer com que pessoas com menos de 18 anos se desenvolvam como cidadãs. Ele lembrou que uma parcela considerável da população desconhece a lei. "É preciso conhecer os direitos para cobrá-los, dando condições para que esses meninos e meninas cresçam, dêem bons frutos e busquem uma sociedade mais justa", disse.

Direito à creche
Para o juiz, o direito à creche para crianças de 0 a 6 anos é a mais importantes de todas as garantias. Ele argumentou que, nesse local, o pequeno está a salvo de violência doméstica e exploração sexual, tem alimentação, doenças são detectadas previamente e as mães ficam liberadas para o trabalho. "Para que o ECA seja efetivamente implantado, ele deveria ser incluído como disciplina nas faculdades de Direito e cobrado no exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)", ressaltou o magistrado.

Fonte: Andi (Diário da Tarde-MG , 7/7/2005 - Daniela Galvão)

Câmara aprova projeto que obriga o ensino de espanhol nas escolas

O Projeto de Lei nº 3.987/00 aprovado nesta quinta-feira (7) pela Câmara dos Deputados prevê que as escolas de ensino médio de todo o país poderão ser obrigadas a oferecer língua espanhola dentro do horário regular, porém a matrícula do aluno será opcional. Para o ensino fundamental, a inclusão da língua espanhola no currículo será facultada a partir da 5ª série. O projeto de lei, de autoria do deputado Átila Lira (PSDB-PI), determina que as escolas públicas e privadas ofereçam a disciplina e foi aprovado com as emendas recebidas pelos deputados em 2003.

Para o ministro da Educação, Tarso Genro, "a aprovação pela Câmara do projeto de lei tornando obrigatório o ensino do espanhol nas escolas de ensino médio de todo o país, reforça o projeto das escolas bilíngües que estão sendo implantadas nos Estados que fazem fronteira com países de língua espanhola". Ele afirmou que, com a aprovação da lei, as negociações de conversão de parte da dívida em investimentos em educação, com a Espanha, podem ser facilitadas.

A Câmara rejeitou a emenda do Senado que desobrigava as escolas públicas a ofertar a disciplina no horário regular. Já a rede privada poderá oferecer o espanhol no horário normal ou matricular os alunos em cursos e centros de estudos de língua moderna. O processo de implantação será gradativo e deverá estar concluído num prazo de cinco anos a partir da publicação da lei. Os conselhos estaduais de educação e do Distrito Federal deverão regulamentar a lei em seus Estados.

Segundo o secretário de Educação Básica do MEC, Francisco das Chagas Fernandes, a medida vai contribuir para estreitar os laços culturais do Brasil com os demais países da América Latina, o que já é uma orientação do governo federal. "Existe uma tendência mundial em busca da integração econômica, onde o domínio da língua oficial dos países com os quais nos relacionamos é muito importante."

Para apoiar os Estados no cumprimento dessa exigência legal, o MEC está preparando um plano de ação para os sistemas de ensino, afirma a diretora de Políticas de Ensino Médio, Lucia Lodi. "As ações prevêem produção de material didático para professores e alunos, aquisição de obras em espanhol para as bibliotecas escolares e a ampliação de vagas em licenciatura em Letras-Espanhol nas universidades federais, principalmente no período noturno."

Para se transformar em lei, o projeto ainda depende do presidente da República, que tem 15 dias para sancionar ou vetar a proposta. Se aprovada, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) terá que ser alterada. De acordo com a LDB, as escolas de ensino médio são obrigadas a incluir "uma língua estrangeira moderna, como disciplina obrigatória, escolhida pela comunidade escolar, e uma segunda, em caráter optativo, dentro das disponibilidades da instituição".

Fonte: Imprensa MEC (Alexandre Costa)

Quarta-feira, 06 de julho de 2005.
Instituto Ecofuturo apresenta Projeto Bibliotecas Comunitárias Ler é Preciso no 15º Congresso Nacional de Leitura

O Instituto Ecofuturo apresenta o Projeto Bibliotecas Comunitárias Ler É Preciso nesta quarta-feira, dia 6 de julho, no VII Seminário de Bibliotecas, que integra a programação do 15º Congresso Nacional de Leitura (Cole). No evento Christine Fontelles, diretora de Cultura e Educação do Ecofuturo, e Elizabeth Serra, da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), farão uma palestra sobre as políticas de bibliotecas impulsionadas pelo terceiro setor.

No VII Seminário de Bibliotecas, a abordagem apóia a biblioteca como possibilidade de uma educação participativa, transformadora de realidade e principalmente um estímulo à leitura. É nesta perspectiva que se insere o projeto desenvolvido pelo Ecofuturo, que visa contribuir para a superação de um dos maiores desafios da atualidade: preparar as novas gerações para atuarem na sociedade do conhecimento a partir do domínio crítico da linguagem e da competência de comunicar-se pela escrita.

O Programa Ler É Preciso já inaugurou 36 bibliotecas em 6 Estados: Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, Bahia e Maranhão. Até 2006, o Ecofuturo pretende atingir a meta de 70 bibliotecas comunitárias implantadas. Hoje já são mais de 716 auxiliares de biblioteca e promotores de leitura capacitados, 33.050 livros doados e mais de 47 mil pessoas beneficiadas.

Em sua 15ª edição, o Cole, um dos mais importantes congressos de leitura do país, acontece na Unicamp, de 5 a 8 de julho, e reúne outros 14 seminários sobre incentivo à leitura.

São Paulo deverá dar atendimento especializado para autistas, determina Justiça

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) determinou que o governo estadual deve dar tratamento especializado de saúde e educação aos autistas que moram no Estado. De acordo com a decisão, o governo é obrigado a fornecer o atendimento "diretamente por seus órgãos ou por intermédio de entidades privadas adequadas". O atendimento especializado deve ocorrer no prazo de 30 dias após os responsáveis pelos autistas entrarem com um pedido na Secretaria da Saúde. Esse pedido deve incluir um atestado médico comprovando a deficiência.

Recursos
O governador Geraldo Alckmin e o secretário da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata, deverão ser intimados pessoalmente. Na convocação, os dois serão alertados de que o não-cumprimento seria um "ato de improbidade administrativa, de responsabilidade pessoal dos administradores". O governo pleiteou a improcedência da ação do Ministério Público, sob o argumento de que "falta previsão orçamentária" para o atendimento especializado dos autistas. O TJ-SP repeliu a justificativa, afirmando que há valores priorizados pela Constituição.

Fonte: Andi (O Estado de S. Paulo, 2/7/2005 - Thélio de Magalhães e Ricardo Westin)

Escola de Fábrica reabre inscrições este mês

O Ministério da Educação vai abrir inscrições, no fim deste mês, para novos projetos do Escola de Fábrica, programa da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec/MEC) que oferece capacitação profissional a jovens de 16 a 24 anos. Podem participar prefeituras, organizações não-governamentais, secretarias de educação, fundações, escolas, cooperativas e instituições sem fins lucrativos. O número de projetos e alunos a serem selecionados ainda será definido.

Este ano, 1,5 mil projetos foram inscritos no Escola de Fábrica. Destes, 558 foram aprovados e serão colocados em prática a partir de setembro, em 250 municípios de todo o país, para beneficiar 11,5 mil alunos. O programa oferecerá cem modalidades de cursos profissionais em 20 áreas, dentre as quais, marcenaria, turismo, hotelaria, confecção, agricultura familiar e informática.

Cada curso presencial terá duração de 600 horas, em turmas de no máximo 20 alunos. As aulas para os alunos já selecionados terminam em março do próximo ano. O Ministério da Educação investirá R$ 25 milhões no programa, até 2007.

Qualificação
"O Escola de Fábrica pretende alcançar alta taxa de empregabilidade ao oferecer cursos articulados com as empresas que trabalham com demandas locais e regionais", disse Jane Bauer, diretora do projeto. "As empresas já visualizam a contratação de mão-de-obra qualificada."

Hoje, 700 empresas participam do Escola de Fábrica. Os alunos devem estar matriculados na rede pública do ensino básico e ter renda familiar per capita de no máximo um salário mínimo e meio. Além de aprender uma profissão, eles recebem alimentação, uniforme, transporte, bolsa de estudo de meio salário mínimo, material didático e seguro de vida em grupo. Os custos são bancados pelas empresas, que também liberam espaço e mobiliário para as aulas e instrutores para as turmas.

As regras para a apresentação de projetos estarão à disposição na Internet. Mais informações sobre o Escola de Fábrica pelos telefones (61) 2104.8554 e 2104.8061 e no Ministério da Educação - Esplanada dos Ministérios, bloco L, 4° andar, CEP 70047-900, Brasília-DF.

Fonte: Imprensa MEC (Susan Faria)

Terça-feira, 05 de julho de 2005.
Instituto Gabi inaugura Telecentro com apoio do Banco do Brasil

O Instituto Gabi - Centro de Referência, Orientação e Atendimento a Pessoas Portadoras de Deficiência - acaba de inaugurar seu Telecentro - Núcleo de Informática e Cidadania, com apoio do Banco do Brasil, por meio do Programa de Inclusão Digital.

O Telecentro Gabi oferecerá ensino informativo de informática e noções de cidadania em duas frentes:
- Com crianças e adolescentes portadores de deficiência atendidos no Instituto Gabi. São programas educativos, jogos e programas especiais.
- Com a comunidade, oferecendo cursos regulares de informática.

"O Telecentro Gabi não visa apenas à informática em si, mas busca aliar noções de cidadania, promovendo a inclusão digital como meio para incluir socialmente", declara o presidente do Instituto Gabi, o jornalista Francisco Sogari.

Este é começo de um projeto mais amplo que visa tornar o Instituto um Centro de Referência para pessoas portadoras de deficiência. "Hoje o Instituto Gabi é uma referência no atendimento às pessoas com deficiência e desenvolve várias ações nesta linha", afirma Sogari.

A sede do Instituto Gabi fica na Rua Gustavo da Silveira, 128 - Vila Santa Catarina - São Paulo-SP. Os telefones são (11) 5564.7709 e 5565.3390. Quem quiser contatar o Instituto Gabi também pode acessar o site www.institutogabi.org.br ou mandar um e-mail para institutogabi@terra.com.br.

Yahoo! ensina professor a usar Internet no ensino

A Secretaria de Educação do Distrito Federal e o Yahoo! Brasil fecharam uma parceria para ensinar os professores a usar a Internet na sala de aula. O projeto de inclusão digital deverá beneficiar cerca de 66 mil alunos da rede pública do Distrito Federal.

Pelo acordo, será implantado nas escolas estaduais o projeto Yahoo! Busca Educação, que conta com várias ações para tornar mais fácil e eficiente o uso da web em sala de aula. O site distribuirá cerca de dois mil exemplares do Manual Yahoo! de Busca para professores de 130 escolas de ensino médio e fundamental que possuem laboratórios de informática com acesso à Internet.

Outras 80 escolas da rede estadual do Distrito Federal serão conectadas à Internet e incluídas no programa até o final do ano.

Fonte: Plantão INFO (Edileuza Soares)

Portais do MEC são fontes de pesquisa acadêmica

Pesquisas acadêmicas, consultas de obras literárias e downloads de livros podem ser feitos, gratuitamente, em duas páginas eletrônicas do Ministério da Educação. O Portal de Periódicos e o Portal de Domínio Público oferecem a estudantes e professores informações antes restritas às bibliotecas.

O Portal de Periódicos, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC), é um dos maiores do mundo e o único oferecido pelo governo para pesquisas em pós-graduação. Está disponível para mais de um milhão de estudantes em 152 universidades e institutos de pesquisa com programas de pós-graduação recomendados pelo MEC. "Os periódicos são colocados no site em tempo real", explicou José Fernandes Lima, diretor de programas da Capes.

Criado em 2000, o portal registra 80 mil acessos diários. Conta com mais de nove mil títulos de fontes nacionais e internacionais de nível acadêmico. Além disso, dá acesso ao banco de patentes registradas no país. Em 2004, a página totalizou 13,3 milhões de artigos baixados. Segundo Fernandes Lima, o portal permitirá ao MEC fazer uma estimativa precisa da produção científica brasileira.

Para o professor de lingüística Luiz Antonio Marcuschi, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o serviço é uma das ferramentas mais importantes para pesquisas no Brasil. "Com o acesso livre aos periódicos, é possível ter contato imediato com boa parte das revistas internacionais sem a necessidade de pagar assinaturas", argumentou.

O diretor de programas da Capes revelou que o MEC pretende estender o sistema a outros ministérios e empresas estatais. "Estamos negociando, a fim de facilitar trabalhos como o registro de medicamentos", disse.

Domínio público
O Portal de Domínio Público, inaugurado em novembro de 2004, registra cerca de três milhões de acessos por mês. A página conta com mais de cinco mil obras literárias, músicas, fotografias, vídeos e quadros de autores nacionais e internacionais. O usuário tem a opção de fazer cópia dos textos e imprimi-los.

Órgãos públicos e bibliotecas podem fornecer conteúdo, sobretudo de obras de domínio público cujos autores morreram há mais de 70 anos. Escritores contemporâneos também podem autorizar a publicação de suas obras. O cadastramento é feito no próprio portal (www.dominiopublico.gov.br).

Fonte: Imprensa MEC (Flavia Nery)

Segunda-feira, 04 de julho de 2005.
Escolas recebem CD com clássicos da literatura em Libras e português

A Secretaria de Educação Especial (Seesp/MEC) está encaminhando às escolas públicas do país o terceiro CD da coleção clássicos da literatura em Língua Brasileira de Sinais (Libras) e português. São quatro volumes editados pela editora Arara Azul, com os seguintes títulos: O Caso da Vaca, A Missa do Galo e A Cartomante, de Machado de Assis, e O Relógio.

A coleção é o resultado de uma pesquisa de doutorado que vem sendo desenvolvida na Universidade Federal do Rio de Janeiro pela pesquisadora Clélia Regina Ramos. Representantes da comunidade surda e dos mais importantes centros de pesquisa sobre educação de surdos também estão envolvidos.

Trata-se de uma iniciativa inovadora, que utiliza a tecnologia inclusiva para mostrar às crianças e adolescentes surdos o mundo dos clássicos literários. Em parceria com a editora Arara Azul, a Seesp já enviou outros dois CDs às escolas, num total de seis títulos.

Como a coleção faz parte de um trabalho de pesquisa, Clélia Regina solicita que os professores utilizem o material em sala de aula. Posteriormente, encaminhem à editora ou à Seesp os resultados obtidos.

Fonte: Imprensa MEC (Murilo Milhomem)

Amigos da vida: um alento a mais de 2 mil pessoas carentes de SP

A cena pode ser vista todos os sábados sob o viaduto do Glicério, região central da cidade de São Paulo: à tarde, duas enfermeiras vão ao local fazer curativos nos moradores de rua que necessitam. Elas são as voluntárias do grupo Enfermagem dos Curativos de Amor e integram uma das várias frentes de atuação da Associação Beneficente Samcil Amiga da Vida-Absav, criada em 2003 pela Samcil Planos de Saúde, e que acaba de ganhar o Prêmio Top Social 2005, da ADVB, principal premiação na área de responsabilidade social.

Além da ação do grupo de enfermagem, por meio do trabalho de 2,4 mil funcionários voluntários da Samcil a serviço da Absav, os moradores de rua do centro de São Paulo e outras 2,1 mil pessoas assistidas por entidades beneficentes de várias regiões da capital recebem, de forma totalmente gratuita e regular, consultas médicas nas áreas de clínica geral, ginecologia e pediatria, além de terem acesso a exames diagnósticos. O atendimento é feito por médicos, enfermeiras, especialistas e pessoal administrativo dos 12 hospitais, 12 pronto-socorros 24 horas e 26 centros médicos que compõem a rede própria da Samcil, distribuída por vários pontos da Grande São Paulo, além dos centros de diagnósticos parceiros da Absav.

Tal mobilização tem sido capaz de realizar em média 1,6 mil consultas/mês, número que a associação espera elevar nos próximos meses para mais de 2 mil com a inclusão de novas entidades assistenciais da cidade. Também são realizadas avaliações psicológicas e palestras que fornecem informação e orientação sobre aspectos relacionados à saúde e ao bem-estar, tais como higiene e cuidados básicos com a saúde.

Os voluntários da Absav fazem também campanhas e eventos de arrecadação de donativos, que são distribuídos para as pessoas atendidas pelas entidades, e levam seu otimismo, calor humano e palavras de alívio e esperança para pacientes internados nos hospitais da Samcil.

Associação desportiva para deficientes promove cursos de capacitação profissional em parceria com empresas do setor privado

A inclusão na sociedade passa sem dúvida pelo âmbito econômico. Certa disso, a ADD (Associação Desportiva para Deficientes), que também promove o resgate da cidadania por meio do esporte, criou o Programa ADD Training para as pessoas portadoras de deficiência. Com os cursos nas áreas de informática básica, patrocinada pela Eurofarma, e línguas, os portadores de deficiência podem se atualizar e se capacitar para o mercado de trabalho. Além disso, a ADD também promove cursos de telemarketing, com patrocínio da Vaya e Atento. Todas as aulas são realizadas na própria sede da Associação, em São Paulo.

Esses programas de inclusão podem ser desenvolvidos em parceria com empresas preocupadas em cumprir a lei em vigor que obriga instituições brasileiras com mais de 100 funcionários a empregar de 2% a 5% de portadores de deficiência.

A Associação também realiza, freqüentemente, cursos diversos, como artesanato e culinária, que possam ajudar na complementação da renda familiar.

Outras informações sobre o Projeto ADD Training pelo telefone (11) 5052.9944
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Sexta-feira, 01 de julho de 2005.
Estudantes de escolas públicas receberão computadores portáteis

O ministro da Educação, Tarso Genro, recebeu na manhã desta quarta-feira, 29, em Brasília, o fundador do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), Nicholas Negroponte. Ele discutiu a compra, pelo governo brasileiro, de laptops (computadores portáteis) no valor de US$100, o equivalente a cerca de R$260 cada. Os aparelhos seriam distribuídos aos alunos da rede pública de ensino.

Tarso Genro confirmou ter recebido orientação do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, para trabalhar imediatamente no projeto e articular a utilização dos laptops nas escolas. O secretário executivo do MEC, Fernando Haddad, vai interagir com outros ministérios (Ciência e Tecnologia; do Desenvolvimento e Comércio Exterior; e das Comunicações) para que, em 29 dias, seja apresentado um cronograma de trabalho e previsibilidade com orientação técnica e política sobre o assunto.

A intenção do governo brasileiro é distribuir um milhão de computadores, que deverão beneficiar 40 milhões de alunos de 200 mil escolas da educação básica. "A nossa idéia é garantir os laptops prioritariamente aos alunos do primeiro ano do ensino fundamental", esclareceu Tarso Genro. O ministro salientou, ainda, a preocupação de implementar este programa como uma política de Estado e não de governo.

Inclusão
Tarso Genro falou sobre a política de inclusão digital que, segundo ele, percorre vários ministérios. "Temos uma política de aproximação dos alunos das escolas de ensino fundamental, ainda de maneira contida, com as novas tecnologias. Mas caminhamos para esta direção. Esta proposta dos laptops entra na base do sistema educacional, pois rompe a separação entre o aluno que ingressa no sistema educacional com o mundo originário da terceira revolução tecnológica", enfatizou.

O fundador do Instituto de Tecnologia de Massachusetts - que conversou com o ministro acompanhado de representantes do MIT - enfatizou a importância de desenvolver projetos voltados para a educação. "A educação está no mesmo nível das questões de grande vulto, como a paz e a fome", afirmou. Segundo os técnicos que acompanham a comitiva norte-americana, o Brasil está apto para receber os computadores portáteis, pois já existe o entendimento do governo em trabalhar com software livre, o que facilitaria a implementação do programa.

Fonte: Imprensa MEC (Sandro Santos)

Integrantes do projeto TIM Música nas Escolas fazem apresentação em Campos do Jordão

No dia 9 de julho, sábado, 120 jovens que compõem os Pequenos Embaixadores da Paz do projeto TIM Música nas Escolas farão uma apresentação especial, às 12h, na Praça Capivari, no centro de Campos do Jordão. O palco, localizado no ponto mais movimentado da cidade, foi cedido pelos organizadores do 36º Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão.

O grupo é formado por alunos de 3 das 10 escolas municipais atendidas pelo projeto, que estão localizadas nas regiões do Campo Limpo e M'Boi Mirim, em São Paulo. No repertório, canções como Sem Fronteiras (José Roberto Branco), Samba de Uma Nota Só (Tom Jobim e Newton Mendonça), Arrastão (Edu Lobo e Vinícius de Moraes), A Paz (João Donato e Gilberto Gil), O Trenzinho do Caipira (Heitor Villa-Lobos) e O Sal da Terra (Beto Guedes).

TIM Música nas Escolas abrange várias regiões do país. O projeto tem como objetivo possibilitar a crianças e adolescentes o acesso a diferentes modos de aprendizagem e atuação na sociedade, utilizando-se, para isso, da linguagem universal da música. Implementado em escolas públicas localizadas em áreas de risco social de grandes cidades, o projeto começou em São Paulo, em abril de 2003, com 5 mil crianças. Em agosto de 2003 foi ampliado para mais quatro capitais - Porto Alegre (RS), Salvador (BA), Recife (PE) e Belém (PA) - dobrando o número de crianças atendidas. O projeto é uma parceria da TIM com as Secretarias Municipais de Educação de cada cidade.

Prefeituras têm um mês para garantir recursos do Programa Dinheiro Direto na Escola

Termina no dia 29 de julho o prazo para as prefeituras e escolas públicas do ensino fundamental enviarem os dados relativos ao processo de adesão ao Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE/MEC). As escolas que não se habilitarem até esta data ficarão sem o benefício este ano.

Em 2005, o MEC vai distribuir R$ 330 milhões para escolas públicas de ensino fundamental que se inscreverem no programa. O recurso é para investimentos em reformas, aquisição de materiais, manutenção, capacitação e aperfeiçoamento de profissionais, implementação de projetos pedagógicos e desenvolvimento de atividades educacionais.

O cadastro pode ser feito por meio eletrônico ou pelos Correios. O diretor de ações educacionais do FNDE, Daniel Balaban, recomenda a primeira opção, que torna mais ágil a liberação de recursos e reduz a possibilidade de erros de digitação e o tempo na atualização do banco de dados do Fundo. Para isso, basta fazer download do aplicativo disponível na página eletrônica do FNDE.

As orientações e a documentação exigida para adesão e habilitação ao PDDE serão enviadas às prefeituras e às escolas. O usuário deve, ainda, encaminhar ao FNDE, por ofício, o termo de compromisso assinado, com a indicação das escolas paralisadas ou extintas e a relação daquelas com mais de 50 alunos matriculados em 2005.

Histórico
Criado em 1995, o Programa Dinheiro Direto na Escola repassa recursos anualmente às contas bancárias das escolas, sem necessidade de assinatura de convênios. Cabe a cada uma delas definir a forma de utilizar a verba, de acordo com as decisões da comunidade. O valor transferido a cada escola é determinado com base no número de alunos matriculados.

Em 2004, o PDDE beneficiou 30 milhões de alunos, de 117 mil escolas municipais, estaduais e filantrópicas.

Fonte: Imprensa MEC (Flavia Nery)

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