| Sexta-feira,
29 de julho de 2005. |
| Brasileiro
ganha medalha de ouro na Olimpíada Internacional de Matemática
O estudante
paulista Gabriel Tavares Bujokas, de 17 anos, conquistou este
mês a medalha de ouro na 46ª edição
da Olimpíada Internacional de Matemática (IMO).
A competição reuniu 532 jovens de 91 países
e o brasileiro foi o único representante latino-americano
a levar o ouro. O Brasil também ganhou uma medalha de
bronze e duas menções honrosas.
A competição
é considerada a mais importante da área pela Unesco.
Este ano, a olimpíada foi realizada entre os dias 8 e
19 de julho, no México, com jovens cujas idades variavam
entre 14 e 19 anos. As provas envolveram disciplinas como álgebra,
teoria dos números, geometria e combinatória.
Gabriel obteve 37 pontos de um máximo de 42. "Alcançar
medalha de ouro na IMO era o meu maior objetivo como estudante
olímpico", afirma Gabriel, que há quatro
anos se prepara para a competição e já
ganhou medalha de ouro na Olimpíada Brasileira de Matemática
(OBM), na Ibero-Americana e na do Cone Sul.
O Brasil
participa da olimpíada desde 1979. Este ano, teve uma
equipe de seis estudantes. Quem escolhe os representantes brasileiros
é o comitê da OBM, que há 27 anos organiza
a competição entre estudantes dos ensinos fundamental
(a partir da 5ª série), médio e universitário
de todo o país.
Provas
Este ano, já foram realizadas as provas da primeira fase
dos níveis 1 (5ª e 6ª), 2 (7ª e 8ª)
e 3 (médio). A segunda etapa ocorre no dia 3 de setembro
e a terceira fase no dia 22 de outubro, para os três níveis,
e no dia 23 só para os níveis 2 e 3. A primeira
fase do nível universitário está marcada
para o dia 3 de setembro e a segunda fase, para os dias 22 e
23 de outubro.
Outro projeto
que visa detectar precocemente talentos para a área matemática
e científica e promover a melhoria do ensino é
a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas
Públicas (Obmep). A competição terá
a primeira edição este ano e vai avaliar quase
10,5 milhões de alunos de 31.731 escolas públicas
brasileiras, o que representa 52% do número total.
A Obmep
é resultado de uma parceria entre o Ministério
da Ciência e Tecnologia e o MEC e tem como executores
a Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) e o Impa.
Os estudantes de 5ª a 8ª séries e do ensino
médio serão avaliados em duas fases: a primeira,
marcada para o dia 16 de agosto, é uma prova objetiva
com 20 questões. A segunda, em 8 de outubro, será
realizada apenas por 5% dos alunos que tiverem o melhor desempenho
na 1ª fase.
Premiação
No dia 9 de novembro, será divulgada a lista dos premiados
com informações sobre a cerimônia de premiação
em Brasília. Serão distribuídas 300 medalhas
de ouro, 405 medalhas de prata, 405 medalhas de bronze e 30
mil certificados de menção honrosa aos alunos
mais bem classificados no exame. A olimpíada também
premiará 100 professores, 100 escolas e 50 municípios
que tiveram maior número de alunos premiados. Serão
concedidas também 2.001 bolsas de iniciação
científica júnior do CNPq para os ganhadores de
medalhas de ouro e prata e para 1.296 alunos (432 de cada nível)
que receberem a maior pontuação, a partir do 301°
lugar do resultado nacional.
Incentivos
Há outras iniciativas bem-sucedidas no país que
utilizam a matemática para estimular o estudo e a auto-estima
dos estudantes. O Projeto Numeratizar, do Ceará, há
dois anos realizou uma olimpíada de matemática
para 80 mil estudantes de escolas públicas municipais
e estaduais. No ano passado, promoveu uma oficina com os 300
alunos mais bem colocados, cerca de 150 docentes e professores
de matemática das universidades estadual e federal. "Lembro
de um aluno da 5ª série do ensino fundamental, de
Crateús, que participou da reunião com os professores
universitários, que resolvia problemas matemáticos
que o seu professor não sabia. Ele é um talento
para a área de cálculo que ficaria perdido no
interior se não o detectássemos por meio da olimpíada",
acredita o coordenador do projeto, José Helder de Mesquita
Filho.
Em 2004,
foi firmado um convênio com o instituto paulista Maria
Telles para dar uma nova oportunidade a 60 alunos de Fortaleza.
Os mais bem colocados no exame fizeram uma nova seleção
para estudar em outro período em uma escola particular,
por meio de bolsa de estudo integral. "O que a gente percebe
é que eles se sentem mais valorizados. Os alunos viram
que o sonho é possível, não é tão
difícil chegar à universidade. Perceberam que
vale a pena continuar estudando, não desistir do vestibular
após se formar no ensino médio", afirma o
professor.
Fonte:
Imprensa MEC (Raquel Maranhão Sá)

Lula
sanciona projeto de criação da Universidade Federal
do Grande ABC
O presidente
da República sancionou no último dia 26 o projeto
de lei que cria a Universidade Federal do Grande ABC (UFABC).
A Lei nº 11.145 foi publicada no Diário Oficial
da União desta quarta-feira, 27. A criação
da UFABC cumpre a meta do governo federal de expansão
do ensino público, gratuito e com qualidade em uma das
regiões de maior importância econômica para
o país.
A UFABC
já prevê a contratação de 600 professores
e 456 funcionários técnico-administrativos. Quando
estiver totalmente implantada, a instituição vai
atender 20 mil alunos em cursos de graduação,
2.500 em mestrado e 1.000 em programas de doutorado.
A universidade
será localizada na cidade de Santo André (SP)
e tem o objetivo de formar profissionais de elevada qualificação
em áreas estratégicas para o desenvolvimento nacional.
A proposta de estrutura acadêmica da UFABC compreende
três centros: de Ciências Naturais e Humanas, que
reunirá pesquisa e ensino em Física, Química
e Biologia, formando bacharéis e licenciados; de Matemática,
Computação e Cognição Humana, que
pretende formar bacharéis e licenciados em pesquisa e
ensino nas três áreas; e o de Engenharia, Modelagem
e Ciências Sociais Aplicadas, destinado à formação
profissional nas Engenharias de Produtos, de Instrumentação,
Ambiental, Urbana, de Sistemas, de Energia, Biomédica,
Gestão Organizacional e de Telecomunicações
e Teleprocessamentos.
As aulas
da nova instituição devem ser iniciadas já
no primeiro semestre de 2006. Serão oferecidos, inicialmente,
cursos de licenciatura em Física, Química, Biologia
e Matemática, em salas de 30 alunos, e um curso de Ciências
da Computação com 50 vagas, nos turnos diurno
e noturno. As Engenharias deverão ser oferecidas no segundo
semestre de 2006.
A nova instituição
também contará com cinco núcleos destinados
a projetos em parceria com outros centros, que incluirá
atividades curriculares e extracurriculares e de apoio aos alunos:
núcleo de criatividade, inovação e experimentação;
núcleo de assistência ao estudante (acesso e permanência);
núcleo de educação continuada; núcleo
de estudos avançados; e núcleo de informação
e biblioteca.
Expansão
do ensino superior público
Novas instituições federais de ensino superior
também estão prestes a ser criadas. Foi autorizada
a criação da Universidade Federal do Triângulo
Mineiro (UFTM), instituída a partir da transformação
da Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro; a Universidade
Federal de Alfenas (Unifal), decorrente da transformação
da Escola de Farmácia e Odontologia de Alfenas; e a Universidade
Rural do Semi-Árido (Ufersa), resultante da transformação
da Escola Superior de Agricultura de Mossoró.
A Universidade
Federal do Recôncavo Baiano (UFRB) será criada
por desmembramento da Universidade Federal da Bahia e a Universidade
Federal da Grande Dourados (UFGD), por desmembramento do campus
de Dourados, da Fundação Universidade Federal
do Mato Grosso do Sul.
A sanção
dos projetos de criação dessas universidades ainda
não tem data marcada, mas deverá ocorrer assim
que a Casa Civil conclua a análise de mérito e
constitucionalidade. Os projetos, que já foram aprovados
pela Câmara dos Deputados, são de autoria da Presidência
da República.
Fonte:
Assessoria de Imprensa da SESu/MEC

Professores
das escolas municipais de Taboão da Serra visitam seus
alunos em casa
A Secretaria
Municipal de Educação vem realizando um projeto
pioneiro, o Programa de Interação Família
Escola, no qual os professores da Rede Municipal visitam
as casas dos seus alunos. O programa pretende estreitar a relação
entre as famílias e a escola, diminuindo a repetência
e melhorando o ensino municipal.
De acordo
com o Secretário de Educação, Cesar Callegari,
o programa, além de promover a integração
entre a escola e a família, amplia a rede de proteção
social dos alunos. "A educação não
é só uma tarefa da escola, mas de toda a família,
esse canal vai melhorar muito a educação em Taboão
da Serra", falou o Secretário.
O Programa
de Interação Família Escola pretende
atingir todos os alunos do ensino fundamental da Rede Municipal
de Ensino. Apesar de optativo, a maioria dos professores já
aderiu a ele. As visitas são realizadas fora do horário
de aula e os professores terão um pró-labore.
Para a educadora
da EMEF Maria Jose Luizetto Buscarini, Lúcia Helena Lacerda,
a aproximação da escola com a família ajuda
no processo pedagógico. "Conhecendo melhor o mundo
de seu aluno, fica mais fácil entendê-lo e interferir
pedagogicamente. Em todas as visitas que realizei aos meus alunos,
fui recebida com muito carinho tanto pelas crianças como
pelos pais e me senti valorizada", falou a educadora, com
17 anos de profissão.
Fonte:
Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Taboão da Serra
(Cristina Aguilera)
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| Quinta-feira,
28 de julho de 2005. |
| MEC
forma 95 mil professores para atender alunos especiais
A formação
de professores para o atendimento a alunos com necessidades
educacionais especiais é uma questão central para
o desenvolvimento da educação inclusiva. Entre
2003 e 2004, o Ministério da Educação formou
55 mil professores da rede pública para esse fim, com
investimento de R$ 14 milhões. Este ano, mais de R$ 8
milhões estão sendo investidos na formação
de outros 40 mil educadores. Serão 95 mil docentes formados
em três anos, em todo o país, com recursos exclusivos
da União. É o maior investimento do governo federal
na capacitação de professores para a educação
especial.
Um exemplo
é o Programa Educação Inclusiva: Direito
à Diversidade. Criado em 2003, o programa repassa
recursos aos Estados e municípios, os quais, com o apoio
financeiro e pedagógico do MEC, formam professores para
o atendimento a alunos com necessidades especiais. Os profissionais
indicados pelas secretarias estaduais e municipais de educação
recebem a formação e, posteriormente, levam os
conhecimentos adquiridos aos municípios-pólo e
às cidades vizinhas. Cria-se, assim, uma rede de formação
continuada.
Entre 2003
e 2004, o programa contou com 106 municípios-pólo,
o que possibilitou a formação de 23 mil docentes
em 1.869 cidades. Para este ano, com a adesão de 38 novos
municípios-pólo, estão sendo formados 29
mil professores, em 2.623 cidades. Ao todo, são 144 municípios-pólo
em todos os Estados e no Distrito Federal.
Cresce
o atendimento
O programa, somado a outras ações de formação
de professores desenvolvidas pelo MEC, tem proporcionado um
crescente atendimento a alunos com necessidades especiais na
rede regular de ensino. Dados do Instituto Nacional de Estudos
e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep/MEC) mostram
crescimento de 76,4% na matrícula de alunos com necessidades
educacionais especiais em classes comuns - de 110.704 alunos
(24,6%), em 2002, para 195.370 (34,4%), em 2004. O Censo Escolar
de 2004 aponta um total de 566.753 alunos com matrícula
na educação especial, sendo que 323.258 estão
na rede pública, o que representa 57% das matrículas.
Legislação
Outro avanço, segundo a secretária de educação
especial do MEC, Cláudia Dutra, é a legislação
que trata da formação de professores. "O
Conselho Nacional de Educação já coloca
a prerrogativa na formação inicial, em todas as
licenciaturas, de que os professores tenham formação
para o atendimento das necessidades especiais dos alunos",
destaca.
Conforme
a secretária, esse fato reverte um processo histórico
em que apenas alguns professores, de escolas especiais, tinham
esse conhecimento. "A formação inicial para
todos os professores faz com que nenhum aluno passe a ser estranho
a qualquer educador", afirma.
Fonte:
Imprensa MEC (Rafael Ely)

Universidade
regional promove cultura indígena na região das
Missões
Aumentar
o diálogo e a prática intercultural na região
das Missões, no Rio Grande do Sul, é a meta do
projeto da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e
das Missões (URI), que vai distribuir material sobre
a milenar cultura indígena para 50 escolas públicas
da região em 2006. O projeto foi um dos 40 selecionados
este ano pela Unesco para receber recursos do programa Criança
Esperança, da Rede Globo.
"O
objetivo é iniciar um diálogo hoje e utilizar
a educação formal do ensino fundamental para discutir
a questão das culturas M'bya Guarani e Kaingang sob a
perspectiva do indígena. Temos escolas que ainda falam
da cultura indígena na perspectiva do século 16,
quando ela estava totalmente separada da civilização
ocidental. Por isso, estamos consultando os indígenas.
Só será publicado o que deixarem", diz Antônio
Dari Ramos, coordenador do projeto e dos cursos de história
e geografia da universidade.
A URI já
recebeu metade dos R$ 100 mil destinados ao projeto pela Unesco.
O valor foi gasto na montagem da estrutura. Os professores querem
produzir material étnico-histórico multidisciplinar
para valorizar o patrimônio e a cultura indígenas.
O material deve ficar pronto em julho de 2006 e poderá
ser trabalhado nas licenciaturas de História, Geografia,
Letras e Biologia. A meta é atender às universidades
mais próximas e cerca de 3,5 mil alunos de 50 escolas
de ensino fundamental da rede pública da região,
que abrange 40 municípios.
Oficinas
Após finalizar o projeto, a universidade pretende realizar
oficinas pedagógicas e minicursos de formação
de professores, além de um simpósio nacional sobre
educação formal e inclusão indígena
para que a comunidade e pesquisadores aprofundem a discussão
sobre as políticas pró-educação
indígena.
Fonte:
Imprensa MEC (Raquel Sá)

Irregularidades
na prestação de contas municipais deixa cerca
de um milhão de alunos sem merenda no Brasil
Cerca de
um milhão de estudantes da rede pública de ensino
de todo o país estão sem receber merenda escolar.
O motivo é a suspensão do recurso pelo Fundo Nacional
de Desenvolvimento da Educação (FNDE) do Ministério
da Educação (MEC) para 184 prefeituras. A cada
mês, o Governo Federal está deixando de repassar
R$ 25 milhões para compra de alimentos com esse fim.
A suspensão foi aplicada aos prefeitos que não
prestaram conta dos recursos recebidos no exercício financeiro
de 2004, além daqueles que prestaram conta, mas tiveram
o balancete reprovado pelo FNDE ou pelo Conselho Municipal de
Merenda Escolar - órgão encarregado de acompanhar
a aplicação do dinheiro da compra dos alimentos
até a distribuição e a análise das
notas fiscais. A maioria dos municípios que está
sem receber a verba é do Nordeste e do sertão
mineiro.
Fonte:
Andi (Correio Braziliense, 27/7/2005 - Ullisses Campbell)
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| Quarta-feira,
27 de julho de 2005. |
| Cargill
é a nova parceira da Alfabetização Solidária
Uma das
maiores empresas de agronegócio do Brasil, a Cargill,
por meio de sua Unidade de Negócio de Cacau, acaba de
firmar parceria com a Alfabetização Solidária
(Alfasol), organização não-governamental
que trabalha para redução dos índices nacionais
de analfabetismo. A empresa está adotando os municípios
baianos de Gandu e Coaraci, próximos a Ilhéus,
onde funciona a maior processadora de cacau da América
Latina. Cada cidade abrigará dez salas de aula, o que
garantirá atendimento a 250 jovens e adultos não-alfabetizados.
No próximo
mês de agosto, serão capacitados 20 alfabetizadores
que atuarão nos dois municípios. A Universidade
Estadual Santa Cruz e Universidade de Salvador, parceiras da
Alfasol, serão responsáveis pelo treinamento dos
alfabetizadores, suporte pedagógico e supervisão
e acompanhamento das salas de aula respectivamente nos municípios
de Coaraci e Gandu.
A adesão
da Cargill à proposta da Alfasol, entidade que já
atendeu cinco milhões de alunos em mais de dois mil municípios
brasileiros, é resultado da intensificação
dos projetos de responsabilidade social da empresa na área
educacional. A Cargill, através da Fundação
Cargill, já desenvolve o Fura-Bolo - Programa de Apoio
ao Ensino Fundamental, que contribui para a melhoria do
ensino e do aproveitamento escolar de alunos da rede pública
em 13 cidades brasileiras onde a empresa está presente
- entre os municípios beneficiados está Ilhéus
e Candeias, na Bahia. A iniciativa beneficia 57 mil crianças
de 7 a 10 anos de 144 escolas brasileiras. No Estado baiano,
são beneficiados 12.239 alunos de 1a a 4a séries
de 32 escolas municipais.

Educação
é a área campeã das inscritas para Prêmio
da Fundação Banco do Brasil
A Fundação
Banco do Brasil acaba de fazer o balanço das inscrições
para seu Prêmio de Tecnologia Social. Das 658 iniciativas
concorrentes, 45% referem-se a soluções na área
de educação. Aí se incluem metodologias
alternativas de ensino, programas de incentivo à leitura
e à pesquisa científica para jovens, projetos
de inclusão social por meio de oficinas culturais e de
música, entre outras.
O ranking
das inscritas por área continua com tecnologias sociais
destinadas à geração de renda (17%), proteção
do meio ambiente e dos recursos hídricos (15%) e melhoria
das condições de saúde (10%). Os restantes
13% de participantes apresentaram soluções nas
áreas de alimentação, energia e habitação.
As inscrições
para o Prêmio Fundação Banco do Brasil de
Tecnologia Social encerraram no último dia 17. A premiação,
que distribuirá um total de R$ 400 mil, apresenta como
diferencial a identificação de soluções
com resultados comprovados no atendimento a diferentes problemas
sociais brasileiros. Desde que foi criada, em 2001, já
construiu um banco de dados on line com mais de 200 tecnologias,
acessível a gestores públicos e empreendedores
sociais pelo endereço www.fundacaobancodobrasil.org.br.

Projeto
prevê bolsas para professores do ensino básico
A concessão
de bolsas de estudo e de pesquisa para professores da rede pública
de ensino básico (que inclui a educação
infantil, o ensino fundamental e o ensino médio) está
prevista no Projeto de Lei 5463/05, que tramita na Câmara.
A proposta, apresentada pelo Poder Executivo, determina que
a iniciativa será financiada por recursos do Fundo Nacional
de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
O valor
das bolsas, de acordo com o projeto, vai variar de R$ 100 mensais,
para participantes de cursos ou programas de formação
inicial e continuada, a R$ 1,2 mil mensais, para integrantes
de projetos de pesquisas na área de formação
inicial e continuada de professores de educação
básica.
A proposta
limita o período de duração das bolsas
à duração do curso ou projeto ao qual o
professor estiver vinculado. Esse prazo não poderá
ser superior a quatro anos, nos cursos de formação
inicial em nível superior; a dois anos, nos cursos de
formação inicial em nível médio;
e a um ano, nos cursos de formação continuada
e nos projetos de pesquisa e desenvolvimento. Os critérios
para seleção dos beneficiários serão
definidos nas diretrizes de cada programa.
Qualidade
O Ministério da Educação informa que a
concessão de bolsas tem como objetivo combater a deficiência
de qualidade da educação, detectada pelo Sistema
de Avaliação da Educação Básica
(Saeb) de 2003. O levantamento demonstrou que, dos 690 mil professores
das escolas públicas de ensino fundamental, cerca de
170 mil não possuem curso superior.
Tramitação
A proposta, que tramita em regime de urgência, será
analisada pelas comissões de Educação e
Cultura, cujo relator é o deputado Paulo Rubem Santiago
(PT-PE); de Finanças e Tributação, que
designou o deputado Nazareno Fonteles (PT-PI) para a relatoria;
e de Constituição e Justiça e de Cidadania,
relatada pelo deputado Colbert Martins (PPS-BA). Posteriormente,
a matéria terá de ser votada em Plenário.
Fonte:
Agência Câmara
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| Terça-feira,
26 de julho de 2005. |
| Varredores
de rua ganham mais do que professores no Brasil
Quem desejar
saber por que o ensino básico no país deixa tanto
a desejar não precisa ir longe. Basta olhar o contracheque
dos professores. O salário oscila segundo o Estado, tempo
de serviço e formação do docente. Porém,
a média da remuneração dos que estão
no início da carreira fica entre R$ 500 e R$ 700. Em
Alagoas, por exemplo, o piso salarial é de R$ 374. No
Rio Grande do Sul é R$ 227.
Se no começo
é difícil, com o avançar das décadas
de trabalho a situação não é diferente.
Depois de 30 anos de profissão, é difícil
encontrar quem receba mais de R$ 2 mil. Os baixos salários
estão longe de assegurar condições de vida
dignas para um profissional cujas especificidades exigem dedicação
exclusiva para formação, atualização
e aperfeiçoamento, além de acesso a bens culturais.
Segundo
levantamento feito em sindicatos da categoria em todo o país,
essa situação gera um fenômeno inusitado.
Não é raro encontrar varredores de rua que recebam
salários melhores. "Não é que os garis
ganhem muito. Os docentes é que estão com salários
miseráveis", disse a presidente do Sindicato de
Professores do Amazonas, Raimunda Gomes. Em Manaus, por exemplo,
um varredor de rua em início de carreira ganha cerca
de R$ 900, enquanto um mestre com nível superior ganha
R$ 850.
Fonte:
Andi (Correio Braziliense, 24/7/2005 - Erika Klingl)

Aumenta
o número de adultos no ensino médio
No período de 1995 a 2004, cresceu 1.490% o número
de matrículas de adultos em cursos supletivos de ensino
médio no Estado de São Paulo - de 29.944 para
466 mil alunos. Só na rede estadual, são 127 mil
estudantes acima de 30 anos. Os demais Estados seguem a tendência.
Há no país cerca de seis milhões de pessoas
que aproveitam o tempo livre à noite ou nos fins de semana
para recuperar o tempo perdido.
De acordo
com dados de 2003, 74% dos jovens paulistas entre 18 e 24 anos
têm ou tiveram acesso ao ensino médio. Entre os
20% mais pobres, a taxa é de 47%. Dez anos antes, era
de apenas 16%, o que representa um aumento de 200%. Dados unificados
de matrículas escolares e populacionais mostram que esse
patamar sobe para 85% na cidade de São Paulo. No Brasil,
no período de 1993 a 2003, houve aumento de 55% no número
de matrículas de jovens naquela faixa etária.
Dentre os 20% mais pobres, de 27%. A mesma pesquisa mostra que,
no ensino fundamental, os índices são ainda melhores.
No Estado de São Paulo, o acesso dos adolescentes de
15 a 17 anos ao estudo é de 93%. Em todo o país,
de 85,2%.
"O
aumento do número de alunos adultos é uma realidade
em todo o país. É uma questão de conscientização
das pessoas", afirmou Cláudia Veloso Guimarães,
coordenadora-geral da educação de jovens e adultos
da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização
e Diversidade (Secad/MEC). "Quem não cursa o ensino
fundamental e o médio na idade certa, tem o direito de
fazer isso na idade adulta. Não é um favor dos
Estados e municípios. É essa política que
tentamos desenvolver."
Segundo
Cláudia, o Ministério da Educação
considera o programa Brasil Alfabetizado um momento fundamental
de mobilização e sensibilização
para a continuidade do estudo. "Não é um
programa de campanha. É uma porta de entrada de um processo
contínuo para toda a vida", disse.
O Ministério
da Educação investe na educação
de jovens e adultos (EJA) por meio do Brasil Alfabetizado, que
ensina pessoas acima de 15 anos a ler e a escrever, e do Fazendo
Escola, que dá apoio técnico e financeiro aos
estados e municípios para melhorar a qualidade do ensino
fundamental de jovens e adultos. O primeiro já alfabetizou
3,3 milhões nos últimos dois anos e pretende atender
2,2 milhões de pessoas este ano. O segundo vai beneficiar,
ainda em 2005, todos os alunos cadastrados no Censo Escolar
de 2004 (3,3 mil estudantes) de mais de quatro mil municípios
do país.
Fonte:
Imprensa MEC (Raquel Maranhão Sá)

Capes
abre oportunidade para criação de mestrado profissional
em áreas específicas
A Coordenação
de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
do Ministério da Educação (Capes/MEC) receberá
projetos para criação de mestrados profissionais
em 26 áreas do conhecimento. O objetivo é aumentar
a oferta de mestrado profissional, que hoje atinge aproximadamente
7% do total de 1.900 programas de pós-graduação
existentes no Brasil. As propostas poderão ser encaminhadas
de 1° de agosto a 30 de setembro.
De acordo
com o diretor de Avaliação da Capes, Renato Janine
Ribeiro, além de municiar melhor os setores sociais da
administração pública e das organizações
não governamentais, a agência quer contribuir para
aumentar o crescimento econômico do país. "Os
cursos de mestrado profissional permitem uma transferência
rápida e de qualidade do conhecimento científico
para a sociedade", afirma. Ele acrescenta que as empresas
que contratam profissionais com esta formação
têm a chance de elevar sua produtividade.
Janine explica
a diferença entre o mestrado acadêmico e o mestrado
profissional: "o primeiro busca formar, a longo prazo,
um pesquisador, com profunda imersão na pesquisa. No
mestrado profissional também deve ocorrer a imersão
na pesquisa, mas o objetivo é formar alguém que,
no mundo profissional externo à academia, saiba localizar,
reconhecer, identificar e sobretudo utilizar a pesquisa de modo
a agregar valor a suas atividades, sejam estas de interesse
mais pessoal ou mais social".
Requisitos
As pró-reitorias de pós-graduação
interessadas em encaminhar suas propostas devem acessar a página
da Capes (http://www.capes.gov.br),
onde estarão as orientações
(em PDF). Os critérios para criação do
mestrado profissional são os mesmos do acadêmico,
portanto, é necessário que o aluno pesquise, e
a maior parte dos docentes tenha doutorado e mantenha produção
científica constante, devidamente avalizada pelos parâmetros
de sua área. Na avaliação das propostas
serão considerados, entre outros pontos, os trabalhos
de conclusão de curso, que preferencialmente devem constituir
casos de aplicação de conhecimento científico
ao ambiente profissional para o qual se volta o curso, e que
parte pelo menos do corpo docente demonstre produção
em campos aplicados no referido ambiente profissional.
No período
anterior de abertura de propostas cursos de mestrado profissional,
a Capes recebeu 72 propostas. As áreas com maior número
foram: multidisciplinar, administração, odontologia
e saúde coletiva. Atualmente, o Brasil possui 5.095 alunos
de mestrado profissional.
Fonte:
Imprensa Capes (Adriane Cunha)
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| Segunda-feira,
25 de julho de 2005. |
| 86
milhões de brasileiros são analfabetos funcionais
Os números
são alarmantes. O Brasil possui cerca de 79 milhões
de pessoas, entre 16 e 64 anos, que são analfabetos numéricos,
ou seja, sabem o que é um número mas não
conseguem desenvolver operações simples de soma
ou subtração. Além disso, 42 milhões
nessa mesma faixa etária estão em estado crítico
de leitura, ou seja, conseguem ler uma palavra ou outra, mas
não entendem o conteúdo do texto. Desses, 10 milhões
não sabem ler nem escrever.
De maneira
geral, 86 milhões de brasileiros são analfabetos
funcionais, pois não dominam habilidades nem de português
nem de matemática. Os dados foram apresentados por Suely
Druck, presidente da Sociedade Brasileira de Matemática
(SBM), durante a conferência Produção de
Analfabetos no Brasil, na última quinta-feira (20/7),
na 57ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para
o Progresso da Ciência (SBPC), em Fortaleza.
O cenário
deixa o país em posição crítica
no Programa Internacional de Avaliação de Alunos
(Pisa), exame aplicado a estudantes de 15 anos em cerca de 40
países, com o objetivo de avaliar o desempenho para produzir
indicadores sobre os sistemas educacionais.
"Os
estudantes brasileiros estão entre os que têm os
menores níveis de alfabetização em matemática.
Em 2003, o país ficou em penúltimo lugar, na frente
apenas do Peru. Em alguns itens, o Brasil nem sequer foi avaliado,
pois não conseguiu a pontuação mínima
necessária", lamenta Suely.
A também
professora da Universidade Federal Fluminense (UFF), no Rio
de Janeiro, acredita que um dos grandes problemas - talvez o
maior - esteja na má formação dos professores.
Segundo ela, além de esses não dominarem os conteúdos
ministrados em sala de aula, acabam se mantendo distantes do
ambiente científico, principalmente nas instituições
públicas.
"Há
uma mentalidade descompromissada com a informação
científica. Se os professores não conseguem ensinar
trigonometria com qualidade, por exemplo, os alunos estão
condenados a serem analfabetos em física", disse.
Diante desse
quadro literalmente negro, a boa notícia é a existência
de uma consciência social sobre a importância da
educação de qualidade. Um bom indicador que comprova
esse fato é o número de inscritos na recém-criada
Olimpíada de Matemática das Escolas Públicas
(Obmep), uma parceria entre os ministérios da Educação
e da Ciência e Tecnologia. Além de estimular o
interesse pela matemática, a idéia da competição
é incentivar o ingresso dos jovens talentos nas áreas
científicas e tecnológicas.
"Já
atingimos os 10,5 milhões de alunos inscritos, provenientes
de 92% dos municípios e de 31 mil escolas públicas
de todo o país", comemora Suely. "Se temos
qualquer esperança de modificar a educação
brasileira, é com essa população que devemos
começar nosso trabalho. São jovens prontos para
receber o conhecimento e aproveitar as oportunidades."
Mais informações
sobre a Olimpíada de Matemática das Escolas Públicas:
www.obmep.org.br.
Fonte:
Agência Fapesp (Thiago Romero)

Secretaria
de Educação do Estado de SP faz capacitação
de professores durante as férias escolares
Para os
professores da rede pública do Estado de São Paulo,
o período de férias é mais uma oportunidade
para aprimorar competências e aprofundar conhecimentos.
Durante todo o mês de julho a Secretaria de Educação
do Estado de São Paulo promove cursos de capacitação
para os profissionais de educação.
Filosofia
e Vida, Ler e Viver, Educação Fiscal, Curso de
Filosofia, Projeto Educação e Cidadania e Gravidez
na Adolescência e suas Implicações são
alguns dos cursos oferecidos neste mês a milhares de professores
de todo o Estado de São Paulo.
Os cursos
são ministrados através das ferramentas da Rede
do Saber, a maior rede virtual pública de alta velocidade
do país e da América Latina.
Rede
do Saber
A Rede do Saber conta atualmente com 100 salas de videoconferência,
mais de 2.500 computadores, 9 estúdios de geração
e uma central de operações que monitora o uso
da rede e fornece apoio logístico e suporte para a gestão
do sistema.
Ao todo
são 100 pontos (ambientes) espalhados por 75 municípios
do Estado distribuídos pelas 89 Diretorias de Educação
do Estado. Cada ambiente é composto por uma sala de videoconferência,
uma sala de informática e uma sala de estudos que, somadas,
permitem a conexão simultânea de cerca de 12.000
pessoas por dia.
Inaugurada
em 2003, a rede é uma iniciativa da Secretaria de Estado
da Educação de São Paulo, com a gestão
operacional da Fundação para o Desenvolvimento
da Educação (FDE) e da Fundação
Carlos Alberto Vanzolini (FCAV), que tem como principal objetivo
formar e promover a capacitação continuada de
agentes educacionais da rede pública.
Os recursos
tecnológicos da rede estão sendo utilizados para
inúmeras atividades e capacitações em larga
escala, como cursos regulares, esclarecimentos, discussões
sobre resoluções, procedimentos administrativos
e reuniões.
Um exemplo
dado pela coordenadora-executiva do programa, Beatriz Scavazza,
mostra como a rede vem sendo usada para melhorar a produtividade
dos recursos da Secretaria. "Caso o secretário Gabriel
Chalita deseje conversar com as diretorias de ensino de todo
o Estado, não há necessidade de que esses diretores
se desloquem de suas cidades para a capital, como no passado.
Cada um pode ir ao ambiente da rede na sua região e participar
da reunião. Isso encurta distâncias e aproxima
a base da administração central, ampliando o diálogo",
afirma.
Entre os
principais programas desenvolvidos, estão a realização,
entre 2001 e 2002, de curso universitário para 6.300
professores efetivos de 1ª a 4ª séries da rede
estadual, com o desenvolvimento do conteúdo e a certificação
da USP, Unesp e PUC/SP, e a formação, em 2004,
de 4.500 professores de 41 municípios, que receberam
o diploma de formação superior, com desenvolvimento
de programa feito pela USP e pela PUC-SP.
Além
disso, mais de 60 programas já utilizaram videoconferências
na estrutura da Rede do Saber. Como exemplo, podemos citar:
Letra e Vida, Pró-Gestão, Programa São
Paulo, Febem, Números - trilhas de letras, Nenhum a menos,
Escola da Família, Educação Física,
Artes, Educação Ambiental, Ler e Viver, Hora da
Leitura, Tecendo Leituras, Educarede - As coisas boas da nossa
terra, entre outros.
Conheça
os cursos de férias da Rede do Saber.

Projeto
Guri participa de conferência na África do Sul
O Projeto Guri foi a única instituição
brasileira convidada a participar da 1° Conferência
Orquestral da África do Sul, evento organizado pela WASBE-SA
(World Association for Symphonic Bands and Ensembles South Africa).
O evento será realizado na capital legislativa do país,
a Cidade do Cabo, no Artscape Theatre Centre, entre os dias
3 e 6 de agosto. A diretora artístico-pedagógica
da Associação Amigos do Projeto Guri, Nurimar
Valsecchi, será a representante e porta-voz da entidade.
A associação é a organização
social que administra o Projeto Guri, com sede na capital de
São Paulo.
O convite partiu da WASBE, em função do sucesso
do Guri no Brasil. O Projeto Guri há dez anos promove
a inclusão social de crianças e adolescentes por
meio do ensino da música. Atualmente, a organização
atende cerca de 25 mil crianças. A África do Sul
iniciou um projeto semelhante há pouco tempo e estão
interessados nesse intercâmbio, posto que a realidade
do Brasil não difere muito da realidade sul-africana.
O projeto da África é formado por uma orquestra
com 40 alunos, todas crianças de baixa renda, mas ainda
não foi batizado. Os instrumentos também são
fornecidos pelo governo e o ensino é coletivo, pontos
comuns com o Projeto Guri.
A WASBE é uma associação mundial de bandas
sinfônicas, sem fins lucrativos, composta por músicos,
maestros, professores, empresas e parceiros. Desde 1981, a organização
vê na música um meio sério de expressão
cultural. Formada por cerca de 1.000 membros e organizações,
a WASBE está presente em 50 países.
O endereço
do Projeto Guri na Internet é http://www.projetoguri.sp.gov.br.
|
| Sexta-feira,
22 de julho de 2005. |
| MEC
universaliza livros didáticos para alunos cegos
Pela primeira
vez, todos os alunos cegos do ensino fundamental, matriculados
na rede pública ou em escolas especializadas, sem fins
lucrativos, receberão livros didáticos em braile.
O Ministério da Educação, por meio de convênio
com a Fundação Dorina Nowill para Cegos, está
investindo R$ 2,6 milhões na produção de
70 mil exemplares em braile, com títulos de matemática,
português, história, geografia e ciências.
É a maior produção desses livros na história
da educação do país.
A distribuição
dos livros começa em agosto. Serão cerca de cinco
mil alunos beneficiados até o fim do ano, em 1.285 escolas.
Em 2002, apenas 490 alunos cegos, de 1ª a 4ª série,
receberam livros didáticos em braile do Programa Nacional
do Livro Didático (PNLD). A partir de 2003, o MEC ampliou
a aquisição, a produção e a distribuição
de livros didáticos em braile e passou a atender alunos
de 1ª a 8ª série do ensino fundamental.
Também
foram produzidos títulos paradidáticos (livros
infanto-juvenis, romances, entre outros textos). "O livro
é um instrumento muito importante na vida escolar de
qualquer pessoa. É o apoio que reafirma o que se ouve
em sala de aula. Os livros didáticos e paradidáticos
são bem importantes para os alunos cegos, especialmente
os paradidáticos. Hoje, o professor não trabalha
a língua sem o apoio de crônicas, romances, poesias",
afirma a professora Maria de Glória de Souza Almeida,
que também é cega. Ela dá aulas de português
para turmas de 5ª a 8ª série no Instituto Benjamin
Constant (IBC), no Rio de Janeiro, e forma professores para
ensinar crianças cegas.
"Até
os programas do MEC serem lançados, nós trabalhávamos
com textos avulsos, esparsos, gravações. Agora,
os alunos podem usufruir os benefícios da leitura aliados
a uma ação pedagógica correta, com materiais
didáticos especializados e conteúdo apropriado",
destaca a professora.
Parque
gráfico
Nos últimos dois anos, o MEC investiu R$ 3,5 milhões
na modernização do parque gráfico do Instituto
Benjamin Constant para a produção e impressão
de livros didáticos, títulos e materiais em braile.
A iniciativa permitiu a ampliação do Programa
Nacional do Livro Didático em Braile, atendendo a 3.900
alunos do ensino fundamental, e a distribuição
de 70 títulos paradidáticos em 2004. A nova estrutura
está quase completa e ampliará significativamente
os materiais produzidos em braile.
Fundado
em 1854 por Dom Pedro II, o IBC é uma referência
nacional e internacional no atendimento a pessoas com deficiência
visual. A instituição realiza atividades de reabilitação
da pessoa cega e com visão subnormal, além de
atender a necessidades educacionais, médicas, profissionais,
culturais, esportivas e de lazer dessas pessoas.
Fonte:
Imprensa MEC (Rafael Ely)
Cerca
de 56 mil professores da rede pública não possuem
formação adequada para atuarem nas salas de aula
Soluções
para melhorar a formação dos professores da rede
pública de ensino foi uma das principais discussões
ocorridas na 57ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira
para o Progresso da Ciência (SBPC), que acontece esta
semana. Dentre as principais dificuldades na área, segundo
a representante do Conselho de Educação do Ceará,
Meirecele Calíope Leitinho, está a lentidão
das medidas governamentais e a incerteza de continuidade de
programas federais para formação de educadores
nos governos seguintes. Para a diretora do ensino médio
do Ministério da Educação (MEC), Lúcia
Helena Lodi, "a formação é requisito
indispensável para assegurar qualidade das escolas públicas".
Atualmente, de acordo com ela, 56 mil cargos de docentes no
ensino médio da rede pública são exercidos
por profissionais não habilitados ao magistério.
Entretanto, o problema não se resume a esse nível
de ensino. No Ceará, professores que estão nas
salas de aula de 5ª a 8ª séries do ensino fundamental
apresentam formação para atuarem apenas nas quatro
séries iniciais.
Medidas
Para sanar essa deficiência, o Governo Federal, juntamente
com algumas instituições de ensino superior do
país, criou um programa de pós-licenciatura para
atender esse contingente de mestres. Além dessa iniciativa,
também será instituído o programa Rede
Nacional de Formação Continuada, que oferecerá
cursos de aprimoramento profissional aos professores.
Fonte:
Andi (Diário do Nordeste-CE, 20/7/2005 - Cristiane Vasconcelos)
Unicamp
comemora inclusão social
A Universidade
de Campinas (Unicamp) comemora os resultados do primeiro ano
de atividades do Programa de Ação Afirmativa e
Inclusão Social (Paais). De acordo com dados da Comissão
Permanente para os Vestibulares (Comvest), em comparação
com o ano passado, o número de candidatos oriundos de
escolas públicas cresceu 15,7%; o de autodeclarados pretos,
pardos e indígenas, 45,9%. O vestibular deste ano selecionou
candidatos para 56 cursos da Unicamp e dois da Faculdade de
Medicina de São José do Rio Preto (Famerp).
Os matriculados
que cursaram o ensino médio em escolas da rede pública
representam 34,1% do total de ingressantes, contra 28% do vestibular
passado, o que significa crescimento de 22%. Já os que
se declararam pretos, pardos e indígenas representam
15,7%, contra 11,6% de 2004 - crescimento de 35%. O Paais beneficiou
com o acréscimo de 30 pontos à nota final os estudantes
oriundos da rede pública e, com mais dez pontos, aqueles
que, além disso, se autodeclararam pretos, pardos ou
indígenas.
Sobre a
renda familiar, 45,3% dos ingressantes declararam renda mensal
de até dez salários mínimos. O número,
superior aos 42,7% do ano anterior, pode ser reflexo do programa
de incentivo ao acesso de estudantes carentes por meio da isenção
da taxa de inscrição.
Isenção
O número de candidatos isentos aprovados foi de 211 estudantes,
quase o dobro dos 120 do ano passado. Dentre os isentos que
ingressaram na Unicamp este ano, 96% têm renda até
dez salários mínimos, 32%, entre um e três
salários mínimos, e 34,6% se declararam pretos,
pardos e indígenas.
Nos cursos
mais concorridos do vestibular da Unicamp - medicina, ciências
biológicas, comunicação social e midialogia,
arquitetura e urbanismo e farmácia -, a participação
dos candidatos que cursaram o ensino médio na rede pública
mais do que dobrou. Passou de 10,6% para 22,3%. Em medicina,
a média de 9%, registrada em 2004, subiu para 31%.
Entre os
pretos, pardos e indígenas, houve crescimento de quase
50% - de 9,8% para 14,5%. Em medicina, a evolução
foi de 9,1% para 14,5%.
Fonte:
Imprensa MEC (Sonia Jacinto), com dados da Assessoria de Imprensa
da Unicamp
|
| Quarta-feira,
20 de julho de 2005. |
| Governo
Federal vai lançar medidas para incentivar estudos sobre
desigualdade de gênero
A Secretaria
Especial de Políticas para Mulheres (SPM) e o Ministério
da Ciência e Tecnologia (MCT) preparam um pacote de incentivos
voltados para a produção de pesquisas e estudos
sobre a desigualdade entre homens e mulheres no Brasil. Serão
três ações, em fase de conclusão
por um grupo de trabalho formado por técnicos das duas
pastas, cujo lançamento está previsto para agosto.
O objetivo é estimular a produção científica
acerca das relações de gênero no país,
além de promover a participação das mulheres
no campo das ciências e carreiras acadêmicas, nas
quais há forte hegemonia masculina.
A primeira ação visa dar apoio financeiro para
pesquisas e estudos sobre relações de gênero,
por meio de Edital de Pesquisa, no valor de R$1,2 milhão.
Os recursos serão distribuídos a duas categorias:
projetos de pesquisa cujos coordenadores sejam doutores há
menos de 7 anos vão receber R$16 mil, enquanto aqueles
cujos coordenadores sejam doutores há mais de 7 anos
ganharão R$ 50 mil. Com esse incentivo, o governo federal
pretende estimular a produção científica
sobre a desigualdade de gênero, contribuindo para aumentar
o conhecimento da sociedade brasileira em relação
a temas pouco abordados no universo acadêmico. Ainda visa
aperfeiçoar a formulação de políticas
públicas governamentais e não-governamentais em
busca da igualdade entre homens e mulheres.
Outra ação pretende sensibilizar a comunidade
estudantil para a questão das relações
de gênero na sociedade. Trata-se do Concurso Nacional
de Redações e Trabalhos Científicos Monográficos,
que também premiará duas categorias: estudantes
de ensino médio e do ensino superior. Os primeiros concorrerão
por meio de redações escolares que respondam a
perguntas como: Meninos podem ser feministas? Como os livros
didáticos mostram as mulheres e os homens? Por que existe
a homofobia? Paternidade é realização ou
obrigação? Física e matemática interessam
às meninas? Meninos também engravidam?
Já os estudantes do ensino superior vão concorrer
com monografias sobre masculinidades, conjugalidades e arranjos
familiares, direitos sexuais e reprodutivos, dentre diversos
temas. Os três melhores trabalhos de graduação
serão premiados com R$ 5 mil cada e com bolsas de iniciação
científica. Estudantes de pós-graduação
terão prêmio de R$10 mil cada e bolsas de mestrado
ou doutorado.
A terceira iniciativa que compõe o pacote de incentivos
da parceria entre a SPM e o MCT é a realização
de um Encontro Nacional de Núcleos e Grupos de Pesquisa
sobre a desigualdade de gênero. O encontro, inédito
no país, está previsto para o final de setembro
e tem como objetivos mapear e analisar o campo de pesquisas
sobre gênero e ciências no Brasil, estimular a produção
de estudos relacionados à questão de gênero
e propor medidas e ações que contribuam para a
promoção das mulheres no campo das ciências
e carreiras acadêmicas.
Informações:
(61) 2104.9608/9358

Toque
de recolher de traficantes provocou perda de 181 dias letivos
na rede pública de ensino do RJ em 2004
Quase diariamente,
em algum ponto do Rio de Janeiro, pequenos e grandes comerciantes,
diretores de escolas e hospitais, e gerentes de bancos se vêem
diante do impasse: ceder ou não à pressão
de traficantes para fechar as portas em sinal de luto pela morte
de comparsas em confronto com a polícia ou facções
rivais. Essas ordens provindas do tráfico já provocaram
até o fechamento definitivo de uma escola da zona oeste.
"A escola ficou 22 dias sem atividades, ora por conta das
ameaças, ora pelos tiroteios, ora porque os pais não
levavam as crianças. Era uma escola tradicional, de classe
média, e fechou as portas no fim de 2003", revelou
o presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do
Rio de Janeiro (Sinepe), José Antônio Teixeira.
A secretaria municipal de Educação, que coordena
1,05 mil escolas e 203 creches, contabilizou 181 dias letivos
perdidos, em 2004, em conseqüência dessa prática.
Fonte:
Andi (O Estado de S. Paulo, 19/7/2005 - Clarissa Thomé)
Integração
dos ensinos médio e tecnológico vai a debate
O Ministério da Educação realiza em Natal,
hoje, dia 20, e em São Luís, nos dias 25 e 26
próximos, uma série de seminários para
discutir com os Estados a implantação da educação
profissional técnica integrada ao ensino médio.
As secretarias de Educação Básica (SEB/MEC)
e de Educação Profissional e Tecnológica
(Setec/MEC) iniciaram os encontros em Pernambuco, em maio de
2005.
O ponto
central da discussão é a vinculação
da educação profissional e tecnológica
à educação básica. Nos encontros,
também são debatidos temas como a concepção
de um currículo de ensino médio integrado ao técnico
e a elaboração de planos para implantar a modalidade
de maneira articulada com os planos regionais de desenvolvimento.
A intenção do MEC é tornar os alunos aptos
a colaborar com o desenvolvimento do país. Os Estados
interessados receberão apoio financeiro e assistência
técnica e pedagógica.
Participam
dos seminários representantes do MEC e das secretarias
estaduais de educação, de ciência e tecnologia
e de meio ambiente. Os eventos contam ainda com participantes
do Sistema S (Senai, Senac e Sesi) e de organizações
não-governamentais.
Integração
Segundo o Censo Escolar de 2004, há no Brasil 676 mil
alunos matriculados no ensino técnico de nível
médio e 9,1 milhões no ensino médio regular.
A intenção é possibilitar a formação
profissional desses estudantes. A educação profissional
técnica de nível médio pode ser desenvolvida,
segundo o Decreto nº 5.154, de 23 de junho de 2004, de
forma integrada, articulada, concomitante ou subseqüente
ao ensino médio.
Os cursos
na forma integrada terão carga horária ampliada
para até 3,2 mil horas de aula e devem durar quatro anos,
a menos que seja oferecido em período integral. Um curso
normal tem atualmente 2,4 mil horas. Na forma articulada, esses
cursos podem ser desenvolvidos na mesma instituição
de ensino ou em escolas diferentes, mas com projetos pedagógicos
unificados. Na forma concomitante, o aluno pode cursar o ensino
médio e fazer o estudo técnico em outra instituição,
com matrículas diferentes. Na proposta de formação
subseqüente, a profissionalização será
oferecida a quem tenha concluído o ensino médio.
Pode ser cursado em qualquer instituição de ensino.
Fonte:
Assessorias de Imprensa da Setec e da SEB
|
| Terça-feira,
19 de julho de 2005. |
| Países
lusófonos fazem intercâmbio com a China
Representantes
do Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique,
Portugal, Timor Leste e Região Administrativa de Macau
participam, até o próximo dia 20, em Pequim, do
Seminário de Comunicação Social dos
Países de Língua Portuguesa. O encontro é
um marco nas relações comerciais e culturais entre
a República Popular da China e os países de língua
portuguesa. O objetivo é fortalecer os laços de
amizade entre o país de maior população
do mundo e a comunidade lusófona, que reconhece a necessidade
de ampliação de parcerias significativas para
todas as nações que lutam pela redução
das desigualdades sociais e econômicas.
Na cerimônia
de abertura, o coordenador do programa Rádio Escola,
da Secretaria de Educação a Distância (Seed/MEC),
Mathias Gonzalez, ressaltou que a tecnologia pode trazer melhorias
sociais por meio do uso dos diferentes meios de comunicação.
O Ministério da Educação deu destaque ao
rádio por seu potencial transformador da sociedade. "Destaco
a mídia radiofônica como uma das mais importantes,
especialmente para os indivíduos que não tiveram
a chance de uma educação básica nos moldes
tradicionais", afirmou Gonzalez. "Os resultados do
uso do rádio na educação demonstram uma
significativa redução das desigualdades sociais
e a melhoria da capacidade intelectual dos indivíduos."
O programa
Rádio Escola desenvolve ações que utilizam
a linguagem radiofônica para o aprimoramento pedagógico
de comunidades escolares e o treinamento de grupos profissionais.
Para Gonzalez, o potencial do rádio ainda não
foi totalmente explorado. "Estamos vendo o surgimento do
rádio digital como ampliação do potencial
desse instrumento. Os telefones móveis passam a ter a
capacidade de receber sinais de rádio analógicos
e digitais, o que torna possível, em breve, a recepção
desses sinais via satélite", exemplificou.
A TV digital,
com sua possibilidade de personalizar a relação
das estações de transmissão com os usuários,
também foi citada como exemplo do quanto está
por vir em matéria de tecnologia.
Fonte:
Assessoria de Imprensa da Seed

Alunos
da 5ª à 7ª série do Programa EJA receberão
bolsa-auxílio
Os alunos
de baixa renda, com até 24 anos e que estejam cursando
a 5ª, 6ª ou 7ª série do Programa de Educação
de Jovens e Adultos (EJA) do Estado de São Paulo, em
escolar estaduais, podem solicitar até o dia 31 de agosto,
no site do Projeto
AçãoJovem, a bolsa-auxílio mensal no
valor de R$ 60. O benefício pode ser renovado por mais
um ano, desde que o bolsista não abandone os estudos.
Trata-se de uma iniciativa da Secretaria de Assistência
e Desenvolvimento Social (Seads) instituída em junho
de 2004, que visa reduzir a evasão escolar de estudantes
carentes. "O auxílio de R$ 60 é um incentivo
para que o estudante se comprometa a prosseguir com o estudo
e para que outros adultos ingressem no EJA", explica Maria
Helena Guimarães de Castro, secretária de Assistência
e Desenvolvimento Social. A Seads prevê que as bolsas
atenderão até 80 mil estudantes.
A Secretaria
de Educação vai oferecer 66 mil vagas para interessados
em ingressar no EJA. Para se cadastrar, é preciso fornecer
o número do registro do aluno e o RG. Em agosto, os inscritos
receberão um cartão para fazer o saque do depósito
nas agências do banco Nossa Caixa. A bolsa só não
será concedida a formandos do ensino fundamental do segundo
semestre de 2005.
O Projeto
AçãoJovem atende atualmente 15,5 mil alunos da
região metropolitana de São Paulo, Baixada Santista,
São José dos Campos, Campinas, Piracicaba, Sorocaba
e cidades próximas. A expectativa é encerrar o
ano de 2005 com bolsas para oferecer a cem mil jovens de todos
os municípios paulistas.
Mais informações
no site do AçãoJovem (http://www.ajovemeduc.sp.gov.br/).
Fonte:
Agência Imprensa Oficial (Rogério Silveira)

Uniafro
investe em políticas de igualdade
Em uma iniciativa
inédita, o Ministério da Educação
investirá, ainda este ano, recursos para a promoção
de iniciativas étnico-raciais nas universidades públicas.
O Programa de Ações Afirmativas para a População
Negra nas Instituições Públicas de Educação
Superior (Uniafro) vai destinar R$ 2,5 milhões a políticas
de favorecimento da igualdade racial.
A Comissão
Técnica Multidisciplinar do Uniafro, por exemplo, aprovou
18 projetos (parcial ou integralmente) dentre 42 inscritos,
de universidades de todo o país, para o desenvolvimento
de ações afirmativas para a população
negra. O trabalho será baseado nos eixos formação
de professores, publicação e acesso e permanência.
Os responsáveis
pelas dez propostas aprovadas parcialmente têm até
30 de julho para enviar a adequação orçamentária
e o cronograma de atividades ao Ministério da Educação.
"Quando recebermos as atualizações, saberemos
o número exato de professores que serão capacitados
e os universitários que receberão bolsas",
informou Débora Silva Santos, consultora da Secretaria
de Educação Superior (Sesu/MEC).
A maioria
dos projetos atende o tema de formação de professores.
"Neste eixo, as universidades propuseram a abertura de
cursos de especialização, de extensão e
de mestrado voltados para a população negra",
explicou Débora. No eixo acesso e permanência,
há propostas de catalogação da produção
bibliográfica de materiais sobre ações
afirmativas e qualificação didático-pedagógica
de alunos e professores.
Criado em
abril deste ano, o Uniafro é resultado de um acordo feito
entre o MEC e os núcleos de estudos afro-brasileiros
(Neabs). O programa é desenvolvido pela Sesu e pela Secretaria
de Educação Continuada, Alfabetização
e Diversidade (Secad/MEC).
Números
De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais
(Inep/MEC), 25% dos estudantes de universidade federais são
negros. A maioria está matriculada em cursos de licenciatura
e na área de humanidades. Em relação ao
sistema de reserva de vagas (cotas), um levantamento parcial
da Sesu, feito este ano, revelou que 12.976 universitários
são cotistas.
Fonte:
Imprensa MEC (Flavia Nery)
|
| Segunda-feira,
18 de julho de 2005. |
| Capacitação
profissional e oportunidade do primeiro emprego são realidade
para alunos do Projeto Escola-Empresa
O Projeto
Escola-Empresa encerra o primeiro semestre de 2005 com ótimos
resultados. A partir de agora, a turma de 44 alunos, composta
por estudantes do 3º ano do ensino médio e do supletivo,
tem em mãos um certificado de capacitação
profissional que habilita a exercer a função de
operador de telemarketing. Esse desempenho representa
a continuidade da parceria entre a TMKT, uma das maiores empresas
de contact center do país, e a Escola Estadual
Godofredo Furtado, localizada no bairro de Pinheiros, zona Oeste
de São Paulo.
A proposta dessa iniciativa social reúne, além
da formação para o mercado de trabalho, a oportunidade
do primeiro emprego. Prova disso, é a absorção
imediata, pela própria TMKT, de 21 estudantes que concluíram
o curso.
Para o segundo
semestre, estão programadas duas novas turmas com 25
alunos cada, divididas nos períodos da manhã e
noite. As aulas, ministradas no laboratório de informática
da escola totalmente reformado pela empresa parceira, terão
início em agosto e serão dadas por instrutores
especializados. O conteúdo curricular será aplicado
em uma carga horária de 64 horas e engloba informática,
panorama sobre o mercado de trabalho, aulas de telemarketing
e língua portuguesa, fundamental para a correta utilização
do idioma no ambiente profissional, seja de maneira falada ou
escrita. Desde seu início, em 2004, o Projeto Escola-Empresa
já capacitou 90 alunos.

Professores
do ensino médio voltam à universidade
Os Estados
de Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Piauí,
Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro e São Paulo, além
do Distrito Federal, estão oferecendo ou vão oferecer
formação continuada a professores do ensino médio.
Os docentes poderão fazer cursos de especialização
e pós-graduação em Biologia, Física,
Química e Matemática em instituições
de ensino superior (Ifes) selecionadas pelo Ministério
da Educação. Os recursos, de R$ 5,7 milhões,
provêm do Programa de Melhoria e Expansão do Ensino
Médio (Promed), financiado pelo Banco Interamericano
de Desenvolvimento (BID).
O MEC selecionou
76 projetos de especialização e de pós-graduação
de 56 Ifes. A seleção foi feita por meio do Programa
Nacional de Incentivo à Formação Continuada
de Professores do Ensino Médio (Pro-Ifem), da Secretaria
de Educação Básica (SEB/MEC). Com a iniciativa,
o MEC dá ao professor a chance de se atualizar e de aprofundar
conhecimentos.
Os cursos
de aperfeiçoamento ligados ao Pro-Ifem têm, no
mínimo, 180 horas de aula. Os de especialização,
360. As secretarias que optaram pelo Pro-Ifem têm independência
para montar seu projeto de formação.
Plataforma
O superintendente do ensino médio da Secretaria de Educação
de Goiás, Paulo Sérgio Pantaleão, avalia
que o Pro-Ifem repercute na melhoria da educação.
"O professor, além do ganho intelectual, tem conquistas
no plano de carreira", disse.
Paulo Sérgio
salientou que o MEC ofereceu à Secretaria de Educação
de Goiás a plataforma e-Proinfo (Programa Nacional de
Informática na Educação), da Secretaria
de Educação a Distância (Seed/MEC), ambiente
digital de aprendizagem a distância. Com ele, os professores
estudam on line, recebem material impresso e trocam experiências
com tutores.
Mais informações
pelos telefones (61) 2104.8813 e 2104.8010.
Fonte:
Imprensa MEC (Susan Faria)

Aulas
do ProJovem têm início nesta segunda
As aulas
do Programa Nacional de Inclusão de Jovens (ProJovem)
para 3.500 alunos, com idades entre 18 e 24 anos, que não
concluíram o ensino médio nas cidades de Recife,
Salvador e Porto Velho, começam nesta segunda-feira,
18. Eles representam 20% do total de participantes inscritos
no programa, nestas cidades.
O programa,
uma parceria dos ministérios da Educação,
do Trabalho e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome,
com a coordenação da Secretaria-Geral da Presidência
da República, destina-se a jovens que terminaram a 4ª
série, mas não concluíram a 8ª do
ensino fundamental e estão fora do mercado formal de
trabalho. Além de retornarem à escola, os estudantes
vão receber um auxílio financeiro de R$ 100/mês
e terão aulas de informática e de idiomas. A duração
do curso é de 12 meses, com direito ao certificado do
ensino fundamental.
Segundo
o secretário Nacional da Juventude, Beto Cury, até
o final de 2005 o programa deve estar nas 27 capitais com 200
mil jovens em sala de aula. "Este é um programa
para dar cidadania a estes jovens. Existe uma parcela significativa
da juventude que está no limite de uma perigosa fronteira,
a de ser capturado pelo tráfico de drogas. São
jovens que estão extremamente vulneráveis",
enfatizou. O programa possibilita aos jovens melhores possibilidades
de disputar uma chance no mercado.
Recursos
Os investimentos do ProJovem este ano são da ordem de
R$ 311 milhões. O dinheiro vai custear o auxílio
financeiro dos estudantes (R$ 100/mês), o salário
de todos os profissionais - educadores, gestores e administrativos
- além da compra de equipamentos, merenda e material
didático. Serão comprados 14.800 computadores
e impressoras (comuns e no sistema Braile), estabilizadores,
maquinário e móveis. Também está
previsto o gasto de R$ 0,50/alunos/dia, com a merenda. A contrapartida
dos municípios é o espaço físico.
O sistema
de Monitoramento e Avaliação será implantado
automaticamente nos pólos onde o ProJovem começar
a atuar. Ele é operacionalizado por meio de uma rede
composta por oito universidades federais: de Juiz de Fora (UFJF),
de Minas Gerais (UFMG), Estadual de São Paulo (Unesp),
da Bahia (UFBA), do Pará (UFPA), do Paraná (UFPR),
de Brasília (UnB) e de Pernambuco (UFPE).
Fonte:
Imprensa MEC (Sonia Jacinto)
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| Sexta-feira,
15 de julho de 2005. |
| Escola
da Família e SEBRAE-SP dão início à
parceria para jovens empreendedores
Durante
o mês de julho, o Programa de Formação
de Jovens Empreendedores capacita 870 professores do ensino
médio da rede estadual, das diretorias de Ensino da Grande
São Paulo e Capital. Eles serão os multiplicadores
responsáveis por disseminar a cultura empreendedora para
mais de 26 mil alunos do ensino médio. A primeira turma
começou a capacitação nesta semana. Ao
longo do mês, outras duas turmas farão o curso.
O Programa
Formação de Jovens Empreendedores é
fruto de uma parceria entre a Secretaria de Estado da Educação,
por meio do Programa Escola da Família, CENP e COGSP,
e o Sebrae-SP. A iniciativa dá ênfase à
educação e à cultura empreendedora dos
jovens, despertando nestes a iniciativa de criar suas próprias
possibilidades de negócios e começando o processo
de inserção no mercado de trabalho.
Com o objetivo
de potencializar o eixo Qualificação para o Trabalho,
no Programa Formação de Jovens Empreendedores
o aluno é estimulado a pensar e agir como um empreendedor,
descobrindo como funciona o mundo dos negócios, a operação
de uma empresa, o regime jurídico e outros aspectos importantes
do empreendedorismo.
Fonte:
Secretaria de Estado da Educação de São
Paulo (Ana Paula Teixeira e Egle Cisterna)

Educação
é um dos temas escolhidos para o Prêmio Fundação
Bunge 2005
O Prêmio
Fundação Bunge, que este ano completa 50 anos,
contemplará profissionais da área da educação.
A proposta da premiação é reconhecer o
trabalho de personalidades e de jovens talentos que atuam neste
segmento e contribuem para o desenvolvimento do Brasil, que
possui mais de 55 milhões de alunos matriculados no ensino
básico, pré-escola, ensino fundamental e ensino
médio.
A cada edição
do Prêmio Fundação Bunge podem ser
definidos até seis diferentes ramos. Um deles, em sistema
de rodízio, pertencerá a uma das grandes áreas
do conhecimento: Ciências Biológicas, Ecológicas
e da Saúde, Ciências Exatas e Tecnológicas,
Ciências Agrárias, Ciências Humanas e Sociais,
Letras e Artes. Os demais, por indicação do Conselho
Administrativo da Fundação Bunge, podem ser acrescentados
ao incentivo anual. Este ano, além de Educação,
o prêmio reconhece personalidades da Física, Romance
e Agronegócio.
A cerimônia
de entrega ocorre sempre em setembro, mês no qual a Fundação
Bunge comemora seu aniversário. A solenidade é
presidida pelo governador do Estado de São Paulo, presidente
honorário da Fundação Bunge. Os contemplados
recebem medalhas de ouro e prata, diplomas em pergaminho e um
prêmio de R$ 30 mil na categoria Juventude e R$ 70 mil
na categoria Vida e Obra.
Durante
toda a história, já foram homenageadas personalidades
como Carlos Chagas Filho, Érico Veríssimo, Hilda
Hilst, Jorge Amado, Miguel Reale, Paulo Freire, Rachel de Queiroz,
entre outras. A galeria dos mais de 130 contemplados está
disponível para consulta no endereço da Fundação
Bunge na Internet: www.fundacaobunge.org.br.
Sobre a Fundação Bunge
Criada em 1955, a Fundação Bunge, braço
social das empresas Bunge no Brasil, tem suas atividades focadas
na área da educação, com ênfase no
ensino fundamental. Valoriza o conhecimento, incentiva o voluntariado
e promove ações educativas e de preservação
da memória empresarial. Dentre as iniciativas realizadas,
destacam-se o programa de voluntariado corporativo Comunidade
Educativa, o Centro de Memória Bunge, o Prêmio
Fundação Bunge e o Prêmio Professores do
Brasil, além do ReciCriar - A Pedagogia do Possível.

Aldeia
Infantil SOS de São Bernardo seleciona mães sociais
e educador do programa de jovens
A Aldeia
Infantil SOS de São Bernardo do Campo (SP) está
recebendo currículos de profissionais interessados em
concorrer a vagas de mãe social e de educador do programa
de jovens.
Para a função
de mãe social, os requisitos são ter concluído
o ensino médio, ser solteira, viúva ou divorciada,
não ter filhos menores ou dependentes e ter disponibilidade
para morar na aldeia e se dedicar às crianças
em tempo integral.
A mãe
social é a responsável pela família substituta,
modelo de atendimento adotado pelas Aldeias Infantis SOS Brasil,
que tem como missão criar famílias para crianças
necessitadas, ajudando-as a construir seu próprio futuro.
A organização mantém condomínios
formados por 10 a 12 casas-lares cada, onde moram famílias
com até 9 crianças de idades diferentes, que convivem
sob os cuidados da mãe social que, além de administrar
a casa-lar, é responsável por todo processo de
educação e formação das crianças.
Já
para educador do programa de jovens, profissional que irá
atuar na Comunidade Juvenil, os requisitos para a função
incluem nível superior completo, preferencialmente na
área de Humanas; conhecimento do Estatuto da Criança
e do Adolescente; domínio de informática (Word,
Excel, Internet); experiência em projetos ou programas
sociais e disponibilidade para residir na Comunidade Juvenil.
Os currículos
podem ser enviados pelo correio para Aldeia Infantil SOS de
São Bernardo do Campo, Estrada Ernesto Zabeu, 200, Riacho
Grande, São Bernardo do Campo - SP, CEP 09835-000 ou
para o e-mail sbcampo.sp@aldeiasinfantis.org.br.
Sobre
as Aldeias Infantis SOS
As Aldeias Infantis SOS atendem 55 mil crianças em 439
aldeias espalhadas por todos os continentes, onde são
desenvolvidos também vários outros projetos, que
beneficiam 650 mil pessoas. Atuando em 9 Estados brasileiros
e no Distrito Federal, a organização está
no país desde 1967; atende cerca de 8 mil crianças
e jovens nas 14 aldeias e por meio de programas de fortalecimento
da família e prevenção do abandono infantil
desenvolvidos pelos Centros Sociais.
Para ser um Amigo SOS, entre em contato pelo telefone 0800160633,
pelo site www.aldeiasinfantis.org.br
ou pelo e-mail comunicacao@aldeiasinfantis.org.br.
|
| Quinta-feira,
14 de julho de 2005. |
| Línguas
estrangeiras na programação da TV Escola
A TV Escola
da Secretaria de Educação a Distância (Seed/MEC)
apresentará cursos de espanhol e de inglês, a partir
de outubro. Além de atender a um pedido antigo dos professores,
os programas estão em sintonia com projeto de lei aprovado
pela Câmara dos Deputados, no início deste mês,
que determina o oferecimento de língua espanhola no horário
regular do ensino médio.
Na nova
programação, está o curso Español,
com 39 vídeos, de 15 minutos cada um, e o de inglês,
composto por 60 vídeos, também de 15 minutos cada
um. "A TV Escola procura atender demandas dos professores
e alunos e ajudar a escola a ficar em sintonia com a realidade
moderna", disse Carmen Moreira Neves, diretora de capacitação
e formação da Seed. "Hoje, uma segunda língua
é fundamental para a inserção neste mundo
globalizado."
A diretora
destaca a renovação pela qual passa a TV Escola,
atenta às demandas e comprometida com a qualidade. Carmen
Neves ressalta que as escolas já têm no currículo
o ensino de línguas estrangeiras e, com a nova lei, a
ser promulgada, terão necessidade de mais orientação.
"Nossa programação busca elevar a qualidade.
Temos uma preocupação com a valorização
do professor e também do aluno", afirmou.
Obras
Segundo Lúcia Lodi, diretora de Políticas Públicas
do Ensino Médio, o MEC prepara ações de
produção de material didático para professores
e alunos, aquisição de obras em espanhol para
bibliotecas escolares e ampliação de vagas em
licenciatura em Letras nas universidades federais, principalmente
no período noturno.
A TV Escola
tem experiência com idiomas estrangeiros. A série
Br@nché, da emissora francesa TV5, voltada para
professores e estudantes de francês, é exibida
aos sábados, às 14h. A página
do programa na Internet foi criada para ajudar os estudantes
a aprenderem francês ou aperfeiçoarem os conhecimentos
do idioma.
A TV Escola
pode ser sintonizada nos canais 26 (operadora Sky), 237 (DirectTV)
e 4 (Tecsat). As grades de programação estão
na página eletrônica http://portal.mec.gov.br/seed/.
Fonte:
Assessoria de Imprensa da Seed

Escolas
são incentivadas a discutir ética e cidadania
A Secretaria
de Educação Básica (SEB/MEC) está
investindo R$ 600 mil em projetos de escolas de ensino fundamental
que pretendem criar um fórum de ética e cidadania
em seu espaço. É a primeira vez na história
do Ministério da Educação que o orçamento
do ensino médio prevê recursos para o incremento
de ações formativas. Ainda neste ano serão
selecionados 120 projetos em todo o país. Cada escola
selecionada receberá R$ 5 mil.
Técnicos
do MEC trabalham na finalização do edital que
estabelece normas para as instituições públicas
inscreverem seus projetos. Eles devem ter a finalidade de criar
a instituição e o funcionamento do fórum.
Segundo Lúcia Lodi, diretora de Políticas Públicas
do Ensino Médio, a escola não é apenas
um lugar onde se busca instrução ou predomina
apenas o aspecto cognitivo. "A escola deve ser responsável
pela formação cidadã, que assegure condições
para uma participação ativa do estudante na sociedade.
A escola é um lugar privilegiado para o desenvolvimento
deste tipo de trabalho", destaca.
A iniciativa
tem o apoio do comitê gestor do Programa Ética
e Cidadania - Construindo Valores na Escola e na Sociedade,
que tem como representantes membros da Secretaria Especial dos
Direitos Humanos, do Conselho Nacional de Secretários
de Educação (Consed), da União Nacional
dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime)
e das secretarias do MEC: de Educação a Distância
(Seed), de Educação Especial (Seesp), de Educação
Profissional e Tecnológica (Setec) e Educação
Superior (SESu).
O Programa
Ética e Cidadania - Construindo Valores na Escola e na
Sociedade tem o objetivo de promover a criação,
nas escolas, de fóruns que congreguem alunos, educadores
e membros das comunidades para discutir temas como ética,
cidadania, convivência democrática, direitos humanos
e inclusão social.
Comitê
De acordo com pesquisa feita em abril pelo comitê gestor
do programa, cerca de 600 escolas estão cadastradas e
já instituíram um fórum escolar. Com 308
escolas cadastradas, a região Nordeste lidera a lista,
seguida pela região Sudeste, com 197. O Estado com mais
escolas cadastradas no programa é o de Pernambuco, com
101. Em seguida, está São Paulo, com 82 escolas.
Fonte:
Imprensa MEC (Sonia Jacinto)

Artigo
comenta importância da Educação para o crescimento
econômico do país
Em artigo
publicado no jornal Folha de S. Paulo, a embaixadora
da Boa Vontade da Unesco, Milú Villela, comenta a importância
do investimento na Educação para o crescimento
econômico de um país. "No final de junho,
o Banco Mundial divulgou um estudo no qual avalia a redução
da pobreza em 14 países. Entre as suas várias
e importantes conclusões, duas se destacam. A primeira
aponta que, para cada 10% de crescimento do PIB per capita,
a pobreza caiu apenas 9% no Brasil, contra 17% em média
nas demais nações. A segunda indica que a diminuição
foi mais expressiva nos países que investiram mais em
Educação", expõe.
De acordo
com o levantamento, se não fosse o déficit educacional
no Brasil, o número de pessoas pobres teria caído
entre 35% e 50% em vez dos 24% registrados entre 1981 e 2001.
Segundo a autora, tal conclusão só reforça
o que a Unesco prega há anos: se o país quiser
que mais pessoas se beneficiem do crescimento econômico,
ampliar o acesso a escolas de qualidade é medida prioritária
que precisa figurar no topo da agenda política. "Sem
Educação para todos, nenhum país conseguirá
reduzir a pobreza nem suas desigualdades", defende. Para
a embaixadora, apesar de mais crianças, adolescentes
e adultos freqüentarem a escola, ainda existem menos educandários
do que o necessário, menos professores preparados, menos
infra-estrutura e muito menos qualidade no ensino do que seria
minimamente desejável.
Fonte:
Andi (Folha de S. Paulo - 12/7/2005)
|
| Quarta-feira,
13 de julho de 2005. |
| Unicamp
oferece gratuitamente acervo digitalizado de qualidade
A Universidade
Estadual de Campinas (Unicamp) conseguiu esta semana um feito
importante para a divulgação do conhecimento científico
e tecnológico no Brasil. A Biblioteca Digital da instituição
ultrapassou a marca das 5 mil teses digitalizadas, consagrando-se
como um dos maiores acervos digitais do país.
O objetivo
de difundir a produção intelectual e científica
da Unicamp com precisão e rapidez está cada vez
mais presente. Atualmente, estão disponíveis no
banco 2.973 dissertações de mestrado e 2.038 teses
de doutorado. O público tem sido ávido pelas valiosas
informações: desde a inauguração,
em 2003, já foram baixados pela Internet 527.574 arquivos.
"Essa
procura é sinal claro da maior visibilidade do conhecimento
que é gerado no âmbito acadêmico", disse
Luiz Atílio Vicentini, coordenador do Sistema de Bibliotecas
da Unicamp, à Agência FAPESP. "Mais de 23
mil teses já foram defendidas até hoje por alunos
da Unicamp. E quase 23% dessas pesquisas estão disponíveis
gratuitamente e na íntegra pela Internet. A nossa meta
é chegar a 7 mil teses até o final do ano."
O estudo
mais acessado da biblioteca foi uma dissertação
de mestrado apresentada na Faculdade de Educação
(FE), que já recebeu 10.241 visitas e 3.336 downloads.
O estudo (In)disciplina na escola: cenas da complexidade
de um cotidiano escolar é de autoria de Cândida
Maria Santos Daltro Alves.
O endereço
da biblioteca da Unicamp é http://www.unicamp.br/bc/.
Fonte:
Agência FAPESP (Thiago Romero)

Ecomóvel
levará educação ambiental para cerca de
40 mil crianças todo mês
Em sua segunda
ação pelo Rio de Janeiro - a primeira foi na Mangueira,
na Zona Norte da cidade, onde recebeu a visita de mais de três
mil pessoas durante quatro dias -, o Ecomóvel poderá
ser visitado a partir de hoje até domingo, dia 17 de
julho, das 12 às 21h, no Shopping Nova América,
Zona Norte da cidade. O projeto social foi criado este mês
pela ONG Alto Astral com o objetivo de divulgar informações
sobre saúde pública, meio ambiente, qualidade
de vida e controle das pragas urbanas. O Ecomóvel vai
atender mais de 40 mil crianças por mês, no Rio
de Janeiro e em São Paulo. E em breve, poderá
ser visitado por estudantes de todo o Brasil. Serão construídas
em um prazo de aproximadamente 18 meses mais nove unidades.
O Ecomóvel
é um completo centro de exposição, onde
estudantes e visitantes poderão ver de perto as principais
pragas e aprenderão como se prevenir dos males causados
por elas, além de obterem informações sobre
o mundo de vetores e pragas urbanas responsáveis por
mais de 400 doenças, principalmente nas regiões
mais carentes.
As informações
serão passadas por meio de painéis didáticos,
insetários, laqueário, exposição
de animais vivos e mortos, além de explicações
dadas por estagiários de biologia e comunicação.
Após a visitação, os visitantes receberão
uma revista educativa que aborda aspectos preventivos de doenças,
contaminações em geral, ecossistema, saneamento
básico, saúde ambiental e bem-estar. No portal
da ONG também estará disponível um banco
de dados sobre entomologia, ecossistema, saúde ambiental
e qualidade de vida.
Estima-se
que 50% das contaminações alimentares sejam causadas
por pragas. Contaminações de alimentos e da água,
comuns em áreas sem saneamento básico, matam milhões
de pessoas todos os anos no Brasil. Cálculos apontam
que metade das contaminações hospitalares também
seja provocada por pragas e roedores. As pragas também
acarretam grandes prejuízos para a lavoura nacional e
até para setores em crescimento como o turismo.
Ecomóvel
na web: http://www.astral.ind.br/ecomovel/ecomovel2.swf

MEC
lança prêmio para melhorar o ensino médio
noturno
O Ministério
da Educação vai premiar, com R$ 140 mil, as dez
escolas públicas do país que apresentarem os melhores
projetos para o ensino médio noturno. O objetivo é
melhorar a oferta dessa modalidade, tornando-a mais atraente
e elevando o aprendizado. O anúncio foi feito nesta terça-feira,
12, pela diretora de Políticas Públicas do Ensino
Médio do MEC, Lúcia Lodi.
Na organização
dos projetos, serão observados quatro aspectos: a grade
didático-curricular, o atendimento ao estudante, o envolvimento
com a comunidade e a gestão escolar. As escolas terão
até 31 de setembro para inscrever os projetos junto ao
MEC.
Pesquisa
feita pelo MEC em 2004 revelou uma situação preocupante
em relação ao aluno do ensino médio noturno
no país. Lúcia Lodi destaca que o aproveitamento
da maioria dos alunos fica comprometido, já que eles
assistem às aulas depois de uma exaustiva jornada de
trabalho. "Nós queremos identificar e aplicar boas
experiências nesta área. A pesquisa apontou que,
nesta modalidade, o aluno não chega no início
da aula e esta, por sua vez, não chega até o fim.
Além do que, no meio da semana, as atividades escolares
já estão totalmente comprometidas", completou.
A diretora
explicou que os projetos têm de atender às especificidades
desses alunos, porque o ensino médio noturno exige dos
gestores e professores uma metodologia própria. "Essa
modalidade de educação pede uma proposta didática
com maior envolvimento dos alunos. Num laboratório, eles
certamente terão condições de vencer melhor
o cansaço do que em uma aula expositiva tradicional.
Mais da metade das matrículas do ensino médio,
nas escolas públicas, estão no turno da noite,
e os índices de evasão escolar são elevados",
destacou.
Fonte:
Imprensa MEC (Sonia Jacinto)
|
| Terça-feira,
12 de julho de 2005. |
| Cepro
e Merrill Lynch oferecem alfabetização financeira
gratuita a jovens
Saber administrar
o orçamento pessoal, tomar as primeiras iniciativas para
independência financeira e empreendedorismo e conhecer
a importância da educação continuada são
alguns dos temas abordados durante as seis semanas do curso
ministrado aos alunos do Centro de Ensino Profissionalizante
Rotary, da Fundação de Rotarianos de São
Paulo.
O programa de Alfabetização Financeira foi concebido
pela Merrill Lynch, idealizadora do Investing Pays Off,
que oferece aos jovens de todo o mundo a oportunidade de sonhar
e desenvolver habilidades e competências para que tenham
sucesso na vida. O Instituto Treinar foi o responsável
pela adaptação da metodologia do programa à
realidade brasileira, que recebeu o nome de Investir Vale
a Pena. O CEPRO é o carro-chefe na realização
do projeto no Brasil.
Desde maio, 100 jovens de baixa renda, entre 15 e 20 anos, da
região de Cotia (SP), estão tendo aulas, ministradas
pelos profissionais do CEPRO e por voluntários da Fundação
de Rotarianos de São Paulo. Além dos 12 módulos
de três horas, que abordam temas como desenvolvimento
de plano financeiro, orçamento, risco, rentabilidade
e retorno, vida profissional e opções de investimento,
profissionais de diversas áreas da Fundação
estão proferindo palestras sobre ética profissional,
crédito, voluntariado e responsabilidade social.
Para as próximas turmas do programa, a instituição
está recebendo inscrições de voluntários
para dar aulas ou palestras, e os interessados devem entrar
em contato com a instituição pelo telefone 0800.165521.
O Cepro, fundado em 1946 pela Fundação de Rotarianos
de São Paulo, está localizado em Cotia (Rodovia
Raposo Tavares, km 24). Oferece cursos gratuitos de capacitação
profissional para alunos da rede pública e proporciona
condições de empregabilidade a jovens com idades
entre 16 e 18 anos.

Crianças
formaram o grande público do Cine Tela na Flip
Laís
Bondanzky e Luiz Bologniesi festejam o sucesso do seu Cine Tela
Brasil durante a 3ª Festa Literária Internacional
de Parati, realizada na semana passada. Apesar de estar instalada
em um evento considerado de elite, a tenda itinerante teve lotação
esgotada em todas as sessões destinadas ao público
infantil. Isso porque professores de escolas públicas
da região que visitavam a festa aproveitaram para levar
seus alunos ao cinema. No total, 1.350 crianças assistiram
aos filmes Tainá 2 e Castelo Rá-Tim-Bum,
muitas delas filhos e filhas de trabalhadores humildes do litoral
sul do Rio. A tenda do Cine Tela estava instalada atrás
do espaço destinado aos autores. Agora, o caminhão
que transporta o cinema desloca-se para a Baixada Fluminense,
onde acontecem sessões gratuitas em São João
de Meriti (dias 14, 15 e 16 de julho) e Belford Roxo (exibições
nos dias 20, 21 e 22). Até abril de 2006, 34 cidades
servidas pela Via Dutra serão visitadas pelo projeto.
Promovido
com base na Lei Rouanet pelo Programa CCR Cultura nas Estradas,
por meio da NovaDutra, com o apoio da rede Cinemark e da Volkswagen
Caminhões, o Cine Tela Brasil consiste em uma grande
tenda de 13m x 15m, onde são instaladas 225 cadeiras,
equipamento profissional de projeção 35mm (cinemascope),
tela de 7m x 3m, som estéreo surround e ar condicionado.
As sessões têm duração média
de uma hora e 50 minutos, sempre com a exibição
gratuita de um filme brasileiro de longa-metragem.

Guarulhos
vai ser sede do 2º Congresso Nacional de Docência
no Ensino Superior
A cidade de Guarulhos (SP) será palco de análise
da situação do ensino superior nas instituições
particulares. Organizado pelas Faculdades Integradas Torricelli
e pela Didática Assessoria em Educação,
o 2º Congresso Nacional de Docência no Ensino
Superior, que ocorre entre os dias 14 e 16 de julho, contará
com participação de educadores como Mario Sergio
Cortella, que debaterá a relação entre
ensino e cidadania.
Segundo Cortella, uma discussão necessária hoje
é o tipo de ensino oferecido pelas instituições,
sejam elas públicas ou particulares. "Para ter uma
qualidade de ensino positiva é preciso que cada uma dessas
instituições e cada um de nós, educadores,
dirija o esforço para a consolidação de
uma base científica socialmente partilhada, com formação
de cidadania e expressão de solidariedade."
Além de Mario Sergio Cortella, participam do evento os
professores Selma Garrido Pimenta, Celso Antunes, Augusto Crema
Novasky e Ivanilde Moreira. Haverá discussões
temáticas sobre as palestras dadas. A finalidade do 2º
Congresso Nacional de Docência Superior é debater
a expansão do ensino superior particular no país,
as influências no cotidiano dos professores e os desafios
e perspectivas dessas instituições.
"A visível expansão do ensino superior privado
no país tem provocado a preocupação das
instituições e a conseqüente busca pelo alto
grau de excelência que resulte em condições
privilegiadas e favoráveis de competitividade no mundo
atual. Nesse sentido, é preciso enfrentar os desafios
da área da educação, compreender quais
são os caminhos que precisamos seguir e as influências
disso na atuação dos professores", afirma
Terezinha Otaviana Dantas da Costa, diretora geral das Faculdades
Integradas Torricelli.
As inscrições poderão ser feitas pelo telefone
(19) 3665.2177 ou pelos sites www.torricelli.br
/ www.didaticaa.com.br.
Profissionais da área pagam R$ 200 e estudantes, R$ 170.
SERVIÇO
2º Congresso Nacional de Docência no Ensino Superior
De 14 a 16 de julho (5ª feira a sábado)
Faculdades Integradas Torricelli (Rua do Rosário, 159,
Centro, Guarulhos-SP)
|
| Segunda-feira,
11 de julho de 2005. |
| Paulo
Freire poderá ser declarado Patrono da Educação
O educador
Paulo Freire poderá ser declarado Patrono da Educação
Brasileira. O título depende da aprovação,
pelo Congresso, do Projeto de Lei 5418/05, da deputada Luiza
Erundina (PSB-SP). Ela lembra que Paulo Freire pregava a necessidade
do diálogo entre mestres e alunos. O processo educativo,
segundo o educador, devia partir da realidade da vida cotidiana
das pessoas.
"Uma
das primeiras medidas adotadas por Freire foi abolir as cartilhas
padronizadas e firmar o conceito das palavras geradoras",
afirma Erundina. Por esse processo de ensino, a palavra era
apresentada e suas sílabas eram separadas. Em seguida,
mostravam-se os seus diferentes sons. A partir daí, os
alunos deveriam formar palavras com as novas sílabas.
O educador
Paulo Reglus Neves Freire nasceu em Recife (PE), em 1921. Iniciou
o curso de Direito aos 22 anos. Depois de formado, não
chegou a exercer a profissão. Em 1960, o educador desenvolveu
um método de alfabetização de adultos,
relacionando o aprendizado à realidade do trabalhador.
Paulo Freire colocou a experiência em prática três
anos depois. Em 1963, ele foi responsável pela alfabetização
de 300 camponeses em apenas 45 dias. Durante o governo de João
Goulart (1961-1964), coordenou o Programa Nacional de Alfabetização,
com o objetivo de alfabetizar 5 milhões de pessoas, para
que pudessem participar das eleições. Na época,
apenas pessoas alfabetizadas podiam votar.
Interrupção
O trabalho de Paulo Freire no Brasil foi interrompido com o
início do regime militar. Ele foi preso em 1964 e exilado
no Chile, onde escreveu sua obra mais conhecida: Pedagogia
do Oprimido. Durante o exílio, atuou como professor
na Universidade de Harvard e como consultor da Unesco. O educador
retornou ao Brasil em 1979, quando passou a lecionar na Universidade
Estadual de Campinas (Unicamp) e na Pontifícia Universidade
Católica de São Paulo (PUC-SP). Paulo Freire,
que morreu em 1997, publicou mais de 40 livros e teve sua obra
traduzida em 28 línguas.
Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será
analisado pelas comissões de Educação e
Cultura; e de Constituição e Justiça e
de Cidadania.
Fonte:
Agência Câmara

Reprovação
escolar ainda assusta país
Reprovação
escolar ainda é um grave problema no Brasil. De acordo
com informações do Instituto Nacional de Estudos
e Pesquisas Educacionais (Inep), um terço dos estudantes
brasileiros da 1ª série do Ensino Fundamental foi
reprovado ou abandonou o sistema escolar em 2003. "Está
havendo um esforço grande por parte das autoridades para
que essa situação seja revertida", afirmou
a diretora do Centro Tecnológico de Brasília,
Rosa Maria Pesina. Em sua opinião, para que a mudança
realmente ocorra "é essencial uma maior valorização
dos professores, investimento em capacitação,
infra-estrutura de escola e participação da família".
Falhas
Há alguns anos, muitos Estados tentaram adequar as crianças
às séries de acordo com as idades. Esse programa
fazia com que o aluno, a partir de uma certa faixa etária,
conseguisse concluir rapidamente o Ensino Fundamental. "Não
era considerado o nível de aprendizado da criança,
mas sua idade. Dessa forma, foram aprovados muitos estudantes
que não tinham um acompanhamento escolar adequado",
ressaltou o presidente do Sindicato dos Professores do Paraná,
José Rodrigues Lemos. Na opinião da diretora do
Departamento de Ensino Fundamental da secretaria municipal de
Educação de Curitiba, Nara Luz Chierighini Salamunes,
os índices de reprovação só serão
menores quando a alfabetização e o letramento
forem colocados como prioridade nacional, além da formação
de professores.
Fonte:
Andi (O Estado do Paraná, 8/7/2005 - Cíntia Vegas)

Creches
e pré-escolas podem passar para a rede de ensino
O atendimento
a cerca de 1,6 milhão de crianças até seis
anos de idade, mantidas pelo governo federal em creches e pré-escolas
financiadas pelo Ministério do Desenvolvimento Social
e Combate à Fome (MDS), pode passar para o Ministério
da Educação. A coordenadora de educação
infantil da Secretaria de Educação Básica
(SEB/MEC), Karina Rizek Lopes, explica que o atendimento a essas
crianças pelo MEC está vinculado ao repasse dos
recursos - R$ 245 milhões - do Fundo Nacional de Assistência
Social (FNAS).
Segundo
Karina Lopes, a discussão do assunto caberá a
um grupo de trabalho interministerial, composto por representantes
do MEC, do MDS, do Ministério do Planejamento, do Conselho
Nacional de Assistência Social e de outras entidades.
O grupo tem até setembro para apresentar propostas.
"Há
consenso entre o MEC e o MDS. Não podemos, nesta transição,
perder nenhuma criança, nenhuma instituição
hoje atendida com os recursos do Fundo Nacional de Assistência
Social", disse Karina. "Nossa idéia é,
conjuntamente, investir na qualidade social da educação
das crianças até seis anos."
Campanha
Em parceria com o MDS e com a colaboração do grupo
de trabalho, o MEC prepara uma campanha nacional de credenciamento
e integração das instituições de
educação infantil aos sistemas de ensino. A meta
é lançar tal campanha no segundo semestre.
Criada nos
anos 70, a Rede da Assistência Social presta atendimento
a crianças até seis anos em jornadas integral
e parcial. O programa envolve 4,6 mil municípios e 16
mil instituições.
Fonte:
Imprensa MEC (Sonia Jacinto)
|
| Sexta-feira,
08 de julho de 2005. |
| Senado
aprova criação da UFABC
O Senado
Federal aprovou na quarta-feira (6) o projeto de lei que cria
a Universidade Federal do ABC (UFABC), que funcionará
em Santo André (SP). O projeto de lei irá agora
à sanção presidencial e seu primeiro vestibular
está previsto para o início de 2006.
A Câmara
dos Deputados aprovou também a criação
de cinco novas universidades federais: do Vale do Jequitinhonha
(a partir da transformação da Faculdade de Direito
de Diamantina); do Triângulo Mineiro (que será
criada por transformação da Faculdade de Medicina
do Triângulo Mineiro); de Alfenas; do Recôncavo;
e do Grande Dourados. Esses cinco projetos serão encaminhados
para apreciação do Senado. Uma das metas do governo
federal é a expansão da educação
superior pública e de qualidade.
O projeto
de lei que institui a Universidade Federal do ABC criou também
vagas para docentes. A universidade terá 600 professores
e mil monitores bolsistas na pós-graduação
e deverá atender 20 mil alunos em cursos de graduação,
2.500 em mestrado e mil em doutorado. Será composta pelos
centros de Ciências Naturais e Humanas; Matemática,
Computação e Cognição Humana; e
Engenharia, Modelagem e Ciências Sociais Aplicadas.
Há
20 anos a comunidade do ABC luta por uma universidade federal.
Dos cerca de 77 mil estudantes no ensino superior no Grande
ABC, 65% estão em instituições privadas,
20% estão em municipais e 15%, na rede comunitária
filantrópica. O MEC prevê que as atividades da
UFABC comecem no primeiro semestre de 2006, com os cursos de
licenciatura em Física, Química, Biologia e Matemática,
em salas de 30 alunos; e um curso de Ciências da Computação
com 50 vagas, nos turnos diurno e noturno. No segundo semestre
de 2006, devem começar os cursos de Engenharia.
Fonte:
Assessoria de Imprensa da SESu

Para
juiz, ainda falta conhecimento do ECA por parte da sociedade
No próximo
dia 13, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)
completa 15 anos de existência. Apesar de assegurar inúmeros
direitos aos jovens em mais de 200 artigos, boa parte dessa
lei não saiu do papel. Segundo o juiz Geraldo Claret
Arantes, autor do livro Manual de Prática Jurídica
do Estatuto da Criança e do Adolescente, menos de
10% do ECA foi implementado. Ele ressaltou que muitos acreditam
que o estatuto se destina apenas a jovens em conflito com a
lei. "No entanto, essa é uma lei rica, de inclusão
social, que visa tratar de forma fraterna e igualitária
todos aqueles que estão na infância ou juventude,
independente de cor, sexo ou classe social", esclareceu.
Segundo o juiz, o objetivo do ECA é fazer com que pessoas
com menos de 18 anos se desenvolvam como cidadãs. Ele
lembrou que uma parcela considerável da população
desconhece a lei. "É preciso conhecer os direitos
para cobrá-los, dando condições para que
esses meninos e meninas cresçam, dêem bons frutos
e busquem uma sociedade mais justa", disse.
Direito
à creche
Para o juiz, o direito à creche para crianças
de 0 a 6 anos é a mais importantes de todas as garantias.
Ele argumentou que, nesse local, o pequeno está a salvo
de violência doméstica e exploração
sexual, tem alimentação, doenças são
detectadas previamente e as mães ficam liberadas para
o trabalho. "Para que o ECA seja efetivamente implantado,
ele deveria ser incluído como disciplina nas faculdades
de Direito e cobrado no exame da Ordem dos Advogados do Brasil
(OAB)", ressaltou o magistrado.
Fonte:
Andi (Diário da Tarde-MG , 7/7/2005 - Daniela Galvão)

Câmara
aprova projeto que obriga o ensino de espanhol nas escolas
O Projeto
de Lei nº 3.987/00 aprovado nesta quinta-feira (7) pela
Câmara dos Deputados prevê que as escolas de ensino
médio de todo o país poderão ser obrigadas
a oferecer língua espanhola dentro do horário
regular, porém a matrícula do aluno será
opcional. Para o ensino fundamental, a inclusão da língua
espanhola no currículo será facultada a partir
da 5ª série. O projeto de lei, de autoria do deputado
Átila Lira (PSDB-PI), determina que as escolas públicas
e privadas ofereçam a disciplina e foi aprovado com as
emendas recebidas pelos deputados em 2003.
Para o ministro
da Educação, Tarso Genro, "a aprovação
pela Câmara do projeto de lei tornando obrigatório
o ensino do espanhol nas escolas de ensino médio de todo
o país, reforça o projeto das escolas bilíngües
que estão sendo implantadas nos Estados que fazem fronteira
com países de língua espanhola". Ele afirmou
que, com a aprovação da lei, as negociações
de conversão de parte da dívida em investimentos
em educação, com a Espanha, podem ser facilitadas.
A Câmara
rejeitou a emenda do Senado que desobrigava as escolas públicas
a ofertar a disciplina no horário regular. Já
a rede privada poderá oferecer o espanhol no horário
normal ou matricular os alunos em cursos e centros de estudos
de língua moderna. O processo de implantação
será gradativo e deverá estar concluído
num prazo de cinco anos a partir da publicação
da lei. Os conselhos estaduais de educação e do
Distrito Federal deverão regulamentar a lei em seus Estados.
Segundo
o secretário de Educação Básica
do MEC, Francisco das Chagas Fernandes, a medida vai contribuir
para estreitar os laços culturais do Brasil com os demais
países da América Latina, o que já é
uma orientação do governo federal. "Existe
uma tendência mundial em busca da integração
econômica, onde o domínio da língua oficial
dos países com os quais nos relacionamos é muito
importante."
Para apoiar
os Estados no cumprimento dessa exigência legal, o MEC
está preparando um plano de ação para os
sistemas de ensino, afirma a diretora de Políticas de
Ensino Médio, Lucia Lodi. "As ações
prevêem produção de material didático
para professores e alunos, aquisição de obras
em espanhol para as bibliotecas escolares e a ampliação
de vagas em licenciatura em Letras-Espanhol nas universidades
federais, principalmente no período noturno."
Para se
transformar em lei, o projeto ainda depende do presidente da
República, que tem 15 dias para sancionar ou vetar a
proposta. Se aprovada, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional (LDB) terá que ser alterada. De acordo com a
LDB, as escolas de ensino médio são obrigadas
a incluir "uma língua estrangeira moderna, como
disciplina obrigatória, escolhida pela comunidade escolar,
e uma segunda, em caráter optativo, dentro das disponibilidades
da instituição".
Fonte:
Imprensa MEC (Alexandre Costa)
|
| Quarta-feira,
06 de julho de 2005. |
| Instituto
Ecofuturo apresenta Projeto Bibliotecas Comunitárias Ler
é Preciso no 15º Congresso Nacional de Leitura
O Instituto
Ecofuturo apresenta o Projeto Bibliotecas Comunitárias
Ler É Preciso nesta quarta-feira, dia 6 de julho,
no VII Seminário de Bibliotecas, que integra a programação
do 15º Congresso Nacional de Leitura (Cole). No evento
Christine Fontelles, diretora de Cultura e Educação
do Ecofuturo, e Elizabeth Serra, da Fundação Nacional
do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), farão uma palestra
sobre as políticas de bibliotecas impulsionadas pelo
terceiro setor.
No VII Seminário
de Bibliotecas, a abordagem apóia a biblioteca como possibilidade
de uma educação participativa, transformadora
de realidade e principalmente um estímulo à leitura.
É nesta perspectiva que se insere o projeto desenvolvido
pelo Ecofuturo, que visa contribuir para a superação
de um dos maiores desafios da atualidade: preparar as novas
gerações para atuarem na sociedade do conhecimento
a partir do domínio crítico da linguagem e da
competência de comunicar-se pela escrita.
O Programa
Ler É Preciso já inaugurou 36 bibliotecas em 6
Estados: Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco,
Bahia e Maranhão. Até 2006, o Ecofuturo pretende
atingir a meta de 70 bibliotecas comunitárias implantadas.
Hoje já são mais de 716 auxiliares de biblioteca
e promotores de leitura capacitados, 33.050 livros doados e
mais de 47 mil pessoas beneficiadas.
Em sua 15ª
edição, o Cole, um dos mais importantes congressos
de leitura do país, acontece na Unicamp, de 5 a 8 de
julho, e reúne outros 14 seminários sobre incentivo
à leitura.

São
Paulo deverá dar atendimento especializado para autistas,
determina Justiça
O Tribunal
de Justiça de São Paulo (TJ-SP) determinou que
o governo estadual deve dar tratamento especializado de saúde
e educação aos autistas que moram no Estado. De
acordo com a decisão, o governo é obrigado a fornecer
o atendimento "diretamente por seus órgãos
ou por intermédio de entidades privadas adequadas".
O atendimento especializado deve ocorrer no prazo de 30 dias
após os responsáveis pelos autistas entrarem com
um pedido na Secretaria da Saúde. Esse pedido deve incluir
um atestado médico comprovando a deficiência.
Recursos
O governador Geraldo Alckmin e o secretário da Saúde,
Luiz Roberto Barradas Barata, deverão ser intimados pessoalmente.
Na convocação, os dois serão alertados
de que o não-cumprimento seria um "ato de improbidade
administrativa, de responsabilidade pessoal dos administradores".
O governo pleiteou a improcedência da ação
do Ministério Público, sob o argumento de que
"falta previsão orçamentária"
para o atendimento especializado dos autistas. O TJ-SP repeliu
a justificativa, afirmando que há valores priorizados
pela Constituição.
Fonte:
Andi (O Estado de S. Paulo, 2/7/2005 - Thélio de Magalhães
e Ricardo Westin)
Escola
de Fábrica reabre inscrições este mês
O Ministério
da Educação vai abrir inscrições,
no fim deste mês, para novos projetos do Escola de
Fábrica, programa da Secretaria de Educação
Profissional e Tecnológica (Setec/MEC) que oferece capacitação
profissional a jovens de 16 a 24 anos. Podem participar prefeituras,
organizações não-governamentais, secretarias
de educação, fundações, escolas,
cooperativas e instituições sem fins lucrativos.
O número de projetos e alunos a serem selecionados ainda
será definido.
Este ano,
1,5 mil projetos foram inscritos no Escola de Fábrica.
Destes, 558 foram aprovados e serão colocados em prática
a partir de setembro, em 250 municípios de todo o país,
para beneficiar 11,5 mil alunos. O programa oferecerá
cem modalidades de cursos profissionais em 20 áreas,
dentre as quais, marcenaria, turismo, hotelaria, confecção,
agricultura familiar e informática.
Cada curso
presencial terá duração de 600 horas, em
turmas de no máximo 20 alunos. As aulas para os alunos
já selecionados terminam em março do próximo
ano. O Ministério da Educação investirá
R$ 25 milhões no programa, até 2007.
Qualificação
"O Escola de Fábrica pretende alcançar
alta taxa de empregabilidade ao oferecer cursos articulados
com as empresas que trabalham com demandas locais e regionais",
disse Jane Bauer, diretora do projeto. "As empresas já
visualizam a contratação de mão-de-obra
qualificada."
Hoje, 700
empresas participam do Escola de Fábrica. Os alunos
devem estar matriculados na rede pública do ensino básico
e ter renda familiar per capita de no máximo um
salário mínimo e meio. Além de aprender
uma profissão, eles recebem alimentação,
uniforme, transporte, bolsa de estudo de meio salário
mínimo, material didático e seguro de vida em
grupo. Os custos são bancados pelas empresas, que também
liberam espaço e mobiliário para as aulas e instrutores
para as turmas.
As regras
para a apresentação de projetos estarão
à disposição na Internet. Mais informações
sobre o Escola de Fábrica pelos telefones (61) 2104.8554
e 2104.8061 e no Ministério da Educação
- Esplanada dos Ministérios, bloco L, 4° andar, CEP
70047-900, Brasília-DF.
Fonte:
Imprensa MEC (Susan Faria)
|
| Terça-feira,
05 de julho de 2005. |
| Instituto
Gabi inaugura Telecentro com apoio do Banco do Brasil
O Instituto
Gabi - Centro de Referência, Orientação
e Atendimento a Pessoas Portadoras de Deficiência - acaba
de inaugurar seu Telecentro - Núcleo de Informática
e Cidadania, com apoio do Banco do Brasil, por meio do Programa
de Inclusão Digital.
O Telecentro
Gabi oferecerá ensino informativo de informática
e noções de cidadania em duas frentes:
- Com crianças e adolescentes portadores de deficiência
atendidos no Instituto Gabi. São programas educativos,
jogos e programas especiais.
- Com a comunidade, oferecendo cursos regulares de informática.
"O
Telecentro Gabi não visa apenas à informática
em si, mas busca aliar noções de cidadania, promovendo
a inclusão digital como meio para incluir socialmente",
declara o presidente do Instituto Gabi, o jornalista Francisco
Sogari.
Este é
começo de um projeto mais amplo que visa tornar o Instituto
um Centro de Referência para pessoas portadoras de deficiência.
"Hoje o Instituto Gabi é uma referência no
atendimento às pessoas com deficiência e desenvolve
várias ações nesta linha", afirma
Sogari.
A sede do
Instituto Gabi fica na Rua Gustavo da Silveira, 128 - Vila Santa
Catarina - São Paulo-SP. Os telefones são (11)
5564.7709 e 5565.3390. Quem quiser contatar o Instituto Gabi
também pode acessar o site www.institutogabi.org.br
ou mandar um e-mail para institutogabi@terra.com.br.

Yahoo!
ensina professor a usar Internet no ensino
A Secretaria
de Educação do Distrito Federal e o Yahoo! Brasil
fecharam uma parceria para ensinar os professores a usar a Internet
na sala de aula. O projeto de inclusão digital deverá
beneficiar cerca de 66 mil alunos da rede pública do
Distrito Federal.
Pelo acordo,
será implantado nas escolas estaduais o projeto Yahoo!
Busca Educação, que conta com várias
ações para tornar mais fácil e eficiente
o uso da web em sala de aula. O site distribuirá
cerca de dois mil exemplares do Manual Yahoo! de Busca
para professores de 130 escolas de ensino médio e fundamental
que possuem laboratórios de informática com acesso
à Internet.
Outras 80
escolas da rede estadual do Distrito Federal serão conectadas
à Internet e incluídas no programa até
o final do ano.
Fonte:
Plantão
INFO (Edileuza Soares)

Portais
do MEC são fontes de pesquisa acadêmica
Pesquisas
acadêmicas, consultas de obras literárias e downloads
de livros podem ser feitos, gratuitamente, em duas páginas
eletrônicas do Ministério da Educação.
O Portal
de Periódicos e o Portal
de Domínio Público oferecem a estudantes e
professores informações antes restritas às
bibliotecas.
O Portal
de Periódicos, da Coordenação de Aperfeiçoamento
de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC), é um
dos maiores do mundo e o único oferecido pelo governo
para pesquisas em pós-graduação. Está
disponível para mais de um milhão de estudantes
em 152 universidades e institutos de pesquisa com programas
de pós-graduação recomendados pelo MEC.
"Os periódicos são colocados no site
em tempo real", explicou José Fernandes Lima, diretor
de programas da Capes.
Criado em
2000, o portal registra 80 mil acessos diários. Conta
com mais de nove mil títulos de fontes nacionais e internacionais
de nível acadêmico. Além disso, dá
acesso ao banco de patentes registradas no país. Em 2004,
a página totalizou 13,3 milhões de artigos baixados.
Segundo Fernandes Lima, o portal permitirá ao MEC fazer
uma estimativa precisa da produção científica
brasileira.
Para o professor
de lingüística Luiz Antonio Marcuschi, da Universidade
Federal de Pernambuco (UFPE), o serviço é uma
das ferramentas mais importantes para pesquisas no Brasil. "Com
o acesso livre aos periódicos, é possível
ter contato imediato com boa parte das revistas internacionais
sem a necessidade de pagar assinaturas", argumentou.
O diretor
de programas da Capes revelou que o MEC pretende estender o
sistema a outros ministérios e empresas estatais. "Estamos
negociando, a fim de facilitar trabalhos como o registro de
medicamentos", disse.
Domínio
público
O Portal
de Domínio Público, inaugurado em novembro
de 2004, registra cerca de três milhões de acessos
por mês. A página conta com mais de cinco mil obras
literárias, músicas, fotografias, vídeos
e quadros de autores nacionais e internacionais. O usuário
tem a opção de fazer cópia dos textos e
imprimi-los.
Órgãos
públicos e bibliotecas podem fornecer conteúdo,
sobretudo de obras de domínio público cujos autores
morreram há mais de 70 anos. Escritores contemporâneos
também podem autorizar a publicação de
suas obras. O cadastramento é feito no próprio
portal (www.dominiopublico.gov.br).
Fonte:
Imprensa MEC (Flavia Nery)
|
| Segunda-feira,
04 de julho de 2005. |
| Escolas
recebem CD com clássicos da literatura em Libras e português
A Secretaria
de Educação Especial (Seesp/MEC) está encaminhando
às escolas públicas do país o terceiro
CD da coleção clássicos da literatura em
Língua Brasileira de Sinais (Libras) e português.
São quatro volumes editados pela editora Arara Azul,
com os seguintes títulos: O Caso da Vaca, A
Missa do Galo e A Cartomante, de Machado de Assis,
e O Relógio.
A coleção
é o resultado de uma pesquisa de doutorado que vem sendo
desenvolvida na Universidade Federal do Rio de Janeiro pela
pesquisadora Clélia Regina Ramos. Representantes da comunidade
surda e dos mais importantes centros de pesquisa sobre educação
de surdos também estão envolvidos.
Trata-se
de uma iniciativa inovadora, que utiliza a tecnologia inclusiva
para mostrar às crianças e adolescentes surdos
o mundo dos clássicos literários. Em parceria
com a editora Arara Azul, a Seesp já enviou outros dois
CDs às escolas, num total de seis títulos.
Como a coleção
faz parte de um trabalho de pesquisa, Clélia Regina solicita
que os professores utilizem o material em sala de aula. Posteriormente,
encaminhem à editora ou à Seesp os resultados
obtidos.
Fonte:
Imprensa MEC (Murilo Milhomem)

Amigos
da vida: um alento a mais de 2 mil pessoas carentes de SP
A cena pode
ser vista todos os sábados sob o viaduto do Glicério,
região central da cidade de São Paulo: à
tarde, duas enfermeiras vão ao local fazer curativos
nos moradores de rua que necessitam. Elas são as voluntárias
do grupo Enfermagem dos Curativos de Amor e integram uma das
várias frentes de atuação da Associação
Beneficente Samcil Amiga da Vida-Absav, criada em 2003 pela
Samcil Planos de Saúde, e que acaba de ganhar o Prêmio
Top Social 2005, da ADVB, principal premiação
na área de responsabilidade social.
Além
da ação do grupo de enfermagem, por meio do trabalho
de 2,4 mil funcionários voluntários da Samcil
a serviço da Absav, os moradores de rua do centro de
São Paulo e outras 2,1 mil pessoas assistidas por entidades
beneficentes de várias regiões da capital recebem,
de forma totalmente gratuita e regular, consultas médicas
nas áreas de clínica geral, ginecologia e pediatria,
além de terem acesso a exames diagnósticos. O
atendimento é feito por médicos, enfermeiras,
especialistas e pessoal administrativo dos 12 hospitais, 12
pronto-socorros 24 horas e 26 centros médicos que compõem
a rede própria da Samcil, distribuída por vários
pontos da Grande São Paulo, além dos centros de
diagnósticos parceiros da Absav.
Tal mobilização
tem sido capaz de realizar em média 1,6 mil consultas/mês,
número que a associação espera elevar nos
próximos meses para mais de 2 mil com a inclusão
de novas entidades assistenciais da cidade. Também são
realizadas avaliações psicológicas e palestras
que fornecem informação e orientação
sobre aspectos relacionados à saúde e ao bem-estar,
tais como higiene e cuidados básicos com a saúde.
Os voluntários da Absav fazem também campanhas
e eventos de arrecadação de donativos, que são
distribuídos para as pessoas atendidas pelas entidades,
e levam seu otimismo, calor humano e palavras de alívio
e esperança para pacientes internados nos hospitais da
Samcil.

Associação
desportiva para deficientes promove cursos de capacitação
profissional em parceria com empresas do setor privado
A inclusão
na sociedade passa sem dúvida pelo âmbito econômico.
Certa disso, a ADD (Associação Desportiva para
Deficientes), que também promove o resgate da cidadania
por meio do esporte, criou o Programa ADD Training
para as pessoas portadoras de deficiência. Com os cursos
nas áreas de informática básica, patrocinada
pela Eurofarma, e línguas, os portadores de deficiência
podem se atualizar e se capacitar para o mercado de trabalho.
Além disso, a ADD também promove cursos de telemarketing,
com patrocínio da Vaya e Atento. Todas as aulas são
realizadas na própria sede da Associação,
em São Paulo.
Esses programas de inclusão podem ser desenvolvidos em
parceria com empresas preocupadas em cumprir a lei em vigor
que obriga instituições brasileiras com mais de
100 funcionários a empregar de 2% a 5% de portadores
de deficiência.
A Associação também realiza, freqüentemente,
cursos diversos, como artesanato e culinária, que possam
ajudar na complementação da renda familiar.
Outras informações sobre o Projeto ADD Training
pelo telefone (11) 5052.9944.
|
| Sexta-feira,
01 de julho de 2005. |
| Estudantes
de escolas públicas receberão computadores portáteis
O ministro
da Educação, Tarso Genro, recebeu na manhã
desta quarta-feira, 29, em Brasília, o fundador do Instituto
de Tecnologia de Massachusetts (MIT), Nicholas Negroponte. Ele
discutiu a compra, pelo governo brasileiro, de laptops
(computadores portáteis) no valor de US$100, o equivalente
a cerca de R$260 cada. Os aparelhos seriam distribuídos
aos alunos da rede pública de ensino.
Tarso Genro
confirmou ter recebido orientação do presidente
da República, Luiz Inácio Lula da Silva, para
trabalhar imediatamente no projeto e articular a utilização
dos laptops nas escolas. O secretário executivo
do MEC, Fernando Haddad, vai interagir com outros ministérios
(Ciência e Tecnologia; do Desenvolvimento e Comércio
Exterior; e das Comunicações) para que, em 29
dias, seja apresentado um cronograma de trabalho e previsibilidade
com orientação técnica e política
sobre o assunto.
A intenção
do governo brasileiro é distribuir um milhão de
computadores, que deverão beneficiar 40 milhões
de alunos de 200 mil escolas da educação básica.
"A nossa idéia é garantir os laptops
prioritariamente aos alunos do primeiro ano do ensino fundamental",
esclareceu Tarso Genro. O ministro salientou, ainda, a preocupação
de implementar este programa como uma política de Estado
e não de governo.
Inclusão
Tarso Genro falou sobre a política de inclusão
digital que, segundo ele, percorre vários ministérios.
"Temos uma política de aproximação
dos alunos das escolas de ensino fundamental, ainda de maneira
contida, com as novas tecnologias. Mas caminhamos para esta
direção. Esta proposta dos laptops entra
na base do sistema educacional, pois rompe a separação
entre o aluno que ingressa no sistema educacional com o mundo
originário da terceira revolução tecnológica",
enfatizou.
O fundador
do Instituto de Tecnologia de Massachusetts - que conversou
com o ministro acompanhado de representantes do MIT - enfatizou
a importância de desenvolver projetos voltados para a
educação. "A educação está
no mesmo nível das questões de grande vulto, como
a paz e a fome", afirmou. Segundo os técnicos que
acompanham a comitiva norte-americana, o Brasil está
apto para receber os computadores portáteis, pois já
existe o entendimento do governo em trabalhar com software
livre, o que facilitaria a implementação do programa.
Fonte:
Imprensa MEC (Sandro Santos)

Integrantes
do projeto TIM Música nas Escolas
fazem apresentação em Campos do Jordão
No dia 9
de julho, sábado, 120 jovens que compõem os Pequenos
Embaixadores da Paz do projeto TIM Música nas Escolas
farão uma apresentação especial, às
12h, na Praça Capivari, no centro de Campos do Jordão.
O palco, localizado no ponto mais movimentado da cidade, foi
cedido pelos organizadores do 36º Festival Internacional
de Inverno de Campos do Jordão.
O grupo
é formado por alunos de 3 das 10 escolas municipais atendidas
pelo projeto, que estão localizadas nas regiões
do Campo Limpo e M'Boi Mirim, em São Paulo. No repertório,
canções como Sem Fronteiras (José
Roberto Branco), Samba de Uma Nota Só (Tom Jobim
e Newton Mendonça), Arrastão (Edu Lobo
e Vinícius de Moraes), A Paz (João Donato
e Gilberto Gil), O Trenzinho do Caipira (Heitor Villa-Lobos)
e O Sal da Terra (Beto Guedes).
TIM Música
nas Escolas abrange várias regiões do país.
O projeto tem como objetivo possibilitar a crianças e
adolescentes o acesso a diferentes modos de aprendizagem e atuação
na sociedade, utilizando-se, para isso, da linguagem universal
da música. Implementado em escolas públicas localizadas
em áreas de risco social de grandes cidades, o projeto
começou em São Paulo, em abril de 2003, com 5
mil crianças. Em agosto de 2003 foi ampliado para mais
quatro capitais - Porto Alegre (RS), Salvador (BA), Recife (PE)
e Belém (PA) - dobrando o número de crianças
atendidas. O projeto é uma parceria da TIM com as Secretarias
Municipais de Educação de cada cidade.

Prefeituras
têm um mês para garantir recursos do Programa Dinheiro
Direto na Escola
Termina
no dia 29 de julho o prazo para as prefeituras e escolas públicas
do ensino fundamental enviarem os dados relativos ao processo
de adesão ao Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE),
do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação
(FNDE/MEC). As escolas que não se habilitarem até
esta data ficarão sem o benefício este ano.
Em 2005,
o MEC vai distribuir R$ 330 milhões para escolas públicas
de ensino fundamental que se inscreverem no programa. O recurso
é para investimentos em reformas, aquisição
de materiais, manutenção, capacitação
e aperfeiçoamento de profissionais, implementação
de projetos pedagógicos e desenvolvimento de atividades
educacionais.
O cadastro
pode ser feito por meio eletrônico ou pelos Correios.
O diretor de ações educacionais do FNDE, Daniel
Balaban, recomenda a primeira opção, que torna
mais ágil a liberação de recursos e reduz
a possibilidade de erros de digitação e o tempo
na atualização do banco de dados do Fundo. Para
isso, basta fazer download do aplicativo disponível
na página eletrônica do FNDE.
As orientações
e a documentação exigida para adesão e
habilitação ao PDDE serão enviadas às
prefeituras e às escolas. O usuário deve, ainda,
encaminhar ao FNDE, por ofício, o termo de compromisso
assinado, com a indicação das escolas paralisadas
ou extintas e a relação daquelas com mais de 50
alunos matriculados em 2005.
Histórico
Criado em 1995, o Programa Dinheiro Direto na Escola
repassa recursos anualmente às contas bancárias
das escolas, sem necessidade de assinatura de convênios.
Cabe a cada uma delas definir a forma de utilizar a verba, de
acordo com as decisões da comunidade. O valor transferido
a cada escola é determinado com base no número
de alunos matriculados.
Em 2004,
o PDDE beneficiou 30 milhões de alunos, de 117 mil escolas
municipais, estaduais e filantrópicas.
Fonte:
Imprensa MEC (Flavia Nery)
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