| Terça-feira,
31 de maio de 2005. |
| TV
Escola apresenta série sobre educação infantil
Até
o dia 3 de junho, a TV Escola vai veicular sete programas inéditos.
Entre os temas abordados, destacam-se filmes sobre a integração
da educação infantil aos sistemas de ensino, antigas
invenções chinesas, arquitetura da Grécia
Antiga e técnicas para tratamento de esgoto. No programa
que trata da regulamentação da educação
infantil, serão discutidas a proposta pedagógica
da instituição e a formação do professor
que atua nesse nível de ensino. Para abordar amplamente
o assunto, a série será dividida em cinco partes:
concepção da educação infantil,
regulamentação da educação infantil,
proposta pedagógica, formação do professor
e integração ao sistema como um processo negociado
de construção da qualidade.
Objetivos
Criada há nove anos, a TV Escola tem como objetivos capacitar,
atualizar e valorizar professores e alunos da rede pública
de ensino fundamental e médio, além de enriquecer
o processo de ensino-aprendizagem. A TV educativa transmite
17 horas de programação diária, com horários
alternativos, de forma a permitir às escolas diversas
opções de horário para gravar os vídeos.
A programação divide-se em três categorias:
Ensino Fundamental, Ensino Médio e Salto Para o Futuro.
Aos sábados, domingos e feriados, é exibida a
faixa Escola Aberta, voltada para as comunidades, com programas
sociais para áreas como educação, saúde,
orientação sexual e outras. A TV Escola pode ser
acessada nos canais 26 (Sky), 237 (DirecTV) e 4 (Tecsat). Toda
a programação da TV Escola está disponível
no site
do programa.
Fonte:
Imprensa MEC (Flavia Nery)

Treze
anos é a idade em que os jovens são mais incorporados
ao mundo do crime
Pesquisa
realizada pelo antropólogo inglês Luke Downey em
10 países, incluindo o Brasil, aponta que a idade média
em que os jovens são incorporados pelo mundo do crime
é 13 anos. Downey explica que existem muitas semelhanças
entre as gangues no Brasil e dos outros países investigados,
como Nigéria, Colômbia e Estados Unidos. "A
maior parte delas oferece a jovens excluídos um caminho
rápido para alguma forma de pertencimento ou inclusão
social, política ou econômica, mesmo que limitada",
afirmou. A conseqüência do recrutamento de jovens
para servir aos grupos armados está nas estatísticas
de segurança pública. No Rio de Janeiro, as mortes
entre jovens com menos de 18 anos mais do que triplicaram de
1979 a 2002.
Motivos
A motivação de crianças e adolescentes
para ingressar no mundo do crime vai do ócio à
vontade de se tornar popular na comunidade. "Ganhar dinheiro
suficiente para comprar bens de consumo é um forte incentivo
para adolescentes pobres ingressarem em grupos armados e foi
mencionado, muitas vezes, pelos entrevistados, como razão
importante para o ingresso", afirmou Downey. O antropólogo
esclarece na pesquisa Nem Guerra nem Paz que todos os jovens
entrevistados - foram mais de 100 - afirmaram que a entrada
para grupos armados foi opção pessoal. Nenhum
deles declarou ter sido forçado a aderir. A coerção
aparece na forma de fatores externos, como pobreza, falta de
trabalho e problemas em casa.
Solução
Para o antropólogo, o único meio de retirar crianças
e adolescentes dos grupos armados é eliminar os fatores
externos que os induzem ao mundo do crime. "Entretanto,
a erradicação desses fatores de risco é
um processo longo, complexo, e um sério desafio para
os governos e a sociedade civil organizada", esclareceu.
Fonte:
Andi

Escolas
catarinenses integram ensinos médio e profissionalizante
Cerca de
30 escolas da rede pública estadual de Santa Catarina
iniciam, ainda este ano, o programa de integração
do ensino médio com o técnico profissionalizante.
O projeto do Ministério da Educação pretende
assegurar ao aluno da educação básica uma
assistência pedagógica que o prepare para a continuidade
dos estudos e o qualifique para o trabalho.
A diretora
de Ensino Médio do MEC, Lúcia Lodi, explica que
o ministério oferece apoio financeiro para a transição.
É que serão necessárias adequações,
tanto na estrutura física das escolas quanto na qualificação
dos professores. "Esta modalidade de ensino integrado exige
ajustes nos laboratórios, atualizações
nas bibliotecas e a ampliação física da
rede. A capacitação dos professores também
será necessária. Existem disciplinas de natureza
profissionalizante, então o corpo de professores deverá
realizar cursos de formação continuada",
explica a diretora.
Lúcia
Lodi lembra que o ensino integrado quer realizar um projeto
de desenvolvimento social e econômico. E que, portanto,
os cursos levarão em consideração as áreas
locais e regionais.
A previsão
do Ministério da Educação é que
em Santa Catarina, até 2006, estejam funcionando 60 turmas
com o ensino médio integrado. Para discutir a concepção
e o plano de implementação do ensino médio
integrado foram realizados seminários nos Estados de
Pernambuco, Paraíba, Santa Catarina e Tocantins. Hoje,
31, ocorrerá um seminário no Piauí e, em
setembro, a implantação do programa será
discutida em âmbito nacional.
Fonte:
Imprensa MEC (Sandro Santos)
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| Segunda-feira,
30 de maio de 2005. |
| Portal
Domínio Público reúne cinco mil obras
O portal
Domínio
Público do Ministério da Educação,
inaugurado em novembro do ano passado, já conta com cinco
mil obras, entre trabalhos literários, músicas,
fotografias, vídeos e quadros. Essa biblioteca digital
gratuita tem parcerias com bibliotecas virtuais, editoras privadas
e universitárias, gravadoras e universidades.
Em abril
último, 35.844 usuários acessaram o portal, que
contém vídeos digitalizados da TV Escola da Secretaria
de Educação a Distância (Seed/MEC) e vídeos
de literatura brasileira que apresentam os escritores Graciliano
Ramos, Guimarães Rosa, José de Alencar, Lima Barreto,
Machado de Assis e Mário de Andrade. Obras de Eça
de Queiroz, Aloísio Azevedo, Machado de Assis e William
Shakespeare também são encontradas. O usuário
tem a opção de fazer download dos textos e imprimi-los,
totalmente ou em parte.
O portal,
referência para professores, alunos, pesquisadores e população
em geral, visa contribuir para o desenvolvimento da educação
e da cultura e aprimorar a construção da consciência
social, da cidadania e da democracia. "Ao oferecer informações
e conhecimentos de forma livre e gratuita, busca incentivar
o aprendizado, a inovação e a cooperação
entre os geradores de conteúdo e seus usuários",
disse o ministro Tarso Genro.
De acordo
com José Guilherme Ribeiro, consultor da Seed, órgãos
públicos, bibliotecas e administrações
federal, estaduais e municipais podem oferecer conteúdo
ao portal, sobretudo de obras que caíram no domínio
público. Ou seja, cujos autores morreram há mais
de 70 anos. Escritores contemporâneos também podem
autorizar a publicação de suas obras. O cadastramento
é feito no próprio site da biblioteca.
É
projeto do MEC cadastrar e digitalizar outras obras no portal.
Para isso, vai abrir processo licitatório até
junho próximo. "A idéia do portal é
colocar à disposição das pessoas obras
culturais de interesse geral", explicou Jean Marc Georges
Mutizig, diretor do Departamento de Infra-Estrutura Tecnológica
da Seed. "Queremos ainda oferecer serviços adicionais,
como chat e fóruns, para tornar o portal ainda mais atrativo",
explicou. Voluntários, autores e tradutores podem colaborar
com a iniciativa.
A primeira
referência em biblioteca digital no mundo para acesso
público e gratuito é o projeto
Gutenberg , que tem 16 mil e-livros, quase todos em domínio
público, traduzidos para 16 idiomas. Foi criado em 1971,
pelo norte-americano Michael Hart.
Fonte:
Imprensa MEC (Susan Faria)

Projeto
da Unesco reduz violência nas escolas
A Escola
Estadual Professora Eulália Silva fica no Jardim Ângela,
um dos bairros mais violentos de São Paulo. Até
dois anos atrás, enfrentava situações comuns
aos estabelecimentos de ensino público das grandes cidades
brasileiras: vivia sendo pichada, era constantemente depredada
e abrigava alunos-problema que fazia com que professores e estudantes
tivessem medo de freqüentá-la. Hoje, a Eulália
Silva é outra escola: suas paredes estão impecáveis,
a quadra de esportes nunca mais foi alvo de pichações
e tanto alunos quanto professores se sentem tranqüilos.
Assim como milhares de escolas brasileiras, a Eulália
Silva encontrou uma forma simples de lidar com a violência
que, na maioria das vezes, parte dos próprios estudantes.
Em vez de tentar proteger o estabelecimento de ações
predatórias, a direção do colégio
passou a permitir o acesso nos fins de semana para que alunos
e moradores do bairro desenvolvam atividades de esporte e lazer.
A iniciativa
é fruto de um projeto da Unesco no Brasil. Partindo do
princípio de que uma das principais causas da violência
entre os adolescentes é a falta de opções
de lazer, a organização chegou à conclusão
de que o espaço mais indicado para suprir essa lacuna
seria a escola. Primeiro, por causa do baixo custo da iniciativa.
Segundo, porque, ao reforçar a idéia de que a
escola é um espaço que pertence à comunidade,
o projeto acaba incentivando as pessoas a protegê-la.
"O mecanismo é sempre o mesmo: se o indivíduo
não consegue se integrar a uma sociedade, tenta destruí-la",
afirma Silvia Colello, professora de psicologia da educação
da Faculdade de Educação da Universidade de São
Paulo. Desde 2000, oito Estados já aderiram ao programa
da Unesco. No total, mais de 6,3 mil escolas oferecem atividades
para os jovens nos fins de semana. Em São Paulo, único
Estado que tem a totalidade de sua rede estadual incluída
no programa, o número de agressões físicas
caiu quase 50% desde 2003. No Rio Grande do Sul, os colégios
registraram uma redução de mais de 50% no tráfico
de drogas nas imediações das escolas.
Fonte:
Andi

Educação
aprova merenda especial para aluno com diabetes
A Comissão
de Educação e Cultura aprovou na última
quarta-feira o Projeto de Lei 4052/04, do deputado Carlos Nader
(PL-RJ), que obriga as escolas públicas a fornecerem
alimentação especial para portadores de diabetes.
Essa alimentação especial deverá ser feita
a partir de receituário médico e sob orientação
de nutricionistas.
"A
iniciativa é inquestionável. O cuidado com a inserção,
no Programa Nacional de Alimentação Escolar, de
dieta especial que supra as necessidades da criança diabética
atende à perspectiva de educação inclusiva
e de respeito às diferenças", afirmou a relatora,
deputada Neyde Aparecida (PT-GO).
Hábitos
alimentares
Pelo texto, o cardápio das crianças diabéticas
deverá ser elaborado por nutricionistas habilitados,
com a participação do Conselho de Alimentação
Escolar (CAE), respeitando os hábitos alimentares e a
vocação agrícola da comunidade. Cada refeição
deverá suprir pelo menos 15% das necessidades nutricionais
diárias dos alunos. Os Estados prestarão assistência
técnica aos municípios na área de pesquisa
em alimentação e nutrição e na elaboração
dos cardápios.
De acordo
com Neyde Aparecida, o projeto complementa a Medida Provisória
2178/01, que regulamenta o repasse de recursos financeiros pelo
Programa Nacional de Alimentação Escolar.
O projeto
tramita em caráter conclusivo e ainda será votado
pelas Comissões de Seguridade Social e Família;
e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte:
Agência Câmara
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| Quarta-feira,
25 de maio de 2005. |
| Frente
vai mobilizar sociedade em favor do desarmamento
A Frente
Parlamentar Brasil Sem Armas foi instalada na última
quinta-feira no Congresso, em solenidade que contou com a presença
de parentes de vítimas de armas de fogo e entidades civis
que combatem a violência. A frente é integrada
por dez senadores e dez deputados, incluindo o relator do Projeto
de Decreto Legislativo 1274/04 que define a pergunta para o
referendo sobre a proibição da venda de armas
no Brasil, deputado João Paulo Cunha (PT-SP), e o relator
do Estatuto do Desarmamento, deputado Luiz Eduardo Greenhalgh
(PT-SP).
Mobilização
da sociedade
O líder do PSDB e representante do partido na frente,
deputado Alberto Goldman (SP), disse que o fim da violência
passa pela mobilização da sociedade civil, porque
o Estado sozinho não pode mais garantir a segurança
das pessoas. "A instalação da frente é
a resposta do Congresso Nacional à cobrança generalizada
de maior participação popular na solução
do problema da violência", justificou. Goldman antecipou
que os parlamentares vão buscar o envolvimento de todos
na luta pelo desarmamento.
Dia nacional
Uma das medidas nesse sentido é a instituição
do Dia Nacional pelo Desarmamento, que seria comemorado em 3
de julho. O presidente do Congresso Nacional, senador Renan
Calheiros (PMDB-AL), que também faz parte da frente,
está buscando apoio para aprovar a iniciativa. O secretário-executivo
do Conselho Nacional das Igrejas Cristãs do Brasil (Conic),
pastor Ervino Schmidt, informou que as igrejas estão
engajadas na campanha pelo desarmamento, inclusive servindo
de postos de recolhimento de armas. Ele ressaltou que essa atuação
converge com o tema da Campanha da Fraternidade deste ano, que
é "Solidariedade e Paz".
Luiz Eduardo
Greenhalgh afirmou que a redução no número
de crimes praticados com arma de fogo em Londrina (PR), Curitiba
(PR) e São Paulo, após a aprovação
do Estatuto do Desarmamento, sinaliza que será conveniente
confirmar a proibição da comercialização
de armas no plebiscito que provavelmente acontecerá no
próximo dia 2 de outubro. Ele disse que em julho o número
de armas recolhidas deve ultrapassar a marca das 500 mil, o
que fará da campanha a maior do gênero na história.
Integrantes
São os seguintes deputados que integram da Frente Parlamentar
Brasil sem Armas: Luiz Antônio de Medeiros (PL-SP), Fernando
Gabeira (PV-RJ), Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP), João
Paulo Cunha (PT-SP), Alberto Goldman (PSDB-SP), Maria Lúcia
Cardoso (PMDB-MG), Jorge Gomes (PSB-PE), Antônio Carlos
Magalhães Neto (PFL-BA), Raul Jungmann (PPS-PE) e João
Fontes (PDT-SE).
Fonte:
Agência Câmara (Edvaldo Fernandes)

Adolescentes
criam novo dialeto na Internet
Adolescentes
passam boa parte do tempo livre conversando com amigos. Antigamente,
ficavam ao telefone por horas. Agora, dão preferência
à troca de mensagens pela Internet, por vários
motivos: é mais barato, é discreto e é
rápido. Quer dizer, rápido para quem domina a
linguagem do MSN e dos demais serviços de conversa on
line, ou seja, praticamente todo mundo dos 10 aos 30 anos de
idade que possui acesso à rede. O princípio básico
do internetês é espremer o essencial de cada palavra,
descartar o supérfluo e inevitavelmente ceder à
tentação dos apelos fonéticos. Vogais,
por exemplo, são quase dispensáveis.
Vantagens
e desvantagens
O hábito de tomar todo tipo de liberdade com o idioma
somado às muitas horas de computador pode render problemas
na hora de escrever a sério. O estudante Gustavo Del
Mero contou que passou por dificuldades no vestibular. "Demorei
na redação porque tive de corrigir coisas como
pq e naum". Percalços desse tipo não desestimulam
em nada esses jovens. Quem a usa só vê vantagens.
A estudante Vivian Saboleski utiliza a Internet para conversar
desde os 12 anos e passa até dez horas por dia on line.
Costuma marcar pela rede com as amigas um horário para
sair no fim de semana. "Todo mundo fala ao mesmo tempo.
É muito mais prático". O vasto contingente
de usuários do dialeto levou o canal de filmes Telecine
a legendar com ele os filmes da sessão Cyber Movie. Quem
teme pelo futuro do idioma pode se acalmar: segundo especialistas,
internetês é fase. Há quem aponte, inclusive,
benefícios. "A Internet reabilitou a escrita",
afirmou Bruno Dallari, professor de lingüística
da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São
Paulo. "Ela estava em desuso entre os jovens dos anos 90.
Agora, voltou a ser comum. Mas as escolas, sobretudo, precisam
prestar atenção ao fenômeno e estabelecer
as diferenças", alertou Claudemir Belintane, professor
de metodologia de língua portuguesa da Universidade de
São Paulo
Fonte:
Andi

Alimentação
escolar terá pesquisa nacional
O Fundo
Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE/MEC)
promoverá, no segundo semestre, pesquisa em todo o território
brasileiro para avaliar o Programa Nacional de Alimentação
Escolar (Pnae). O trabalho vai abordar aspectos como gestão,
alimentação e nutrição, perfil da
clientela e controle social. Também será traçado
o perfil nutricional dos estudantes até 14 anos e seu
consumo alimentar.
"Com
a pesquisa, poderemos saber se as normas do programa estão
sendo cumpridas, qual o grau de aceitabilidade da merenda pelos
escolares, o nível de participação dos
nutricionistas e dos conselhos de alimentação
escolar, entre outros dados", afirmou o presidente do FNDE,
José Henrique Paim Fernandes. "A partir dos resultados,
vamos traçar os indicadores de eficiência, eficácia
e efetividade do Pnae que nortearão as políticas
públicas na área."
A realização
da pesquisa é mais uma iniciativa do MEC para aperfeiçoar
o programa da merenda escolar, que completa 50 anos este ano.
Segundo Paim Fernandes, uma das medidas do governo do presidente
Luiz Inácio Lula da Silva em relação ao
Pnae foi mudar seu paradigma, passando-o de programa assistencialista
para programa social de garantia do direito humano à
alimentação, conforme determinam normas e tratados
internacionais assinados pelo Brasil. Com a mudança,
foram definidos como novos princípios do Pnae a universalidade,
a equanimidade, a continuidade, a descentralização
e o estímulo ao controle social.
"A
partir dos novos princípios, foram estabelecidas as diretrizes
a serem adotadas pelos Estados e municípios na execução
do programa, com base nas quais o FNDE faz o monitoramento e
a auditoria das ações referentes à alimentação
escolar", disse a coordenadora-geral do Pnae, Albaneide
Peixinho. Essas diretrizes são o respeito aos hábitos
regionais e à vocação agrícola das
regiões, o fomento do controle social, o envolvimento
dos governos federal e estadual e da administração
municipal em atividades de capacitação, formação
de hábitos alimentares saudáveis e promoção
da educação alimentar no âmbito escolar.
Fonte:
Assessoria de Imprensa do FNDE
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| Terça-feira,
24 de maio de 2005. |
| Alunos
da educação básica vão aprender a
cuidar da saúde
Os ministérios
da Educação e da Saúde decidiram unir esforços
para ensinar os 48 milhões de estudantes da educação
básica pública - da educação infantil
ao ensino médio - a cuidar da saúde desde a infância.
Para concretizar o projeto, os ministros Tarso Genro e Humberto
Costa constituíram a Câmara Intersetorial que vai
elaborar diretrizes para a construção de uma política
nacional de educação em saúde.
A câmara
será composta por nove representantes do MS e por oito
do MEC. A coordenação será conjunta. As
reuniões serão mensais, mas a Portaria Interministerial
nº 749, publicada no dia 19, no Diário Oficial da
União, não define a duração dos
trabalhos. As atividades começarão com levantamentos
dos projetos, programas e ações de promoção
da saúde existentes nas escolas, nas instituições
de ensino superior, nas secretarias de educação
e nos próprios ministérios.
De acordo
com a secretária de Gestão do Trabalho e Educação
na Saúde do MS, Abigail Reis, o trabalho da câmara
deverá resultar nas diretrizes que vão orientar
a política nacional de educação em saúde
do governo federal.
Hoje, segundo
ela, as pessoas se preocupam mais com a doença do que
com a saúde, mas isso precisa mudar, e a escola é
o ambiente ideal para fazer a transformação de
que o país precisa. Abigail Reis lembra que as informações
que chegam à população quase sempre ocorrem
em função de uma epidemia, como é o caso
da dengue.
As diretrizes
devem buscar promover uma vida saudável, por meio da
prática de hábitos de higiene, do conhecimento
sobre como escolher os alimentos e sobre a importância
da atividade física.
Fonte:
Imprensa MEC (Ionice Lorenzoni)

Prefeituras
e escolas têm prazo para aderir ao PDDE
As prefeituras
e escolas públicas do ensino fundamental têm até
o dia 29 de julho para enviar os dados relativos ao processo
de adesão e habilitação ao Programa Dinheiro
Direto na Escola (PDDE), do Fundo Nacional de Desenvolvimento
da Educação (FNDE/MEC). Quem não se habilitar
ficará sem o benefício este ano.
O cadastro
pode ser feito por meio eletrônico ou pelos Correios.
O diretor de ações educacionais do FNDE, Daniel
Balaban, recomenda a primeira opção, que torna
mais ágil a liberação de recursos e reduz
a possibilidade de erros de digitação e o tempo
na atualização do banco de dados do fundo. Para
isso, basta fazer o download do aplicativo PDDEnet, na página
do FNDE,
na seção Atualização de cadastro
para o PDDE 2005.
As orientações
e a documentação exigida para adesão e
habilitação ao PDDE serão enviadas às
prefeituras e às escolas por meio de ofício-circular,
acompanhado de um kit com documentos específicos que
servirão de base para o cadastro no programa. Um desses
documentos é a cópia da Resolução
nº 17 do FNDE, que define os critérios e as formas
de transferência e de prestação de contas
dos recursos destinados à execução do PDDE.
Outro é a síntese das inovações
do programa este ano. Também acompanham o ofício
o cadastro do órgão ou entidade e do dirigente;
o cadastro da unidade executora própria; o termo de compromisso
e o relatório de consulta ao censo (alunado), com a identificação
das escolas do município que têm alunos matriculados
no ensino fundamental a serem beneficiados pelo programa.
Independentemente
da forma de envio das informações, o usuário
deve encaminhar ao FNDE, por ofício, o termo de compromisso
assinado, com a indicação das escolas paralisadas
ou extintas e a relação daquelas com mais de 50
alunos matriculados em 2005 que não instituíram
unidade executora própria.
Fonte:
Imprensa MEC (Lucy Cardoso)

Projeto
prevê teste vocacional gratuito na rede pública
Alunos da
terceira série do ensino médio de escolas públicas
poderão fazer testes vocacionais gratuitamente. A proposta
(PL 5109/05) apresentada pelo deputado Carlos Nader (PL-RJ)
pretende preparar os pré-universitários para a
escolha adequada do curso superior ou para o ingresso no mercado
formal de trabalho.
"A
maioria dos jovens possui sérias dúvidas quanto
às suas vocações e aptidões profissionais",
afirma o autor do projeto. "A falta de um instrumento que
possibilite esclarecer essas incertezas é uma carência
no atual sistema público de ensino", disse Nader.
De acordo
com o projeto, os testes vocacionais gratuitos serão
obrigatórios para todos os alunos e serão aplicados
por equipes técnicas especializadas em Psicologia. O
estabelecimento das condições operacionais e dos
objetivos específicos dos testes será de responsabilidade
do Ministério da Educação, que contará
com dotação orçamentária específica
para sua realização.
O projeto
foi encaminhado ao exame da Comissão de Educação
e Cultura. Em seguida, deverá ser analisado pelas comissões
de Finanças e Tributação; e de Constituição
e Justiça e de Cidadania. Como tramita em caráter
conclusivo, poderá ser aprovado sem passar pelo plenário.
Fonte:
Agência Câmara (Marcello Larcher)
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| Segunda-feira,
23 de maio de 2005. |
| Educação
ganha atenção da imprensa em todo o país
A pesquisa
A Educação na Imprensa Brasileira, realizada pelo
Ministério da Educação e pela Agência
de Notícias dos Direitos da Infância (Andi), com
apoio da Unesco, aponta um crescimento considerável no
número de notícias envolvendo o tema educação,
entre 1999 a 2004. Segundo o levantamento realizado em 5.362
textos de 57 jornais de todo o país, as notícias
sobre educação passaram, nos últimos cinco
anos, de 9.069 para 36.136 textos.
Segundo
o diretor-editor da Andi, Veet Vivarta, "o conjunto de
textos analisados, obtidos por período de 31 dias, proporcionalmente
ao longo de 2004, aponta que a educação ganhou
a pauta da imprensa em todo o país". Vivarta destacou
que mesmo com o número de matérias sobre educação,
falta aproximar os jornalistas das questões centrais.
"As redações precisam ter repórteres
especializados para haver debates críticos. Os jornalistas
precisam de subsídios, problema que pode ser minimizado
pelas assessorias de imprensa." Ele observou que a maioria
das faculdades não discute a agenda social brasileira,
fazendo com que o jornalista do futuro ou recém-formado
desconheça a importância de se especializar nessas
áreas.
Para o coordenador
de produção da Andi, Guilherme Canela, "ao
retratar a educação, os veículos estão
enfocando o sistema público (53%). É razoável,
se considerarmos o tamanho do sistema e de seus desafios. A
pequena presença de textos sobre o setor privado (12,2%)
limita um ator que se torna central na discussão da educação."
Canela mostrou que o ensino superior é o centro das atenções
da mídia: 33,4% do material da pesquisa. "Isso está
relacionado ao fato de o MEC ter colocado em pauta a reforma
universitária e o ProUni. Temas levantaram discussões
como a da política de cotas para o ingresso na universidade",
ressaltou.
Influência
O levantamento concluiu que a cobertura é marcada pela
influência do poder público e centrada em temas
e problemáticas específicos, os quais, para agravar
a situação, são tratados de modo descontextualizado
das conceituações de educação e
das políticas públicas. "A cobertura, apesar
de méritos como o aumento da quantidade de textos e a
diversificação de enfoques e fontes, requer esforço
para transmitir informação de qualidade, que permita
ao leitor compreender a complexidade que caracteriza a educação
brasileira", disse Canela.
Fonte:
Imprensa MEC (Silvana Barletta)

Fies
vai ampliar quantidade de beneficiados este ano
O Ministério
da Educação propôs conceder 25% dos recursos
do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies)
para os alunos que já recebem metade de uma bolsa do
Programa Universidade Para Todos (ProUni). O MEC deve divulgar
a novidade, até o final deste mês, para as instituições
federais poderem se cadastrar.
A medida
foi tomada para responder à principal reivindicação
das universidades comunitárias: a ampliação
dos recursos para o Fies. Os representantes dessas instituições
se reuniram nesta terça-feira, 17, com o ministro da
Educação, Tarso Genro, e com o secretário
executivo do MEC, Fernando Haddad. "O encontro foi extremamente
positivo porque o ministério se mostrou disposto a acolher
as reivindicações em pouco tempo", afirmou
Alencar de Mello Proença, presidente do Consórcio
das Universidades Comunitárias Gaúchas (Comung).
Proença
também é reitor da Universidade Católica
de Pelotas (UCPel). Segundo ele, a demanda de alunos para o
programa é bem maior que o número de vagas disponíveis.
No ano passado a universidade obteve 1.500 inscrições
para o Fies, mas só pôde atender a 77 estudantes.
Outra proposta
debatida no encontro foi a ampliação do prazo
para os estudantes que recebem o Fies, pagar suas mensalidades.
"Queremos que o ministério se sensibilize com a
situação dos alunos do Rio Grande do Sul, que
sofrem com a estiagem, e aumente o prazo de pagamento do financiamento",
comentou Nilson Germano, vice-reitor da Universidade de Passo
Fundo.
Graduação
O Fies financia até 70% a graduação de
estudantes sem condições de arcar com os custos
de sua formação e que estejam regularmente matriculados
em instituições não gratuitas. Após
se formarem, os alunos pagam o valor da bolsa recebida.
Fonte:
Imprensa MEC (Raquel Maranhão Sá)

MEC
cadastra iniciativas de alfabetização em São
Paulo
O Ministério
da Educação vai montar um mapa com todos os cursos
de alfabetização do Brasil. Por isso, solicita
que todos que conheçam algum curso de alfabetização
no seu município ou região peçam para que
o responsável procure a Secretaria Municipal de Educação.
Não importa se o projeto de alfabetização
é grande ou pequeno, se tem muito ou pouco aluno. Pode
ser o curso de uma empresa, de uma igreja ou paróquia,
de fundações, associações, sindicatos,
cooperativas ou clubes. O importante para o MEC é encontrar
todo mundo que está envolvido com projetos de alfabetização
no país e colocá-los no mapa. E, para conhecer
mais detalhes do trabalho que é feito Brasil afora, o
ministério elaborou um questionário que deve ser
respondido por quem é responsável pelos cursos
de alfabetização.
O questionário
pode ser preenchido de três formas:
Pela Internet,
no endereço www.inep.gov.br/mapaalfa;
Manualmente,
preenchendo os formulários disponíveis na Coordenação
da Educação de Jovens e Adultos (EJA), da Secretaria
Estadual de Educação;
Pelo telefone,
com o Agente de Coleta do Estado, que em São Paulo é
Fernando Vidoi Barboza. O responsável pelo curso de alfabetização
deve entrar em contato com ele, pelo telefone (11) 3591.4865.
Para enviar
nomes ou dados de cursos e pessoas que alfabetizam, ligue a
cobrar para (61) 2107.9329 ou 2107.9368.
Fonte:
Imprensa MEC
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| Sexta-feira,
20 de maio de 2005. |
| Olimpíada
de Matemática foi lançada ontem
Foi lançada
ontem a 1ª Olimpíada de Matemática das Escolas
Públicas (Obmep). Quase três milhões de
estudantes já foram inscritos por suas escolas para a
competição, na qual alunos do ensino fundamental
e médio de escolas públicas resolverão
problemas de matemática. As inscrições
podem ser feitas até o dia 31 próximo.
Com o lema
Somando Novos Talentos para o Brasil, a olimpíada
visa estimular o estudo de matemática, além de
identificar talentos e abrir aos estudantes caminhos nas áreas
científica e tecnológica. A iniciativa aproxima
aluno e professor, que treinarão juntos. Os professores
devem incentivar os estudantes a desenvolver habilidades e métodos
de pensamento e de trabalho. A maioria dos alunos brasileiros
não atinge os indicadores mínimos de desempenho
em matemática estabelecidos pelo Sistema Nacional de
Avaliação da Educação Básica
(Saeb).
A Obmep
é dividida em três níveis: alunos de quinta
e sexta séries, de sétima e oitava e estudantes
do ensino médio. As provas serão aplicadas em
duas fases. A primeira, prevista para 16 de agosto, é
objetiva, com 20 questões de múltipla escola.
Os alunos farão a prova na própria escola. A segunda,
em 8 de outubro, será discursiva, com seis a oito questões,
diferenciadas por nível.
Prêmios
Os vencedores serão premiados com 1.110 medalhas de ouro,
prata e bronze e certificados de menção honrosa.
Aos 2.001 primeiros colocados serão oferecidas bolsas
de iniciação científica júnior do
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
(CNPq), órgão do Ministério de Ciência
e Tecnologia. Os professores dos cem melhores alunos ganharão
estágio de 15 dias no Instituto Nacional de Matemática
Pura e Aplicada (Impa), vinculado ao ministério da Ciência
e Tecnologia (MCT). As escolas dos 27 alunos mais bem classificados
ganharão laboratórios de computação
e certificados de mérito nacional. Estão trabalhando
nas olimpíadas 51 coordenadores regionais espalhados
por todo o país.
As fichas
de inscrição devem ser preenchidas pelas escolas
e enviadas ao Impa/Obmep - Caixa Postal 34021, CEP 22460-320,
Rio de Janeiro (RJ). O formulário e outras informações
estão disponíveis também no site www.obmep.org.br.
Mais informações pelos telefones 0800.616161 e
(21) 2529.5084 e pelo e-mail contato@obmep.org.br.
Fonte:
Imprensa MEC (Susan Faria)

Universidade
inaugura clínica odontológica para atender a comunidade
A Universidade
Cidade de São Paulo inaugura no dia 23 de maio, em uma
área de mil metros quadrados construídos, sua
nova Clínica Odontológica "Professor Dr.
Fernando Souza Lapa". Com capacidade para atender 180 pacientes
por dia, a clínica-escola conta com 47 consultórios
concebidos de acordo com rigorosas normas de biossegurança
exigidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa).
Além
dos tratamentos de rotina, são oferecidos os serviços
odontológicos nas seguintes áreas: implantes (CEIO),
traumatismo buco-maxilo-facial, diagnóstico e tratamento
das disfunções da ATM (articulação
têmporo-mandibular), laserterapia, prevenção
de câncer bucal, atendimento de urgência e controle
de traumatismo dentário. Professores e estudantes de
graduação e pós-graduação
utilizam as clínicas para as aulas práticas e
a realização de pesquisas.
Clínica
Odontológica Prof. Fernando de Souza Lapa
Atendimento à população através
de triagem
Rua Melo Peixoto, 1407, Tatuapé (estação
Carrão do metrô)
De segunda a sexta-feira, das 7h às 22h
Especialidades: dentística, periodontia, endodontia,
cirurgia, semiologia, prótese (removível,
fixa e total), oclusão e ATM, odontopediatria, ortodontia
e radiologia.
Taxa mensal: R$ 48,00 (para tratamentos de dentística,
periodontia, endodontia e odontopediatria).
Informações: (11) 6195.4622, das 9 às
18 horas |

Governo
Federal obriga a matrícula de crianças com deficiência
nas escolas regulares da rede pública
O Governo
Federal adotará uma postura mais radical na inclusão
de crianças com necessidades especiais em escolas regulares
da rede pública. Uma cartilha preparada pelo Ministério
Público Federal, com o apoio do Ministério da
Educação (MEC), está advertindo que as
escolas regulares são obrigadas a aceitar crianças
com deficiência. Os dirigentes de instituições
que se recusarem a recebê-las e também os pais
que não as encaminharem para os estabelecimentos de ensino
poderão ser punidos até com a prisão. A
cartilha classifica como discriminação, segregação
e abandono intelectual, crimes previstos em lei, o fato de crianças
em idade escolar não estarem matriculadas em escolas
regulares, apesar das instituições especiais normalmente
oferecerem ensino fundamental e médio. "Nenhuma
diferença pode ser feita com base na deficiência.
Está comprovado que a escola regular só traz benefícios
para essas crianças", defendeu a secretária
de Educação Especial do MEC, Cláudia Dutra.
Reação
"Também defendemos a inclusão regular, mas
não é possível com esse nível de
ameaças. É impossível pensar, como diz
a cartilha, em pôr mais de 200 mil crianças nas
escolas regulares sob pena de prisão", ressaltou
o senador Flávio Arns. Josué Tobias, assessor
jurídico da Federação Nacional das Associações
de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes), afirmou que a cartilha
causou revolta em pais e dirigentes. "Todos os dias recebo
aqui pedidos de habeas-corpus preventivos sobre o assunto. Já
tenho mais de três mil. As pessoas estão assustadas".
Fonte:
Andi
|
| Quinta-feira,
19 de maio de 2005. |
| Cresce
o número de candidatos ao Certificado de Língua
Portuguesa
O número
de candidatos inscritos para receber o Certificado de Proficiência
em Língua Portuguesa para Estrangeiros (Celpe-Bras) cresce
a cada ano. Em 2003, foram 1.710 inscritos; em 2004, 1.807;
e, em 2005, 1.856. A primeira edição do exame,
em 1998, teve 127 candidatos. A análise de competência
em português é destinada a alunos e profissionais
estrangeiros que desejam estudar ou trabalhar em algumas áreas
no Brasil.
Único
certificado brasileiro de proficiência em língua
portuguesa reconhecido oficialmente, o Celpe-Bras é aplicado
por 18 universidades brasileiras e por 28 países. De
acordo com a chefe da Divisão de Assuntos Internacionais
da Secretaria de Educação Superior do Ministério
da Educação (SESu/MEC), Ana Lúcia Pedrosa,
a prova é importante porque divulga a cultura e a língua
utilizada no Brasil. "O Celpe-Bras acaba com os mitos de
pessoas que não conhecem o país", explica.
O teste,
desenvolvido pelo MEC, é único para todos os inscritos
e aplicado na mesma data em todos os locais. O candidato é
avaliado pela capacidade de uso da língua e não
necessariamente pelo conhecimento da gramática. São
quatro os níveis de certificação: intermediário,
intermediário superior, avançado e avançado
superior. A avaliação é dividida em dois
módulos: a parte coletiva, que consiste em compreensão
oral e produção de texto; e a parte individual,
oral, em que dois avaliadores conversam com o candidato sobre
suas atividades e interesses.
Especialistas
O Celpe-Bras possui uma comissão formada por professores
especialistas na área de português para estrangeiros
que formula as provas, faz o treinamento dos professores nas
universidades brasileiras e no exterior, além da avaliação.
Para a presidente da Comissão Técnica do Celpe-Bras,
Margarete Schlatter, o exame também tem impacto no ensino
e na formação de professores que ministram aulas
de português para estrangeiros em todo o mundo.
Fonte:
Imprensa MEC (Flavia Nery)

Projeto
de lei quer instituir ensino fundamental de nove anos
O Ministério
da Educação deve enviar, esta semana, à
Casa Civil da Presidência da República o projeto
de lei que torna obrigatória a matrícula de crianças
de seis anos nas escolas públicas e privadas do país.
A lei amplia o ensino fundamental de oito para nove anos e dá
prazo de cinco anos para as redes estaduais, municipais e particulares
se adaptarem à norma.
Após
dois anos de debate sobre o ensino fundamental de nove anos,
as matrículas de crianças com seis anos nas escolas
públicas ultrapassam 7,3 milhões em 22 Estados
e no Distrito Federal, diz o secretário de Educação
Básica do MEC, Francisco das Chagas. "Em 2003, segundo
o censo escolar, tínhamos 3,9 milhões de alunos
matriculados aos seis anos", afirma. Dentre as vantagens
para a criança ingressar na escola um ano mais cedo,
ele destaca a redução das situações
de risco, especialmente para quem vive na periferia das cidades,
e a melhoria do aprendizado.
Ao mesmo
tempo em que a lei será discutida e votada no Congresso
Nacional, o Conselho Nacional de Educação deverá
fixar o mês de aniversário do aluno para que ele
tenha assegurada sua matrícula no ano seguinte e a nomenclatura
que será adotada para a nova série. A SEB recomendou
aos sistemas de ensino a adoção do dia 28 de fevereiro
como data-limite do aniversário do aluno, mas a Secretaria
Estadual de Educação de Minas Gerais, por exemplo,
prefere adotar o dia 30 de abril.
Experiência
Para a secretária estadual de Educação
de Minas Gerais, Vanessa Guimarães Pinto, o ingresso
um ano mais cedo na escola aumenta o tempo de alfabetização
de dois para três anos. Minas Gerais é um dos Estados
pioneiros na adoção do ensino fundamental de nove
anos. Dos 853 municípios, 680 implantaram o sistema.
Em 2006, toda a rede deve ser incluída. Em 2004, as redes
públicas estadual e municipal matricularam 100 mil alunos
aos seis anos. Em 2005, o número subiu para 130 mil.
Para incluir
os novos estudantes, o Estado não precisou aumentar o
número de professores, uma vez que as matrículas
do ensino fundamental vinham caindo em 2,5% ao ano e a municipalização
na última década foi da ordem de 40%. "Para
atender à nova demanda, apenas reprogramamos a força
de trabalho", explica Vanessa Pinto.
A mobilização
nacional para a implantação dos nove anos começou
em 2003. Ela foi ampliada em 2004 quando o MEC, em parceria
com o Conselho Nacional de Secretários de Educação
(Consed) e a União Nacional dos Dirigentes Municipais
de Educação (Undime), promoveu sete encontros
regionais para discutir a ampliação. Da pauta
constaram assuntos como fundamentação legal, orientações
pedagógicas, avaliação da implantação
do programa e resultados. Em novembro de 2004, um encontro nacional
sobre o ensino de nove anos debateu temas sugeridos nos encontros
regionais, entre eles, políticas públicas da educação
básica, políticas de financiamento, qualidade
social da educação, direito à infância
na escola, tempo e espaço do ensino fundamental, elaboração
de programas e projetos educacionais.
Matrículas
Dados da SEB indicam que o ensino fundamental de nove anos está
parcialmente implantado em 22 Estados e no Distrito Federal.
São 7.398.128 alunos de seis anos freqüentando a
escola em 2005, dos quais 4.421.472 na rede municipal; 2.770.200
na rede estadual; 102.092 na rede particular; e 4.364 na rede
federal. Destes, 126.083 crianças de seis anos estão
matriculadas na região Norte, em Rondônia, Acre,
Amazonas e Pará. Nesta região, só Roraima
não começou o processo. Na região Nordeste,
são 1.363.723 matrículas no Maranhão, Piauí,
Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas e
Pernambuco. Sergipe não tem matrícula.
Na região
Sudeste, são 5.175.919 matriculados em Minas Gerais,
Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo. Na
região Sul, são 344.966 matrículas no Paraná,
Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Na região Centro-Oeste,
são 387.437 matrículas em Mato Grosso, Goiás
e no Distrito Federal. Mato Grosso do Sul não está
no sistema.
Fonte:
Imprensa MEC (Ionice Lorenzoni)

Escolas
criam novas formas de lidar com indisciplina de alunos
A indisciplina
nas escolas aflige pais e professores. Diante de estudantes
cada vez mais agitados, a maioria dos educadores toma atitudes
punitivas que não reduzem em nada a freqüência
dos abusos. No Brasil, alguns colégios estão mudando
a maneira de criar regras e até de ensinar para lidar
com a questão. Alguns estão obtendo bons resultados.
Em São Paulo, as psicólogas Adri Dayan, Dina Azrak,
Elisabeth Wajnryt e Ita Liberman montaram um curso que ajuda
professores a dialogar com seus alunos. Elas acreditam que ouvir
as necessidades dos jovens e pensar sobre elas é a melhor
forma de conter a indisciplina. "Em lugar de ignorar os
sentimentos das crianças, o professor deve aceitá-los
e saber conduzir a situação", explicou Dina.
Soluções
Uma das soluções é mudar a forma como as
regras são trabalhadas pela escola. Em vez de impor normas
de comportamento aos alunos, algumas escolas criaram mecanismos
para debatê-las da forma mais democrática possível.
"Enquanto houver um educador dizendo aos alunos o que fazer,
haverá estudantes protestando contra regras arbitrárias.
Se a norma for: alunos não abram a boca, é inevitável
que eles se manifestem", afirmou o professor Júlio
Groppa Aquino. Na Escola da Vila, em São Paulo, os alunos
praticam a democracia desde o início do Ensino Fundamental.
Em assembléias semanais, cada classe diz o que acha bom
ou ruim tanto na escola quanto na convivência. Na Lumiar,
também de São Paulo, um grupo de garotos de 7
anos foi flagrado destruindo os móveis da escola e o
trabalho de alguns colegas. Os demais colegas decidiram, em
assembléia, que, se o grupo não se desculpasse
à turma, seriam expulsos. Final da história: quase
todos se desculparam. Outra estratégia adotada envolve
uma transformação na maneira de educar. Ela parte
do princípio de que os alunos acham as escolas que geralmente
adotam o modelo tradicional chatas e cansativas. "As escolas
não são mais tão atraentes. As novas escolas
tentam combater a indisciplina com aulas dinâmicas e assuntos
interessantes", disse o educador da Pontifícia Universidade
Católica de São Paulo, Alípio Casali. Na
escola Lumiar, por exemplo, os estudantes estão livres
para optar por jogar futebol, aprender matemática ou
simplesmente passar o dia no estacionamento do colégio.
Se eles quiserem passar o dia praticando esportes, podem. "Mas
eles acabam percebendo que só fazer isso não leva
a nada", ressaltou a diretora Helena Singer. "Tínhamos
um aluno que passava os dias na Internet. Daí os outros
alunos começaram a falar que isso não era legal.
E ele acabou concordando e voltando às atividades da
escola".
Fonte:
Andi
|
| Quarta-feira,
18 de maio de 2005. |
| UFSCar
abre processos seletivos para contratação de docentes
A Universidade
Federal de São Carlos (UFSCar) está realizando
processos seletivos para contratação de docentes.
São 29 vagas, dentre 2.365 autorizadas pelo Governo Federal
em março deste ano, para reposição dos
quadros docentes das instituições federais de
ensino superior.
Do total
de vagas oferecidas, 24 são para professor adjunto e
5, para professor assistente. Os períodos de inscrição
para cada concurso variam de acordo com os editais. A versão
completa de cada edital pode ser conferida no Portal UFSCar,
em www.ufscar.br. Mais informações no site da
Secretaria Geral de Recursos Humanos: www.srh.ufscar.br.
Fonte:
Informativo da Coordenadoria de Comunicação Social
da Universidade Federal de São Carlos

Fundação
Telefônica e Secretaria de Educação de SP
iniciam segunda etapa de capacitação de educadores
em 82 municípios
No último
sábado, começaram as atividades de capacitação
da segunda turma de professores e alunos-monitores no uso pedagógico
da Internet, promovidas em parceria pela Fundação
Telefônica e pela Secretaria da Educação
de São Paulo. O projeto As coisas boas da minha terra,
que começou em março, será desenvolvido
ao longo do ano e irá atingir, diretamente, cerca de
1.600 professores e 2.500 alunos-monitores de 800 escolas do
Estado de São Paulo.
Com seis
semanas consecutivas de atividades, a segunda turma envolve
representantes de 198 escolas de mais de 80 municípios
paulistas, como Assis, Avaré, Bebedouro, Franca, Itapecerica
da Serra, Itapetininga, Itu, Taubaté, Tupã e Sorocaba.
Até o final do ano, mais de 300 municípios terão
participado da capacitação. O que se pretende
é apresentar a educadores e alunos os potenciais educativos
dos recursos tecnológicos oferecidos pela Internet, tais
como pesquisa, comunicação e produção
de novos conteúdos. Os trabalhos pedagógicos se
baseiam no tema da pluralidade cultural, por isso a escolha
do nome do projeto.
Para que
todos possam se encontrar, apesar da distância, a Secretaria
disponibiliza a sua própria estrutura de videoconferência
da Rede do Saber. O portal EducaRede (www.educarede.org.br),
totalmente aberto e gratuito, desenvolvido pela Fundação
Telefônica para alunos e professores de ensino fundamental
e médio da rede pública brasileira, é o
suporte e o ambiente virtual onde ocorre todo o processo de
capacitação, comunicação e exposição
da produção das escolas. É no portal que
educadores e alunos de diferentes escolas e cidades trocam informações
sobre os projetos que estão desenvolvendo.
Os participantes
da turma anterior, que já exercitaram seu olhar sobre
a cidade onde vivem, disponibilizaram textos e imagens de seus
trabalhos, que podem ser verificadas na seção
Comunidade Virtual.

Secretaria
vai replicar pesquisa de mapeamento das crianças em situação
de rua em toda a cidade
A Secretaria
Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS)
irá replicar a pesquisa de mapeamento das crianças
e adolescentes em situação de rua em todas as
subprefeituras do município de São Paulo. Coordenada
pelo sociólogo James de Lemos Abreu, da SAS de São
Mateus, a pesquisa aborda as condições de vida
das crianças desta região (inclui os distritos
de Iguatemi e São Rafael) e de mais alguns pontos fixos,
como Shopping Aricanduva e Carrefour de Santo André.
A estimativa é que existam na região de 600 a
700 crianças e adolescentes que vivem e/ou trabalham
nas ruas.
A pesquisa,
feita em cima de números a partir dos registros do Conselho
Tutelar de São Mateus, coletou dados de 344 crianças
e adolescentes (de 0 a 17 anos e 11 meses) da região,
entre 2000 e 2004. Destes:
1) 182 (53%) vão para a rua para trabalhar, mas voltam
para casa.
2) 26 (7,6%) são "independentes", ou seja,
vivenciam várias experiências nas ruas, além
do trabalho, mas ainda voltam para a casa. Estão em lento
rompimento com as famílias.
3) 57 (16,6%) ficam permanentemente nas ruas e já romperam
os vínculos familiares.
4) 24(7%) são famílias inteiras nas ruas.
5) 55 (16%) não foram identificados.
Da rua
pra vida cidadã
Para ajudar a reverter essa situação, foi inaugurado
na última sexta, 13 de maio, o projeto Da rua pra vida
cidadã, da entidade Ação Social São
Mateus, que tem a capacidade de atender 100 crianças
e adolescentes da região.
No Centro
de Referência da entidade, são realizadas atividades
sócio-educativas (filmes, desenhos, oficinas culturais
e aproximação para reinserção familiar),
além de haver um espaço para leitura. O projeto
faz também abordagens em alguns pontos de concentração
de crianças e adolescentes na região e visitas
regulares a famílias a fim de possibilitar e acompanhar
a reinserção familiar.
"O diferencial deste projeto é a presença
diária de educadores nas ruas, que desenvolvem atividades
junto às crianças e adolescentes para conhecer
o histórico de cada um deles e tentar trazê-los
para o centro de referência", explicou Telma Aparecida
do Nascimento, coordenadora do projeto.
|
| Terça-feira,
17 de maio de 2005. |
| Empreededorismo
cultural favorece inclusão de afro-descendentes
Valorizar
as comunidades afro-descendentes na formação da
sociedade goiana e transformar os costumes e a arte dessa parcela
da população em renda e negócios. Com esse
objetivo o Sebrae de Goiás promoverá, de 19 a
22 de maio, o II Encontro Afro-Goiano, na Cidade de Goiás,
tombada como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco.
O tema este ano é 'Inclusão pelo empreendedorismo
étnico-cultural". Entre os participantes, estarão
arqueólogos, historiadores, sociólogos, grupos
de dança, especialistas em cultura afro-brasileira e
público em geral.
A programação
inclui a realização de oficinas de artesanato,
culinária, música, dança, beleza e moda,
plantas, jóias, instrumentos musicais, além de
apresentações culturais e exposição
de fotos, painéis, palestras e consultorias. Entre os
temas a serem discutidos no encontro estão culturas afro-goianas;
identidade étnica como estratégia de inserção
competitiva; direito à história, a memória
e a liberdade; diversidade cultural e territorialidade; indústrias
criativas; propriedade intelectual; e políticas públicas
para o desenvolvimento e sustentabilidade das populações
afro-descendentes.
Paralelamente
ao II Encontro Afro-Goiano acontece o Encontro Nacional de Tambores,
que contará com percussionistas renomados, como o pernambucano
Naná Vasconcelos. Os shows acontecerão nas praças
da cidade.
País
tem 724 quilombos
Em 2000, a Fundação Cultural Palmares, órgão
ligado ao Ministério da Cultura, realizou pesquisa que
apontou a existência de 724 comunidades afro-descendentes
em todo o País. A grande maioria está concentrada
nas regiões Nordeste (na Bahia e Maranhão) e Sudeste
(São Paulo e Minas Gerais). Segundo a fundação,
38 comunidades já foram reconhecidas, mas sua inclusão
socioeconômica continua sendo um dos grandes desafios
para as políticas públicas dos governos federal,
estaduais e municipais
II
Encontro Afro-Goiano e Encontro Nacional de Tambores
Local: Cidade de Goiás (GO)
Período: de 19 a 22 de maio
Sebrae em Goiás: (62) 250-2251 ou www.sebraego.com.br |

Livros
ajudam a discutir educação e diversidade
As entidades
operadoras do Programa Diversidade na Universidade, Projetos
Inovadores de Cursos (PICs), no Rio de Janeiro, começaram
a receber dia 11 o kit Educação e Diversidade.
O material contém 26 títulos de literatura afro-brasileira
e de diversidade, 12 vídeos abordando a temática
do racismo e diversidade étnico-racial, um mapa do Brasil
indígena e um calendário quilombola.
O programa,
comandado pela Secretaria de Educação Continuada,
Alfabetização e Diversidade (Secad/MEC), tem a
coordenação de Renata de Melo Rosa. Ela avalia
que parte desse material servirá diretamente ao ensino
médio, e a outra, à diversidade. "Nós
esperamos que esse material possa servir de complemento para
a formação anti-racista dos professores dos PICs
e, conseqüentemente, dos alunos", disse Renata de
Melo Rosa.
A Secad
conseguiu reunir importantes parceiros para articular a diversidade
e os conteúdos curriculares. São eles: Secretaria
Especial de Políticas de Promoção da Igualdade
Racial (Seppir), Secretaria dos Direitos Humanos (SEDH/MJ),
Secretaria de Educação Básica (SEB/MEC),
Fundação Cultural Palmares, Coordenação
de Educação Escolar Indígena da Secad,
Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdade
(Ceert), Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais
Anísio Teixeira (Inep) e o Centro de Informação
e Biblioteca em Educação (Cibec).
O mapa do Brasil indígena destaca a distribuição
geográfica da população indígena
no território brasileiro. Já o calendário
quilombola retrata a história de um rapaz que sai de
sua comunidade em busca de novos horizontes. Ele volta culto,
com idéias de valorização de seu povo,
das tradições e de luta pela igualdade política,
especialmente pelo direito à terra.
"O
material dos kits vai fazer com que professores e alunos saiam
fortalecidos do PICs", enfatizou Renata. Segundo ela, instituições
operadoras dos PICs em outros estados como São Paulo,
Maranhão, Minas Gerais e Bahia também vão
receber o material.
Fonte:
Imprensa MEC (repórter Sonia Jacinto)

FE
promove jornada de estudos sobre alfabetização
e leitura
A Faculdade
de Educação (FE) da USP realizará na próxima
segunda (16), às 14 horas, a Jornada de Estudos: Alfabetização
e leitura, com os professores Élie Marie Eustache Bajard,
da École des Hautes Études en Sciences Sociales
(França), Claudemir Belintane (FE) e Isabel Gretel M.
E. Fernández (FE). As inscrições são
gratuitas e podem ser feitas até esta sexta-feira (13).
O objetivo
será estudar perspectivas contemporâneas no campo
da leitura e da alfabetização. Bajard, em exposição
em português, falará sobre um trabalho elaborado
em 2004 pelo Observatoire National de la Lecture, na França,
intitulado L'évolution de l'enseignement de la lecture
en France depuis dix ans. Belintane irá falar sobre o
Relatório Final do Grupo de Trabalho Alfabetização
Infantil: Os Novos Caminhos. A professora Isabel fará
a palestra Marco Común Europeo de Referencia para las
Lenguas: aprendizaje, enseñanza, evaluación.
O evento
se destina a professores, alunos e pesquisadores da área
de linguagem, alfabetização, ensino infantil,
ensino de língua estrangeira. As inscrições
para o evento podem ser feitas no Setor de Apoio Acadêmico
da FE (Av. da Universidade, 308, Cidade Universitária,
São Paulo) de segunda a sexta, das 9h às 17h30min
e das 18h30min às 21h. O limite é de 60 vagas.
O evento acontecerá na sala 09 do Bloco B da FE.
Mais informações:
(11) 3091.3574
Fonte:
Agência USP
|
| Segunda-feira,
16 de maio de 2005. |
| Inep
lança edital para avaliação de rendimento
escolar
O Instituto
Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira
(Inep) aplicará, de 16 a 30 de novembro deste ano, a
Avaliação Nacional do Rendimento Escolar (Anresc).
O edital de concorrência pública para as instituições
e empresas que queiram se candidatar a realizar a prova foi
publicado na última segunda-feira, 9, no Diário
Oficial da União. Integrante do Sistema Nacional de Avaliação
da Educação Básica (Saeb), a Anresc coletará
informações sobre o desempenho de cada uma das
43 mil escolas urbanas de 4ª e 8ª série da
rede pública, em 5.418 municípios brasileiros
(praticamente todos do país). A avaliação
dos sistemas educacionais, feita por meio de amostragem dos
alunos (Saeb), continua sendo realizada. É a primeira
vez que praticamente todos os municípios brasileiros
poderão saber a proficiência de 4ª a 8ª
série em leitura.
O objetivo
da Anresc é oferecer aos governos estaduais e prefeituras
municipais uma avaliação das escolas de suas redes
para que políticas públicas possam ser planejadas
e efetuadas com maior precisão. Serão avaliados,
nas competências de leitura, cerca de cinco milhões
de alunos de 4ª e 8ª série de escolas localizadas
em zona urbana, com pelo menos 30 alunos matriculados em cada
uma das séries avaliadas. Os dados de cada unidade escolar
serão fornecidos aos secretários municipais e
estaduais de educação. Os participantes da Anresc
receberão os resultados na forma de uma média
geral da escola e na de percentual de estudantes por nível
da escala de proficiência e habilidades do Saeb.
Mais informações
nos telefones (61) 2104.8023/9563.
Fonte:
Assessoria de Imprensa do Inep

Escola
pública terá unidade executora de recursos
A partir
deste ano, todas as escolas com mais de 50 alunos deverão
contar com uma unidade executora própria para receber
os recursos do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), do
Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação
(FNDE/MEC). É o que prevê a Resolução
nº 17, publicada dia 12, no Diário Oficial da União.
"Em 2005, vamos atender todas as escolas públicas
de ensino fundamental, não só aquelas com mais
de 20 alunos, como em anos anteriores", disse a coordenadora-geral
de apoio à manutenção escolar, Iracema
Bôvo. Para este ano, o orçamento é de R$
330 milhões. Além das escolas públicas,
o programa atende escolas filantrópicas de educação
especial.
A resolução
define critérios e formas de transferência e de
prestação de contas do Projeto de Adequação
do Prédio Escolar (Pape) e do Projeto de Melhoria da
Escola (PME), ambos do programa Fundo de Fortalecimento da Escola
(Fundescola), do FNDE.
Com a adoção
da sistemática do PDDE, as escolas das regiões
Norte, Nordeste e Centro-Oeste beneficiadas pelo programa receberão
os recursos diretamente do Fundescola, não mais por intermédio
da prefeitura ou da secretaria de Educação. Continua
valendo, porém, a exigência de apresentação
prévia de planos de trabalho. A prestação
de contas deve ser apresentada também à sede do
Fundescola nos Estados. "Essa medida deve agilizar a execução
dos recursos", explica o diretor de ações
educacionais do FNDE, Daniel Balaban.
O Pape tem
por objetivo assegurar às edificações escolares
condições de segurança, salubridade, estabilidade
e funcionalidade. O PME financia ações essenciais
para a melhoria da aprendizagem, a partir da elaboração
do plano de desenvolvimento da escola.
Paed
Também foi publicada no dia 12 a Resolução
nº 18, com as diretrizes do Programa de Complementação
ao Atendimento Educacional Especializado às Pessoas Portadoras
de Deficiência (Paed), com orçamento para este
ano de R$ 7,4 milhões. Os recursos, destinados às
escolas filantrópicas de educação especial
registradas no Conselho Nacional de Assistência Social,
podem ser aplicados em remuneração e aperfeiçoamento
de profissionais da educação, manutenção
de equipamentos e instalações, aquisição
de material didático e realização de atividades.
O dinheiro é repassado anualmente, em uma parcela. Cada
escola recebe R$ 33,50 por aluno.
Fonte:
Beth Almeida

UFPR
ganha novo campus
Está
sendo inaugurado hoje, dia 16, o novo campus da Universidade
Federal do Paraná (UFPR). No início, o Campus
Litoral vai funcionar no município de Matinhos, nas instalações
da Associação Banestado, que estão sendo
reformadas. A Secretaria de Educação Superior
(SESu/MEC) repassará os recursos da reforma por meio
de convênio. O campus é resultado de parceria entre
os governos federal, estadual e das prefeituras de Matinhos
e Pontal do Paraná.
O novo campus
tem quatro salas de aula, laboratório de informática
e biblioteca. Até 2006, serão construídos
mais 36 salas e um auditório. As inscrições
para o primeiro vestibular (cursos profissionalizantes e graduação)
abrem na própria segunda-feira, 16. Serão oferecidos
dois cursos de nível superior no turno diurno, com 30
vagas: fisioterapia e gestão ambiental. Para o nível
profissionalizante são quatro cursos: técnico
em agroecologia, 36 vagas, diurno; técnico em enfermagem,
25 vagas, noturno; técnico em hotelaria, 35 vagas, noturno;
técnico em transações imobiliárias,
35 vagas, noturno. As aulas começam em agosto.
A parceria
feita pela instituição prevê que a UFPR
forneça os professores e técnicos, bem como o
repasse de R$ 1,09 milhão por meio da SESu, para infra-estrutura
de biblioteca e laboratório de informática. Os
alunos serão graduados pela UFPR, cabendo à universidade
a administração e condução político-pedagógica
de cada curso. O governo estadual forneceu as instalações
para o campus com a compra da Associação Banestado,
por R$ 2,8 milhões. Estão previstas obras no valor
de R$ 8 milhões. As prefeituras de Matinhos e Pontal
do Paraná fornecerão serviços terceirizados,
como vigilância, limpeza e manutenção do
campus.
O Campus
Litoral tem área de 12.700m2, com 4.474m2 de área
construída. Até julho de 2006 deverão estar
prontos 8.080m2. Quando estiver totalmente em funcionamento,
a UFPR-Litoral atenderá 1.800 alunos.
Inscrições
As inscrições serão feitas pela Internet,
na página eletrônica da UFPR,
até as 14h de 6 de junho. As provas estão marcadas
para 19 de junho (primeira fase para cursos profissionalizantes
e de nível superior) e 3 de julho (segunda fase para
os cursos de nível superior). A UFPR Litoral aderiu ao
sistema de cotas. Serão aplicadas cotas de 20% de inclusão
racial e 20% de inclusão social. Os negros terão
que comprovar sua cor. E os alunos carentes, que cursaram o
ensino médio e o fundamental em escola pública.
O reitor
Carlos Augusto Moreira Jr. disse que a escolha dos cursos levou
em conta as necessidades do litoral e formações
que a UFPR não oferecia. "Os cursos de nível
superior são novos e vão auxiliar a economia do
litoral. Eles proporcionam a quem buscava a formação
a chance de fazê-la em uma universidade pública",
afirmou.
Fonte:
Imprensa MEC (Sonia Jacinto, com informações da
Assessoria de Imprensa da SESu e UFPR)
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| Sexta-feira,
13 de maio de 2005. |
| Crianças
e adolescentes são guerrilheiros na República Democrática
do Congo
Cerca de
oito mil crianças e adolescentes fazem parte das milícias
irregulares na República Democrática do Congo,
segundo estimativas de Noe Mushengesi, que atua no Departamento
de Voluntários do Serviço da Infância e
da Saúde, serviço apoiado pelo Unicef, que se
dedica a recuperar e readaptar crianças guerrilheiras.
Na cidade de Bukavu, existe aproximadamente 1,5 milhão
de habitantes, desses, de 25 a 30 meninos são retirados
das linhas de combate todo mês. Até o momento,
650 meninos foram afastados da guerra em Bukavu e devolvidos
a suas famílias. Em Kalemie, funciona outro centro de
recuperação, no Convento das Missionárias
de Nossa Senhora da África. "Meninos e meninas com
idade de 10 a 15 anos que estiveram na guerra vêm para
cá receber apoio psicológico", comenta a
irmã Pilar. Para a sua reinserção na sociedade,
esses jovens precisam "cicatrizar a ferida, porque uma
criança que matou tem uma ferida muito grande",
afirma.
Fonte:
Andi

Educação
especial amplia ações de formação
e inclusão
O impulso
na formação continuada de professores, a aceleração
da implantação dos laboratórios de informática
nas escolas e a criação do primeiro curso de educação
superior bilíngüe Libras/Português para surdos
fazem parte de um conjunto de ações da Secretaria
de Educação Especial (Seesp/MEC) que visam oferecer
condições de acesso e permanência dos alunos
com necessidades especiais na escola.
Na formação
de professores, por exemplo, o Ministério da Educação
apóia e complementa as ações desenvolvidas
pelos sistemas de ensino. Em 2003, essas ações
permitiram qualificar 11.578 professores em diferentes áreas
da educação especial; em 2004, participaram da
formação continuada 20.240 professores. O programa
Educação Inclusiva: direito à diversidade,
realizado em todos os Estados e no Distrito Federal, teve a
participação de 23 mil professores. As duas ações,
formação e educação inclusiva, atenderam
54.818 professores em 2003/2004.
Informática
Com o Programa de Informática na Educação
Especial (Proinesp), o MEC fez chegar laboratórios de
informática às escolas que atendem alunos com
necessidades educacionais especiais. O objetivo dessa ação
é oferecer novos instrumentos educacionais e tecnologia
da informática aos professores para que enriqueçam
suas aulas. Em 2003/2004 foram implantados 215 novos laboratórios
e em 2005 serão contempladas mais 200 escolas, o que
significa, em três anos, a expansão da informática
em 415 escolas. Ao mesmo tempo, a Seesp apoiou ações
dos sistemas de ensino na adequação de 1.464 prédios
escolares para acessibilidade física das pessoas com
necessidades especiais. Em 2003, 292 escolas foram atendidas
e em 2004 o benefício chegou a mais 1.172 escolas.
Centros
de referência
Em 2005, o Instituto Nacional de Surdos (Ines), que fica no
Rio de Janeiro, receberá o primeiro curso de educação
superior bilíngüe. Esta ação do MEC
visa consolidar o Ines como centro de referência na formação
de professores e na difusão da Língua Brasileira
de Sinais (Libras). As aulas devem começar em agosto
deste ano. Paralelamente, a secretaria trabalha pela regulamentação
da Lei de Libras, que contempla a ampliação do
acesso das pessoas surdas à educação. Em
2003/2004, o MEC concentrou esforços na implantação
de centros de capacitação de profissionais da
educação e de atendimento às pessoas com
surdez (CAS) em 24 capitais. Esses centros favorecem o uso e
a difusão da Língua Brasileira de Sinais, conforme
previsto no artigo 2º da Lei n° 10.436/2002. Em 2005
serão implantadas, nos municípios-pólo,
200 salas de recursos multifuncionais que visam fortalecer a
política de inclusão e o acesso à escolarização.
Também serão implantados nas capitais 27 centros
de formação de professores e atendimento às
altas habilidades/superdotação. Esses centros
vão formar professores e atender estudantes superdotados.
Além
disso, investimentos estão sendo feitos na modernização
do parque gráfico do Instituto Benjamin Constant (IBC),
especializado no atendimento de alunos com deficiência
visual. O objetivo desta ação é firmar
o IBC como centro de referência de formação
de professores e produção de materiais em braile,
o que vai permitir ao MEC ampliar a produção e
a distribuição de livros didáticos e paradidáticos.
Em 2004, o ministério distribuiu 15 mil kits com materiais
didáticos específicos para estudantes cegos e
com baixa visão e 3.700 alunos receberam livros didáticos
em braile. Em 2005 serão distribuídos oito mil
kits para alunos cegos e 7.600 estudantes receberão livros
didáticos em braile.
Censo
Escolar
Em 2003, o Ministério da Educação modificou
o questionário respondido pelas escolas no censo para
obter informações sobre os alunos portadores de
necessidades especiais. Entraram no questionário perguntas
sobre deficiência visual com as subdivisões cegueira
ou baixa visão; e deficiência auditiva: surdez
ou baixa audição. Em 2004, o Censo Escolar passou
a pesquisar mais três categorias: surdo-cegueira, autismo
e síndrome de Down. Os dados estão orientando
as políticas do ministério dirigidas aos alunos
com necessidades educacionais especiais.
Fonte:
Imprensa MEC (Ionice Lorenzoni)

Pais
devem ter cuidado com exposição dos filhos à
Internet
Atualmente,
os pais estão bastante preocupados com o tipo de material
a que seus filhos estão expostos ao navegarem na Internet.
Eles não podem acompanhar a atividade das crianças
o tempo todo e tampouco podem negar-lhes acesso a uma ferramenta
indispensável para o estudo e lazer. O problema é
que, da mesma forma que a Internet ensina e diverte, também
pode levar informações impróprias para
quem só está começando a vida. São
textos e fotos pornográficos que acabam agindo negativamente
na formação dos pequenos, além da ameaça
de quadrilhas aliciadoras que atuam na rede. A Comissão
Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), que investigou
a exploração sexual de crianças e adolescentes
no Brasil, recebeu da ONG Censura um dossiê contendo 1,6
mil denúncias de pedofilia na Internet.
Ações
A conversa ainda é a melhor solução para
evitar que a criança possa se deparar com tal conteúdo
impróprio. No entanto, há pais que não
têm como acompanhar o dia-a-dia do filho e utilizam o
recurso da censura. Para solucionar esse problema e barrar somente
o considerado indevido, há dezenas de programas disponíveis
na rede. Uma dessas ferramentas é o Web-Blocker, que
mantém uma "lista negra" de sites, bloqueados
automaticamente ante sua instalação. O pai pode
adicionar na lista os endereços que julgar indesejados.
Os critérios para bloquear sites estão divididos
em sete categorias: pornografia, violência, drogas e álcool,
jogatina e apostas, discriminação ou ódio,
conteúdo adulto e armamento. O programa, que pode ser
copiado de forma gratuita, é encontrado no endereço
www.weblocker.com.
Fonte:
Andi
|
| Quarta-feira,
11 de maio de 2005. |
| Dívidas
podem levar Apae a fechar as portas
Lucas Teixeira
de 2 anos é bagunceiro e gosta de jogar bola. Nascido
com síndrome de Down, começou a freqüentar
a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais
(Apae) quando bebê, sem responder a qualquer estímulo.
Hoje, a mãe já sonha com o dia em que ele vai
levar para casa o troféu de um campeonato de futebol.
Mas o sonho dela pode não se realizar. Lucas é
um dos mais de 1,2 mil alunos da Apae, que chega aos 50 anos
na pior situação financeira de sua história.
A dívida com encargos sociais bate R$ 2,5 milhões.
Por isso, mesmo a visão mais otimista não vê
futuro para Lucas e seus amigos na instituição.
"Já era para termos fechado. Vivemos um colapso
e se nada mudar, em julho fecharemos as portas", afirma
Jorge Curi, superintendente administrativo e financeiro da Apae.
A dívida
com encargos, que cresce a cada mês, começou a
ser feita em novembro de 2003. Por causa da dívida, contratos
não puderam ser renovados. "Tínhamos que
apresentar a certidão negativa para renovar com a Secretaria
Municipal de Desenvolvimento Social, com a Fundação
para a Infância e Adolescência (FIA) e Furnas. Perdemos
os contratos, mas não mandamos as crianças de
volta para casa", ressalta o professor João Luis
Miceli Estrella, que assumiu a direção este ano.
A guerra que a Apae trava com os credores não é
só da administração. Pais, funcionários
e sócios se uniram para evitar o pior. Orlando Rama há
mais ou menos cinco anos é um dos 5 mil sócios
que contribuem mensalmente com a instituição.
"É uma questão matemática. Se cada
um doar R$ 10, zeramos as contas. Mas qualquer ajuda é
bem-vinda. Se uma pessoa der R$ 1, já ajuda", diz
Leonardo Tone, funcionário da instituição.
Fonte:
Andi

São
Paulo: Um Estado de Leitores zera o número de municípios
sem bibliotecas
A Secretaria
de Estado da Cultura atinge nesta sexta-feira, 13 de maio, às
14 horas, uma de suas ambicionadas metas. Todos os municípios
no Estado passam a dispor de uma biblioteca circulante, destinada
a incentivar a leitura por prazer. O programa São Paulo:
Um Estado de Leitores inaugura a 84ª biblioteca em Barão
de Antonina, na região de Sorocaba, com o patrocínio
da empresa Semp Toshiba.
Em 2003,
quando o programa começou a sair do papel, dos 645 municípios
do Estado, 84 não tinham biblioteca. Um garimpo da Secretaria
de Estado da Cultura em busca de patrocinadores que doassem
acervos e computadores para equipar os espaços disponibilizados
pelas prefeituras tornou o projeto uma realidade em 2005.
No esquema
tripartite montado, os padrinhos fornecem entre 600 e 1000 títulos,
definidos por uma listagem criada pela Secretaria de acordo
com o número de habitantes dos municípios. A capacitação
dos funcionários municipais e as atividades de estímulo
à leitura também ficam sob responsabilidade da
pasta. Às Prefeituras cabe oferecer as áreas para
a implantação das unidades, além dos profissionais
para operá-las.
Além
das bibliotecas, o programa abriu outras 53 salas de leitura
pela periferia da cidade e grande São Paulo, sendo 22
em conjuntos habitacionais do CDHU, 20 em hospitais públicos,
cinco nos Centros de Integração da Cidadania,
uma na Penitenciária Feminina Drª Marina Cardoso
de Oliveira, uma no Centro Desportivo Baby Barione, outra no
Espaço Cultural Comunitário Heliópolis,
localizado na carceragem do 95º Distrito Policial, duas
no Centro de Detenção Provisória de Parelheiros,
uma na escola de samba Rosas de Ouro.

Recursos
da União garantem escola para 18 milhões de alunos
pobres
Os 18,2
milhões de alunos de escolas públicas municipais
e estaduais dos 1.922 municípios mais pobres do país,
que registram o menor índice de escolaridade, foram o
alvo principal do MEC ao elaborar a nova versão do Fundo
da Educação Básica (Fundeb).
O Fundeb
será constituído por 20% de uma cesta de impostos
de Estados e municípios e de uma complementação
da União, e vai atender 48 milhões de alunos da
educação básica (infantil, fundamental
e ensino médio), segundo o Censo Escolar de 2004, movimentando
por ano R$ 50 bilhões.
O principal
reforço será dado aos dez Estados com os piores
indicadores socioeducacionais do país: Alagoas, Amazonas,
Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pará,
Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte. Nestes Estados,
1.922 municípios atendem 18,2 milhões de alunos,
38% dos 48 milhões que cursam a educação
básica. Dos 18,2 milhões de estudantes, seis milhões
estão em escolas estaduais e 12,2 milhões na rede
pública municipal.
O Fundeb
terá duração de dez anos, período
em que a União vai investir R$ 38,2 bilhões. Nos
quatro anos da transição previstos para o período
2006/2009, os recursos federais somarão R$ 12,4 bilhões
assim distribuídos: R$ 1,9 bilhão em 2006; R$
2,7 bilhões em 2007; R$ 3,5 bilhões em 2008; R$
4,3 bilhões em 2009. Entre 2010 e 2015, a complementação
da União somará R$ 25,8 bilhões, o que
corresponde a uma injeção de recursos federais
fixos da ordem de R$ 4,3 bilhões ao ano.
Estudo
Um estudo do MEC, que sustenta a criação do Fundeb,
demonstra que a média nacional de investimento por aluno/ano,
a partir do novo fundo, será de R$ 984,21. Os dez Estados
mais pobres só conseguirão investir R$ 594,82
por aluno, enquanto que as outras 17 unidades da Federação
que não recebem complementação vão
investir R$ 1.212,93. É para corrigir essas desigualdades
que a União vai se comprometer com repasses crescentes
até atingir os R$ 4,3 bilhões ao final de quatro
anos.
Para definir
quem são e onde estão os estudantes que mais precisam
de reforço financeiro para melhorar o desempenho na escola,
o MEC utilizou os dados do Sistema de Avaliação
da Educação Básica (Saeb) realizado em
2003, que avaliou o desempenho de alunos da 4ª e da 8ª
série do ensino fundamental e da 3ª série
do ensino médio. O Saeb indica que o aproveitamento escolar
em português e matemática dos alunos dos dez Estados
mais pobres ficou abaixo da média nacional, enquanto
os outros tiveram desempenho acima da média. Quando o
MEC comparou a escolaridade dos alunos, verificou uma redução
do número de anos de estudo entre os municípios
mais pobres. A média brasileira é de 6,3 anos,
mas nestes estados a população tem 4,9 anos de
estudo.
Fonte:
Imprensa MEC (Ionice Lorenzoni)
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| Terça-feira,
10 de maio de 2005. |
| Trabalho
aprova criação de universidade no Vale do Paraíba
A Comissão
de Trabalho, Administração e Serviço Público
aprovou o Projeto de Lei 4761/05, do deputado Marcelo Ortiz
(PV-SP), que autoriza o governo a criar a Universidade Federal
do Vale do Paraíba. Pela proposta, a universidade oferecerá
ensino de graduação e pós-graduação,
pesquisa em distintas áreas do conhecimento, extensão
universitária e cursos voltados ao aproveitamento das
potencialidades da região.
O relator
da matéria, deputado Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO),
diz que o Vale do Paraíba, por ser uma das regiões
de maior densidade populacional e de importância econômica
para o Estado de São Paulo, merece ter uma universidade
pública gratuita.
Desmembramento
rejeitado
A Comissão rejeitou o PL 4037/04, também de autoria
do deputado Marcelo Ortiz, que autorizava o Poder Executivo
a criar a Universidade do Vale do Paraíba por desmembramento
da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Para justificar sua decisão pela rejeição
da matéria, o relator afirmou que não existem
no Vale do Paraíba faculdades ou departamentos vinculados
à Unifesp que pudessem ser utilizados pela nova universidade.
Ele explica ainda que não há cargos de professor
ou técnico que pudessem ser deslocados para atender futuros
cursos no Vale do Paraíba sem prejudicar as atividades
de ensino e pesquisa que a Unifesp mantém na capital
do Estado.
Tramitação
Os projetos tramitam em conjunto e seguem para análise,
em caráter conclusivo, das comissões de Educação
e Cultura; de Finanças e Tributação; e
de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte:
Agência Câmara (Marcos Rossi)

Unesco
revela crescimento do número de estudantes que já
tiveram acesso a armas de fogo no Brasil
Mais de
200 mil crianças e adolescentes de cinco capitais brasileiras
e do Distrito Federal já tiveram acesso a armas de fogo
dentro das escolas públicas e privadas do país.
O número alarmante integra a pesquisa que está
sendo finalizada pela Unesco sobre o cotidiano de violência
nas escolas brasileiras. A pesquisa ouviu - entre o final de
2003 e o início de 2004 - alunos, professores, diretores
e funcionários de escolas. A Unesco aplicou ainda mais
de 10 mil questionários entre os estudantes para analisar
a relação entre violência e educação
no Brasil.
Além
dos 200 mil alunos que admitem nos questionários já
terem visto armas de fogo dentro de escolas, outros 19 mil revelaram
já ter entrado com revólveres nos colégios.
"É incrível verificar a quantidade de armas
de fogo que circulam hoje nas escolas. São taxas inaceitáveis
e pouco vistas em outros contextos. Isso mostra a facilidade
com que as crianças e adolescentes têm acesso às
armas da família", ressaltou o representante da
Unesco, Jorge Whertein.
Fonte:
Andi

Inglês
Vera Cruz convida estudantes e docentes para o 2º Encontro
de Professores
O Inglês
Vera Cruz realiza no próximo dia 21 de maio o 2º
Encontro de Professores de Inglês. O objetivo do evento
é transmitir experiências metodológicas,
facilitar o dia-a-dia do professor e fortalecer o crescimento
profissional. Docentes que lecionam em outras entidades ou dão
aulas particulares e alunos de curso superior de Letras interessados
em participar poderão se inscrever.
A equipe
de professores do Inglês Vera Cruz, por meio de workshops,
talks, poster sessions e apresentações, mostra
a ponte entre a teoria e a prática. A meta é trazer
propostas que desafiem o aluno constantemente e dêem a
ele condições de descobrir suas próprias
estratégias de aprendizado.
|
Encontro
de professores de inglês
Dia 21 de maio, das 9 às 12h30
R. Nazaré Paulista, 69
Inscrições pelo telefone: (11) 3031.4544
Preço: R$ 30,00 (público em geral) ou R$
25,00 (para alunos e professores de escola pública)
Temas
das palestras
Story
telling - Hamlet for kids (Professora-orientadora
Rita Botter)
Os participantes descobrem como contar histórias
em língua estrangeira. A palestrante faz um relato
de como explorar as complexas peças de Shakespeare
com crianças de 10 anos.
-
A way from words to a paragraph (Professoras Glinis
Lisboa e Vera Lúcia O. Silva)
As professoras demonstram as etapas que um professor deve
seguir para que o aluno, depois de aprender o vocabulário,
saiba juntar as palavras em sentenças, chegando
à composição.
Internet:
trendy, useful and fun (Professora Chris Nobbs)
Como usar a Internet durante a aula e trabalhar alguns
sites em inglês. Ao final, uma relação
de sites, já testados no curso, para crianças,
adolescentes e adultos.
A
singular experience with a child with Down syndrome
(Professora Beatriz Zamboni Tebechrani)
A professora apresenta o trabalho que desenvolveu com
uma criança com síndrome de Down.
Project
work - some ideas for classroom interaction (Professoras
Maitê Filizola e Patricia Piesco)
Apresentação de alguns projetos feitos pelos
alunos no início deste ano letivo com o objetivo
de propiciar a interação do grupo-classe.
Chocolate,
flowers, barn and ghost - having fun with special events
(Professoras Carla Di Sessa e Lilian Biazon)
Com muita criatividade, as duas professoras relatam como
eventos e festas podem ser um grande elemento facilitador
e motivador do aprendizado.
One,
two, buckle my shoe - working with rhymes (Professoras
Denise Salles Cunha e Elaine Spignel)
Por que trabalhar com rimas? Com que idade devemos propor
este trabalho? Este recurso é realmente proveitoso
para o trabalho de pronúncia da língua?
As professoras contam como tratam o assunto e mostram
trabalhos de alunos.
|
|
| Segunda-feira,
09 de maio de 2005. |
| Programa
de saúde do escolar amplia consultas
O Diário
Oficial da União publicou nesta sexta-feira, 6, a Resolução
nº 14 do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação
(FNDE/MEC), com as regras do Programa Nacional de Saúde
do Escolar (PNSE) para 2005. Com orçamento de R$ 4 milhões
para este ano, o programa traz inovações incluindo
consultas médica (diagnóstico clínico)
e fonoaudiológica (audiometria) para os alunos beneficiados,
além da consulta oftalmológica e da aquisição
e distribuição de óculos.
O PNSE vai
atender os 118 municípios que, em 2003, aplicaram testes
de acuidade visual nos estudantes do ensino fundamental público
estadual e municipal e que apresentaram o maior número
de triagem, totalizando mais de 76 mil alunos beneficiados,
e não receberam recursos do programa em 2004.
Também
serão atendidos 54 municípios-pólo do programa
de Educação Inclusiva - Direito à Diversidade,
do Ministério da Educação, com 10,8 mil
alunos com baixa visão matriculados nas séries
iniciais do ensino fundamental, e outros 106 municípios-pólo
e capitais participantes do mesmo programa, que possuem 20,15
mil estudantes com deficiência auditiva cursando da 1ª
à 3ª série do ensino fundamental.
Aprovados
os planos de trabalho dos municípios selecionados, o
FNDE vai liberar, em uma única parcela, R$ 60,00 por
aluno/ano para a realização da consulta oftalmológica,
aquisição e distribuição de óculos,
R$ 60,00 para a consulta médica e outros R$ 60,00 destinados
ao custeio da consulta fonoaudiológica.
Os municípios
devem providenciar a habilitação junto ao FNDE,
conforme instruções do Manual de Assistência
Financeira para 2005, devendo investir 1% do valor total do
convênio a título de contrapartida, para participar
do PNSE.
A íntegra
da Resolução nº 14 está no site do
FNDE na
Internet.
Fonte:
Imprensa MEC (Beth Almeida)

Abertas
as inscrições para o Prêmio Fundação
Banco do Brasil de Tecnologia Social
Empreendedores
de programas de educação têm até
o dia 30 de junho para inscrever seus projetos no Prêmio
Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social
2005. Podem concorrer iniciativas de ONGs, instituições
de pesquisas, universidades, governos e empresas que já
apresentem resultados positivos e que sejam passíveis
de reaplicação em escala. Além da área
de educação, o prêmio é aberto a
outras sete categorias: meio ambiente, alimentação,
energia, renda, saúde, recursos hídricos e direitos
da criança e do adolescente. Os vencedores de cada área
receberão prêmio de R$ 50 mil. As inscrições
podem ser feitas pelo site www.funcacaobancodobrasil.org.br.

Participação
em horta escolar leva crianças a melhorarem hábitos
alimentares no DF
Sentadas
ao redor da horta, crianças de 3 a 6 anos assumem postura
de profissionais da jardinagem. Organizadas, cavam buracos com
as mãos, colocam sementes na terra e regam. Uma rotina
seguida diariamente por 74 alunos da Escola de Educação
Infantil Alziro Zarur, em Taguatinga (DF). As tarefas fazem
parte do projeto Estudando com Saúde, criado no começo
do ano. Pela primeira vez desde a fundação do
educandário, há 26 anos, as crianças serão
as responsáveis pela horta. Daqui a quatro meses, eles
farão a colheita e degustarão os alimentos. Cerca
de 120 mudas foram plantadas sob a supervisão da nutricionista
do colégio, Lúcia Yuri Watanabe.
Aprendizado
Lúcia Watanabe diz que, além de aprenderem noções
de ecossistema e ecologia, as crianças melhoram a qualidade
da alimentação depois da atividade. "Algumas
dizem que não gostam de verduras e frutas, mas acabam
querendo provar aquilo que plantaram". Animada com a horta,
a aluna Geovana Oliveira Santos, de 5 anos, não contém
a ansiedade de colher logo as cenouras plantadas. "Eu aprendi
que a cenoura ajuda o cabelo a crescer mais rápido. E
quero deixar o meu bem comprido", justifica a menina. Já
Paulo Vítor da Silva Severo, também de 5, sabe
de cor as qualidades da salsa que plantou. "Ela é
boa para evitar anemia e tem muita vitamina C". A Escola
de Educação Infantil Alziro Zarur atende 97 crianças
de famílias em risco social - com renda mensal até
um salário mínimo e meio - que passam o dia no
colégio. De acordo com a diretora, Hélia Maria
Ramos, todos os alimentos consumidos pelas crianças são
doados. "Sempre contamos com a ajuda da comunidade. Só
assim conseguimos dar melhores condições de vida
a essas crianças", afirmou.
Fonte:
Andi
|
| Sexta-feira,
06 de maio de 2005. |
| Sistema
permitirá acesso à rede federal de educação
tecnológica
Termina
hoje, 6, a capacitação de recursos humanos de
instituições federais de educação
tecnológica promovida pela Secretaria de Educação
Profissional e Tecnológica (Setec/MEC). A meta é
tornar os trabalhadores aptos a alimentar o Sistema de Informações
Gerenciais (SIG), que tornará disponíveis as mais
importantes informações sobre as escolas da rede
federal.
Dirigentes
e técnicos do Ministério da Educação
e das instituições terão acesso a informações
atualizadas de qualquer ponto do país e em tempo real.
O sistema também permitirá a elaboração
de relatórios indicadores de gestão, o que vai
proporcionar uma avaliação integral de cada instituição,
de forma a permitir comparações.
Segundo
o coordenador-geral de supervisão da gestão das
instituições federais de educação
tecnológica, Gleisson Cardoso Rubin, é a primeira
vez que um sistema é idealizado especificamente para
operar informações da rede federal. Tais informações
serão, segundo ele, continuamente atualizadas e estarão
acessíveis de qualquer lugar do país. Disponível
para toda a rede, o sistema vai gerar mais de 40 tipos de relatórios
e 15 indicadores de gestão.
Informação
Segundo Rubin, o SIG comporta um conjunto de 12 telas de informação.
"Como a base é extensa para ser alimentada, orientamos
os representantes das instituições para que façam
a inclusão dos dados em etapas", disse. O primeiro
conjunto de telas, que deve ser alimentado até 15 de
junho, diz respeito a informações gerais, direção
da instituição, educação especial
e indígena e cursos oferecidos.
O segundo
conjunto, que terá inclusão até 15 de julho,
deve ser fornecido com dados referentes a registros legais,
professores e técnicos administrativos. O terceiro, até
15 de agosto, tratará dos alunos, infra-estrutura, caracterização
física e acervo bibliográfico.
Fonte:
Imprensa MEC (Ana Júlia Silva de Souza)

Trabalhadores
montam sala de aula em canteiro de obras
Incentivados
pela empresa onde trabalham, 50 operários montaram num
dos canteiros de obras duas salas de aula para aprender a ler
e escrever. O incentivo veio da empresa JPF Empreiteira MDO,
na Grande Florianópolis (SC), que participa do programa
Sesi por um Brasil Alfabetizado, desenvolvido pelo Serviço
Social da Indústria em parceria com o Ministério
da Educação.
Para facilitar
o acesso à aula, a empresa buscou parceiros que fornecessem
o material necessário para construir, em horário
de trabalho, a sala, bem como os móveis, lanche, livros,
cadernos e pasta para os trabalhadores estudantes. O horário
do ônibus que a empresa oferece também foi adequado
às aulas, que são realizadas de segunda a quinta-feira,
das 18h às 20h30min. "Os trabalhadores estão
de parabéns por decidir estudar, o que nem sempre é
fácil. A empresa está investindo em sua equipe
e a parceria com o Sesi e o MEC contribui para a inclusão
dessas pessoas", diz o gerente administrativo da companhia,
Diogo Steinbach.
Para Sebastião
Valtrik Matos, 54 anos, assistir à aula após a
jornada de trabalho não é sacrifício. "Quando
chegava em casa, eu logo ia dormir. Aqui na sala de aula não
tenho sono. Tem tanta gente que quer estudar e não tem
oportunidade. Nós devemos aproveitar", conta Matos.
Ele sonha montar o próprio negócio e esse é
um dos motivos para aprender a ler e escrever.
Valderi
Pereira, 44 anos, é outro trabalhador que está
empolgado com as aulas. "Ficamos ansiosos para chegar o
horário da aula. É a nossa chance de alcançar
o que queremos. Quero aprender a ler e escrever melhor, pois
já perdi muitas oportunidades na vida", diz.
Em Santa
Catarina o programa Sesi por um Brasil Alfabetizado atende 1.759
adultos. O programa está em operação nas
regiões de Criciúma, Lages, Lauro Muller, Mafra,
Rio do Sul, São José e Tubarão.
Fonte:
Imprensa MEC e Assessoria de Imprensa do Sesi/SC
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| Quinta-feira,
05 de maio de 2005. |
| Embaixada
dos EUA oferece intercâmbio a alunos da rede pública
Vinte e
cinco alunos da rede pública de ensino de 20 Estados
brasileiros serão selecionados para participar de intercâmbio
gratuito de duas semanas nos Estados Unidos. O projeto Jovens
Embaixadores, desenvolvido pela Embaixada dos Estados Unidos
no Brasil, chega à sua quarta edição.
O intercâmbio
será realizado no mês de janeiro do ano que vem.
Os jovens terão a oportunidade de passar uma semana na
capital, Washington, e mais uma semana em um Estado norte-americano
diferente, convivendo com uma família americana. Os estudantes
também freqüentarão aulas em uma escola de
ensino médio (high school) e farão apresentações
sobre o Brasil. Todos receberão ajuda do governo dos
EUA e das instituições patrocinadoras do programa,
sem nenhum custo financeiro para os participantes selecionados.
As inscrições
para participar do programa Jovens Embaixadores estarão
abertas de 6 de maio a 12 de agosto. Os candidatos devem ser
alunos do ensino médio na rede pública de ensino,
ter entre 15 e 18 anos, jamais ter viajado ao exterior, possuir
fluência oral e escrita em inglês, ter bom desempenho
escolar e estar engajado em atividades de responsabilidade social
e voluntariado. Para se candidatar, o estudante deve se dirigir
a uma instituição parceira da Embaixada dos EUA
nos seguintes Estados: Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito
Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais,
Mato Grosso do Sul, Pará, Pernambuco, Paraná,
Rio de Janeiro, Roraima, Rio Grande do Sul, Sergipe, Santa Catarina,
São Paulo e Tocantins. A lista com todas as instituições
parceiras será divulgada amanhã, dia 6. Mais informações
no site da embaixada (http://www.embaixada-americana.org.br/).
Fonte:
Imprensa MEC (Flavia Nery)

MEC
define políticas a partir do resultado do Enade
O foco no
sistema educacional e não em áreas, a necessidade
de criar um ciclo básico na formação superior
e a urgência de atualizar os acervos das bibliotecas das
instituições foram pontos destacados como nevrálgicos
pelo ministro da Educação, Tarso Genro, ao divulgar
nesta terça-feira, 3, os resultados do Exame Nacional
de Avaliação de Desempenho dos Estudantes (Enade)
realizado em novembro de 2004.
Embora as
informações trazidas pelo Enade já permitam
ao Ministério da Educação iniciar algumas
ações, Tarso Genro lembrou que o exame é
parte de um processo complexo de avaliação que
tem outros três momentos: auto-avaliação
institucional, avaliação externa e avaliação
de cursos. "As conclusões apresentadas aqui não
devem ser entendidas como um juízo definitivo do MEC
sobre as instituições", advertiu. O Enade
avaliou 140.340 estudantes, dos quais 83.661 estavam no primeiro
ano da educação superior e 56.679, concluindo
o curso. Atendeu instituições públicas
e privadas de todas as regiões do país em 13 áreas
do conhecimento - saúde e agrárias - em 2.184
cursos.
Ações
A reforma da educação superior, que deverá
ser concluída em junho deste ano, será beneficiária
das conclusões do Enade. De acordo com o ministro, o
exame fundamenta a criação do ciclo básico,
que já era proposta da reforma universitária.
O ciclo básico vai reforçar a formação
geral para a cidadania, permitindo que o aluno esteja situado
no contexto histórico, econômico, social e científico
antes de iniciar sua formação específica.
"O Enade nos mostra que a universidade de hoje agrega pouco
valor humanístico na formação do aluno",
diz. A reforma da educação superior, explicou,
deve apresentar também novos padrões de financiamento,
políticas afirmativas e bolsas de permanência para
dar qualidade científica, humanística e tecnológica
aos cursos superiores.
Outro dado
é o reaparelhamento das bibliotecas. Tarso Genro disse
que os mesmos alunos que disseram no questionário socioeconômico
que não lêem ou lêem apenas dois livros por
ano informaram que os acervos das bibliotecas estão defasados,
e é nesses locais que fazem suas pesquisas. Para suprir
isso, o ministro anunciou que fará um programa de atualização
das bibliotecas das universidades, a exemplo do que está
fazendo com o livro didático para o ensino médio
este ano. "Independente da reforma, as bibliotecas terão
prioridade em 2006."
Constatações
O Enade permite também constatar que o melhor desempenho,
as notas 4 e 5, estão entre os estudantes das universidades
federais; que as instituições melhor avaliadas
estão nas regiões Sul e Nordeste; que no item
formação geral, a diferença do desempenho
entre os alunos ingressantes e os concluintes foi insignificante,
mostrando que a formação cidadã não
é objeto da educação superior.
Incentivo
O melhor aluno concluinte de cada uma das 13 áreas avaliadas
pelo MEC em 2004 receberá uma bolsa de estudo de R$ 855,00
mensais, em valores de hoje, concedida pela Coordenação
de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
(Capes). A bolsa de estudo é destinada ao custeio do
curso de pós-graduação stricto sensu, mestrado
ou doutorado, escolhido pelo estudante. O aluno tem prazo de
dois anos para solicitar a bolsa à Capes, mediante a
apresentação de dois documentos: o comprovante
de aprovação em processo seletivo para programa
de pós-graduação reconhecido pelo MEC e
cópia autenticada do boletim de desempenho do Enade emitido
pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio
Teixeira (Inep/MEC). Para os alunos de medicina que estão
em programa de residência médica, o prazo para
solicitar a bolsa se estende para quatro anos. Desde 2000, a
Capes concede bolsas de estudo aos melhores de cada área.
De 2000 a 2003, foram beneficiados 48 alunos.
Fonte:
Imprensa MEC (Ionice Lorenzoni)
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| Quarta-feira,
04 de maio de 2005. |
| Esporte
melhora vida de crianças e adolescentes de baixa renda
O esporte
ganha cada vez reconhecimento como aliado na luta contra a exclusão
social e a violência, mudando a vida de crianças
e adolescentes de baixa renda e suas famílias. Exemplos
dessa atuação podem ser acompanhados no Distrito
Federal, em programas como Esporte à Meia-Noite, Amigo
da Gente e Segundo Tempo. Buscando aproveitar ao máximo
o potencial de transformação social oferecido
por essa modalidade, a Organização das Nações
Unidas (ONU) escolheu 2005 como Ano Internacional da Educação
Física e do Esporte.
Segundo
a ONU, programas esportivos aumentam significativamente os índices
de freqüência escolar e reduzem comportamentos anti-sociais.
Raimunda Nonata afirma que sua filha gritava com ela, respondia
e não a ajudava nas tarefas de casa. Apesar de entender
seu comportamento, já que a menina foi abandonada pelo
pai quando tinha 5 anos, às vezes Raimunda perdia a paciência
e batia na garota. "Depois que ela começou a praticar
corrida e natação, as coisas melhoraram muito.
Ela tem mais gosto pelas coisas. Até ganhou um troféu!
Fiquei louca de alegria quando ela o trouxe para casa",
conta a mãe. Hoje, Nayara tem 15 anos e participa do
projeto Amigo da Gente, das secretarias de Esporte e Lazer e
da Ação Social. A iniciativa oferece aulas gratuitas
de esportes e artes a crianças e adolescentes de escolas
públicas entre 7 e 17 anos. Além das aulas, dá
lanche, almoço e, como a maioria dos programas de inclusão
social, exige freqüência e bom rendimento na escola.
Fonte:
Andi
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| Terça-feira,
03 de maio de 2005. |
| Verba
de custeio das federais aumenta 228 milhões
As instituições
federais de ensino superior (Ifes) receberão este ano
R$ 802 milhões para custeio, 39,7% a mais do que no ano
passado (R$ 574 milhões). O anúncio foi feito
nesta segunda-feira, 2, pelo ministro da Educação,
Tarso Genro, durante audiência com a presidente da Associação
Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais
de Ensino Superior (Andifes), Ana Lúcia Almeida Gazzola.
O ministro
anunciou também a volta da função original
da emenda Andifes, ou seja, os recursos destinados às
Ifes deixam de ser um complemento do custeio e voltam a ter
o caráter de investimento em projetos. De acordo com
Gazzola, isso permite às universidades planejarem seus
gastos para investimento no decorrer do ano.
Segundo
Ana Lúcia Gazzola, a iniciativa agradou aos reitores.
"Nos anos anteriores, ficávamos até o final
do ano sem saber qual era o orçamento daquele ano. Agora,
não, já sabemos que o custeio está definido,
o orçamento foi distribuído e todos podemos planejar
nosso ano", justifica.
Para distribuir
os recursos, o Ministério da Educação inovou
ao utilizar os dados mais recentes das instituições.
O MEC, em conjunto com a Andifes, também fará
um levantamento sobre as necessidades de planejamento e custeio
das universidades federais. A idéia é poder, futuramente,
introduzir mudanças estruturais nas instituições
para melhor aplicação dos recursos.
Fonte:
Imprensa MEC (Cristiano Bastos)

Profissionais
de educação tentam encontrar causas para baixo
rendimento escolar
Os exames
que avaliam a qualidade do ensino mostram uma realidade caótica.
O último deles, feito em 2003 pelo Instituto Nacional
de Estudos e Pesquisas (Inep), mostrou que praticamente a metade
dos estudantes do ensino básico está entre o estágio
crítico e muito crítico, no que diz respeito ao
domínio do pensamento matemático e da língua
portuguesa. Profissionais da área de Educação
apontam possíveis causas e saídas para o problema.
Para a professora Vera Baena, um dos principais motivos dessa
situação é a falta de participação
dos pais. A psicopedagoga Angela Cristina Candeo ressalta que
o processo de aprendizagem depende da relação
direta entre aluno, escola e família. Para o psicopedagogo
Marcos Meir, o problema também pode estar relacionado
à forma como o conhecimento tem sido abordado nas instituições
educacionais. Segundo ele, a leitura e a escrita precisam ter
uma função prática na vida da criança.
Outra questão levantada por ele é a forma como
a interdisciplinaridade de conteúdos é abordada
em algumas escolas.
Baixa
qualidade
A chefe do departamento de Ensino Fundamental da Secretaria
de Educação (SEED) do Paraná, Fátima
Yokohama, explica que a baixa qualidade do ensino é resultado
da falta de investimentos na formação continuada
dos professores nos últimos anos. Os dados do Sistema
Nacional de Avaliação da Educação
Básica feito pelo Inep, em 2003, revelaram que, 49,1%
dos alunos estavam num estágio crítico e muito
crítico em relação à língua
portuguesa. Em matemática, a situação era
um pouco melhor: 45%.
Fonte:
Andi
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| Sexta-feira,
02 de maio de 2005. |
| Estudantes
encenam aula para pedir atenção à educação
pública
Uma aula
diferente chamou a atenção de quem passou quinta-feira
(28) ao lado do Ministério da Fazenda no Distrito Federal.
Trinta e quatro bonecos de papelão que representavam
o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ministros e líderes
do governo no Congresso Nacional estavam devidamente sentados
em cadeiras de salas de aula. O nome do ato era sugestivo: Palocci
volta ao banco da escola. A iniciativa faz parte da Campanha
Nacional pelo Direito à Educação. Na escolinha,
uma inversão de papéis. Cerca de 50 alunos da
rede pública tomaram a posição de professores
e faziam perguntas às imagens das autoridades. No lugar
de respostas, silêncio. O objetivo da manifestação
foi chamar a atenção do governo para os investimentos
em Educação.
Uma das
principais reivindicações da campanha é
a liberação, por parte da Fazenda, de recursos
para o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da
Educação Básica e de Valorização
dos Profissionais da Educação (Fundeb). O pedido
é de que o volume de recursos passe de R$ 450 milhões
para R$ 4,3 bilhões. "O presidente Lula já
se pronunciou a favor, mas o Ministério da Fazenda ainda
não falou sobre a viabilização", afirmou
Denise Carreira, coordenadora nacional da campanha. Apesar da
aprovação do presidente Lula, os ministérios
da Educação e da Fazenda ainda não chegaram
a um acordo sobre o novo Fundo. Carreira alertou para a necessidade
de que pelo menos 8% do Produto Interno Bruto (PIB) do país
seja utilizado para cumprir as metas do Plano Nacional de Educação
(PNE), aprovado em 2001. A ação é parte
da mobilização mundial pelo direito à Educação,
que ocorre em mais de cem países. A proposta constou
da 5ª Semana de Ação Mundial promovida de
24 a 30 de abril, com o tema Educar para superar a pobreza.
O objetivo é cobrar das autoridades a efetivação
das leis nacionais e dos acordos internacionais que garantem
mais investimentos e melhores condições para o
ensino público.
Fonte:
ANDI

Crianças
com asma ou bronquite asmática têm atendimento
gratuito em pesquisa com abrangência mundial
A Faculdade
de Medicina do ABC (FMABC), em Santo André, inicia nesta
segunda-feira (2 de maio) a triagem de crianças para
pesquisa da eficácia de novo medicamento para prevenção
de crises asmáticas. Todo tratamento é gratuito
e podem se inscrever pacientes de 6 a 11 anos com asma persistente,
leve ou moderada, bronquite asmática ou que tenham que
fazer inalação constantemente (uma ou mais vezes
por semana).
De acordo
com a Dra. Neusa Falbo Wandalsen, professora de Pediatria e
Puericultura da FMABC e uma das coordenadoras do trabalho, o
estudo é patrocinado por laboratório farmacêutico
com sede na Alemanha e realizado simultaneamente em diversos
centros de pesquisa do mundo, inclusive em outras escolas brasileiras,
como a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
A medicação
em estudo já passou por diversas avaliações
preliminares que comprovam sua segurança. A pesquisa
atual tem por objetivo colher dados que comprovem a eficácia
da nova droga visando à aprovação da comercialização.
Em 2003 o mesmo medicamento já foi estudado em adultos
pela Faculdade de Medicina do ABC. "Estamos analisando
os dados colhidos na pesquisa com adultos e os resultados parciais
são muito bons", acrescenta o médico.
Inscrições
Os pacientes com perfil já descrito devem agendar triagem
no Setor de Pneumologia da FMABC (Av. Príncipe de Gales,
821, Santo André - SP) para verificar se se enquadram
nos critérios clínicos da pesquisa. A marcação
é feita com Aline ou Regina, de segunda a sexta-feira,
das 9h às 16h, no telefone (11) 4993.5469. As inscrições
vão até 30 de maio e o estudo tem duração
aproximada de três meses.
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