| Sexta-feira, 28 de abril de 2006. |
| Embora
menor, índice de desnutrição infantil no semi-árido
ainda preocupa
A desnutrição crônica infantil no semi-árido brasileiro, região mais pobre do país, caiu significativamente na última década, mas o índice ainda é quase três vezes acima do aceitável pelas organizações internacionais de saúde. Pesquisa inédita que envolveu 17 mil crianças com até cinco anos mostra uma taxa de desnutrição de 6,6% na região que abrange oito Estados do Nordeste e o Norte de Minas Gerais. O índice internacionalmente aceitável de desnutrição é de 2,5%. É a primeira vez que se obtém, por meio de uma amostra significativa, dados nutricionais do semi-árido. Em 1996, uma pesquisa domiciliar em todo o Nordeste encontrou um índice de 17,9% de desnutrição infantil crônica. Para o pesquisador Carlos Augusto Monteiro, do departamento de nutrição da USP, que coordenou a análise da Chamada Nutricional, uma série de ações feitas ao longo das últimas décadas propiciou a queda da desnutrição. Entre elas, a melhoria do saneamento básico, do nível de escolaridade e do acesso à saúde, especialmente o Programa de Saúde da Família. Monteiro ressalta também que, além dos programas sociais, deve-se levar em consideração outros fatores para explicar o salto nos índices de nutrição do brasileiro. "É evidente que parte dessa queda no nível de desnutrição se deve a programas de transferência de renda, mas nos últimos dez anos também podemos verificar uma cobertura maior de serviços públicos e a diminuição na taxa de fecundidade", lembra Monteiro. Refeições Fonte:
Andi (O Globo - RJ, Flávio Freire; Correio Braziliense - DF, Paloma
Oliveto; Cultura e cidadania no Projeto Usuário do Amanhã Uma lata de tinta na mão e uma idéia na cabeça. Foi assim que começou a história da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) com a Fundação Orsa, que nesta quinta-feira (27) participou do Projeto Usuário do Amanhã. A fundação atende jovens carentes que no ano passado aplicaram todo conhecimento adquirido em oficinas de grafite para revitalizar uma passarela próxima a Estação Santa Terezinha, em Carapicuíba, na Linha B (Osasco - Itapevi). Agora é a vez da CPTM retribuir o feito ao levar 50 alunos para conhecer a Estação Júlio Prestes e um pouco da história da ferrovia. Outra parada será na Estação Pinacoteca, centro cultural cujo prédio foi projetado em 1914 para servir inicialmente como estação ferroviária. Nesse mesmo edifício funcionou o DOPS - Departamento de Ordem e Política Social - conhecido centro de repressão do regime militar. Hoje, na contramão desse histórico, as celas do lugar cederam espaço ao Memorial da Liberdade. Nesta sexta-feira (28), a curiosidade que muitas crianças têm de viajar na cabine do maquinista será realizada pela garotada da Escola Estadual Conjunto Habitacional Itajuíbe I, de Ferraz de Vasconcelos. Os alunos da 4ª série vão visitar a cabine do Expresso Leste e terão a oportunidade de aprender sobre a história da CPTM, como funciona a Central de Segurança, além de ir a um dos Centros de Controle Operacional da empresa, no Brás. O Projeto Usuário do Amanhã foi criado com o objetivo de conscientizar os estudantes sobre a correta utilização do transporte ferroviário, despertar a cidadania e ampliar seu repertório cultural. A escola ou entidade organizada que quiser participar pode se inscrever pelos telefones (11) 3226-4353 ou 3226-4354 ou enviar um e-mail para o endereço usuário.amanha@cptm.sp.gov.br.
Colégio Paulista leva calor humano a asilo no Dia das Mães Dando continuidade ao projeto de solidariedade e cidadania que desenvolve há seis anos, o Colégio Paulista (COPI) celebra o Dia das Mães de um modo diferente. As 40 moradoras do asilo Lar das Mãezinhas, na Vila Aricanduva (zona leste da cidade de São Paulo), receberão como presente pela data sabonetes feitos pelos próprios alunos. Além disso, caberá aos jovens toda a preparação de um chá da tarde especial para as vovós, incluindo bolos e biscoitos. Na primeira etapa da ação, que envolve o ensino fundamental I e II (7 a 14 anos), serão apresentados em sala conceitos de ciências e higiene. Como complementação ao conteúdo teórico, no período de 8 a 12 de maio, os alunos terão aulas em laboratório para aprender como confeccionar os sabonetes. Além disso, eles terão que colocar a mão na massa e comprovar seus dotes culinários. A quarta série será a responsável pela produção de biscoitos, enquanto a 8ª série fará os bolos que com certeza tornarão a comemoração mais doce. A entrega dos sabonetes acontece nos dias 15 e 19 de maio, quando cerca de 20 alunos do COPI irão visitar o Lar das Mãezinhas e participar da festa saboreando junto com as moradoras os quitutes que produziram. O principal objetivo do projeto é doar calor humano. "Como grande parte das moradoras dos asilos passam o tempo sozinhas, essa experiência de interação com os alunos é muito valiosa", explica Mônica Guerra, coordenadora pedagógica do ensino fundamental. O interesse dos alunos é garantido. Segundo ela, todos querem participar e dar um exemplo de cidadania. Sobre o Lar das
Mãezinhas Cidadania no COPI Graças ao trabalho social desenvolvido em parceria com alunos, professores, pais e a comunidade, o COPI foi certificado em 2005 pelo Instituto Faça Parte com o Selo Escola Solidária. |
| Quinta-feira, 27 de abril de 2006. |
| Aulas
práticas do projeto Surfebem já começaram
O projeto Surfebem se prepara para dar início à segunda etapa de uma série de aulas práticas. Dois jovens da unidade da Febem de São Vicente participaram, nesta quarta-feira, 26, da aula inaugural do projeto, na Escola de Surf Daniks Fischer/Suprema, na praia do Itararé. Os dois sortudos vão aprender a surfar na Praia do Itararé, mesmo cumprindo medidas socioeducativas em regime de internação. "Eles foram autorizados judicialmente por manterem um ótimo comportamento dentro da unidade e também por demonstrarem interesse pelo esporte", explica o diretor da unidade, Luiz Ribeiro, ressaltando que o esporte é uma ferramenta importante no processo de ressocialização de jovens infratores. Daniks Fischer também faz coro às palavras do diretor de São Vicente e adianta que os alunos da Febem terão tratamento adequado, enquanto estiverem sob sua responsabilidade. "Para mim, não importa os motivos que trouxeram eles à Febem. Todos serão tratados da mesma forma, como qualquer outro aluno", adianta Fischer, demonstrando que não vai permitir qualquer tipo de discriminação em suas aulas. Para a presidente da Febem, Berenice Giannella, a iniciativa certamente trará bons resultados. "Além dos benefícios que esporte traz naturalmente, o surfe servirá como mais uma oportunidade de reinclusão desses jovens à sociedade", comenta. "Agora é preciso também que eles tenham consciência e valorizem todo esse esforço conjunto", ressaltou a presidente da instituição. Projeto Surfebem Escola de Surfe ONG Suprema
Repetência escolar no Brasil é maior que a do Camboja, alerta Unesco Considerada um dos principais indicadores de qualidade na educação, a taxa de repetência entre alunos da 1ª à 4ª série no Brasil é pior que a do Camboja e equivalente aos de países como Moçambique e Eritréia. É o que aponta o Relatório Mundial sobre a Profissão Docente, realizado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A lista tem 177 países - o Brasil é o 63º. Segundo o estudo, a repetência reflete "condições insatisfatórias de ensino e de aprendizagem". Para Célio da Cunha, assessor para a área da educação da Unesco no Brasil, uma das explicações para o alto índice de fracasso é a falta de condições para o professor. "Eles não estão preparados para ensinar alunos com dificuldades socioeconômicas." Cunha afirma que a repetência, "além de ser prejudicial ao sistema, acaba com a auto-estima do estudante". Segundo ele, "a situação melhorou um pouco nos últimos anos, mas ainda é o principal desafio da educação no país". Professores De acordo com o relatório, na América Latina e Caribe, o tamanho da força docente ideal será reduzido em função do grande declínio na população em idade escolar. Como conseqüência, o número de professores para a universalização da educação primária estará reduzido a 146 mil em 10 anos. Tal fato oferece oportunidade a países latino-americanos, como o Brasil, de melhorarem a qualidade da educação por meio de investimento de mais recursos por aluno e por professor. Campanha Fonte:
Andi (Correio Braziliense, Hércules Barros; Folha de S. Paulo,
Fábio Takahashi; Dicionários infantis chegarão às escolas até junho O Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) já iniciou a distribuição de 4,6 milhões de dicionários infantis nas 136.389 escolas públicas de ensino básico do país. Até o dia 15 de junho, todas as escolas terão recebido os exemplares. Os dicionários estarão nas salas de aula para as atividades da classe. Em cada sala haverá um acervo com nove dicionários. São 18 obras, divididas em duas coleções - uma para estudantes da primeira e da segunda séries e outra para os de terceira e quarta. A diretora da Escola-Classe da 316 Norte, em Brasília, Luciana Ferraz, acredita que os dicionários facilitarão o aprendizado por usarem uma linguagem que facilita a interação das crianças com os assuntos. "A dinâmica dos dicionários, com ilustrações e temas atuais, permitirá às crianças apreciar a pesquisa dos verbetes. Vai tornar mais alegre a atividade de usar o dicionário", afirmou. Luciana salienta que os dicionários tradicionais contêm palavras que não fazem parte do universo infantil. Para a estudante Maria Eduarda Reis, oito anos, as vantagens dos novos dicionários são as ilustrações, que esclarecem o significado das coisas. Segundo ela, as letras maiores e as imagens ajudam a compreender melhor novas palavras. "Quando eu não sei uma palavra, pego o dicionário para saber o que ela quer dizer. Os desenhos e as palavras explicam melhor o que eu preciso entender", disse. Os 18 dicionários estão classificados em três tipos. O primeiro destina-se à fase inicial de alfabetização, para alunos de seis a oito anos. O segundo, para estudantes da segunda e da terceira séries em processo de desenvolvimento da língua escrita. O terceiro caracteriza-se como um dicionário-padrão, adequado para a terceira e a quarta séries. Fonte: Imprensa MEC (Cristiano Bastos) |
| Quarta-feira, 26 de abril de 2006. |
| Criada
a primeira cartilha para estudantes disléxicos
Dez por cento das crianças brasileiras sofrem de dislexia, uma alteração neurológica que causa dificuldades de aprendizagem, motricidade e uso da linguagem, entre outras. Enquanto estudantes sem a disfunção levam, em média, um ano para aprender a ler e escrever, os disléxicos demoram o dobro. A maioria depara com o despreparo dos professores e enfrenta o preconceito dos colegas - o que deixa seqüelas psicológicas para o resto da vida. A fim de facilitar o aprendizado desses estudantes especiais, foi criada a primeira cartilha nacional especialmente desenvolvida para crianças disléxicas, com lançamento previsto para o fim de junho. Batizada de Facilitando a Alfabetização, o material é baseado em ferramentas criadas pela Sociedade Internacional de Dislexia, com sede nos Estados Unidos. "Trata-se de um instrumento sem precedentes na educação de crianças com essa disfunção", diz o psicopedagogo Mario Angelo Braggio, especialista em distúrbios de aprendizagem. A nova cartilha oferece exercícios criados para minorar as dificuldades dos portadores da disfunção. Conta, ainda, com alguns truques, entre eles, letras em alto-relevo, que visam familiarizar os estudantes com o formato do alfabeto. A explicação é que, com o auxílio do tato, fica mais fácil memorizar a maneira correta de escrevê-las. Uma vantagem da cartilha é que ela pode ser utilizada por crianças não-disléxicas. Fonte:
Andi (Revista Veja, Giuliana Bergamo, 25/04/2006) Crianças têm aulas de culinária na grade curricular Com objetivo de desenvolver hábitos saudáveis de alimentação nas crianças, a escola de educação infantil Primi Passi Singular inseriu aulas de culinária em sua grade curricular. A atividade é quinzenal e abrange alunos de 3 a 6 anos, do maternal ao nível 3. "Acreditamos que, preparando as receitas com a participação das crianças, elas se sentem estimuladas e passam a aceitar alimentos antes rejeitados, como verduras e legumes", explica Maria de Fátima Ria Tosi, diretora da Primi Passi Singular. Além da conscientização para o consumo de alimentos mais saudáveis, o projeto está atrelado ao conteúdo pedagógico e contempla as disciplinas escolares tradicionais. "Na área de Ciências, trabalhamos os cinco sentidos dos alunos e ensinamos noções de higiene pessoal. Peso, quantidade, organização e junção dos alimentos são estudados nas aulas de Matemática, enquanto o passo a passo da receita, a grafia, leitura e a interpretação de texto são abordados pelos professores de Português", completa a diretora. As receitas escolhidas são simples e sem necessidade de ir ao fogo. A escola utiliza como base os livros 40 receitas sem fogão, da coleção Dona Benta, e Um Tico-Tico no Fubá, de Gisela Tomanik Berland. Durante uma semana, as informações são trabalhadas em sala de aula e, na semana seguinte, os alunos colocam a "mão na massa". Os ingredientes são distribuídos entre os alunos e sempre valorizam frutas, verduras e legumes. "Após o preparo dos pratos, as próprias crianças se deliciam com o resultado", acrescenta Maria de Fátima. Unesco "Quando os alunos passam por experiências lúdicas e práticas, fica muito mais fácil trabalharmos as disciplinas em sala de aula. E com as aulas de culinária, acabamos influenciando numa alimentação de qualidade dentro de casa, pois a criança passa a pedir outros alimentos aos pais", conclui Maria de Fátima.
Versão 2006 do Programa Dinheiro Direto na Escola está no site do FNDE A versão 2006 do Programa Dinheiro Direto na Escola Net (PDDEnet) está disponível no site do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE/MEC) para download. O programa foi desenvolvido pela equipe de informática do órgão e permite às prefeituras e secretarias estaduais de educação fazerem a adesão das escolas públicas do ensino fundamental de suas redes ao Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), recurso disponibilizado às escolas para construção, reforma, ampliação ou aquisição de equipamentos. No PDDENet, é possível abrir os formulários de adesão e preenchê-los, de forma on line, com as informações das escolas e do gestor municipal ou do secretário de educação estadual, no caso de escolas estaduais. A coordenação do programa adverte que o prazo para o processo de adesão termina no dia 31 de maio deste ano e que só será validado com o termo de compromisso assinado pelo prefeito ou secretário municipal ou estadual de educação. "Quanto antes enviarem o termo de compromisso melhor, porque, assim, terão garantido o recurso do programa", diz a coordenadora-geral do PDDE, Iracema Bovo. Fonte: Imprensa MEC (Lucy Cardoso) |
| Terça-feira, 25 de abril de 2006. |
| Línguas
indígenas são oficializadas no Amazonas
O município amazonense de São Gabriel da Cachoeira, o maior do país, será o primeiro a oficializar a prática das línguas indígenas tucano, nheengatu e baniua nos meios de comunicação, serviços públicos, escolas, placas de sinalização, comércio e serviços bancários. A adoção dos idiomas está na Lei Municipal nº 145, de 2002. Para regulamentar a lei, as entidades indígenas do município, o Instituto de Investigação e Desenvolvimento em Política Lingüística (Ipol), o Instituto Socioambiental, a Câmara de Vereadores, a Secretaria de Educação do Amazonas, a Fundação Nacional do Índio (Funai) e a Universidade Federal do Amazonas (Ufam), entre outras instituições, estão realizando na cidade o seminário Política Lingüística, Gestão do Conhecimento e Tradução Cultural, na maloca da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), até amanhã, 26. De acordo com o diretor do Ipol, Gilvan Müller de Oliveira, a regulamentação da lei determinará como os serviços públicos e privados devem ser oferecidos nas línguas indígenas. Haverá mudanças em todas as áreas, especialmente nos serviços públicos municipais. O cumprimento da lei não será difícil, segundo Müller, uma vez que 97% dos 45 mil habitantes do município são indígenas. A iniciativa de São Gabriel da Cachoeira, na avaliação do diretor do Ipol, indica que no Brasil o caminho da oficialização das línguas indígenas deve se expandir além do âmbito municipal. O país tem cerca de 200 línguas, a maioria falada em um município ou região, nunca na área total do Estado. Resultados Município com 112 mil quilômetros quadrados, São Gabriel da Cachoeira tem área maior que Portugal. No Brasil, supera Estados como Pernambuco, Espírito Santo, Santa Catarina, Alagoas, Sergipe e Paraíba. Faz divisa com Venezuela e Colômbia. Caracteriza-se pelo plurilingüismo - tem 23 línguas indígenas de cinco troncos. A maioria dos povos fala, além da sua língua materna, o tucano, o nheengatu e o baniua. Dados do Censo Escolar de 2005 indicam que o município tem dez mil alunos indígenas em classes da educação infantil ao ensino médio, 208 escolas e 640 professores, todos indígenas. Fonte:
Imprensa MEC (Ionice Lorenzoni) Cerca de 30 mil livros novos foram abandonados por prefeitura Cerca de 35 mil livros didáticos para o ensino fundamental estão abandonados, sem uso, em depósitos improvisados da cidade de Taubaté, interior de São Paulo, desde o início do ano letivo. O lote do desperdício custou R$ 210 mil aos cofres públicos (99% pago pela União e 1% pelo Estado) e seria repassado gratuitamente à prefeitura da cidade. Os livros haviam sido solicitados pelo prefeito Roberto Peixoto (PSDB) ao governo paulista no final de 2005. Porém, o município optou posteriormente por comprar apostilas de um sistema educacional privado ao custo de R$ 33,4 milhões por três anos, que irá atender 45 mil alunos. Como haveria uma duplicidade de gastos, já que parte da verba para o sistema apostilado também é oriunda de recursos federais, o governo estadual, que faz a intermediação de repasse desse tipo, não entregou os livros à prefeitura, guardando-os em salas de aulas desativadas na cidade. A Secretaria Estadual da Educação disse que parte dos livros já foi remanejada para outras escolas da região, mas não informa quantos nem quando isso ocorreu. Segundo a secretaria, a prefeitura deveria ter informado previamente que não tinha mais interesse nos livros. A prefeitura disse que não avisou porque pretendia ficar com os livros, para usá-los conjuntamente com as apostilas. De acordo com a administração local, optou-se pelas apostilas porque os livros do Programa Nacional do Livro Didático não supriam "a demanda municipal". "Na escolha, foi levada em consideração a preocupação de garantir uma linha pedagógica, além da continuidade do processo de ensino e aprendizagem", afirma a prefeitura. Em 2005, ao analisar a compra de apostilas com verba federal, a Controladoria Geral da União apontou que esses casos configuram improbidade administrativa, por desperdício de verba. Fonte:
Andi (Folha de S. Paulo - SP, José Ernesto Credendio, 22/04/2006) Campanha Espinha Nunca Mais tem como tema um sapo com espinhas e uma bela moça que "cura" o adolescente Com o objetivo de mostrar aos jovens que acne tem cura e orientá-los sobre os problemas causados pelas tão indesejadas espinhas, o Projeto Cucas (Companheiros Unidos Contra a Acne - www.cucas.com.br) invade as ruas de São Paulo, Curitiba, Belo Horizonte, Porto Alegre e Rio de Janeiro. A campanha Espinha Nunca Mais faz blitzes em diversas escolas e bares das capitais. A ação tem pickups com sapos gigantes, de onde saem os caça-sapos, "profissionais" vestidos com a mesma parafernália dos caça-fantasmas do filme Ghost Busters e cuja missão é exterminar a acne do mundo. A brincadeira faz parte da campanha publicitária que entrou na programação da MTV no dia 17 de abril. Criada pela agência LZB Diagnóstico, a campanha tem um filme de 30 segundos para TV, na qual um sapo cheio de espinhas é beijado por uma bela moça e se transforma em um rapaz lindo e de pele lisinha. A principal mensagem é que acne tem cura e a melhor saída é procurar orientação médica. Desde 2003, o Projeto Cucas viaja pelo país levando informações aos jovens através de palestras nas escolas. Os alunos recebem a visita de um dermatologista que esclarece dúvidas e estimula o debate sobre o problema que afeta a auto-estima e a saúde do adolescente. Além disso, o site do projeto é aberto a visitantes de todo o Brasil. No endereço, o interessado pode tirar dúvidas, participar de chats, fóruns e até mesmo criar seu próprio CucasBlog. Numa linguagem jovem, o Cucas procura oferecer aos adolescentes o que eles precisam: orientação. |
| Segunda-feira, 24 de abril de 2006. |
| Campanha
Seu voto pela Infância quer mobilizar parlamentares contra
a violência sexual
Representantes de organizações sociais, deputados e senadores da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente lançaram uma mobilização para que a Câmara dos Deputados vote, em regime de urgência, cinco projetos de lei com modificações no Código Penal, no Código de Processo Penal e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O pedido foi feito ao presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), durante o lançamento da campanha Parlamentares da esperança: seu voto pela infância. A campanha pretende sensibilizar os parlamentares para a necessidade de aumentar o rigor das penas para os crimes sexuais contra crianças e adolescentes. A intenção do grupo é que as cinco propostas estejam sancionadas pelo presidente da República até 18 de maio, dia nacional de combate ao abuso e à exploração sexual de meninos e meninas. As mudanças na lei foram propostas depois de denúncias apresentadas no relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Exploração Sexual, em 2004. Um ano antes, a CPI visitou 22 Estados brasileiros, colhendo depoimento de crianças e adolescentes vítimas de abuso sexuais. "Precisamos dar uma resposta para essas pessoas que confiaram na gente", desabafa a senadora Patrícia Saboya (PSB-CE), coordenadora da frente no Senado. Cartilha Fonte:
Andi (Correio Braziliense, Hércules Barros, 19/04/2006) Teses e dissertações poderão ser consultadas na Internet Os programas de mestrado e doutorado deverão divulgar na Internet as dissertações e teses de final de curso defendidas a partir de março de 2006. As instituições terão prazo até 31 de dezembro para se adequarem à nova medida. Segundo o ministro da Educação, Fernando Haddad, os estudos deverão ser incluídos no Portal Domínio Público do MEC. As orientações de como os cursos de pós-graduação devem proceder estão na Portaria nº 13, publicada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC). Um procedimento fundamental é que os programas de pós-graduação deverão encaminhar por e-mail as teses e dissertações para o endereço eletrônico domínio@mec.gov.br. "Os programas precisarão apenas nos enviar o arquivo magnético e o restante faremos aqui", explica o diretor do Departamento de Infra-Estrutura Tecnológica da Secretaria de Educação a Distância do MEC, Espártaco Coelho. De acordo com o diretor de avaliação da Capes, Renato Janine Ribeiro, com a nova portaria a Capes quer, em primeiro lugar, divulgar intensamente o conhecimento gerado na pós-graduação brasileira, que tem entre 35 a 40 mil teses e dissertações defendidas por ano. "A primeira razão é dobrar a publicação dos trabalhos de conclusão de nossos pós-graduandos. Assim, eles serão mais utilizados, mais citados e seu trabalho será mais valorizado." O segundo objetivo é a transparência e está ligado à avaliação feita pela Capes. "Com a divulgação de todos os trabalhos, a própria comunidade poderá avaliar de maneira cada vez mais transparente a qualidade da produção científica", diz o diretor. A obrigatoriedade da digitalização incluirá apenas as teses e dissertações que forem defendidas a partir de março, mas é desejável que as defendidas anteriormente também sejam colocadas à disposição do público. Várias universidades, como a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) já disponibilizam suas teses e dissertações. Conheça o Portal Domínio Público. Fonte:
Imprensa MEC (Fátima Schenini) Preservação de língua cigana "Unga ron que camêla mistori" e "rimidinhar". Os significados dessas duas expressões do dialeto calon (respectivamente "amigo" e "casamento") podem ser conhecidos agora graças aos estudos de Fábio José Dantas Melo, aluno de doutorado do Instituto de Letras da Universidade de Brasília (UnB). Como o calon é uma língua ágrafa, não existem registros escritos de seu conteúdo. O objetivo de Melo é montar um dicionário. Para isso, é preciso, antes de mais nada, dar um significado gráfico às expressões apenas faladas. Ao todo, o pesquisador já tem catalogadas 500 palavras. O grupo cigano calon vive no município de Mambaí, no nordeste de Goiás, a 250 quilômetros de Brasília. Segundo Melo, autor do livro Os ciganos calon de Mambaí: a sobrevivência de sua língua, lançado pela Thesaurus Editora com base em seu mestrado, o trabalho é feito em três etapas. As palavras são coletadas por meio de gravações, transliteradas ao alfabeto fonético internacional e, por fim, adaptadas ao sistema ortográfico da língua portuguesa. Entre outras palavras identificadas estão chaburron (criança), cais (árvore), ariquéldar (falar), babanon (bonito), duveli (deus), daí (mãe) e chibi (linguagem). "Apesar de ser considerada uma língua em perigo de extinção, muitas palavras do calon têm conseguido sobreviver. E, se ainda resta um extenso vocabulário disponível, nossa função é preservá-lo", disse Melo à Agência FAPESP. "É na língua que estão codificadas as formas de pensar e de sentir dos indivíduos. Então, mais do que entregar à sociedade uma série de registros escritos, o dicionário representa a conservação do material etnológico dos calon para as gerações futuras." Após visitas ao povoado, Melo constatou forte influência do português na língua calon. Crianças e jovens, que não aprendem a língua cigana na escola, falam mais o português e apenas algumas palavras em calon. Os adultos misturam o dialeto ao português, mas optam pelo calon em ocasiões de negócio e quando querem manter segredo. "Estamos perdendo não só uma língua, mas toda uma cultura que faz parte da formação do Brasil", diz Melo. Os calon que vivem hoje no Brasil são provenientes da Península Ibérica, para onde foram da Índia. Ao se instalar no interior de Goiás, na década de 1970, o grupo deixou de ser nômade. As 114 famílias catalogadas totalizam cerca de 1,5 mil pessoas. As estimativas indicam que há cerca de 800 mil ciganos no Brasil. As primeiras famílias chegaram em 1574. "Os ciganos não foram tratados como escravos, mas também não tiveram a mesma visibilidade dos colonizadores", conta Melo. Fonte: Agência FAPESP (Thiago Romero) |
| Quinta-feira, 20 de abril de 2006. |
| Organização
dos órfãos AOCM é vencedora do Prêmio dos Amigos
Mundiais
A organização dos órfãos AOCM foi vencedora da sétima edição do Prêmio Crianças do Mundo, recebendo a premiação na categoria Prêmio Amigos Mundiais. A organização, que luta pelos direitos dos órfãos do genocídio de Ruanda, foi escolhida através da Votação Mundial que mobilizou 10 milhões de crianças em todo o mundo. O prêmio é uma iniciativa da ONG sueca Children's World (www.childrensworld.org) e tem por objetivo defender os direitos das crianças e adolescentes, além de promover intercâmbio humanitário de diferentes culturas. No Brasil, o prêmio conta com a parceria dos portais de educação da Positivo Informática - o Educacional (www.educacional.com.br), que atende escolas particulares, e o Aprende Brasil (www.aprendebrasil.com.br), que atende escolas públicas. Utilizando as ferramentas dos portais, os alunos discutiram o tema em sala de aula e tiveram acesso às diferentes realidades vividas pelas crianças atendidas pelos projetos indicados ao prêmio. Na seqüência, os alunos escolheram seus candidatos e votaram, via Internet, numa urna eletrônica criada especialmente para as escolas ligadas aos portais. O Júri Internacional do Prêmio, formado por quinze crianças de nacionalidades diferentes, entre elas o brasileiro Railander Pablo Freitas de Souza, 12, elegeu Craig Kielburger como vencedor da categoria Prêmio das Crianças do Mundo, em reconhecimento por sua luta para que crianças sejam libertas da pobreza e da violação dos seus direitos em todo o mundo. Já na categoria Prêmio de Honra das Crianças, a escolhida foi Jetsum Pema, irmã do Dalai Lama, que trabalha há 40 anos pelos direitos das crianças tibetanas refugiadas. A premiação acontece hoje, no Castelo de Gripsholm, em Mariefred, Suécia. Crianças de 20 países conduzirão a cerimônia que contará com a presença da Rainha Silvia, uma das madrinhas do prêmio. Na ocasião, será entregue o prêmio de 100 mil dólares, que deverá ser utilizado pelo ganhador para a continuidade dos trabalhos de defesa dos direitos da criança.
Governo de MS lança livros na língua terena A Secretaria de Educação de Mato Grosso do Sul lançou, no último dia 18, cinco livros escritos em língua terena para serem utilizados como apoio pedagógico em escolas indígenas. O material foi elaborado por alunos do curso de Magistério Indígena - promovido pela Associação de Educação Católica, em parceria com o governo de Mato Grosso do Sul. O material traz ilustrações e histórias infantis em português e terena. O lançamento aconteceu na aldeia Bananal, em Aquidauana, a 125 quilômetros de Campo Grande. As escolas indígenas receberão também livros nas línguas kadiwéu e guarani-kaiowá ainda este ano. Fonte:
Andi (O Estado de MS - Christiane Reis, 19/04) Brasileiro abre curso de português em universidade síria O professor brasileiro de língua e literatura árabes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), João Baptista Vargens, vai ministrar aulas de português no Instituto de Línguas Estrangeiras da Universidade de Damasco, na Síria. Assim, concretizará um dos acordos firmados entre a Síria e o Brasil, durante a visita do ministro da Educação, Fernando Haddad, ao país do Oriente Médio. O acadêmico, doutor pela Universidade de Lisboa, vai lançar um curso de português para estrangeiros baseado em método desenvolvido por sua equipe para falantes de árabe. A cooperação acadêmica entre as universidades dos dois países terá início por meio do ensino de português. Vargens domina, também, a língua árabe, o que facilitou o encontro com o presidente da Universidade de Damasco, Wael Mualla, para discutir o incremento da parceria de cooperação. Mualla sugeriu a criação futura de uma cátedra de estudos brasileiros e de língua portuguesa na universidade. Cooperação As iniciativas de cooperação educacional entre Brasil e Síria começaram em 1997. Em dezembro de 2003, com a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Síria, foi assinado o acordo que prevê intercâmbio para o ensino de línguas. Foram definidas outras áreas de interesse mútuo, como intercâmbio, pesquisas científicas, planejamento, estatísticas, erradicação do analfabetismo, sistemas de avaliação, ensino de história e geografia, culturas brasileira e árabe, educação de jovens e adultos, informática e bolsa de estudos para alunos de graduação. Fonte: Imprensa MEC (Lívia Jappe) |
| Quarta-feira, 19 de abril de 2006. |
| Cresce
acesso a sites educacionais na Internet
A facilidade de pesquisa na rede mundial de computadores tem impulsionado cada vez mais a criação e acesso aos sites de educação. Segundo levantamento do Instituto de Pesquisa Ibope/NetRatings, a busca por informações na web na área de educação aumentou 14% em número de usuários residenciais de janeiro a fevereiro deste ano. Entre fevereiro de 2005 e 2006, a área classificada no estudo como Educação e Carreiras representou 45,9% das navegações feitas a partir de computadores domiciliares. "Os sites de educação sofrem muita influência sazonal, como no início do período letivo", comenta Alexandre Sanches Magalhães, coordenador de análise do Ibope Inteligência. O perfil dos internautas de sites de busca é basicamente formado por pessoas de 12 a 34 anos, com uma concentração maior na faixa dos 12 aos 24 anos. A análise de acesso à rede a partir de computador em casa revela que a maioria dos internautas responsáveis pela ascensão dos sites de educação é mesmo de estudantes. Preocupação Fonte:
Andi (Correio Braziliense - DF, Hércules Barros, 17/04/2006) Santo André opera primeira incubadora educacional do país A Incubadora Educacional de Santo André, que vai materializar seus primeiros projetos a partir de maio, coordena e impulsiona cinco grandes empreendimentos idealizados por suas empresas incubadas - organização de exposições científicas, capacitação de professores e produção de publicações nas áreas de ciências naturais e ciências humanas, desenvolvimento de softwares educativos e realização de cursos de educação continuada para empresas com o uso da Internet (e-learning corporativo). Trata-se da primeira incubadora educacional do país, que foi lançada em agosto de 2005 com a finalidade de incentivar o surgimento e a manutenção de novos negócios no setor de educação. A incubadora oferece infra-estrutura física, apoio administrativo, equipamentos, cursos, treinamentos e assessoria técnica nas mais diversas áreas para micro, pequenas e médias empresas. A Incubadora Educacional de Santo André é um programa da Prefeitura de Santo André em parceria com o Centro Universitário Fundação de Santo André (FSA) e a Associação de Amigos da Estação Ciência. A iniciativa conta também com apoio da Incubadora Tecnológica de Santo André. "O objetivo é tirar as teses de mestrado e de doutorado de dentro das universidades. Afinal, quem faz mestrado ou doutorado tem uma idéia e a aplica. Ou seja, temos idéias aprovadas, testadas e certificadas e que não estão no comércio, na economia. Assim, o que pretendemos é tirar essa produção da estante das bibliotecas e colocá-las no mercado", afirma o gerente da Incubadora Educacional, Luís Roberto Batista. Segundo ele, a expectativa é diminuir a distância existente atualmente entre o universo acadêmico e o empresarial.
Quilombolas concluem curso de alfabetização em Minas Gerais As comunidades quilombolas da região de Gorutuba, ao Norte de Minas Gerais, estão em festa. Ontem, dia 18 de abril, 400 alunos do projeto-piloto Alfabetização Quilombola comemoraram a conclusão do curso, com uma cerimônia na Associação Atlética Banco do Brasil (AABB) do município de Janaúba. O projeto Alfabetização Quilombola integra o Programa BB Educar, da Fundação Banco do Brasil, que promove a alfabetização de jovens e adultos em todo o país. A partir de maio, os alunos começam a freqüentar aulas para incentivar a leitura e a continuidade do aprendizado. Inspirado no pensamento de Paulo Freire, o programa é baseado nos princípios da educação libertadora e na aprendizagem dialógica, que permite a alunos e professores ensinar e aprender. "Temos o cuidado de capacitar alfabetizadores entre os jovens da própria comunidade, pois isso evita choques culturais e possibilita abordar, nas aulas, assuntos e questões relacionados ao cotidiano do gorutubano", diz Jacques Pena, presidente da Fundação Banco do Brasil. Segundo Pena, os 400 quilombolas que concluíram o curso de alfabetização aprenderam muito mais do que somente ler e escrever. "Eles aprenderam a se enxergar como cidadãos e agentes de mudança, o que estimulará a discussão e implantação de alternativas econômicas, sociais e políticas para o desenvolvimento da comunidade." Implementado em 25 comunidades quilombolas, o projeto Alfabetização Quilombola também contou com a consultoria técnica do antropólogo Aderval da Costa Filho e do Instituto Socioambiental (ISA), além do apoio de uma rede social formada por voluntários e diversas associações da região. O Alfabetização Quilombola permitiu ainda que os gorutubanos recebessem diagnósticos oftalmológicos e, em caso de necessidade, óculos gratuitos. Além disso, a Fundação Banco do Brasil atua como parceira da comunidade na implantação de hortas comunitárias e no projeto de captação e distribuição de água. O investimento da fundação nesses projetos é de R$ 725 mil. História |
| Terça-feira, 18 de abril de 2006. |
| Escolas
técnicas do Sudeste terão concurso para 700 profissionais
Os centros federais de educação tecnológica (Cefets) de todo o Brasil foram autorizados a realizar concurso público para contratação de 1,5 mil professores e técnicos. À Região Sudeste foram destinadas 693 vagas, que serão preenchidas por professores de primeiro e segundo graus, médicos, engenheiros e arquitetos, entre outros. Em Minas Gerais, serão 73 vagas para o Cefet-MG, 36 para o de Ouro Preto, 45 para o de Bambuí, 21 para o de Januária, 21 para o de Rio Pomba, 14 para o de Uberaba, 8 para a Escola Agrotécnica Federal (EAF) de Uberlândia, 6 para a de Barbacena, 6 para a de Salinas, 6 para a de Machado, 4 para a de Inconfidentes, 2 para a de São João Evangelista e 1 para a de Muzambinho. No Rio de Janeiro, 108 para o Cefet de Química, de Nilópolis, 36 para o Cefet de Campos, 36 para o Cefet-RJ, 60 para o Colégio Pedro II, 10 para o Instituto Nacional de Educação de Surdos e 10 para Instituto Benjamin Constant, que atende deficientes visuais. No Espírito Santo, 105 para Cefet-ES, 7 para a EAF de Santa Teresa, 5 para a de Colatina e 1 para a de Alegre. Outras 72 vagas foram reservadas para o Cefet-SP. Caravana Ezequiel da Silva, um dos físicos da equipe, afirma que esse é um trabalho inovador, de quebra de paradigmas. "De uma forma alegre e didática, levamos um pouco da história da física às crianças, que logo no primeiro contato ficam apaixonadas pela matéria", disse. Fonte:
Imprensa MEC (Sophia Gebrim) Escola de Taboão da Serra inova no ensino de inglês a deficientes visuais Crianças e adultos portadores de deficiência visual, com a ajuda de equipamentos em Braille e modernos softwares, estão aprendendo inglês e informática de forma inovadora na Escola Municipal Antônio Fenólio, em Taboão da Serra, na Grande São Paulo. O método aplicado vem revolucionando o ensino voltado a esses PNEs (Portadores de Necessidades Especiais), que antes encontravam grandes dificuldades para aprender. A escola, localizada no bairro Pirajuçara, é a única da região equipada para atender deficientes visuais, mas outros colégios do município já possuem também equipamentos voltados ao auxílio de estudantes com outros tipos de deficiência. Em Taboão da Serra, a atenção dedicada aos PNEs nas escolas tornou-se realidade graças à parceria mantida pela Secretaria de Educação do Município com a Futurekids do Brasil. Especializada em desenvolver projetos educacionais, a empresa disponibiliza todo o material necessário e oferece cursos de capacitação aos professores. O programa aplicado em Taboão da Serra é também utilizado em outras cidades paulistas. Foi desenvolvido em conjunto com a USP e a Rede Saci, visando estimular a inclusão social, a melhoria da qualidade de vida e o exercício da cidadania das pessoas com deficiência. "A proposta de ensino de uma língua estrangeira, especificamente o inglês, para os deficientes visuais promove tanto a inclusão social como a lingüística. No mundo globalizado, é necessário o domínio dessa língua para lidar com situações cotidianas e até conseguir bons empregos. Para isso, é importante o educador ter acesso a uma metodologia adequada, com auxílio de equipamentos. Vale lembrar que a parceria com professores que também apresentem algum tipo de deficiência visual pode ser de grande auxilio para o enriquecimento das aulas e de todos os envolvidos no processo de ensino-aprendizagem", diz Flávia Quirino Nogueira, consultora em língua inglesa da Futurekids do Brasil. Na escola Antônio Fenólio, as aulas de inglês para deficientes visuais são ministradas pela professora Fátima Donizete Pagliari, facilitadora da Futurekids, portadora da mesma deficiência. Ela tem 20 alunos, entre crianças e jovens, cegos ou de baixa visão, e está entusiasmada com a experiência. A professora Fátima Pagliari utiliza em suas aulas, entre outros, o software educacional ''Let's Go'' e, com o auxílio de um especialista em Informática Educacional, que manuseia os equipamentos, consegue ensinar todos os seus alunos. Ela conta que, pela primeira vez, percebe que a inclusão dos PNEs começa a se tornar uma realidade. "É um grande avanço, porque falar em inclusão na teoria é muito fácil, mas na prática, no dia-a-dia, há muita dificuldade. Sei por experiência própria. A Futurekids trouxe a possibilidade concreta de oferecermos um ensino de qualidade a esses alunos. Além de aumentar a auto-estima, o aprendizado de inglês abre as portas para um futuro melhor, mais digno."
MEC investe na formação de professores em educação de jovens e adultos A formação de professores para trabalhar na educação de jovens e adultos está na pauta do Ministério da Educação. Parte do investimento sai do orçamento - neste ano, será de R$ 548 milhões - destinado aos sistemas públicos de ensino que oferecem EJA. Mas a atuação é mais diversificada. Conheça as outras ações em andamento, focadas principalmente na oferta de cursos e material didático. Cefets Saberes da Terra O programa é uma parceria dos ministérios da Educação, Trabalho e Desenvolvimento Agrário, com a cooperação de Estados, municípios, organizações não-governamentais e movimentos sociais do campo. A formação dos professores será em serviço, uma vez que as aulas para 5.060 agricultores familiares, com idade entre 15 e 29 anos, também começam em maio. Os recursos da União somam R$ 10 milhões, dos quais R$ 6 milhões são do MEC e R$ 2 milhões de cada um dos outros dois ministérios. A formação de professores em EJA e o ensino fundamental para os jovens agricultores serão oferecidos nas regiões Nordeste (Bahia, Maranhão, Paraíba, Pernambuco e Piauí), Centro-Oeste (Mato Grosso do Sul), Norte (Pará, Tocantins e Rondônia), Sul (Paraná e Santa Catarina) e Sudeste (Minas Gerais). O Saberes da Terra é dirigido aos jovens que trabalham na agricultura familiar e seu objetivo é desenvolver uma política que fortaleça e amplie o acesso e a permanência deles no sistema formal de ensino, oferecendo elevação da escolaridade, qualificação social e profissional. A proposta pedagógica é fundamentada no eixo agricultura familiar e sustentabilidade. A oferta do ensino fundamental tem duração de dois anos, com calendário de aulas de acordo com as atividades agrícolas de cada município e região. Educar na Diversidade Fazendo Escola Material didático O conjunto de cadernos trata, entre outros pontos, da didática e dos procedimentos que os educadores de EJA devem conhecer para trabalhar com estas classes de alunos, do perfil do público de EJA: o que procura na escola, o que sabe e o que não sabe, as relações com o mundo do trabalho e onde vivem; apresenta estratégias capazes de gerar, desenvolver e manter a sala de aula como um grupo de aprendizagem; aborda quatro instrumentos importantes para a prática pedagógica dos professores: observação e registro; avaliação e planejamento; desenvolvimento de questões, funções e utilidades do cotidiano do professor; orientações e discussões relativas à teoria do conhecimento: como os alunos aprendem e como o professor ajuda ensinando. Universidades Com a pesquisa em andamento, Soares constatou que existe um crescimento da oferta. Em 2002, nove instituições tinham a habilitação e agora são 16, mas nesse meio tempo também algumas encerraram a oferta. É o caso do campus de Juazeiro, da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), que foi pioneiro na área. A habilitação foi suspensa, explica, por falta de interesse dos alunos da pedagogia. Na UFMG, que criou a habilitação em EJA há 20 anos, ela é oferecida nos dois últimos anos do curso de pedagogia, mas Leôncio diz que é importante estender esta formação para as demais licenciaturas: história, geografia, matemática, química, física, biologia, português e línguas estrangeiras. Fonte: Imprensa MEC (Ionice Lorenzoni) |
| Segunda-feira, 17 de abril de 2006. |
| Conferências
estaduais de educação profissional têm início
este mês
As conferências estaduais de educação profissional e tecnológica começam a ser realizadas no fim deste mês, em todo o Brasil. De 26 a 28 de abril, o Centro Federal de Educação Tecnológica de Pernambuco (Cefet-PE), em Recife, sediará a 1ª Conferência Estadual de EPT de Pernambuco, que terá como tema principal Educação Profissional: Política Pública como Estratégia para o Desenvolvimento Humano. O objetivo do encontro é discutir e propor diretrizes para a política nacional de educação profissional e tecnológica e dialogar com os diferentes agentes envolvidos, visando contribuir para o desenvolvimento e a inclusão social. Professores, gestores e administradores são o público-alvo do evento, que terá painéis, mesas-redondas e grupos de trabalho para a formulação de propostas. A conferência, organizada pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente de Pernambuco (Sectma) com o Cefet-PE, tem apoio do Ministério da Educação, por meio da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec). O Conselho Estadual de Educação de Pernambuco também apóia o evento. As inscrições podem ser feitas gratuitamente até o próximo dia 24. Mais informações nas páginas eletrônicas da Secretaria e do Cefet-PE. Calendário Fonte:
Imprensa MEC (Sophia Gebrim) Educação influencia no número de filhos No balanço entre os fatores que mais influenciam os casais a terem filhos, a educação tem peso maior que a renda. Mesmo nos domicílios pobres, o nível de instrução reduz a taxa de fecundidade. Nas famílias com renda per capita de até um salário-mínimo e mulheres que estudaram ao menos oito anos, a média de filhos é de 3,2. Essa taxa sobe para 4,3 nas famílias ricas (mais de cinco salários) e com mulheres pouco instruídas (até três anos de estudo). "Acima do debate entre os adeptos de várias formas de controle da natalidade e dos valores religiosos, está o conhecimento. A educação liberta a mulher", destaca o presidente do Instituto Pereira Passos (IPP), Sérgio Besserman. Marcelo Neri, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), alerta que o aumento da gravidez na adolescência pode inverter a equação favorável entre educação e taxa de natalidade. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) constatou que, em 1991, 16% das crianças nascidas no país eram filhas de adolescentes (15 a 19 anos). Em 2004, essa parcela subiu para 19,9%. A educação também ajuda na redução da mortalidade infantil. Quando a mãe tem menos de três anos de estudo, a mortalidade infantil chega a 34,9 por cada mil crianças nascidas vivas. Essa taxa recua para 15,1 entre as mães com pelo menos oito anos de estudo. Fonte:
Andi (O Globo - RJ, Cássia Almeida, Flávia Oliveira, Letícia
Lins e Luciana Rodrigues; Inscrições do Programa Ponte Cultural, que já tem 750 concorrentes, vão até 20 de abril Mais de 750 professores do ensino médio da rede estadual de São Paulo já estão inscritos no programa Ponte Cultural, patrocinado pelo Santander Banespa, em parceria com a Secretaria de Estado da Educação. Os 30 classificados no programa realizarão um curso intensivo de Língua e Cultura Espanhola, na Universidade de Salamanca, na cidade de mesmo nome, na Espanha. As inscrições vão até o dia 20 de abril, no site da Secretaria da Educação (www.educacao.sp.gov.br), que também será responsável pela seleção. O curso é destinado a professores de Educação Básica II da rede estadual de ensino. O Santander Banespa oferece essas bolsas de estudo pelo terceiro ano - em 2004 e 2005, 62 professores da rede estadual viajaram a Salamanca. Os professores viajarão no dia 1º de julho e, além da viagem e do curso, receberão, ainda, uma ajuda de custo de 200 euros do Santander Banespa para a viagem. Fundada em 1218, a Universidade de Salamanca é a instituição de ensino mais antiga da Espanha, e sua importância deu à região de Castilha-Leão (onde fica a cidade de Salamanca) o título de "berço" do idioma espanhol. |
| Quinta-feira, 13 de abril de 2006. |
| Arte
circense: uma nova ferramenta de ressocialização na unidade
Vila Maria da Febem
Parece palhaçada, mas não é. Desde agosto de 2005, nas unidades Uirapuru e Adoniran Barbosa - ambas do Complexo Vila Maria, da Febem - está sendo desenvolvido um projeto inusitado junto aos internos da instituição: uma oficina de palhaço, composta por dez jovens reincidentes (de cada unidade) que manifestaram interesse em participar de atividades educativas voltadas à arte circense. "A nossa oficina estimula a busca de um segundo eu, um ser de pureza, sem malícia, que troca tudo por um sorriso", explica o ator e palhaço Marco Guerra, responsável pela iniciativa. Ele conta que foi contratado, a princípio, para desenvolver uma oficina de teatro, mas teve que usar outros métodos para chamar a atenção dos jovens. "Comecei com o curso de teatro e percebi que eles não se interessaram tanto. Aí, usei o plano B, que era a oficina de palhaço", explica. Guerra é arte-educador do Instituto Mensageiros, uma entidade não-governamental que atua em parceria com a fundação no desenvolvimento de atividades culturais junto aos internos. "Nunca imaginei que uma oficina de palhaço na Febem ia dar certo", comenta. "Eu me questionava: jovens da Febem tentando fazer alguém rir? Pois é. Deu tão certo que, a partir de então, a cada mês, estamos realizando um sarau na unidade", conta, orgulhoso. No sarau da Vila Maria, os jovens encenam reprises tirados do livro Palhaços, do professor Mario Fernando Bolognese. A obra é utilizada pelo professor Marco Guerra para desenvolver técnicas de arte circense junto a seus alunos. Além disso, o arte-educador trabalhada técnicas de voz, corpo e postura. O professor ainda revela que já existe um grande palhaço entre os internos da Vila Maria. É o palhaço Creitin, de 17 anos. "Gostei tanto da oficina que pretendo trabalhar profissionalmente", planeja o jovem, que já está prestes a ser desinternado e deseja dar continuidade à atividade. Para a diretora cultural da Febem, Marisa Fortunato, a iniciativa é muito interessante, pois desperta um lado irreverente dos adolescentes, que muitas vezes, por conta das circunstâncias em que eles estão vivendo, as pessoas pouco conhecem. "A aceitação está tão boa que decidimos implantar o projeto no Tatuapé e em Franco da Rocha", explica a diretora. Além dessas unidades citadas, a oficina de palhaço também é desenvolvida na Unidade de Semiliberdade do Brás.
Universitários egressos de escolas públicas têm melhor desempenho escolar, aponta Unicamp Estudantes universitários egressos de escolas públicas têm melhor desempenho escolar. É o que aponta pesquisa realizada em 2003 pela Universidade de Campinas, uma das mais importantes do país. O levantamento aponta que os alunos oriundos de escolas públicas, menos de 30% do corpo discente da Unicamp à época, apesar de enfrentarem maiores dificuldades materiais ao longo da permanência na universidade, tinham médias 5% superiores aos demais. A partir dessa constatação, a universidade criou o Programa de Ação Afirmativa e Inclusão Social (Paais), mecanismo que tem como objetivo tornar o vestibular mais justo e, ao mesmo tempo, mais eficaz como método de identificação dos estudantes de maior potencial. Segundo a proposta, os candidatos que tiverem cursado o ensino médio em escolas públicas têm direito a 30 pontos extras, cerca de 4% da pontuação máxima do vestibular. A Comissão Permanente para os Vestibulares (Convest) comparou o desempenho dos 2.829 alunos que ingressaram na Unicamp em 2005, dos quais 931 beneficiados pelo Paais. Considerando somente a nota do vestibular, sem a adição dos pontos extras, em apenas 4 dos 55 cursos de graduação os estudantes de escolas públicas tiveram, em média, notas superiores aos demais aprovados. Mas, ao final do primeiro semestre letivo, depois de apenas quatro meses na universidade, os egressos de escolas públicas já se encontravam à frente dos colegas vindos de escolas particulares em nada menos que 29 cursos. O coordenador-adjunto da Convest, o matemático Renato Pedrosa, expõe os pressupostos do programa: "Em geral, para passar no vestibular, os alunos de escolas públicas têm de superar concorrentes que tiveram melhores oportunidades educacionais. São jovens com capacidade de aprendizado acima da média", explica. No ensino médio, os alunos de escolas públicas são 88% do total nacional, mas, nas universidades mantidas pelo Estado, os oriundos das escolas públicas são minoria. E, nos cursos mais concorridos, que oferecem melhores perspectivas de renda futura, essa minoria torna-se uma raridade. Fonte:
Andi (Revista Carta Capital, Flávio Lobo, 11/04/2006) Inscrições para o ProUni começam dia 15 de maio As inscrições para o Programa Universidade para Todos, referentes às vagas do segundo semestre, estarão abertas entre 15 de maio e 9 de junho. A seleção será baseada no desempenho do candidato no Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) de 2005. Poderão concorrer a uma bolsa os candidatos com média igual ou maior do que 45 pontos no exame. Também é preciso ter renda familiar, por pessoa, de até três salários mínimos e ter cursado o ensino médio completo em escola pública ou privada com bolsa integral. O resultado da seleção será divulgado no dia 14 de junho. O número de instituições participantes e de bolsas oferecidas estará disponível no portal do MEC na data de abertura das inscrições. O ProUni concedeu 90.241 bolsas no primeiro semestre de 2006: 62.305 integrais e 27.936 parciais (50% da mensalidade), distribuídas em 1.388 instituições de ensino de todo o país. Na primeira edição do programa, em 2005, foram oferecidas 112 mil bolsas. Fonte: Imprensa MEC (Sandro Santos) |
| Quarta-feira, 12 de abril de 2006. |
| Países
de língua portuguesa vão debater educação de
jovens e adultos
A educação de jovens e adultos (EJA) nos países de língua portuguesa será o tema principal da oficina que o Ministério da Educação, a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), órgão do Ministério das Relações Exteriores, e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) realizam de 15 a 18 de maio, em Brasília. De acordo com o diretor do Departamento de Educação de Jovens e Adultos da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad/MEC), Timothy Ireland, a oficina visa construir um plano estratégico de cooperação entre os países para troca de informações, experiências e programas na área. Participam do encontro coordenadores de EJA, agências de cooperação, fóruns de universidades da Comunidade de Países de Língua Portuguesa - Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste - e o ministério da educação da África do Sul, que vem conhecer detalhes do Programa Brasil Alfabetizado e da educação de jovens e adultos. Brasil Alfabetizado Os participantes da reunião, disse Timothy, elogiaram o formato descentralizado do Programa Brasil Alfabetizado - que trabalha em parceria com Estados, municípios e ONGs -, a coordenação do Governo Federal e o sistema de avaliação do desempenho dos alunos. Foi consenso na reunião, explicou Timothy, que as campanhas periódicas de alfabetização de adultos, os materiais didáticos improvisados e a baixa formação de alfabetizadores devem ser evitados porque não produzem resultados. A alfabetização se consolida, disse, com cursos mais longos e, especialmente, com a oferta de educação de jovens e adultos nos sistemas de ensino. Também no encontro, o MEC manifestou interesse em publicar no Brasil romances, poesias e contos de autores africanos para os leitores de EJA e relatos de experiências feitas em países da África sobre a educação de jovens e adultos. Fonte:
Imprensa MEC (Ionice Lorenzoni) Estudantes ficam menos de quatro horas por dia na escola, aponta estudo Dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que 80,6% dos alunos do ensino fundamental da rede pública no Nordeste ficam menos de quatro horas na escola. No Norte, esse percentual sobe para 81,3%. Na média do país, 61,5% dos alunos da rede pública ficam até quatro horas na escola. Na rede particular, o percentual cai para 43,7%. Nas escolas particulares da região Norte, o percentual também melhora: 61,8% dos alunos ficam até quatro horas. Para Dolores Kappel, especialista em indicadores educacionais, como o acesso à escola já está praticamente universalizado no Brasil, o próximo passo precisa ser a qualificação do ensino. "O pouco tempo de permanência na escola é um indicador de que a qualidade está baixa. É preciso melhorar a infra-estrutura, ter bibliotecas, computadores e atividades culturais", afirma. No Nordeste, 90,6% dos alunos da pré-escola ficam menos de quatro horas em sala de aula. No ensino fundamental, o percentual é de 80,6%. Em Alagoas, Estado com os piores índices nacionais de evasão escolar, a maioria dos 60 mil professores das redes estadual e municipal justifica a péssima qualidade do ensino público fundamental com a alegação de falta de escolas, de professores e da jornada reduzida de ensino. No Sudeste, a situação é um pouco melhor: apenas 32,3% dos alunos do ensino fundamental da rede pública ficam menos de quatro horas na escola. Já no Sul do país, o percentual cresce para 83,8%. O ex-ministro da Educação, senador Cristovam Buarque (PDT-DF |