Sexta-feira, 28 de abril de 2006.
Embora menor, índice de desnutrição infantil no semi-árido ainda preocupa

A desnutrição crônica infantil no semi-árido brasileiro, região mais pobre do país, caiu significativamente na última década, mas o índice ainda é quase três vezes acima do aceitável pelas organizações internacionais de saúde. Pesquisa inédita que envolveu 17 mil crianças com até cinco anos mostra uma taxa de desnutrição de 6,6% na região que abrange oito Estados do Nordeste e o Norte de Minas Gerais. O índice internacionalmente aceitável de desnutrição é de 2,5%. É a primeira vez que se obtém, por meio de uma amostra significativa, dados nutricionais do semi-árido. Em 1996, uma pesquisa domiciliar em todo o Nordeste encontrou um índice de 17,9% de desnutrição infantil crônica.

Para o pesquisador Carlos Augusto Monteiro, do departamento de nutrição da USP, que coordenou a análise da Chamada Nutricional, uma série de ações feitas ao longo das últimas décadas propiciou a queda da desnutrição. Entre elas, a melhoria do saneamento básico, do nível de escolaridade e do acesso à saúde, especialmente o Programa de Saúde da Família. Monteiro ressalta também que, além dos programas sociais, deve-se levar em consideração outros fatores para explicar o salto nos índices de nutrição do brasileiro. "É evidente que parte dessa queda no nível de desnutrição se deve a programas de transferência de renda, mas nos últimos dez anos também podemos verificar uma cobertura maior de serviços públicos e a diminuição na taxa de fecundidade", lembra Monteiro.

Refeições
Das famílias ouvidas pela pesquisa, 7,2% fazia menos de três refeições por dia, ou seja, 150 mil crianças. Nestes casos, a porcentagem de desnutrição crônica registrada foi três vezes maior (16,4%) do que a verificada entre famílias que fazem três ou mais refeições diárias (5,8%). Do total de crianças avaliadas pelos técnicos, 6,6% estavam com desnutrição crônica. O projeto foi realizado no contexto do Pacto nacional um mundo para a criança e o adolescente do semi-árido, pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e o Ministério da Saúde, em parceria com prefeituras, governos estaduais e universidades públicas, com o apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Fonte: Andi (O Globo - RJ, Flávio Freire; Correio Braziliense - DF, Paloma Oliveto;
Folha de S. Paulo - SP, Cláudia Callucci; O Estado de S. Paulo - SP, Emilio Sant´Anna;
Estado de Minas - MG; Gazeta do Povo - PR, A Noticia - SC, 25/04/2006)

Cultura e cidadania no Projeto Usuário do Amanhã

Uma lata de tinta na mão e uma idéia na cabeça. Foi assim que começou a história da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) com a Fundação Orsa, que nesta quinta-feira (27) participou do Projeto Usuário do Amanhã.

A fundação atende jovens carentes que no ano passado aplicaram todo conhecimento adquirido em oficinas de grafite para revitalizar uma passarela próxima a Estação Santa Terezinha, em Carapicuíba, na Linha B (Osasco - Itapevi). Agora é a vez da CPTM retribuir o feito ao levar 50 alunos para conhecer a Estação Júlio Prestes e um pouco da história da ferrovia.

Outra parada será na Estação Pinacoteca, centro cultural cujo prédio foi projetado em 1914 para servir inicialmente como estação ferroviária. Nesse mesmo edifício funcionou o DOPS - Departamento de Ordem e Política Social - conhecido centro de repressão do regime militar. Hoje, na contramão desse histórico, as celas do lugar cederam espaço ao Memorial da Liberdade.

Nesta sexta-feira (28), a curiosidade que muitas crianças têm de viajar na cabine do maquinista será realizada pela garotada da Escola Estadual Conjunto Habitacional Itajuíbe I, de Ferraz de Vasconcelos. Os alunos da 4ª série vão visitar a cabine do Expresso Leste e terão a oportunidade de aprender sobre a história da CPTM, como funciona a Central de Segurança, além de ir a um dos Centros de Controle Operacional da empresa, no Brás.

O Projeto Usuário do Amanhã foi criado com o objetivo de conscientizar os estudantes sobre a correta utilização do transporte ferroviário, despertar a cidadania e ampliar seu repertório cultural. A escola ou entidade organizada que quiser participar pode se inscrever pelos telefones (11) 3226-4353 ou 3226-4354 ou enviar um e-mail para o endereço usuário.amanha@cptm.sp.gov.br.

Colégio Paulista leva calor humano a asilo no Dia das Mães

Dando continuidade ao projeto de solidariedade e cidadania que desenvolve há seis anos, o Colégio Paulista (COPI) celebra o Dia das Mães de um modo diferente. As 40 moradoras do asilo Lar das Mãezinhas, na Vila Aricanduva (zona leste da cidade de São Paulo), receberão como presente pela data sabonetes feitos pelos próprios alunos. Além disso, caberá aos jovens toda a preparação de um chá da tarde especial para as vovós, incluindo bolos e biscoitos.

Na primeira etapa da ação, que envolve o ensino fundamental I e II (7 a 14 anos), serão apresentados em sala conceitos de ciências e higiene. Como complementação ao conteúdo teórico, no período de 8 a 12 de maio, os alunos terão aulas em laboratório para aprender como confeccionar os sabonetes. Além disso, eles terão que colocar a mão na massa e comprovar seus dotes culinários. A quarta série será a responsável pela produção de biscoitos, enquanto a 8ª série fará os bolos que com certeza tornarão a comemoração mais doce.

A entrega dos sabonetes acontece nos dias 15 e 19 de maio, quando cerca de 20 alunos do COPI irão visitar o Lar das Mãezinhas e participar da festa saboreando junto com as moradoras os quitutes que produziram.

O principal objetivo do projeto é doar calor humano. "Como grande parte das moradoras dos asilos passam o tempo sozinhas, essa experiência de interação com os alunos é muito valiosa", explica Mônica Guerra, coordenadora pedagógica do ensino fundamental. O interesse dos alunos é garantido. Segundo ela, todos querem participar e dar um exemplo de cidadania.

Sobre o Lar das Mãezinhas
Localizado na zona leste de São Paulo, a instituição existe há 16 anos e cuida de 40 idosas. O lar, que emprega 13 pessoas e conta com o trabalho voluntário de médicos, uma psicóloga e um assistente social, dá assistência a quem os procura pedindo alimentos, roupas ou remédios e realiza mensalmente visitas a moradores de rua, albergues e abrigos para crianças que sofrem de dependência química. O Lar das Mãezinhas fica na Rua Júlio Colaço, 170 - Vila Aricanduva.

Cidadania no COPI
O Projeto Cidadania tem o objetivo de conscientizar os alunos de seu papel de cidadãos e incentivar a participação ativa na sociedade, em busca de soluções para os atuais problemas ambientais e sociais. Desenvolvido há seis anos, o projeto já coleciona muitas conquistas importantes, como o recorde de 30 mil latas de alumínio coletadas e destinadas à reciclagem, ajuda aos asilos e orfanatos e, principalmente, o envolvimento da comunidade escolar e de comerciantes da região.

Graças ao trabalho social desenvolvido em parceria com alunos, professores, pais e a comunidade, o COPI foi certificado em 2005 pelo Instituto Faça Parte com o Selo Escola Solidária.

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Quinta-feira, 27 de abril de 2006.
Aulas práticas do projeto Surfebem já começaram

O projeto Surfebem se prepara para dar início à segunda etapa de uma série de aulas práticas. Dois jovens da unidade da Febem de São Vicente participaram, nesta quarta-feira, 26, da aula inaugural do projeto, na Escola de Surf Daniks Fischer/Suprema, na praia do Itararé.

Os dois sortudos vão aprender a surfar na Praia do Itararé, mesmo cumprindo medidas socioeducativas em regime de internação. "Eles foram autorizados judicialmente por manterem um ótimo comportamento dentro da unidade e também por demonstrarem interesse pelo esporte", explica o diretor da unidade, Luiz Ribeiro, ressaltando que o esporte é uma ferramenta importante no processo de ressocialização de jovens infratores.

Daniks Fischer também faz coro às palavras do diretor de São Vicente e adianta que os alunos da Febem terão tratamento adequado, enquanto estiverem sob sua responsabilidade. "Para mim, não importa os motivos que trouxeram eles à Febem. Todos serão tratados da mesma forma, como qualquer outro aluno", adianta Fischer, demonstrando que não vai permitir qualquer tipo de discriminação em suas aulas.

Para a presidente da Febem, Berenice Giannella, a iniciativa certamente trará bons resultados. "Além dos benefícios que esporte traz naturalmente, o surfe servirá como mais uma oportunidade de reinclusão desses jovens à sociedade", comenta. "Agora é preciso também que eles tenham consciência e valorizem todo esse esforço conjunto", ressaltou a presidente da instituição.

Projeto Surfebem
Consiste em estimular nos jovens da Baixada Santista a prática do surfe, trabalhar a auto-estima e mostrar que é possível canalizar suas energias em disputas saudáveis. Assuntos como prevenção às drogas e conscientização ambiental também fazem parte do projeto-piloto que teve início com os internos da Febem de São Vicente.

Escola de Surfe
Há dois anos, Daniks mantém a Escola de Surf Daniks Fischer/Suprema, localizada na cidade de São Vicente, onde dá aula de surfe para jovens e adultos gratuitamente. A única exigência é que todos os alunos estejam matriculados no ensino público. Mais de 600 pessoas já passaram por sua escola.

ONG Suprema
Fischer também preside a ONG Sociedade Unida em Prol do Esporte e Meio Ambiente (Suprema), que desenvolve várias ações focando a conscientização ambiental, além de projetos sociais com a comunidade.

Repetência escolar no Brasil é maior que a do Camboja, alerta Unesco

Considerada um dos principais indicadores de qualidade na educação, a taxa de repetência entre alunos da 1ª à 4ª série no Brasil é pior que a do Camboja e equivalente aos de países como Moçambique e Eritréia. É o que aponta o Relatório Mundial sobre a Profissão Docente, realizado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A lista tem 177 países - o Brasil é o 63º.

Segundo o estudo, a repetência reflete "condições insatisfatórias de ensino e de aprendizagem". Para Célio da Cunha, assessor para a área da educação da Unesco no Brasil, uma das explicações para o alto índice de fracasso é a falta de condições para o professor. "Eles não estão preparados para ensinar alunos com dificuldades socioeconômicas." Cunha afirma que a repetência, "além de ser prejudicial ao sistema, acaba com a auto-estima do estudante". Segundo ele, "a situação melhorou um pouco nos últimos anos, mas ainda é o principal desafio da educação no país".

Professores
Segundo o relatório da Unesco, para o Brasil garantir a universalização da educação primária será preciso contratar 396 mil novos profissionais de educação nos próximos 10 anos. O documento considera a profissão do docente um eixo estratégico na promoção de uma educação de qualidade para todos.

De acordo com o relatório, na América Latina e Caribe, o tamanho da força docente ideal será reduzido em função do grande declínio na população em idade escolar. Como conseqüência, o número de professores para a universalização da educação primária estará reduzido a 146 mil em 10 anos. Tal fato oferece oportunidade a países latino-americanos, como o Brasil, de melhorarem a qualidade da educação por meio de investimento de mais recursos por aluno e por professor.

Campanha
O relatório da Unesco faz parte das ações da organização para comemorar, até domingo, a Semana da Educação para Todos, que este ano tem como prioridade o educador, com o tema Toda criança precisa de um professor. A campanha, realizada anualmente, lembra governos e sociedade civil sobre os compromissos de melhoria do ensino assumidos em 2000, por ocasião do Fórum Mundial de Educação.

Fonte: Andi (Correio Braziliense, Hércules Barros; Folha de S. Paulo, Fábio Takahashi;
O Estado de S. Paulo, Lisandra Paraguassú; Estado de Minas; O Tempo-MG, 26/04)

Dicionários infantis chegarão às escolas até junho

O Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) já iniciou a distribuição de 4,6 milhões de dicionários infantis nas 136.389 escolas públicas de ensino básico do país. Até o dia 15 de junho, todas as escolas terão recebido os exemplares.

Os dicionários estarão nas salas de aula para as atividades da classe. Em cada sala haverá um acervo com nove dicionários. São 18 obras, divididas em duas coleções - uma para estudantes da primeira e da segunda séries e outra para os de terceira e quarta.

A diretora da Escola-Classe da 316 Norte, em Brasília, Luciana Ferraz, acredita que os dicionários facilitarão o aprendizado por usarem uma linguagem que facilita a interação das crianças com os assuntos. "A dinâmica dos dicionários, com ilustrações e temas atuais, permitirá às crianças apreciar a pesquisa dos verbetes. Vai tornar mais alegre a atividade de usar o dicionário", afirmou. Luciana salienta que os dicionários tradicionais contêm palavras que não fazem parte do universo infantil.

Para a estudante Maria Eduarda Reis, oito anos, as vantagens dos novos dicionários são as ilustrações, que esclarecem o significado das coisas. Segundo ela, as letras maiores e as imagens ajudam a compreender melhor novas palavras. "Quando eu não sei uma palavra, pego o dicionário para saber o que ela quer dizer. Os desenhos e as palavras explicam melhor o que eu preciso entender", disse.

Os 18 dicionários estão classificados em três tipos. O primeiro destina-se à fase inicial de alfabetização, para alunos de seis a oito anos. O segundo, para estudantes da segunda e da terceira séries em processo de desenvolvimento da língua escrita. O terceiro caracteriza-se como um dicionário-padrão, adequado para a terceira e a quarta séries.

Fonte: Imprensa MEC (Cristiano Bastos)

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Quarta-feira, 26 de abril de 2006.
Criada a primeira cartilha para estudantes disléxicos

Dez por cento das crianças brasileiras sofrem de dislexia, uma alteração neurológica que causa dificuldades de aprendizagem, motricidade e uso da linguagem, entre outras. Enquanto estudantes sem a disfunção levam, em média, um ano para aprender a ler e escrever, os disléxicos demoram o dobro. A maioria depara com o despreparo dos professores e enfrenta o preconceito dos colegas - o que deixa seqüelas psicológicas para o resto da vida.

A fim de facilitar o aprendizado desses estudantes especiais, foi criada a primeira cartilha nacional especialmente desenvolvida para crianças disléxicas, com lançamento previsto para o fim de junho. Batizada de Facilitando a Alfabetização, o material é baseado em ferramentas criadas pela Sociedade Internacional de Dislexia, com sede nos Estados Unidos. "Trata-se de um instrumento sem precedentes na educação de crianças com essa disfunção", diz o psicopedagogo Mario Angelo Braggio, especialista em distúrbios de aprendizagem.

A nova cartilha oferece exercícios criados para minorar as dificuldades dos portadores da disfunção. Conta, ainda, com alguns truques, entre eles, letras em alto-relevo, que visam familiarizar os estudantes com o formato do alfabeto. A explicação é que, com o auxílio do tato, fica mais fácil memorizar a maneira correta de escrevê-las. Uma vantagem da cartilha é que ela pode ser utilizada por crianças não-disléxicas.

Fonte: Andi (Revista Veja, Giuliana Bergamo, 25/04/2006)

Crianças têm aulas de culinária na grade curricular

Com objetivo de desenvolver hábitos saudáveis de alimentação nas crianças, a escola de educação infantil Primi Passi Singular inseriu aulas de culinária em sua grade curricular. A atividade é quinzenal e abrange alunos de 3 a 6 anos, do maternal ao nível 3. "Acreditamos que, preparando as receitas com a participação das crianças, elas se sentem estimuladas e passam a aceitar alimentos antes rejeitados, como verduras e legumes", explica Maria de Fátima Ria Tosi, diretora da Primi Passi Singular.

Além da conscientização para o consumo de alimentos mais saudáveis, o projeto está atrelado ao conteúdo pedagógico e contempla as disciplinas escolares tradicionais. "Na área de Ciências, trabalhamos os cinco sentidos dos alunos e ensinamos noções de higiene pessoal. Peso, quantidade, organização e junção dos alimentos são estudados nas aulas de Matemática, enquanto o passo a passo da receita, a grafia, leitura e a interpretação de texto são abordados pelos professores de Português", completa a diretora.

As receitas escolhidas são simples e sem necessidade de ir ao fogo. A escola utiliza como base os livros 40 receitas sem fogão, da coleção Dona Benta, e Um Tico-Tico no Fubá, de Gisela Tomanik Berland. Durante uma semana, as informações são trabalhadas em sala de aula e, na semana seguinte, os alunos colocam a "mão na massa". Os ingredientes são distribuídos entre os alunos e sempre valorizam frutas, verduras e legumes. "Após o preparo dos pratos, as próprias crianças se deliciam com o resultado", acrescenta Maria de Fátima.

Unesco
A Primi Passi Singular aproveitou ainda a inclusão das aulas de culinária para desenvolver projeto abordando o tema proposto pela Unesco, "Desertos e Desertificações". Foram selecionados alguns pratos típicos de países desérticos para o desenvolvimento de pesquisa histórica dessas regiões e da agricultura, com discussões sobre plantio, colheita, cultura e pratos típicos.

"Quando os alunos passam por experiências lúdicas e práticas, fica muito mais fácil trabalharmos as disciplinas em sala de aula. E com as aulas de culinária, acabamos influenciando numa alimentação de qualidade dentro de casa, pois a criança passa a pedir outros alimentos aos pais", conclui Maria de Fátima.

Versão 2006 do Programa Dinheiro Direto na Escola está no site do FNDE

A versão 2006 do Programa Dinheiro Direto na Escola Net (PDDEnet) está disponível no site do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE/MEC) para download. O programa foi desenvolvido pela equipe de informática do órgão e permite às prefeituras e secretarias estaduais de educação fazerem a adesão das escolas públicas do ensino fundamental de suas redes ao Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), recurso disponibilizado às escolas para construção, reforma, ampliação ou aquisição de equipamentos.

No PDDENet, é possível abrir os formulários de adesão e preenchê-los, de forma on line, com as informações das escolas e do gestor municipal ou do secretário de educação estadual, no caso de escolas estaduais.

A coordenação do programa adverte que o prazo para o processo de adesão termina no dia 31 de maio deste ano e que só será validado com o termo de compromisso assinado pelo prefeito ou secretário municipal ou estadual de educação. "Quanto antes enviarem o termo de compromisso melhor, porque, assim, terão garantido o recurso do programa", diz a coordenadora-geral do PDDE, Iracema Bovo.

Fonte: Imprensa MEC (Lucy Cardoso)

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Terça-feira, 25 de abril de 2006.
Línguas indígenas são oficializadas no Amazonas

O município amazonense de São Gabriel da Cachoeira, o maior do país, será o primeiro a oficializar a prática das línguas indígenas tucano, nheengatu e baniua nos meios de comunicação, serviços públicos, escolas, placas de sinalização, comércio e serviços bancários. A adoção dos idiomas está na Lei Municipal nº 145, de 2002.

Para regulamentar a lei, as entidades indígenas do município, o Instituto de Investigação e Desenvolvimento em Política Lingüística (Ipol), o Instituto Socioambiental, a Câmara de Vereadores, a Secretaria de Educação do Amazonas, a Fundação Nacional do Índio (Funai) e a Universidade Federal do Amazonas (Ufam), entre outras instituições, estão realizando na cidade o seminário Política Lingüística, Gestão do Conhecimento e Tradução Cultural, na maloca da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), até amanhã, 26.

De acordo com o diretor do Ipol, Gilvan Müller de Oliveira, a regulamentação da lei determinará como os serviços públicos e privados devem ser oferecidos nas línguas indígenas. Haverá mudanças em todas as áreas, especialmente nos serviços públicos municipais. O cumprimento da lei não será difícil, segundo Müller, uma vez que 97% dos 45 mil habitantes do município são indígenas. A iniciativa de São Gabriel da Cachoeira, na avaliação do diretor do Ipol, indica que no Brasil o caminho da oficialização das línguas indígenas deve se expandir além do âmbito municipal. O país tem cerca de 200 línguas, a maioria falada em um município ou região, nunca na área total do Estado.

Resultados
Com a aprovação da lei, o curso de magistério para 315 professores indígenas de 14 povos, iniciado em 2006, já é ministrado nas três línguas e em português. Em julho próximo, terá início o primeiro curso de graduação da futura Universidade dos Povos Indígenas. O curso de licenciatura em política educacional e desenvolvimento comunitário será oferecido pela Ufam em parceria com o Ipol e a Foirn. Será o primeiro de uma universidade pública, nas aldeias, ministrado em línguas indígenas, com o português como língua auxiliar. As aulas serão ministradas em Cucuí, no Rio Negro; Taracuá, no Rio Uaupés; e Tunuí ou Assunção, no Rio Içana.

Município com 112 mil quilômetros quadrados, São Gabriel da Cachoeira tem área maior que Portugal. No Brasil, supera Estados como Pernambuco, Espírito Santo, Santa Catarina, Alagoas, Sergipe e Paraíba. Faz divisa com Venezuela e Colômbia. Caracteriza-se pelo plurilingüismo - tem 23 línguas indígenas de cinco troncos. A maioria dos povos fala, além da sua língua materna, o tucano, o nheengatu e o baniua. Dados do Censo Escolar de 2005 indicam que o município tem dez mil alunos indígenas em classes da educação infantil ao ensino médio, 208 escolas e 640 professores, todos indígenas.

Fonte: Imprensa MEC (Ionice Lorenzoni)

Cerca de 30 mil livros novos foram abandonados por prefeitura

Cerca de 35 mil livros didáticos para o ensino fundamental estão abandonados, sem uso, em depósitos improvisados da cidade de Taubaté, interior de São Paulo, desde o início do ano letivo. O lote do desperdício custou R$ 210 mil aos cofres públicos (99% pago pela União e 1% pelo Estado) e seria repassado gratuitamente à prefeitura da cidade. Os livros haviam sido solicitados pelo prefeito Roberto Peixoto (PSDB) ao governo paulista no final de 2005. Porém, o município optou posteriormente por comprar apostilas de um sistema educacional privado ao custo de R$ 33,4 milhões por três anos, que irá atender 45 mil alunos. Como haveria uma duplicidade de gastos, já que parte da verba para o sistema apostilado também é oriunda de recursos federais, o governo estadual, que faz a intermediação de repasse desse tipo, não entregou os livros à prefeitura, guardando-os em salas de aulas desativadas na cidade.

A Secretaria Estadual da Educação disse que parte dos livros já foi remanejada para outras escolas da região, mas não informa quantos nem quando isso ocorreu. Segundo a secretaria, a prefeitura deveria ter informado previamente que não tinha mais interesse nos livros. A prefeitura disse que não avisou porque pretendia ficar com os livros, para usá-los conjuntamente com as apostilas.

De acordo com a administração local, optou-se pelas apostilas porque os livros do Programa Nacional do Livro Didático não supriam "a demanda municipal". "Na escolha, foi levada em consideração a preocupação de garantir uma linha pedagógica, além da continuidade do processo de ensino e aprendizagem", afirma a prefeitura. Em 2005, ao analisar a compra de apostilas com verba federal, a Controladoria Geral da União apontou que esses casos configuram improbidade administrativa, por desperdício de verba.

Fonte: Andi (Folha de S. Paulo - SP, José Ernesto Credendio, 22/04/2006)

Campanha Espinha Nunca Mais tem como tema um sapo com espinhas e uma bela moça que "cura" o adolescente

Com o objetivo de mostrar aos jovens que acne tem cura e orientá-los sobre os problemas causados pelas tão indesejadas espinhas, o Projeto Cucas (Companheiros Unidos Contra a Acne - www.cucas.com.br) invade as ruas de São Paulo, Curitiba, Belo Horizonte, Porto Alegre e Rio de Janeiro. A campanha Espinha Nunca Mais faz blitzes em diversas escolas e bares das capitais. A ação tem pickups com sapos gigantes, de onde saem os caça-sapos, "profissionais" vestidos com a mesma parafernália dos caça-fantasmas do filme Ghost Busters e cuja missão é exterminar a acne do mundo. A brincadeira faz parte da campanha publicitária que entrou na programação da MTV no dia 17 de abril.

Criada pela agência LZB Diagnóstico, a campanha tem um filme de 30 segundos para TV, na qual um sapo cheio de espinhas é beijado por uma bela moça e se transforma em um rapaz lindo e de pele lisinha. A principal mensagem é que acne tem cura e a melhor saída é procurar orientação médica.

Desde 2003, o Projeto Cucas viaja pelo país levando informações aos jovens através de palestras nas escolas. Os alunos recebem a visita de um dermatologista que esclarece dúvidas e estimula o debate sobre o problema que afeta a auto-estima e a saúde do adolescente. Além disso, o site do projeto é aberto a visitantes de todo o Brasil. No endereço, o interessado pode tirar dúvidas, participar de chats, fóruns e até mesmo criar seu próprio CucasBlog. Numa linguagem jovem, o Cucas procura oferecer aos adolescentes o que eles precisam: orientação.

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Segunda-feira, 24 de abril de 2006.
Campanha Seu voto pela Infância quer mobilizar parlamentares contra a violência sexual

Representantes de organizações sociais, deputados e senadores da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente lançaram uma mobilização para que a Câmara dos Deputados vote, em regime de urgência, cinco projetos de lei com modificações no Código Penal, no Código de Processo Penal e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O pedido foi feito ao presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), durante o lançamento da campanha Parlamentares da esperança: seu voto pela infância. A campanha pretende sensibilizar os parlamentares para a necessidade de aumentar o rigor das penas para os crimes sexuais contra crianças e adolescentes.

A intenção do grupo é que as cinco propostas estejam sancionadas pelo presidente da República até 18 de maio, dia nacional de combate ao abuso e à exploração sexual de meninos e meninas. As mudanças na lei foram propostas depois de denúncias apresentadas no relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Exploração Sexual, em 2004. Um ano antes, a CPI visitou 22 Estados brasileiros, colhendo depoimento de crianças e adolescentes vítimas de abuso sexuais. "Precisamos dar uma resposta para essas pessoas que confiaram na gente", desabafa a senadora Patrícia Saboya (PSB-CE), coordenadora da frente no Senado.

Cartilha
A frente também lançou o Manual de Formação e Ação de Frentes Parlamentares em Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente. A cartilha orienta assembléias legislativas e câmaras municipais em todo o país a criarem frentes em defesa das crianças. De acordo com estudiosos do assunto, em cerca de 90% dos casos os abusos são cometidos dentro de casa ou por alguém da convivência da vítima.

Fonte: Andi (Correio Braziliense, Hércules Barros, 19/04/2006)

Teses e dissertações poderão ser consultadas na Internet

Os programas de mestrado e doutorado deverão divulgar na Internet as dissertações e teses de final de curso defendidas a partir de março de 2006. As instituições terão prazo até 31 de dezembro para se adequarem à nova medida. Segundo o ministro da Educação, Fernando Haddad, os estudos deverão ser incluídos no Portal Domínio Público do MEC.

As orientações de como os cursos de pós-graduação devem proceder estão na Portaria nº 13, publicada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC). Um procedimento fundamental é que os programas de pós-graduação deverão encaminhar por e-mail as teses e dissertações para o endereço eletrônico domínio@mec.gov.br.

"Os programas precisarão apenas nos enviar o arquivo magnético e o restante faremos aqui", explica o diretor do Departamento de Infra-Estrutura Tecnológica da Secretaria de Educação a Distância do MEC, Espártaco Coelho.

De acordo com o diretor de avaliação da Capes, Renato Janine Ribeiro, com a nova portaria a Capes quer, em primeiro lugar, divulgar intensamente o conhecimento gerado na pós-graduação brasileira, que tem entre 35 a 40 mil teses e dissertações defendidas por ano. "A primeira razão é dobrar a publicação dos trabalhos de conclusão de nossos pós-graduandos. Assim, eles serão mais utilizados, mais citados e seu trabalho será mais valorizado." O segundo objetivo é a transparência e está ligado à avaliação feita pela Capes. "Com a divulgação de todos os trabalhos, a própria comunidade poderá avaliar de maneira cada vez mais transparente a qualidade da produção científica", diz o diretor.

A obrigatoriedade da digitalização incluirá apenas as teses e dissertações que forem defendidas a partir de março, mas é desejável que as defendidas anteriormente também sejam colocadas à disposição do público. Várias universidades, como a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) já disponibilizam suas teses e dissertações.

Conheça o Portal Domínio Público.

Fonte: Imprensa MEC (Fátima Schenini)

Preservação de língua cigana

"Unga ron que camêla mistori" e "rimidinhar". Os significados dessas duas expressões do dialeto calon (respectivamente "amigo" e "casamento") podem ser conhecidos agora graças aos estudos de Fábio José Dantas Melo, aluno de doutorado do Instituto de Letras da Universidade de Brasília (UnB).

Como o calon é uma língua ágrafa, não existem registros escritos de seu conteúdo. O objetivo de Melo é montar um dicionário. Para isso, é preciso, antes de mais nada, dar um significado gráfico às expressões apenas faladas. Ao todo, o pesquisador já tem catalogadas 500 palavras. O grupo cigano calon vive no município de Mambaí, no nordeste de Goiás, a 250 quilômetros de Brasília.

Segundo Melo, autor do livro Os ciganos calon de Mambaí: a sobrevivência de sua língua, lançado pela Thesaurus Editora com base em seu mestrado, o trabalho é feito em três etapas. As palavras são coletadas por meio de gravações, transliteradas ao alfabeto fonético internacional e, por fim, adaptadas ao sistema ortográfico da língua portuguesa.

Entre outras palavras identificadas estão chaburron (criança), cais (árvore), ariquéldar (falar), babanon (bonito), duveli (deus), daí (mãe) e chibi (linguagem).

"Apesar de ser considerada uma língua em perigo de extinção, muitas palavras do calon têm conseguido sobreviver. E, se ainda resta um extenso vocabulário disponível, nossa função é preservá-lo", disse Melo à Agência FAPESP. "É na língua que estão codificadas as formas de pensar e de sentir dos indivíduos. Então, mais do que entregar à sociedade uma série de registros escritos, o dicionário representa a conservação do material etnológico dos calon para as gerações futuras."

Após visitas ao povoado, Melo constatou forte influência do português na língua calon. Crianças e jovens, que não aprendem a língua cigana na escola, falam mais o português e apenas algumas palavras em calon. Os adultos misturam o dialeto ao português, mas optam pelo calon em ocasiões de negócio e quando querem manter segredo.

"Estamos perdendo não só uma língua, mas toda uma cultura que faz parte da formação do Brasil", diz Melo. Os calon que vivem hoje no Brasil são provenientes da Península Ibérica, para onde foram da Índia. Ao se instalar no interior de Goiás, na década de 1970, o grupo deixou de ser nômade. As 114 famílias catalogadas totalizam cerca de 1,5 mil pessoas.

As estimativas indicam que há cerca de 800 mil ciganos no Brasil. As primeiras famílias chegaram em 1574. "Os ciganos não foram tratados como escravos, mas também não tiveram a mesma visibilidade dos colonizadores", conta Melo.

Fonte: Agência FAPESP (Thiago Romero)

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Quinta-feira, 20 de abril de 2006.
Organização dos órfãos AOCM é vencedora do Prêmio dos Amigos Mundiais

A organização dos órfãos AOCM foi vencedora da sétima edição do Prêmio Crianças do Mundo, recebendo a premiação na categoria Prêmio Amigos Mundiais. A organização, que luta pelos direitos dos órfãos do genocídio de Ruanda, foi escolhida através da Votação Mundial que mobilizou 10 milhões de crianças em todo o mundo. O prêmio é uma iniciativa da ONG sueca Children's World (www.childrensworld.org) e tem por objetivo defender os direitos das crianças e adolescentes, além de promover intercâmbio humanitário de diferentes culturas.

No Brasil, o prêmio conta com a parceria dos portais de educação da Positivo Informática - o Educacional (www.educacional.com.br), que atende escolas particulares, e o Aprende Brasil (www.aprendebrasil.com.br), que atende escolas públicas. Utilizando as ferramentas dos portais, os alunos discutiram o tema em sala de aula e tiveram acesso às diferentes realidades vividas pelas crianças atendidas pelos projetos indicados ao prêmio. Na seqüência, os alunos escolheram seus candidatos e votaram, via Internet, numa urna eletrônica criada especialmente para as escolas ligadas aos portais.

O Júri Internacional do Prêmio, formado por quinze crianças de nacionalidades diferentes, entre elas o brasileiro Railander Pablo Freitas de Souza, 12, elegeu Craig Kielburger como vencedor da categoria Prêmio das Crianças do Mundo, em reconhecimento por sua luta para que crianças sejam libertas da pobreza e da violação dos seus direitos em todo o mundo. Já na categoria Prêmio de Honra das Crianças, a escolhida foi Jetsum Pema, irmã do Dalai Lama, que trabalha há 40 anos pelos direitos das crianças tibetanas refugiadas.

A premiação acontece hoje, no Castelo de Gripsholm, em Mariefred, Suécia. Crianças de 20 países conduzirão a cerimônia que contará com a presença da Rainha Silvia, uma das madrinhas do prêmio. Na ocasião, será entregue o prêmio de 100 mil dólares, que deverá ser utilizado pelo ganhador para a continuidade dos trabalhos de defesa dos direitos da criança.

Governo de MS lança livros na língua terena

A Secretaria de Educação de Mato Grosso do Sul lançou, no último dia 18, cinco livros escritos em língua terena para serem utilizados como apoio pedagógico em escolas indígenas. O material foi elaborado por alunos do curso de Magistério Indígena - promovido pela Associação de Educação Católica, em parceria com o governo de Mato Grosso do Sul. O material traz ilustrações e histórias infantis em português e terena. O lançamento aconteceu na aldeia Bananal, em Aquidauana, a 125 quilômetros de Campo Grande. As escolas indígenas receberão também livros nas línguas kadiwéu e guarani-kaiowá ainda este ano.

Fonte: Andi (O Estado de MS - Christiane Reis, 19/04)

Brasileiro abre curso de português em universidade síria

O professor brasileiro de língua e literatura árabes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), João Baptista Vargens, vai ministrar aulas de português no Instituto de Línguas Estrangeiras da Universidade de Damasco, na Síria. Assim, concretizará um dos acordos firmados entre a Síria e o Brasil, durante a visita do ministro da Educação, Fernando Haddad, ao país do Oriente Médio. O acadêmico, doutor pela Universidade de Lisboa, vai lançar um curso de português para estrangeiros baseado em método desenvolvido por sua equipe para falantes de árabe.

A cooperação acadêmica entre as universidades dos dois países terá início por meio do ensino de português. Vargens domina, também, a língua árabe, o que facilitou o encontro com o presidente da Universidade de Damasco, Wael Mualla, para discutir o incremento da parceria de cooperação. Mualla sugeriu a criação futura de uma cátedra de estudos brasileiros e de língua portuguesa na universidade.

Cooperação
A visita de Fernando Haddad, entre 28 de fevereiro e 1º de março, marcou a relação entre os dois países. Foi a primeira vez que um ministro brasileiro de educação esteve no Oriente Médio. Haddad reuniu-se com o ministro da Educação local, Ali Saed, para acordar o estudo da língua portuguesa em universidades sírias e do árabe em universidades brasileiras. Foram discutidas cooperações na área da educação a distância, no ensino técnico e profissional, além de mecanismos para a implementação do acordo na educação infantil. Os países trocarão informações e publicações relacionadas ao treinamento de profissionais. Em setembro, começa o semestre acadêmico e será realizada a Semana Brasileira.

As iniciativas de cooperação educacional entre Brasil e Síria começaram em 1997. Em dezembro de 2003, com a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Síria, foi assinado o acordo que prevê intercâmbio para o ensino de línguas. Foram definidas outras áreas de interesse mútuo, como intercâmbio, pesquisas científicas, planejamento, estatísticas, erradicação do analfabetismo, sistemas de avaliação, ensino de história e geografia, culturas brasileira e árabe, educação de jovens e adultos, informática e bolsa de estudos para alunos de graduação.

Fonte: Imprensa MEC (Lívia Jappe)

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Quarta-feira, 19 de abril de 2006.
Cresce acesso a sites educacionais na Internet

A facilidade de pesquisa na rede mundial de computadores tem impulsionado cada vez mais a criação e acesso aos sites de educação. Segundo levantamento do Instituto de Pesquisa Ibope/NetRatings, a busca por informações na web na área de educação aumentou 14% em número de usuários residenciais de janeiro a fevereiro deste ano. Entre fevereiro de 2005 e 2006, a área classificada no estudo como Educação e Carreiras representou 45,9% das navegações feitas a partir de computadores domiciliares. "Os sites de educação sofrem muita influência sazonal, como no início do período letivo", comenta Alexandre Sanches Magalhães, coordenador de análise do Ibope Inteligência. O perfil dos internautas de sites de busca é basicamente formado por pessoas de 12 a 34 anos, com uma concentração maior na faixa dos 12 aos 24 anos. A análise de acesso à rede a partir de computador em casa revela que a maioria dos internautas responsáveis pela ascensão dos sites de educação é mesmo de estudantes.

Preocupação
Especialista em informática, o educador Luiz Henrique Quemel afirma que até os 12 anos a criança não tem um nível seguro de abstração. Tudo é novidade. "A informática tem de ser vista com reserva", ressalta. Por mais dinâmica que seja a Internet, a conexão tem seus riscos. Ao bater papo com estranhos, os adolescentes podem ser vítimas de pedofilia e de golpistas ou mesmo ter a máquina invadida por hackers. Para evitar o mau uso da rede, professores de informática recomendam aos pais acompanhar de perto a familiaridade dos filhos com o ciberespaço, como é conhecido todo o conteúdo disponível para navegação na Internet.

Fonte: Andi (Correio Braziliense - DF, Hércules Barros, 17/04/2006)

Santo André opera primeira incubadora educacional do país

A Incubadora Educacional de Santo André, que vai materializar seus primeiros projetos a partir de maio, coordena e impulsiona cinco grandes empreendimentos idealizados por suas empresas incubadas - organização de exposições científicas, capacitação de professores e produção de publicações nas áreas de ciências naturais e ciências humanas, desenvolvimento de softwares educativos e realização de cursos de educação continuada para empresas com o uso da Internet (e-learning corporativo).

Trata-se da primeira incubadora educacional do país, que foi lançada em agosto de 2005 com a finalidade de incentivar o surgimento e a manutenção de novos negócios no setor de educação. A incubadora oferece infra-estrutura física, apoio administrativo, equipamentos, cursos, treinamentos e assessoria técnica nas mais diversas áreas para micro, pequenas e médias empresas.

A Incubadora Educacional de Santo André é um programa da Prefeitura de Santo André em parceria com o Centro Universitário Fundação de Santo André (FSA) e a Associação de Amigos da Estação Ciência. A iniciativa conta também com apoio da Incubadora Tecnológica de Santo André.

"O objetivo é tirar as teses de mestrado e de doutorado de dentro das universidades. Afinal, quem faz mestrado ou doutorado tem uma idéia e a aplica. Ou seja, temos idéias aprovadas, testadas e certificadas e que não estão no comércio, na economia. Assim, o que pretendemos é tirar essa produção da estante das bibliotecas e colocá-las no mercado", afirma o gerente da Incubadora Educacional, Luís Roberto Batista. Segundo ele, a expectativa é diminuir a distância existente atualmente entre o universo acadêmico e o empresarial.

Quilombolas concluem curso de alfabetização em Minas Gerais

As comunidades quilombolas da região de Gorutuba, ao Norte de Minas Gerais, estão em festa. Ontem, dia 18 de abril, 400 alunos do projeto-piloto Alfabetização Quilombola comemoraram a conclusão do curso, com uma cerimônia na Associação Atlética Banco do Brasil (AABB) do município de Janaúba. O projeto Alfabetização Quilombola integra o Programa BB Educar, da Fundação Banco do Brasil, que promove a alfabetização de jovens e adultos em todo o país. A partir de maio, os alunos começam a freqüentar aulas para incentivar a leitura e a continuidade do aprendizado.

Inspirado no pensamento de Paulo Freire, o programa é baseado nos princípios da educação libertadora e na aprendizagem dialógica, que permite a alunos e professores ensinar e aprender. "Temos o cuidado de capacitar alfabetizadores entre os jovens da própria comunidade, pois isso evita choques culturais e possibilita abordar, nas aulas, assuntos e questões relacionados ao cotidiano do gorutubano", diz Jacques Pena, presidente da Fundação Banco do Brasil.

Segundo Pena, os 400 quilombolas que concluíram o curso de alfabetização aprenderam muito mais do que somente ler e escrever. "Eles aprenderam a se enxergar como cidadãos e agentes de mudança, o que estimulará a discussão e implantação de alternativas econômicas, sociais e políticas para o desenvolvimento da comunidade." Implementado em 25 comunidades quilombolas, o projeto Alfabetização Quilombola também contou com a consultoria técnica do antropólogo Aderval da Costa Filho e do Instituto Socioambiental (ISA), além do apoio de uma rede social formada por voluntários e diversas associações da região.

O Alfabetização Quilombola permitiu ainda que os gorutubanos recebessem diagnósticos oftalmológicos e, em caso de necessidade, óculos gratuitos. Além disso, a Fundação Banco do Brasil atua como parceira da comunidade na implantação de hortas comunitárias e no projeto de captação e distribuição de água. O investimento da fundação nesses projetos é de R$ 725 mil.

História
O povo gorutubano divide-se em 27 comunidades, que somam cerca de 6.500 pessoas. Remanescente de quilombos, a população da região vive no Vale do rio Gorutuba desde o século XVIII. Vítimas de um enorme processo de expropriação, deflagrado nos anos 40 e intensificado a partir da década de 70, os gorutubanos ocupam hoje pequenas frações de terra, em meio a grandes fazendas de pecuária extensiva. Essa situação faz com que muitos deles plantem em terras emprestadas ou arrendadas, enquanto a maioria restringe suas atividades de subsistência aos quintais de suas casas, criando suínos, caprinos e aves.

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Terça-feira, 18 de abril de 2006.
Escolas técnicas do Sudeste terão concurso para 700 profissionais

Os centros federais de educação tecnológica (Cefets) de todo o Brasil foram autorizados a realizar concurso público para contratação de 1,5 mil professores e técnicos. À Região Sudeste foram destinadas 693 vagas, que serão preenchidas por professores de primeiro e segundo graus, médicos, engenheiros e arquitetos, entre outros.

Em Minas Gerais, serão 73 vagas para o Cefet-MG, 36 para o de Ouro Preto, 45 para o de Bambuí, 21 para o de Januária, 21 para o de Rio Pomba, 14 para o de Uberaba, 8 para a Escola Agrotécnica Federal (EAF) de Uberlândia, 6 para a de Barbacena, 6 para a de Salinas, 6 para a de Machado, 4 para a de Inconfidentes, 2 para a de São João Evangelista e 1 para a de Muzambinho.

No Rio de Janeiro, 108 para o Cefet de Química, de Nilópolis, 36 para o Cefet de Campos, 36 para o Cefet-RJ, 60 para o Colégio Pedro II, 10 para o Instituto Nacional de Educação de Surdos e 10 para Instituto Benjamin Constant, que atende deficientes visuais.

No Espírito Santo, 105 para Cefet-ES, 7 para a EAF de Santa Teresa, 5 para a de Colatina e 1 para a de Alegre. Outras 72 vagas foram reservadas para o Cefet-SP.

Caravana
O projeto Caravana da Ciência, realizado pelos alunos do Cefet-SP, ganha destaque entre as escolas paulistas. Em 2004, um grupo de 30 alunos, todos físicos licenciados pelo centro, resolveu inovar no método de ensinar física. Com materiais de baixo custo, eles levam um laboratório móvel às escolas públicas de ensino fundamental. Experiências sobre o princípio da ação e reação, demonstrações de dilatação térmica e discussões sobre centro de gravidade são alguns dos temas discutidos com os estudantes. Desde então, inúmeras visitas foram realizadas. Mais de 600 crianças participam de cada caravana de alfabetização científica.

Ezequiel da Silva, um dos físicos da equipe, afirma que esse é um trabalho inovador, de quebra de paradigmas. "De uma forma alegre e didática, levamos um pouco da história da física às crianças, que logo no primeiro contato ficam apaixonadas pela matéria", disse.

Fonte: Imprensa MEC (Sophia Gebrim)

Escola de Taboão da Serra inova no ensino de inglês a deficientes visuais

Crianças e adultos portadores de deficiência visual, com a ajuda de equipamentos em Braille e modernos softwares, estão aprendendo inglês e informática de forma inovadora na Escola Municipal Antônio Fenólio, em Taboão da Serra, na Grande São Paulo. O método aplicado vem revolucionando o ensino voltado a esses PNEs (Portadores de Necessidades Especiais), que antes encontravam grandes dificuldades para aprender. A escola, localizada no bairro Pirajuçara, é a única da região equipada para atender deficientes visuais, mas outros colégios do município já possuem também equipamentos voltados ao auxílio de estudantes com outros tipos de deficiência.

Em Taboão da Serra, a atenção dedicada aos PNEs nas escolas tornou-se realidade graças à parceria mantida pela Secretaria de Educação do Município com a Futurekids do Brasil. Especializada em desenvolver projetos educacionais, a empresa disponibiliza todo o material necessário e oferece cursos de capacitação aos professores. O programa aplicado em Taboão da Serra é também utilizado em outras cidades paulistas. Foi desenvolvido em conjunto com a USP e a Rede Saci, visando estimular a inclusão social, a melhoria da qualidade de vida e o exercício da cidadania das pessoas com deficiência.

"A proposta de ensino de uma língua estrangeira, especificamente o inglês, para os deficientes visuais promove tanto a inclusão social como a lingüística. No mundo globalizado, é necessário o domínio dessa língua para lidar com situações cotidianas e até conseguir bons empregos. Para isso, é importante o educador ter acesso a uma metodologia adequada, com auxílio de equipamentos. Vale lembrar que a parceria com professores que também apresentem algum tipo de deficiência visual pode ser de grande auxilio para o enriquecimento das aulas e de todos os envolvidos no processo de ensino-aprendizagem", diz Flávia Quirino Nogueira, consultora em língua inglesa da Futurekids do Brasil.

Na escola Antônio Fenólio, as aulas de inglês para deficientes visuais são ministradas pela professora Fátima Donizete Pagliari, facilitadora da Futurekids, portadora da mesma deficiência. Ela tem 20 alunos, entre crianças e jovens, cegos ou de baixa visão, e está entusiasmada com a experiência.

A professora Fátima Pagliari utiliza em suas aulas, entre outros, o software educacional ''Let's Go'' e, com o auxílio de um especialista em Informática Educacional, que manuseia os equipamentos, consegue ensinar todos os seus alunos. Ela conta que, pela primeira vez, percebe que a inclusão dos PNEs começa a se tornar uma realidade. "É um grande avanço, porque falar em inclusão na teoria é muito fácil, mas na prática, no dia-a-dia, há muita dificuldade. Sei por experiência própria. A Futurekids trouxe a possibilidade concreta de oferecermos um ensino de qualidade a esses alunos. Além de aumentar a auto-estima, o aprendizado de inglês abre as portas para um futuro melhor, mais digno."

MEC investe na formação de professores em educação de jovens e adultos

A formação de professores para trabalhar na educação de jovens e adultos está na pauta do Ministério da Educação. Parte do investimento sai do orçamento - neste ano, será de R$ 548 milhões - destinado aos sistemas públicos de ensino que oferecem EJA. Mas a atuação é mais diversificada. Conheça as outras ações em andamento, focadas principalmente na oferta de cursos e material didático.

Cefets
A partir de maio, 15 centros federais de educação tecnológica (Cefets), constituídos em pólos com outras instituições de ensino, abrirão um curso de especialização em educação de jovens e adultos. Ao todo serão 1.500 vagas, 100 em cada centro. A especialização terá carga horária de 360 horas e as aulas serão ministradas entre maio e dezembro deste ano nos pólos. O curso, que é uma iniciativa e tem o apoio financeiro do MEC, será destinado a professores graduados da rede federal pública e dos sistemas de ensino estaduais e municipais que trabalham com EJA. O objetivo desta ação é consolidar o Programa de Integração da Educação Profissional ao Ensino Médio para Jovens e Adultos (Proeja), criado em 24 de junho de 2005, pelo Decreto nº 5.478.

Saberes da Terra
Outro investimento da União na formação de professores começa em maio, com a preparação de docentes para trabalhar no Saberes da Terra: programa nacional de educação de jovens e adultos para agricultores familiares integrada com qualificação profissional. O MEC vai formar 530 educadores, dos quais 60 são professores formadores e 470, cursistas. Essa formação terá 360 horas, com etapas presenciais e a distância, que acontecerão durante dois anos: 2006 e 2007.

O programa é uma parceria dos ministérios da Educação, Trabalho e Desenvolvimento Agrário, com a cooperação de Estados, municípios, organizações não-governamentais e movimentos sociais do campo. A formação dos professores será em serviço, uma vez que as aulas para 5.060 agricultores familiares, com idade entre 15 e 29 anos, também começam em maio. Os recursos da União somam R$ 10 milhões, dos quais R$ 6 milhões são do MEC e R$ 2 milhões de cada um dos outros dois ministérios.

A formação de professores em EJA e o ensino fundamental para os jovens agricultores serão oferecidos nas regiões Nordeste (Bahia, Maranhão, Paraíba, Pernambuco e Piauí), Centro-Oeste (Mato Grosso do Sul), Norte (Pará, Tocantins e Rondônia), Sul (Paraná e Santa Catarina) e Sudeste (Minas Gerais).

O Saberes da Terra é dirigido aos jovens que trabalham na agricultura familiar e seu objetivo é desenvolver uma política que fortaleça e amplie o acesso e a permanência deles no sistema formal de ensino, oferecendo elevação da escolaridade, qualificação social e profissional. A proposta pedagógica é fundamentada no eixo agricultura familiar e sustentabilidade. A oferta do ensino fundamental tem duração de dois anos, com calendário de aulas de acordo com as atividades agrícolas de cada município e região.

Educar na Diversidade
É um curso de aperfeiçoamento oferecido pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad/MEC) em parceria com a Universidade de Brasília (UnB). Iniciou em 3 de abril e se estenderá até 30 de junho deste ano, com duração de 240 horas. Destina-se à formação de quadros nas cinco temáticas da Secad, dentre as quais se destaca a EJA, que tem 200 vagas abertas para professores, gestores, educadores populares.

Fazendo Escola
Além de investir diretamente na formação de professores em EJA, o MEC vai repassar este ano R$ 548 milhões para os sistemas públicos de ensino dos 26 Estados, Distrito Federal e 4.305 municípios que oferecem educação de jovens e adultos. Os recursos públicos devem ser investidos em ações que apóiam, sustentam e promovem EJA: livros didáticos específicos para alunos e professores, merenda escolar, material didático, formação continuada e pagamento de professores. Os recursos do Fazendo Escola vão beneficiar, este ano, 3,3 milhões de jovens e adultos que estão cursando o ensino fundamental e médio em todo o país.

Material didático
Especialmente para os professores que trabalham com EJA, o MEC vai entregar, em junho, uma coleção de cinco cadernos elaborados pela educadora, escritora e especialista em educação de jovens e adultos Vera Barreto. São 240 mil volumes, agrupados em 48 mil kits e mais 6.100 CD-ROMs, que serão enviados a diretores de escolas públicas, secretarias estaduais e municipais de educação e coordenadores estaduais de EJA. Os cadernos serão para os professores e os CD-ROMs, para as secretarias multiplicar o material e oferecê-lo às suas escolas.

O conjunto de cadernos trata, entre outros pontos, da didática e dos procedimentos que os educadores de EJA devem conhecer para trabalhar com estas classes de alunos, do perfil do público de EJA: o que procura na escola, o que sabe e o que não sabe, as relações com o mundo do trabalho e onde vivem; apresenta estratégias capazes de gerar, desenvolver e manter a sala de aula como um grupo de aprendizagem; aborda quatro instrumentos importantes para a prática pedagógica dos professores: observação e registro; avaliação e planejamento; desenvolvimento de questões, funções e utilidades do cotidiano do professor; orientações e discussões relativas à teoria do conhecimento: como os alunos aprendem e como o professor ajuda ensinando.

Universidades
Além das políticas públicas realizadas diretamente pelo MEC, professores são formados para EJA no ensino superior. Pesquisa do professor Leôncio Gomes Soares, da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), mostra que das cerca de 1.500 instituições de ensino superior (IES) do país - públicas, privadas, comunitárias - que têm cursos de pedagogia, 16 oferecem habilitação em educação de jovens e adultos. Contando os campi destas instituições, diz o pesquisador, 24 cursos têm habilitação em EJA.

Com a pesquisa em andamento, Soares constatou que existe um crescimento da oferta. Em 2002, nove instituições tinham a habilitação e agora são 16, mas nesse meio tempo também algumas encerraram a oferta. É o caso do campus de Juazeiro, da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), que foi pioneiro na área. A habilitação foi suspensa, explica, por falta de interesse dos alunos da pedagogia.

Na UFMG, que criou a habilitação em EJA há 20 anos, ela é oferecida nos dois últimos anos do curso de pedagogia, mas Leôncio diz que é importante estender esta formação para as demais licenciaturas: história, geografia, matemática, química, física, biologia, português e línguas estrangeiras.

Fonte: Imprensa MEC (Ionice Lorenzoni)

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Segunda-feira, 17 de abril de 2006.
Conferências estaduais de educação profissional têm início este mês

As conferências estaduais de educação profissional e tecnológica começam a ser realizadas no fim deste mês, em todo o Brasil. De 26 a 28 de abril, o Centro Federal de Educação Tecnológica de Pernambuco (Cefet-PE), em Recife, sediará a 1ª Conferência Estadual de EPT de Pernambuco, que terá como tema principal Educação Profissional: Política Pública como Estratégia para o Desenvolvimento Humano.

O objetivo do encontro é discutir e propor diretrizes para a política nacional de educação profissional e tecnológica e dialogar com os diferentes agentes envolvidos, visando contribuir para o desenvolvimento e a inclusão social. Professores, gestores e administradores são o público-alvo do evento, que terá painéis, mesas-redondas e grupos de trabalho para a formulação de propostas.

A conferência, organizada pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente de Pernambuco (Sectma) com o Cefet-PE, tem apoio do Ministério da Educação, por meio da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec). O Conselho Estadual de Educação de Pernambuco também apóia o evento. As inscrições podem ser feitas gratuitamente até o próximo dia 24. Mais informações nas páginas eletrônicas da Secretaria e do Cefet-PE.

Calendário
No período de 26 a 28 de abril, também acontecerá a Conferência Estadual de EPT em Santa Catarina. O evento, que será realizado em Florianópolis, reunirá técnicos da área de toda a Região Sul. Durante maio e junho, diversos outros Estados realizarão conferências. Em maio, a programação é a seguinte: Rio Grande do Norte, de 8 a 10; Amapá, de 11 a 13; Ceará, de 15 a 17; Mato Grosso, 17 e 18; e Roraima, de 30 de maio a 1º de junho.

Fonte: Imprensa MEC (Sophia Gebrim)

Educação influencia no número de filhos

No balanço entre os fatores que mais influenciam os casais a terem filhos, a educação tem peso maior que a renda. Mesmo nos domicílios pobres, o nível de instrução reduz a taxa de fecundidade. Nas famílias com renda per capita de até um salário-mínimo e mulheres que estudaram ao menos oito anos, a média de filhos é de 3,2. Essa taxa sobe para 4,3 nas famílias ricas (mais de cinco salários) e com mulheres pouco instruídas (até três anos de estudo).

"Acima do debate entre os adeptos de várias formas de controle da natalidade e dos valores religiosos, está o conhecimento. A educação liberta a mulher", destaca o presidente do Instituto Pereira Passos (IPP), Sérgio Besserman. Marcelo Neri, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), alerta que o aumento da gravidez na adolescência pode inverter a equação favorável entre educação e taxa de natalidade.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) constatou que, em 1991, 16% das crianças nascidas no país eram filhas de adolescentes (15 a 19 anos). Em 2004, essa parcela subiu para 19,9%. A educação também ajuda na redução da mortalidade infantil. Quando a mãe tem menos de três anos de estudo, a mortalidade infantil chega a 34,9 por cada mil crianças nascidas vivas. Essa taxa recua para 15,1 entre as mães com pelo menos oito anos de estudo.

Fonte: Andi (O Globo - RJ, Cássia Almeida, Flávia Oliveira, Letícia Lins e Luciana Rodrigues;
Correio Braziliense - DF; Folha de S. Paulo - SP;
Jornal do Brasil - RJ, Juliana Rocha; Hoje em Dia - MG, Bruno Moreno;
Correio da Bahia - BA; Tribuna da Bahia - BA, Alessandra Nascimento, 13/04/2006)

Inscrições do Programa Ponte Cultural, que já tem 750 concorrentes, vão até 20 de abril

Mais de 750 professores do ensino médio da rede estadual de São Paulo já estão inscritos no programa Ponte Cultural, patrocinado pelo Santander Banespa, em parceria com a Secretaria de Estado da Educação. Os 30 classificados no programa realizarão um curso intensivo de Língua e Cultura Espanhola, na Universidade de Salamanca, na cidade de mesmo nome, na Espanha.

As inscrições vão até o dia 20 de abril, no site da Secretaria da Educação (www.educacao.sp.gov.br), que também será responsável pela seleção. O curso é destinado a professores de Educação Básica II da rede estadual de ensino.

O Santander Banespa oferece essas bolsas de estudo pelo terceiro ano - em 2004 e 2005, 62 professores da rede estadual viajaram a Salamanca.

Os professores viajarão no dia 1º de julho e, além da viagem e do curso, receberão, ainda, uma ajuda de custo de 200 euros do Santander Banespa para a viagem.

Fundada em 1218, a Universidade de Salamanca é a instituição de ensino mais antiga da Espanha, e sua importância deu à região de Castilha-Leão (onde fica a cidade de Salamanca) o título de "berço" do idioma espanhol.

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Quinta-feira, 13 de abril de 2006.
Arte circense: uma nova ferramenta de ressocialização na unidade Vila Maria da Febem

Parece palhaçada, mas não é. Desde agosto de 2005, nas unidades Uirapuru e Adoniran Barbosa - ambas do Complexo Vila Maria, da Febem - está sendo desenvolvido um projeto inusitado junto aos internos da instituição: uma oficina de palhaço, composta por dez jovens reincidentes (de cada unidade) que manifestaram interesse em participar de atividades educativas voltadas à arte circense.

"A nossa oficina estimula a busca de um segundo eu, um ser de pureza, sem malícia, que troca tudo por um sorriso", explica o ator e palhaço Marco Guerra, responsável pela iniciativa. Ele conta que foi contratado, a princípio, para desenvolver uma oficina de teatro, mas teve que usar outros métodos para chamar a atenção dos jovens. "Comecei com o curso de teatro e percebi que eles não se interessaram tanto. Aí, usei o plano B, que era a oficina de palhaço", explica.

Guerra é arte-educador do Instituto Mensageiros, uma entidade não-governamental que atua em parceria com a fundação no desenvolvimento de atividades culturais junto aos internos. "Nunca imaginei que uma oficina de palhaço na Febem ia dar certo", comenta. "Eu me questionava: jovens da Febem tentando fazer alguém rir? Pois é. Deu tão certo que, a partir de então, a cada mês, estamos realizando um sarau na unidade", conta, orgulhoso.

No sarau da Vila Maria, os jovens encenam reprises tirados do livro Palhaços, do professor Mario Fernando Bolognese. A obra é utilizada pelo professor Marco Guerra para desenvolver técnicas de arte circense junto a seus alunos. Além disso, o arte-educador trabalhada técnicas de voz, corpo e postura.

O professor ainda revela que já existe um grande palhaço entre os internos da Vila Maria. É o palhaço Creitin, de 17 anos. "Gostei tanto da oficina que pretendo trabalhar profissionalmente", planeja o jovem, que já está prestes a ser desinternado e deseja dar continuidade à atividade.

Para a diretora cultural da Febem, Marisa Fortunato, a iniciativa é muito interessante, pois desperta um lado irreverente dos adolescentes, que muitas vezes, por conta das circunstâncias em que eles estão vivendo, as pessoas pouco conhecem. "A aceitação está tão boa que decidimos implantar o projeto no Tatuapé e em Franco da Rocha", explica a diretora. Além dessas unidades citadas, a oficina de palhaço também é desenvolvida na Unidade de Semiliberdade do Brás.

Universitários egressos de escolas públicas têm melhor desempenho escolar, aponta Unicamp

Estudantes universitários egressos de escolas públicas têm melhor desempenho escolar. É o que aponta pesquisa realizada em 2003 pela Universidade de Campinas, uma das mais importantes do país.

O levantamento aponta que os alunos oriundos de escolas públicas, menos de 30% do corpo discente da Unicamp à época, apesar de enfrentarem maiores dificuldades materiais ao longo da permanência na universidade, tinham médias 5% superiores aos demais.

A partir dessa constatação, a universidade criou o Programa de Ação Afirmativa e Inclusão Social (Paais), mecanismo que tem como objetivo tornar o vestibular mais justo e, ao mesmo tempo, mais eficaz como método de identificação dos estudantes de maior potencial. Segundo a proposta, os candidatos que tiverem cursado o ensino médio em escolas públicas têm direito a 30 pontos extras, cerca de 4% da pontuação máxima do vestibular.

A Comissão Permanente para os Vestibulares (Convest) comparou o desempenho dos 2.829 alunos que ingressaram na Unicamp em 2005, dos quais 931 beneficiados pelo Paais. Considerando somente a nota do vestibular, sem a adição dos pontos extras, em apenas 4 dos 55 cursos de graduação os estudantes de escolas públicas tiveram, em média, notas superiores aos demais aprovados. Mas, ao final do primeiro semestre letivo, depois de apenas quatro meses na universidade, os egressos de escolas públicas já se encontravam à frente dos colegas vindos de escolas particulares em nada menos que 29 cursos.

O coordenador-adjunto da Convest, o matemático Renato Pedrosa, expõe os pressupostos do programa: "Em geral, para passar no vestibular, os alunos de escolas públicas têm de superar concorrentes que tiveram melhores oportunidades educacionais. São jovens com capacidade de aprendizado acima da média", explica.

No ensino médio, os alunos de escolas públicas são 88% do total nacional, mas, nas universidades mantidas pelo Estado, os oriundos das escolas públicas são minoria. E, nos cursos mais concorridos, que oferecem melhores perspectivas de renda futura, essa minoria torna-se uma raridade.

Fonte: Andi (Revista Carta Capital, Flávio Lobo, 11/04/2006)

Inscrições para o ProUni começam dia 15 de maio

As inscrições para o Programa Universidade para Todos, referentes às vagas do segundo semestre, estarão abertas entre 15 de maio e 9 de junho. A seleção será baseada no desempenho do candidato no Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) de 2005.

Poderão concorrer a uma bolsa os candidatos com média igual ou maior do que 45 pontos no exame. Também é preciso ter renda familiar, por pessoa, de até três salários mínimos e ter cursado o ensino médio completo em escola pública ou privada com bolsa integral. O resultado da seleção será divulgado no dia 14 de junho.

O número de instituições participantes e de bolsas oferecidas estará disponível no portal do MEC na data de abertura das inscrições.

O ProUni concedeu 90.241 bolsas no primeiro semestre de 2006: 62.305 integrais e 27.936 parciais (50% da mensalidade), distribuídas em 1.388 instituições de ensino de todo o país. Na primeira edição do programa, em 2005, foram oferecidas 112 mil bolsas.

Fonte: Imprensa MEC (Sandro Santos)

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Quarta-feira, 12 de abril de 2006.
Países de língua portuguesa vão debater educação de jovens e adultos

A educação de jovens e adultos (EJA) nos países de língua portuguesa será o tema principal da oficina que o Ministério da Educação, a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), órgão do Ministério das Relações Exteriores, e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) realizam de 15 a 18 de maio, em Brasília.

De acordo com o diretor do Departamento de Educação de Jovens e Adultos da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad/MEC), Timothy Ireland, a oficina visa construir um plano estratégico de cooperação entre os países para troca de informações, experiências e programas na área. Participam do encontro coordenadores de EJA, agências de cooperação, fóruns de universidades da Comunidade de Países de Língua Portuguesa - Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste - e o ministério da educação da África do Sul, que vem conhecer detalhes do Programa Brasil Alfabetizado e da educação de jovens e adultos.

Brasil Alfabetizado
De 26 e 31 de março, Timothy Ireland participou em Libreville, no Gabão, centro-oeste da África, da reunião anual da Associação para o Desenvolvimento da Educação na África. Lá, o diretor apresentou o Programa Brasil Alfabetizado e as ações do MEC de promoção da educação de jovens e adultos. Ao contrário do Brasil - que, em 2006, vai aplicar R$ 212 milhões na alfabetização de jovens e adultos e repassar R$ 548 milhões aos Estados e municípios que oferecem EJA -, os países africanos dependem de recursos de agências internacionais para promover a alfabetização.

Os participantes da reunião, disse Timothy, elogiaram o formato descentralizado do Programa Brasil Alfabetizado - que trabalha em parceria com Estados, municípios e ONGs -, a coordenação do Governo Federal e o sistema de avaliação do desempenho dos alunos.

Foi consenso na reunião, explicou Timothy, que as campanhas periódicas de alfabetização de adultos, os materiais didáticos improvisados e a baixa formação de alfabetizadores devem ser evitados porque não produzem resultados. A alfabetização se consolida, disse, com cursos mais longos e, especialmente, com a oferta de educação de jovens e adultos nos sistemas de ensino. Também no encontro, o MEC manifestou interesse em publicar no Brasil romances, poesias e contos de autores africanos para os leitores de EJA e relatos de experiências feitas em países da África sobre a educação de jovens e adultos.

Fonte: Imprensa MEC (Ionice Lorenzoni)

Estudantes ficam menos de quatro horas por dia na escola, aponta estudo

Dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que 80,6% dos alunos do ensino fundamental da rede pública no Nordeste ficam menos de quatro horas na escola. No Norte, esse percentual sobe para 81,3%. Na média do país, 61,5% dos alunos da rede pública ficam até quatro horas na escola. Na rede particular, o percentual cai para 43,7%. Nas escolas particulares da região Norte, o percentual também melhora: 61,8% dos alunos ficam até quatro horas.

Para Dolores Kappel, especialista em indicadores educacionais, como o acesso à escola já está praticamente universalizado no Brasil, o próximo passo precisa ser a qualificação do ensino. "O pouco tempo de permanência na escola é um indicador de que a qualidade está baixa. É preciso melhorar a infra-estrutura, ter bibliotecas, computadores e atividades culturais", afirma.

No Nordeste, 90,6% dos alunos da pré-escola ficam menos de quatro horas em sala de aula. No ensino fundamental, o percentual é de 80,6%. Em Alagoas, Estado com os piores índices nacionais de evasão escolar, a maioria dos 60 mil professores das redes estadual e municipal justifica a péssima qualidade do ensino público fundamental com a alegação de falta de escolas, de professores e da jornada reduzida de ensino.

No Sudeste, a situação é um pouco melhor: apenas 32,3% dos alunos do ensino fundamental da rede pública ficam menos de quatro horas na escola. Já no Sul do país, o percentual cresce para 83,8%.

O ex-ministro da Educação, senador Cristovam Buarque (PDT-DF), diz que implantar o horário integral nas escolas deveria ser prioridade, embora nem mesmo o mínimo exigido seja cumprido. "Com sorte, as crianças de classes mais baixas ficam até quatro horas na escola. As de classe média e média alta já têm ensino integral, mas fora da escola, porque fazem cursos de inglês, de natação, de informática. Tem escola em que a criança vai só para comer. Depois de pegar a merenda vai embora", observa.

Fonte: Andi (O Globo - RJ, Arnaldo Ferreira, Cláudia Lamego e Éfrem Ribeiro, 10/04/2006)

Programa voltado à educação sexual deve formar mais de mil professores

O Ministério da Educação está investindo R$ 500 mil na capacitação de profissionais da educação de todos os níveis de ensino, para o combate à homofobia. A ação integra o Programa Educação para a Diversidade e Cidadania, desenvolvido pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad/MEC), que selecionou, para apoiar financeiramente, 15 projetos de capacitação e formação de profissionais de educação para a cidadania e a diversidade sexual. A expectativa é formar mais de mil profissionais nesta primeira fase.

Um dos projetos selecionados é o do Grupo Arco-Íris de Conscientização Homossexual, no Rio de Janeiro. O grupo desenvolve o projeto Rompendo Fronteiras e Discutindo a Diversidade Sexual na Escola, que se baseia em cursos de extensão sobre identidade de gênero, sexualidades, violência, orientação sexual e homossexualidade. O projeto envolve seis cursos de extensão, aos sábados, das 9h às 17h, com carga horária de 40 horas, sendo 24 horas presenciais e 16 horas de elaboração de plano de ação.

A Universidade Estadual de Londrina (UEL) tem o projeto Formação de Profissionais para a Educação Sexual, o Combate à Homofobia e a Promoção da Cidadania Homossexual. Coordenado pela professora Mary Neide Damico Figueiró, do Departamento de Psicologia Social e Institucional, da UEL, o projeto envolve formação inicial e continuada de 80 educadores sexuais dos municípios de Ibiporã, Cambé, Rolândia, Açaí, Arapongas e Londrina.

Mary Neide defende que o professor de educação sexual no Brasil receba uma formação inicial e continuada sobre o assunto. "É imprescindível que os professores recebam formação sólida em educação sexual e que tenham assessoria para a sua atuação. As escolas também devem ter apoio dos órgãos públicos de educação e as universidades devem incluir a temática da sexualidade nos cursos de licenciaturas e em todos aqueles ligados à educação e saúde", ressalta a coordenadora.

ONG
Em Planaltina de Goiás, o projeto Planaltina de Mãos Dadas com a Diversidade sem Discriminação é desenvolvido com 120 professores de 39 escolas e envolve a participação de 15 mil alunos do ensino fundamental, além da comunidade. Já a ONG Movimento Gay de Minas desenvolve curso de capacitação para 160 professores da rede pública em parceria com o MEC. "A idéia é expandir a capacitação do programa a médio prazo para toda a rede de ensino, e transformá-la em um curso de especialização. Já estamos em entendimentos com a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e a Universidade Salgado de Oliveira (Universo)", disse o administrador de empresas Marcos Trajano, diretor do MGM. Conheça as entidades selecionadas para parceria no programa.

Fonte: Imprensa MEC (Sonia Jacinto)

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Terça-feira, 11 de abril de 2006.
Escola que Protege vai capacitar 7,1 mil pessoas

O Ministério da Educação vai ampliar o programa Escola que Protege neste ano. A partir de junho, cerca de 7,1 mil professores, conselheiros tutelares e coordenadores do Escola Aberta (outro programa do MEC) aprenderão a identificar e encaminhar para atendimento especializado crianças e adolescentes vítimas de maus-tratos, exploração sexual e trabalho infantil.

Até o fim do ano, o ministério deve investir mais de R$ 700 mil no programa. A meta é atender 85 municípios, de 17 Estados. Antes, o Escola que Protege foi implementado, como projeto-piloto, em escolas de Recife (PE), Fortaleza (CE) e Belém (PA).

O problema é sério e precisa ser combatido de frente. Segundo levantamento feito pela Faculdade de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), aumentou em mais de mil por cento o número de casos de violência contra crianças e adolescentes nos últimos anos. Passou de 1.192, em 1996, para 19.552, em 2004.

Parceria
O curso para capacitação de gestores e professores será inicialmente a distância, com 60 horas/aula, elaborado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Depois, terá mais 20 horas de aulas presenciais, conduzidas por instituições locais. O MEC vai distribuir um CD temático, fitas em VHS, material escrito e on line para auxiliar os educadores.

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) é parceira na elaboração do material. "O importante é trabalhar com a intersetorialidade, ou seja, reunir forças do Governo Federal e da sociedade. Não dá mais para fazer ações isoladas", afirma Leandro Fialho, coordenador-geral de Ações Educacionais Complementares do MEC.

Fonte: Imprensa MEC (Raquel Maranhão Sá)

EJA quer igualdade no repasse do Fundeb

Profissionais da educação de jovens e adultos (EJA) defendem que a área seja tratada da mesma maneira que o ensino básico no novo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). O projeto já obteve aprovação na Câmara dos Deputados em dezembro, mas ainda está sendo discutido pelo legislativo.

"Por mais que haja prioridade para o ensino básico, não se pode condenar a geração atual ou passada a não se escolarizar", diz a superintendente executiva da Alfabetização Solidária, Regina Esteves. Ela defende que, com o Fundeb, o valor mínimo investido por aluno seja o mesmo no ensino básico e na EJA. A posição é compartilhada pelo secretário de Alfabetização, Inclusão e Diversidade do Ministério da Educação (MEC), Ricardo Henriques.

O fundo é constituído por 20% da arrecadação dos impostos de Estados e municípios, que depois são divididos conforme o número de alunos na rede. Quando o Estado não chegar ao valor mínimo, a União vai complementar com recursos próprios até o total exigido por lei. O aporte do Governo Federal será de R$ 50,6 bilhões por ano. Os valores mínimos para cada série ainda não foram determinados. Mas já há exemplos das diferenças se forem comparados os recursos investidos por meio do fundo atual, o Fundef, que atinge apenas o ensino fundamental. Os valores mínimos são R$ 682,60 (1ª a 4ª série) e R$ 716,73 (4ª a 8ª série) por aluno do ensino regular. Com o orçamento que o MEC tem para a EJA, de cerca de R$ 500 milhões, são aplicados entre R$ 40 e R$ 250 por estudante desse nível de ensino.

Fonte: Andi (O Estado de S. Paulo - SP, 10/04/2006)

Escola agrotécnica federal oferece terapia com cavalos

Desde que criou o centro de equoterapia, há quatro meses, a Escola Agrotécnica Federal de Ceres (GO) mudou a vida de 30 alunos portadores de necessidades especiais. São pacientes com paralisia cerebral, deficiência mental, visual ou seqüelas de AVC (acidente vascular cerebral). Com dois cavalos, os alunos têm aulas individualizadas, de 30 a 40 minutos. Foi montada uma equipe com fonoaudiólogo, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, veterinário, professor de educação física, psicólogo e técnico equitador.

As aulas foram incrementadas com recursos alternativos criados pelo professor de educação física André Luiz de Melo, o que permitiu aos alunos um desenvolvimento cognitivo, motor e biopsicossocial. A experiência foi retratada pelo professor na 1ª Jornada Nacional da Educação Profissional e Tecnológica, realizada em março, em Brasília.

A contribuição do professor André Luiz foi a introdução de recursos alternativos para reabilitação motora e desenvolvimento cognitivo dos alunos. Um deles é a gaiola pedagógica, que fica cheia de bolas coloridas e animais de plástico. Os alunos devem abri-la para que as bolas caiam em uma bacia e depois colocá-las de volta.

Coordenação motora
A gaiola leva os portadores de necessidades especiais a execução de várias operações. Ao abri-la girando a maçaneta, o praticante trabalha a coordenação motora e exercita a musculatura das mãos. Aberta a gaiola, as bolas caem em uma bacia. O aluno as recoloca na gaiola. Ao pegá-las, exercita a capacidade de apreensão e distingue as diferentes texturas das bolas. Há bolas de tênis, plástico e borracha. O aluno também aprende a diferenciar cores e, ao abrir a gaiola, liberta os animais, de modo imaginário. Ele desenvolve noções de preservação das espécies.

O trabalho traz benefícios aos praticantes. Os deficientes visuais têm aumentado a auto-estima e o equilíbrio e os portadores de seqüelas de AVC exercitam a capacidade de fortalecer a musculatura das mãos.

Fonte: Imprensa MEC (Ana Júlia Silva de Souza)

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Segunda-feira, 10 de abril de 2006.
Crianças superdotadas precisam de atenção especial

Crianças superdotadas representam entre 2% e 5% da população mundial. Para muitos pais, lidar com uma capacidade intelectual muito maior do que a esperada para a idade é tarefa complicada. Estudo feito numa escola paulista pela neuropediatra Márcia Teixeira, da Mensa, uma sociedade internacional de pessoas com altos índices de inteligência, traz resultados surpreendentes. Das 500 crianças pesquisadas, dez apresentaram indicadores de superdotação. Muitas vezes, isso não se reflete em notas altas. "Meninos que atormentavam a classe e nem tinham caderno se destacaram", conta Márcia. Segundo a pesquisadora, reside aí um problema delicado: muitos podem passar a vida rotulados de medíocres e preguiçosos por pura falta de preparo para identificar suas reais habilidades e orientá-los. "Ao contrário do que se imagina, o superdotado não é o gênio capaz de superar qualquer problema. São crianças perspicazes. Querem saber de tudo, aprendem rapidamente e se dedicam com prazer a vários temas", diz. Na escola, o ideal é oferecer a elas o mesmo conteúdo previsto para sua série escolar, mas acompanhado de uma base de informação e cultura mais larga. "Isso significa valorizar atividades sociais e artísticas. E, mais do que nunca, levar em consideração as opiniões da criança", orienta Daniel Fuentes, do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo.

Fonte: Andi (Revista Isto É, Cláudia Pinho e Rita Moraes, 05/04/2006)

Associação Brasileira do Câncer lança 4ª edição do livro voltado aos pacientes

A Associação Brasileira do Câncer lançou neste último sábado, 8, Dia Mundial de Luta Contra o Câncer, a quarta edição do livro Tenho Câncer. E Agora?, voltado para pacientes portadores da doença e familiares.

O livro aborda os principais aspectos de como enfrentar o câncer, desde o diagnóstico, tratamentos, efeitos colaterais, dor, depressão, aspectos psíquicos, familiares, seus direitos até as mais comuns causas do câncer. Além disso, desmistifica e reduz as fantasias criadas em torno da doença.

Desenvolvido pela presidente da associação, Vitória Herzberg, e pelo oncologista clínico, Dr. Cláudio Ferrari, o livro poderá ser obtido pelos pacientes e familiares no site da associação (www.abcancer.org.br), para download desta edição.

A missão da entidade é informar, educar e mobilizar a sociedade para a prevenção, detecção precoce e diminuição do sofrimento das pessoas tocadas pelo câncer. A entidade conta ainda com a revista bimestral ABCâncer, entre outras atividades.

Desenvolvimento infanto-juvenil é tema de Congresso Internacional em Poços de Caldas

Estão abertas as inscrições para o V Congresso de Neuropsicologia e Aprendizagem e I Congresso Internacional de Desenvolvimento Infantil que acontecem nos dias 9, 10 e 11 de junho, em Poços de Caldas (MG). O congresso irá reunir renomados especialistas da Abenepi (Associação Brasileira de Neurologia e Psiquiatria da Infância e Adolescência), da Abranep (Associação Brasileira de Neuropsicologia) e da Abpp (Associação Brasileira de Psicopedagogia) e de importantes universidades que irão abordar atualidades referentes ao desenvolvimento infanto-juvenil e a formação de profissionais em educação e saúde.

Mais informações podem ser obtidas no site http://www.ribeirodovalle.com.br.

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Sexta-feira, 7 de abril de 2006.
Brasileiros ocupam último lugar em ranking de leitura

Dados da Câmara Brasileira do Livro (CBL) mostram que, em média, cada brasileiro lê o equivalente a 1,8 livro por ano. Longe do que se vê em países como França e Estados Unidos, onde cada pessoa lê de cinco a sete livros por ano. Rankings internacionais de leitura de países ricos ou em desenvolvimento também apontam o Brasil em posição desprivilegiada. Segundo a CBL, um terço dos alunos brasileiros de 1ª a 4ª série nunca pegou espontaneamente um livro para ler. Os motivos populares para a aversão nacional ao livro são revelados por um levantamento da instituição. As justificativas mais citadas pelos entrevistados são a falta de tempo, o desinteresse e a pura preguiça. O quarto motivo: eles preferem outras formas de entretenimento. A razão menos citada é falta de dinheiro. "Os brasileiros não lêem simplesmente porque não sabem ler", afirma Ilona Becskeházy, diretora da Fundação Lemann, um instituto de pesquisa educacional.

Segundo o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica, apenas 2,5% dos alunos do ensino médio da Região Norte têm nível adequado de leitura. No Sudeste, os resultados também são ruins. Apenas 7,6% dos alunos têm nível considerado ideal. Um dos problemas é a falta de biblioteca na escola. Segundo o Ministério da Educação, apenas metade dos alunos que estudam no ensino fundamental tem acesso a elas. No Nordeste, esse índice é ainda mais baixo. As bibliotecas estão disponíveis para somente 35,2% das crianças e dos adolescentes.

Vaga-Lume
Desenvolver o hábito de ler é a chave de um projeto simples, criado por três garotas de São Paulo: a Expedição Vaga-Lume. Além de montar bibliotecas comunitárias em regiões distantes da Amazônia, elas investem na formação de professores, pais e alunos, para influir neles o prazer de ler e contar histórias. "O brasileiro adora novelas. Elas nada mais são que histórias, que também estão contidas nos livros. É isso que mostramos às pessoas e que as faz mudar de comportamento", diz Sylvia Guimarães, da Vaga-Lume.

Fonte: Andi (Revista Época, Paloma Cotes, 03/04/2006)

Seminários regionais ajudarão a elaborar planos de educação

Conforme o Plano Nacional de Educação, em vigor desde 2001, os municípios e Estados têm até o ano de 2010 para elaborar seus planos e cumprir uma série de metas educacionais determinadas por lei. Até o momento, no entanto, apenas 36% dos municípios o fizeram, o que se deve a dificuldades técnicas enfrentadas pelas prefeituras. Para ajudar a aumentar essa porcentagem, o Ministério da Educação realizará, até julho, cinco seminários regionais.

Os encontros, que darão suporte técnico para nortear os municípios na preparação dos documentos que serão transformados em lei, têm início na região Nordeste: dias 2 e 3 de maio, em Natal (RN). Depois serão realizados no Centro-Oeste (entre 22 e 24 de maio, em Goiânia), Sudeste (12 a 14 de junho, no Rio de Janeiro), Sul (3 a 5 de julho, em Porto Alegre) e Norte (19 a 21 de julho, em Manaus).

Os entraves, segundo o coordenador-geral de Articulação e Fortalecimento Institucional do Sistema de Ensino do MEC, Arlindo Cavalcante, são resultado de um conjunto de fatores, como a falta de conhecimento técnico, a baixa integração entre os sistemas educacionais e a cultura do não-planejamento existente no país.

A presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Maria do Pilar, diz que cerca de dois mil municípios têm um plano - de um universo de 5.529 que havia no Brasil em 2004, quando esses dados foram pesquisados. Dos restantes, 22% estão em processo de elaboração, 22% têm previsão de elaborar e 19,5% estão sem previsão alguma.

Arlindo Cavalcante diz que o planejamento educacional é indispensável para a organização e o fortalecimento dos sistemas de ensino. O ministro da Educação, Fernando Haddad, explica que o MEC enviou a todos os municípios brasileiros, no início do ano, uma cartilha com 12 passos para o processo de construção do Plano Municipal de Educação (PME). O documento traz, entre outros pontos, os princípios que devem nortear o trabalho, quem deve participar, a divisão de responsabilidades e procedimentos a serem adotados.

A falta de um plano influi diretamente na qualidade do ensino, pois não há uma organização na hora de aplicar o dinheiro. Com vigência de dez anos, o PNE apresenta um diagnóstico e estabelece diretrizes, objetivos e metas para todos os níveis de ensino, para a formação e a valorização do magistério e para o financiamento e a gestão de educação.

O coordenador adverte, também, que o plano municipal não deve ser criado exclusivamente pelos prefeitos, mas com a participação da sociedade civil como um todo. Ele acredita que os seminários ajudarão principalmente a orientar os municípios sobre como mobilizar os dirigentes educacionais e os conselhos municipais de educação para identificarem os aspectos educacionais, populacionais, socioeconômicos e culturais.

Fonte: Imprensa MEC (Sandro Santos)

Alunos da Poli-USP criam soluções tecnológicas para melhorar a qualidade de vida de portadores de deficiência física e da população de baixa renda

Uma bengala com ultra-som que vibra quando o deficiente visual está próximo de um obstáculo, um sistema que reproduz os movimentos de um braço amputado, uma cama ginecológica portátil para realizar exames de prevenção de câncer em regiões que não dispõem de unidades médicas próximas, um aparelho que lê textos da Internet e os decodifica em Braille, um projeto de veículo para catadores de papel com motor elétrico, freios e compartimentos para separar cada tipo de material reciclado.

Esses são alguns dos projetos e protótipos de produtos que serão apresentados durante o 2º Seminário "Engenharia e Responsabilidade Social", realizado hoje, na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), em São Paulo. Na ocasião, 40 alunos e ex-alunos receberão um certificado por sua atuação no Programa Poli Cidadã, criado para estimular o corpo discente e docente a realizar projetos sociais e estreitar a relação da universidade com a sociedade.

Programa educacional
O Programa Poli Cidadã dá ao aluno de engenharia a opção de realizar seu trabalho de conclusão de curso desenvolvendo um projeto social. O aluno pode propor um projeto ou escolher um dos temas que são solicitados por instituições como a Fundação Dorina Nowill, a Prefeitura de Diadema, o Instituto Criança Cidadã e o Hospital do Câncer de Barretos.

Desde que foi implantado, em 2004, o Poli Cidadã já tornou viável a realização de cerca de 50 projetos. Dos que foram executados em 2005, muitos ainda dependerão de aprimoramento, parcerias com empresas ou apoio financeiro para sua comercialização. "Em qualquer caso, todos possibilitam levar inovações tecnológicas, por um custo mais acessível, a segmentos minoritários da sociedade", explica o coordenador do Poli Cidadã, Antonio Luís de Campos Mariani, professor do Departamento de Engenharia Mecânica da Poli. Para os alunos, a experiência é valiosa. "Eles desenvolvem senso de responsabilidade social e têm a chance de retribuir à sociedade um pouco do que receberam nos anos em que estudaram em uma universidade pública", acrescenta.

Como participar
O Programa Poli Cidadã está constantemente em busca de novos parceiros para aumentar a oferta de temas de projetos. Atualmente, o programa conta 20 instituições parceiras e já cadastrou cerca de 65 temas. "Mas esse número é pequeno em relação à crescente procura dos alunos, pois nem sempre os assuntos são de seu interesse ou de sua área de formação".

Para ser um parceiro do Poli Cidadã, basta se cadastrar no site e especificar o tema desejado. A solicitação será avaliada pela comissão gestora do programa e, caso possa ser aproveitada como um projeto de engenharia, será inserida na lista de temas disponíveis.

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Quinta-feira, 6 de abril de 2006.
Mudanças no ensino para jovens com deficiência preocupam pais

Parentes de crianças e jovens com deficiência mental participaram, na terça-feira (4), de uma audiência pública na Assembléia Legislativa de Belo Horizonte. De um lado, o poder público insiste em implementar políticas de inclusão social, com a transferência de alunos com deficiência para as escolas da rede pública e, de outro, os pais temem que os filhos sofram preconceito e fiquem sem assistência. Um requerimento foi apresentado para criação de uma comissão que vai acompanhar o atendimento de crianças e adolescentes com doenças mentais, principalmente os autistas. Atualmente, a capital mineira conta com três escolas que atendem estudantes com deficiência, mas, desde o ano passado, essas unidades não recebem novos alunos. A proposta da prefeitura é matricular os alunos em escolas comuns e oferecer condições para que eles se desenvolvam nesses ambientes. A coordenadora do Núcleo de Inclusão Escolar da Pessoa com Deficiência, Patrícia Cunha, assegura que nenhuma das três escolas será fechada. "Não vamos fechar qualquer espaço, nem deixar de acolher nenhum aluno. O que estamos propondo é um atendimento mais adequado para proporcionar mais autonomia e maior independência aos jovens com deficiência", disse Patrícia.

Fonte: Andi (Estado de Minas -MG, Luciana Melo; Diário da Tarde-MG, 05/04/2006)

Duas escolas abrem as atividades de abril do Projeto Usuário do Amanhã

O mês de abril começa cheio de novidades para a garotada da EMEI Profª. Maria Luiza Moretti e para os alunos da Escola Estadual Dr. Diogo de Faria, ambas localizadas na zona Leste de São Paulo. Os jovens participarão do Projeto Usuário do Amanhã promovido pela CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).

Hoje, estudantes da 4ª série do colégio Dr. Diogo de Faria sairão da Estação Tamanduateí com destino ao Brás, a fim de visitar o Centro de Controle Operacional (CCO) e a Sala de Segurança. Também está programado conhecer a cabine do maquinista.

Amanhã, é a vez das crianças da EMEI Profª Maria Luiza Morett. Os alunos embarcarão na Estação de São Miguel rumo à Luz. O passeio inclui ida ao parque que leva o mesmo nome da estação, onde farão um piquenique, e depois uma passadinha no aquário localizado no local.

Além de aprender sobre a correta utilização e preservação dos trens, no CCO as crianças têm a oportunidade de conhecer o funcionamento da malha ferroviária. Durante a visita monitorada, elas ganham gibis informativos sobre vandalismo e meio ambiente e o mapa de linha do sistema. Os mais velhos recebem um livreto ilustrado sobre drogas.

Vale lembrar que o Projeto Usuário do Amanhã é um serviço voltado às redes de ensino público e privado de São Paulo, mas também recebe ONGs e grupos da terceira idade. Para levar os estudantes e professores ao destino, a CPTM disponibiliza um carro exclusivo em um dos trens.

A entidade que quiser se cadastrar no programa pode telefonar para (11) 3226-4353 ou 3226-4354 ou enviar e-mail para usuário.amanha@cptm.sp.gov.br.

Curso de pedagogia agora habilita para educação infantil e anos iniciais do ensino fundamental

As novas diretrizes do curso de pedagogia, homologadas nesta terça-feira, 4, pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, definem que o curso de pedagogia habilita para o magistério na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental, além das matérias pedagógicas no curso normal de nível médio e de cursos da educação profissional.

Lílian Zieger, presidente da Associação dos Supervisores Educacionais do Rio Grande do Sul, lembra que a homologação não é o momento final e adverte que outros assuntos, como a questão de concurso para o cargo de supervisor, serão discutidos. Tramita no Senado um projeto de lei para regulamentar esta profissão.

Educação infantil
A partir de agora, o curso de pedagogia se destinará essencialmente à formação de professores para a educação infantil e os anos iniciais do ensino fundamental, além do desenvolvimento suplementar de competências para atividades da gestão democrática escolar. A formação dos professores passa das atuais 2.800 horas comuns aos cursos de licenciatura para 3.200 horas de efetivo trabalho acadêmico. Deixam de existir na graduação as habilitações em supervisão, orientação, administração e inspeção escolar, oferecidas em cursos de pós-graduação.

A carga horária será assim distribuída: 2.800 horas dedicadas à formação com aulas, seminários, pesquisas, consultas a bibliotecas e centros de documentação, visitas a instituições educacionais e culturais, atividades práticas, participação de grupos de estudos; 300 horas para estágio supervisionado prioritariamente em educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental; 100 horas de atividades de aprofundamento em áreas de interesse dos alunos, tais como iniciação científica, extensão e monitoria.

O texto do parecer diz: "Entende-se que a formação do licenciado em pedagogia fundamenta-se no trabalho pedagógico realizado em espaços escolares e não-escolares, que tem a docência como base. Nesta perspectiva, a docência é compreendida como ação educativa e processo pedagógico metódico e intencional, construído em relações sociais, étnico-raciais e produtivas, as quais influenciam conceitos, princípios e objetivos da pedagogia." Confira o documento completo.

Fonte: Imprensa MEC (Sandro Santos)

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Quarta-feira, 5 de abril de 2006.
Alunos e educadores recebem certificação do Projeto Aluno Monitor - Escola da Família

Nesta quarta-feira, 5 de abril, 163 estudantes dos ensinos fundamental e médio e 81 assistentes técnico-pedagógicos (ATPs) da rede estadual paulista recebem o certificado de conclusão do Projeto Aluno Monitor - Escola da Família, uma parceria da Secretaria de Estado da Educação de São Paulo, via Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), e a Microsoft Brasil.

Durante oito meses, esses alunos e professores participaram de dois módulos (básico e avançado) do curso no ambiente virtual criado pela empresa. Cada módulo contou com 16 horas de capacitação presencial e quatro meses a distância.

"O objetivo do curso é preparar os alunos para apoiarem a comunidade escolar no uso da sala ambiente de informática e para atuarem como multiplicadores. Para isso, sua formação abrange o uso de softwares, características do sistema operacional, da rede, fundamentos sobre hardware e arquitetura de rede", explica o diretor de Tecnologia da FDE, Milton Leme.

Os assistentes técnico-pedagógicos também foram capacitados para dar suporte e supervisionar, regionalmente, a atuação dos alunos-monitores.

Desenvolvido com a parceria da Microsoft, o curso atendeu inicialmente 89 escolas, sendo uma unidade por Diretoria Regional de Ensino. Os alunos monitores formados atuarão aos finais de semana dentro do Escola da Família, auxiliando na inclusão digital da comunidade, uma vez que as salas de informática ficam disponíveis à população que freqüenta o programa.

"Esses alunos monitores terão um papel importante nas escolas aos finais de semana. As atividades desenvolvidas no Escola da Família na sala ambiente de informática vão desde as noções básicas de informática até a produção de currículos e navegação na Internet. De outubro de 2003 até hoje, mais de 3,7 milhões de participações foram computadas somente nos laboratórios", acrescenta a professora Cristina Cordeiro, coordenadora executiva do Programa Escola da Família.

O Projeto Aluno Monitor-Escola da Família integra um projeto maior da Secretaria de Educação, que é o Aluno Monitor, lançado em 2003 e implantado em 2.600 escolas com a participação de 9 mil alunos. "O projeto representa uma oportunidade para esses estudantes de ingressarem no mercado de trabalho, pois, além de receberem uma certificação da Microsoft, contam com a prática nos laboratórios das escolas. Ou seja, esse aluno, quando for concorrer a uma vaga de emprego, já contará com uma experiência concreta, o que já lhe dá um diferencial. A nossa expectativa agora é integrar, este ano ainda, as escolas que estão recebendo os equipamentos de informática pelo Programa Universalização da Informática no Projeto Aluno Monitor", avisa Milton Leme.

A informática na rede estadual de ensino
Atualmente, 4.600 escolas estaduais possuem sala-ambiente de informática, enquanto 839 estão em fase de instalação. Cada unidade recebe kits compostos por computador, impressora e mobiliário adequado, de acordo com o número de alunos.

Das escolas com salas-ambientes, 2.905 já têm acesso à Internet com recursos de banda larga. Estes são os resultados do Programa de Universalização da Informática, criado pelo Governo do Estado, cujo objetivo é atender todas as escolas estaduais com salas-ambientes de informática, inclusive as de 1ª a 4ª série do ensino fundamental.

Política de igualdade de gênero é adotada ainda na pré-escola

Políticas suecas de gênero estão promovendo a igualdade entre homens e mulheres a partir da pré-escola. A preocupação com a igualdade sexual em sala de aula já era uma bandeira oficial na Suécia no final dos anos 60, quando o governo tomou as primeiras medidas nesse sentido. Hoje, todos os colégios têm programas que estimulam atitudes igualitárias antes mesmo de a criança aprender a ler.

Na escola Sofieberg, o corpo docente deve se debruçar sobre uma questão diferente a cada semana. Nos cinco dias de aula, diretora e professores observam atentamente e discutem uma única questão do cotidiano escolar. Segundo os educadores, na maior parte das vezes, eles mesmos se surpreendem com suas ações ao perceber que, de fato, tratam de forma diferenciada alunos e alunas. "Começa no primeiro dia de aula, quando as crianças não querem entrar na escola, se agarram aos pais ou choram", relata a diretora da Sofieberg, Ulla Aveling. "Se for garoto, a professora pega na mão e diz: 'Vamos, vai ser legal, você vai brincar bastante e fazer novos amigos'. Mas, se for uma menina, a mesma professora pega no colo, afaga e diz baixinho que está tudo bem, que não é preciso ter medo. Já começa tudo errado", argumenta.

Fonte: Andi (Revista Folha, Lino Bocchini, 01/04/2006)

Iniciativa das editoras Ática e Scipione leva propostas sobre educação ao futuro presidente

As editoras Ática e Scipione lançaram ontem um projeto inédito em todo o país, que tem como foco a melhoria da educação. Reescrevendo a Educação: Propostas para um Brasil melhor reunirá, no portal www.reescrevendoaeducacao.com.br, artigos de nomes expressivos do país, para discussão de temas como Formação de Educadores, Analfabetismo Funcional, Alfabetização, Qualidade e Acesso na Educação Infantil, Universalização e Qualidade no Ensino Médio e Avaliação e Qualidade na Educação. O conteúdo produzido durante o projeto será entregue aos candidatos eleitos ao segundo turno da eleição presidencial ou ao presidente eleito, no caso de a eleição ser decidida no primeiro turno. O projeto tem o apoio da Fundação Victor Civita.

Os artigos serão produzidos por uma lista de articulistas formada por Cláudio de Moura Castro, Cristovam Buarque, Gilson Schwartz, Guilherme Leal, Gustavo Ioschpe, Jorge Gerdau Johannpeter, Maria Malta Campos, Mario Sérgio Cortella, Paulo Renato de Souza, Telma Weisz e Vera Masagão, com conclusão dos trabalhos por Roberto Civita, presidente e editor do Grupo Abril. Os internautas, que deverão se cadastrar no portal, poderão contribuir com opiniões nos chats que serão agendados com os articulistas e no espaço dedicado aos debates. O objetivo, ao promover esse diálogo, é possibilitar que a sociedade legitime as propostas.

De acordo com o diretor-geral das editoras, João Arinos, o projeto é uma oportunidade efetiva para que todo o país participe de um debate sobre um dos temas que sempre acompanham as prioridades dos candidatos a presidente. "Além de propor soluções para a questão educacional no Brasil, o projeto é um convite ao exercício da cidadania", afirma Arinos.

Cristovam Buarque, um dos articulistas do projeto, considera que a iniciativa será de fundamental importância para a boa gestão do próximo Governo Federal. "Se eu fosse presidente da república, adoraria receber um documento como o que será realizado a partir dos debates promovidos no site. É um valioso subsídio para mudar nossa realidade. E a educação é o caminho para que isso ocorra", explica.

Já Vera Masagão, que também vai expor suas idéias no site, destaca a qualificação das discussões sobre a educação. "Se fala muito sobre o tema no Brasil, mas quase nada é concreto. O projeto deve levar ao conhecimento da sociedade quais são os problemas reais e criar condições para a melhoria do ensino".

Clique para saber mais sobre os articulistas.

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Terça-feira, 4 de abril de 2006.
Profª Maria Lúcia assume Secretaria de Educação de São Paulo

A professora Maria Lúcia Marcondes Carvalho Vasconcelos assumiu ontem o cargo de Secretária de Educação, em ato de transmissão de cargo pelo professor Gabriel Chalita, depois de quatro anos à frente da Pasta. Chalita está deixando o cargo para dar início à sua candidatura, provavelmente a deputado federal ou estadual.

Maria Lúcia Marcondes Carvalho Vasconcelos
A professora Maria Lúcia Marcondes Carvalho Vasconcelos é pedagoga, formada pela USP, doutora em Administração pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e doutora em Educação pela USP.

Foi professora de educação fundamental, ensino médio, graduação e pós-graduação. É professora titular do Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Presbiteriana Mackenzie, onde, além de reitora, exerceu as funções de orientadora educacional, diretora da Faculdade de Filosofia, Letras e Educação e coordenadora Geral de Pós-Graduação. É, também, pró-reitora acadêmica da Universidade Anhembi Morumbi.

Autora de vários livros, entre eles Formação do Professor para o Ensino Superior (Editora Pioneira), (In)disciplina, Escola e Contemporaneidade (Editora Intertexto/Mackenzie), Ensinar e aprender no Ensino Superior: por uma epistemologia da curiosidade na formação universitária (Editora Cortez/Mackenzie), Educação e História da Cultura: fronteiras (Editora Mackenzie).

Fonte: Secretaria de Estado da Educação de São Paulo

Métodos de ensino não influenciam no sucesso do aluno, aponta pesquisa

Não é o método de alfabetização que determina o sucesso ou o fracasso escolar. Alunos de colégios construtivistas aprendem tanto na primeira série quanto os de unidades que priorizam o método fônico, baseado na associação entre letras e sons. O problema parece estar menos nos anos iniciais da alfabetização e mais na consolidação desse processo. É o que mostram as primeiras evidências de estudo que acompanha a mesma geração de 19 mil alunos, ano a ano, da 1ª à 4ª séries do ensino fundamental. "Os resultados não indicam a superioridade de um método. Houve resultados bons e ruins em turmas com abordagens construtivistas, fônicas ou híbridas. Os dados apontaram que a abordagem híbrida pode apresentar alguma vantagem, mas isso precisa ser mais bem analisado", explicam os coordenadores do estudo.

A pesquisa está sendo desenvolvida no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte, em Campinas, em Salvador e em Campo Grande por seis universidades (PUC-Rio, UFMG, Unicamp, UFBA, Uems e UFJF). Batizado de Geres (Geração Escolar), o levantamento tenta identificar as causas do baixo desempenho no Saeb (exame do Governo Federal que avalia a educação). Em 2003, a prova mostrou que apenas 4,8% dos alunos da 4ª série tinham desempenho adequado.

Fonte: Andi (Folha de S. Paulo - SP, Antônio Góis, 03/04/2006)

Projeto Presença cadastra 43 milhões de alunos

Pela primeira vez, o Brasil terá informações individualizadas sobre alunos e professores da educação básica nas redes municipal, estadual, federal e privada. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep/MEC) reuniu, em pouco mais de seis meses, informações de 43.247.496 estudantes e mais de dois milhões de professores. Dos 5.564 municípios brasileiros, apenas 33 deixaram de informar dados de alunos, professores ou escolas.

Com o cadastro, será possível acompanhar a trajetória escolar, o rendimento (aprovação e reprovação) e o desempenho de cada estudante em avaliações municipais, estaduais e nacionais, como o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e a Prova Brasil, que avaliará 43 mil escolas públicas do país localizadas em áreas urbanas. A precisão dos dados possibilita a realização de novos e melhores diagnósticos sobre a qualidade da educação, contribui para o aprimoramento de políticas públicas educacionais e para uma melhor distribuição dos recursos públicos calculados a partir do número de alunos matriculados nas redes de ensino.

O cadastro integra o Projeto Presença, que também permitirá o acompanhamento da freqüência escolar dos alunos da rede pública. O objetivo é prevenir e reduzir a evasão.

Também é a primeira vez que a sociedade saberá quantos professores atuam na educação básica, com possibilidade de acompanhar a trajetória de 2.028.424 docentes, funções que exercem e em quantas escolas, sua formação, disciplinas que lecionam e tempo que permanecem em uma instituição de ensino. Este mês, os dados do cadastro serão atualizados pelas escolas com o objetivo de agregar novas informações aos dados do questionário do Censo Escolar de 2006.

Freqüência
Com o Projeto Presença, cada aluno da rede pública receberá o cartão do estudante, que contém o número de identificação social (NIS). O cartão integra o Sistema de Acompanhamento de Freqüência Escolar (Safe), cujos objetivos são garantir a permanência dos alunos na escola, fornecer mecanismos para uma gestão escolar mais eficiente, com foco no aluno, e possibilitar a integração entre os programas sociais do Governo Federal. Até o momento, 1,5 mil prefeituras e 15 secretarias estaduais de educação assinaram o termo de adesão ao programa. O cadastro já colheu informações de 39.366.846 alunos de 157.802 escolas públicas de todo o Brasil.

O primeiro teste do Safe foi realizado no dia 29 de março, em Capão da Canoa (RS). As escolas receberam computadores e sistemas de leitura de cartão eletrônico e de biometria (digital do aluno). A partir da segunda quinzena de abril, o sistema será testado em Rio Verde (GO), Parnamirim (RN), São Carlos (SP), Boa Vista (RR) e Gravataí (RS).

Hoje, o Ministério da Educação acompanha a freqüência de quase 80% dos alunos inscritos no programa Bolsa-Família. São dez milhões de crianças, aproximadamente, em 99,73% dos municípios brasileiros.

Fonte: Assessoria de Imprensa do Inep

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Segunda-feira, 3 de abril de 2006.
CPTM adere à campanha Livro Livre

A campanha Faça Parte do Clube dos Amigos da Leitura, da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), adere ao movimento Livro Livre. A prática incentiva leitores a deixar um livro em qualquer local para que outras pessoas tenham acesso à leitura. A fim de identificar a mobilização, recomenda-se escrever na primeira página ou contra capa "Livro Livre - Leia, Libere, Encontre! www.livrolivre.com".

Na CPTM, a ação vai até o dia 10 de abril e abrangerá tanto a área administrativa quanto as estações e o interior dos trens. A idéia é que, depois de desfrutar da leitura, o dono do livro opte por liberá-lo novamente em algum local público para outra pessoa ou o doe à recém-criada Biblioteca CPTM - Mário Covas, localizada em Presidente Altino, Osasco.

A iniciativa procura despertar o interesse pela leitura entre os funcionários da CPTM e seus familiares, bem como em comunidades vizinhas à ferrovia, empresas, estudantes e pesquisadores.

Quem quiser doar direto para a biblioteca deve entrar em contato pelos telefones (11) 3689.9107/9347 ou por meio do endereço eletrônico biblioteca@cptm.sp.gov.br. O interessado pode agendar a retirada do material em domicílio, dependendo da quantidade, ou entregar as doações nas chefias das estações da companhia. São aceitos todos os tipos de livros, desde que estejam em bom estado de conservação.

Idéia poderosa*
O Livro Livre propõe uma ação individual, visando a um impacto coletivo. Organizado por pessoas comuns, mas que acreditam no poder da leitura, o movimento prega a liberação de livros em espaços públicos com o objetivo de transformar a cidade em uma biblioteca a céu aberto.

Uma dica para os participantes da brincadeira é imprimir o logotipo do Livro Livre, disponível no site www.livrolivre.com, e colar no exemplar, para identificar o movimento e permitir a troca de impressões sobre outros leitores que tiveram a experiência. Por fim, basta escolher um lugar para deixar o Livro Livre, de preferência que tenha uma boa circulação de pessoas e esteja protegido de sol muito forte e chuva.

*Fonte: www.livrolivre.com

MEC vai estimular educação ambiental nas escolas

Pequenos projetos desenvolvidos por alunos e professores para a conscientização quanto à necessidade de preservação do meio ambiente têm mobilizado cada vez mais uma legião de ambientalistas nas escolas públicas. O Ministério da Educação (MEC) publica nos próximos dias no Diário Oficial da União uma portaria para descentralizar os recursos destinados à formação continuada de professores em educação ambiental e à produção de material didático, sob a coordenação da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad). A descentralização injetará R$ 3,5 milhões em vários projetos ligados ao programa Vamos Cuidar do Brasil com as Escolas, desenvolvido pela Secad.

De acordo com o último censo do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o ensino da educação ambiental está presente em 94,5% das escolas do ensino fundamental. Segundo dados do Inep, o número de crianças com acesso à educação ambiental nas escolas de ensino fundamental aumentou de 23,5 milhões, em 2001, para 32,4 milhões em 2004. "Já construímos massa crítica. A educação ambiental precisa ter a cara local, ser mais diversificada e atender a diversidade regional", avalia a coordenadora geral de Educação Ambiental do MEC, Rachel Trajber.

Conferência Nacional
Realizado pelo Órgão Gestor da Política Nacional de Educação Ambiental, a Conferência Nacional Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente é resultado de um trabalho desenvolvido em mais de 11 mil escolas de Ensino Fundamental de 5ª a 8ª séries. A conferência terá como resultado final a Carta das Responsabilidades que apresentará o compromisso dos jovens com a promoção da sustentabilidade ambiental. O documento será entregue ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 27 de abril.

Fonte: Andi (Correio Braziliense - DF, Hércules Barros, 31/03/2006)

Cefets vão contratar 1.500 professores e técnicos

Portaria do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão publicada no Diário Oficial da União na quinta-feira, 30 de março, autoriza os centros federais de educação tecnológica (Cefets) a realizarem concursos públicos para o preenchimento de 1.500 vagas de professores e servidores técnico-administrativos. Os Cefets têm até seis meses para promover os concursos.

Segundo o vice-presidente do Conselho Nacional dos Dirigentes dos Centros Federais de Educação Tecnológica (Concefet), Luiz Augusto Caldas, as 1.500 vagas têm duas destinações: vão atender as 28 novas unidades descentralizadas (Uneds), que integram o plano de expansão da rede tecnológica, e suprir a carência de professores e de pessoal administrativo em algumas Uneds criadas nos últimos dez anos e que até hoje não têm quadros próprios de pessoal.

O Concefet, em conjunto com o Ministério da Educação, explica Luiz Caldas, definiu que cada Uned terá vagas para a contratação de 20 professores e de 16 servidores técnico-administrativos. Caberá aos Cefets definir as áreas específicas, lançar editais e fazer os concursos até o fim de setembro, prazo de seis meses fixado na Portaria nº 73/2006.

Expansão
O plano de expansão da rede federal de educação profissional e tecnológica prevê a construção, em 2006 e 2007, de 33 unidades de ensino vinculadas aos Cefets, cinco escolas técnicas e quatro agrotécnicas, em um total de 42 novas unidades de ensino. Destas, 28 serão concluídas em 2006 com um investimento de R$ 57 milhões. A expansão beneficiará 22 Estados e o Distrito Federal, gerando, quando concluída, mais de 74 mil novas vagas na rede.

Atualmente, a rede de escolas federais vinculadas ao MEC atende cerca de 230 mil alunos e é composta por 33 Cefets, uma universidade tecnológica, 36 escolas agrotécnicas, uma escola técnica e 30 colégios vinculados às universidades federais.

Fonte: Imprensa MEC (Ionice Lorenzoni)

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