| Terça-feira, 31 de janeiro de 2006. |
| Recurso
destinado à formação de professores custeará
despesas de água e luz
Apenas 15,8% dos R$ 400 milhões que os Estados receberam do Governo Federal para aplicar no ensino médio serão utilizados em atividades ligadas diretamente a questões pedagógicas, como formação de professores e compra de material didático. Pagamento de tarifas, como água e luz, pequenas reformas e contratação de professores temporários somam cerca de 64% dos recursos repassados no final de 2005. O reforço de recursos foi adotado pela primeira vez em 2004 para ajudar Estados do Nordeste que estavam com salários de professores atrasados, falta de reformas em escolas e sem dinheiro para abrir vagas. No ano passado, a verba foi distribuída para todos os Estados por meio de convênios, dando prioridade, porém, aos que têm menos dinheiro. O Maranhão foi o que obteve mais verba (R$ 42,135 milhões), seguido do Piauí, com R$ 40,5 milhões. As menores fatias ficaram com o Distrito Federal (R$ 3,152 milhões) e Roraima, com R$ 2,5 milhões. Enquanto o Maranhão usará praticamente todo o recurso em infra-estrutura e pessoal temporário, o Distrito Federal aplicará 91,5% em formação de professores. Segundo o secretário da Educação do Piauí, Antônio José Medeiros, "o modelo atual de financiamento privilegia o ensino fundamental. Por isso, a situação é crítica em alguns lugares". Para o ministro da Educação, Fernando Haddad, o Fundeb - novo fundo de financiamento para a Educação Básica - será a saída para reestruturar os investimentos. Com a aprovação do Fundo, o Governo Federal aumentará os recursos até chegar a R$ 4,5 bilhões no quarto ano de vigência. Atualmente, o repasse anual da União para o ensino fundamental não chega a R$ 500 milhões. Fonte:
Andi (Folha de S. Paulo - SP, 28/01/2006) Escolas receberão clássicos e dicionários em Libras a partir de fevereiro Na primeira semana de fevereiro, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE/MEC) começa a distribuir em todo o país 15 mil coleções de clássicos da literatura na língua brasileira de sinais (Libras), em CD-rom, e 11 mil dicionários enciclopédicos ilustrados trilíngües (português, inglês e Libras). O custo total do investimento é de aproximadamente R$ 1,8 milhão. Serão beneficiadas 8.315 escolas do ensino fundamental que atendem 36.616 alunos com surdez severa ou profunda. As instituições de ensino com até três alunos portadores da deficiência receberão um dicionário em dois volumes. Aquelas com quatro a sete alunos receberão dois dicionários (quatro volumes). Escolas com mais de sete alunos terão três dicionários (seis volumes). O dicionário vai facilitar a aprendizagem da Libras e das línguas portuguesa e inglesa em material exclusivo, sem similar no mercado editorial brasileiro. Quanto à distribuição da coleção de clássicos, a escola receberá uma coleção composta por dez títulos dispostos em 11 CDs se tiver quatro alunos com deficiência auditiva. Dessa forma, os alunos surdos terão acesso a textos literários de uma maneira compreensível, por meio da Libras e do português. A política de inclusão dirigida aos alunos de escolas públicas com necessidades educacionais especiais resulta de parceria entre a Secretaria de Educação Especial (Seesp/MEC) e o FNDE, gestor do Programa Nacional do Livro Didático e Biblioteca da Escola. Para garantir a qualidade do material, foram considerados indicadores como variedade de gêneros literários; obras que permitam a leitura autônoma do aluno e outras que exijam a mediação do professor; diversidade cultural, social e lingüística, para favorecer o contato da comunidade escolar com a comunidade surda, fato que implica diferentes modos de pensar, agir e comunicar. Fonte:
Imprensa MEC (Lucy Cardoso) Troca de livros usados garante economia na compra de material escolar e exercita cidadania entre alunos Iniciativa do Colégio Santo Américo, o projeto Livro Vivo ganhou ainda mais adesões em 2005. O número de famílias que integraram a ação no ano passado chegou a 247, um crescimento de 29% em relação a 2004. A quantidade de livros válidos para troca também foi bastante significativa, alcançando a marca de 1.916 unidades, o que representa um aumento de 23%. Os títulos que não puderam ser utilizados para a troca, cerca de 1.600, têm um destino certo: entidades sociais que realizam trabalhos com a comunidade. "Os livros estavam em ótimo estado, o que significa uma maior conscientização por parte dos alunos", comenta Susana Oltay Haypek, diretora das Obras Sociais do Mosteiro São Geraldo, entidade mantenedora do colégio. O projeto nasceu com o objetivo de incentivar a troca de livros didáticos e paradidáticos entre alunos ao final de cada ano letivo, colaborando não só para amenizar gastos com material escolar, mas principalmente com a conscientização socioambiental de pais e filhos, que passam a encarar o ato de conservar as publicações como fundamental para contribuir com a sociedade e o meio ambiente. Para Cristina Loureiro, mãe de Isabel, da 6ª série, o Livro Vivo é um claro exemplo de cidadania e de educação. "O fato da criança ou adolescente aprender a preservar um livro durante o ano desperta um sentimento de propriedade e uma obrigação de passá-lo ao colega seguinte como o recebeu. Minha filha de 12 anos apaga o que eventualmente estiver a lápis e procura escrever o menos possível, quando indispensável. E faz isso de forma consciente. Tanto que só precisei comprar livros que não constavam na lista". Patrícia Lang, mãe de Luiz Fellipe, da 3ª série, e Luiz Octavio, da 7ª série, defende que todos saem favorecidos com essa ação. "As crianças se tornam cidadãos mais responsáveis. Nós, pais, economizamos na lista de materiais e as instituições que recebem as doações também são beneficiadas, pois em geral recebem muitos livros e em excelente estado. Meus filhos mostraram muito empenho em colaborar. Foi interessante ver que assumiram o cuidado com seus livros com muita responsabilidade". Há famílias que, graças ao Livro Vivo, chegam a economizar mais de 50% com a compra de livros. É o caso de Fátima Botino, mãe de Gabriel, da 7ª série. "Se eu fosse comprar todos os livros da lista, gastaria cerca de R$ 650,00. Consegui economizar R$ 350,00 com o projeto", comemora Fátima. E o filho também faz sua avaliação. "Os livros usados no ano passado estão muito bem conservados. Não rasgaram, não rabiscaram, não fizeram nada". |
| Segunda-feira, 30 de janeiro de 2006. |
| Fórum
avalia projeto da Universidade Camponesa
Trabalhadores rurais, jovens camponeses, agricultores assentados pelo programa de reforma agrária do governo federal, professores e estudantes da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), na Paraíba, reúnem-se hoje, 30, e amanhã, 31, na instituição, para avaliar o Projeto Universidade Camponesa (UniCampo). O projeto é uma atividade de extensão da UFCG que atinge 20 municípios do semi-árido na área do Cariri. A Universidade Camponesa começou suas atividades em setembro de 2003, em Sumé, um dos 20 municípios do Cariri. O projeto-piloto, que será encerrado e avaliado hoje e amanhã, vai certificar 30 alunos destas comunidades e apresentar um curso modelo com 450 horas de aulas teóricas e práticas para ser desenvolvido em territórios rurais da região Nordeste. Segundo o coordenador da UniCampo, Márcio Caniello, a extensão foi construída pela UFCG em parceria com o Projeto Dom Hélder Câmara, com o Ministério da Reforma Agrária e com o Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento (Cirad), uma agência de cooperação da França. Diálogo As exigências da universidade, diz Márcio Caniello, é que os alunos fossem camponeses e alfabetizados. Na universidade estão envolvidos professores e alunos do departamento de Ciências Sociais, da pós-graduação em Sociologia, da secretaria de projetos estratégicos da reitoria e da pró-reitoria de extensão. As aulas teóricas e de campo são dadas em tempo integral, às sextas-feiras e aos sábados, na Escola Agrotécnica de Ensino Fundamental de Sumé e nas propriedades das comunidades do projeto. O projeto-piloto aconteceu em três ciclos: de setembro a dezembro de 2003, eles se dedicaram ao estudo da identidade camponesa; em 2004, desenvolveram quatro projetos de pesquisa sobre os recursos naturais da região; e, em 2005, construíram projetos produtivos, entre os quais se destacam o turismo rural, a plantação da palma forrageira, criação de galinha caipira e a suinocultura rústica. Todas estas áreas, disse Caniello, são de domínio dos agricultores, mas a elas a universidade agregou novos conhecimentos. O processo visa resgatar o modo de vida e de produção da região, bem como fomentar o desenvolvimento econômico e o respeito à cultura. Hoje, diz o coordenador, os alunos que estão terminando o curso assumem posições deliberativas e consultivas nos conselhos e fóruns que tratam das suas atividades. São líderes nas comunidades e participam da definição das políticas públicas dos municípios. Veja o programa do fórum da UniCampo. Cariri Fonte:
Imprensa MEC (Ionice Lorenzoni) Faculdades Magister promovem alfabetização de jovens e adultos Ler, escrever, ouvir, agir, criar e compreender criticamente a realidade são competências desenvolvidas no Curso de Alfabetização de Jovens e Adultos da Faculdade Magister: um curso gratuito que atenderá a população carente da região da Zona Sul de São Paulo. Espelhando a prática educativa permanente da Faculdade Magister, especialmente do Curso de Pedagogia, o Curso de Alfabetização de Jovens e Adultos acredita na transformação da sociedade ao estimular a confiança na capacidade individual de aprendizado. A meta não é simplesmente ensinar a decodificação das letras, mas ensinar também como desempenhar de modo consciente a cidadania, por meio do acesso aos saberes historicamente acumulados, postura que amplia as oportunidades de trabalho e das relações sociais. O projeto tem como parceiro o Rotary Clube de SP-Santo Amaro, entidade internacional que visa promover ações sociais na comunidade. As aulas acontecerão de 2ª a 6ª feira, das 16h45 às 18h45, na Unidade Sabará (Av. Nossa Senhora do Sabará, 1300, São Paulo-SP), e as inscrições são gratuitas. Os interessados deverão apresentar os documentos: requerimento de matrícula (formulário fornecido pela instituição), xérox da cédula de identidade e duas fotos 3X4. Informações podem ser obtidas na Secretaria da Unidade Sabará ou pelo telefone: (11) 5633.4000.
Pesquisa vai investigar hábitos dos jovens Setenta e dois mil estudantes de 13 a 15 anos, de escolas públicas e particulares de várias cidades do Brasil, serão ouvidos em março pelo Ministério da Saúde. A idéia, segundo o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, é traçar um mapa de risco para doenças em adolescentes. Os jovens vão falar sobre alimentação, uso de drogas e suas atividades. Esse será o primeiro estudo oficial a abordar vários aspectos da saúde juvenil. Com os resultados será possível planejar cuidados para o bem-estar de uma população que precisa de atenção urgente. Alguns hábitos do período juvenil acarretam doenças após a adolescência. É grande o número de hipertensos e diabéticos que, na juventude, exageraram na gordura, fumaram demais e deixaram de fazer exercícios. Fonte: Andi (Jornal do Commercio - PE, Verônica Almeida, 26/01/2006) |
| Sexta-feira, 27 de janeiro de 2006. |
| Crianças
que freqüentam creches têm maior desenvolvimento intelectual
Dados de uma pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostram que as crianças que freqüentam creches desde pequenas têm mais chance de obter sucesso profissional. De acordo com o estudo, meninos e meninas que ingressam nas instituições a partir dos dois anos de idade recebem estímulos intelectuais diversificados e se tornam menos egocêntricas, porque interagem com outras crianças desde cedo. "A creche estimula o desenvolvimento intelectual, já que são feitos trabalhos e brincadeiras específicas para a idade", pontua a psicopedagoga Larissa Machado. A pesquisa aponta ainda uma menor vulnerabilidade das crianças que freqüentam creches a se envolverem em crimes ou em casos de gravidez precoce. Fonte:
Andi (Correio da Bahia - BA, Carmen Azevedo, 24/01/2006) UFMT aprova disciplina étnico-racial em curso de Pedagogia A disciplina Educação das Relações Étnico-Raciais passa a compor a grade curricular do curso de Pedagogia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), a partir do primeiro semestre de 2006. Atendendo a uma proposta do Núcleo de Estudos e Pesquisa sobre as Relações Raciais e Educacionais (Nepre), o Conselho de Ensino e Pesquisa (Consepe) da UFMT aprovou a disciplina, que abordará os conteúdos previstos na Lei nº 10.639/03, que inclui na rede de ensino fundamental e médio a obrigatoriedade da temática história e cultura afro-brasileira. Segundo a professora Maria Lúcia Muller, membro do Nepre e autora da proposta, o fato é inédito no Brasil. "Acredito que a UFMT seja a primeira instituição de educação superior a instituir a disciplina na grade do curso de formação de professores", comentou. Os conteúdos da disciplina estão baseados nas diretrizes curriculares do Conselho Nacional de Educação (CNE) propostas pela conselheira Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva, em 10 de março de 2004. A disciplina foi aprovada pelo Consepe no último dia 16. "Estou muito feliz. Para atacar o racismo, as escolas de formação de professores têm de colocar o assunto em discussão", disse Maria Lúcia, complementando que o mito da democracia racial está muito presente no país - fato que está constatado numa recente pesquisa feita em duas escolas municipais de Cuiabá pela especialista em educação especial e relações raciais, Vanda Lúcia Gonçalves. A pesquisa, intitulada Tia, qual o meu desempenho?, estudou o desempenho de alunos negros em salas de aula do ensino fundamental. A conclusão é que os professores, inconscientemente, tratam de forma diferenciada alunos brancos e negros. "Eles separam esses alunos em sala de aula. Uma separação que não se dá no espaço físico, mas sim no tratamento. Ao aluno branco eles oferecem ajuda quando este encontra uma dificuldade. A dificuldade do aluno negro é ignorada. O racismo está presente nas escolas públicas e permeia a prática do professor. É necessário que estes professores tenham muita disposição para mudar isso", conclui a especialista. A pesquisa referida foi realizada no primeiro semestre de 2005 e, a partir de março, estará disponível para consulta no Núcleo de Estudos e Pesquisa sobre as Relações Raciais e Educacionais da UFMT. Lei nº 10.639 Fonte:
Imprensa MEC (Sonia Jacinto) Brasil e Israel querem aumentar intercâmbio universitário O ministro da Educação, Fernando Haddad, recebeu nesta quinta-feira, 26, a embaixadora de Israel no Brasil, Tzipora Rimon. Em pauta, a agenda da viagem a Israel, a partir do dia 1º de março. No roteiro pelo Oriente Médio, Haddad estará no Líbano em 26 de fevereiro, na Síria no dia 28, em Israel de 1º a 3 de março e na Palestina no dia 4. "Na passagem por Israel, o objetivo é elevar a um novo patamar a cooperação educacional e acadêmica entre os dois países", afirmou o ministro. Entre os compromissos, há reuniões de trabalho no Ministério da Educação de Israel, que terão também a participação de representantes de universidades do país, como o Instituto de Tecnologia de Israel, instituição de ponta na questão de alta tecnologia. Haddad irá também à Universidade de Jerusalém, fundada em 1925 e que conta atualmente com 23 mil estudantes, sendo uma das maiores do país. O chefe da Assessoria Internacional do MEC, Alessandro Candeas, afirma que o interesse do governo brasileiro com a agenda em Israel é estimular o avanço de programas conjuntos de trabalho e intercâmbio entre os centros de excelência dos dois países, em áreas como alta tecnologia, história, arqueologia, agronomia e estudos para a paz e tolerância, entre outras. Candeas destaca que os avanços na relação entre os dois países na área de educação devem vir também da realização de seminários e exposições, estudos brasileiros e israelenses e intercâmbio de publicações, além do ensino de hebraico e português em escolas brasileiras e israelenses. A missão brasileira levará uma proposta de convênio entre a Universidade de São Paulo (USP), que já tem um laboratório de estudos contra a intolerância, e a Universidade de Tel Aviv, uma das maiores de Israel, com nove faculdades, 106 departamentos e 90 institutos de pesquisa. Um termo de cooperação entre as duas nações começa a ser debatido. Candeas destaca que a embaixadora de Israel demonstrou interesse em aumentar a oferta de bolsas a estudantes brasileiros em Israel que, segundo ela, já teve números mais expressivos em outros períodos. Fonte: Imprensa MEC (Rodrigo Dindo) |
| Quinta-feira, 26 de janeiro de 2006. |
| Fórum
Mundial de Educação Nova Iguaçu foi lançado
internacionalmente no FSM na terça-feira, dia 24
A IV edição do Fórum Mundial de Educação (FME) de Caracas, na Venezuela, que aconteceu durante do Fórum Social Mundial, nos dias 23 e 24 de janeiro, na Universidad Bolivariana, foi marcada pelo lançamento internacional do Fórum Mundial de Educação Temático, que este ano, no Brasil, será em Nova Iguaçu, município localizado Baixada Fluminense, Estado do Rio de Janeiro, de 23 a 26 de março. A realização do Fórum Mundial de Educação em Nova Iguaçu tem um simbolismo especial: desmistificar a marca da violência da Baixada Fluminense e mostrar ao mundo que os cidadãos que vivem nesta região têm propostas de uma outra educação para um outro mundo possível. O tema geral, "Educação Cidadã para uma Cidade Educadora", será abordado a partir de três eixos: Educação, Cultura e Diversidade; Ética e Cidadania em Tempos de Exclusão; e Estado e Sociedade na Construção de Políticas Públicas. Esta será a primeira vez que o FME não acontecerá em uma capital - as edições anteriores foram em Porto Alegre (2001 e 2003) e São Paulo (2004). E já aconteceram encontros regionais em Los Angeles, Toronto, Upsalla, Barcelona, Brescia, Córdoba, Montevidéu, e Mumbai. Além das grandes conferências, que contarão com especialistas brasileiros e internacionais, o Fórum Mundial de Educação Nova Iguaçu privilegiará o espaço para as atividades autogestionadas e a programação cultural. É esperado um grande número de apresentações de trabalhos científicos e relatos de projetos e pesquisas. A expectativa de participação é de 15 mil pessoas. Todas as inscrições podem ser realizadas no site www.forummundialeducacao.org/ni.
Câmara aprova Fundeb A Câmara dos Deputados aprovou na terça-feira (24), em primeiro turno, a proposta de emenda constitucional (PEC) que cria o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). A votação teve 457 votos a favor contra apenas 5 desfavoráveis. Por tratar-se de uma emenda constitucional, o texto ainda precisa ser aprovado em segundo turno pelos deputados, passar duas vezes pela Comissão de Constituição e Justiça e plenário do Senado. Apesar da votação positiva, ainda não há previsão de recursos no orçamento deste ano para que os ensinos infantil, fundamental, médio e a educação de jovens e adultos possam ser financiados pelo fundo. Serão destinados pelos Estados, municípios e União, de forma gradativa, quase R$ 50 bilhões para a educação básica, que atende, principalmente, crianças e jovens de 0 a 17 anos. Um dos pontos incluídos no projeto foi a garantia de destinação de uma verba específica para as creches. A proposta enviada pelo Executivo, em junho, para a Câmara deixava para depois as crianças com menos de três anos de idade. A votação do Fundeb ocorreu depois de dois anos de discussão. Além do Fundo, também foi aprovado o projeto de lei que prevê a ampliação do ensino fundamental de oito para nove anos. O texto agora deverá ser analisado pelo plenário do Senado até o final desta semana. Se aprovado, irá para sanção presidencial. Fonte:
Andi (Folha de S. Paulo - SP; Correio Braziliense - DF, Erika Klingl;
O Estado de S. Paulo - SP, Luciana Nunes Leal; Valor Econômico
- SP; Diário da Tarde - MG; Gazeta de Alagoas - AL; Jornal do
Tocantins - TO; Zero Hora - RS; Jornal do Commercio - PE; Diário
do Nordeste - CE; 25/01/2006) Faculdades Integradas Rio Branco já oferecem ensino de Libras como disciplina obrigatória no curso de Pedagogia De acordo com o decreto nº 5.626, de 22 de dezembro de 2005, que regulamenta a lei nº 10.436 - que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais -, as instituições de ensino superior da rede pública e privada deverão incluir o ensino de Língua Brasileira de Sinais (Libras) como disciplina obrigatória nos cursos de Pedagogia e Fonoaudiologia. As Faculdades Integradas Rio Branco, que já formaram alunos surdos, já adaptaram sua grade curricular. A Fundação de Rotarianos de São Paulo, mantenedora das Faculdades Integradas Rio Branco, mantém também a Escola Especial para Crianças Surdas (EECS) desde 1977. Para ampliar esse trabalho, as crianças surdas foram inseridas nas salas regulares do Colégio Rio Branco, a partir da 5ª série do ensino fundamental, e no Centro de Ensino Profissionalizante Rotary (CEPRO) - outras entidades mantidas pela Fundação. Nas Faculdades Integradas Rio Branco, há intérpretes de Libras em todos os cursos de graduação desde que um surdo seja matriculado. O curso de Pedagogia, em cinco anos, formou alunos surdos que estão no mercado de trabalho. A regulamentação da lei nº 10.346 aprimorará o trabalho que a Fundação de Rotarianos de São Paulo vem prestando à comunidade surda, ao inserir Libras na grade curricular do curso de Pedagogia já a partir deste ano. Segundo a coordenadora do curso de Pedagogia das Faculdades Integradas Rio Branco, Maria Genny Caturegli, as instituições de ensino superior que já inserirem Libras na grade curricular estarão aprimorando a qualidade do ensino. "Há muitas vantagens com a inserção de Libras como disciplina obrigatória. Além de ampliar as oportunidades do mercado de trabalho tanto para surdos como para ouvintes, é um importante passo para a educação no sentido da inclusão social e da integração. Quanto antes as instituições adaptarem suas grades curriculares, tanto mais os novos alunos de Pedagogia e de Fonoaudiologia terão embasamento para lidar com a comunidade surda, contribuindo para a formação", concluiu. |
| Terça-feira, 24 de janeiro de 2006. |
| A
beleza da matemática
O físico matemático britânico Roger Penrose, 73 anos, foi o ganhador do Communications Award, outorgado pela Joint Policy Board for Mathematics (JPBM). A entrega do prêmio foi feita na reunião da entidade, que representa a Sociedade Norte-Americana de Matemática, a Associação Estatística Norte-Americana e a Sociedade para Matemática Industrial e Aplicada, dia 13, em San Antonio, nos Estados Unidos. Penrose, professor emérito da Universidade de Oxford, foi premiado pela "notável contribuição" na divulgação da matemática a leigos. Os organizadores destacaram em particular dois livros de Penrose, The emperor's new mind (1989) e The road to reality (2005). "O prêmio é um tributo à forma como o dr. Penrose tem tornado as idéias por trás da matemática de alto nível acessíveis a grandes partes da população", disseram. "Eu certamente acredito na importância de levar ao público geral, à medida do possível, algo da real natureza da matemática, não apenas por sua crescente utilidade em tantas áreas de importância na sociedade moderna, mas também por sua beleza e pela satisfação interna que ela traz", disse Penrose, no discurso de agradecimento. Sir Roger destacou a beleza da matemática. "Não se pode compreender apropriadamente a matemática sem que se tenha apreço por suas qualidades estéticas", afirmou. Fonte:
Agência FAPESP Embaixada dos EUA envia professores da rede pública para curso no Texas A Embaixada dos EUA está enviando um grupo de sete professores brasileiros de inglês para um curso de aperfeiçoamento em Austin, no Texas, com bolsa que cobre todos os gastos da viagem. Os professores foram selecionados em escolas e universidades públicas de todo Brasil para o curso no Instituto de Estudos Americanos, que ocorrerá entre 27 de janeiro e 13 de fevereiro de 2006. O curso objetiva aperfeiçoar as habilidades de ensino de inglês dos participantes, melhorar o entendimento sobre os EUA no trabalho de classe e estabelecer contatos entre professores dos EUA e do Brasil. Os candidatos foram selecionados baseado nos seguintes critérios: diploma universitário em Letras (português e inglês); três a dez anos de experiência de ensino; cidadania brasileira; excelente habilidade de comunicação falada e escrita em inglês. Os candidatos também precisaram comprovar ter experiência no treinamento de professores da rede pública, para que possam ser multiplicadores dos conhecimentos adquiridos durante o curso. Os professores selecionados são: Daise Lilian Fonseca Dias, de Natal (RN), Dulce Pazinato Casarin, de Curitiba (PR), Ivana Mara Ferreira Costa, de Salvador (BA), Kyria Rebeca Finardi, de Florianópolis (SC), Luciane Sturm, de Passo Fundo (RS), Mariney Pereira Conceição, de Brasília (DF), e Mario Claudio Simões, de Vila Velha (ES).
Programa apóia pesquisa de 19 alunos indígenas na Bahia e Tocantins Os 19 estudantes indígenas que ingressaram nas universidades federais da Bahia (UFBA) e do Tocantins (UFTO), em 2005, iniciaram este mês as atividades de pesquisa nas suas aldeias. Como beneficiários do Programa de Apoio à Implantação e Desenvolvimento de Cursos de Licenciatura para a Formação de Professores Indígenas (Prolind), eles recebem uma bolsa de estudo mensal do Ministério da Educação para vincular a atividade de formação acadêmica com as demandas de seus povos. Cada um dos três alunos indígenas da UFBA recebe bolsas mensais no valor de R$ 500. Na Federal do Tocantins, os alunos que estão em cursos com horário integral recebem uma bolsa mensal de R$ 380 e os que estão em cursos de meio período, bolsa de R$ 200. Bahia Com os recursos do Prolind, os alunos indígenas estão desenvolvendo pesquisas de interesse de suas aldeias. A estudante de Letras, que é professora em Barra Velha, começou um trabalho sobre a origem da língua Pataxó e resgate de palavras para compor o vocabulário perdido nas primeiras décadas após 1500. Em 2006, ela fará oficinas de leitura e redação com alunos e professores em duas aldeias, além de montagem de uma minibiblioteca e preparação para a publicação de livros escritos por estudantes e professores. A aluna de Artes Plásticas, professora em Coroa Vermelha, está realizando uma série de oficinas de qualificação do artesanato indígena Pataxó: pesquisa sobre pigmentos naturais, pintura, confecção de cerâmica e de caixas para embalagem. Já o estudante de Agronomia, que é da nação Pataxó-Hãhãhãe, de Coroa Vermelha, pesquisa o resgate das ervas curativas usadas atualmente e as perdidas no tempo. Seu objetivo é criar um herbário nas aldeias e treinar pessoas do seu povo para o reconhecimento, coleta e secagem das ervas de uso medicinal. Outro projeto é o de identificação de plantas de condimentos e odoríferas da tradição cultural Pataxó-Hãhãhãe que podem resultar em atividade econômica e de sustentação das aldeias. Tocantins De acordo com a coordenadora do Prolind na UFTO, Paulete Maria Cunha dos Santos, os estudantes indígenas estão trabalhando em dois projetos escolhidos pelas comunidades: um de revitalização cultural da língua Carajá-Xambioá e outro de educação ambiental. Ao final do projeto, que vai durar 14 meses, eles vão produzir um vídeo para registrar a experiência. No caso da revitalização cultural, as atividades de pesquisa são desenvolvidas em três aldeias e compreendem uma forte vinculação com os velhos, que ainda têm a memória da língua Carajá, e com a escola, onde essa mesma língua será ensinada. O resgate ocorrerá por meio da memória dos rituais das tribos e do artesanato, pois os integrantes do povo Carajá-Xambioá foram, no passado, grandes ceramistas da região do Tocantins. Para resgatar a língua, que hoje ocupa o segundo lugar nas falas das aldeias - a primeira é o português -, as mulheres que dominam o idioma original decidiram se expressar somente nesta língua quando estiverem fazendo cerâmica. O objetivo é transmitir e fixar o Carajá-Xambioá. A pesquisa sobre educação ambiental também está centrada na escola. Os alunos, informa a professora Paulete dos Santos, estão trabalhando com a comunidade sobre problemas como as queimadas, o desmatamento e os resíduos sólidos, especialmente garrafas e sacos plásticos, que constituem lixo de difícil degradação. Uma parte dos estudantes também vai se envolver na pesquisa sobre o capim dourado para conscientizar a comunidade sobre a importância e a necessidade do replantio. O capim dourado, nativo na área habitada pelos indígenas da nação Xerente, é matéria-prima para o artesanato feito pelas mulheres. Fonte: Imprensa MEC (Ionice Lorenzoni) |
| Segunda-feira, 23 de janeiro de 2006. |
| Equipe
de estudante da Poli vence Desafio Sebrae
O estudante Rodrigo Ormezzano Neto, do curso de Engenharia de Materiais, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP), é um dos integrantes da equipe SCMCS, que a venceu o Desafio Sebrae - Jogo de Empresas edição 2005, um jogo virtual que simula a gestão de uma pequena empresa, promovido pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Nesta edição, os competidores tinham que administrar uma empresa virtual de flores, o que inclui organizar fluxo de caixa, além de elaborar relatórios e realizar balanços. A competição começou em agosto de 2005, com a participação de 50 mil estudantes de 1.318 instituições de ensino superior instaladas em 1.875 cidades do país. A etapa final do jogo foi disputada no dia 11 dezembro. Para vencê-la, a equipe de Rodrigo, formada por ele e mais três estudantes de outras universidades - Paulo Henrique, Júlio César e Rodrigo Otakka, teve de enfrentar outras sete vencedoras das fases anteriores. No total, cerca de 40 universitários participaram da final. Como prêmio, Rodrigo e seus colegas ganharam uma viagem de dez dias à Itália, onde conhecerão como funciona o dia-a-dia de pequenas empresas reunidas em clusters, em vários segmentos. Para Rodrigo e seus companheiros de equipe, a participação no Desafio Sebrae foi uma experiência muito importante. Foi uma boa oportunidade para aprender muito sobre gestão empresarial, pois eles tiveram de simular a administração de uma pequena empresa. "É uma oportunidade muito bacana que todos deveriam aproveitar. Tem gente que pensa que empreender é só para algumas áreas, mas não é. Tivemos que quebrar muita cabeça para entender fluxo de caixa, relatórios, balanços, cálculos e mais cálculos para vencer esta edição", disse Ormezzano. Agora a equipe SCMCS vai representar o Brasil, na final latino-americana do Desafio Sebrae, que reunirá os vencedores da Argentina, do Paraguai, do Uruguai, da Colômbia e do Peru. A disputa internacional está prevista para abril.
MEC integra ensino médio e formação profissional Para que os estudantes possam concluir o ensino médio com formação profissional na mesma escola, o governo criou uma nova modalidade de ensino. O Ministério da Educação (MEC) vai complementar o ensino médio com cursos de formação para o mercado de trabalho. A expectativa é que esse novo plano efetue 40 mil matrículas. Este ano as vagas serão abertas em 20 Estados, que terão oportunidade de criar projetos e firmar parceria com o MEC. Mas a maioria dos cursos só começará em 2007, pois somente duas unidades da Federação, Santa Catarina e Paraná, fizeram a integração das modalidades ainda em 2004 e terão maior facilidade em conseguir apoio do MEC. Segundo o Ministério, se forem consideradas matrículas de escolas técnicas, haverá acréscimo de 50% na educação profissional. Os cursos terão duração de três ou quatro anos e parte do investimento virá do Programa de Equalização das Oportunidades de Acesso à Educação Básica (Prodeb). As escolas interessadas deverão procurar as secretarias de educação para fazer uma avaliação da estrutura escolar, de recursos materiais e disponibilidade dos professores. Fonte:
Andi (Jornal de Brasília - DF; O Estado do Maranhão -
MA, 20/01/2006) Professores têm desconto na compra de computador Uma linha de crédito especial para professores do ensino fundamental e médio é oferecida por instituições bancárias oficiais, como a Caixa Econômica Federal. Criado para facilitar a compra de computadores, impressoras e scanners, o programa existe há cinco anos e já beneficiou mais de 46 mil pessoas. Segundo Jorge Pedro de Lima Filho, superintendente nacional de empréstimo à pessoa jurídica e empreendedores da Caixa, a procura anual é de cinco mil pedidos, aproximadamente. Para este ano, espera-se que o número de financiamentos dobre com o estímulo do programa Computador para Todos. O programa é uma iniciativa do governo federal destinada a financiar computadores para a população de baixa renda. "Este ano, dez mil professores devem nos procurar, mas temos recursos suficientes para atender à demanda. Há R$ 50 milhões disponíveis para o financiamento", afirmou Lima Filho. Vantagem Os professores também podem optar pelo modelo do programa Computador para Todos. Nesse caso, há a vantagem da isenção de tributos (computador) e da taxa de juros (3% ao ano, mais a taxa de juros de longo prazo). O prazo para o pagamento do financiamento é de 18 meses. Fonte: Imprensa MEC (Raquel Maranhão Sá) |
| Sexta-feira, 20 de janeiro de 2006. |
| Congresso
aprova bolsas para professores
O Senado aprovou, em regime de urgência, o Projeto de Lei da Câmara dos Deputados nº 128/05, que autoriza a concessão de bolsas de estudo ou de pesquisa a participantes de programas de formação inicial e continuada para professores da educação básica. Em 15 dias, deverá ser sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O projeto atende a uma exigência da Lei de Responsabilidade Fiscal, de aprovação de legislação específica para que recursos federais possam ser usados no pagamento de bolsas para professores. As bolsas serão concedidas pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE/MEC). O Ministério da Educação prevê que serão necessários cerca de R$ 79,5 milhões para a ação em 2006. Os recursos deverão beneficiar 280 mil profissionais do magistério da rede pública que participarão dos programas desenvolvidos pelo MEC. "A bolsa é um incentivo aos professores e aos tutores, e também aos professores cursistas do Pró-Licenciatura", afirma o titular da SEB, Francisco das Chagas Fernandes. "Dessa forma, eles podem participar do curso enquanto dão aula, já que a grande maioria recebe salários que não oferecem condições de se manterem fazendo um curso de licenciatura." A verba já está prevista no orçamento do MEC, com o redirecionamento de quatro ações: formação em serviço em nível médio de professores não-titulados - da educação infantil e do ensino fundamental; apoio ao desenvolvimento da educação básica; modernização da transmissão do sinal do TV Escola e do uso das tecnologias de informação e comunicação da educação. Incentivo As bolsas são exclusivas para professores da rede pública em exercício no magistério, vinculados a programas de formação do MEC. A seleção será feita pelos sistemas de ensino (municipais ou estaduais), de acordo com critérios definidos em cada programa, sendo proibido o acúmulo de mais de uma bolsa. O período de duração do benefício está limitado à duração do curso ou projeto ao qual o professor estiver vinculado. Para o curso de formação inicial em nível superior, o limite é de quatro anos. O curso de formação inicial em nível médio terá o limite de dois anos e os cursos de formação continuada e projetos de pesquisa e desenvolvimento terão duração máxima de um ano. Os programas atuais de formação que prevêem bolsas para professores são o Proinfantil (Programa de Formação Inicial para Professores em Exercício na Educação Infantil), o Proformação (Programa de Formação de Professores em Exercício - séries iniciais do ensino fundamental), o Pró-Licenciatura (programa de formação inicial para professores da segunda metade do ensino fundamental e do ensino médio técnico) e o Pró-Letramento (programa de formação continuada de qualificação em língua portuguesa e matemática). Fonte:
Imprensa MEC (Adriana Maricato) Mudança na duração do ensino fundamental confunde pais e alunos A mudança da legislação que aumentou de oito para nove anos a duração do ensino fundamental está causando confusão entre pais de estudantes das escolas particulares de São Paulo. Alguns colégios estão avisando às famílias que seus filhos "pularam" uma série. Porém, a medida não traz mudanças pedagógicas, e sim de nomenclatura. A confusão ocorre porque uma lei aprovada pelo Congresso no ano passado, e sancionada pelo governo Lula, prevê que a criança, aos seis anos, deve estar no primeiro ano do ensino fundamental, e não mais no infantil. Na prática, a antiga pré-escola passa a ser a primeira série. O ensino fundamental, que terminava no oitavo ano, acabará no nono. A confusão Fonte:
Andi (Folha de S. Paulo - SP, Fábio Takahashi, 19/01/2006) Escola Aberta fortalece grêmios estudantis O Programa Escola da Família, que abre 5.306 escolas públicas nos fins-de-semana no Estado de São Paulo, começa o ano com um novo projeto: o de implantar e fortalecer os grêmios estudantis nas escolas da rede estadual. O objetivo é mobilizar os estudantes da 5ª série em diante e aumentar a participação dos jovens na escola e na comunidade. Os grêmios são uma ferramenta de atuação política, que também ajuda na difusão dos valores de uma educação democrática e de cultura de paz. O Programa Escola da Família é executado pela Secretaria de Estado da Educação de São Paulo em parceria com a Unesco. Antes de começar a implantar os grêmios, a Secretaria da Educação fez uma pesquisa sobre o tema em 4.076 escolas da rede paulista. Desse total, 2.511 responderam ao questionário. O resultado é que 82% têm grêmio em funcionamento, 11% não têm e 7% já implantaram grêmio, mas eles ainda não estão funcionando. A Unesco está trabalhando para construir parcerias entre o novo projeto e ONGs que já têm projetos consolidados de montagem e fortalecimento de grêmios estudantis. Fonte: Unesco Brasil |
| Quinta-feira, 19 de janeiro de 2006. |
| Pesquisa
inédita investiga as causas das doenças cardíacas
e do diabetes no Brasil
A maior pesquisa brasileira sobre as causas das doenças cardiovasculares e do diabetes, idealizada pelo Hospital Universitário (HU) da USP, acaba de receber apoio do Departamento de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde. O objetivo do estudo é descobrir os fatores que aumentam as chances problemas cardiológicos e diabetes. "Será possível saber, por exemplo, se tudo o que foi descrito nos Estados Unidos e Europa se aplica à nossa sociedade, que se estrutura, vive e adoece de forma diferente. Um aspecto importante será verificar o peso das diferenças sociais no aparecimento de doenças", explica Paulo Andrade Lotufo, superintendente do HU. Cerca de 15 mil pessoas participarão do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (Elsa Brasil) e serão acompanhadas por 20 ou 30 anos. Poderão participar professores e funcionários das universidades envolvidas, com idades entre 35 e 74 anos. A partir de 2006, essas pessoas começam a ser recrutadas pelas instituições. A escolha do público a ser pesquisado levou em conta a estabilidade de emprego, que facilita o acompanhamento do quadro de saúde por um período longo. Para a realização da pesquisa, o governo federal - por meio dos ministérios da Saúde e da Ciência e Tecnologia - investirá R$22,6 milhões, que serão suficientes para o financiamento do estudo nos anos de 2006, 2007 e 2008. O estudo tem também o apoio e a participação de outras seis instituições: a Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), as universidades federais da Bahia (UFBA), de Minas Gerais (UFMG), do Espírito Santo (UFES) e do Rio Grande do Sul (UFRGS). Os participantes do estudo serão investigados em vários aspectos diferentes, desde os genes até suas condições de vida. "As diferenças sociais e de gênero, bem como os aspectos específicos da dieta do brasileiro, serão associados tanto ao diabetes como às doenças cardiovasculares", diz Lotufo. Para isso, as instituições participantes terão uma estrutura para a realização de entrevistas, de exames laboratoriais periódicos, de ultrassonografia, ecocardiografia e eletrocardiografia. Segundo o Ministério da Saúde, o percentual de prevalência da hipertensão no Brasil chega a 35% da população com idade igual ou superior a 40 anos, ou seja, cerca de 12 milhões de pessoas. No caso do diabetes mellitus, esse índice é de 11%, o que representa quase 4 milhões de brasileiros na referida faixa etária. Fonte:
Assessoria de imprensa do HU (notícia dada pela Agência
USP) Escolas têm até dia 23 para enviar projetos sobre ética e cidadania no ensino fundamental As inscrições de projetos do ensino fundamental para o programa Ética e Cidadania: Construindo Valores na Escola e na Sociedade terminam na próxima segunda-feira, dia 23. As escolas públicas selecionadas receberão recursos do Ministério da Educação para executar projetos que fortaleçam os princípios da ética e da convivência democrática. Serão selecionados 50 trabalhos do ensino fundamental e 120 do ensino médio, que ganharão R$ 5 mil cada um. A Secretaria de Educação Básica (SEB/MEC) já recebeu cerca de 350 projetos de todo o país. Para concorrer aos recursos, a instituição de ensino deve apresentar projeto que aborde um dos quatro eixos temáticos: ética, convivência democrática, direitos humanos e inclusão social. A idéia é estimular a convivência social dentro da escola, fortalecer as relações de respeito e criar um novo padrão de relacionamento entre escola, aluno, professor e comunidade. De acordo com a diretora de ensino médio da SEB, Lúcia Lodi, o resultado desse trabalho será a redução da violência, da indisciplina e da intolerância, além da valorização da vivência em grupo. Os R$ 5 mil que cada escola vencedora receberá devem ser investidos na elaboração e na aquisição de materiais didáticos e na formação continuada de professores. O projeto deve ser enviado, pelos Correios, para o Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, Departamento de Políticas do Ensino Médio. Esplanada dos Ministérios, bloco L, sala 419, CEP 70047-900, Brasília, DF. O programa Ética e Cidadania foi lançado em maio de 2004, em parceria entre o MEC e a Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República. O objetivo é estimular a reflexão sobre os valores éticos e morais na escola e desenvolver o espírito de solidariedade. A idéia é criar fóruns de ética escolar sobre o tema com a participação de professores, pais, alunos, servidores e comunidade. O resultado da seleção será divulgado no dia 31 de janeiro, no portal MEC. O edital está à disposição das escolas. Fonte:
Imprensa MEC (Flavia Nery) Artigo critica qualidade da educação no Brasil Em artigo publicado no Estado de S. Paulo, Rui de Andrade, presidente do Conselho Federal de Administração, questiona o ensino e os métodos pedagógicos oferecidos pelas universidades no Brasil. Segundo Rui nunca houve tantas pessoas estudando no Brasil como hoje. Dados do Ministério da Educação mostram que o nível de analfabetismo caiu de 17,2% para 11,6% em dez anos; 97% das crianças entre 7 e 14 anos estão na escola. Cerca de 81% dos jovens de 15 a 17 anos de idade freqüentam o ensino médio, enquanto no ensino superior as matrículas saltaram de 1,76 milhão, em 1995, para 4,1 milhões, em 2004, o que corresponde a 17,3% da população brasileira na faixa etária entre 18 e 24 anos. Mas, para o presidente do conselho, tudo isso seria excelente se não fosse a qualidade do ensino. Uma avaliação internacional realizada pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) projeta o Brasil em último lugar, com o maior índice de repetência. O Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb), de 2003, revelou que 55% dos alunos da quarta série estão em um estágio "crítico" ou "muito crítico" de leitura e interpretação de textos. Dos estudantes matriculados na oitava série, 51% não aprenderam as operações básicas da matemática. Segundo o especialista, o ensino de Administração lidera a quantidade de alunos matriculados, cerca de 600 mil, ou seja, quase 15% do universo dos alunos matriculados no ensino superior. Rui afirma que para piorar a situação as faculdades estão oferecendo cursos de bacharelado em Administração de apenas três anos, o que é muito preocupante. "Que ótimo seria se, no Brasil, todos concluíssem o ensino superior com razoável capacidade crítica, raciocínio lógico, habilidades verbais bem desenvolvidas e com um mínimo de conhecimentos específicos na área de atuação" afirma Andrade. Fonte: Andi (O Estado de S. Paulo - SP, Rui Otávio Bernardes de Andrade, 18/01/2006) |
| Quarta-feira, 18 de janeiro de 2006. |
| Governo
vai criar centros de apoio para alunos superdotados
O Ministério da Educação acaba de liberar perto de R$ 2 milhões para que, ainda neste semestre, cada Estado crie pelo menos um centro de apoio aos alunos superdotados das escolas públicas. Especialistas estimam que 5% da população tenha habilidades acadêmicas bem acima da média. Apesar do número considerável, muitos talentos se perdem no caminho por falta de incentivo. A maioria dos professores não está preparada para lidar com eles. O Censo Escolar de 2004 apontou só 2.006 superdotados nas escolas públicas e particulares do país, o que não chega nem a 0,005% dos 43 milhões de alunos na educação básica regular - da 1ª série do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio. Como são as escolas que respondem ao questionário, esse baixo percentual leva à conclusão de que os professores não têm conseguido sequer identificar um superdotado na sala de aula. A primeira tarefa dos núcleos a serem criados nos Estados será ensinar os professores a identificar esses alunos. Os núcleos também atenderão os pais e os próprios superdotados. Identificados na escola, os alunos serão encaminhados para esses locais para fazer cursos que estimulem seu potencial. Gênios Fonte:
Andi (O Estado de S. Paulo - SP, Ricardo Westin, A Tarde - BA, Diário
de Pernambuco - PE, 17/01/2006) Brasil Alfabetizado atenderá cinco mil presos O programa Brasil Alfabetizado, que promove a volta de jovens e adultos à sala de aula, vai atender a população carcerária em 2006. A meta é ensinar mais de cinco mil presidiários de 20 Estados a ler e escrever. As aulas serão ministradas nas penitenciárias, em períodos de seis a oito meses. Os professores terão treinamento especial para conviver com os presidiários e receberão R$ 30,00 a mais do que a bolsa concedida aos demais alfabetizadores do programa, que ganham R$ 120,00. O treinamento especial consiste em dar autonomia às unidades carcerárias, que construirão a metodologia de ensino de acordo com a realidade das pessoas presas, ou seja, respeitando o tempo e o espaço diferenciado do local. "O preso não perde os direitos humanos. O direito à educação é um deles. O comportamento do detento passa a ser diferente quando ele começa a estudar. Ele vislumbra uma nova vida e melhora até a relação familiar", afirma Carlos Teixeira, técnico pedagógico da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad/MEC). Parceria A iniciativa se estenderá a mais de dois mil agentes penitenciários. "A ressocialização só acontece por um processo de educação em todo o presídio. O educador só dá aula se o agente quiser. Por isso, esse profissional, que muitas vezes não completou os estudos, também deve ser integrado ao sistema", explicou Teixeira. O objetivo das duas ações é oferecer um ensino de qualidade à população carcerária brasileira e, desse modo, prepará-la melhor para o reingresso na vida social. Fonte:
Imprensa MEC (Raquel Maranhão Sá) Escola da Família inicia atividades de 2006 Depois de um recesso de um mês, o Programa Escola da Família volta a oferecer atividades para a comunidade em 5.306 escolas estaduais e escolas municipais conveniadas no Estado de São Paulo. Há mais de dois anos, o programa vem proporcionando que as comunidades no entorno das escolas tenham um espaço a mais para atividades de cultura, esporte, saúde e qualificação. Esse trabalho alcançou a marca de 200 milhões de participações em dezembro de 2005. O entrosamento entre comunidade e escola despertou em muitos um sentimento de pertencimento e fez com que as escolas da rede fossem "adotadas" pelo público. O resultado foi a redução dos índices de violência em 40% e de 30,12% em pichações. O programa é uma realização da Secretaria de Estado da Educação em parceria com a Unesco, o Instituto Ayrton Senna, o Instituto Faça Parte - Brasil Voluntário e mais 342 instituições de ensino superior conveniadas. Para realizar as atividades, o programa conta com educadores profissionais, educadores universitários (bolsistas), diretores e vice-diretores de escola, coordenadores de área e voluntários. Bolsa universidade As parcerias garantem aos universitários 100% de gratuidade no custeio de seus cursos, sendo 50% da mensalidade paga pelo Estado (limitada a um teto de R$ 267,00/mês, renovável semestralmente) e o restante financiado pela própria faculdade. Rede municipal Fonte: Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Egle Cisterna) |
| Terça-feira, 17 de janeiro de 2006. |
| Universidade
Anhembi-Morumbi inicia inventário do patrimônio histórico
e arquitetônico dos casarões de Bocaina
Cerca de 250 casarões do início do século XX - entre 1900 e 1920 - de Bocaina, no centro geográfico do Estado de São Paulo, começaram ser estudados pela Professora Doutora em Turismo Zilda Maria Matheus e pelos alunos Jean Gustavo Niotti Machado e Érica Rosa, ambos do último ano de Arquitetura e de Turismo da Universidade Anhembi-Morumbi, da capital. É que começa a ser feito o inventário dos casarões antigos da cidade, através de convênio da Prefeitura de Bocaina com a Universidade e a Mega Júnior, empresa-laboratório júnior dos alunos. A primeira etapa do estudo é ter uma visão geral do conjunto e do valor arquitetônico, histórico e cultural das fachadas dos casarões. Na segunda fase, a Dra. Zilda Matheus e os estudantes farão análise técnica e classificação dos edifícios e construções para indicação para tombamento, de acordo com projeto de lei enviado à Câmara Municipal pelo prefeito João Francisco Bertoncello Danieletto (PV), aprovado em dezembro. "Estamos encantados com a beleza dos casarões. Trata-se de um acervo vivo, com grande valor patrimonial, histórico e cultural da época áurea do café", comenta Zilda Matheus. Segundo ela, a maioria dos casarões é de 1900 e possuem características arquitetônicas ecléticas, uma mistura de diversos estilos. "O conhecimento do valor histórico das construções alimentará a auto-estima e a consciência da população no resgate da história de Bocaina", acrescenta Zilda Matheus. Outro importante objetivo do estudo dos casarões é o impulso ao desenvolvimento do turismo no município. "Bocaina pode ter um enorme potencial turístico com a conservação desse patrimônio arquitetônico", finaliza a doutora em Turismo da Universidade Anhembi-Morumbi.
500 escolas estaduais de SP começam o ano com o projeto Escola de Tempo Integral A Escola de Tempo Integral já é uma realidade na educação do Estado de São Paulo, com a adesão de 500 estabelecimentos de ensino da Grande São Paulo e do interior. No interior, 381 escolas estaduais irão iniciar esta primeira fase, depois de terem passado pela avaliação da equipe técnica da Secretaria da Educação do Estado para saber se estavam aptas a receber seus alunos em período integral. Na Grande São Paulo, 119 escolas funcionarão no novo sistema. As Escolas de Tempo Integral irão funcionar em 216 municípios do Estado, distribuídos em 87 Diretorias de Ensino. Ao todo, o projeto vai beneficiar 138.431 alunos da rede estadual de ensino. Funcionamento
do projeto A rotina diária incluirá, ainda, língua estrangeira moderna e filosofia (para trabalhar ética com crianças e a arte de conviver bem, estimulando o respeito e valores morais), além de atividades para desenvolver uma cultura de empreendedorismo e estímulo ao protagonismo juvenil. Projeto pedagógico Hoje, os alunos da 1ª à 8ª série do Ensino Fundamental têm uma jornada escolar de 5 a 6 horas diárias, que passará a ser de 9 horas. A Secretaria da Educação considera que o tempo reservado às aulas e ao estudo é um dos dois fatores mais importantes para melhorar a qualidade do ensino. O outro ponto é o programa de capacitação permanente dos professores, que recebe investimento do Estado de São Paulo, este ano, de cerca de 200 milhões. Fonte:
Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Vera
Souza Dantas) Escola da Juventude abre mil vagas para orientadores de estudos O Projeto Escola da Juventude - Ensino Médio gratuito com aulas aos sábados e domingos, da Secretaria de Estado da Educação de São Paulo, está selecionando orientadores de estudos para atuarem nos finais de semana nas 316 escolas estaduais da capital e interior, participantes do programa. Para se candidatar é necessário estar cursando os três últimos semestres de licenciatura nas áreas de: Química, Física, Matemática, Biologia, Português, História, Geografia e Literatura/Inglês. A carga horária máxima é de 20 horas, sendo 16 horas no sábado e domingo e 4 horas durante a semana para estudo das aulas. O salário pode chegar a R$ 378,00, mais benefícios como vales alimentação e transporte. Os interessados devem se cadastrar diretamente no site do Projeto (www.escoladajuventude.sp.gov.br), no ícone Banco de Talentos. A seleção ocorre até o início de fevereiro. O orientador de estudos acompanha e auxilia os alunos do Escola da Juventude durante as aulas de fim semana, coordenados por especialistas das áreas. Os universitários também devem ter acesso a Internet banda larga, aparelho de DVD e celular, pois o sistema de ensino do Escola da Juventude integra mídia impressa, vídeo-aulas e Internet. As quatro horas de estudo do orientador utilizarão necessariamente um destes recursos tecnológicos. Fonte: Secretaria da Educação do Estado de São Paulo |
| Segunda-feira, 16 de janeiro de 2006. |
| Unicamp
terá campus em Limeira (SP)
A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) vai fortalecer ainda mais a sua marca fora das fronteiras campineiras. A partir de 2007, a instituição deve contar com um campus em Limeira. Atualmente, apesar de a Unicamp estar presente em Paulínia, Piracicaba e até mesmo em Limeira, a 52 quilômetros de Campinas, em nenhuma dessas cidades a presença se dá com mais de duas unidades de ensino e pesquisa. "Outra grande novidade é que todos os cursos em Limeira serão inéditos para a Unicamp", explicou o reitor José Tadeu Jorge à Agência FAPESP. "Isso foi um dos princípios básicos que nortearam o projeto do novo campus", afirma o dirigente, que fez o anúncio oficial do novo projeto no dia 21 de dezembro, um dia após ter sido aprovado pelo Conselho Universitário (Consu), órgão deliberativo máximo da universidade. Além de não duplicar as carreiras existentes em Campinas, das 18 opções em avaliação para o novo campus, três são inéditas no país: engenharia de manufatura, restauro e conservação (da área de Arte, cultura e patrimônio) e informática biomédica. As novas instalações serão construídas em terreno que pertence à Unicamp. A área tem 500 mil metros quadrados e fica a 150 quilômetros da capital paulista. "A previsão é que no início de 2007 ocorra a recepção aos primeiros estudantes. Inicialmente, serão pelo menos 700 vagas, divididas em 12 cursos. A meta é oferecer 1 mil vagas até 2010, quando o novo campus estará definitivamente implantado", disse Tadeu Jorge. A expansão da Unicamp não será benéfica apenas para os futuros alunos universitários. A universidade pretende abrir concurso público para a contratação de 150 professores, com titulação mínima de doutor, e 80 servidores administrativos. "Essas contratações ocorrerão no final de 2006, para possibilitar que esses docentes estejam atuando no começo de 2007", afirma Tadeu Jorge. Os cursos do
campus de Limeira: Fonte:
Agência FAPESP (Thiago Romero) Passo Fundo (RS) agora é a Capital Nacional da Literatura Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, é a Capital Nacional da Literatura. A Lei nº 11.264, que confere ao município o título, foi sancionada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 2 de janeiro de 2006, com aprovação anterior do ministro da Cultura, Gilberto Gil. Para comemorar o título, no dia 18 de abril será realizada uma cerimônia com a presença de escritores que fazem parte da história das Jornadas Literárias. O mérito foi concedido em função de a cidade ser sede do maior debate literário da América Latina, a Jornada Nacional de Literatura, realizada há 25 anos (bienal). O evento visa à formação de leitores em múltiplas linguagens e em sua 11ª edição, em 2005, atraiu mais de 27 mil pessoas pela ampla programação oferecida: debates, shows musicais, espetáculos teatrais, sessões de autógrafos, exposições, entre outros. Grandes nomes da literatura nacional e internacional também participaram, entre eles Jostein Gaarder, Gilles Lipovetsky, Ariano Suassuna, Frei Betto, Leonardo Boff, Ignácio de Loyola Brandão, Mauro Maldonado e Sérgio Rouanet. Além disso, o evento premia escritores consagrados e jovens talentos. Para a coordenadora geral das jornadas, professora Tania Rösing, o título trará benefícios a todos os segmentos da cidade. "Passo Fundo deve agora se transformar realmente em uma cidade com turismo cultural pleno, uma vez que o livro, não apenas o literário, é a base de todas as áreas do conhecimento", afirma, destacando a importância de um plano permanente de turismo cultural na cidade.
Obras sobre cultura afro-brasileira serão publicadas este ano A publicação, este ano, de 18 obras sobre a história e a cultura afro-brasileiras e 20 cursos de formação de professores, que abordarão o tema em sala de aula, são o resultado da parceria firmada entre o Ministério da Educação e 18 instituições de ensino superior. O objetivo é implementar o Programa de Ações Afirmativas nas Instituições Públicas de Educação Superior (Uniafro). Em 2005, o MEC investiu R$ 2,5 milhões no programa. Os recursos foram repassados aos núcleos de estudos afro-brasileiros (Neabs) de nove instituições de ensino superior federais e nove estaduais, que beneficiaram 216 estudantes com bolsas de estudos de R$ 240,00. O programa tem como objetivo publicar traduções, pesquisas e estudos sobre a história e a cultura afro-brasileiras, como determina a Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003. Outra meta é elaborar cursos de formação continuada de professores, também para atender a lei, e dar condições de acesso e permanência aos estudantes afrodescendentes. Em contrapartida, os estudantes devem estar envolvidos em pesquisas, seminários, oficinas, vídeos ou endereços na Internet ligados ao tema. No ano passado, 44 instituições inscreveram-se para concorrer à primeira edição do Uniafro. Este ano, a procura deve ser maior porque várias universidades criaram Neabs após a publicação do primeiro edital, em novembro. O novo está em fase de elaboração no MEC. O programa, com duração de dez meses, é desenvolvido pela Secretaria de Educação Superior (SESu/MEC), responsável pelas instituições federais, e pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad/MEC), que cuida das instituições estaduais. Fonte: Imprensa MEC (Raquel Maranhão Sá) |