Sexta-feira, 31 de março de 2006.
Escolas brasileiras não possuem instalações destinadas à prática do esporte

Os eventos esportivos patrocinados por prefeituras no Brasil estão bem longe das escolas públicas, mostra pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o levantamento, feito em convênio com o Ministério do Esporte, só 12% dos colégios públicos do país no ensino básico, que é hoje municipalizado, contam com instalações esportivas (quadras ou piscinas). Nas áreas rurais, esse índice não passa de 2,5%. Em Estados mais pobres, a situação também é precária. No Maranhão e no Acre, menos de 2% das escolas contam com uma quadra descoberta. São Paulo têm instalações esportivas em 35% das escolas municipais - na capital, algumas instalações são tão precárias que os alunos têm aulas em prédios improvisados.

A pesquisa do IBGE deixa claro que o patrocínio municipal para equipes já formadas é mais importante para os prefeitos que a descoberta de novos talentos. Entre as cidades que investem no esporte de alto rendimento, 78% fazem isso organizando eventos e 65% patrocinando equipes. Já o item "detectação de talentos" recebe investimentos de apenas 25% dos municípios.

A associação com universidades públicas também é um fato raro, segundo a pesquisa. Só 4% das cidades brasileiras tinham em 2003 convênios com instituições estatais de ensino superior. Por outro lado, 25,6% das localidades brasileiras assinaram acordos com empresas privadas.

De acordo com a pesquisa do IBGE, só 35,5% do pessoal que trabalha nas prefeituras na área técnica com o esporte são professores de Educação Física nos municípios com até 5.000 habitantes. "Esses números mostram que os municípios ainda não estão utilizando o esporte como política pública para ajudar a diminuir a desigualdade, ocupar o tempo livre das crianças", afirma Agnelo Queiroz, ministro do Esporte.

Fonte: Andi (Folha de S. Paulo - SP, Paulo Cobos e Sérgio Rangel, 25/03/2006)

Vencedores do concurso Tesouros do Brasil são divulgados

Em 2005, 784 trabalhos desenvolvidos em todo o Brasil. Após uma avaliação, 60 finalistas selecionados. Mais de 25.000 alunos e 1.200 professores de escolas públicas e particulares dos ensinos fundamental e médio envolvidos. Mas, apenas quatro projetos receberam o título de vencedores: Casa da Flor (São Pedro da Aldeia-RJ); Comunidade Indígena Mbyá Guarani (Laguna-SC); Dança de São Gonçalo (Guaicuí-MG) e Pedra do Sal (Rio de Janeiro-RJ).

Essa foi a segunda edição do Tesouros do Brasil, concurso lançado pela Fiat Automóveis em maio de 2004, com realização da agência La Fabbrica do Brasil, que tem como objetivo identificar, valorizar e preservar os patrimônios culturais, históricos, naturais e afetivos do Brasil. Nesses dois anos, quase 1.800 bens culturais materiais e imateriais foram descobertos.

Mobilizadas por meio de kits didáticos - com referências conceituais e orientações pedagógicas - e de um site na Internet (www.tesourosdobrasil.com.br), as escolas participantes formaram equipes para a pesquisa do acervo local e definição do bem a ser resgatado, por meio do levantamento histórico, coleta de documentos e relatos, contextualização histórica e captura dos vínculos que unem aquele bem ou aquela história à vida da comunidade.

Uma comissão técnica formada por representantes dos órgãos parceiros e profissionais das áreas de educação e cultura fez a seleção dos vencedores. Os 60 trabalhos mais representativos farão parte da nova edição do livro Tesouros do Brasil, sendo 40 projetos e 20 produções artísticas divididas em quatro categorias: fotografia; pintura e desenho; música; e literatura.

A premiação oferece um troféu para a escola/instituição responsável, um certificado para cada aluno e professor participante do projeto vencedor, R$ 4.000 para a equipe de professores dos trabalhos vencedores e uma verba de R$ 5.000 para dar início à concretização da proposta de ação de sensibilização da comunidade. Cada escola/instituição responsável pelo projeto vencedor receberá também como prêmio um computador e uma impressora.

O projeto tem como parceiros o Ministério da Cultura, Ministério da Educação, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Unesco e as empresas Magneti Marelli e Usiminas.

Cooperação com Cabo Verde beneficia projetos de educação especial

Acordos firmados pelo Ministério da Educação vão beneficiar projetos nas áreas de educação especial e superior a partir de abril. Foram assinados no mês de março, na cidade de Praia (Cabo Verde), em parceria com a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores, por meio de ajustes complementares ao acordo de cooperação científica, técnica e tecnológica Brasil - Cabo Verde.

O projeto Escola de Todos, que visa apoiar o sistema de ensino cabo-verdiano na ampliação da oferta do atendimento educacional especializado para portadores de necessidades especiais, formará 180 professores no dia 9 de abril. Também serão aprimorados 22 centros de recursos multifuncionais. Uma missão brasileira estará em Cabo Verde e fará a entrega de 160 kits com material em Braille, destinados a estudantes com deficiência visual.

O Brasil tem diversos acordos de cooperação técnica e cultural com Cabo Verde. Na área da educação superior, foi firmada parceria para o projeto Apoio à Universidade de Cabo Verde e ao Desenvolvimento do Ensino Superior, que constitui mais uma etapa na cooperação do MEC para a criação da primeira universidade pública daquele país e a implantação, em especial, de cursos nas áreas de Planejamento e Gestão, Engenharias e Ciências Agrárias. O projeto prevê, ainda, a assistência técnica e a capacitação de quadros do MEC nas áreas de regulação, supervisão e avaliação da educação superior.

Fonte: Imprensa MEC (Lívia Jappe)

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Quinta-feira, 30 de março de 2006.
Educação sexual não está presente nas escolas, aponta Ministério da Saúde

Segundo pesquisa recente do Ministério da Saúde, que utilizou dados do Censo Escolar, apenas 5,5% das escolas brasileiras trabalham semanalmente o tema Aids e doenças sexualmente transmissíveis (DST). O estudo mostra que as escolas do país ainda estão longe de colocar em prática a grande discussão que há em torno do assunto. As dificuldades começam no despreparo dos professores, passam pelo medo dos pais e pela cultura sexista.

A educação sexual faz parte dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), que orientam o trabalho nas escolas do país desde 1997. O texto não fala em obrigatoriedade de uma disciplina específica para o tema, mas sugere que ele faça parte do projeto pedagógico da escola e seja trabalhado em todas as matérias. Entretanto, são poucos os cursos de especialização ou pós-graduação nas universidades brasileiras para formar professores em educação sexual.

Na pesquisa feita pelo Ministério da Saúde, 43% dos professores se declararam capacitados para trabalhar a sexualidade em sala de aula. Apesar de 52% das escolas responderem que falam sobre gravidez na adolescência, 60% sobre DST/Aids e 45% sobre saúde sexual e reprodutiva, a freqüência que esses assuntos aparecem derruba os números que pareciam positivos. Só 29% fazem atividades mensais. "As escolas fazem uma palestra uma vez e acham que é suficiente. Mas as crianças crescem e têm novas dúvidas", diz a educadora sexual Laura Muller.

Pais
Os pais têm um papel diferente da escola na educação sexual. Especialistas afirmam que ela é mais eficiente se feita entre colegas da mesma idade e de maneira sistemática, como só é possível na sala de aula. Mas a família não pode ignorar o assunto e, segundo educadores, tem a função de passar os valores em que acredita.

Segundo o sexólogo e psicólogo Marcos Ribeiro, "a família vai mostrar o que pode e o que não pode, a escola discute questões". Educadores sexuais são unânimes em dizer que não há idade para começar a falar sobre o assunto. Pesquisas também já esclareceram que não faz sentido o medo antigo dos pais de que conversar sobre sexo adianta o início da prática. "É preciso sempre responder o que a criança pergunta, não adianta mudar de assunto", diz Antonio Carlos Egypto.

Fonte: Andi (O Estado de S. Paulo - SP, Renata Cafardo, 27/03/2006)

Investimento em merenda escolar será de R$ 1,3 bilhão este ano

O investimento do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) será de R$ 1,313 bilhão este ano, para atender 37 milhões de crianças de escolas públicas de todo o país. As dez parcelas da merenda começaram a ser repassadas pelo Ministério da Educação para os Estados e municípios em fevereiro.

Segundo a coordenadora do Pnae, Albaneide Peixinho, há uma relação intrínseca entre a merenda, a freqüência e o desempenho dos alunos. "Percebemos que quando não há merenda, alguns alunos deixam de freqüentar as aulas. Em outros casos, as aulas são suspensas antes do horário. Com isso, concluímos que o número de horas na escola diminui quando não há alimentação escolar", avalia.

Para a professora Miriam Marques, do Centro de Ensino 1 do Guará, em Brasília, a merenda auxilia no aprendizado dos alunos. "Percebemos que a disposição dos alunos melhora com a merenda. Eles ficam mais atentos e interessados na aula", revela. Para ela, a explicação é científica: o ser humano necessita de glicose para render. "As pessoas precisam de calorias para aprender e se desenvolver", diz.

Reajustes
Após dez anos sem reajuste, o governo aumentou no ano passado em 20% o valor da merenda escolar dos alunos do ensino fundamental. A verba passou de R$ 0,15 para R$ 0,18 por aluno/dia. O aumento foi o segundo concedido pelo governo para a alimentação escolar no ensino fundamental. A correção teve como propósito reduzir a defasagem do valor da merenda que, durante dez anos e até agosto de 2004, não recebeu qualquer reajuste, permanecendo em R$ 0,13 para o ensino fundamental e em R$ 0,06 para a pré-escola.

Além disso, os estudantes de escolas quilombolas passaram a ser beneficiados, em junho de 2005, com o valor de R$ 0,34, igual ao que é repassado para a alimentação dos estudantes indígenas. Outra inovação ocorreu em 2003, quando o MEC ampliou a merenda para atender creches públicas e filantrópicas e escolas indígenas. O repasse aos Estados e municípios é em dez parcelas mensais, com base no censo escolar do ano anterior. O programa é fiscalizado pela sociedade, por meio dos Conselhos de Alimentação Escolar (CAEs), Tribunal de Contas da União (TCU), Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE/MEC), Secretaria Federal de Controle Interno (SFCI) e Ministério Público. Para continuar recebendo recursos, os municípios devem prestar contas ao MEC anualmente.

História
A merenda foi implantada em 1955 e é considerada um dos maiores programas de alimentação escolar no mundo. Desde sua criação até 1993, a execução do programa era centralizada, ou seja, o Ministério da Educação planejava os cardápios, adquiria os alimentos por licitação, contratava laboratórios para fazer o controle de qualidade e se responsabilizava pela distribuição dos alimentos. Em 1994, ocorreu a descentralização dos recursos, com a celebração de convênios com os municípios e o envolvimento das secretarias de Educação dos Estados e do Distrito Federal.

Fonte: Imprensa MEC (Flavia Nery)

Colégio de São Paulo propõe trocar doação de ovo de Páscoa por livro

Todos os anos, quando chega a Páscoa, a direção do Colégio Elvira Brandão, em São Paulo, pede a seus alunos um ovo de chocolate, como manda a tradição, para ser doado a crianças de instituições assistenciais. Neste ano, contudo, a escola resolveu inovar e fazer da Páscoa uma data apropriada para a difusão de educação e cultura.

A proposta feita aos alunos e a seus pais foi a de substituir o ovo de Páscoa pela doação de um livro, que irá compor uma biblioteca comunitária em formação no bairro do Ipiranga, cujo objetivo é chegar a 30.000 volumes. A propósito, ainda faltam 13.000 livros para se atingir a meta do grupo Nossa Senhora das Mercês, responsável pela iniciativa.

A proposta feita aos pais dos alunos é parte do programa de Responsabilidade Social do Elvira Brandão e, de acordo com a direção da escola, foi bem aceita pelas famílias. A intenção da escola é arrecadar em torno de 500 exemplares ou mais - ao menos um exemplar por aluno.

"Doar chocolate é muito gratificante, sobretudo se considerarmos que quem recebia os ovos eram sempre crianças carentes, mas doar livros nos dá a sensação de contribuir para uma melhor formação de nossa sociedade do futuro", diz Camila Rocha, diretora do colégio, elogiando a iniciativa do grupo Nossa Senhora das Mercês.

"Enquanto não conseguem também um local para a instalação da biblioteca, os exemplares obtidos pelo grupo Mercês têm sido guardados na casa dos próprios membros do grupo", comenta Camila.

Segundo a diretora, a leitura constitui um dos "eixos centrais" da estratégia pedagógica adotada no Colégio Elvira Brandão, por isso, a proposta de doação de um livro também quer levar seus alunos e pais às livrarias, tanto para comprar o livro que será doado como para pesquisar títulos de interesse geral ou mesmo pedagógico.

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Quarta-feira, 29 de março de 2006.
Museu Vivo leva experimentos científicos a alunos de escolas públicas

Um museu em que tocar nas atrações expostas não apenas não é proibido como é algo que se espera dos visitantes. No Museu Vivo, iniciativa de docentes da Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Presidente Prudente, no interior de São Paulo, o importante é a participação.

O projeto de popularização científica transmite conceitos de física, biologia e meio ambiente de forma lúdica a alunos de escolas públicas dos ensinos fundamental e médio. São mais de 20 experimentos elaborados com materiais de baixo custo, como tubos de PVC, madeira ou bolas de gude.

"O Museu Vivo facilita o contato direto dos jovens com os trabalhos científicos. Os alunos são induzidos a mexer nos experimentos e, após essa interação, podem debater os assuntos em sala de aula, o que ajuda a aguçar a imaginação e a desmistificar a ciência", disse o coordenador do projeto, o físico Angel Fidel Vilche Pena, à Agência FAPESP.

O movimento de elétrons em um condutor, por exemplo, é simulado com bolinhas de gude em uma rampa com pregos colocados aleatoriamente. Outra rampa de madeira, onde se movimentam dois cilindros, com mesmo peso e diferente distribuição de massa, é usada para mostrar a lei da gravidade. Conceitos de propagação de ondas sonoras são transmitidos por uma estrutura montada com tubos de PVC de diferentes tamanhos.

O museu, que faz parte do Centro de Ciências da FCT, começou a funcionar no final de 2005 e já recebeu mais de 5 mil estudantes. Segundo Vilche Pena, outra conquista da iniciativa é que, por se tratar de experimentos de baixo custo, muitos alunos reproduzem as experiências em casa, disseminando o conhecimento entre familiares e amigos.

Docentes da Faculdade de Ciências e Tecnologia trabalham também na montagem de um roteiro de visitas itinerantes em escolas públicas de Presidente Prudente e cidades vizinhas. "Queremos montar todos os experimentos do museu num microônibus para levar a ciência às escolas. Esse projeto móvel ficará pronto em três meses", conta Vilche Pena.

Escolas interessadas em levar alunos ao Museu Vivo, em Presidente Prudente, precisam agendar um dia e horário. As visitas são gratuitas e também abertas ao público em geral. Mais informações: (18) 3229-5388 ou 3229-5355.

Fonte: Agência FAPESP (Thiago Romero)

Enem abre inscrições em maio

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep/MEC), por meio da Portaria nº 26, publicada na sexta-feira, dia 24, estabelece novas datas para as inscrições no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano - de 2 de maio a 2 de junho, tanto para concluintes quanto para egressos (pessoas que já concluíram todas as etapas da educação básica em anos anteriores). A prova foi mantida para o dia 27 de agosto, em mais de 800 municípios.

Outra mudança é a realização das inscrições dos concluintes das escolas públicas ou privadas pela Internet. Basta a escola que tenha respondido o Censo Escolar de 2005 ou 2006 solicitar ao Inep autorização para os estudantes do último ano do ensino médio efetuarem as inscrições por meio da página eletrônica do Enem. Nesse processo, a instituição também deve informar aos concluintes o número do cadastro no Censo Escolar. Desde 1998, quando o Enem foi implantado, os concluintes do ensino médio tinham de fazer a inscrição nas escolas nas quais estudavam.

Os egressos têm as opções da Internet e das agências dos Correios. Assim como em anos anteriores, estudantes da rede pública estão isentos da taxa de inscrição. Os da rede particular pagam R$ 35, com exceção dos bolsistas, que devem preencher a declaração de carência para ter direito à isenção.

A obrigatoriedade de participação no Enem para poder disputar uma vaga no Programa Universidade para Todos (ProUni) fez a procura pelo exame dobrar no ano passado. O Enem de 2005 teve mais de três milhões de inscritos, dos quais 75% fizeram a prova em 730 municípios. Desse total, 900 mil concorreram às bolsas do ProUni - cem mil foram beneficiados. Cerca de 470 instituições de ensino superior também utilizam, de alguma forma, os resultados do Enem em seus processos seletivos.

Mais informações pelos telefones (61) 2104-8037, 2104-9563 e 2104-8023, na página eletrônica do Enem ou na portaria.

Fonte: Assessoria de Imprensa do Inep

Arma é comum em escolas da rede pública

A presença de armas nas escolas públicas é familiar para alunos e professores, aponta a pesquisa Cotidiano das escolas: entre violências. O estudo foi divulgado durante o Fórum Mundial de Educação, no Rio de Janeiro, numa parceria do Ministério da Educação, Unesco e Observatório de Violência nas Escolas.

De acordo com o levantamento, 35% dos alunos e 29% dos adultos já viram algum tipo de arma na escola. As armas brancas (facas, canivetes, punhais etc) são as mais comuns. Ainda assim, 12% dos estudantes já viram uma arma de fogo no colégio. Esse número cai para 10% quando a pergunta é feita para um adulto. De acordo com a pesquisa, 3% dos estudantes ouvidos admitiram ter levado um canivete para a escola, e apenas 1% assume ter portado revólver. Aqueles que assumiram o comportamento disseram que se trata de uma forma de proteção e que não tinham intenção de praticar crimes. O estudo ouviu estudantes de escolas públicas urbanas, estaduais e municipais, com pelos menos 500 alunos. Foram entrevistados, em 2003, 9.744 alunos e 1.678 adultos de cinco capitais (Belém, Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre), além do Distrito Federal.

Gangues
Pelos depoimentos tomados nas escolas, a presença de gangues dentro dos estabelecimentos de ensino é outra preocupação dos especialistas. A coordenadora do trabalho, socióloga Miriam Abromavay, explica que os grupos não são formados no espaço escolar, mas fora dele. A escola apenas sofre as conseqüências das brigas externas. Esses grupos, segundo ela, não consideram os limites da escola como local de formação educacional e desconhecem a autoridade do professor.

Fonte: Andi (Estado de Minas - MG, Charles Silva Duarte; O Estado de S. Paulo - SP;
O Povo - CE; A Gazeta - MT; Zero Hora - RS; 27/03/2006)

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Terça-feira, 28 de março de 2006.
Presidente diz que educação só melhora em 20 anos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, no último dia 23, na reunião do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, que serão necessárias duas décadas para resolver os problemas de educação no país. O presidente criticou a estrutura física de algumas escolas, que chamou de caixas de fósforo, e disse que, no passado, a profissão de professor era motivo de orgulho e, hoje, de sofrimento. Lula falou dos baixos salários destes profissionais e das agressões que eles sofrem em sala de aula.

Segundo o presidente é preciso definir claramente o que queremos ser daqui a 20 ou 30 anos, "porque só vamos resolver o problema da educação daqui a duas gerações, não em curto prazo". Lula criticou o tamanho das escolas construídas atualmente e sugeriu ao ministro da Educação, Fernando Haddad, que reúna os governadores para discutir a questão: "Eu não sei se, para ficar mais barato, constrói-se uma caixa de fósforo e mete-se as crianças lá dentro", questionou.

Recursos
Durante o encontro, o ministro Fernando Haddad declarou a necessidade do aumento de gastos na educação para que avanços em inclusão não sejam perdidos. "Ainda estamos colhendo os resultados de ações iniciadas na década de 80, como a democratização e a Constituição de 1988, que ampliou os direitos", explica o ministro. Mas, afirmou Haddad, se não forem feitos mais investimentos agora, esses resultados vão começar a diminuir.

Fonte: Andi (O Globo, 24/03/2006)

Parceria vai melhorar saúde bucal de alunos da rede pública

O ministro da Saúde, Saraiva Felipe, e o ministro do Esporte, Agnelo Queiroz, firmaram acordo de cooperação técnica para desenvolvimento de ações de saúde bucal e segurança alimentar e nutricional para crianças e adolescentes envolvidos com as atividades do Programa Segundo Tempo, do Governo Federal. O acordo busca melhorar a qualidade de vida dos estudantes de ensino fundamental e médio dos estabelecimentos públicos de educação por meio da prevenção odontológica e a promoção da alimentação saudável.

A parceria determina a criação de um grupo de trabalho com integrantes das duas partes, que se reunirá mensalmente; a capacitação em saúde bucal, educação alimentar/nutricional de professores e monitores atuantes no programa; a elaboração e distribuição conjunta de material didático e educativo de apoio; o desenvolvimento de estudos e pesquisas na área da atividade física, saúde bucal e alimentar, além da impressão de cartilha de prevenção.

Os atendimentos em saúde bucal aos estudantes participantes do Segundo Tempo serão prestados em consultórios públicos de odontologia de todo o país, integrados ao Programa Brasil Sorridente, do Ministério da Saúde, a primeira política pública de saúde bucal, lançada em março de 2004.

Brasil Sorridente
A Política Nacional de Saúde Bucal, trabalhada pelo Programa Brasil Sorridente, tem possibilitado a ampliação e qualificação do acesso da população às ações de promoção, prevenção, recuperação e reabilitação da saúde bucal. O Brasil Sorridente reúne uma série de ações voltadas para o cidadão de todas as idades, com ampliação do acesso ao tratamento odontológico aos brasileiros no âmbito do SUS. As principais linhas de ação são a adição de flúor a estações de tratamento de águas de abastecimento público, a reorganização da Atenção Básica (especialmente por meio da Estratégia Saúde da Família) e da Atenção Especializada, pela implantação de Centros de Especialidades Odontológicas (CEO) e Laboratórios Regionais de Próteses Dentárias.

Segundo dados da pesquisa SB Brasil, do Ministério da Saúde, divulgados em 2003, mais de 13% da população entre 15 e 19 anos nunca foi ao dentista. A Região Nordeste apresentou o maior índice de pessoas que nunca foram ao dentista, e a Região Sul, os melhores valores relativos ao acesso aos serviços odontológicos.

A média do índice de dentes Cariados, Perdidos ou Obturados (CPO) em crianças de 12 anos é de 2,78, alcançando a meta da Organização Mundial de Saúde (OMS) para o ano 2000, que era de um CPO máximo de três dentes. Entretanto, o CPO dos adolescentes é de 6,19 (em um curto espaço de tempo, o índice de CPO mais que dobra entre estes últimos). Fora do padrão OMS também estão as crianças menores de 5 anos: a recomendação é que metade delas não tenha cáries, mas apenas 40% têm todos os dentes sadios.

A OMS estabelece ainda que 80% dos jovens de 18 anos devam ter todos os dentes. Mas os brasileiros desta faixa etária estão abaixo dessa meta: apenas 55% deles apresentam a dentição completa.

Fonte: Assessoria de Imprensa do Ministério da Saúde

Escolas do Senai abrem 1.351 vagas gratuitas para cursos técnicos na cidade de São Paulo

A partir de 3 de abril, 13 escolas do Senai-SP instaladas na Capital vão abrir 1.351 vagas gratuitas. O processo seletivo deste semestre contempla 22 cursos técnicos de diferentes áreas industriais.

Em todo o Estado, serão oferecidas 32 habilitações, em 33 escolas instaladas em 19 municípios. No total, serão 2.837 vagas nos períodos da manhã, tarde e noite. As aulas começam no segundo semestre de 2006.

O objetivo dos cursos técnicos do Senai-SP é proporcionar habilitação em áreas tecnológicas específicas do setor industrial. Os cursos têm duração mínima de 1.600 horas (exceto Design de Móveis, cuja duração é de 1.300 horas), incluindo estágio supervisionado, que é obrigatório.

Inscrições
De 3 a 17 de abril, nas escolas Senai-SP que oferecem o curso pretendido (veja relação completa no site do Senai-SP). No ato da inscrição, os candidatos devem apresentar cédula de identidade original e comprovante de conclusão do ensino médio ou documento que ateste estar matriculado em curso que lhe permita concluir o ensino médio até a data do início das aulas. A inscrição custa R$ 30.

O Senai-SP não aceitará matrículas de candidatos que, embora aprovados no processo seletivo, estejam regularmente matriculados em outros programas oferecidos gratuitamente pela instituição e que pretendam cursá-los simultaneamente.

Prova
A prova de seleção será realizada dia 7 de maio, domingo, e terá 60 questões de múltipla escolha em nível de conclusão do ensino médio. Serão aferidos conhecimentos das disciplinas de Língua Portuguesa (20 questões), Matemática (20 questões) e Ciências da Natureza (Física, Química e Biologia, também com 20 questões). Será concedido tempo de 2h30 para a resolução das questões. O candidato deve comparecer munido do guia de inscrição, cédula de identidade original ou outro documento oficial de identidade que contenha fotografia do candidato, caneta esferográfica azul ou preta, lápis e borracha.

O gabarito oficial da prova será divulgado no website www.sp.senai.br, a partir das 14 horas do dia 8 de maio. Os aprovados na primeira chamada poderão matricular-se entre 7 e 9 de junho e os candidatos da lista de espera, no dia 12.

Mais informações: www.sp.senai.br ou tel. (11) 3333-7511.

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Segunda-feira, 27 de março de 2006.
Mais de um milhão de estudantes abandonaram o ensino médio em 2004

Quinze em cada cem jovens matriculados no ensino médio abandonaram os estudos no Brasil em 2004. Isso significa que 1,4 milhão de alunos deixaram a escola num universo de 9,1 milhões de matrículas. É o maior índice de abandono desde 1996. Além disso, o último Censo Escolar, divulgado neste mês pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), ligado ao Ministério da Educação, mostra que o abandono no ensino médio é o dobro do registrado no ensino fundamental. Oito a cada cem estudantes matriculados no ensino fundamental abandonaram a sala de aula em 2004. Os dados incluem as redes pública e particular, porém a rede privada detém só 12% das matrículas e os menores índices de abandono (1,53%).

Os Estados com o maior número de alunos que deixaram os estudos no ensino médio são Sergipe e Rio Grande do Norte, com 26,31% e 23,5%, respectivamente. Os menores índices estão em São Paulo (7,01%) e no Distrito Federal (9,86%). No Rio Grande do Norte, a EJA (Educação de Jovens e Adultos) teve um crescimento de 126% no número de matrículas entre 2004 e 2005. Nessa modalidade, boa parte das aulas é a distância. "Isso mostra que o trabalho influencia. Com menos tempo na escola, o jovem se dedica ao emprego", diz o assessor-técnico de planejamento da secretaria de Educação do Rio Grande do Norte, Otávio Tavares.

Opinião
Especialistas alertam que o abandono, aliado ao fato de o número de matrículas no ensino médio ter caído 1,5% entre 2004 e 2005, deve despertar a atenção das autoridades para detectar os motivos da falta de interesse dos adolescentes pelas salas de aula. O diretor da Faculdade de Educação da UnB (Universidade de Brasília), Erasto Fortes, cita três fatores que devem ser analisados: a tendência de migração dos alunos do ensino médio regular para a EJA (antigo supletivo, que é concluído em prazo menor), a necessidade de políticas de apoio ao estudante, como merenda e transporte, e a falta de professores de algumas disciplinas, principalmente nas áreas de ciências. A presidente da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), Juçara Dutra Vieira, também cita a "falta de perspectiva" oferecida pelo ensino médio aos jovens. "Em termos de inclusão e de mercado de trabalho, o ensino médio não tem dado muitas respostas", afirma.

Fonte: Andi (Folha de S. Paulo - SP, Luciana Constantino, 24/03/2006)

Professores da rede estadual de SP são capacitados em projeto para humanizar o trânsito

Começou neste domingo, dia 26, e vai até o dia 29 a capacitação de educadores integrantes do Projeto Escola Centrovias - Educar para Humanizar o Trânsito. Nove escolas da rede estadual de ensino de São Paulo participam da iniciativa. São elas: Dinah Lúcia Balestrero, Governador Jânio Quadros, Francisco Simões, Prof. Joaquim de Toledo Camargo, Caetano Perlatti, Prof. Dr. Benedicto Montenegro, Profª Esmeralda Leonor Furlani Calaf, Odilon Correa e Zita de Godoy Camargo.

Durante quatro dias, representantes de secretarias municipais de educação e de três diretorias de ensino - São Carlos, Jaú e Limeira -, além de professores, coordenadores e diretores, ficarão hospedados na República Lago, em Leme.

Programação
Os educadores vão participar de atividades com o objetivo de levar aos alunos princípios de ética e cidadania aplicados ao trânsito, segundo as diretrizes do Projeto Escola.

Os materiais didáticos e recursos pedagógicos oferecidos às escolas serão trabalhados e entregues aos educadores. Fazem parte do material didático os livros de texto e os cadernos de atividades (de 1ª a 4ª e de 5ª a 8ª séries) e álbum seriado composto por lâminas educativas ilustradas.

Os recursos pedagógicos são o Código de Trânsito Brasileiro, dois kits de transparências que abordam temas como respeito, solidariedade e paciência, revistas em quadrinhos com a Turma do Zé Quest (personagens exclusivos do Projeto Escola), exemplares da Revista Viva, além de um mapa rodoviário do Estado de São Paulo e um jogo educativo em que o aluno aprende, brincando, dicas de trânsito.

Todo o material didático foi aprovado pelo Ministério da Educação, o que caracteriza um diferencial do Projeto Escola.

Novos rumos em 2006
Depois de quatro anos trabalhando com o Projeto Educando para o Trânsito, a Centrovias decidiu adotar em 2006 o Projeto Escola, um modelo criado há cinco anos pela Intervias, outra concessionária da OHL Brasil. Nos últimos anos, o Projeto Escola tem alcançado reconhecimento nacional e internacional recebendo importantes prêmios como o IBTTA - Toll Excellence Awards 2004, na categoria Responsabilidade Social, e o Prêmio Volvo de Segurança Rodoviária.

A coordenadora pedagógica do projeto, Maria José Finardi, explica que o sucesso da iniciativa "deve-se à diversidade de frentes de atuação, que envolvem não apenas os alunos, mas educadores, pais e a comunidade. Todos passam a perceber o trânsito como parte do cotidiano pois ele é trabalhado enquanto mobilidade, já que a locomoção é inerente ao ser humano. O projeto auxilia o indivíduo a repensar suas ações para que tenha uma qualidade de vida melhor diante de um trânsito mais humano e cidadão".

Prova disso é que o número de alunos beneficiados aumentou de 5 mil 412 no ano passado para 16 mil 640 em 2006. Participam do projeto da Centrovias 24 escolas públicas das cidades de Brotas, Corumbataí, Dois Córregos, Itirapina, Jaú, Pederneiras, Rio Claro e Santa Gertrudes.

Desde o lançamento, em agosto de 2001, até dezembro de 2005 o Projeto Escola Intervias já atendeu 116 escolas estaduais, 113 mil alunos e envolveu 4.700 professores. Por meio do programa, 105 pessoas já participaram de eventos socioculturais comunitários.

Meta para este ano
A idéia é atender 16 mil 640 alunos, sendo 7.644 de nove escolas estaduais e 8.996 de 15 escolas municipais. Serão beneficiados ainda 426 professores de escolas da rede estadual e outros 381 da rede municipal.

Fonte: Secretaria de Educação do Estado de São Paulo (Paola Martins)

Curso federal de cafeicultura tem alto nível e garante futuro profissional dos alunos

Bebida símbolo do país, uma das mais populares do mundo, o café movimenta um mercado internacional de consumidores. Na França é bebido com chicória, na Áustria é acompanhado com chantilly e na Itália, com tiras de limão. O Brasil é o principal produtor e exportador mundial e o segundo maior consumidor. Por isso, carrega a responsabilidade de desenvolver a produtividade e a qualificação de seus profissionais para atender um mercado mundial competitivo.

É aí que entra o curso superior de tecnologia em cafeicultura empresarial da Escola Agrotécnica Federal de Machado (EAFM), em Minas Gerais. O curso, que teve início em agosto de 2005, agrega conhecimento e tradição à maior região produtora de café do país, responsável por 70% da renda agrícola da região sul do Estado.

Bom para os estudantes, que garantem um futuro profissional e podem se valer do prestígio de serem formados em Machado, a capital internacional do café orgânico. Das 300 mil sacas produzidas anualmente no país, 60% são da região sul e sudoeste de Minas. O coordenador do curso, Sérgio Pedine, revela que, além de formar profissionais capacitados, a escola tem um parque tecnológico comparável aos melhores do mundo, responsável pelos cafés especiais gourmet, orgânico e fair trade.

Após fazer o curso com duração de três anos, com 2.400 horas, sem considerar o estágio obrigatório e a produção de um trabalho de conclusão, o aluno estará capacitado para elaborar e gerenciar projetos de produção e pós-colheita do café de qualidade, conduzir projetos associativos de produção cafeeira, implantar sistemas de produção sustentáveis de café, manejar de forma racional os sistemas de produção de café, conhecer os sistemas de certificação de café diferenciados.

Pedine diz que são 60 vagas anuais, e que a formação da escola está focalizada na pós-colheita, processo em que o café agrega valores e no qual são produzidos os cafés especiais. "Demanda que o mercado vem exigindo dos profissionais da área", explica.

Valor agregado
Os cafés especiais agregam valor ao produto. Este segmento representa 12% do mercado internacional de bebida. Os atributos de qualidade do café cobrem ampla gama de conceitos, desde características físicas, origens, variedades, cor e tamanho. "Assim como os vinhos famosos que têm um preço alto, o café orgânico de Machado agrega valores históricos e tradicionais, o que faz com que tenha um preço entre 30% e 40% a mais em relação ao café cultivado de modo convencional", afirma.

A Escola Agrotécnica Federal de Machado fica a 375 quilômetros de Belo Horizonte, 280 quilômetros de São Paulo e 400 quilômetros do Rio de Janeiro. Também existe na região a Escola Agrotécnica Federal de Muzambinho. Inconfidentes e Bambuí oferecem cursos de tecnologia em cafeicultura empresarial.

Fonte: Imprensa MEC (Sandro Santos)

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Sexta-feira, 24 de março de 2006.
Divulgadas regras de programa de atendimento a deficientes

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE/MEC) divulgou a Resolução nº 4, que regulamenta e dá orientações quanto ao processo de adesão e habilitação e às formas de execução e prestação de contas referentes ao Programa de Complementação ao Atendimento Educacional Especializado às Pessoas Portadoras de Deficiência (Paed). O programa tem por objetivo garantir, supletivamente, recursos financeiros para as escolas que prestem atendimento especializado aos alunos portadores de necessidades especiais e promovam sua progressiva inclusão em classes comuns de ensino regular.

A verba do programa serve para as despesas de custeio consideradas como manutenção e desenvolvimento do ensino - remuneração e capacitação de professores e demais profissionais da educação, manutenção e conservação de equipamentos e instalações vinculados ao ensino especial e aquisição de material didático-escolar.

As entidades interessadas em participar do Paed devem estar inscritas no Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS) e comprovar a natureza filantrópica, mediante apresentação de atestado de registro nesse conselho ou outro instrumento similar. Cada escola privada de educação especial habilitada no FNDE receberá parcela única no valor de R$ 33,50 por aluno matriculado, segundo o Censo Escolar realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep/MEC).

Adesão
Para a escola privada aderir e se habilitar junto ao FNDE, deve enviar ao órgão, até 31 de maio, o plano de aplicação de recursos (especificações das ações e utilização do dinheiro) e o termo de compromisso. Os formulários estão disponíveis na página eletrônica do FNDE.

É necessário remeter o cadastro do órgão ou entidade e do dirigente da entidade, cópia do estatuto, cópia da ata da eleição e posse da diretoria, cópia do CPF e da carteira de identidade do dirigente, declaração de funcionamento regular em 2005, emitida este ano por três autoridades locais, e cópia do registro do CNAS ou de outro órgão similar que ateste utilidade pública. A documentação deve ser enviada para o FNDE - Setor Bancário Sul, quadra 2, bloco F, Edifício Áurea, CEP 70070-929, Brasília, DF.

Fonte: Imprensa MEC (Lucy Cardoso)

Lançada a 4ª edição do Fórum Mundial da Educação

O relator da ONU pelo Direito à Educação, Vernor Muñoz, e o ministro da Educação, Fernando Haddad, abriram nesta quinta-feira (23) a 4ª edição do Fórum Mundial de Educação, que acontece até o próximo domingo em Nova Iguaçu (RJ). A previsão dos organizadores é de que o evento conte com pelo menos 15 mil participantes de diversos países. O encontro teve origem em janeiro de 2001 dentro de outro fórum, o Social Mundial, em Porto Alegre. O objetivo principal do evento é promover o direito de todos à Educação e a sua garantia pelo Estado. Este ano, o tema será Educação Cidadã para uma Cidade Educadora.

Antes da abertura oficial, os organizadores programaram a Caminhada pela Educação como Direito e pela Paz. Nos três dias do evento, serão realizadas três grandes conferências no Sesc da cidade e a apresentação de 461 trabalhos, teses e pesquisas de professores e pesquisadores. O ato cívico Grito pela Paz, em memória das vítimas da violência na região, marcará o encerramento do evento na tarde de domingo.

Opinião
Em artigo publicado no Jornal do Brasil, Elizabeth Cavalheiro, pesquisadora do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), afirma que a realização do Fórum é uma excelente oportunidade para cidadãos e cidadãs cariocas e fluminenses refletirem sobre esses temas vitais para o futuro e sobre a educação que temos e a que queremos. "O evento é um capítulo importante do grande esforço que existe para se melhorar a educação, tanto no Brasil quanto no mundo, a fim de que todas as pessoas sejam contempladas com um ensino público de qualidade. O papel da sociedade civil é participar e cobrar dos governos políticas públicas que incluam todos, e não somente um segmento da sociedade, para que a cidadania seja plena", ressalta.

Fonte: Andi (O Globo - RJ; Jornal do Brasil - RJ, Elizabeth Cavalheiro; O Dia - RJ; Diário Catarinense - SC 23/03/2006)

Palestras em escolas municipais orientam pais, alunos e professores sobre deficiência auditiva

Com o objetivo de promover maior acessibilidade e integração social dos deficientes auditivos nas instituições de ensino, duas escolas municipais de São Paulo iniciaram uma programação de eventos para abordar o tema da deficiência auditiva com educadores, pais, alunos e deficientes. Atualmente, a cidade de São Paulo conta com seis escolas direcionadas para o ensino especial de crianças que sofrem deste tipo de deficiência.

Dessas seis instituições, duas delas - EMEE Mário Pereira Bicudo, localizada na Vila Nova Cachoeirinha, e EMEE Neusa Basseto, localizada na Moóca - receberão uma vez por mês, a partir do dia 24 de março, psicólogas, fonoaudiólogas, assistentes sociais e deficientes auditivos para conversarem sobre o assunto, trocar experiências de vida e abordar temas como: O deficiente auditivo na escola, Como lidar com deficiência auditiva, Como participar e ajudar na reabilitação do seu filho e outros assuntos.

"Como a escola é a segunda casa das crianças, é gratificante que possamos reunir pais, alunos, educadores e especialistas para trocar experiências de vida e promover um debate que aborda temas que fazem parte do cotidiano de cada um dos envolvidos", afirma Maria Inês, diretora da EMEE Mário Pereira Bicudo.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), só no Brasil estima-se que 5,7 milhões de pessoas sofrem de surdez ou de algum tipo de deficiência auditiva permanente, o que faz da surdez o segundo maior fator de deficiência nos brasileiros. Desse total, cerca de 950 mil deficientes auditivos vivem no Estado de São Paulo. "O sentido da audição é tão importante que, dentre os órgãos dos sentidos, o ouvido é o único que permanece em alerta 24 horas por dia", destaca Cristina Ornelas, fonoaudióloga do Hospital das Clinicas de São Paulo e uma das palestrantes do evento.

Dentro da programação de palestras que acontecerão nas escolas municipais, está prevista a visita de três deficientes auditivos, sendo um oralizado, um usuário da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) e um implantado usuário do Implante Coclear, falando de suas experiências.

"Atualmente, 350 mil brasileiros estão habilitados para receber o Implante Coclear, porém muitos deles e outros mais talvez não sabem disso ou não possuem informações sobre o que é esse tipo de implante e seus benefícios. Esse ciclo de palestras também é importante para orientar as pessoas sobre esse assunto e multiplicar essa informação", destaca Rôner Dawson Barbosa, implantado e presidente da Associação dos Deficientes Auditivos, Pais, Amigos e Usuários de Implante Coclear.

O objetivo desses encontros é integrar professores e pedagogos, alunos, pais, deficientes auditivos, psicólogas, fonoaudiólogas e assistentes sociais para promover uma maior inclusão social entre os públicos, distanciando-os de pré-conceitos e estigmas sociais.

Surdos oralizados, não-oralizados e implantados
Surdos oralizados são aqueles que desenvolveram mais habilidades em linguagem oral, para os quais, geralmente, a língua-pátria é sua língua materna. Lêem lábios, não se identificam com as manifestações da cultura surda e participam mais da comunidade ouvinte.

Surdos não-oralizados usam a língua de sinais como primeira língua e estão mais fortemente inseridos nos patamares lingüístico-sócio-culturais que permeiam a cultura surda. A Libras (Língua Brasileira de Sinais) é a língua dos surdos brasileiros. Ao contrario do que muitos imaginam, a Língua de Sinais não é simplesmente mímica e gestos soltos, utilizados pelos surdos para facilitar a comunicação. É uma língua com estrutura gramatical própria.

Implantados são aqueles que passaram por um Implante Coclear, delicado procedimento cirúrgico em que o paciente recebe uma prótese computadorizada que estimula a cóclea, importante órgão do ouvido, e, após um processo de educação ou reeducação, a pessoa adquire o sentido da audição e oralidade, podendo assim levar uma vida praticamente normal.

Clique para ver a programação da EMEE Mário Pereira Bicudo.

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Quinta-feira, 23 de março de 2006.
Projeto quer incluir 11 disciplinas nos currículos escolares

A Câmara analisa o Projeto de Lei 6484/06, do deputado Celso Russomanno (PP-SP), que inclui nos currículos do ensino fundamental e médio as disciplinas educação ambiental; educação para o trânsito; defesa do consumidor; sexualidade humana; questões da violência contra a mulher; direitos das crianças, adolescentes e idosos; saúde e prevenção ao uso de drogas; educação tributária; ética e política; e proteção às pessoas portadoras de deficiência.

O projeto acrescenta essas matérias nos currículos escolares plenos, descritos na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, a LDB (9394/96).

Na opinião do deputado, a velocidade das transformações da vida humana, em todas as áreas do conhecimento, exige permanente adequação da forma de ensinar e do conteúdo trabalhado nas escolas. "É importante incluir disciplinas que tenham a ver com a vida prática dos estudantes", resume Russomanno.

A proposta tramita em caráter conclusivo nas comissões de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara

Curso de produção de vinho é garantia de emprego

A tradição do cultivo de uvas e vinhos no Rio Grande do Sul, antes passada de pai para filho pelos imigrantes italianos, agora é aprendida na escola. Com 90% da produção de vinhos do país, a região da Serra Gaúcha é a primeira em mão-de-obra especializada, graças, principalmente, ao Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) de Bento Gonçalves. E o sucesso do curso chegou longe. Em Pernambuco, que desponta como grande produtor de vinhos e derivados, uma escola federal oferece graduação nos mesmos moldes.

Durante os três anos do curso técnico de viticultura e enologia, os estudantes da Serra Gaúcha aprendem a cultivar a uva e a produzir os vinhos riesling itálico, chardonnay, cabernet sauvignon, merlot, sangiovese e tannat, vendidos e apreciados em todo o mundo. Além disso, ao concluir o primeiro curso superior de vitivinicultura do Brasil, o aluno sai capacitado para trabalhar em laboratórios de análises químicas, cantinas de vinificação e em culturas da uva, além de empresas exportadoras e importadoras de vinho, de mudas de videira, de insumos e derivados.

Um dos pilares da economia gaúcha, a produção de vinho abriga grande parte do mercado de trabalho na região da Serra. Carlos Trevisan, professor do Cefet de Bento Gonçalves, salienta que da última turma de formandos, todos foram lançados no mercado. A competitividade, segundo ele, exige o incremento de uma produção de qualidade, que somente será alcançada com a inserção de profissionais cada vez mais capacitados. "As vinícolas da região dispõem de tecnologias comparáveis às dos países desenvolvidos e exigem profissionais com a melhor formação técnica. E aqui nós oferecemos essa capacitação", destacou.

O curso também tem a preocupação de despertar a capacidade empreendedora no aluno. Tanto que, em sua maioria, os proprietários das vinícolas são formados pela escola. Carol Panceri, 18 anos, estudante do terceiro semestre, sofreu a influência dos pais, produtores, na escolha da profissão. "É um setor em expansão e ainda existe a possibilidade de trabalhar em áreas afins, como harmonização e sommelier", disse.

Cerca de duas mil famílias de agricultores vivem do cultivo de uvas na Serra Gaúcha. Grande parte dos agricultores utiliza mão-de-obra familiar, geralmente formada pelo Cefet. Naquela região existem 650 viniculturas. Cada uma delas deve contar com no mínimo um enólogo. Daí a garantia de empregabilidade do setor.

Uva do Nordeste
Outra região do Brasil que vem se desenvolvendo como grande produtora de vinhos e derivados é a do Vale de São Francisco, em Pernambuco. A exemplo do Cefet de Bento Gonçalves, o de Petrolina prepara e capacita a mão-de-obra local.

Luciano Manfroi, professor responsável pelo curso, destaca que há regiões com clima semelhante ao do Vale do São Francisco na América Central, na África e na Ásia, mas nenhuma delas apresenta a mesma capacidade de produção de vinhos brancos aromáticos, tintos frutados e espumantes. "O calor do clima semi-árido proporciona a colheita de até duas safras e meia por ano", disse. Manfroi lamenta apenas que a região não conte com trabalhadores especializados para atender o mercado, mas salienta que dentro de dois anos a região começará a colher os frutos do aprendizado da primeira turma do curso de viticultura e enologia iniciado no ano passado.

Os estudantes vêem a produção de vinhos como um mercado promissor. Se depender de Kaline Pinheiro e seus 57 colegas de curso, a importação de mão-de-obra está com os dias contados. A pernambucana de 20 anos aposta nos estudos por entender que a região vem se desenvolvendo. "Estudo das 13h às 18h, fora as aulas práticas. No final de 2007, pretendo estar no mercado de trabalho", disse. Empolgada com a oportunidade, a estudante diz que é importante abrir os olhos da comunidade para a implantação do cultivo do vinho na região.

Fonte: Imprensa MEC (Sandro Santos)

Vestibular para indígenas é tema de editorial

Em editorial, o jornal Correio Braziliense fala da realização, pela Universidade de Brasília (UnB), do primeiro vestibular para índios. Realizado em nove cidades concentradas sobretudo no Norte do Brasil, o exame contou com a presença de 49,45% dos 1.183 candidatos inscritos. Os 598 participantes disputaram 10 vagas distribuídas em cinco cursos na área de saúde - ciências biológicas, ciências farmacêuticas, enfermagem, obstetrícia, medicina e nutrição. "Especialidades necessárias para melhorar a qualidade de vida nas tribos", aponta o Correio.

De acordo com o diário, a iniciativa merece aplauso pelo ineditismo e por abalar a inércia que caracteriza a burocracia encarregada das questões indígenas. "São freqüentes as denúncias de morte em série de crianças nas aldeias, vítimas de desnutrição e enfermidades oportunistas decorrentes do quadro de debilidade do organismo infantil. Não faltam também notícias sobre tuberculose, embriaguez, obesidade e doenças sexualmente transmissíveis adquiridas no contato com a civilização", diz o texto.

Para o Correio Braziliense, embora a gravidade do diagnóstico seja fartamente conhecida, vale questionar a eficácia do tratamento. "Os aprovados no teste farão o curso regular oferecido aos demais selecionados. Acontece, porém, que o nível de uns e outros é muito diferente. Ou não haveria razão para os indígenas fazerem três provas apenas - português, redação e matemática. Os alunos especiais conseguirão acompanhar as aulas?", questiona o texto. Segundo a publicação, se o objetivo é prover as aldeias de profissionais qualificados para atender adultos e crianças nas questões de saúde, talvez o caminho escolhido seja equivocado. "Há que buscar soluções mais realistas para responder aos desafios que os tempos atuais impuseram às tribos e aos líderes indígenas", defende o diário.

Fonte: Andi (Correio Braziliense, 22/03/2006)

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Quarta-feira, 22 de março de 2006.
Brasil está em penúltimo lugar no acesso a computadores nas escolas

O Brasil está em penúltimo lugar numa lista, de 41 países, que aponta o acesso de estudantes a computadores nas escolas. As 41 nações participam do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (Ocde). O estudo mostra que, entre os estudantes brasileiros participantes do programa, 27% utilizam o computador para trabalhos escolares, enquanto a média dos países da Ocde é de 79%. Em último lugar do ranking está a Turquia, com 23% dos alunos com acesso a computador.

Na última edição do programa, ocorrida em 2003, houve um aumento generalizado no número de computadores por escola em todos os países participantes. No Brasil, esse aumento chegou a 44%, enquanto a média de crescimento entre as demais nações foi de 40%. As escolas brasileiras têm, em média, 23 computadores: 47% estão disponíveis para os estudantes na idade de 15 anos, 18% para os professores e 39% para a administração da escola. Mais da metade dos computadores nas escolas dos países participantes do Pisa 2003 estão conectados à rede mundial de computadores. No Brasil, 42% das escolas que participaram do programa naquele ano têm conexão à Internet.

Pisa
O Pisa é um programa internacional de avaliação comparada que produz indicadores sobre a eficiência dos sistemas educacionais em cada país participante, avaliando o desempenho de alunos na idade em que deveriam estar se formando no ensino básico obrigatório na maioria dos países: 15 anos. Também são aplicados questionários sobre o perfil dos estudantes e da escola. Na última edição do exame, que acontece de três em três anos, 229 escolas públicas e privadas, totalizando 5.235 alunos, participaram do programa no Brasil.

O Pisa é coordenado em território brasileiro pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), do Ministério da Educação. As avaliações do programa incluem cadernos de prova e questionários, com ênfases distintas em três áreas: leitura, Matemática e Ciências. Em cada edição, o foco recai principalmente sobre uma dessas áreas. Em 2000, o foco era na leitura. Em 2003, Matemática. O foco este ano será em Ciências. O Brasil vai participará pela terceira vez do programa, junto com mais cinco países latinos: Argentina, Chile e Colômbia, além de Uruguai e México.

Fonte: Andi (Correio Braziliense - DF, Erika Klingl, 18/03/2006)

Cidade Tiradentes abre o roteiro da Cozinha Experimental Itinerante

Nesta terça-feira, dia 21 de março, o Programa Alimentação Saudável lançou, na Cidade Tiradentes, bairro da Zona Leste de São Paulo, a Cozinha Experimental Itinerante, instalada em um caminhão que percorrerá supermercados e escolas de diferentes regiões da cidade.

O veículo é fruto de uma parceria entre a Secretaria de Serviços do município e o CompreBem, uma das quatro bandeiras do Grupo Pão de Açúcar. Sua cozinha experimental será utilizada pelos monitores do programa, em vários pontos da cidade, especialmente os mais carentes, para a realização de cursos gratuitos para a população. Durante uma semana, o caminhão ficará nas lojas da Rede CompreBem, com aulas voltadas aos consumidores. Promotoras das lojas comunicarão os clientes e farão a inscrição dos interessados. Na próxima semana, a Cozinha Experimental Itinerante estará em escolas inscritas no programa Alimentação Saudável, e as aulas serão ministradas para os alunos.

Uniban, Unicsul e Uninove também vão oferecer estagiários para as aulas. Cada curso tem aproximadamente 2 horas e será oferecido duas vezes por dia (de manhã e à tarde) a grupos de até 30 pessoas. Os cursos estão programados para acontecer até o final de 2006, abordando questões que vão desde o preparo de receitas nutricionalmente saudáveis até deliciosos pratos com sobras de alimentos. Os estudantes serão supervisionados por nutricionistas da Prefeitura.

Alimentação Saudável
O Brasil é um dos países que mais produzem lixo orgânico (essencialmente restos de alimentos) no mundo. Isso se deve em grande parte ao desperdício gerado pela falta de informação: poucas pessoas sabem que se pode fazer, por exemplo, um bolo com casca de banana ou uma torta salgada com casca de abóbora e talos de couve e salsa - todos altamente nutritivos e gostosos!

O programa Alimentação Saudável abrange questões importantes sobre saúde, meio ambiente e economia, pois ao mesmo tempo em que ensina para a população de baixa renda receitas nutritivas e de baixo custo, contribui para a diminuição da produção de lixo orgânico.

A cada mês, novas receitas serão ensinadas aos participantes no caminhão-escola, mostrando as possibilidades criativas e saudáveis para uma refeição saborosa e extremamente econômica:
Março - Bolinho de casca de banana
Abril - Molho de casca de berinjela para macarrão; Bolo de maçã
Maio - Bolo de laranja com casca; Falso tempurá; Suco de casca de manga
Junho - Torta com casca de abóbora e talos de couve e salsa; Sopa vegetariana à base de talos e casca de legumes
Julho - Creme de folha de couve-flor; Torta de repolho; Suco de morango com alface
Agosto - Assado de maçã; Almeirão com sobras de arroz; Suco de casca de maçã
Setembro - Virado de feijão; Geléia de casca de legumes e frutas
Outubro - Cocada de melancia; Bolo de casca de abacaxi
Novembro - Bolo de casca de banana; Geléia de casca de mamão; Suco de casca de mamão

Apostilas serão distribuídas gratuitamente durante os cursos, que terão um conteúdo básico, consistindo em:
Apresentação do Programa Alimentação Saudável
Conceito de alimentação saudável
Montagem de um cardápio saudável
Como escolher os alimentos
Como manipular os alimentos
Preparação das receitas
Degustação
Entrega de Certificado e finalização do curso

Além do caminhão, o Alimentação Saudável tem ações voltadas para consumidores, estudantes, educadores e empresas. O programa tem como objetivo levar para a população noções sobre alimentação saudável, reaproveitamento e sazonalidade dos alimentos, valor nutritivo e receitas econômicas.

Visite os sites:
www.comprebem.com.br
www.grupopaodeacucar.com.br
http://portal.prefeitura.sp.gov.br/secretarias/abastecimento/alimentacaosaudavel

Escolas podem ser obrigadas a ter intérpretes de Libras

O Projeto de Lei 6495/06, do deputado Jefferson Campos (PTB-SP), obriga escolas dos níveis médio e superior a terem intérpretes da Língua Brasileira de Sinais (Libras). Pela proposta, a presença de intérprete será requisito obrigatório para a autorização, o reconhecimento e a renovação de reconhecimento de cursos e para o credenciamento e a renovação de credenciamento das instituições de ensino. Os intérpretes deverão ter formação profissional específica, comprovada por certificado expedido por instituição devidamente credenciada, e sua contração não deve resultar em custos extras para os alunos.

Segundo o autor, a proposta tem por objetivo garantir o "acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um", como estabelece a Constituição.

Estatuto
O PL 6495/06 foi anexado a outros dois, sobre o mesmo tema, que tramitam na Casa: 2574/00, do deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS), que garante aos deficientes auditivos direito a intérpretes nas repartições públicas; e o 3638/00, do ex-deputado e agora senador Paulo Paim (PT-RS). Em seu projeto, Paim cria o Estatuto do Portador de Necessidades Especiais, que estabelece os parâmetros para a elaboração das políticas públicas voltadas a essa parcela da população.

O PL 3638/00 está na Comissão Especial do Estatuto do Portador de Necessidades Especiais e depois segue para o Plenário.

Fonte: Agência Câmara

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Terça-feira, 21 de março de 2006.
Alfabetização em idiomas nativos será implementada na Bolívia

A alfabetização em idiomas nativos do Programa Nacional de Alfabetização terá início a partir de julho próximo, com a participação de 30 profissionais indígenas bolivianos que adaptarão o programa cubano "Eu posso" aos idiomas aymara, quéchua, guarani e chiquitano. O projeto de tradução encontra-se na parte final, e uma vez concluída os lingüistas viajarão a Cuba para gravar os cursos em vídeo, para posterior exibição no canal educativo, explicou Pedro Quispe, um dos coordenadores nacionais do projeto. A meta é chegar até os indígenas que vivem na área rural e urbana que somente falam seu idioma, mas não sabem ler nem escrever nele.

Fonte: Andi (La Prensa, pág. 8-9 b, Yáscara Rivera, Sociedad -12/3; La Razón, pág. A 16, Sociedad - 11/3)

Governo capacita professores para ensinar cultura africana em escolas públicas

Dois mil professores de quatro Estados estão sendo capacitados para ensinar a cultura e a história africana e afro-brasileira em escolas públicas do Brasil. A iniciativa faz parte do projeto A Cor da Cultura, realizado pela Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), em parceria com empresas e a sociedade civil.

A capacitação começou na semana passada, nos Estados do Rio de Janeiro e de São Paulo, onde 1.020 professores estão sendo preparados. Nesta semana, serão realizadas oficinas no Rio Grande do Sul e na Bahia, completando dois mil professores.

Durante a capacitação, os professores aprendem a trabalhar com o material educativo preparado especialmente para o projeto A Cor da Cultura, que inclui programas de televisão, jogos e livros. Segundo o ministro interino da Seppir, Antonio da Silva Pinto, os professores deverão atuar como multiplicadores, ensinando os colegas em suas escolas.

O objetivo do projeto é contribuir para a aplicação da Lei 10.639, de 2003, que determina o ensino de história e cultura africana e afro-brasileira nas escolas. "Não se trata de uma disciplina nova, mas de transversalizar nas disciplinas que já fazem parte do currículo, colocando elementos da formação do povo brasileiro advindos da África. Quando o professor recebe um dicionário das palavras com origem africana, isso pode ser inserido na aula de português e literatura", disse Antonio Pinto.

De acordo com a Seppir, a Lei 10.639 proporciona que crianças negras afirmem sua identidade e as crianças não-negras evitem uma imagem estereotipada da História do Brasil, normalmente contada a partir do ponto de vista dos brancos.

Fonte: MEC (Agência Brasil)

Período de licença-maternidade pode ser ampliado para seis meses

A Comissão de Direitos Humanos do Senado irá discutir o Projeto de Lei que amplia o período de licença-maternidade de quatro para seis meses. A comissão realizou na quarta-feira (15) a primeira audiência pública para apreciar a proposta, de autoria da senadora Patrícia Saboya (PSB-CE). O projeto conta com mais de 200 mil apoios e é defendido pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Se aprovado, o projeto não vai impor a ampliação da licença-maternidade. A adesão é voluntária e a empresa poderá deduzir 100% do gasto extra no Imposto de Renda. De acordo com Patrícia Saboya, a proposta ainda precisa ser mais bem discutida. A senadora sugeriu à Comissão de Direitos Humanos a realização de outras audiências públicas para ampliar o debate do tema, considerado polêmico. O texto já foi encaminhado a todos os prefeitos do Brasil, para que a iniciativa seja estendida às funcionárias públicas dos municípios.

Apoio
Para a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), a licença-maternidade de seis meses vai fortalecer os vínculos entre a criança, a mãe e a família. "Há um melhor desenvolvimento mental da criança. Os seis primeiros meses são os mais importantes na formação da criança", defende o presidente da SBP, Dioclécio Campos Júnior. Ele representa 36 mil pediatras no país.

A recomendação dos médicos é de que a mãe amamente o bebê pelo menos até os seis primeiros meses de vida. Segundo o especialista, a continuidade da amamentação nesse período representa menos infecções no primeiro ano de vida da criança, evitando, inclusive, pneumonia e diarréia. "Na fase adulta, isso se reflete na redução de doenças cardíacas e alérgicas, hipertensão arterial, obesidade e até algumas formas de câncer como o linfoma", explica Campos Júnior.

O quinto e o sexto mês completam o período decisivo da formação do cérebro e das células nervosas. "Sem boa formação, as crianças, ao crescerem, podem estar predispostas a todo tipo de distúrbio de comportamento", relata.

Fonte: Andi (Correio Braziliense - DF, Hércules Barros, 16/03/2006)

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Segunda-feira, 20 de março de 2006.
Supervisores de ensino aprendem como lidar com alunos superdotados

O Centro de Apoio Pedagógico Especializado (CAPE) realizou na última quarta-feira, dia 15, uma orientação técnica sobre alunos superdotados para 150 supervisores das 90 diretorias de ensino da rede estadual de São Paulo. A capacitação tem como objetivo aprofundar e esclarecer o tema para os educadores, além de criar condições de atender esses alunos em sala de aula.

Duas especialistas foram convidadas para debater o assunto: a doutora em psicologia pela PUC-SP, Christina Menna Cupertino, coordenadora do Programa Objetivo de Incentivo ao Talento e membro do Conselho Brasileiro para Superdotação (ConBraSD), e a especialista em psicologia educacional pela University of Connecticut, Denise de Souza Fleith, professora do Instituto de Pesquisa da Universidade de Brasília e também membro do ConBraSD.

Christina acredita que nem todos os professores têm condições de detectar um aluno superdotado e lidar com o assunto. "O professor precisa ter a mente aberta e reconhecer que o aluno é conhecedor de determinados temas. Precisamos trabalhar essa questão das crianças diferenciadas". Ela lembra também que o superdotado "precisa de regras e limites, para se adequar ao contexto social".

Segundo a professora Denise, alguns mitos foram criados em torno da superdotação, entre eles, o fato de essas crianças apresentarem ótimo rendimento escolar em todas as áreas e serem sinônimo de hiperatividade. "Temos que ter cuidado com as denominações, um aluno hiperativo não é superdotado", explica.

Como reconhecer um superdotado
Entre as características intelectuais dessas crianças, estão: curiosidade, ritmo de aprendizagem rápido, vocabulário avançado, fluência de idéias, grande concentração, boa memória e interesse por atividades que exijam a solução de problemas. A personalidade é definida pelo perfeccionismo, senso de humor, persistência, percepção acurada, autoconsciência e questionamento de regras e autoridades.

Para o Ministério da Educação, o superdotado possui potencial superior: habilidade geral e intelectual, aptidão acadêmica específica, criatividade e liderança. Já o Conselho Nacional de Educação define que eles apresentam grande facilidade de aprendizagem, levando-os a dominar rapidamente conceitos, procedimentos e atividades.

Fonte: Secretaria de Estado da Educação de São Paulo (Eduardo Santos)

PUC-SP capacita professores de matemática da rede pública estadual

Neste sábado (18/3), foi realizada a solenidade de abertura da pós-graduação lato sensu da PUC-SP que irá capacitar este ano 600 professores de Ciências da Natureza e Matemática das escolas públicas do Estado de São Paulo.

Participam do evento a reitora Maura Véras, o secretário de Educação do Estado de São Paulo, Gabriel Chalita, e as professoras Tânia Campos (coordenadora do curso) e Sônia Alegretti (vice-coordenadora da Cogeae PUC-SP).

A especialização integra o Programa de Melhoria e Expansão do Ensino Médio, uma parceria entre a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), que financiará o curso.

O objetivo é melhorar o ensino dessas áreas nas escolas de ensino médio, por meio da atualização dos conhecimentos técnicos em matemática dos professores, do fomento à pesquisa e da construção de novas práticas pedagógicas. A especialização terá seis módulos temáticos, em 360 horas (180 presenciais e 180 a distância).

Especialista critica processo de alfabetização escolar

O professor da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas e membro do grupo de pesquisa Alfabetização, Leitura e Escrita (Alle), Sérgio Antônio da Silva Leite, fala, em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo, sobre a questão do processo de alfabetização escolar. Sérgio Antônio diz que o assunto não pode ser colocado como um conflito entre os defensores do método fônico versus os defensores das concepções construtivistas. "A questão é muito mais ampla e profunda, com implicações de natureza ideológica, política, social, econômica e, principalmente, educacional", afirma.

O professor destaca que dominar o código escrito não garante que o aluno se torne leitor ou produtor de textos. Para ele, o código não implica um envolvimento do indivíduo com as práticas sociais de leitura e escrita. Além disso, Leite afirma que o Construtivismo, como um método pedagógico, contribui, mas não responde a todas as implicações do processo de alfabetização escolar, teoricamente multideterminado.

Segundo o professor, um dos grandes objetivos da escola deve ser ampliar ao máximo os níveis de letramento dos alunos, ou seja, possibilitar a eles o envolvimento com as práticas de leitura e escrita durante toda a vida escolar, visando à sua ampla inserção social como cidadãos.

"A alfabetização, por sua vez, é um processo restrito às séries iniciais, que deve garantir ao aluno a apropriação das dimensões alfabética e ortográfica da escrita, o que inclui as relações grafema-fonema, consciência fonológica e fonética, convenções ortográficas etc. No entanto, deve ser desenvolvida a partir da escrita socialmente funcional, que tem no texto a sua principal forma de expressão", afirma. Para ele, a volta do "vovô viu a uva" é um retrocesso inaceitável. "O desafio que efetivamente se coloca aos educadores é alfabetizar na perspectiva do letramento, na qual o aluno, desde o início de sua escolarização, tenha contato com a escrita verdadeira - a escrita que corresponde aos usos sociais de sua cultura. Queremos que nossos alunos se constituam como leitores e produtores de textos e, simultaneamente, se apropriem da