| Sexta-feira, 31 de março de 2006. |
| Escolas
brasileiras não possuem instalações destinadas à
prática do esporte
Os eventos esportivos patrocinados por prefeituras no Brasil estão bem longe das escolas públicas, mostra pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o levantamento, feito em convênio com o Ministério do Esporte, só 12% dos colégios públicos do país no ensino básico, que é hoje municipalizado, contam com instalações esportivas (quadras ou piscinas). Nas áreas rurais, esse índice não passa de 2,5%. Em Estados mais pobres, a situação também é precária. No Maranhão e no Acre, menos de 2% das escolas contam com uma quadra descoberta. São Paulo têm instalações esportivas em 35% das escolas municipais - na capital, algumas instalações são tão precárias que os alunos têm aulas em prédios improvisados. A pesquisa do IBGE deixa claro que o patrocínio municipal para equipes já formadas é mais importante para os prefeitos que a descoberta de novos talentos. Entre as cidades que investem no esporte de alto rendimento, 78% fazem isso organizando eventos e 65% patrocinando equipes. Já o item "detectação de talentos" recebe investimentos de apenas 25% dos municípios. A associação com universidades públicas também é um fato raro, segundo a pesquisa. Só 4% das cidades brasileiras tinham em 2003 convênios com instituições estatais de ensino superior. Por outro lado, 25,6% das localidades brasileiras assinaram acordos com empresas privadas. De acordo com a pesquisa do IBGE, só 35,5% do pessoal que trabalha nas prefeituras na área técnica com o esporte são professores de Educação Física nos municípios com até 5.000 habitantes. "Esses números mostram que os municípios ainda não estão utilizando o esporte como política pública para ajudar a diminuir a desigualdade, ocupar o tempo livre das crianças", afirma Agnelo Queiroz, ministro do Esporte. Fonte:
Andi (Folha de S. Paulo - SP, Paulo Cobos e Sérgio Rangel, 25/03/2006) Vencedores do concurso Tesouros do Brasil são divulgados Em 2005, 784 trabalhos desenvolvidos em todo o Brasil. Após uma avaliação, 60 finalistas selecionados. Mais de 25.000 alunos e 1.200 professores de escolas públicas e particulares dos ensinos fundamental e médio envolvidos. Mas, apenas quatro projetos receberam o título de vencedores: Casa da Flor (São Pedro da Aldeia-RJ); Comunidade Indígena Mbyá Guarani (Laguna-SC); Dança de São Gonçalo (Guaicuí-MG) e Pedra do Sal (Rio de Janeiro-RJ). Essa foi a segunda edição do Tesouros do Brasil, concurso lançado pela Fiat Automóveis em maio de 2004, com realização da agência La Fabbrica do Brasil, que tem como objetivo identificar, valorizar e preservar os patrimônios culturais, históricos, naturais e afetivos do Brasil. Nesses dois anos, quase 1.800 bens culturais materiais e imateriais foram descobertos. Mobilizadas por meio de kits didáticos - com referências conceituais e orientações pedagógicas - e de um site na Internet (www.tesourosdobrasil.com.br), as escolas participantes formaram equipes para a pesquisa do acervo local e definição do bem a ser resgatado, por meio do levantamento histórico, coleta de documentos e relatos, contextualização histórica e captura dos vínculos que unem aquele bem ou aquela história à vida da comunidade. Uma comissão técnica formada por representantes dos órgãos parceiros e profissionais das áreas de educação e cultura fez a seleção dos vencedores. Os 60 trabalhos mais representativos farão parte da nova edição do livro Tesouros do Brasil, sendo 40 projetos e 20 produções artísticas divididas em quatro categorias: fotografia; pintura e desenho; música; e literatura. A premiação oferece um troféu para a escola/instituição responsável, um certificado para cada aluno e professor participante do projeto vencedor, R$ 4.000 para a equipe de professores dos trabalhos vencedores e uma verba de R$ 5.000 para dar início à concretização da proposta de ação de sensibilização da comunidade. Cada escola/instituição responsável pelo projeto vencedor receberá também como prêmio um computador e uma impressora. O projeto tem como parceiros o Ministério da Cultura, Ministério da Educação, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Unesco e as empresas Magneti Marelli e Usiminas.
Cooperação com Cabo Verde beneficia projetos de educação especial Acordos firmados pelo Ministério da Educação vão beneficiar projetos nas áreas de educação especial e superior a partir de abril. Foram assinados no mês de março, na cidade de Praia (Cabo Verde), em parceria com a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores, por meio de ajustes complementares ao acordo de cooperação científica, técnica e tecnológica Brasil - Cabo Verde. O projeto Escola de Todos, que visa apoiar o sistema de ensino cabo-verdiano na ampliação da oferta do atendimento educacional especializado para portadores de necessidades especiais, formará 180 professores no dia 9 de abril. Também serão aprimorados 22 centros de recursos multifuncionais. Uma missão brasileira estará em Cabo Verde e fará a entrega de 160 kits com material em Braille, destinados a estudantes com deficiência visual. O Brasil tem diversos acordos de cooperação técnica e cultural com Cabo Verde. Na área da educação superior, foi firmada parceria para o projeto Apoio à Universidade de Cabo Verde e ao Desenvolvimento do Ensino Superior, que constitui mais uma etapa na cooperação do MEC para a criação da primeira universidade pública daquele país e a implantação, em especial, de cursos nas áreas de Planejamento e Gestão, Engenharias e Ciências Agrárias. O projeto prevê, ainda, a assistência técnica e a capacitação de quadros do MEC nas áreas de regulação, supervisão e avaliação da educação superior. Fonte: Imprensa MEC (Lívia Jappe) |
| Quinta-feira, 30 de março de 2006. |
| Educação
sexual não está presente nas escolas, aponta Ministério
da Saúde
Segundo pesquisa recente do Ministério da Saúde, que utilizou dados do Censo Escolar, apenas 5,5% das escolas brasileiras trabalham semanalmente o tema Aids e doenças sexualmente transmissíveis (DST). O estudo mostra que as escolas do país ainda estão longe de colocar em prática a grande discussão que há em torno do assunto. As dificuldades começam no despreparo dos professores, passam pelo medo dos pais e pela cultura sexista. A educação sexual faz parte dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), que orientam o trabalho nas escolas do país desde 1997. O texto não fala em obrigatoriedade de uma disciplina específica para o tema, mas sugere que ele faça parte do projeto pedagógico da escola e seja trabalhado em todas as matérias. Entretanto, são poucos os cursos de especialização ou pós-graduação nas universidades brasileiras para formar professores em educação sexual. Na pesquisa feita pelo Ministério da Saúde, 43% dos professores se declararam capacitados para trabalhar a sexualidade em sala de aula. Apesar de 52% das escolas responderem que falam sobre gravidez na adolescência, 60% sobre DST/Aids e 45% sobre saúde sexual e reprodutiva, a freqüência que esses assuntos aparecem derruba os números que pareciam positivos. Só 29% fazem atividades mensais. "As escolas fazem uma palestra uma vez e acham que é suficiente. Mas as crianças crescem e têm novas dúvidas", diz a educadora sexual Laura Muller. Pais Segundo o sexólogo e psicólogo Marcos Ribeiro, "a família vai mostrar o que pode e o que não pode, a escola discute questões". Educadores sexuais são unânimes em dizer que não há idade para começar a falar sobre o assunto. Pesquisas também já esclareceram que não faz sentido o medo antigo dos pais de que conversar sobre sexo adianta o início da prática. "É preciso sempre responder o que a criança pergunta, não adianta mudar de assunto", diz Antonio Carlos Egypto. Fonte:
Andi (O Estado de S. Paulo - SP, Renata Cafardo, 27/03/2006) Investimento em merenda escolar será de R$ 1,3 bilhão este ano O investimento do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) será de R$ 1,313 bilhão este ano, para atender 37 milhões de crianças de escolas públicas de todo o país. As dez parcelas da merenda começaram a ser repassadas pelo Ministério da Educação para os Estados e municípios em fevereiro. Segundo a coordenadora do Pnae, Albaneide Peixinho, há uma relação intrínseca entre a merenda, a freqüência e o desempenho dos alunos. "Percebemos que quando não há merenda, alguns alunos deixam de freqüentar as aulas. Em outros casos, as aulas são suspensas antes do horário. Com isso, concluímos que o número de horas na escola diminui quando não há alimentação escolar", avalia. Para a professora Miriam Marques, do Centro de Ensino 1 do Guará, em Brasília, a merenda auxilia no aprendizado dos alunos. "Percebemos que a disposição dos alunos melhora com a merenda. Eles ficam mais atentos e interessados na aula", revela. Para ela, a explicação é científica: o ser humano necessita de glicose para render. "As pessoas precisam de calorias para aprender e se desenvolver", diz. Reajustes Além disso, os estudantes de escolas quilombolas passaram a ser beneficiados, em junho de 2005, com o valor de R$ 0,34, igual ao que é repassado para a alimentação dos estudantes indígenas. Outra inovação ocorreu em 2003, quando o MEC ampliou a merenda para atender creches públicas e filantrópicas e escolas indígenas. O repasse aos Estados e municípios é em dez parcelas mensais, com base no censo escolar do ano anterior. O programa é fiscalizado pela sociedade, por meio dos Conselhos de Alimentação Escolar (CAEs), Tribunal de Contas da União (TCU), Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE/MEC), Secretaria Federal de Controle Interno (SFCI) e Ministério Público. Para continuar recebendo recursos, os municípios devem prestar contas ao MEC anualmente. História Fonte:
Imprensa MEC (Flavia Nery) Colégio de São Paulo propõe trocar doação de ovo de Páscoa por livro Todos os anos, quando chega a Páscoa, a direção do Colégio Elvira Brandão, em São Paulo, pede a seus alunos um ovo de chocolate, como manda a tradição, para ser doado a crianças de instituições assistenciais. Neste ano, contudo, a escola resolveu inovar e fazer da Páscoa uma data apropriada para a difusão de educação e cultura. A proposta feita aos alunos e a seus pais foi a de substituir o ovo de Páscoa pela doação de um livro, que irá compor uma biblioteca comunitária em formação no bairro do Ipiranga, cujo objetivo é chegar a 30.000 volumes. A propósito, ainda faltam 13.000 livros para se atingir a meta do grupo Nossa Senhora das Mercês, responsável pela iniciativa. A proposta feita aos pais dos alunos é parte do programa de Responsabilidade Social do Elvira Brandão e, de acordo com a direção da escola, foi bem aceita pelas famílias. A intenção da escola é arrecadar em torno de 500 exemplares ou mais - ao menos um exemplar por aluno. "Doar chocolate é muito gratificante, sobretudo se considerarmos que quem recebia os ovos eram sempre crianças carentes, mas doar livros nos dá a sensação de contribuir para uma melhor formação de nossa sociedade do futuro", diz Camila Rocha, diretora do colégio, elogiando a iniciativa do grupo Nossa Senhora das Mercês. "Enquanto não conseguem também um local para a instalação da biblioteca, os exemplares obtidos pelo grupo Mercês têm sido guardados na casa dos próprios membros do grupo", comenta Camila. Segundo a diretora, a leitura constitui um dos "eixos centrais" da estratégia pedagógica adotada no Colégio Elvira Brandão, por isso, a proposta de doação de um livro também quer levar seus alunos e pais às livrarias, tanto para comprar o livro que será doado como para pesquisar títulos de interesse geral ou mesmo pedagógico. |
| Quarta-feira, 29 de março de 2006. |
| Museu
Vivo leva experimentos científicos a alunos de escolas públicas
Um museu em que tocar nas atrações expostas não apenas não é proibido como é algo que se espera dos visitantes. No Museu Vivo, iniciativa de docentes da Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Presidente Prudente, no interior de São Paulo, o importante é a participação. O projeto de popularização científica transmite conceitos de física, biologia e meio ambiente de forma lúdica a alunos de escolas públicas dos ensinos fundamental e médio. São mais de 20 experimentos elaborados com materiais de baixo custo, como tubos de PVC, madeira ou bolas de gude. "O Museu Vivo facilita o contato direto dos jovens com os trabalhos científicos. Os alunos são induzidos a mexer nos experimentos e, após essa interação, podem debater os assuntos em sala de aula, o que ajuda a aguçar a imaginação e a desmistificar a ciência", disse o coordenador do projeto, o físico Angel Fidel Vilche Pena, à Agência FAPESP. O movimento de elétrons em um condutor, por exemplo, é simulado com bolinhas de gude em uma rampa com pregos colocados aleatoriamente. Outra rampa de madeira, onde se movimentam dois cilindros, com mesmo peso e diferente distribuição de massa, é usada para mostrar a lei da gravidade. Conceitos de propagação de ondas sonoras são transmitidos por uma estrutura montada com tubos de PVC de diferentes tamanhos. O museu, que faz parte do Centro de Ciências da FCT, começou a funcionar no final de 2005 e já recebeu mais de 5 mil estudantes. Segundo Vilche Pena, outra conquista da iniciativa é que, por se tratar de experimentos de baixo custo, muitos alunos reproduzem as experiências em casa, disseminando o conhecimento entre familiares e amigos. Docentes da Faculdade de Ciências e Tecnologia trabalham também na montagem de um roteiro de visitas itinerantes em escolas públicas de Presidente Prudente e cidades vizinhas. "Queremos montar todos os experimentos do museu num microônibus para levar a ciência às escolas. Esse projeto móvel ficará pronto em três meses", conta Vilche Pena. Escolas interessadas em levar alunos ao Museu Vivo, em Presidente Prudente, precisam agendar um dia e horário. As visitas são gratuitas e também abertas ao público em geral. Mais informações: (18) 3229-5388 ou 3229-5355. Fonte:
Agência FAPESP (Thiago Romero) Enem abre inscrições em maio O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep/MEC), por meio da Portaria nº 26, publicada na sexta-feira, dia 24, estabelece novas datas para as inscrições no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano - de 2 de maio a 2 de junho, tanto para concluintes quanto para egressos (pessoas que já concluíram todas as etapas da educação básica em anos anteriores). A prova foi mantida para o dia 27 de agosto, em mais de 800 municípios. Outra mudança é a realização das inscrições dos concluintes das escolas públicas ou privadas pela Internet. Basta a escola que tenha respondido o Censo Escolar de 2005 ou 2006 solicitar ao Inep autorização para os estudantes do último ano do ensino médio efetuarem as inscrições por meio da página eletrônica do Enem. Nesse processo, a instituição também deve informar aos concluintes o número do cadastro no Censo Escolar. Desde 1998, quando o Enem foi implantado, os concluintes do ensino médio tinham de fazer a inscrição nas escolas nas quais estudavam. Os egressos têm as opções da Internet e das agências dos Correios. Assim como em anos anteriores, estudantes da rede pública estão isentos da taxa de inscrição. Os da rede particular pagam R$ 35, com exceção dos bolsistas, que devem preencher a declaração de carência para ter direito à isenção. A obrigatoriedade de participação no Enem para poder disputar uma vaga no Programa Universidade para Todos (ProUni) fez a procura pelo exame dobrar no ano passado. O Enem de 2005 teve mais de três milhões de inscritos, dos quais 75% fizeram a prova em 730 municípios. Desse total, 900 mil concorreram às bolsas do ProUni - cem mil foram beneficiados. Cerca de 470 instituições de ensino superior também utilizam, de alguma forma, os resultados do Enem em seus processos seletivos. Mais informações pelos telefones (61) 2104-8037, 2104-9563 e 2104-8023, na página eletrônica do Enem ou na portaria. Fonte:
Assessoria de Imprensa do Inep Arma é comum em escolas da rede pública A presença de armas nas escolas públicas é familiar para alunos e professores, aponta a pesquisa Cotidiano das escolas: entre violências. O estudo foi divulgado durante o Fórum Mundial de Educação, no Rio de Janeiro, numa parceria do Ministério da Educação, Unesco e Observatório de Violência nas Escolas. De acordo com o levantamento, 35% dos alunos e 29% dos adultos já viram algum tipo de arma na escola. As armas brancas (facas, canivetes, punhais etc) são as mais comuns. Ainda assim, 12% dos estudantes já viram uma arma de fogo no colégio. Esse número cai para 10% quando a pergunta é feita para um adulto. De acordo com a pesquisa, 3% dos estudantes ouvidos admitiram ter levado um canivete para a escola, e apenas 1% assume ter portado revólver. Aqueles que assumiram o comportamento disseram que se trata de uma forma de proteção e que não tinham intenção de praticar crimes. O estudo ouviu estudantes de escolas públicas urbanas, estaduais e municipais, com pelos menos 500 alunos. Foram entrevistados, em 2003, 9.744 alunos e 1.678 adultos de cinco capitais (Belém, Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre), além do Distrito Federal. Gangues Fonte:
Andi (Estado de Minas - MG, Charles Silva Duarte; O Estado de S. Paulo
- SP; |
| Terça-feira, 28 de março de 2006. |
| Presidente
diz que educação só melhora em 20 anos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, no último dia 23, na reunião do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, que serão necessárias duas décadas para resolver os problemas de educação no país. O presidente criticou a estrutura física de algumas escolas, que chamou de caixas de fósforo, e disse que, no passado, a profissão de professor era motivo de orgulho e, hoje, de sofrimento. Lula falou dos baixos salários destes profissionais e das agressões que eles sofrem em sala de aula. Segundo o presidente é preciso definir claramente o que queremos ser daqui a 20 ou 30 anos, "porque só vamos resolver o problema da educação daqui a duas gerações, não em curto prazo". Lula criticou o tamanho das escolas construídas atualmente e sugeriu ao ministro da Educação, Fernando Haddad, que reúna os governadores para discutir a questão: "Eu não sei se, para ficar mais barato, constrói-se uma caixa de fósforo e mete-se as crianças lá dentro", questionou. Recursos Fonte:
Andi (O Globo, 24/03/2006) Parceria vai melhorar saúde bucal de alunos da rede pública O ministro da Saúde, Saraiva Felipe, e o ministro do Esporte, Agnelo Queiroz, firmaram acordo de cooperação técnica para desenvolvimento de ações de saúde bucal e segurança alimentar e nutricional para crianças e adolescentes envolvidos com as atividades do Programa Segundo Tempo, do Governo Federal. O acordo busca melhorar a qualidade de vida dos estudantes de ensino fundamental e médio dos estabelecimentos públicos de educação por meio da prevenção odontológica e a promoção da alimentação saudável. A parceria determina a criação de um grupo de trabalho com integrantes das duas partes, que se reunirá mensalmente; a capacitação em saúde bucal, educação alimentar/nutricional de professores e monitores atuantes no programa; a elaboração e distribuição conjunta de material didático e educativo de apoio; o desenvolvimento de estudos e pesquisas na área da atividade física, saúde bucal e alimentar, além da impressão de cartilha de prevenção. Os atendimentos em saúde bucal aos estudantes participantes do Segundo Tempo serão prestados em consultórios públicos de odontologia de todo o país, integrados ao Programa Brasil Sorridente, do Ministério da Saúde, a primeira política pública de saúde bucal, lançada em março de 2004. Brasil Sorridente Segundo dados da pesquisa SB Brasil, do Ministério da Saúde, divulgados em 2003, mais de 13% da população entre 15 e 19 anos nunca foi ao dentista. A Região Nordeste apresentou o maior índice de pessoas que nunca foram ao dentista, e a Região Sul, os melhores valores relativos ao acesso aos serviços odontológicos. A média do índice de dentes Cariados, Perdidos ou Obturados (CPO) em crianças de 12 anos é de 2,78, alcançando a meta da Organização Mundial de Saúde (OMS) para o ano 2000, que era de um CPO máximo de três dentes. Entretanto, o CPO dos adolescentes é de 6,19 (em um curto espaço de tempo, o índice de CPO mais que dobra entre estes últimos). Fora do padrão OMS também estão as crianças menores de 5 anos: a recomendação é que metade delas não tenha cáries, mas apenas 40% têm todos os dentes sadios. A OMS estabelece ainda que 80% dos jovens de 18 anos devam ter todos os dentes. Mas os brasileiros desta faixa etária estão abaixo dessa meta: apenas 55% deles apresentam a dentição completa. Fonte:
Assessoria de Imprensa do Ministério da Saúde Escolas do Senai abrem 1.351 vagas gratuitas para cursos técnicos na cidade de São Paulo A partir de 3 de abril, 13 escolas do Senai-SP instaladas na Capital vão abrir 1.351 vagas gratuitas. O processo seletivo deste semestre contempla 22 cursos técnicos de diferentes áreas industriais. Em todo o Estado, serão oferecidas 32 habilitações, em 33 escolas instaladas em 19 municípios. No total, serão 2.837 vagas nos períodos da manhã, tarde e noite. As aulas começam no segundo semestre de 2006. O objetivo dos cursos técnicos do Senai-SP é proporcionar habilitação em áreas tecnológicas específicas do setor industrial. Os cursos têm duração mínima de 1.600 horas (exceto Design de Móveis, cuja duração é de 1.300 horas), incluindo estágio supervisionado, que é obrigatório. Inscrições O Senai-SP não aceitará matrículas de candidatos que, embora aprovados no processo seletivo, estejam regularmente matriculados em outros programas oferecidos gratuitamente pela instituição e que pretendam cursá-los simultaneamente. Prova O gabarito oficial da prova será divulgado no website www.sp.senai.br, a partir das 14 horas do dia 8 de maio. Os aprovados na primeira chamada poderão matricular-se entre 7 e 9 de junho e os candidatos da lista de espera, no dia 12. Mais informações: www.sp.senai.br ou tel. (11) 3333-7511. |
| Segunda-feira, 27 de março de 2006. |
| Mais
de um milhão de estudantes abandonaram o ensino médio em 2004
Quinze em cada cem jovens matriculados no ensino médio abandonaram os estudos no Brasil em 2004. Isso significa que 1,4 milhão de alunos deixaram a escola num universo de 9,1 milhões de matrículas. É o maior índice de abandono desde 1996. Além disso, o último Censo Escolar, divulgado neste mês pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), ligado ao Ministério da Educação, mostra que o abandono no ensino médio é o dobro do registrado no ensino fundamental. Oito a cada cem estudantes matriculados no ensino fundamental abandonaram a sala de aula em 2004. Os dados incluem as redes pública e particular, porém a rede privada detém só 12% das matrículas e os menores índices de abandono (1,53%). Os Estados com o maior número de alunos que deixaram os estudos no ensino médio são Sergipe e Rio Grande do Norte, com 26,31% e 23,5%, respectivamente. Os menores índices estão em São Paulo (7,01%) e no Distrito Federal (9,86%). No Rio Grande do Norte, a EJA (Educação de Jovens e Adultos) teve um crescimento de 126% no número de matrículas entre 2004 e 2005. Nessa modalidade, boa parte das aulas é a distância. "Isso mostra que o trabalho influencia. Com menos tempo na escola, o jovem se dedica ao emprego", diz o assessor-técnico de planejamento da secretaria de Educação do Rio Grande do Norte, Otávio Tavares. Opinião Fonte:
Andi (Folha de S. Paulo - SP, Luciana Constantino, 24/03/2006) Professores da rede estadual de SP são capacitados em projeto para humanizar o trânsito Começou neste domingo, dia 26, e vai até o dia 29 a capacitação de educadores integrantes do Projeto Escola Centrovias - Educar para Humanizar o Trânsito. Nove escolas da rede estadual de ensino de São Paulo participam da iniciativa. São elas: Dinah Lúcia Balestrero, Governador Jânio Quadros, Francisco Simões, Prof. Joaquim de Toledo Camargo, Caetano Perlatti, Prof. Dr. Benedicto Montenegro, Profª Esmeralda Leonor Furlani Calaf, Odilon Correa e Zita de Godoy Camargo. Durante quatro dias, representantes de secretarias municipais de educação e de três diretorias de ensino - São Carlos, Jaú e Limeira -, além de professores, coordenadores e diretores, ficarão hospedados na República Lago, em Leme. Programação Os materiais didáticos e recursos pedagógicos oferecidos às escolas serão trabalhados e entregues aos educadores. Fazem parte do material didático os livros de texto e os cadernos de atividades (de 1ª a 4ª e de 5ª a 8ª séries) e álbum seriado composto por lâminas educativas ilustradas. Os recursos pedagógicos são o Código de Trânsito Brasileiro, dois kits de transparências que abordam temas como respeito, solidariedade e paciência, revistas em quadrinhos com a Turma do Zé Quest (personagens exclusivos do Projeto Escola), exemplares da Revista Viva, além de um mapa rodoviário do Estado de São Paulo e um jogo educativo em que o aluno aprende, brincando, dicas de trânsito. Todo o material didático foi aprovado pelo Ministério da Educação, o que caracteriza um diferencial do Projeto Escola. Novos rumos em
2006 A coordenadora pedagógica do projeto, Maria José Finardi, explica que o sucesso da iniciativa "deve-se à diversidade de frentes de atuação, que envolvem não apenas os alunos, mas educadores, pais e a comunidade. Todos passam a perceber o trânsito como parte do cotidiano pois ele é trabalhado enquanto mobilidade, já que a locomoção é inerente ao ser humano. O projeto auxilia o indivíduo a repensar suas ações para que tenha uma qualidade de vida melhor diante de um trânsito mais humano e cidadão". Prova disso é que o número de alunos beneficiados aumentou de 5 mil 412 no ano passado para 16 mil 640 em 2006. Participam do projeto da Centrovias 24 escolas públicas das cidades de Brotas, Corumbataí, Dois Córregos, Itirapina, Jaú, Pederneiras, Rio Claro e Santa Gertrudes. Desde o lançamento, em agosto de 2001, até dezembro de 2005 o Projeto Escola Intervias já atendeu 116 escolas estaduais, 113 mil alunos e envolveu 4.700 professores. Por meio do programa, 105 pessoas já participaram de eventos socioculturais comunitários. Meta para este
ano Fonte:
Secretaria de Educação do Estado de São Paulo (Paola
Martins) Curso federal de cafeicultura tem alto nível e garante futuro profissional dos alunos Bebida símbolo do país, uma das mais populares do mundo, o café movimenta um mercado internacional de consumidores. Na França é bebido com chicória, na Áustria é acompanhado com chantilly e na Itália, com tiras de limão. O Brasil é o principal produtor e exportador mundial e o segundo maior consumidor. Por isso, carrega a responsabilidade de desenvolver a produtividade e a qualificação de seus profissionais para atender um mercado mundial competitivo. É aí que entra o curso superior de tecnologia em cafeicultura empresarial da Escola Agrotécnica Federal de Machado (EAFM), em Minas Gerais. O curso, que teve início em agosto de 2005, agrega conhecimento e tradição à maior região produtora de café do país, responsável por 70% da renda agrícola da região sul do Estado. Bom para os estudantes, que garantem um futuro profissional e podem se valer do prestígio de serem formados em Machado, a capital internacional do café orgânico. Das 300 mil sacas produzidas anualmente no país, 60% são da região sul e sudoeste de Minas. O coordenador do curso, Sérgio Pedine, revela que, além de formar profissionais capacitados, a escola tem um parque tecnológico comparável aos melhores do mundo, responsável pelos cafés especiais gourmet, orgânico e fair trade. Após fazer o curso com duração de três anos, com 2.400 horas, sem considerar o estágio obrigatório e a produção de um trabalho de conclusão, o aluno estará capacitado para elaborar e gerenciar projetos de produção e pós-colheita do café de qualidade, conduzir projetos associativos de produção cafeeira, implantar sistemas de produção sustentáveis de café, manejar de forma racional os sistemas de produção de café, conhecer os sistemas de certificação de café diferenciados. Pedine diz que são 60 vagas anuais, e que a formação da escola está focalizada na pós-colheita, processo em que o café agrega valores e no qual são produzidos os cafés especiais. "Demanda que o mercado vem exigindo dos profissionais da área", explica. Valor agregado A Escola Agrotécnica Federal de Machado fica a 375 quilômetros de Belo Horizonte, 280 quilômetros de São Paulo e 400 quilômetros do Rio de Janeiro. Também existe na região a Escola Agrotécnica Federal de Muzambinho. Inconfidentes e Bambuí oferecem cursos de tecnologia em cafeicultura empresarial. Fonte: Imprensa MEC (Sandro Santos) |
| Sexta-feira, 24 de março de 2006. |
| Divulgadas
regras de programa de atendimento a deficientes
O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE/MEC) divulgou a Resolução nº 4, que regulamenta e dá orientações quanto ao processo de adesão e habilitação e às formas de execução e prestação de contas referentes ao Programa de Complementação ao Atendimento Educacional Especializado às Pessoas Portadoras de Deficiência (Paed). O programa tem por objetivo garantir, supletivamente, recursos financeiros para as escolas que prestem atendimento especializado aos alunos portadores de necessidades especiais e promovam sua progressiva inclusão em classes comuns de ensino regular. A verba do programa serve para as despesas de custeio consideradas como manutenção e desenvolvimento do ensino - remuneração e capacitação de professores e demais profissionais da educação, manutenção e conservação de equipamentos e instalações vinculados ao ensino especial e aquisição de material didático-escolar. As entidades interessadas em participar do Paed devem estar inscritas no Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS) e comprovar a natureza filantrópica, mediante apresentação de atestado de registro nesse conselho ou outro instrumento similar. Cada escola privada de educação especial habilitada no FNDE receberá parcela única no valor de R$ 33,50 por aluno matriculado, segundo o Censo Escolar realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep/MEC). Adesão É necessário remeter o cadastro do órgão ou entidade e do dirigente da entidade, cópia do estatuto, cópia da ata da eleição e posse da diretoria, cópia do CPF e da carteira de identidade do dirigente, declaração de funcionamento regular em 2005, emitida este ano por três autoridades locais, e cópia do registro do CNAS ou de outro órgão similar que ateste utilidade pública. A documentação deve ser enviada para o FNDE - Setor Bancário Sul, quadra 2, bloco F, Edifício Áurea, CEP 70070-929, Brasília, DF. Fonte:
Imprensa MEC (Lucy Cardoso) Lançada a 4ª edição do Fórum Mundial da Educação O relator da ONU pelo Direito à Educação, Vernor Muñoz, e o ministro da Educação, Fernando Haddad, abriram nesta quinta-feira (23) a 4ª edição do Fórum Mundial de Educação, que acontece até o próximo domingo em Nova Iguaçu (RJ). A previsão dos organizadores é de que o evento conte com pelo menos 15 mil participantes de diversos países. O encontro teve origem em janeiro de 2001 dentro de outro fórum, o Social Mundial, em Porto Alegre. O objetivo principal do evento é promover o direito de todos à Educação e a sua garantia pelo Estado. Este ano, o tema será Educação Cidadã para uma Cidade Educadora. Antes da abertura oficial, os organizadores programaram a Caminhada pela Educação como Direito e pela Paz. Nos três dias do evento, serão realizadas três grandes conferências no Sesc da cidade e a apresentação de 461 trabalhos, teses e pesquisas de professores e pesquisadores. O ato cívico Grito pela Paz, em memória das vítimas da violência na região, marcará o encerramento do evento na tarde de domingo. Opinião Fonte:
Andi (O Globo - RJ; Jornal do Brasil - RJ, Elizabeth Cavalheiro; O Dia
- RJ; Diário Catarinense - SC 23/03/2006) Palestras em escolas municipais orientam pais, alunos e professores sobre deficiência auditiva Com o objetivo de promover maior acessibilidade e integração social dos deficientes auditivos nas instituições de ensino, duas escolas municipais de São Paulo iniciaram uma programação de eventos para abordar o tema da deficiência auditiva com educadores, pais, alunos e deficientes. Atualmente, a cidade de São Paulo conta com seis escolas direcionadas para o ensino especial de crianças que sofrem deste tipo de deficiência. Dessas seis instituições, duas delas - EMEE Mário Pereira Bicudo, localizada na Vila Nova Cachoeirinha, e EMEE Neusa Basseto, localizada na Moóca - receberão uma vez por mês, a partir do dia 24 de março, psicólogas, fonoaudiólogas, assistentes sociais e deficientes auditivos para conversarem sobre o assunto, trocar experiências de vida e abordar temas como: O deficiente auditivo na escola, Como lidar com deficiência auditiva, Como participar e ajudar na reabilitação do seu filho e outros assuntos. "Como a escola é a segunda casa das crianças, é gratificante que possamos reunir pais, alunos, educadores e especialistas para trocar experiências de vida e promover um debate que aborda temas que fazem parte do cotidiano de cada um dos envolvidos", afirma Maria Inês, diretora da EMEE Mário Pereira Bicudo. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), só no Brasil estima-se que 5,7 milhões de pessoas sofrem de surdez ou de algum tipo de deficiência auditiva permanente, o que faz da surdez o segundo maior fator de deficiência nos brasileiros. Desse total, cerca de 950 mil deficientes auditivos vivem no Estado de São Paulo. "O sentido da audição é tão importante que, dentre os órgãos dos sentidos, o ouvido é o único que permanece em alerta 24 horas por dia", destaca Cristina Ornelas, fonoaudióloga do Hospital das Clinicas de São Paulo e uma das palestrantes do evento. Dentro da programação de palestras que acontecerão nas escolas municipais, está prevista a visita de três deficientes auditivos, sendo um oralizado, um usuário da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) e um implantado usuário do Implante Coclear, falando de suas experiências. "Atualmente, 350 mil brasileiros estão habilitados para receber o Implante Coclear, porém muitos deles e outros mais talvez não sabem disso ou não possuem informações sobre o que é esse tipo de implante e seus benefícios. Esse ciclo de palestras também é importante para orientar as pessoas sobre esse assunto e multiplicar essa informação", destaca Rôner Dawson Barbosa, implantado e presidente da Associação dos Deficientes Auditivos, Pais, Amigos e Usuários de Implante Coclear. O objetivo desses encontros é integrar professores e pedagogos, alunos, pais, deficientes auditivos, psicólogas, fonoaudiólogas e assistentes sociais para promover uma maior inclusão social entre os públicos, distanciando-os de pré-conceitos e estigmas sociais. Surdos oralizados,
não-oralizados e implantados Surdos não-oralizados usam a língua de sinais como primeira língua e estão mais fortemente inseridos nos patamares lingüístico-sócio-culturais que permeiam a cultura surda. A Libras (Língua Brasileira de Sinais) é a língua dos surdos brasileiros. Ao contrario do que muitos imaginam, a Língua de Sinais não é simplesmente mímica e gestos soltos, utilizados pelos surdos para facilitar a comunicação. É uma língua com estrutura gramatical própria. Implantados são aqueles que passaram por um Implante Coclear, delicado procedimento cirúrgico em que o paciente recebe uma prótese computadorizada que estimula a cóclea, importante órgão do ouvido, e, após um processo de educação ou reeducação, a pessoa adquire o sentido da audição e oralidade, podendo assim levar uma vida praticamente normal. Clique para ver a programação da EMEE Mário Pereira Bicudo. |
| Quinta-feira, 23 de março de 2006. |
| Projeto
quer incluir 11 disciplinas nos currículos escolares
A Câmara analisa o Projeto de Lei 6484/06, do deputado Celso Russomanno (PP-SP), que inclui nos currículos do ensino fundamental e médio as disciplinas educação ambiental; educação para o trânsito; defesa do consumidor; sexualidade humana; questões da violência contra a mulher; direitos das crianças, adolescentes e idosos; saúde e prevenção ao uso de drogas; educação tributária; ética e política; e proteção às pessoas portadoras de deficiência. O projeto acrescenta essas matérias nos currículos escolares plenos, descritos na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, a LDB (9394/96). Na opinião do deputado, a velocidade das transformações da vida humana, em todas as áreas do conhecimento, exige permanente adequação da forma de ensinar e do conteúdo trabalhado nas escolas. "É importante incluir disciplinas que tenham a ver com a vida prática dos estudantes", resume Russomanno. A proposta tramita em caráter conclusivo nas comissões de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Fonte:
Agência Câmara Curso de produção de vinho é garantia de emprego A tradição do cultivo de uvas e vinhos no Rio Grande do Sul, antes passada de pai para filho pelos imigrantes italianos, agora é aprendida na escola. Com 90% da produção de vinhos do país, a região da Serra Gaúcha é a primeira em mão-de-obra especializada, graças, principalmente, ao Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) de Bento Gonçalves. E o sucesso do curso chegou longe. Em Pernambuco, que desponta como grande produtor de vinhos e derivados, uma escola federal oferece graduação nos mesmos moldes. Durante os três anos do curso técnico de viticultura e enologia, os estudantes da Serra Gaúcha aprendem a cultivar a uva e a produzir os vinhos riesling itálico, chardonnay, cabernet sauvignon, merlot, sangiovese e tannat, vendidos e apreciados em todo o mundo. Além disso, ao concluir o primeiro curso superior de vitivinicultura do Brasil, o aluno sai capacitado para trabalhar em laboratórios de análises químicas, cantinas de vinificação e em culturas da uva, além de empresas exportadoras e importadoras de vinho, de mudas de videira, de insumos e derivados. Um dos pilares da economia gaúcha, a produção de vinho abriga grande parte do mercado de trabalho na região da Serra. Carlos Trevisan, professor do Cefet de Bento Gonçalves, salienta que da última turma de formandos, todos foram lançados no mercado. A competitividade, segundo ele, exige o incremento de uma produção de qualidade, que somente será alcançada com a inserção de profissionais cada vez mais capacitados. "As vinícolas da região dispõem de tecnologias comparáveis às dos países desenvolvidos e exigem profissionais com a melhor formação técnica. E aqui nós oferecemos essa capacitação", destacou. O curso também tem a preocupação de despertar a capacidade empreendedora no aluno. Tanto que, em sua maioria, os proprietários das vinícolas são formados pela escola. Carol Panceri, 18 anos, estudante do terceiro semestre, sofreu a influência dos pais, produtores, na escolha da profissão. "É um setor em expansão e ainda existe a possibilidade de trabalhar em áreas afins, como harmonização e sommelier", disse. Cerca de duas mil famílias de agricultores vivem do cultivo de uvas na Serra Gaúcha. Grande parte dos agricultores utiliza mão-de-obra familiar, geralmente formada pelo Cefet. Naquela região existem 650 viniculturas. Cada uma delas deve contar com no mínimo um enólogo. Daí a garantia de empregabilidade do setor. Uva do Nordeste Luciano Manfroi, professor responsável pelo curso, destaca que há regiões com clima semelhante ao do Vale do São Francisco na América Central, na África e na Ásia, mas nenhuma delas apresenta a mesma capacidade de produção de vinhos brancos aromáticos, tintos frutados e espumantes. "O calor do clima semi-árido proporciona a colheita de até duas safras e meia por ano", disse. Manfroi lamenta apenas que a região não conte com trabalhadores especializados para atender o mercado, mas salienta que dentro de dois anos a região começará a colher os frutos do aprendizado da primeira turma do curso de viticultura e enologia iniciado no ano passado. Os estudantes vêem a produção de vinhos como um mercado promissor. Se depender de Kaline Pinheiro e seus 57 colegas de curso, a importação de mão-de-obra está com os dias contados. A pernambucana de 20 anos aposta nos estudos por entender que a região vem se desenvolvendo. "Estudo das 13h às 18h, fora as aulas práticas. No final de 2007, pretendo estar no mercado de trabalho", disse. Empolgada com a oportunidade, a estudante diz que é importante abrir os olhos da comunidade para a implantação do cultivo do vinho na região. Fonte:
Imprensa MEC (Sandro Santos) Vestibular para indígenas é tema de editorial Em editorial, o jornal Correio Braziliense fala da realização, pela Universidade de Brasília (UnB), do primeiro vestibular para índios. Realizado em nove cidades concentradas sobretudo no Norte do Brasil, o exame contou com a presença de 49,45% dos 1.183 candidatos inscritos. Os 598 participantes disputaram 10 vagas distribuídas em cinco cursos na área de saúde - ciências biológicas, ciências farmacêuticas, enfermagem, obstetrícia, medicina e nutrição. "Especialidades necessárias para melhorar a qualidade de vida nas tribos", aponta o Correio. De acordo com o diário, a iniciativa merece aplauso pelo ineditismo e por abalar a inércia que caracteriza a burocracia encarregada das questões indígenas. "São freqüentes as denúncias de morte em série de crianças nas aldeias, vítimas de desnutrição e enfermidades oportunistas decorrentes do quadro de debilidade do organismo infantil. Não faltam também notícias sobre tuberculose, embriaguez, obesidade e doenças sexualmente transmissíveis adquiridas no contato com a civilização", diz o texto. Para o Correio Braziliense, embora a gravidade do diagnóstico seja fartamente conhecida, vale questionar a eficácia do tratamento. "Os aprovados no teste farão o curso regular oferecido aos demais selecionados. Acontece, porém, que o nível de uns e outros é muito diferente. Ou não haveria razão para os indígenas fazerem três provas apenas - português, redação e matemática. Os alunos especiais conseguirão acompanhar as aulas?", questiona o texto. Segundo a publicação, se o objetivo é prover as aldeias de profissionais qualificados para atender adultos e crianças nas questões de saúde, talvez o caminho escolhido seja equivocado. "Há que buscar soluções mais realistas para responder aos desafios que os tempos atuais impuseram às tribos e aos líderes indígenas", defende o diário. Fonte: Andi (Correio Braziliense, 22/03/2006) |
| Quarta-feira, 22 de março de 2006. |
| Brasil
está em penúltimo lugar no acesso a computadores nas escolas
O Brasil está em penúltimo lugar numa lista, de 41 países, que aponta o acesso de estudantes a computadores nas escolas. As 41 nações participam do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (Ocde). O estudo mostra que, entre os estudantes brasileiros participantes do programa, 27% utilizam o computador para trabalhos escolares, enquanto a média dos países da Ocde é de 79%. Em último lugar do ranking está a Turquia, com 23% dos alunos com acesso a computador. Na última edição do programa, ocorrida em 2003, houve um aumento generalizado no número de computadores por escola em todos os países participantes. No Brasil, esse aumento chegou a 44%, enquanto a média de crescimento entre as demais nações foi de 40%. As escolas brasileiras têm, em média, 23 computadores: 47% estão disponíveis para os estudantes na idade de 15 anos, 18% para os professores e 39% para a administração da escola. Mais da metade dos computadores nas escolas dos países participantes do Pisa 2003 estão conectados à rede mundial de computadores. No Brasil, 42% das escolas que participaram do programa naquele ano têm conexão à Internet. Pisa O Pisa é coordenado em território brasileiro pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), do Ministério da Educação. As avaliações do programa incluem cadernos de prova e questionários, com ênfases distintas em três áreas: leitura, Matemática e Ciências. Em cada edição, o foco recai principalmente sobre uma dessas áreas. Em 2000, o foco era na leitura. Em 2003, Matemática. O foco este ano será em Ciências. O Brasil vai participará pela terceira vez do programa, junto com mais cinco países latinos: Argentina, Chile e Colômbia, além de Uruguai e México. Fonte:
Andi (Correio Braziliense - DF, Erika Klingl, 18/03/2006) Cidade Tiradentes abre o roteiro da Cozinha Experimental Itinerante Nesta terça-feira, dia 21 de março, o Programa Alimentação Saudável lançou, na Cidade Tiradentes, bairro da Zona Leste de São Paulo, a Cozinha Experimental Itinerante, instalada em um caminhão que percorrerá supermercados e escolas de diferentes regiões da cidade. O veículo é fruto de uma parceria entre a Secretaria de Serviços do município e o CompreBem, uma das quatro bandeiras do Grupo Pão de Açúcar. Sua cozinha experimental será utilizada pelos monitores do programa, em vários pontos da cidade, especialmente os mais carentes, para a realização de cursos gratuitos para a população. Durante uma semana, o caminhão ficará nas lojas da Rede CompreBem, com aulas voltadas aos consumidores. Promotoras das lojas comunicarão os clientes e farão a inscrição dos interessados. Na próxima semana, a Cozinha Experimental Itinerante estará em escolas inscritas no programa Alimentação Saudável, e as aulas serão ministradas para os alunos. Uniban, Unicsul e Uninove também vão oferecer estagiários para as aulas. Cada curso tem aproximadamente 2 horas e será oferecido duas vezes por dia (de manhã e à tarde) a grupos de até 30 pessoas. Os cursos estão programados para acontecer até o final de 2006, abordando questões que vão desde o preparo de receitas nutricionalmente saudáveis até deliciosos pratos com sobras de alimentos. Os estudantes serão supervisionados por nutricionistas da Prefeitura. Alimentação
Saudável O programa Alimentação Saudável abrange questões importantes sobre saúde, meio ambiente e economia, pois ao mesmo tempo em que ensina para a população de baixa renda receitas nutritivas e de baixo custo, contribui para a diminuição da produção de lixo orgânico. A cada mês,
novas receitas serão ensinadas aos participantes no caminhão-escola,
mostrando as possibilidades criativas e saudáveis para uma refeição
saborosa e extremamente econômica: Apostilas serão
distribuídas gratuitamente durante os cursos, que terão
um conteúdo básico, consistindo em: Além do caminhão, o Alimentação Saudável tem ações voltadas para consumidores, estudantes, educadores e empresas. O programa tem como objetivo levar para a população noções sobre alimentação saudável, reaproveitamento e sazonalidade dos alimentos, valor nutritivo e receitas econômicas. Visite os sites:
Escolas podem ser obrigadas a ter intérpretes de Libras O Projeto de Lei 6495/06, do deputado Jefferson Campos (PTB-SP), obriga escolas dos níveis médio e superior a terem intérpretes da Língua Brasileira de Sinais (Libras). Pela proposta, a presença de intérprete será requisito obrigatório para a autorização, o reconhecimento e a renovação de reconhecimento de cursos e para o credenciamento e a renovação de credenciamento das instituições de ensino. Os intérpretes deverão ter formação profissional específica, comprovada por certificado expedido por instituição devidamente credenciada, e sua contração não deve resultar em custos extras para os alunos. Segundo o autor, a proposta tem por objetivo garantir o "acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um", como estabelece a Constituição. Estatuto O PL 3638/00 está na Comissão Especial do Estatuto do Portador de Necessidades Especiais e depois segue para o Plenário. Fonte: Agência Câmara |
| Terça-feira, 21 de março de 2006. |
| Alfabetização
em idiomas nativos será implementada na Bolívia
A alfabetização em idiomas nativos do Programa Nacional de Alfabetização terá início a partir de julho próximo, com a participação de 30 profissionais indígenas bolivianos que adaptarão o programa cubano "Eu posso" aos idiomas aymara, quéchua, guarani e chiquitano. O projeto de tradução encontra-se na parte final, e uma vez concluída os lingüistas viajarão a Cuba para gravar os cursos em vídeo, para posterior exibição no canal educativo, explicou Pedro Quispe, um dos coordenadores nacionais do projeto. A meta é chegar até os indígenas que vivem na área rural e urbana que somente falam seu idioma, mas não sabem ler nem escrever nele. Fonte:
Andi (La Prensa, pág. 8-9 b, Yáscara Rivera, Sociedad -12/3;
La Razón, pág. A 16, Sociedad - 11/3) Governo capacita professores para ensinar cultura africana em escolas públicas Dois mil professores de quatro Estados estão sendo capacitados para ensinar a cultura e a história africana e afro-brasileira em escolas públicas do Brasil. A iniciativa faz parte do projeto A Cor da Cultura, realizado pela Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), em parceria com empresas e a sociedade civil. A capacitação começou na semana passada, nos Estados do Rio de Janeiro e de São Paulo, onde 1.020 professores estão sendo preparados. Nesta semana, serão realizadas oficinas no Rio Grande do Sul e na Bahia, completando dois mil professores. Durante a capacitação, os professores aprendem a trabalhar com o material educativo preparado especialmente para o projeto A Cor da Cultura, que inclui programas de televisão, jogos e livros. Segundo o ministro interino da Seppir, Antonio da Silva Pinto, os professores deverão atuar como multiplicadores, ensinando os colegas em suas escolas. O objetivo do projeto é contribuir para a aplicação da Lei 10.639, de 2003, que determina o ensino de história e cultura africana e afro-brasileira nas escolas. "Não se trata de uma disciplina nova, mas de transversalizar nas disciplinas que já fazem parte do currículo, colocando elementos da formação do povo brasileiro advindos da África. Quando o professor recebe um dicionário das palavras com origem africana, isso pode ser inserido na aula de português e literatura", disse Antonio Pinto. De acordo com a Seppir, a Lei 10.639 proporciona que crianças negras afirmem sua identidade e as crianças não-negras evitem uma imagem estereotipada da História do Brasil, normalmente contada a partir do ponto de vista dos brancos. Fonte:
MEC (Agência Brasil) Período de licença-maternidade pode ser ampliado para seis meses A Comissão de Direitos Humanos do Senado irá discutir o Projeto de Lei que amplia o período de licença-maternidade de quatro para seis meses. A comissão realizou na quarta-feira (15) a primeira audiência pública para apreciar a proposta, de autoria da senadora Patrícia Saboya (PSB-CE). O projeto conta com mais de 200 mil apoios e é defendido pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Se aprovado, o projeto não vai impor a ampliação da licença-maternidade. A adesão é voluntária e a empresa poderá deduzir 100% do gasto extra no Imposto de Renda. De acordo com Patrícia Saboya, a proposta ainda precisa ser mais bem discutida. A senadora sugeriu à Comissão de Direitos Humanos a realização de outras audiências públicas para ampliar o debate do tema, considerado polêmico. O texto já foi encaminhado a todos os prefeitos do Brasil, para que a iniciativa seja estendida às funcionárias públicas dos municípios. Apoio A recomendação dos médicos é de que a mãe amamente o bebê pelo menos até os seis primeiros meses de vida. Segundo o especialista, a continuidade da amamentação nesse período representa menos infecções no primeiro ano de vida da criança, evitando, inclusive, pneumonia e diarréia. "Na fase adulta, isso se reflete na redução de doenças cardíacas e alérgicas, hipertensão arterial, obesidade e até algumas formas de câncer como o linfoma", explica Campos Júnior. O quinto e o sexto mês completam o período decisivo da formação do cérebro e das células nervosas. "Sem boa formação, as crianças, ao crescerem, podem estar predispostas a todo tipo de distúrbio de comportamento", relata. Fonte: Andi (Correio Braziliense - DF, Hércules Barros, 16/03/2006) |
| Segunda-feira, 20 de março de 2006. |
| Supervisores
de ensino aprendem como lidar com alunos superdotados
O Centro de Apoio Pedagógico Especializado (CAPE) realizou na última quarta-feira, dia 15, uma orientação técnica sobre alunos superdotados para 150 supervisores das 90 diretorias de ensino da rede estadual de São Paulo. A capacitação tem como objetivo aprofundar e esclarecer o tema para os educadores, além de criar condições de atender esses alunos em sala de aula. Duas especialistas foram convidadas para debater o assunto: a doutora em psicologia pela PUC-SP, Christina Menna Cupertino, coordenadora do Programa Objetivo de Incentivo ao Talento e membro do Conselho Brasileiro para Superdotação (ConBraSD), e a especialista em psicologia educacional pela University of Connecticut, Denise de Souza Fleith, professora do Instituto de Pesquisa da Universidade de Brasília e também membro do ConBraSD. Christina acredita que nem todos os professores têm condições de detectar um aluno superdotado e lidar com o assunto. "O professor precisa ter a mente aberta e reconhecer que o aluno é conhecedor de determinados temas. Precisamos trabalhar essa questão das crianças diferenciadas". Ela lembra também que o superdotado "precisa de regras e limites, para se adequar ao contexto social". Segundo a professora Denise, alguns mitos foram criados em torno da superdotação, entre eles, o fato de essas crianças apresentarem ótimo rendimento escolar em todas as áreas e serem sinônimo de hiperatividade. "Temos que ter cuidado com as denominações, um aluno hiperativo não é superdotado", explica. Como reconhecer
um superdotado Para o Ministério da Educação, o superdotado possui potencial superior: habilidade geral e intelectual, aptidão acadêmica específica, criatividade e liderança. Já o Conselho Nacional de Educação define que eles apresentam grande facilidade de aprendizagem, levando-os a dominar rapidamente conceitos, procedimentos e atividades. Fonte:
Secretaria de Estado da Educação de São Paulo (Eduardo
Santos) PUC-SP capacita professores de matemática da rede pública estadual Neste sábado (18/3), foi realizada a solenidade de abertura da pós-graduação lato sensu da PUC-SP que irá capacitar este ano 600 professores de Ciências da Natureza e Matemática das escolas públicas do Estado de São Paulo. Participam do evento a reitora Maura Véras, o secretário de Educação do Estado de São Paulo, Gabriel Chalita, e as professoras Tânia Campos (coordenadora do curso) e Sônia Alegretti (vice-coordenadora da Cogeae PUC-SP). A especialização integra o Programa de Melhoria e Expansão do Ensino Médio, uma parceria entre a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), que financiará o curso. O objetivo é melhorar o ensino dessas áreas nas escolas de ensino médio, por meio da atualização dos conhecimentos técnicos em matemática dos professores, do fomento à pesquisa e da construção de novas práticas pedagógicas. A especialização terá seis módulos temáticos, em 360 horas (180 presenciais e 180 a distância).
Especialista critica processo de alfabetização escolar O professor da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas e membro do grupo de pesquisa Alfabetização, Leitura e Escrita (Alle), Sérgio Antônio da Silva Leite, fala, em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo, sobre a questão do processo de alfabetização escolar. Sérgio Antônio diz que o assunto não pode ser colocado como um conflito entre os defensores do método fônico versus os defensores das concepções construtivistas. "A questão é muito mais ampla e profunda, com implicações de natureza ideológica, política, social, econômica e, principalmente, educacional", afirma. O professor destaca que dominar o código escrito não garante que o aluno se torne leitor ou produtor de textos. Para ele, o código não implica um envolvimento do indivíduo com as práticas sociais de leitura e escrita. Além disso, Leite afirma que o Construtivismo, como um método pedagógico, contribui, mas não responde a todas as implicações do processo de alfabetização escolar, teoricamente multideterminado. Segundo o professor, um dos grandes objetivos da escola deve ser ampliar ao máximo os níveis de letramento dos alunos, ou seja, possibilitar a eles o envolvimento com as práticas de leitura e escrita durante toda a vida escolar, visando à sua ampla inserção social como cidadãos. "A alfabetização, por sua vez, é um processo restrito às séries iniciais, que deve garantir ao aluno a apropriação das dimensões alfabética e ortográfica da escrita, o que inclui as relações grafema-fonema, consciência fonológica e fonética, convenções ortográficas etc. No entanto, deve ser desenvolvida a partir da escrita socialmente funcional, que tem no texto a sua principal forma de expressão", afirma. Para ele, a volta do "vovô viu a uva" é um retrocesso inaceitável. "O desafio que efetivamente se coloca aos educadores é alfabetizar na perspectiva do letramento, na qual o aluno, desde o início de sua escolarização, tenha contato com a escrita verdadeira - a escrita que corresponde aos usos sociais de sua cultura. Queremos que nossos alunos se constituam como leitores e produtores de textos e, simultaneamente, se apropriem da escrita ortográfica", ressalta. Fonte: Andi (Folha de S. Paulo - SP, Sérgio Antônio da Silva Leite, 17/03/2006) |
| Sexta-feira, 17 de março de 2006. |
| Secretaria
da Educação de SP abre novas inscrições para
o Programa Intensivo de Língua e Cultura Espanhola
A Secretaria de Estado da Educação de São Paulo, em parceria com a Universidade de Salamanca, na Espanha, abriu nesta quarta-feira, dia 15, novas inscrições para professores da rede estadual que têm interesse em participar do Programa Intensivo de Língua e Cultura Espanhola. O curso é destinado aos professores de educação básica de nível II (PEB II). Dos candidatos inscritos, 29 professores serão selecionados para participarem das atividades acadêmicas e culturais na Universidade de Salamanca. O principal objetivo do curso, desenvolvido em conjunto com o Banco Santander Banespa, parceiro e patrocinador do programa, é proporcionar ao professor cultura e embasamento suficientes para que ele contribua na formação dos alunos, tornando a escola um espaço público de qualidade. A inscrição vai até o dia 20 de abril e os requisitos para poder concorrer às vagas podem ser consultados pela Internet no site www.educacao.sp.gov.br (link CENP, programa Bolsa Mestrado, Universidade de Salamanca). Quem fizer o curso terá de cumprir carga horária de 100 horas, assim distribuídas: 2 horas diárias de língua espanhola e 3 horas diárias complementadas com matérias optativas. Os selecionados terão custeados o curso, a viagem, a hospedagem, três refeições diárias e as excursões previstas. Ao final do curso, farão jus à certificação. Em 2004 e 2005, 60 professores foram contemplados pelo programa. Neste ano, os professores selecionados e um representante da Secretaria de Estado da Educação participarão das atividades acadêmicas e culturais do curso. Fonte:
Secretaria de Estado da Educação de São Paulo Câmara aprova advertência em armas de brinquedo A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou na quarta-feira (8), em caráter conclusivo, o Projeto de Lei 2600/03, do deputado Jefferson Campos (PTB-SP), que torna obrigatória a colocação de advertência em brinquedo similar a qualquer tipo de arma. A advertência é a seguinte: "Este produto estimula a violência e pode ser usado para o crime." Além disso, o alerta também deverá constar de toda modalidade de propaganda, publicidade ou divulgação desse produto pela mídia. Também foi aprovada emenda da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado que define a pena de multa ao fabricante e apreensão e destruição de todo o lote de produto que não observar essa exigência. O relator, deputado José Divino (PMR-RJ), foi favorável à proposta. O projeto seguiu para o Senado. Fonte:
Agência Câmara Expansão do ensino técnico abre 74 mil vagas O ensino profissional e tecnológico recebe atenção especial do governo federal, que está investindo R$ 183 milhões na criação de 42 novas unidades de ensino, sendo 28 até o final deste ano. A expansão beneficiará 22 Estados e 1,5 mil municípios. Ao todo, serão criadas 74.136 vagas e contratados 1.990 professores. Para o secretário de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação, Eliezer Pacheco, o salto é extraordinário. "Isso faz com que a educação profissional e tecnológica assuma importância sem precedentes", afirma. Segundo Pacheco, o governo Lula, ao priorizar a educação profissional, trilha o mesmo caminho de países que tiveram um processo de desenvolvimento acentuado. O secretário explica que a "elitização" sofrida pelos centros federais de educação tecnológica (Cefets) desviaram o seu foco de atendimento. "Por ser um ensino de excelente qualidade, o estudante da classe média começou a utilizá-lo para se preparar para o vestibular", acredita. Para Pacheco, o objetivo dos Cefets é formar mão-de-obra qualificada, de nível médio ou tecnológico. Assim, o aluno de origem humilde fica em desvantagem ao disputar uma vaga com alunos com melhor escolaridade. "Trabalhamos com o ensino médio integrado, com formação conjunta com o ensino profissional", conta. A legislação permite que o Cefet escolha este caminho, permitindo o retorno de sua finalidade: formar jovens das camadas populares. Cotas O jovem ingressa na escola com a perspectiva imediata de concluir o curso e melhorar a renda. "Cerca de 62,5 milhões de brasileiros não têm o ensino médio. É um potencial que o MEC quer atrair para o Proeja", diz o secretário. Fonte: Imprensa MEC (Sandro Santos) |
| Quinta-feira, 16 de março de 2006. |
| Escolas
privadas adotam sistemas de ensino estruturado
Sistemas de ensino estruturado, caracterizado pelo material próprio e pela organização das aulas, estão dominando a educação particular do país. Não há dados oficiais, mas, segundo estimativas dos próprios sistemas, 70% das escolas particulares são filiadas a algum tipo de rede. A adoção das apostilas - criadas para serem usadas em aulas de cursos pré-vestibulares - por escolas de ensino médio e fundamental é criticada por alguns pedagogos, que temem uma "mecanização" do ensino. Segundo José Augusto de Mattos Lourenço, presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino de São Paulo (Sieesp), a orientação pedagógica gratuita e a possibilidade de associar-se a uma marca forte e reconhecida pelos pais são poderosos atrativos para as escolas particulares, principalmente as de médio porte, espalhadas pelo interior. O uso de sistemas de ensino estruturado ajuda a contornar um problema cada vez mais grave: a má formação dos professores brasileiros. As apostilas auxiliam profissionais menos preparados a ministrar uma aula. No ensino privado, nos últimos dez anos, o rendimento de um professor de nível superior do ensino fundamental teve queda real de 6%. Mas o sucesso dos sistemas de ensino só é possível porque atendem uma demanda dos próprios pais. Preocupados com o vestibular, os pais cobram um bom desempenho da escola e querem que seus filhos estejam atentos ao exame desde cedo. Os pais enxergam a educação como um instrumento de ascensão social. "Não adianta enfeitar. O futuro é o vestibular. E você quer o melhor para o seu filho", afirma Jocely Fortuna, mãe de três filhos, todos educados com apostilas dos cursinhos. A educação particular vive um momento complicado no país. Enquanto o número de alunos cresceu 16% entre 1996 e 2005, o número de escolas particulares saltou 57%, gerando uma brutal concorrência. Escolas públicas Fonte:
Andi (Valor Econômico - SP, Raquel Landim e Raquel Salgado, 13/03/2006) Alunos de restaurante-escola aprendem a fabricar massas caseiras em Guarulhos O curso, que terá início ainda em março, é voltado para a população de baixa renda e vai ensinar gratuitamente como preparar massas. A primeira turma contará com 15 alunos. O segredo do preparo do talharim, espaguete, ravióli, fusili e capelete e de outros tipos de massas caseiras será revelado aos alunos do Restaurante-Escola Aprendiz Solidário. A iniciativa integra o programa de capacitação profissional do Fundo Social de Solidariedade de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo. "Decidimos abrir o curso de massas caseiras porque se trata de algo bem fácil, que as pessoas podem fazer em suas próprias casas e, principalmente, sem ter grandes gastos", afirma a coordenadora do Fundo Social, Janete Rocha Pietá. Além das aulas de preparo de massas, o Fundo Social de Solidariedade promove outros cursos, como o de manicure, panificação, cabeleireiro, artesanato e corte e costura. A entidade capacitou, em 2005, mais de mil alunos. A finalidade do Fundo Social é gerar emprego e renda para quem está fora do mercado de trabalho e não teve condições de estudar.
Projeto que leva literatura às crianças carentes participa da Bienal Uma mala colorida, cheia de livros infantis, tem sido o primeiro contato que muitas crianças têm com a literatura. Alunas do Sementinha, um projeto da prefeitura de Santo André que oferece educação não-formal para crianças carentes com idade entre 4 e 6 anos que ficaram fora do sistema tradicional de ensino, são atraídas pelas cores e figuras dos livros e ouvem as histórias contadas pelas educadoras. A Mala da História, como é chamada, e as educadoras contadoras de histórias estarão até o dia 19 na Bienal do Livro de São Paulo, no Anhembi, das 10 às 17 horas, mostrando a experiência de levar a literatura para quem tem pouco acesso a ela. Além da narrativa de histórias, no espaço do Sementinha, haverá oficinas de brinquedos feitos de sucata e de quilling, uma técnica de decoração de objetos com papel dobrado. O projeto Sementinha foi implantado em Santo André em 2001, mas a proposta de desenvolver um trabalho alternativo de atendimento pré-escolar para crianças com idade entre 4 e 6 anos, com a colaboração da comunidade, já era realidade em Minas Gerais desde 1994, levando o nome de A Escola debaixo do Pé de Manga. A idéia consiste na utilização do cotidiano e do espaço onde vivem os alunos como matéria-prima para as lições ensinadas pelos próprios moradores da comunidade. Por isso, os espaços onde acontecem as atividades são cedidos pela comunidade e os educadores são pessoas que moram na região e passam por treinamento para trabalharem no projeto. Recebem salário e têm registro em carteira. Em 2005, 96 educadores atenderam cerca de 1,7 mil crianças nos pontos de encontro do projeto espalhados pela cidade. |
| Quarta-feira, 15 de março de 2006. |
| Educação
aprova inclusão de cultura regional no currículo
A Comissão de Educação e Cultura aprovou o Projeto de Lei 5434/05, que inclui o ensino da arte e da cultura regional nos currículos da educação infantil e dos ensinos fundamental e médio. O projeto, do deputado Eduardo Gomes (PSDB-TO), altera a Lei das Diretrizes e Bases da Educação, a LDB (9394/96), a fim de estimular a integração entre cultura e educação para fortalecer a identidade nacional. "Em meio aos processos de globalização, somente por meio do conhecimento e da valorização da cultura regional é que o Brasil, com suas singularidades, poderá se inserir no contexto das grandes nações", afirma o autor da proposta. O projeto foi aprovado na forma do substitutivo do relator, deputado Irapuan Teixeira (PP-SP). Em seu parecer, Teixeira alega que é necessário manter "aberta a convivência da arte e da cultura regional com a arte e cultura universal". A LDB prevê que o ensino da arte é obrigatório no currículo do ensino básico. A proposta inclui o ensino da cultura regional, e o substitutivo do relator especifica que as escolas devem ministrar disciplinas de arte e cultura, "especialmente em suas expressões regionais", sem, no entanto, limitar o conteúdo à regionalização. O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Fonte:
Agência Câmara Até 31 de março, todas as prefeituras podem se inscrever para o Prêmio Gestor Eficiente da Merenda Escolar Para milhões de crianças, a merenda escolar é a principal refeição do dia. Muitas vezes, a única. Por isso, é preciso dar à merenda a importância necessária. A ONG Ação Fome Zero lança a 3º edição do Prêmio Gestor Eficiente da Merenda Escolar. O objetivo é destacar os prefeitos que realizam gestões criativas e responsáveis para oferecer a melhor merenda escolar possível para os estudantes. Com isso, a Ação Fome Zero espera que as melhores práticas administrativas sejam conhecidas e disseminadas no maior número possível de municípios brasileiros. Nas duas edições anteriores do Prêmio Gestor Eficiente da Merenda Escolar, 729 prefeituras de todo o Brasil se inscreveram. A boa adesão já representou uma vitória: entre as informações fornecidas pelas prefeituras, há muitas iniciativas que podem ser multiplicadas em outros cantos do país. Até 31 de março todas as prefeituras podem se inscrever. Basta preencher o formulário de inscrição e enviar (junto com os anexos) ao endereço da Ação Fome Zero. Os formulários serão remetidos por correio a todas as prefeituras do país e estão também disponíveis no site da Ação Fome Zero: www.acaofomezero.org.br, ou também podem ser solicitados pelo telefone 11-3259 5334. ONG Ação
Fome Zero
Universidade russa abre inscrições para brasileiros A Associação Latino-americana Russa de estudos superiores (ALAR), entidade representante oficial das principais universidades russas na América Latina, está com inscrições abertas para brasileiros que queiram estudar na Universidade da Amizade dos Povos de Moscou (RUDN), considerada a terceira melhor instituição de ensino da Rússia pelo Ministério da Educação do país. São 15 vagas preferenciais para brasileiros em todos os cursos oferecidos na instituição. Os embarques estão programados para maio deste ano e as inscrições podem ser realizadas até 31 de março. Uma das universidades mais globalizadas do mundo, a RUDN conta atualmente com cerca de 4.000 estudantes estrangeiros em seus cursos. São 16 brasileiros, segundo a reitoria. Em toda sua história, mais de 22 mil estudantes, de mais de 130 paises de todos os continentes, já passaram pelos bancos da instituição. Os estudantes têm a sua disposição uma completa estrutura de alojamentos e quartos, além de todo apoio para desenvolverem seus estudos. A fim de ampliar o círculo de parceria entre universidades russas e brasileiras, a ALAR promoveu no início do mês um encontro entre duas das principais universidades brasileiras e a reitoria da RUDN. O encontro firmou parcerias de intercâmbio e cooperação acadêmica entre a Universidade da Amizade dos Povos, ALAR, a Universidade de São Paulo (USP) e a Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP). Custos e preparação Por ser parcialmente subsidiado pelo governo russo, o valor dos cursos é mais barato se comparado com outras instituições mundiais, ou mesmo com universidades particulares brasileiras. Na RUDN, a Faculdade Preparatória para Medicina e Odontologia, por exemplo, custa US$ 1.800; Relações Internacionais e Economia, US$ 1.700. Para os cursos de graduação, o investimento anual é de US$ 3.100 para Medicina, US$ 3.300 para Odontologia; US$ 2.700 para Direito e Economia, por exemplo. Esses valores incluem custos com livros, laboratórios e todo tipo de prática curricular. Sobre a Universidade
da Amizade dos Povos de Moscou Os interessados devem entrar em contato com a Associação pelo telefone (11) 5505.5898 ou pelo site www.universidades-russia.com.br. A Associação Latino-americana Russa de Estudos Superiores é a responsável pela seleção dos candidatos, processo de orientação na escolha da faculdade, obtenção da documentação necessária, inscrição na universidade escolhida e assessoria durante a viagem até a chegada do estudante ao seu local de destino. Associação
Latino-americana Russa de Estudos Superiores |
| Segunda-feira, 13 de março de 2006. |
| Ministério
da Saúde divulga esclarecimentos sobre a gripe aviária
A imprensa brasileira tem noticiado, com regularidade, a situação da gripe aviária no mundo. O fato é positivo por levar o assunto para a população e divulgar informações importantes para seu esclarecimento. Para auxiliar nesse processo, o Ministério da Saúde vem esclarecer alguns pontos que têm sido apresentados de forma confusa em algumas reportagens. O primeiro deles é a diferença entre gripe aviária, gripe sazonal e pandemia de gripe. A gripe aviária é uma epizootia (epidemia em animais), causada por um subtipo do vírus influenza, o H5N1. Desde 2003, esse subtipo vem produzindo surtos em rebanhos de aves de vários países asiáticos e, recentemente, tem sido detectado também em países africanos e em aves selvagens de países europeus. Nestes últimos, não há comprometimento do rebanho, portanto, não existem, até o momento, focos de gripe aviária. A medida fundamental de controle após a detecção de qualquer ave contaminada é a rápida eliminação de aves num raio de 3 km para evitar a disseminação e controlar todas as aves num raio maior para propiciar o conhecimento precoce de novos focos. O Brasil apresenta um risco relativamente baixo de apresentar casos de gripe aviária, quando comparado a outros países, porque não há focos em países vizinhos que poderiam servir de fonte de contaminação por meio das fronteiras, como ocorre na Ásia, porque não importamos aves para o consumo, ao contrário, somos um dos maiores exportadores do mundo. Outro motivo é que as rotas fundamentais de aves migratórias para nosso país originam-se em regiões até aqui livres de contaminação do H5N1, diferentemente da Europa, que tem fluxos importantes de aves originárias da Ásia. Apesar desse quadro, o Ministério da Agricultura já adotou medidas ainda mais restritivas para os materiais avícolas que importamos e elaborou um plano para a rápida adoção das medidas preconizadas, caso haja alguma detecção em aves no território brasileiro. O H5N1, eventualmente, tem infectado humanos, produzindo um quadro grave e de alta letalidade. Até o momento, não há evidências de transmissão de pessoa a pessoa nem de contaminação por ingestão de ave, pois a temperatura atingida no processo de cocção é suficiente para inativar o vírus. Assim, não há qualquer razão para se evitar o consumo apropriado de aves na alimentação, sequer na Europa, muito menos no Brasil, onde não se registrou nenhum caso de ave contaminada. Não existe qualquer base científica em previsões sobre quando a gripe aviária chegará ao Brasil, nem tampouco existem medidas com fundamento técnico-científico e adequadas ao atual momento que não tenham sido adotadas ou que possam eliminar completamente qualquer possibilidade de ocorrer, futuramente, algum caso. Gripe sazonal A pandemia de gripe poderá ocorrer quando um novo subtipo de alta patogenicidade (como o H5N1) "aprender" a se transmitir de uma pessoa para outra, gerando condições de uma disseminação rápida e produção de casos graves. É absolutamente impossível prever quando e com que gravidade ocorrerá. As três pandemias do século passado tiveram conseqüências absolutamente distintas: enquanto a "gripe espanhola" produziu um quadro dramático, as duas outras, a "gripe asiática" e a "gripe de Hong Kong", nas décadas de 50 e 60, respectivamente, foram bem menos malignas, não chegando a produzir impacto sobre a saúde pública global, mas apenas em determinados países. O alerta feito pela Organização Mundial de Saúde (OMS) motivou que o Brasil elaborasse um Plano de Preparação, cuja segunda versão está publicada no portal www.saude.gov.br, na Internet. As principais medidas previstas já se encontram em andamento: a vigilância epidemiológica foi reforçada com a constituição de uma rede de unidades sentinelas, 46 em todo o país, que colhem, continuamente, secreções de uma amostra das pessoas com síndrome gripal para identificação do vírus, além de terem sido realizados, em parceria com o Ministério da Agricultura e o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), inquéritos sorológicos em todos os nove locais importantes de invernada de aves migratórias. Foi adquirido um estoque de 9 milhões de tratamentos do medicamento Tamiflu, para utilização tanto no tratamento de pessoas acometidas como no bloqueio da transmissão; e está sendo construída a primeira fábrica de vacinas contra a gripe fora dos países desenvolvidos. Enquanto essa fábrica fica pronta, o Ministério da Saúde adiantou recursos para que o Instituto Butantan tenha uma unidade pronta para fabricar as primeiras doses de uma vacina contra o H5N1 já a partir do próximo mês. Essas vacinas serão testadas e ficarão estocadas. Como a vacina contra a gripe é específica para cada subtipo, só será possível fabricar uma vacina seguramente eficaz contra a cepa pandêmica quando esta for conhecida, ou seja, quando (e se) tiver início a transmissão pessoa a pessoa. O plano de preparação já está sendo submetido a simulações, como o realizado no início de fevereiro no Distrito Federal e em São Paulo, para testar as ações planejadas e aperfeiçoar continuamente o mesmo. Há poucos dias, foi noticiado que a pandemia teria início em 18 meses, afirmação desprovida de qualquer base científica. Não há como fazer essa previsão. Comparações entre velocidade das ações no Brasil e na Europa são completamente infundadas. A situação epidemiológica é absolutamente distinta, com os países da Europa tendo que realizar ações imediatas de contenção frente a casos de gripe aviária já detectados, além de terem fronteiras com países onde a gripe aviária está endemizada desde 2003, enquanto nós não temos nenhuma detecção de casos. Como nenhum país do mundo está imune, estamos em alerta para uma possível chegada da gripe aviária ou, futuramente, de uma pandemia. Caso isso ocorra, os esforços serão para conter o vírus antes que se alastre. Mais informações: www.saude.gov.br. Fonte:
Agência Saúde Governo do Estado de SP e Fundação Roberto Marinho lançam Telecurso TEC Na próxima quarta-feira, 15 de março, numa parceria do Governo do Estado de São Paulo com a Fundação Roberto Marinho, será lançado o projeto Telecurso TEC, que vai oferecer cursos técnicos de nível médio, utilizando um abrangente sistema de educação a distância e presencial. O objetivo é ampliar a oferta desta modalidade de ensino e contribuir para a qualificação profissional em diferentes setores da economia. Entre os cursos já definidos pelo projeto, estão: Administração, Gestão de pequenas empresas, Assessoria/ Secretariado, Vendas e Representação Comercial, e Turismo. O Telecurso TEC é estruturado em módulos. Ao final de cada um deles, serão oferecidos exames públicos, com a correspondente certificação dos aprovados. Para atender a uma população numerosa e dispersa geograficamente, o Telecurso TEC vai utilizar os recursos da TV, com exibição em TV aberta, livros, cursos via Internet e acompanhamento por ambiente virtual. Os educadores envolvidos contarão com um processo constante de capacitação e acompanhamento. Além de encontros presenciais periódicos, será criado para eles um ambiente virtual que possibilitará a troca de informações e o trabalho colaborativo via Internet. Mais informações: www.ciencia.sp.gov.br.
Educação em tempo integral reduz índices de evasão escolar em Apucarana (PR) A Educação em tempo integral tem sido a ferramenta utilizada na cidade de Apucarana (PR) para melhorar os índices de evasão escolar. Comparados às estatísticas de 2001, quando o projeto foi implantado, os índices sofreram redução de 27,7% na evasão e de 12,5% nas reprovações. O ponto de partida para a melhoria foi o Pacto pela Educação, firmado pela prefeitura e cerca de 500 lideranças locais, com o objetivo de definir ações básicas para a implantação do projeto. Desde 2001, as escolas da rede municipal oferecem aulas nos dois turnos. Atualmente, as crianças permanecem no colégio das 8h às 16h30 e, por isso, recebem uma refeição a mais - são três no ensino fundamental e quatro na educação infantil. No período da manhã, as escolas seguem o currículo regular. Durante a tarde, são oferecidas 33 atividades extracurriculares, divididas em oficinas pedagógicas - inglês e espanhol - e complementares - desde culinária e higiene pessoal até circo e robótica. "O programa é espetacular justamente porque potencializa as áreas do conhecimento", afirma o professor Cláudio Aparecido da Silva, secretário municipal de Desenvolvimento Humano. O prefeito assegura que continua destinando 25% da receita municipal à Educação, com a única diferença do aumento de 5% para 7% da verba para a alimentação escolar, já que os alunos fazem uma refeição adicional. O custo diário da prefeitura por aluno é de R$ 0,62. Para baratear o gasto, a administração investiu em capacitações e parcerias. Assim, a proposta é a eliminação de desperdícios e a compra de alimentos de qualidade diretamente dos pequenos produtores das vilas rurais. Fonte: Andi (Revista Educação, Carmem Guerreiro, março/2006) |
| Sexta-feira, 10 de março de 2006. |
| Shopping
SP Market incentiva a leitura com campanha de arrecadação
de livros
O Shopping SP Market, em parceria com a São Paulo Turismo (SP Turis) da Prefeitura de São Paulo e a Fundação Abrinq, promove a Campanha de Arrecadação de Livros. A iniciativa faz parte do Projeto São Paulo Pela Leitura, da SP Turis, que prevê diversas ações em prol ao incentivo da leitura. Até o dia 19 de abril, dois postos de arrecadação, instalados na Praça de Interligação e próximos ao fraldário do Shopping SP Market, vão receber diariamente livros em bom estado que depois serão encaminhados pela SP Turis para bibliotecas e ONGs da cidade. A expectativa é que sejam doados cerca de 500 livros por dia. "Para o Shopping SP Market, é uma grande satisfação participar do projeto liderado pela São Paulo Turismo e poder contribuir para a conscientização da importância da leitura", afirma a gerente de marketing do Shopping SP Market, Maria Eugênia Duva. Campanha de Arrecadação
de Livros - Shopping SP Market
Meninas são maioria nas salas de aula Estudo do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) revela que a presença de meninas na sala de aula é maior que a de garotos. De acordo com levantamento do MEC, as mulheres são maioria nas escolas a partir da 5ª série do ensino fundamental e representam mais de 60% dos alunos que conseguem concluir o ensino superior em todo o país. Segundo a pesquisa, a presença das mulheres na educação só é menor no início da vida estudantil. Da primeira à 4ª série do ensino fundamental, os garotos somam quase um milhão a mais que meninas. Segundo especialistas, o maior acesso à instrução não representa igualdade de gênero. Para a gerente de projetos da Secretaria Especial da Política para Mulheres (SPM), Dirce Groz, as diferenças são marcadas desde as primeiras séries de ensino. "Os livros didáticos representam a mulher mais nos espaços domésticos e pouco nos públicos", afirma. Para ela, a tendência de divisão de tarefas sociais ensinada na escola é reforçada também pelas primeiras lições de educação em casa e na rua. "Os brinquedos diferentes influenciam as escolhas quando adultas", diz. Evasão masculina Para especialistas na área, o modelo escolar rígido não contempla a necessidade de consumo dos jovens. "Não é agradável ir à escola, e os meninos agüentam menos a cobrança disciplinar porque não vêem benefício em continuar os estudos", afirma a professora Wivian Weller, da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília. Em 2003, a professora iniciou pesquisa para saber a perspectiva de retorno de ensino para jovens do movimento hip hop no Brasil e na Alemanha. Wivian constatou as mesmas opiniões nos dois países. "Um aluno de periferia que faz contabilidade e trabalha como balconista ou frentista sabe que o diploma em si não traz mudança de vida para ele. Para que continuar?", questiona. Para o presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), Fernando Silva, os meninos estão mais vulneráveis às explorações no mercado de trabalho. "Eles são as maiores vítimas do trabalho infantil. As meninas só são maioria no trabalho infantil doméstico", conta. De acordo com Fernando, as mortes de jovens por causas externas, como os casos de violência, são outro dado a ser considerado na ausência dos homens na escola. Fonte:
Andi (Correio Braziliense, Hércules Barrros; Folha de S. Paulo,
08/03/2006) Gestores de escolas públicas recebem treinamento sobre a conservação do patrimônio escolar Contribuir para desenvolver um perfil de liderança democrática, promover competências em gestão escolar, valorizar a prática profissional dos gestores, o cuidado com o prédio escolar, e ainda, fortalecer o processo de democratização e autonomia das escolas públicas. Esses foram os temas debatidos nesta quarta-feira, dia 8, durante o Programa de Capacitação a Distância para Gestores Escolares (Progestão), no Centro de Capacitação de Educadores, em Perdizes, bairro de São Paulo. O que é O currículo é modular, estruturado por problemas e voltado para o desenvolvimento de competências profissionais. São nove módulos que totalizam 270 horas. Existe também um módulo introdutório destinado à auto-avaliação para identificar o perfil de entrada da escola e sua equipe gestora no programa, com 300 horas. Fonte: Secretaria de Estado da Educação de São Paulo (Eduardo Santos) |
| Quinta-feira, 9 de março de 2006. |
| Crianças
de todo o mundo elegerão personalidade do mundo infantil
Mais de 8 milhões de estudantes, em 80 países, irão ajudar a premiar uma personalidade com reconhecida atuação na defesa dos direitos humanos. Além da concessão de US$ 100 mil, o Prêmio das Crianças do Mundo pelos Direitos das Crianças busca promover o intercâmbio humanitário de diferentes culturas. Organizada pela ONG sueca Children's World, a votação ocorre desde 2000 e conta com o apóio de mais de 250 organizações em todo mundo. No Brasil, crianças e adolescentes também poderão participar da votação, que ocorre até 15 de abril. Uma das formas é a urna eletrônica disponibilizada pelos portais www.educacional.com.br e www.aprendebrasil.com.br, que são parceiros da ONG Children's World. "É muito importante que as crianças brasileiras tenham a oportunidade de participar de uma decisão mundial, que mobiliza milhões de pessoas", defende Samuel Lago, diretor da divisão de portais do Grupo Positivo Informática. "Elas aprendem sobre o funcionamento de um processo eleitoral e, além disso, têm a chance de conhecerem outras crianças, de outras realidades", completa. Situação
da infância Fonte:
Andi (Jornal da Tarde - SP, 04/04/2006) Escolas terão laboratório para alunos com necessidades especiais O Programa de Informática na Educação Especial (Proinesp) vai instalar mais 500 laboratórios em escolas da rede pública e privada sem fins lucrativos até o fim deste ano. Desde 2003, o programa, desenvolvido pela Secretaria de Educação Especial (Seesp/MEC), implantou 456 laboratórios em instituições que atendem alunos com necessidades educacionais especiais. O Brasil tem cerca de 37 mil escolas que recebem esses alunos, das quais 33 mil são públicas. "O Proinesp tem como objetivo preparar as escolas para a inclusão", explicou a titular da Seesp, Cláudia Dutra. Cada laboratório é composto por seis computadores, uma impressora a laser, um scanner, uma webcam e mobiliário. Além de implantar o laboratório, o Proinesp forma professores para o uso das tecnologias de informação e comunicação no processo educacional dos alunos especiais. Entre as disciplinas ministradas estão aspectos da legislação, tecnologias assistivas, softwares educativos e acessibilidade à Internet para alunos com necessidades especiais. O curso é feito na modalidade a distância e ministrado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com carga horária de 120 horas de aula e duração de aproximadamente quatro meses. "É um curso dinâmico, em um ambiente digital, com atividades que proporcionam a participação interativa entre cursistas e formadores", disse Cláudia Dutra. Fonte:
Imprensa MEC (Flavia Nery) Projeto autoriza nova universidade federal em Goiás A Câmara analisa o Projeto de Lei 6444/05, do deputado Pedro Chaves (PMDB-GO), que autoriza o Poder Executivo a criar a Universidade Federal de Formosa (UFFor), na cidade goiana de mesmo nome. Segundo o deputado, é necessário instalar uma universidade no nordeste de Goiás para que os cerca de cinco mil alunos que moram na região não precisem sair para estudar em Brasília e Goiânia. Pela proposta, a UFFor vai oferecer cursos de graduação e pós-graduação, desenvolver pesquisas em diversas áreas do conhecimento e praticar extensão universitária. Algumas das cidades cujos jovens poderão se beneficiar com a criação da universidade, segundo Pedro Chaves, são Sítio D'Abadia, Damianópolis, Mambaí, Simolândia, Alvorada do Norte, Posse, Iaciara, São Domingos, Divinópolis de Goiás, Campos Belos, Monte Alegre, Flores de Goiás, Alto Paraíso e Cabeceiras. Para o autor do projeto, a universidade também poderá se tornar um centro de referência para cidades do Entorno de Brasília, como Abadiânia, Água Fria de Goiás, Águas Lindas de Goiás, Alexânia, Cabeceiras, Cidade Ocidental, Cocalzinho de Goiás, Corumbá de Goiás, Cristalina, Luziânia, Mimoso de Goiás, Novo Gama, Padre Bernardo, Pirenópolis, Planaltina, Santo Antônio do Descoberto, Valparaíso de Goiás, Vila Boa e Vila Propício. A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será analisada pelas comissões de Trabalho, Administração e Serviço Público; de Educação e Cultura; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Fonte: Agência Câmara |
| Quarta-feira, 8 de março de 2006. |
| Dia
Internacional da Mulher: São Paulo quer conscientizar sobre saúde,
sexualidade, DSTs, planejamento familiar, violência doméstica
Hoje é o Dia Internacional da Mulher. Para comemorar a Secretaria Municipal de Participação e Parceria de São Paulo, por meio da Coordenadoria da Mulher, promove, durante todo o mês de março, uma série de eventos que vão percorrer diversos locais da cidade. Estão previstos a inauguração de dois novos Centros de Cidadania da Mulher, nos bairros de Perus e Itaquera (projeto em parceria com a União Européia), além de seminários e oficinas, entre outras atividades programadas para acontecer em Centros de Referência e de Atendimento, escolas e em unidades de saúde (veja programação completa no site www.prefeitura.sp.gov.br - link Participação e Parceria). Com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB Feminina), a Prefeitura assina convênio de prestação de assistência jurídica às mulheres vítimas de violência e abusos em ambientes doméstico e de trabalho. Hoje, dia 8, será lançado, nos Telecentros e CEUs municipais, numa iniciativa conjunta entre a Secretaria de Participação e Parceria (responsável pela administração dos Telecentros) e a Secretaria da Educação, o Programa de Atenção Integral à Saúde da Mulher (PAISM), um questionário eletrônico, disponível pela Internet e gratuito, para ser respondido por pessoas do sexo feminino, que permite identificar os riscos individuais que cada mulher apresenta de desenvolver doenças graves como pressão alta, diabetes, colesterol alto, doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), diversos tipos de câncer, entre outras. O questionário poderá ser respondido por mães, avós, tias, irmãs, e demais familiares e amigos dos alunos e usuários dos Telecentros e Teleceus, do sexo feminino. Baseado em informações como hábitos de vida, histórico de casos na família e antecedentes cirúrgicos, o programa apresenta o grau de risco para as 10 principais doenças que atingem as mulheres em todas as fases de suas vidas, buscando assim o atendimento integral de suas necessidades. Os eventos promovidos pela Secretaria, em comemoração ao 8 de março, visam não apenas promover entretenimento e cultura, mas também conscientizar as mulheres sobre saúde, sexualidade, DSTs, planejamento familiar, etc - e sensibilizá-las quanto às questões de gênero. As mulheres cada vez mais ocupam seus lugares no mercado de trabalho, se tornando indispensáveis para a economia. Elas correspondem hoje a aproximadamente 40% da força de trabalho empregada e são a maioria da população do município, contando com 5.461.574 pessoas (52,34% do total), segundo o IBGE. Porém, ainda sofrem uma série de preconceitos, principalmente no mercado de trabalho em que elas ganham em média 35% a menos do que os homens que realizam a mesma função. Por isso, o Dia Internacional das Mulheres é tão importante e necessário para chamar atenção ao tema. A data de 8 de março foi escolhida como o Dia Internacional das Mulheres em memória de 129 operárias que morreram queimadas numa ação da polícia para conter uma manifestação numa fábrica de tecidos, no ano de 1857, na cidade de Nova York. As operárias se manifestavam pela diminuição da jornada de trabalho de 14 para 10 horas por dia e pelo direito à licença maternidade. A data foi oficializada pela ONU em 1975, com o objetivo de diminuir, e um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher na sociedade atual. As principais bandeiras do movimento são a equiparação dos salários delas com os dos homens e o fim da violência contra a mulher.
CNE começa a revisar diretrizes curriculares O Conselho Nacional de Educação (CNE) e a Secretaria de Educação Básica (SEB/MEC) realizam no próximo dia 16, no auditório do CNE, em Brasília, uma audiência pública sobre as Diretrizes Curriculares Nacionais da educação infantil e fundamental. No encontro, o MEC e a Câmara de Educação Básica do CNE ouvirão sindicatos, confederações e associações ligados à educação básica. Aprovadas pelo Conselho Nacional de Educação na década de 90, as diretrizes para os ensinos infantil (em 1999) e fundamental (em 1998) entram agora em processo de revisão, por causa das mudanças pelas quais a educação passou nos últimos sete anos. Segundo o secretário de Educação Básica, Francisco das Chagas, as diretrizes devem estar em sintonia com a realidade do país e isso vale tanto para orientar os currículos dos cursos de licenciatura oferecidos pelas universidades e para a formação continuada de professores como para dar nova dinâmica às aulas. Mudanças O secretário destaca também que mesmo antes da aprovação da lei que instituiu o ensino fundamental de nove anos, com ingresso das crianças aos seis anos, muitos sistemas de ensino já o adotavam e isso precisa se refletir nas diretrizes. "Todas estas mudanças deverão ser levadas em conta na revisão das diretrizes que o CNE inicia este mês", informa o secretário. Fonte:
Imprensa MEC (Ionice Lorenzoni) Febem participa da 19ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo Durante os próximos 11 dias, a Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor vai estar presente na 19ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que acontece entre os dias 9 e 19 de março, das 10 às 22 horas, no Pavilhão de Exposição do Anhembi. A instituição contará com um estande, gentilmente cedido pela Câmara Brasileira do Livro, localizado na esquina da Av. 07 com a Rua 1, próximo à área de alimentação. A estimativa é que cerca de 800 mil pessoas transitem pelo local nesta edição do evento. Todos terão a oportunidade de conhecer um pouco do projeto pedagógico que a Fundação desenvolve com os cerca de 6.200 adolescentes sob tutela da instituição, nas áreas esportiva, cultural, escolar e profissionalizante. Na grade de programação do evento, estão apresentações do Projeto Guri (camerata de violão, coral e canto), apresentações circenses, palestras, oficinas de conto e de artes, além de shows de dança do ventre e dança circular. Outro destaque será o jogo de xadrez: um adolescente da instituição desafiará os visitantes para uma partida da modalidade. Veja as atrações
programadas para o evento: |
| Terça-feira, 7 de março de 2006. |
| PEC
propõe unificação do calendário de escolas brasileiras
A Câmara analisa a Proposta de Emenda à Constituição 504/06, do deputado Marcelo Teixeira (PSDB-CE), que unifica o calendário escolar para o ensino fundamental (antigo 1º grau) no Brasil. O objetivo é permitir a coincidência dos períodos de férias escolares, o que, na opinião do autor, contribuirá para estimular o turismo e, conseqüentemente, o desenvolvimento regional. Segundo o deputado, a variedade de calendários "representa um obstáculo para a indústria do turismo no Brasil". Pela proposta, o primeiro semestre letivo passará a ocorrer entre 1º de março e 30 junho e o segundo semestre, entre 1º de agosto a 30 de novembro. Atualmente, a legislação garante autonomia para as secretarias municipais e estaduais de educação estabelecerem o início e o final do período de aulas, respeitado o mínimo de 200 dias letivos, previsto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (9394/96). A PEC altera o artigo 211 da Constituição Federal, que trata da administração e financiamento do ensino público fundamental. O texto já foi encaminhado à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) para análise da admissibilidade. Se aprovada pela CCJ, será criada comissão especial para analisar o mérito da proposta, antes da votação pelo Plenário da Câmara. Fonte:
Agência Câmara Santander Banespa seleciona projetos de educação O Santander Banespa, por meio do programa Parceiros em Ação, desenvolvido e coordenado pela área de Responsabilidade Social do banco, recebe até 17 de março projetos na área de educação, destinados a crianças, adolescentes e universitários. Organizações não-governamentais, fundações, associações, organizações sociais de interesse público e demais interessados podem obter informações sobre os critérios de análise dos projetos e o processo de seleção, entre outras, enviando um e-mail para responsabilidadesocial@santanderbanespa.com.br. No último ano, mais de 200 projetos de várias regiões do Brasil foram analisados no programa Parceiros em Ação. Desses, cinco foram selecionados: Preparando o Amanhã, da Associação Vida Nova (São Leopoldo-RS); Educação para Deficientes Visuais, da Casa José Eduardo Cavicchio - CAJEC (Taboão da Serra-SP); Impressão de Livros em Braille, da Fundação Dorina Nowill; Educação Ambiental, do Arrastão (SP-SP); e Projeto Alicerce, do Instituto Social Maria Telles (SP-SP). Os projetos que receberam investimentos do Santander Banespa beneficiam centenas de crianças e adolescentes de baixo poder aquisitivo. A seleção é semestral e podem ser inscritos projetos de até R$ 50 mil. De forma abrangente, o Santander Banespa, por meio de sua área de Responsabilidade Social, visa beneficiar projetos que possam contribuir com o desenvolvimento socioeconômico e ambiental, favorecendo a melhoria da qualidade de vida da comunidade e da sociedade.
Na Argentina, mais de 376 mil adolescentes estão fora da escola Cerca de 376,3 mil adolescentes de 12 a 17 anos não vão à escola na Argentina, segundo dados do Ministério da Educação. O levantamento revela que a evasão escolar entre 2003 e 2004 alcançou 1,8% da primeira à sexta série, 8,4% da sétima à nona série e 15,5% no segundo grau. Tucumán Fonte: Andi (Clarín, pág. 47; La Gaceta - Tucumán, edición digital - 26/2) |
| Segunda-feira, 6 de março de 2006. |
| USP
cria cátedra inédita no Brasil
No próximo dia 8 de março, a reitora da Universidade de São Paulo (USP), Suely Vilela, e o secretário-geral do Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD), Christian Bode, assinarão o convênio de criação da Cátedra Von Martius de Estudos Alemães e Europeus. Será a primeira do gênero em uma universidade brasileira. Ministrada por professores visitantes alemães, a cátedra oferecerá a estudantes, principalmente de pós-graduação, e pesquisadores a oportunidade de aprofundar seus conhecimentos em política, economia, cultura e história alemã e européia, além de abrir caminho para um futuro centro de estudos europeus. A cátedra leva o nome do alemão Carl Friedrich Philipp von Martius que, em 1871, integrou uma missão científica bávara. Em três anos, viajou de São Paulo à Amazônia, onde coletou materiais para estudo. De volta à Alemanha, publicou Flora Brasiliense, obra com 15 volumes e três tomos, com os relatos sobre a viagem, a geografia e os costumes da população. A cerimônia, que terá início às 14h, contará com a presença do cônsul geral da Alemanha em São Paulo, Hubertus Von Morr, além de reitores de universidades alemãs e representantes do DAAD. O evento será realizado no auditório da Casa de Cultura Japonesa, localizado à Avenida Lineu Prestes, 159, Cidade Universitária, em São Paulo. Fonte:
Assessoria de Imprensa da USP Ministro da Educação defende mudanças na Educação Pública Em entrevista à revista Carta Capital, o ministro da Educação, Fernando Haddad, fala sobre as propostas em tramitação no Congresso Nacional que alteram a educação pública no país: a criação do Fundeb e a adoção de cotas nas universidades. Enquanto o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) prevê um aumento de recursos para as escolas e um maior comprometimento da União com a educação infantil e básica, a proposta de reserva de vagas nas universidades federais abre as portas de todos os cursos, inclusive dos mais elitizados, a grupos desprivilegiados em termos educacionais, econômicos e sociais. "Tenho certeza de que a educação será uma prioridade nacional, tanto quanto foi a democratização e a estabilização da inflação", defende Haddad. Segundo o ministro, onde quer que se tenha implementado uma política de reserva de vagas, o desempenho acadêmico dos alunos que ingressaram por esse mecanismo não é inferior ao desempenho daqueles que entraram pelo mecanismo tradicional. "Isso se verifica tanto nas 11 universidades federais que têm políticas afirmativas, de reservas de vagas, quanto no ProUni (programa federal de oferta e financiamento de vagas em universidades privadas)", argumenta. Sobre o Fundeb, o ministro afirma que a União vai investir quase dez vezes mais do que se aplica no atual Fundef. "Mas o fundo precisa ser acompanhado por um conjunto de ações. Estendemos, por exemplo, a merenda escolar à educação infantil, além de garantir a oferta do livro didático também ao ensino médio", explica. Números Fonte:
Andi (Revista Carta Capital, Flávio Lobo, 01/03/2006) ProJovem abre inscrições no dia 13 Do dia 13 próximo até 3 de maio, estudantes de 18 a 24 anos de idade que terminaram a quarta série, mas não concluíram o ensino fundamental e nem têm emprego formal podem se inscrever no Programa Nacional de Inclusão de Jovens (ProJovem). O curso, de um ano, proporcionará a conclusão do ensino fundamental, o aprendizado de uma profissão e o desenvolvimento de ações comunitárias, além do incentivo mensal de R$ 100. Os alunos terão, ao longo dos 12 meses, aulas das disciplinas próprias do ensino fundamental e de língua inglesa, informática básica e qualificação profissional inicial adequada às oportunidades de trabalho de sua cidade. Durante o curso, também prestarão serviços comunitários. Para receber o incentivo mensal de R$ 100, terão de cumprir pelo menos 75% da freqüência às aulas e demais atividades previstas. A meta do governo é formar 200 mil alunos de todas as capitais e do Distrito Federal ainda este ano - cerca de 94 mil estudantes já estão em sala de aula. Em agosto, as primeiras turmas de formandos receberão os certificados de conclusão do ensino fundamental e de formação profissional inicial. Para esta nova etapa de inscrições, a expectativa é inserir mais de cem mil candidatos. As profissões oferecidas foram escolhidas pelas prefeituras conforme as necessidades do mercado local. São quatro em cada capital, definidas a partir de um elenco de 23 áreas profissionais propostas pelo Governo Federal. O ProJovem é executado pela Secretaria-Geral da Presidência da República, em parceria com as prefeituras e participação dos ministérios da Educação, do Trabalho e Emprego e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. As inscrições podem ser feitas pela central de atendimento 0800 642-7777. Fonte: Imprensa MEC (Sandro Santos) |
| Sexta-feira, 3 de março de 2006. |
| Escola
de Aplicação da USP abre sua primeira sala de ensino fundamental
de nove anos
Paredes pintadas, carteiras e armários novos, lousa ajustada. No início das aulas, a Escola de Aplicação da Faculdade de Educação da USP (FEUSP) tem uma novidade: sua primeira sala de ensino fundamental de nove anos. 1ªEF9 é a classe pioneira que atende à demanda pela inserção de crianças de seis anos na educação formal. A promulgação da lei que amplia o ensino fundamental em um ano estabelece novos desafios para as escolas, que devem se adequar à recepção e à educação de alunos mais jovens com especificidades de tratamento. Já em sua recepção, os caçulas do ensino fundamental requerem cuidados especiais que vão desde o tamanho do mobiliário à metodologia de ensino. De início, percebe-se grandes diferenças na sala 1ªEFA. A sala mais colorida abriga carteiras menores, arranjadas em pequenos semicírculos. Nas paredes, os varais são lugares para os trabalhos escolares dos pequenos, criando sua identidade com o novo espaço. Armários e lousa rebaixados são ladeados pela biblioteca de leitura. Todo o ambiente parece promover a integração entre os alunos. "Apesar de estarem inseridos no ensino fundamental, eles ainda são crianças. E para crianças nessa idade a atividade pedagógica é brincar", explica a Coordenadora Pedagógica do 1° Ciclo, Luciana Sedano. O projeto busca construir um programa pedagógico conveniente à nova realidade. Dessa forma, usa em suas bases uma mescla entre as referências nacionais para o ensino infantil e o projeto de alfabetização esperado nos primeiros anos do fundamental. Na sala de aula, isso significa privilegiar as atividades lúdicas com fins educativos, dando ênfase à autonomia da criança. "A criança deve ter a liberdade de fazer escolhas, aprender a pegar suas coisas e devolver no local indicado. Não ficar apenas esperando que o professor lhe entregue as coisas na mão", ratifica Tizuko Kishimoto, docente do Departamento de Metodologia do Ensino da FEUSP. Junto das atividades lúdicas figura o letramento, uma atividade diferente da alfabetização por colocar a criança em contato com a língua sem a prática da cópia. O trabalho é feito com leitura em sala e "contação" de histórias, o que faz da biblioteca um espaço primordial dentro da classe. Com esse processo, a expectativa é de que as crianças cheguem à alfabetização de uma maneira muito mais natural, devido à prévia experiência com textos elaborados. Outros professores Como colaboradores educacionais estão os pais, e sua participação no processo é ponto de destaque. A Escola de Aplicação tem uma proposta de parceira com os pais, e, com esse intuito, foram criados locais de representação dentro da instituição educacional, que faz questão da presença dos genitores desde a entrada da criança na escola. "Um pai parceiro é um pai que confia na escola e passa essa confiança para o filho", conclui Luciana Sedano. Fonte:
USP Online (Cristiane Capuchinho) Medo da violência provoca aumento da obesidade em crianças, diz estudo Crianças que vivem em áreas consideradas menos seguras pelos pais têm quatro vezes mais probabilidades de se tornarem obesas do que aquelas que moram em bairros considerados mais seguros. A conclusão é de um estudo da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, que analisou dados de 768 crianças em dez regiões urbanas e rurais no país. De acordo com os estudiosos, essa relação não é afetada por outros fatores, como formação cultural, estado civil das mães, atividades extracurriculares das crianças ou grupo étnico. No estudo, os pesquisadores pediram aos pais que respondessem questionários sobre quão segura eles consideravam a área onde moravam, quando as crianças tinham seis anos. A partir dos questionários, o grupo foi dividido em quatro, indo dos que se sentiam mais seguros aos que mais sofriam com a insegurança. Os cientistas descobriram que 17% das crianças do primeiro grupo (maior percepção de insegurança) estavam acima do peso. No segundo, os obesos contavam 10% das crianças. No terceiro, eram 13% e no último, de crianças que moravam em regiões consideradas mais seguras pelos pais, apenas 4%. De acordo com Julie Lumeng, uma das cientistas envolvidas na pesquisa, essa relação pode passar pelas mudanças na educação dada pelos pais de acordo com a percepção de segurança. "Na tentativa de proteger seus filhos, os pais não só diminuem a atividade física que ocorre naturalmente, ao se brincar na rua, como, indiretamente, aumentam a probabilidade de atividades sedentárias ligadas a ficar em casa, como ver televisão." Fonte:
Andi (Jornal de Brasília, 02/03/2006) Professores serão capacitados para prevenir o uso de drogas Para prevenir o uso de drogas entre os alunos, o Ministério da Educação, em parceria com a Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), criou um curso para capacitar cinco mil profissionais de ensino, como professores, técnicos e diretores de escolas. A coordenadora de Capacitação e Formação de Programas em Educação da Secretaria de Educação a Distância (Seed/MEC), Ângela Martins, explica que é preciso preparar os educadores para enfrentar essa realidade. "É importante fazer uma reflexão do tema, para subsidiar a prática pedagógica do professor. Isso o auxilia a lidar com os alunos, pois muitas vezes são vitimas e não sabem a quem recorrer". Mais de 50% dos jovens que já usaram ou usam drogas estão atrasados na escola pelo menos um ano em relação à série considerada ideal. O índice cai para 33% entre os estudantes que não consomem drogas. Os dados são de uma pesquisa da Senad e do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas. O levantamento, feito com mais de 48 mil alunos da rede pública, revelou que o álcool é a droga lícita com maior consumo entre os estudantes. De acordo com o estudo, os alunos também fazem uso com freqüência de cigarro, solvente, energéticos, ansiolíticos e anfetaminas. Das sete drogas preferidas pelos adolescentes, só uma é ilícita: a maconha. O curso de Prevenção ao Uso Indevido de Drogas é realizado desde o ano passado, a distância, em parceria com a Universidade de Brasília (UnB). São materiais impressos e vídeos transmitidos pela TV Escola. Ao final do curso, os professores devem criar um programa de prevenção para ser desenvolvido na escola. O projeto atende a rede pública, da quinta à oitava série do ensino fundamental. Este ano, a previsão é de formar 20 mil profissionais a partir do segundo semestre. Os professores são indicados pelas secretarias de educação. Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MEC |
| Quinta-feira, 2 de março de 2006. |
| Comissão
aprova mudança de idade para contratar jovem
A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou no dia 21/02 o Projeto de Lei 3835/04, do Senado, que altera de 14 para 16 anos a idade para contratação trabalhador. Segundo o texto, jovens com menos de 16 anos só poderão trabalhar na condição de aprendizes e terão assegurado o pagamento mensal de um salário mínimo. De iniciativa do senador Paulo Paim (PT-RS), o projeto altera os artigos 60 e 64 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A relatora do projeto na comissão, deputada Almerinda de Carvalho (PMDB-RJ), argumenta que os artigos do estatuto contrariam as regras instituídas na Constituição e na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Para ela, as alterações sugeridas pelo projeto eliminam essas falhas, "uniformizando as regras sobre o trabalho do menor e ao mesmo tempo promovendo a harmonia dos textos legislativos". A parlamentar ainda lembra que o projeto substitui a garantia de bolsa de aprendizagem pelo direito a receber um salário mínimo. O projeto, que tramita em caráter conclusivo e em regime de prioridade, segue para as comissões de Trabalho, Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Fonte:
Agência Câmara Mil escolas estaduais de São Paulo receberão balcão térmico em 2006 As diretorias de ensino da Secretaria de Estado da Educação de São Paulo receberam, recentemente, por meio de videoconferência, orientação sobre a utilidade de balcões térmicos nas unidades de ensino da rede estadual. O uso desses equipamentos, bem como a sua capacitação, faz parte do Projeto Sirva-se. Atualmente, 400 escolas estaduais já possuem balcões térmicos, com a previsão de ampliar esse atendimento para mil estabelecimentos de ensino, em 2006, o que vai beneficiar 800 mil alunos. Para 2007, a Secretaria de Educação pretende atingir três mil escolas, inserindo-as no Projeto Sirva-se, implantado em fevereiro de 2004, com a finalidade de oferecer ao estudante direito de escolha e noção de quantidade e qualidade. Fonte:
Secretaria de Estado da Educação de São Paulo Escolas ganham programa contra pichação Todas as 95 escolas estaduais de São José dos Campos (SP), incluídas as rurais, estão envolvidas no programa Pinte na Escola 2006, da Secretaria de Estado da Educação de São Paulo, que procura envolver pais, alunos e comunidade na manutenção e conservação das unidades escolares, contra as pichações nos prédios públicos. "Trata-se de programa amplo de conservação de escolas estaduais que conta com a participação direta da comunidade. Isso é importante para a manutenção das escolas, que terão cada vez mais defensores envolvidos na sua conservação", disse Cleyde Pião Ferraz, dirigente de Ensino. Segundo Cleyde, a reforma também inclui reprogramação no paisagismo em algumas escolas, que podem ter jardins e áreas verdes criadas ou recuperadas. "Quem constrói algo bonito numa escola, não vai deixar destruir", afirmou. Segundo o Estado, 4.337 escolas estaduais serão beneficiadas pelo programa. O número representa 80% das cerca de 5.300 escolas estaduais de São Paulo. Um investimento de R$ 30 milhões está sendo destinado para a compra de materiais de pintura e limpeza, como tintas, pincéis, rolos e lixas. Pelas regras do programa, cada unidade de ensino define a aplicação do repasse, que pode ser utilizado em material de pintura ou em pequenos reparos na estrutura física das escolas, com valor variando de R$ 4.000 a R$ 7.900. Os critérios para definição do repasse foram o tamanho da escola e o número de alunos. Fonte: Secretaria de Estado da Educação de São Paulo |
| Quarta-feira, 1° de março de 2006. |
| Melhores
projetos de cidadania realizados por escolas do ensino médio de São
Paulo recebem o Prêmio Construindo a Nação
Os dez melhores projetos de cidadania realizados em 2005 por estudantes e professores de 240 escolas do ensino médio, que contribuíram para a melhoria de vida de centenas de comunidades e municípios do Estado de São Paulo, serão premiados no próximo dia 9 de março durante a cerimônia do Prêmio Construindo a Nação. Esse prêmio tem como objetivo estimular a prática da cidadania nas escolas. A premiação é uma iniciativa do Instituto da Cidadania Brasil, realizada em conjunto com a Sony do Brasil e a Fundação Volkswagen. Neste ano, o prêmio conta também com a parceria da CNI - Confederação Nacional das Indústrias, para levar a iniciativa a outros Estados. O evento terá a presença de autoridades públicas e apoiadores da iniciativa privada: Arno, Fundação Cásper Líbero, Canal Comunitário e Centro de Integração Empresa Escola - CIEE. A entrega do prêmio será realizada na Sala São Paulo, na Estação Júlio Prestes. Prêmio Construindo
a Nação - 5 anos
Bolsistas do ProUni receberão auxílio de R$ 300 Os alunos do Programa Universidade para Todos (ProUni) que estudam em regime de turno integral receberão uma bolsa-permanência no valor de R$ 300. A medida foi publicada na última sexta-feira, 24/02, no Diário Oficial da União, pela Portaria nº 569. A bolsa será concedida exclusivamente para custeio de despesas educacionais aos estudantes matriculados em cursos de Agronomia, Ciência da Computação, Enfermagem, Engenharias, Farmácia, Fisioterapia, Informática, Medicina, Odontologia e Veterinária. A medida é mais um passo na consolidação do ProUni. Mesmo com a bolsa integral, muitos jovens têm dificuldade para se manter na universidade por arcar com transporte, alimentação e material didático. "Mais importante do que o acesso é garantir a permanência. Por isso nos preocupamos com aqueles jovens que não podem conciliar o trabalho com o estudo em razão dos cursos, que exigem dedicação integral", explica o secretário executivo do MEC, Jairo Jorge. O processo de seleção para a bolsa será realizado semestralmente, em janeiro e junho. É proibida a acumulação da bolsa-permanência com outras mantidas com recursos públicos de qualquer esfera jurídica. Os estudantes beneficiados em um mesmo processo seletivo disputarão a bolsa com base na nota obtida no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Todos os procedimentos para a concessão de bolsas serão efetuados pelo coordenador do ProUni, em cada instituição. A verba para custear a ação da bolsa-permanência será remanejada internamente, com os próprios recursos do ministério, sem causar prejuízo a outros programas. Fonte:
Imprensa MEC (Sandro Santos) Ministério divulga classificação do Pró-Licenciatura O Ministério da Educação divulgou na sexta-feira, 24/02, a classificação final dos cursos de licenciatura para professores da rede pública de ensino. Os cursos são de formação inicial para professores do ensino médio e das séries finais do ensino fundamental, que não têm formação exigida por lei. A lista traz a classificação dos projetos por disciplina e as instituições de ensino superior que participarão do programa Pró-Licenciatura, do MEC. A Portaria nº 7, de 22 de fevereiro de 2006, publicada no Diário Oficial da União, foi assinada em conjunto pelas secretarias de Educação Básica (SEB/MEC) e de Educação a Distância (Seed/MEC). "O próximo passo é a adesão dos Estados e municípios ao programa, para que os professores desses sistemas de ensino possam participar", explica o secretário de Educação Básica, Francisco das Chagas Fernandes. Os cursos serão oferecidos na modalidade a distância. Estão previstas atividades presenciais, como avaliação, práticas em laboratórios de ensino e estágio docente. A duração dos cursos será equivalente aos presenciais. Bolsas As instituições serão convocadas pelo MEC/FNDE para análise da adequação financeira do projeto e dos respectivos planos de trabalho. Mais informações sobre o programa podem ser obtidas na página eletrônica da SEB. Fonte: Imprensa MEC (Heloisa d'Arcanchy) |
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