Ouro Fino ajuda na profissionalização de alunos especiais



Com o aumento da produção no início de 2004, a Ouro Fino, empresa 100% brasileira que atua no segmento de medicina veterinária, dobrou de seis para doze o número de alunos na oficina montada dentro do Centro de Educação Especial Egydio Pedreschi, em Ribeirão Preto (SP). A empresa apóia o trabalho da instituição há mais de seis anos com a contratação de ex-alunos na linha de produção e mantém em funcionamento, dentro da escola, uma oficina onde são dobradas bulas de medicamentos veterinários.


A Ouro Fino ainda destina mensalmente uma contribuição financeira para a escola Egydio Pedreschi, que é distribuída para os familiares dos alunos portadores de necessidades especiais, como deficiência mental, física e sensorial. A instituição municipal garante a crianças e adultos o acesso à escola e os prepara para a integração social e para o mercado de trabalho. Nos 13 anos de funcionamento, cerca de 40 alunos já foram empregados formalmente por empresas.

De acordo com o gerente de operações industriais, Gilberto Graner Mielle, que coordena o trabalho dos alunos especiais na Ouro Fino e orienta o projeto na escola, todos os colaboradores especiais da empresa são muito eficientes. "Eles são concentrados, executam as tarefas com muita rapidez e estão totalmente integrados ao dia-a-dia da empresa. Todos os colegas entendem e respeitam essa condição especial, além de contribuírem para o bom desempenho deles", explica o gerente.

No setor de acabamento da Ouro Fino, eles realizam as mesmas atividades de todos os colaboradores. Na oficina da escola Egydio Pedreschi, os alunos dobram bulas, colam adesivos em embalagens e moldam plástico bolha que serve de proteção para os produtos. Todo o trabalho é acompanhado por profissionais especializados.

Segundo a terapeuta ocupacional da escola, Maria José Mura, os alunos envolvidos nesse trabalho se sentem muito estimulados e valorizados, pois sabem que estão fazendo uma ação importante para a empresa e que estão sendo reconhecidos por isso. "Eles sentem exatamente como é o mercado de trabalho e sabem que precisam fazer cada vez melhor para se destacar", afirma. A terapeuta ainda aponta que essa parceria vem melhorando o desempenho dos jovens na escola e no ambiente familiar

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