Escola de Itu valoriza a cultura regional

 

Foto retirada do site http://cei.edunet.sp.gov.br/paginas/servicos/noticias_itu_rvh.htmValorizar a cultura da região e os conceitos ministrados em sala de aula por meio da contextualização é o objetivo principal do projeto Revivendo a história, repensando a vida.

Implantado na Escola Estadual Regente Feijó, localizada no centro da cidade de Itu, em São Paulo, o projeto atende alunos de ensino fundamental e médio de classe média e baixa, boa parte oriunda da área rural. Desenvolvido em parceria com a Fazenda Capoava, Diretoria Regional de Ensino e o Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), desde 2001, o projeto percebe o aluno como elemento que interage com o conteúdo aplicado pelos professores.

O projeto parte de eixos como: conhecendo a cidade, roteiro do bandeirante, profissional vem à escola, meio ambiente, teia alimentar, heredograma (representação gráfica da história familiar de um indivíduo, pela qual se comprova o aparecimento de moléstia hereditária), saneamento básico e água. No início, atendia apenas alunos da 6ª série e hoje envolve outras séries. “Antes, utilizávamos apenas o espaço da Fazenda Capoava; mais tarde descobrimos a necessidade de ampliar, passando a explorar o ambiente da própria escola, da comunidade ao redor e de outros espaços dentro do Estado de São Paulo”, explica a coordenadora pedagógica do projeto, Eliana de Toledo Almeida.

Até o momento, a visita à Fazenda Capoava, de origem bandeirante, que passou pelos ciclos das culturas de açúcar e do café, localizada a 20km de Itu, continua sendo feita pelos que cursam a 6ª série. Na fazenda, eles aprendem noções de folclore, pluralidade cultural, tropeirismo e fazem trilhas. O conhecimento adquirido também enriquece o aprendizado de matemática, português, biologia, história, geografia e outras disciplinas. Os alunos de outras séries visitam o centro histórico de Itu, vão a museus na capital paulista e em outras cidades próximas, exploram a trilha dos bandeirantes em Santana do Parnaíba e Porto Feliz, entre outras atividades.

Eliana Almeida afirma que o projeto mudou estudantes e professores. Além de desenvolver a observação e leitura como meios de coleta de dados, os alunos passaram a confrontar explicações dadas nas salas de aula, tornando-se mais críticos, melhoraram a capacidade de interpretar textos e adquiriram grande conhecimento da história pessoal e dos antepassados. “Os mais indisciplinados na escola passaram a se comportar melhor nas aulas externas, e o professor passou a prestar atenção na forma pela qual o aluno aprende mais”.Outro dado importante é que os estudantes melhoraram o desempenho nas provas do Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp), aplicado pela Secretaria Estadual de Educação.

Aline Barreira da Silva, 16 anos, aluna do 1º ano do ensino médio, disse que ela e os colegas gostaram muito dessa nova prática de ensino. “Melhorou muito, pois saímos do tédio da sala de aula para uma experiência mais envolvente”.Rafael Mazzuco, de 15 anos, destacou que o conhecimento não fica apenas na imaginação, como acontece no ambiente escolar, tornando-se mais prático e mais fácil de assimilar. Já Rafaela de Oliveira Reis, 13 anos, da 7ª série, ressalta que “além de ficar sabendo sobre nossa cultura, a gente aprende vendo, o que significa que aprendemos melhor”.

Fonte: Assessoria de Imprensa do MEC (Vilany Kehrle)

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