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Real restaura patrimônio histórico Programa capacitou 20 jovens em restauração de patrimônio histórico e coordenou a recuperação de capela construída em 1769 A Estância Turística de São Luis do Paraitinga, em São Paulo, tem pouco mais de 10 mil habitantes e está entre os municípios mais pobres do Estado. Apesar disso a cidade este em festa. Motivos para comemorar não faltam. A Capela da estância, construída em 1769 em homenagem à padroeira, Nossa Senhora das Mercês, foi totalmente restaurada por jovens do próprio município, com recursos do Amigo Real, programa dos funcionários do ABN AMRO REAL, criado há dois anos para apoio a projetos que promovam os direitos da criança e do adolescente. O programa repassou cerca de R$ 54 mil ao Município e possibilitou a criação da Oficina Escola de Artes e Ofícios de São Luiz do Paraitinga, para profissionalização de jovens em preservação, restauração e revitalização de bens móveis e imóveis de patrimônio histórico-cultural. A formatura da primeira turma capacitada pelo curso, que inclui 18 adolescentes com idade entre 16 e 18 anos, foi realizada durante a festa, dias 24, 25 e 26 de setembro, e marcou a entrega da capela, restaurada pelo grupo. O projeto da oficina despertou o interesse dos funcionários do Banco pela integração com a realidade local. O município de São Luiz do Paraitinga é uma Estância Turística que possui 90 prédios tombados pelo CONDEPHAAT (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado de São Paulo) desde 1977. Cerca de 20% da sua população possui entre 10 a 20 anos. Além de profissionalizar os participantes, o objetivo da oficina é valorizar junto à população os recursos naturais, a cultura, suas músicas típicas, seu patrimônio histórico e todo seu conjunto arquitetônico. O curso foi desenvolvido através de parceria com a Prefeitura Municipal de Santana do Parnaíba e com o SENAI de Minas Gerais, para aquisição de conhecimentos técnicos. No curso piloto, os adolescentes restauraram a capela e foram capacitados para se tornarem Mestres de Ofícios. "O projeto está totalmente em sintonia com a necessidade do local, que precisa de mão de obra especializada para manter e conservar seu patrimônio histórico e não a possui. Além disso, os jovens formados nessa primeira turma poderão continuar no projeto e ajudar na capacitação de outros grupos", explica Laura Oltramare, Superintendente de Educação e Desenvolvimento Sustentável do Banco Real. A iniciativa também ajudou a colocar recém-formados no mercado de trabalho. "Três jovens, que participaram do projeto, acabaram se ser contratados pela prefeitura para trabalhar na recuperação do mercado municipal", informou Ana Paula de Queiroz Freski, do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. Sobre o Amigo Real O Programa funciona da seguinte forma: um grupo de funcionários seleciona os estados brasileiros considerando os indicadores sociais IES - Índice de Exclusão Social e do IDI - Índice de Desenvolvimento Infantil. Os Conselhos dos Direitos da Criança e do Adolescente dos municípios elegíveis de acordo com estes indicadores são convidados a enviarem projetos que dêem prioridade à educação infanto-juvenil. Os projetos são avaliados por uma equipe de especialistas e funcionários da organização. Faz parte do processo seletivo a visita dos funcionários aos municípios pré-selecionados. A partir da escolha final dos projetos, a Organização inicia uma campanha de comunicação para divulgar os projetos selecionados e incentivar a participação de seus funcionários. Para isso, o banco cria meios que facilitem a destinação de recursos. No ano passado, por exemplo, adaptou sistema de informática e antecipou recursos financeiros. O Amigo Real não se esgota no direcionamento de recursos. Ao longo do ano o acompanhamento e monitoramento dos resultados dos projetos vem sendo realizado em três encontros regionais, nos quais 84 representantes dos Conselhos Municipais dos Direitos da Criança do Adolescente são capacitados e orientados para a implantação dos projetos. Tudo isso para avaliar em que medida os recursos destinados/doados propiciam uma efetiva melhoria da situação das crianças e adolescentes nos municípios apoiados. |
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