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Consultoras
Natura serão agentes de educação do Programa Crer
para Ver/ EJA
"As consultoras são pessoas que atuam em todo o país e podem contribuir de forma decisiva para começarmos a mudar este quadro, que talvez seja a principal causa de exclusão social do país. Sem o certificado do ensino fundamental é muito difícil conseguir qualquer emprego, e estamos falando de 70 milhões de pessoas!", explica Nelmara Arbex, Gerente de Responsabilidade Corporativa da Natura. "Elas se transformarão em importantes agentes mobilizadores. Como estão próximas da comunidade, têm facilidade em identificar os potenciais alunos para as turmas de EJA e podem sensibilizá-los a fazer a matrícula na escola", completa. Para que as consultoras possam orientar corretamente os potenciais alunos, a Natura e a Fundação Abrinq formaram um banco de dados com 8.606 escolas de todo o País nas quais são oferecidas a EJA. A lista completa da distribuição das escolas por estados e municípios está disponível no site www.fundabrinq.org.br/crerparaver ou pode ser consultada na Central de Atendimento do Crer para Ver pelo telefone 0800. 703 0444. Quando a matrícula for efetivada, as consultoras preencherão e enviarão para a empresa um documento, assinado pela diretoria da escola, indicando que aquele aluno foi matriculado na escola por uma consultora da Natura. Desta forma, serão fornecidas informações importantes para o monitoramento do programa, como o número de alunos matriculados por meio do Crer para Ver, as escolas participantes e a distribuição regional. "Quando contei sobre o projeto para as consultoras, elas adoraram. O mais interessante é que algumas se interessaram pelo programa como uma forma de elas próprias voltarem a estudar. Realmente, é um grande incentivo, tanto para as consultoras que estão dispostas a ajudar, quanto para os jovens e adultos que elas incentivarão a retornar à escola", explica Soledade Gomes, promotora da Natura em São Paulo e coordenadora de pelo menos 550 consultoras. A fase piloto do projeto - realizada em três cidades, entre elas Goiás (GO) - comprovou este interesse. Lá a consultora Tatiane Ferrreira Borges Bueno organizou cerca de 70 pessoas em seu bairro que queriam voltar a estudar, porém a escola local não tinha o programa de Educação de Jovens e Adultos. Desde então, ela está se organizando e negociando com a secretaria de educação local o acesso à escola em seu bairro. Outra ação importante do programa é o Prêmio Crer para Ver - Inovando a EJA, a ser entregue no segundo semestre de 2005, voltado para professores e escolas da rede pública que já desenvolvem projetos inovadores, fortalecem a qualidade do ensino, a autonomia dos alunos e o envolvimento da comunidade escolar em prol da ampliação e melhoria da EJA. Serão premiados cinco projetos na categoria Professor e outros cinco projetos na categoria Escola - um de cada região geográfica do país. Os professores ganham um pacote turístico-cultural, com direito a acompanhante, cujo objetivo é permitir que eles entrem em contato com outras realidades, ampliando seus horizontes culturais. Na categoria Escola serão oferecidos recursos no valor de até dez mil reais para investimento no aprimoramento ou ampliação do projeto premiado. Mais informações sobre inscrições podem ser obtidas no site www.fundabrinq.org.br/crerparaver. O Programa Crer para Ver foi criado há nove anos, com o objetivo de atuar na melhoria da educação pública brasileira. Em sua primeira etapa, teve foco em crianças e atingiu cerca de 900 mil alunos, em 21 estados brasileiros. Nesta nova fase, lançada em agosto deste ano, ampliará sua atuação para educação de jovens e adultos que não concluíram o ensino fundamental (1ª a 8ª séries). As consultoras sempre tiveram papel fundamental no Crer para Ver e demais projetos sociais desenvolvidos pela Natura. Com a força de trabalho delas são arrecadados recursos para a sustentabilidade do programa, por meio da venda da linha de produtos Crer para Ver (veja mais informações abaixo). De outubro de 1995 a dezembro de 2003, foram arrecadados e investidos cerca de R$ 15 milhões. Em 2004, a meta é atingir R$ 2,5 milhões. |
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