|
Campanha
Vivaleitura divulga projeto da alfabetização solidária O projeto Incentivo à Leitura, criado pela Alfabetização Solidária com o objetivo de estimular a leitura entre os jovens e adultos e auxiliar no processo de alfabetização de alunos de vários municípios brasileiros, já integra a programação da campanha Vivaleitura no Brasil. Resultado de esforços dos ministérios da Educação e da Cultura dos países da América Latina, Espanha e Portugal, a iniciativa consagra 2005 como o Ano Ibero-Americano da Leitura. A parceria entre governos, setores privados e sociedade civil de 21 países quer despertar nos estudantes maior interesse pelos livros, trabalhando a partir do conceito de que leitura e escrita são importantes ferramentas de inclusão social, cultural e econômica. Vivaleitura Peças publicitárias na TV e no rádio, congressos, fóruns, seminários, feiras, rodas de leitura, capacitação de agentes de leitura e outros eventos também promoverão, nas várias regiões do país, o conceito, o nome brasileiro da campanha (Vivaleitura) e o logotipo do livro aberto à espera do leitor. A programação inclui caravanas de escritores que visitarão as comunidades, passando por faculdades, escolas, feiras de livros, bibliotecas públicas e acampamentos rurais brasileiros. Além de falar de leitura, os escritores se aproximarão de seu público, abordando temas como literatura e processo criativo das obras literárias. A campanha quer estimular também a abertura de bibliotecas e livrarias e promover o apoio a editores. O coordenador do Plano Nacional do Livro e Leitura do Ministério da Educação, Galeno Amorim, confirma que a Vivaleitura será realizada durante todo o ano, ressaltando a desoneração fiscal do livro, assinada pelo presidente Lula em dezembro de 2004, como a primeira grande conquista do projeto, que visa aumentar em 50% o índice de leitores no Brasil. O Ano Ibero-Americano da Leitura é coordenado pela Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI), pelo Centro Regional para o Fomento do Livro na América Latina e Caribe (Cerlalc), pela Unesco e por governos dos países da região. O projeto da Alfasol O princípio de operação do projeto Incentivo à Leitura consiste na doação de um acervo inicial de cerca de 200 livros aos municípios atendidos pela entidade. O projeto conta, na maioria das vezes, com apoio de empresas que contribuem com verba ou doação de livros, de universidades (como a Estácio de Sá, no Rio de Janeiro) e de associações. A Alfasol tem grandes parceiros nessa empreitada: a rede de supermercados Extra, arrecadadora de livros usados que renderam cerca de 815 acervos; a Associação Biblioteca Cidadã, que doou cerca de 90 mil livros; e a rede de livrarias Nobel, que reverterá para o projeto 50% do montante levantado com a venda de duas obras até 2006. Os acervos organizados e distribuídos pela Alfasol têm frutificado na montagem de bibliotecas em várias cidades. Até o final de 2004, o projeto contava com cerca de cinco mil acervos, distribuídos a quase dois mil municípios brasileiros. A Alfabetização Solidária é uma organização não-governamental, sem fins lucrativos e de utilidade pública, que adota um modelo de atuação simples, inovador e de baixo custo. Desde 1997, a Alfabetização Solidária atendeu a 4,9 milhões de brasileiros em 2.066 municípios. Para tanto, atua em parceria com 166 empresas e 209 universidades, que já capacitaram mais de 210 mil alfabetizadores. Esses números e méritos lhe valeram, em maio de 2004, o Prêmio de Alfabetização Rei Sejong, concedido pela Unesco aos três projetos mais bem-sucedidos do mundo na área de alfabetização de adultos. |
|
|
|
|||