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Baixa
visão causa evasão escolar Em sua segunda edição, projeto social associa desenvolvimento cultural à doação de consultas médicas e óculos para reduzir a evasão escolar e prevenir a ambliopia. A deficiência visual está na novela, nos filmes e também na vida real, dificultando a integração de 4 milhões de pessoas no mundo, de acordo a Organização Mundial de Saúde (OMS). No Brasil, segundo o Ministério da Educação, a baixa visão é a maior causa da evasão escola. Responde pela exclusão social de 22,9% dos estudantes do ensino fundamental público do país, conforme levantamento do programa Alfabetização Solidária. Em Campinas, o secretário de Educação, Hermano Tavares, informa que a evasão escolar anual na rede municipal de ensino fundamental é de 3%, o que corresponde a 870 dos 29 mil alunos matriculados. Os levantamentos demonstram que a dificuldade de enxergar é uma questão de saúde pública responsável por alto índice de exclusão social. Para reduzir o problema, a Fundação Penido Burnier, braço social do Instituto Penido Burnier, firma convênio com a prefeitura de Campinas dia 4 de outubro, na Estação Cultura, quando lança a segunda edição do Mais Visão. Pelo segundo ano consecutivo o projeto social conta com o patrocínio do Instituto Varilux da Visão, Transitions e Tecnol. O Mais Visão conta ainda com o apoio do laboratório Campilentes na montagem dos óculos e da Transurc, que está oferecendo 25 ônibus para transportar as crianças nas duas primeiras fases do projeto (triagem visual e consultas médicas). Este ano, 876 crianças com idade entre 6 e 8 anos matriculadas em 21 escolas municipais recebem consultas médicas da Fundação Penido Burnier, lentes com proteção ultravioleta do Instituto Varilux da Visão e Transitions e armações da coleções infantis produzidas pela Tecnol. Triagem visual
é completa e agrega feira cultural Queiroz Neto destaca que o Mais Visão tem caráter preventivo, pois nossos olhos se desenvolvem até os 8 anos de idade, e exames oftalmológicos feitos nesse período evitam a ambliopia ou "olho preguiçoso". O problema acontece quando a criança enxerga bem só de um olho ou é estrábica. Se não for tratado na infância, ressalta, aumenta o risco de visão subnormal para o resto da vida. O projeto agrega, durante a triagem, que acontece na Estação Cultura de 4 a 7 de outubro, das 10h às 15h30, uma feira cultural de artes circenses. Dirigida por Luiz Medeiros, criador do palhaço Girassol e do Espacirco (Espaço de Pesquisa em Artes Circenses) do departamento de Artes Cênicas da UNICAMP (Universidade Estadual de Campinas), a feira cultural tem como proposta entreter as crianças durante a triagem e desenvolver workshops em que serão convidadas a vivenciar o mundo do circo. De acordo com os organizadores, o objetivo é associar cultura, educação e saúde para oferecer condições favoráveis ao desenvolvimento de habilidades que podem estar adormecidas e fazer uma grande diferença no desenvolvimento das crianças. A plataforma da Estação Cultura terá uma área transformada em um picadeiro de circo onde as crianças participarão dos workshops, terão contato com artistas circenses e com elementos das artes cênicas como figurinos, trapézio e malabarismo. Todo o trabalho será desenvolvido para criar de forma lúdica a consciência da importância da visão entre os participantes. Queiroz Neto estima que cerca de 250 crianças sejam encaminhadas para consulta, índice maior do que os 20% com problema de visão apontado pelo CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia), porque muitas podem apresentar outros problemas de visão que não estão relacionados à necessidade de usar óculos. As crianças escolhem as armações na Fundação Penido Burnier, e o projeto é finalizado com a entrega dos óculos. |
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