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Projetos
de São Paulo disputam final do Prêmio Fundação
Banco do Brasil de Tecnologia Social Educação e preservação ambiental são o foco das soluções sociais propostas Três projetos sociais paulistas são finalistas da edição 2005 do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social. A premiação, uma iniciativa da Fundação em parceria com a Petrobras, identifica e seleciona soluções efetivas de transformação social. Aplicadas com sucesso em determinadas comunidades, essas soluções sociais podem ser reaplicadas em escala em outras regiões do país. O Prêmio também tem o apoio da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) e da empresa de auditoria PricewaterhouseCoopers. Um total de 40 tecnologias, selecionadas entre 658 inscritas, disputam oito prêmios no valor de R$ 50 mil cada - um por região do país e três nas áreas de Educação, Direitos da Criança e Recursos Hídricos. "Os projetos de São Paulo são exemplos da diversidade de soluções possíveis para os problemas sociais do País", afirma o presidente da Fundação Banco do Brasil, Jacques Pena. Os vencedores serão anunciados no dia 24 de novembro, em São Paulo. A lista das 105 tecnologias certificadas pelo júri, incluindo as finalistas, estão disponíveis no site www.fundacaobancodobrasil.org.br. Das tecnologias paulistas, duas são de preservação ambiental. O Café com Floresta, projeto do Instituto de Pesquisas Ecológicas (Ipê), em assentamentos da reforma agrária no Pontal do Paranapanema, tem como objetivo promover a adesão de técnicas de cultivo ambientalmente adequadas e altamente produtivas. As famílias assentadas são incentivadas a alternar o plantio do café com o cultivo de milho, mandioca, feijão, abóbora e outras culturas. O projeto também incentiva a substituição de insumos agrícolas por práticas agroecológicas, como composteiras e minhocário, e o abandono da queimada. A diversidade das culturas, além de ser um importante item de conservação do meio ambiente, resulta em uma variedade importante nos gêneros alimentícios consumidos pelas famílias. Educação Ambiental é o foco do segundo finalista de São Paulo. Desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em Jaguariúna, a Coleção de Educação Ambiental Cartilhas dos Jogos Ambientais da Ema tem o público infantil como alvo. O material, que já serviu de apoio durante a Campanha da Fraternidade de 2004, inclui cartilha com temas ambientais, jogos e CD. A terceira tecnologia concorrente é a Escola Ambulante, proposta pela Associação Beneficente Santa Fé. O projeto, que visa à inclusão social de crianças que vivem na rua, começa com uma pesquisa de campo para identificar o perfil das crianças e adolescentes que freqüentam determinada região e as causas delas estarem nas ruas. A escola funciona sob uma grande lona, onde as crianças participam de atividades como aulas de teatro, dança e artes. O endereço muda de tempos em tempos. Ao final de uma temporada, o que se pretende é encaminhar as crianças de volta para o convívio familiar ou, quando isso não for possível, para abrigos. |
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