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Nova
turma de programa de aprendizagem para adolescentes carentes de Araraquara Adolescentes carentes de Araraquara têm uma nova oportunidade para inserção no mercado formal de trabalho. O programa Convivência e Aprendizado no Trabalho, realizado pela ONG Centro de Atendimento ao Adolescente (CAA) e patrocinado pela concessionária Triângulo do Sol, abre uma nova turma em abril, com duração de um ano. Os 20 adolescentes selecionados para participar do programa terão carteira assinada com todos os benefícios dos demais funcionários das empresas que os contratarem e serão remunerados com base no salário mínimo/hora. O CAA foi a primeira ONG da cidade a obter aprovação do Conselho Municipal da Criança e do Adolescente (Comcriar) para desenvolver um programa de aprendizagem. Até então, somente as instituições do Sistema Nacional de Aprendizagem (Senac, Sesi, Senai) podiam oferecer esses cursos. O programa foi idealizado com base na lei número 10.097, que obriga os estabelecimentos de qualquer natureza a empregarem aprendizes numa proporção entre 5% e 15% de seu quadro de funcionários, desde que eles não exerçam função técnica ou de nível superior ou atividades impróprias para menores de 18 anos. A primeira turma do programa se formou em março, depois de um ano de aulas teóricas no Centro de Atendimento do Adolescente e experiências práticas em empresas de diversos setores. O idealizador do projeto, o juiz da vara da infância e juventude de Araraquara, Sílvio Moura Sales, explica que neste ano o projeto foi reformulado e ganhou novas atividades. "Observamos todas as etapas do programa ao longo do ano e detectados alguns pontos que poderiam ser enriquecidos. Neste ano, o programa está ainda mais completo", afirma Sales. As empresas que precisam empregar adolescentes aprendizes estão sendo informadas pela Delegacia Regional do Trabalho sobre a data de início do curso. Patrocinadora do programa desde janeiro, a concessionária Triângulo do Sol faz questão de receber aprendizes em sua empresa. "Essa é uma maneira de darmos uma oportunidade para esses jovens descobrirem seus talentos", comenta o presidente da empresa, José Renato Ricciardi. "Não fossem esses programas, alguns desses jovens poderiam até mesmo ser levados à marginalidade", completa. O programa O conteúdo teórico do programa é divido em um núcleo básico, que prevê 80 horas/aula de português e matemática, e um núcleo técnico com 300 horas /aula distribuídas nos cursos de informática, atendimento ao cliente, financeiro e faturamento, escrita fiscal, contabilidade, departamento pessoal, desenvolvimento pessoal, e reflexão e vivências. "O programa têm ênfase na área de administrativa, pois é um dos melhores campos para inserção no mercado de trabalho", explica a coordenadora Adriana Prigenzi. No decorrer do curso, a instituição será fiscalizada pelo conselho Municipal da Criança e do Adolescente, enquanto o trabalho na empresa será verificado pela Delegacia Regional do Trabalho. O processo seletivo Os adolescentes que preenchiam a esses requisitos passaram por uma prova de português e matemática com grau de dificuldade de oitava série. "Os testes procuraram principalmente verificar a capacidade de raciocínio do menor", diz Adriana. Depois da prova, os mais de 300 adolescentes inscritos passaram por uma entrevista social, na qual deviam estar acompanhados dos responsáveis e com a documentação exigida pela instituição. O resultado contemplou os menores que tiveram melhor desempenho na prova e que apresentavam condições financeiras mais desfavoráveis. |
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