Secretaria de Estado da Cultura lança projeto de inclusão social através da arte e meios de comunicação

O secretário João Batista Andrade ministrará a aula na favela de Heliópolis.

Dia 10/04, o secretário de Estado da Cultura João Batista Andrade ministrou a aula inaugural do Projeto Bem-Te-Vi, na União de Núcleos, Associações e Sociedades dos Moradores de Heliópolis e São João Clímaco. Durante o evento, o secretário abordou temas como cinema e cidadania, áreas que serão trabalhadas nas ações da ação.

Tendo como público-alvo crianças e adolescentes carentes, o Projeto Bem-Te-Vi tem o objetivo de promover a inclusão social através da arte e da utilização de meios de comunicação, chegando até a formar futuros profissionais nestas áreas. As atividades do projeto acontecerão em escolas, casas de cultura e centros comunitários, como forma de criar "ninhos" - daí o nome escolhido para a iniciativa.

Estão confirmadas, para este ano, oficinas de audiovisual (animação, documentário e ficção), rádio, jornal e teatro (criação de textos, produção e interpretação), cada uma com três meses de duração e carga horária de quatro horas semanais.

Funcionamento do Projeto
Cada "ninho" oferecerá oficinas de audiovisual (animação, documentário e ficção), rádio, jornal, teatro (criação de textos, produção e interpretação). A duração das oficinas é de três meses, com carga horária de 4 horas semanais, com 15 educandos por oficina. Todos os sábados haverá exibição e discussão de material audiovisual aberta à comunidade, podendo receber convidados. Como forma de estimular a participação nas aulas, a teoria será transmitida através de exercícios práticos. Durante as aulas, os alunos terão acesso a uma produção audiovisual mundial de qualidade, infelizmente não disponível nos canais abertos de televisão, o que as torna inacessíveis ao nosso público alvo. Dessa forma, terão oportunidade de apreciar narrativas, estéticas e técnicas diferenciadas, capazes de ampliar a visão de mundo e capacidade de reflexão sobre o mesmo.

Cada "ninho" terá um coordenador e monitores das diversas áreas (vídeo, animação, teatro) que desenvolverão as atividades locais sempre de acordo com a coordenação geral e terão seus próprios equipamentos de vídeo e áudio, além de material de consumo para as produções. Dessa forma, o "ninho" será também uma pequena "sala de espetáculos", onde a comunidade poderá assistir as produções.

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