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Mobile
Learning: educação para carregar no bolso
Com a evolução dos recursos disponíveis no celular, ele deixou de ser apenas um aparelho que realiza ligações e se tornou um canal de comunicação integrado e pessoal, onde as pessoas acessam internet, e-mails, redes sociais, além de jogos e aplicativos específicos. Tantos recursos podem ser utilizados para a aprendizagem, seja complementando o conhecimento adquirido nas escolas, como uma ferramenta agregadora, seja como um recurso de educação fora da sala de aula, despertando o interesse dos alunos, sempre com dinamismo e elementos multimidiáticos e interativos. Segundo Martín Restrepo, co-fundador do MobileMonday SP e diretor de tecnologias educacionais da Editacuja Editora, o celular pode ser utilizado como um instrumento de ensino que estimula novas descobertas nos alunos, auxilia os professores e enriquece o conteúdo acadêmico. A implantação do celular no estudo, democratiza o conhecimento, motiva os alunos e permite que os educadores inovem e proponham atividades itinerantes, diz Martín. Atualmente, algumas ações educacionais já contemplaram o dispositivo móvel para somar ao conhecimento dos alunos, incitar a troca de informação entre os colegas e complementar o conteúdo repassado pelo professor. O objetivo é fortalecer o prazer pelo estudo e permitir que o conhecimento chegue ao aluno por meio de uma tecnologia já popular para ele, possibilitando também que os professores tenham mais recursos para ensinar e gerem diferentes oportunidades para explorar assuntos diversos. O professor precisa se adequar aos novos recursos, ser arrojado e extrair disso uma aprendizagem mais completa, efetivando um conceito dinâmico, prático e futurista da educação. O intuito não é aposentar outras ferramentas, pelo contrário, é apenas agregar, reforça Martín. No ano passado, a Editacuja, em parceria com a Fundação Telefônica e o Instituto Vivo implementou um curso sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente exclusivamente pelo celular. O Aprendendo em Rede Sobre o ECA teve como público-alvo Conselheiros Tutelares de vários estados do Brasil, que puderam acessar informações sobre o Estatuto, conhecer a história da sua construção e refletir sobre boas práticas a partir de estudos de caso. Para o especialista,
democratizar o uso desse recurso deve partir das iniciativas públicas
e privadas que permitam o acesso a dados e aparelhos como smarthphones,
iphone ou palmtops com conteúdos inovadores e com a cara da juventude. |
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