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que nos mostra o Provão? Este ano, com a finalidade de esclarecer sobre o significado dos conceitos atribuídos aos cursos, o Inep decidiu enfatizar os valores absolutos de cada área. De acordo com o relatório produzido pela Instituição, "o uso dessa nova escala não tem por objetivo propor um instrumento de classificação, mas mostrar exatamente o que está sendo dito quando se anuncia que um curso tem conceito A, B, C, D ou E". Pela escala absoluta, os resultados do Exame, que teve a participação de 5.897 cursos, revelam que nenhum deles obteve média acima de 80. De acordo com a escala relativa, 14,5% obtiveram conceito A.
De acordo com o
Provão, está na Região Sul o maior índice
de cursos com conceito A ou B e o menor com D ou E: 35,3% e 20,4%, respectivamente.
No Norte, a situação é bastante diferente: dos
cursos participantes, 11,8% obtiveram os melhores conceitos e 45%, os
piores. Ficaram com conceitos A ou B 27,9% dos cursos do Sudeste, 25,1%
do Nordeste e 20,3% do Centro-Oeste.
Alunos
com menor renda familiar estão nas instituições
públicas Com uma renda familiar de até R$ 720,00, estão 26,5% dos estudantes das instituições públicas e 12,9% das privadas. "Fica evidente que nas instituições públicas é significativamente maior o porcentual de alunos com renda familiar mais baixa e, inversamente, nas privadas é maior o porcentual de alunos com renda familiar mais alta, desfazendo uma impressão generalizada de que os filhos dos ricos estudam nas instituições públicas e os filhos dos pobres nas instituições particulares", segundo o relatório produzido pelo Inep.
No grupo das 25%
melhores notas no Exame, 29,9% dos alunos têm pais com o ensino
superior completo. Nessa mesma faixa de desempenho, apenas 14,9% possuem
pais com nenhuma escolaridade. No outro extremo, no grupo onde estão
posicionadas 25% das notas mais baixas, 24,7% dos alunos têm pais
com nível superior e 37% com pais sem nenhuma escolaridade.
Acesso
à biblioteca e uso de computador também interferem na
nota No grupo das 25%
melhores notas no Exame, 29,9% dos alunos têm pais com o ensino
superior completo. Nessa mesma faixa de desempenho, apenas 14,9% possuem
pais com nenhuma escolaridade. No outro extremo, no grupo onde estão
posicionadas 25% das notas mais baixas, 24,7% dos alunos têm pais
com nível superior e 37% com pais sem nenhuma escolaridade.
De acordo com o relatório do Inep, um conceito baixo no Exame pode significar, por exemplo, que o curso recebe alunos muito fracos e que, apesar dos esforços institucionais, não é possível levá-los a um desempenho comparável aos dos estudantes de estabelecimentos com vestibulares altamente competitivos e, por isso, recebem os melhores alunos. "Nesse caso, o desempenho no Provão pode ter muito pouco a ver com a titulação dos professores, a sofisticação das metodologias e técnicas de ensino, a quantidade e atualidade do acervo bibliográfico, a qualidade dos laboratórios e a 'atmosfera' acadêmica." Mais informações podem ser obtidas no site do Inep.
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