| Stress Trânsito,
falta de tempo, prazos apertados, situação econômica instável,
ambiente de trabalho tenso, vida em família, noites mal-dormidas... Todos
esses ingredientes apimentam um prato cada vez mais difícil de digerir:
o stress, que nada mais é do que uma reação do organismo
frente a fatores externos pra lá de desfavoráveis. Há uma
descarga de adrenalina que atinge, principalmente, os aparelhos circulatório
e respiratório e quando o perigo passa, a produção de adrenalina
pára e tudo volta ao normal. Por isso, a reação é
de taquicardia, palidez, sudorese e respiração ofegante. Pode haver,
também, um descontrole da pressão arterial, o que não significa
que a pessoa seja hipertensa. A conclusão da incidência das doenças psicossomáticas surgiu a partir do acompanhamento da evolução do quadro clínico dos pacientes. O especialista notou que, muitas vezes, as moléstias sanadas nas salas de cirurgia, como úlceras, por exemplo, voltavam a incomodar. Os diálogos travados ao longo dos anos reforçaram a suspeita do médico de que a origem dessas doenças era emocional-mental. O estudioso e pesquisador defende que a evolução trouxe, mais rapidamente, ao homem, uma sobrecarga de informações, às vezes desnecessárias, que demanda do organismo uma série de mecanismos para compensar tamanha tensão que a vida moderna traz. "Entre as diversas reações bioquímicas que o stress provoca, encontram-se o fechamento (constrição) dos vasos sangüíneos, o aumento da freqüência cardíaca, da pressão arterial, da freqüência respiratória e a diminuição dos movimentos gastro-intestinais, além do aumento da temperatura corpórea e do tônus muscular", afirma. Todas essas reações são desencadeadas pelo cérebro, que percebe e decodifica uma sensação de perigo iminente, preparando o corpo para correr ou defender-se. No entanto, o médico explica que situações como estas acontecem esporadicamente. "O problema encontra-se justamente neste ponto porque, em primeiro lugar, essas reações, que foram criadas para facilitar o movimento e a força muscular para o organismo agir, não são aproveitadas, dada a vida sedentária que o homem moderno adotou no seu dia-a-dia. Em segundo lugar, as cobranças e exigências desta mesma vida moderna deixam o homem em constante tensão, levando a um quadro que se torna crônico, com o passar dos anos", alerta o especialista. Para
recuperar o equilíbrio interior Moromizato defende que o relaxamento "Treinamento Autógeno" é a redescoberta da meditação oriental pelo ocidente. O médico relata que a sensação de equilíbrio também é cumulativa (como o estresse), e se reflete no organismo, aumentando os níveis de histamina, concentração, performance intelectual, coordenação física, estabilidade emocional e maior capacidade de enfrentamento de doenças. "A técnica age como um facilitador da homeostase corporal (equilíbrio das funções vitais do corpo humano), promovendo descanso muscular e dilatação dos vasos sangüíneos. O sangue é o principal mensageiro do organismo, pois ele é o responsável por carrear milhares de compostos químicos, essenciais à alimentação celular, além dos seus compostos básicos, que são os glóbulos vermelhos, brancos e as plaquetas. Desta forma, um corpo tenso possui uma circulação sangüínea prejudicada, devido ao fechamento dos vasos". Quando
o indivíduo tem a prática diária de relaxar, seus vasos sangüíneos
estão propensos a maior elasticidade, e o sangue tende a circular com maior
facilidade pelo corpo, chegando, inclusive, às extremidades com mais eficiência. 31/8/2007 |
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