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Médico
alerta para aumento de casos de otite externa no verão

Verão combina com banhos de mar e mergulhos na piscina, mas todo
cuidado é pouco: a água contaminada é responsável
pelo aumento dos casos de otite externa também conhecida
por inflamação do nadador atingindo
pessoas de todas as idades. Segundo o médico Leandro Franchi,
diretor do Hospital CEMA, a otite externa é a causa mais frequente
dos atendimentos realizados no pronto-socorro do hospital, o único
da cidade de São Paulo especializado em otorrinolaringologia
a funcionar 7 dias na semana, 24 horas por dia. Os casos triplicam
nesta época do ano, afirma o médico.
De acordo com o
especialista, a doença se caracteriza pela inflamação
da pele existente antes do tímpano, causada pelo acúmulo
de água no canal do ouvido. A água molha a cera
dentro do ouvido, formando uma esponja que retém a água
e a umidade dentro do canal. Essa água represada é o meio
ideal para a proliferação de bactérias, causando
a infecção, explica o médico. Dor aguda e
inchaço no condutor auditivo são os sintomas mais comuns
e algumas pessoas apresentam também secreção purulenta
(pus). Mas não causa febre. A dor forte e intensa é
o sintoma mais comum, comenta Franchi.
Secar o ouvido
com cotonetes ou tentar aliviar a dor com pequenas compressas de algodão
embebido em óleo quente são as piores práticas
para quem está com otite externa. Isso só agrava
o problema, adverte o médico. Segundo ele, o melhor a fazer
é procurar atendimento especializado ao primeiro sinal de dor
ou desconforto. Quem foi à piscina ou ao mar e está
com a sensação de água no ouvido deve procurar
o otorrinolaringologista para avaliação correta. Ninguém
deve pingar ou usar nada sem orientação médica,
enfatiza Leandro Franchi.
04 de março de 2010
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