H1N1 – Quanto mais prevenção, mais proteção


Por Priscila Risso

Slogan da campanha de vacinação contra o vírus H1N1 condiz com a atuação da vacina

Desde o dia 08 de março, o Ministério da Saúde vem vacinando a população contra a gripe H1N1 (mais conhecida como gripe suína), e a campanha continuará até o dia 21 de maio – imunizando no total, gestantes, trabalhadores da área de saúde, indígenas, grupos de risco, crianças, idosos e pessoas entre 20 e 39 anos.

A princípio, a campanha teve uma boa adesão por parte da população do Estado de São Paulo, no entanto, muitos mitos e dúvidas surgiram sobre esta imunização.

Primeiramente, o que é a Influenza A (H1N1)? Segundo o Ministério da Saúde, é uma doença respiratória aguda, causada pelo vírus pandêmico (H1N1) 2009. Este novo subtipo do vírus da influenza, do mesmo modo que os demais, é transmitido de pessoa a pessoa, principalmente por meio da tosse ou espirro e do contato com secreções respiratórias de pessoas infectadas.

O segundo passo é entender como a vacina é produzida, e isso quem nos explica é a médica infectologista, Carolina Cipriani Ponzi*:

“A Organização Mundial da Saúde (WHO) monitora os casos de influenza no mundo, e sabe que tipo de vírus está circulando em cada parte do nosso planeta. Assim, monta o que é chamado de pool vacinal: o conjunto de cepas (tipos) de vírus influenza que circularam com maior frequencia em cada hemisfério. A partir deste pool vacinal é que a vacina é feita. Como? Através da inoculação de vírus em ovos embrionados de frango. Estes vírus depois são inativados, e a vacina em si é manufaturada.

A vacina para a gripe A nada mais é que a cepa A/H1N1 do vírus influenza (que circulou entre nós no ano passado), sozinha ou associada a mais duas cepas da influenza sazonal (gripe comum).

Os adjuvantes da vacina (timerosal e esqualeno) servem para aumentar a resposta imune, e são adicionados a algumas vacinas. Como a sua concentração é ínfima, não há riscos à exposição ao timerosal. Entretanto, recomenda-se que gestantes e crianças até dois anos de idade não recebam vacinas com adjuvante. Tanto a rede pública quanto a rede privada dispõe de vacinas contra a influenza sem adjuvante reservadas especialmente para estas populações.

A vacina contra a Influenza A tem sido administrada em milhões de pessoas no hemisfério norte desde o final de 2009, assim como em milhões de pessoas na Austrália e na Nova Zelândia, e não há relatos de óbitos ou qualquer outro efeito grave associado a ela. É verdade que vacinas feitas a partir de vírus vivos atenuados podem causar um tipo de paralisia chamada de síndrome de Guillián-Barré, mas isso é raro.

As únicas pessoas com contra-indicação à administração de vacinas feitas a partir de ovos embrionados (como a da influenza) são as que tem alergia a ovos.”

Segundo o Ministério da Saúde, a vacina registra uma efetividade média maior que 95%. A resposta máxima de anticorpos se observa entre o 14º e o 21º dia após a vacinação.

“Outra coisa importante, ressalta a médica, é saber que vacina é vacina, e Tamiflu é Tamiflu. A vacina é um liquido contido dentro de uma seringa (se na rede privada) ou dentro de um vidro onde cabem 10 doses (se na rede pública) que serve para estimular nosso sistema imunológico a produzir anticorpos (defesas) contra uma doença - no caso, a gripe. O Tamiflu é o nome comercial do Oseltamivir, um remédio que inibe a replicação do vírus influenza, e serve para tratar a doença. Ou seja, vacina serve para prevenir, Tamiflu serve para tratar o que não foi prevenido.”

Portanto, é seguro e eficaz se vacinar, mas a população deve procurar locais seguros – há 3.800 pontos de vacinação em todo o Estado, localizados nas Unidades Básicas de Saúde, que funcionam de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. E deve, também, levar a Carteira de Vacinação.

Confira o calendário:


Para mais informações, acesse: www.vacinacaoinfluenza.com.br


*Texto na íntegra em: http://observatoriodamulher.org.br


22 de abril de 2010

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