Pesquisadores da Unicamp atestam teor de flúor em excesso em chás


Se você toma chá, cuidado: seu organismo pode estar recebendo dosagens de flúor acima das recomendadas. Um grupo de pesquisadores da Faculdade de Odontologia de Piracicaba, da Unicamp, analisou 177 amostras de chás de ervas e chás pretos nacionais, 11 tipos de chás pretos importados e 21 amostras de bebidas à base de chá.

O objetivo foi verificar as taxas de flúor e de alumínio em vários tipos de chás. Em todos os resultados, publicados na edição de fevereiro da Revista de Saúde Pública, as taxas de alumínio estiveram dentro das consideradas seguras para a saúde bucal dos consumidores. O mesmo não ocorreu para os números do flúor, segundo atestam os pesquisadores Mitsue Fujimaki Hayacibara, Celso Silva Queiroz, Cínthia Pereira Machado Tabchoury e Jaime Aparecido Cury.

Apesar de ser uma substância importante para a saúde dos dentes, principalmente em crianças, o flúor ingerido em excesso pode causar fluorose. A doença acarreta problemas estéticos, como manchas nos dentes, ou mais sérios, como defeitos na formação do esmalte.

Concentrações altas
Segundo a pesquisa realizada no interior de São Paulo, taxas absolutamente seguras para a saúde bucal foram encontradas apenas nos chás de ervas. Nas bebidas à base de chá e nos chás pretos, as concentrações de flúor foram classificadas como altas.
Se for considerado apenas o risco estético para os dentes, a ingestão de uma única xícara de chá ultrapassa o limite considerado ideal. Tratando-se de crianças, que estão expostas a outras fontes de flúor, como a água, a situação pode ser ainda pior.
O problema não se restringe ao Brasil, mostra o levantamento. A ingestão de bebidas à base de chá, nos Estados Unidos, conforme mostrou pesquisa recente, também tem contribuído para a ingestão de flúor em níveis acima dos considerados seguros.

Da Agência Fapesp
Da Agência Imprensa Oficial

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