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Pesquisa
revela que ácaro se concentra na parte inferior de colchão Segundo estudo sobre ácaros realizado pela Unicamp e publicado em dezembro de 2003, na conceituada revista americana "Annals of Allergy, Asthma e Immunology, foram analisadas casas inteiras, separadas por setores, e todas apresentaram ácaros. Porém, o local onde foi detectado maior concentração desses aracnídeos foi o colchão, principalmente na sua parte inferior. Um colchão pode apresentar de 10.000 a 10 milhões de ácaros. Segundo o médico alergista e doutor em Farmacologia, Celso Henrique de Oliveira, que participou do estudo, esse é um dado inédito. "Por serem aracnídeos, os ácaros preferem lugares escuros e úmidos, e a parte inferior da cama é um local muito propício para a sua proliferação", diz Oliveira. Segundo o alergista, existem ácaros espalhados universalmente, em todos os locais, porém existe também um limite que possibilita a convivência humana com estes aracnídeos, sem desencadear uma crise nos alérgicos. "Quando há até 500 ácaros por grama de poeira fina, até mesmo pessoas alérgicas ao ácaro consegue viver bem, sem crise. Por este motivo, o médico acredita que a melhor solução para o ácaro é evitar a proliferação e não extinguí-lo completamente. "Se alguém conseguir acabar com os ácaros em determinado ambiente, não vai conseguir com que o alérgico que viva neste ambiente esteja livre de outros locais, casas de amigos ou parentes e escolas, que continuam com ácaros, o que acaba sendo maléfico para o alérgico, que fica imune contra o ácaro em seu ambiente cotidiano e quando tem uma exposição pode ter uma reação maior que a esperada. Dados colhidos em
2001, no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade
de São Paulo, mostram que com a chegada do inverno, aumentam
em 40% o número de queixas respiratórias. A asma e a rinite,
que são as alergias respiratórias mais comuns, correspondem
a 70% delas. Os produtos tratados
com Ultra-Fresh*, tratamento criado pela Thomson Research Associates,
empresa de origem canadense, que existe desde 1955 e está presente
em 40 países de todo o mundo, são opções
ecologicamente corretas no controle do ácaro e na busca por qualidade
de vida. "O tratamento Ultra-Fresh ataca bactérias, fungos
e ácaros. Por inibir a reprodução destes fungos,
responsáveis pela pré-digestão do alimento do ácaro,
este não tem como digeri-lo e não consegue sobreviver.
Os produtos tratados se tornam um ambiente hostil para o ácaro",
explica Renato Catini Filho, diretor-geral da Ultra-Fresh* no Brasil. Uma pessoa gera, em média, 1,2 gramas de escamas de pele mortas por dia. Apenas 1,5 gramas de escamas de pele alimenta 100 mil ácaros. Nessa batalha pelo alimento, esses aracnídeos são ajudados pelos fungos na pré-digestão da pele. Ao se alimentarem, geram fezes continuamente. Essas fezes possuem a enzima do sistema digestivo do ácaro chamado Der p 1, que é uma enzima altamente alérgica e não é biodegradável. Ela pode ficar em suspensão no ar durante dias e fatalmente é inalada, se instalando nos bronquíolos (tubos por onde passa o ar que vem dos pulmões). Nas pessoas sensíveis aos alergênicos, os bronquíolos irritados se contraem, dificultando a respiração. Estas reações alérgicas acontecem em minutos, o que caracteriza uma reação aguda. A exposição
contínua a altas concentrações de pelotas, noite
após noite, pode causar reações crônicas,
que levam meses para se formar. A pessoa passa a sofrer de asma, fica
cronicamente inchado e com as vias aéreas restritas, e reage
à fumaça de exaustão, polén, brisa repentina
de ar frio e fatores emocionais, que despertam os ataques asmáticos.
Os músculos se tornam espármicos e o asmático não
consegue respirar tranqüilamente. Acredita-se que a sensibilização
ocorre nos primeiros meses de vida, quando o sistema imunológico
subdesenvolvido, combinado com a diminuição de anticorpos
das mães, é exposto a altos níveis de Der P1. |
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