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Alergia
a alimentos: o inimigo pode estar na sua mesa

A alergia tornou-se um problema de saúde que afeta uma proporção
substancial da população mundial e está presente
em todos os grupos de idade e classe social. Dados da SBAI - Sociedade
Brasileira de Alergia e Imunopatologia - revelam que cerca de 30% da
população em geral sofre de doenças alérgicas.
São múltiplos os fatores que desencadeiam uma crise alérgica:
contaminação do ar por substâncias alergênicas,
poluentes, cigarro, infecções, medicamentos etc. Um dos
maiores problemas neste campo, no entanto, é a alergia alimentar.
Mais comum em lactentes e crianças, este tipo de alergia apresenta
um quadro clínico bem amplo e variado, conforme explica a Dra.
Maria de Fátima Fernandes, diretora da SBAI. "O paciente
pode apresentar desde uma urticária generalizada até sintomas
de rinite, asma, náuseas, vômitos, diarréia, perda
de peso". A médica alergista explica que vários alimentos
podem desencadear alergia, porém os mais freqüentes, na
infância, são: o leite de vaca, ovo, trigo, soja e amendoim.
Já nos adultos a alergia pode ser também por camarão,
frutos do mar e peixe.
Alguns alimentos são causadores de sintomas, principalmente de
urticárias, por liberarem histamina (substância liberada
nas reações alérgicas), como por exemplo, clara
de ovo, crustáceos, morango, chocolate, álcool, tomate
e frutas cítricas (laranja, limão, tangerina, abacaxi,
acerola etc). Outros por serem ricos em histamina, como queijos (parmesão,
roquefort e blue), vegetais (espinafre e berinjela), vinhos tintos,
extratos de fungos e peixes (atum e bonito), ou em tiramina: queijo
(camembert, cheddar), vinho, extrato de fungos, sardinha, atum e fígado
de galinha.
07 de maio é o Dia Nacional de Prevenção das Doenças
Alérgicas e Dia Mundial de Combate à Asma. Neste dia,
a SBAI vai desenvolver ações voltadas à população,
em todo o Brasil.
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