SBAI promove campanha nacional de prevenção à alergia


Conscientizar a população dos riscos e como se prevenir das doenças alérgicas. Com este intuito, a SBAI - Sociedade Brasileira de Alergia e Imunopatologia, no dia 07 de maio, dará continuidade à Campanha anual do Dia Nacional de Prevenção às Doenças Alérgicas e Dia Mundial de Combate à Asma (dia 04 do mesmo mês).

Atualmente, cerca de 30% da população em geral sofre algum tipo de alergia, sendo as respiratórias as mais graves. São múltiplos os fatores que desencadeiam uma crise alérgica: contaminação do ar por substâncias alergênicas, poluentes, cigarro, infecções, medicamentos, alimentos inadequados, entre outros.

Por meio desta campanha, a SBAI distribui folhetos informativos, realiza palestras com orientações sobre os tipos de alergias e as formas de tratamento. "Este dia tem como finalidade orientar os pacientes como se proteger e evitar as crises alérgicas mais graves. O nosso objetivo é levar informações ao maior número de pessoas", ressalta Dr. Walfrido Antunes, presidente da SBAI.
As atividades são feitas através das 19 regionais da SBAI, espalhadas por todo o Brasil.

Alergias
As alergias mais comuns são aquelas causadas por inalantes, como a asma, a rinite, a alergia ocular e os eczemas (doenças de pele), além das alimentares (com maior prevalência em lactentes e crianças). Embora não tão freqüente, a alergia ao látex, produto extraído da seiva da seringueira (Hevea brasiliensis) e encontrado nos mais diversos artigos de uso diário, como luvas cirúrgicas, camisinha e bexigas, atinge cerca de 2% da população.

Asma e Rinite Alérgica
De acordo com os dados da SBAI, a associação entre asma e alergia é significativa. Cerca de 80 a 90% das pessoas com asma também sofre de rinite alérgica. Para muitas pessoas, o contato com alérgenos, tais como ácaros, pólen, fungos, animais e resíduos de baratas, pode desencadear não apenas sintomas de rinite, mas também uma crise de asma. Além disso, a asma pode ser desencadeada ou agravada por numerosos outros fatores, como, por exemplo, fumaça de cigarro, poluição, partículas de pó, carvão ou talco, cheiros fortes e sprays, sinusites e infecções virais, exercícios, doença do refluxo gastroesofágico, remédios, alguns alimentos ou aditivos alimentares e mudanças de clima.

Alergia e fatores genéticos
A asma e outras doenças alérgicas, como eczema e rinite, são mais freqüentes em crianças com pais ou parentes próximos alérgicos, portanto, herdada por fatores genéticos. Uma criança com história familiar positiva para asma tem maior probabilidade de desenvolver a doença. Se um dos pais possui alergia, a criança apresenta até 50% de chances de desenvolver a doença. Se os dois forem alérgicos, a probabilidade sobe para 50 a 80%.

Alergias aumentam no inverno
A chegada do outono/inverno é um fator de piora do quadro alérgico. Entre os vários motivos estão as mudanças climáticas, o aumento da poluição causada pela inversão térmica, muito comum nesta época do ano, e uma maior incidência de infecções virais respiratórias. Um outro agravante é o uso de cobertores e roupas de lãs que ficaram guardadas todo o verão, acumulando pó e ácaros.

Fonte: Sociedade Brasileira de Alergia e Imunopatologia e Comitê de Apoio ao Paciente com Alergia e Imunodeficiência

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