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Academia
Brasileira
de
Otologia
lança
Campanha
Nacional
da
Audição
>>>Surdez
na 3ª idade – um risco para quem tem mais de 65 anos
Mais de 15 milhões
de brasileiros têm problemas de audição, segundo
dados da Organização Mundial de Saúde. O que poderia
ser um problema simples de ser resolvido - uma vez que a tecnologia
atual já proporciona uso de aparelhos quase imperceptíveis
- ganha contornos de epidemia. Apenas 40% dos afetados reconhecem a
doença. A falta de informação e o preconceito fazem
com que a maioria demore, em média, seis anos para tomar uma
providência. Especialistas são unânimes em afirmar que é preciso acabar com o preconceito que rodeia os problemas auditivos. Reconhecem que audição é ponto de equilíbrio e ponte para uma vida social. Pesquisas informais constataram que a maior parte dos surdos preferia ser cega. A explicação dada por quem estuda o assunto é que a surdez causa mais solidão do que a cegueira. "O maior dilema do surdo acontece em casa. Com o tempo, quem tem problemas deixa de freqüentar a mesa com a família e a sala de televisão. A criança fecha a janela do conhecimento e se isola. A maior parte da sociedade tem dó do cego e raiva do surdo" explica Dr. Luiz Carlos Alves de Sousa, diretor da Academia Brasileira de Otologia e coordenador nacional da campanha. "O paciente se sente punido quando há necessidade do uso de aparelho auditivo. Infelizmente, este preconceito está entre as maiores dificuldades na perda da audição. Precisamos mudar essa imagem. O aparelho é a solução para outros problemas também, tais como a dispensa profissional" - observa o presidente da instituição, Sady Selaimen da Costa. O envelhecimento populacional é um dos maiores desafios da saúde pública contemporânea. Trabalhos recentes demonstram que a deficiência auditiva acomete de alguma forma cerca de 70% dos idosos (pelo menos 10 milhões de pessoas em nosso país), tratando-se de questão de saúde pública com necessidades específicas quanto à reabilitação auditiva. A perda de audição é a segunda inabilidade física mais comum nos EUA, logo atrás da dor lombar. Aproximadamente 10% da população dos EUA têm algum grau de perda de audição, incluindo um terço dos americanos acima de 65 anos de idade. “A surdez no idoso constitui-se em um dos mais importantes fatores de desagregação social. De todas as privações sensoriais, a perda auditiva é a que produz efeito mais devastador no processo de comunicação do idoso, sem contar que muitas vezes a deficiência auditiva pode ser acompanhada de um zumbido que compromete ainda mais o bem estar daquele indivíduo”, explica Dr. Sady Selaimen da Costa, presidente da Academia Brasileira de Otologia. Com a idade avançada, a pessoa começa a apresentar um processo natural de envelhecimento de seus órgãos, incluindo o ouvido, o nervo auditivo e as vias auditivas no sistema nervoso central. A deficiência auditiva começa, via de regra, a ficar comprometedora após os 65 anos de idade. A perda auditiva decorrente deste quadro é conhecida como presbiacusia. "Em alguns indivíduos, agentes agravantes como a exposição a ruídos, diabetes, uso de medicação tóxica para os ouvidos e a herança genética, a diminuição da acuidade auditiva na terceira idade torna-se extremamente comprometedora no que se refere a sua qualidade de vida", alerta o médico. A presbiacusia é, portanto, o envelhecimento natural do ouvido humano simplesmente como somatória de alterações degenerativas de todo o aparelho auditivo. Um problema que atinge diretamente as freqüências altas (os sons agudos), o que afeta, de modo significativo, a compreensão da fala. A surdez pode se tornar extremamente incapacitante e evoluir para graus mais avançados, ajudando a isolar do ambiente o doente que já possui outras limitações físicas. “Assim como há o envelhecimento da visão e a pessoa passa a ver menos, com a idade ela também passa a ouvir menos. E como é natural usarmos óculos para poder amplificar as imagens, também deveríamos usar os aparelhos de amplificação sonora (AAS), também chamados de próteses auditivas, ou equipamentos auxiliares para a audição sem nenhum preconceito, como forma de minimizar os efeitos negativos da deficiência auditiva que tanto aflige as pessoas”, afirma Dr. Luis Carlos Alves de Sousa, coordenador da Campanha Nacional da Audição. Segundo o especialista,
uma importante barreira social precisa ser derrubada definitivamente,
para melhorar a qualidade de vida do deficiente auditivo. De todas as privações sensoriais que afetam o idoso, a incapacidade de comunicar-se com os outros devido à perda auditiva pode ser uma das mais frustrantes, produzindo um impacto profundo e devastador em sua qualidade de vida. “Idosos portadores de presbiacusia experimentam uma diminuição da sensibilidade auditiva e uma redução na inteligibilidade da fala, o que vem a comprometer seriamente o seu processo de comunicação verbal. A perda auditiva em altas freqüências (agudos) torna a percepção das consoantes muito difícil, especialmente quando a comunicação ocorre em ambientes ruidosos. Freqüentemente, respostas inadequadas de indivíduos idosos presbiacúsicos geram uma imagem de senilidade, a qual pode não condizer com a realidade. A queixa típica destes indivíduos é a de ouvirem, mas não entenderem o que lhes é dito”, explica Dr. Luis Carlos. Segundo o especialista, é muito comum aos familiares descreverem o idoso portador de deficiência auditiva como confuso, desorientado, distraído, não comunicativo, não colaborador, zangado, velho e, injustamente, senil. Podemos resumir as implicações da deficiência auditiva no idoso, destacando:
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