Alimentação
na escola: dicas para levar na lancheira e consumir na cantina
A obesidade infantil
pode ser causada por predisposição genética,
fatores metabólicos - que facilitam o aumento de peso sem que
necessariamente a criança coma muito - e também por
problemas psicológicos e sedentarismo.
No entanto, uma
questão de extrema relevância, como não poderia
deixar de ser, são os hábitos alimentares. "Os
tipos de alimento, a forma de preparo, as preferências alimentares
e o modo como comemos pode levar ao aumento da ingestão de
alimentos e conseqüentemente ao consumo elevado de energia, resultando
em excesso de peso", alerta a fisiologista Vera Lucia Perino
Barbosa, autora do livro Prevenção da obesidade na infância
e adolescência - exercício nutrição e psicologia.
Muitos pais alegam
ser difícil controlar o que os pequenos comem, sobretudo na
escola. Mas algumas orientações podem ajudar a melhorar
o conteúdo da lancheira e a controlar as tentações
da cantina.
Na lancheira
Quando pensamos
na alimentação da criança, devemos lembrar primeiramente
que não existe proibição, e sim o controle do
consumo dos alimentos mais calóricos. No dia-a-dia, a oferta
de alimentos deve ser sempre mais saudável, e em dias eventuais
podemos oferecer alimentos um pouco mais calóricos. Dessa forma,
é interessante que os lanches contenham uma fonte de carboidrato,
proteína e vitaminas. Os carboidratos podem ser encontrados
nos pães, bisnaguinhas, biscoitos, torradas e cereais; as proteínas
estão nos queijos, requeijão, ricota, peito de peru,
presunto magro, iogurtes, leite fermentado e leite; e as vitaminas,
nas frutas e sucos de frutas.
Uma alimentação equilibrada pede também uma boa
oferta de fibras. Dessa forma, trocar eventualmente os pães
brancos por pães integrais é uma excelente forma de
melhorar a alimentação da criança e deixá-la
saciada por mais tempo. A fibra tem um grande poder de saciedade.
Frutas com casca e bagaço também são uma boa
fonte de fibras.
Docinhos acompanhando o lanche podem ser liberados uma ou duas vezes
por semana, mas sempre uma porção pequena: dois Bis,
um bombom, duas bolachas recheadas, entre outros.
Cantinas escolares:
o perigo dos alimentos calóricos
O ideal é
que a criança leve o lanche de casa porque muitas cantinas
oferecem alimentos calóricos e pouco nutritivos. Porém,
vale a pena liberar a cantina uma vez por semana para agradar a criança.
Na fase "levar lanche de casa é coisa de criança",
é importante criar opções mais práticas,
nas quais eles não percam tanto tempo comendo, mas que também
possam curtir os amigos no intervalo.
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Caso a cantina seja inevitável, oriente seu filho para consumir
salgados assados em vez dos fritos; consumir sucos de frutas, mesmo
sendo de caixinha; evitar doces e sorvetes.
Estimule a criança a diminuir a freqüência do consumo
de alimentos mais calóricos. Por exemplo, consumir doces uma
vez por semana e refrigerante duas vezes por semana, mas sem exageros.
Trabalhe a criança de forma que ela tenha responsabilidade
por suas atitudes.
Ainda sobre a
obesidade infantil, Vera adverte: ela traz problemas psicológicos
e físicos que podem perdurar até a vida adulta. "Os
problemas psico-sociais podem ser depressão, baixa auto-estima,
uma auto-imagem negativa e fuga de situações sociais
com seus pares", ilustra. "Problemas ortopédicos,
complicações cardiovasculares, condições
respiratórias, problemas de pele, intolerância a glucose
e doenças gastrointestinais são outras complicações,
assim como a pressão alta e a diabetes."
Fonte: Movere Núcleo de Atividades Esportivas