Educação alimentar vira projeto pedagógico nas escolas

"Deputado quer tirar o doce das crianças nas escolas". Essa frase tem tomado conta dos noticiários paulistas, referente ao Projeto de Lei do deputado estadual Lobbe Neto, que versa sobre a proibição da venda de balas, chicletes, salgados, refrigerantes e pirulitos nas cantinas das escolas paulistas. No entanto, essa proibição agradou alguns segmentos da educação privada. Algumas escolas particulares da capital e do interior paulista trabalham em sala de aula, como conteúdo pedagógico, a importância da alimentação saudável, da mastigação correta ao malefício que um mau hábito alimentar pode acarretar para o desenvolvimento do aluno. Nas cantinas, muitas já adotaram há tempos, a proibição prevista pelo projeto de lei. No entanto, a luta vem de encontro às famílias. As escolas, cujos alunos levam merendas, procuram sensibilizar os pais para a necessidade da boa alimentação. E os filhos, acabam sendo os fiscais.

Clique para ampliarEscolas como a Carlitos oferecem aos alunos sucos naturais e frutas da época; além disto, em sua cantina não são vendidos refrigerantes nem frituras. Já a Escola Viva, conhecida por trabalhar os princípios de uma vida saudável e onde os alunos de Ensino Fundamental têm aulas num prédio inteiramente ecológico, construído com materiais recicláveis e sem agressões ao meio ambiente, oferece lanche elaborado por nutricionista. Em Jaú, interior do estado, a Escola de Educação Infantil Girassol, vem trabalhando num projeto de reeducação alimentar junto aos alunos e orientação de cardápio junto aos pais. Além disto, os alunos tem aulas de culinária durante as quais são desenvolvidas receitas nutritivas e saudáveis.

Estas escolas estão dando exemplo de como trabalhar a alimentação e a saúde com seus alunos. Se a isto for aliado o cultivo de legumes e verduras numa horta, melhor ainda. Nada impede que outras escolas façam o mesmo. Fica a idéia.

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