|
Alimentação
à base de peixes ajuda a prevenir riscos de infarto Na última semana de maio, a Universidade de Harvard anunciou que o consumo de peixes oleosos como o salmão e o atum, ao menos duas vezes por semana, ajuda a impedir a ocorrência de arritmias cardíacas e a reduzir os riscos de infartos. Esses alimentos são as principais fontes de EPA e DHA, gorduras saudáveis (insaturadas), pertencentes à família dos ômega-3, com ações preventivas comprovadas contra o risco de doenças cardiovasculares. Outro estudo, realizado em março por pesquisadores da Universidade de Southampton, na Inglaterra, com 188 pacientes, comprovou que a ingestão regular de gorduras provenientes de peixe diminuem os riscos de arteriosclerose. A doença é caracterizada pelo acúmulo de gordura nas paredes dos vasos, acarretando num déficit de irrigação de sangue para os tecidos. Com isso, o risco de derrames e infartos é agravado. De acordo com a cardiologista Tânia Martinez, chefe do Departamento de Ateriosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia e professora titular da Unifesp, a importância do consumo de EPA e DHA está na propriedade dessas gorduras em prevenir a agregação plaquetária, evitando a formação dos coágulos nas artérias coronárias e carótidas (veias que levam o sangue ao coração e ao cérebro, respectivamente). Segundo a especialista, em 2000, foram registradas 260.555 mortes no País em decorrência de doenças cardiovasculares, o equivalente a uma morte a cada dois minutos. "Para se ter uma idéia melhor do problema, se somarmos o total de óbitos gerados por enfermidades como a Aids e o câncer naquele ano, não atingiríamos metade dos números de mortalidade em decorrência de problemas cardiovasculares", afirma. Recentemente, o Studio della Sopravvivenza nell´Infarto Miocardico Gissi-Prevenzione, na Itália, analisou 11.323 pacientes que haviam sofrido infarto agudo do miocárdio e constatou que a alimentação rica em Ômega-3 diminuiu em 41% os índices de mortalidade desse grupo. Em 1999, pesquisa conduzida pelo Lion Diet Study Heart, concluiu que a diferença dos padrões dietéticos dos países banhados pelo mar mediterrâneo era o principal responsável pelos seus baixos índices de mortalidade em relação aos das populações localizadas ao norte da Europa. O maior consumo de gorduras insaturadas foi apontado como o fator de prevenção. Fonte: Attachée de Press - Nicolas Farfel |
|
|
|
|