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Cardiologista
do Hospital do Coração dá dicas de como incluir
alimentos saudáveis na rotina das crianças

Abusar
de cores e formatos para apresentar novos sabores aos pequenos consumidores
é uma das recomendações para evitar o excesso de
guloseimas.
Na hora das refeições,
muitos pais lutam para fazer a criança comer, e quando não
conseguem acabam cedendo às vontades e substituindo as refeições
saudáveis pelos doces, salgadinhos, batatas fritas, refrigerantes,
entre outros. Levando em conta suas exceções, os pais
devem ser firmes, pois escolher bem os alimentos que se põem
à mesa é essencial para o crescimento e o desenvolvimento
da criança. São pequenos detalhes no cardápio que
podem garantir uma qualidade de vida e prevenir doenças. Mas
como ensinar uma alimentação adequada em meio a tantas
opções de guloseimas?
Para o cardiologista e nutrológo do Hospital do Coração,
Dr. Daniel Magnoni, as crianças estão expostas a todos
os tipos de alimentos, mas sempre vão optar pelo mais atrativo.
"Os pais devem incluir os alimentos de forma natural na rotina
da família destacando o que é mais nutritivo a fim de
criar um hábito alimentar. Mas não podemos nos esquecer
que estamos falando de crianças, que têm vontade de comer
um chocolate, ou um hambúrguer, por isso os pais não podem
radicalizar, é preciso ponderar estabelecendo assim regras e
nunca proibições", comenta.
Uma boa alimentação na infância tem o papel adicional
de promover o crescimento e desenvolvimento da criança, que segundo
o médico é o ponto de partida para a prevenção
de doenças cardíacas. Pode-se começar com o consumo
diário de gordura monoinsaturada, que deve ser de no mínimo
10% de 30% do valor calórico total. "Este tipo de gordura
está presente principalmente no azeite extra virgem, um alimento
rico em antioxidantes que irá auxiliar no combate aos radicais
livres que circulam no organismo, reduzir o colesterol LDL (mau colesterol)
e aumentar o HDL (bom colesterol), estabilizar a hipertensão
arterial e prevenir a obesidade", completa.
Para convencer os pequenos dos benefícios de uma boa alimentação,
o médico dá algumas dicas:
Abuse das cores e
inclua legumes e vegetais diariamente. Para os pais que não dispõem
de muito tempo, o melhor é deixá-los lavados e cozidos
em recipientes plásticos, prontos para serem temperadas no momento
de servir.
Substitua sobremesas
ricas em açúcar e calorias por salada de frutas que podem
ser cortadas com boleadeira, para atrair a atenção da
criança.
Dê preferência
a carnes magras, frango e peixes.
Insira no cardápio
matinal fibra e produtos lácteos.
Invista na criatividade
e corte os sanduíches em formatos triangulares e prepare biscoitos
em forma de estrelas.
Substitua o refrigerante
pelo suco natural que podem ser servidos com canudinhos ou em copos
coloridos.
Não ofereça
lanches ou guloseimas para suprir a rejeição de uma refeição.
A criança dará sinal de fome e irá recorrer ao
alimento sugerido.
Sempre que possível
faça as refeições em família para que a
criança veja que as demais pessoas estão consumindo os
alimentos recém-apresentados a ele, criando assim um exemplo
a ser seguido.
Não faça
chantagem e promessas, a criança ao invés de gostar do
alimento poderá criar antipatia pela situação na
qual ele foi imposto a ela.
Evite fazer refeições
em frente à televisão, isso pode causar dispersão
e perder o estímulo por novos sabores.
Conceder a criança
uma vez por semana desfrutar do que gosta, ou seja, seu doce preferido,
tomar refrigerante ou comer um lanche.
O consumo de doces
e salgados em festas deve ser livre.
A malvada das gorduras
Os alimentos industrializados, produzidos com gordura trans, ou seja,
gordura vegetal hidrogenada, é uma ameaça à saúde
das crianças, pois seu consumo aumenta a taxa de LDL (colesterol
ruim) e diminui cerca de 20% do HDL (colesterol bom). "Para se
ter uma idéia os famosos salgadinhos contêm 2 gramas de
gordura trans, já os cookies e a pipoca de microondas têm
2,5, o biscoito 1,5, a margarina e a batata frita 3, 5. O campeão
é o donuts com 4 gramas em apenas uma unidade. Estes alimentos
atraem as crianças pelo paladar, mas as conseqüências
do alto consumo podem ser desastrosas para a saúde" finaliza
Dr. Daniel Magnoni.
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