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Arroz,
feijão, carne e verduras ainda são os principais alimentos
de estudantes
Durante dois anos e meio a professora coletou 1.414 questionários, obtendo uma representatividade significativa da população destes alunos da cidade: 21,48% na zona urbana e 28,66% na rural, incluindo escolas públicas e particulares. Analisando as respostas, foi possível traçar um perfil da ingestão alimentar e nutricional destas pessoas, além de descobrir detalhes sobre as orientações fornecidas pelas escolas neste aspecto. Os resultados constam na dissertação de mestrado defendida por Neuza na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da USP de Piracicaba. Com relação ao ensino, uma das conclusões é que alimentação e nutrição são tópicos que podem facilmente ser melhor desenvolvidos. "Estamos em um momento propício para enfatizar isso. Os estudantes estão sentindo esta necessidade", relata. Um dos dados levantados dá conta de que a orientação recebida por eles provém principalmente da família. A escola, que em tese poderia ser um local de intensa orientação, vem logo depois, com um percentual muito parecido ao da televisão. "Esta proximidade é preocupante, pois interesses comerciais muitas vezes deixam a nutrição em segundo plano." Na opinião dos alunos, a escola deveria ter um papel mais ativo no ensino destas questões. Requisições como uma maior variedade no cardápio da merenda e a venda de alimentos mais saudáveis por parte das instituições também foram recorrentes. "Realmente a maioria das cantinas escolares trabalham em dissonância com os ideais de uma boa alimentação", observa. Já no período noturno, a própria merenda é uma das reivindicações que mais aparecem. Alimentação
balanceada Esta consciência também se reflete na baixa proporção de estudantes com sobrepeso e obesidade. Somadas estas categorias, o resultado fica em torno dos 8%, enquanto cerca de 63% deles se encontra na faixa de normalidade do Índice de Massa Corporal (IMC), outro quesito estudado. Apesar de haver pesquisas que indiquem um preocupante crescimento da obesidade no Brasil, Neuza verificou que isso não ocorre na região pesquisada por ela. Nesta população, o maior problema seria o subpeso, que afeta aproximadamente 27% dos participantes, em sua maioria mulheres residentes na zona rural. Fonte: Agência USP de Notícias (André Benevide) |
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