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Colesterol
alto: a fuga do tratamento
Apesar
disso, como mostra um recente estudo realizado por pesquisadores de
diversas universidades norte-americanas, mais da metade dos pacientes
ignoram o problema. A análise, feita em 6.814 pessoas de seis
comunidades, revela que 54% dos que precisavam tomar remédios
para baixar o colesterol não o fizeram. "Os
resultados mostram a importância de melhorar o tratamento e o
controle do colesterol e também de eliminar as disparidades que
existem no acesso aos serviços de saúde", explica
David Goff, o principal autor do estudo, em comunicado da Universidade
Wake Forest, nos Estados Unidos. O relatório
com os resultados foi publicado na revista Circulation, da American
Heart Association, em edição de 14 de fevereiro. Em termos
de gênero, a pesquisa verificou que o controle sobre as taxas
de colesterol entre aqueles que apresentavam problemas foi 20% maior
em mulheres do que nos homens. Além disso, os negros cuidam menos
desse aspecto de sua saúde (15%), assim como os hispânicos
(20%), quando comparados com a parcela de cor branca da amostra. Segundo
os autores do estudo, a primeira discrepância existe porque a
mulher costuma, geralmente, ir com mais freqüência aos serviços
médicos relatar seus problemas e monitorar sua saúde.
A explicação sobre o menor controle dos negros e dos hispânicos
é de ordem social. Nos Estados Unidos, esses dois grupos, explica
Goff, têm menos acesso ao sistema de saúde, de modo geral.
O relatório
Heart disease and stroke statistics - 2006 update pode ser lido
no site da Circulation, em http://circ.ahajournals.org. Fonte: Agência Fapesp |
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