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Artrose
na terceira idade: vale a pena tratar Dr. Sidney Schapiro* A artrose
é uma das doenças mais freqüentes na espécie
humana e um dos principais fatores de incapacidade física dos
idosos. Em graus variados, afeta a maior parte da população
depois dos 60 anos, embora só em alguns casos atinja gravidade
suficiente para provocar sintomas. Embora não haja cura para
a artrose, o tratamento adequado permite aliviar os sintomas, melhorar
a capacidade funcional e a qualidade de vida, bem como prevenir ou corrigir
problemas articulares mais graves. O conhecimento do paciente sobre
a sua doença representa um elemento da maior importância
na determinação dos resultados do tratamento. A artrose
resulta da destruição progressiva dos tecidos que compõem
as articulações, conduzindo à instalação
progressiva de dor, deformidade e limitação dos movimentos.
Ocorre uma deterioração progressiva da cartilagem, que
perde a sua regularidade e elasticidade, o que diminui a sua eficácia
e contribui para a sua destruição adicional com o uso
e traumatismos. Com o tempo, grande parte da cartilagem pode desaparecer
completamente. Na ausência completa ou parcial da cartilagem,
os ossos roçam diretamente entre si, causando sensação
de atrito, dor e limitação de movimentos. Com o tempo,
podem sofrer deformação visível ou palpável,
cuja tradução mais comum consiste nos osteófitos,
conhecidos popularmente na coluna por "bicos de papagaio". De
uma maneira geral, a artrose é mais freqüente e mais grave
no sexo feminino. A obesidade constitui um importante fator de risco,
sobretudo no caso do joelho e do quadril. A doença tem alguma
carga hereditária, particularmente nas formas generalizadas,
atingindo as mãos, e nas doenças reumáticas. Por
outro lado, todos os traumatismos podem aumentar o risco de artrose,
particularmente quando ocorrem fraturas que atingem as articulações
ou rompem os seus ligamentos. O uso prolongado de corticóides
e o alcoolismo também são fatores importantes de risco. O sintoma
predominante na artrose é a dor, podendo ter localização
variável, conforme a articulação afetada. Caracteristicamente,
surge com o movimento ou uso excessivo da articulação,
melhorando com o repouso. A dor leva o doente a evitar o uso da articulação,
causando um enfraquecimento dos músculos e contribuindo para
uma maior instabilidade e agravamento progressivo da doença. Está
profundamente errado o conceito de que a artrose e o sofrimento a ela
associado é conseqüência inevitável da idade,
devendo seu portador suportar a dor. Realmente, não existem tratamentos
que permitam reverter a artrose. No entanto, é possível
diminuir a dor e a rigidez das articulações, melhorando
os movimentos e a capacidade geral do indivíduo com exercícios
orientados. Novos medicamentos, provavelmente capazes de atrasar ou
parar o agravamento da artrose, estão atualmente em investigação
e parecem ser eficientes. As técnicas cirúrgicas têm
avançado a largos passos permitindo uma melhor qualidade de vida.
A família deve entender que a depressão causada no paciente
pelo sofrimento da dor acaba se tornando um fator de risco maior que
uma cirurgia. E o sucesso da cirurgia permite uma maior sobrevida com
qualidade. Sem
dúvida, vale a pena tratar a artrose. Consulte um ortopedista. *DR.
SIDNEY SCHAPIRO é ortopedista, cirurgião, especializado
em Traumatologia do Esporte, |
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